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sábado, 8 de setembro de 2018

O ponto fraco do diabo

FALLEN ANGEL,SATAN

Sim, existe um jeito de combatermos o maligno

Muitas vezes, quando vemos um grande mal no mundo, sentimos um desejo de “combater o fogo com fogo” e usar as mesmas táticas do inimigo. Começamos a nos convencer de que se fôssemos “poderosos” o suficiente, poderíamos derrubar Satanás e todos os seus seguidores.
No entanto, essa estratégia só vai nos machucar. Se realmente quisermos ter o poder de Satanás em nossas vidas, precisamos ir atrás de sua maior fraqueza.
Satanás ama o poder e usa nossa sede pelo poder contra nós.   Mas há uma coisa que ele odeia e isso pode acabar com a sua suposta força: a humildade. 
O maior exemplo de humildade que superou o mal foi a crucificação de Jesus Cristo. O Rei dos Reis estava despido na madeira da cruz em suprema agonia. Suas mãos e pés estavam pregados, deixando-o inteiramente vulnerável. Seus captores podiam fazer o que quisessem,  e ele não podia fazer nada para se defender.
Porém, esse ato de fraqueza e humildade foi, na realidade, um ato de amor e sacrifício extraordinários. Era o real poder do amor, que continha os laços da morte e abriu as portas do céu.
Incontáveis homens e mulheres ao longo da história seriam inspirados a seguir os passos de Jesus e, como resultado, os impérios do mal foram destruídos e os sistemas políticos corruptos demolidos. 
O filósofo Peter Kreeft aponta em seu livro The Philosophy of Tolkien [“A Filosofia de Tolkien] como até mesmo no Apocalipse, a “última batalha entre o bem e o mal é uma batalha entre dois animais míticos: o pequeno cordeiro manso e a terrível besta do dragão. E o cordeiro vence a besta por uma arma secreta: o seu próprio sangue”. 
Kreeft prossegue explicando: “O ponto fraco do mal é que ele não consegue vencer a humildade. Não importa quanto poder o mal tenha, é sempre derrotado pela renúncia amorosa e livre do poder”. 
Satanás despreza a humildade enquanto prospera na busca pelo poder terrestre. Quanto mais tentamos ser “fortes” e “influentes” no mundo, mais Satanás trabalha sobre nós. Pense em Madre Teresa. Ela trabalhava com os mais pobres dos pobres e, aos olhos do mundo, era uma mulher idosa baixa, fraca e frágil. Porém, na verdade, ela era uma das mulheres mais fortes que já viveu; era um espinho para Satanás. Ele nunca poderia conquistá-la nem destruir o bom trabalho que ela fez.
Portanto, se quisermos vencer o mal, o caminho para a vitória passa pela humildade e pelo sacrifício pessoal. Somente quando entregarmos tudo a Deus poderemos derrotar o mal.

https://pt.aleteia.org/2018/09/05/o-ponto-fraco-do-diabo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quarta-feira, 16 de maio de 2018

5 segredos para vencer a batalha espiritual

WOMAN CHURCH


Um caminho eficaz para vencer o demônio

Nestes dias, alguns acontecimentos me despertaram a sensibilidade para entender melhor a dinâmica daquilo que chamamos de BATALHA ESPIRITUAL.
Abaixo, seguem alguns princípios. Peço que os leiam até o fim.
1. LEGALIDADE. No reino espiritual, tudo é regido pelo princípio da legalidade. Quando o inimigo adquiriu um direito legal sobre qualquer área de sua vida, ele a utiliza como uma base a partir da qual vai conquistando outros territórios, até lhe dominar por inteiro. Identifique qual é o fundamento de legalidade que está nas mãos do inimigo. Pode ser um pecado, uma declaração negativa, uma palavra maligna que saiu de sua boca.
2. AUTORIDADE. Uma vez identificada a base na qual o inimigo se fundamenta, não tenha medo: você tem autoridade! “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10,19). Jesus transferiu à sua Igreja, e portanto a você, o seu poder delegado e você foi constituído como oficial de justiça no Reino de Deus. O que faz um oficial de justiça? Dá voz de prisão, e o bandido está preso, por força da lei! Quando você diz que algo está proibido, está proibido; quando diz que está liberado, está liberado. O inimigo sabe que ele tem que obedecer.
3. FORTALEZA. Contudo, Jesus declarou que o diabo é “ladrão e assaltante” (Jo 10,1). Isto quer dizer que ele não irá se entregar facilmente. O inimigo adora dar o seu showizinho, gritar, aparecer, resistir, colocar obstáculo… Mas, não desista!, pois “o reino dos céus é tomado por esforço, e somente os violentos se apoderam dele” (Mt 11,12). Com o demônio sempre haverá luta, sempre haverá batalha, mas se você perseverar, você irá trancafiá-lo, e ele, totalmente amarrado, não poderá lhe causar dano. Por fim, ele tem que se render!
4. CONTRA-ATAQUE. Mesmo derrotado, ele sempre vai querer voltar. Como disse Jesus, ele volta e “traz outros sete espíritos piores do que ele” e, se a pessoa deixa entrar, “a situação final torna-se pior do que a primeira” (Lc 11,26). O inimigo sempre tenta encontrar uma brecha legal para retornar, trama, estuda, deseja encontrar uma estratégia para recuperar o terreno perdido. Mas, glória a Deus!, pois Cristo nos assiste “para que Satanás não leve alguma vantagem sobre nós, porque não ignoramos as suas maquinações” (2Cor 2,10-11). Nunca deixe de receber a inspiração do Espírito Santo!
5. VIGILÂNCIA. Por isso, precisamos sempre andar “sóbrios e vigilantes, pois o vosso adversário, o diabo, anda a vosso derredor como um leão procurando a quem devorar” (1Pd 5,8). Nunca baixe a guarda. O inimigo é safado e quer sempre achar algum espaço, mesmo que pequeno, para influenciar a nossa vida.
Não vacile. No Evangelho, Jesus nos afirmou: “assim como o Pai me enviou (em missão permanente, pela qual eu ainda sou responsável, do mesmo modo) eu também vos envio” (Jo 20,21). Você não está sozinho. O poder do Espírito Santo está à sua disposição para que você aprisione definitivamente o poder das trevas e goze das bênçãos da aliança e da sua posição de filho amado do Pai.

https://pt.aleteia.org/2018/04/10/5-segredos-para-vencer-a-batalha-espiritual/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

3 conselhos de São Gregório para rejeitar 3 tentações do diabo

E o diabo vai tentar você pelo menos com três armadilhas: a necessidade, a vaidade e a ambição
3 conselhos de São Gregório para rejeitar 3 tentações do diabo

São Gregório de Nazianzo, também chamado de São Gregório Nazianzeno (329 — 389), foi patriarca de Constantinopla, teólogo, escritor e considerado o mais talentoso orador da era patrística da Igreja, treinado nos clássicos e conhecedor da filosofia. A Igreja ortodoxa, que lhe tem enorme apreço, o chama simplesmente “o Teólogo”. Na Tradição católica, São Gregório é reconhecido com o importantíssimo título de Doutor da Igreja. Vem dele o texto que compartilhamos a seguir:
* * *
Se, depois do batismo, fores atacado pelo perseguidor, o tentador da luz, tens material para a vitória. Ele irá certamente atacar-te, já que também atacou o Verbo, o meu Deus, enganado pela aparência humana que lhe escondia a luz incriada. Não tenhas medo do combate. Opõe-lhe a água do batismo, opõe-lhe o Espírito Santo no qual se extinguem todos os dardos inflamados lançados pelo maligno.

NECESSIDADE
Se ele te mostrar as necessidades que te oprimem – e não deixou de o fazer com Jesus –, se te lembrar que tens fome, não dês a entender que ignoras as suas propostas. Ensina-lhe o que ele não sabe; opõe-lhe a Palavra de vida, esse verdadeiro Pão enviado do céu e que dá a vida ao mundo.

VAIDADE
Se ele te estender a armadilha da vaidade – e usou-a contra Cristo, quando O levou ao pináculo do Templo e Lhe disse: “Lança-Te daqui abaixo”, para O fazer manifestar a sua divindade –, toma cuidado para não caíres por teres querido elevar-te.

AMBIÇÃO
Se te tentar pela ambição, mostrando-te, numa visão instantânea, todos os reinos da terra submetidos ao seu poder, e te exigir que o adores, despreza-o: ele não é mais que um pobre irmão teu. E diz-lhe, confiando no selo divino: “Também eu sou imagem de Deus; ainda não fui, como tu, precipitado do alto da minha glória por causa do meu orgulho! Estou revestido de Cristo; tornei-me outro Cristo pelo meu batismo; cabe a ti adorar-me”.
Tenho a certeza de que ele irá embora, vencido e humilhado por estas palavras. Vindas de um homem iluminado por Cristo, serão sentidas por ele como se emanadas de Cristo, a luz suprema.
Estes são os benefícios que a água do batismo traz aos que reconhecem a sua força.
_____
São Gregório de Nazianzo, Sermão XL, 10.

http://pt.aleteia.org/2017/02/22/3-conselhos-de-sao-gregorio-para-rejeitar-3-tentacoes-do-diabo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Nossos fracassos espirituais


Quantas vezes você já se perguntou: "Por que as coisas ruins não desaparecem da minha vida?"

Nossos fracassos espirituais

Quantas vezes perguntamos: por que as coisas ruins não desaparecem de minha vida?
Com estes e outros pensamentos, no fundo estamos dizendo: por que Deus não vem em meu socorro? Algo semelhante também aconteceu com os discípulos, ao ponto de um pai desesperado dizer a Jesus em Lucas 9,40: “Pedi a teus discípulos que o expelissem, mas não o puderam fazer.”
Qual foi a dificuldade dos discípulos? Quem sabe não haviam orado o suficiente, e como consequência foram dominados pelo desânimo. Agindo assim não confiaram no poder de Deus para realizar o impossível aos olhos humanos.
Assim tem acontecido na vida de muitos cristãos em todos os tempos. O fracasso tem a sua origem na perda de confiança ou na fé fraca, que se desenvolve na falta de oração. A fé que opera milagres tem a sua fonte de poder na oração.
A maioria dos nossos fracassos espirituais brota no coração que está distante de Deus. A intimidade divina é cultivada pela oração. Isso vale para as nossas lutas pessoais de qualquer tipo.
Dedicar tempo à oração é a única garantia que temos de que Ele estará conosco dando-nos a força e a coragem para continuar combatendo o bom combate.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina


Como proteger-se dos ataques do demônio

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=120197827&src=id" target="_blank" />Praying with a rosary</a> © Ruggiero Scardigno / Shutterstock

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:
1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.
2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.
3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.
4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!
5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.
6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.
7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.
8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.
9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.
10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.
11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.
12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.
13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.
14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.
15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.
16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.
17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.
18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.
19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.
20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?
22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.
Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.
23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).
24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.
25. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um cavaleiro!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.
* * *
Para guardar as palavras de Jesus:
“Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração e, na primeira oportunidade, conta-a ao confessor. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma. Não descuides as mortificações interiores. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor. Foge dos que murmuram, como se da peste. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
Observa a Regra o mais fielmente possível. E, se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer. Evita a dissipação. Cala-te, quando te repreenderem; não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança. Não te desencorajes com a ingratidão; não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo; quando o enfado e o desânimo bateram á porta do teu coração. Foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.” (D.1760)

http://pt.aleteia.org/2015/09/01/25-segredos-da-luta-espiritual-que-jesus-revelou-a-santa-faustina/

domingo, 12 de junho de 2016

7 erros sobre morte, inferno e demônio que não devemos cometer

A lista a seguir, com base nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja, contém respostas para 7 erros recorrentes que os católicos devem evitar

devil 

Dada a complexidade da teologia católica sobre a natureza da morte, o inferno e o demônio, a lista a seguir, com base nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja, contém respostas para 7 erros recorrentes que os católicos devem evitar.
1. O demônio é um mero símbolo
Se isso fosse verdade, então Jesus deve ter se equivocado cada vez que falou do demônio em diferentes partes das Sagradas Escrituras. O diabo é real e anda ao redor, como leão que ruge procurando almas para devorar (1Pd 5,8). E, francamente, se é possível para um ser humano rejeitar Deus, por que é tão inconcebível que um anjo possa fazer o mesmo? Nessa existência, como na outra, os anjos e os seres humanos podem se alienar com Deus ou não (Dt 30,19).
2. Ao morrer, tornamo-nos anjos
Não, absolutamente não. O ser humano é diferente de um anjo e não pode se tornar um ser que não é.
O Catecismo da Igreja Católica assinala no parágrafo 328 que existem anjos. No parágrafo 330, afirma que são seres puramente espirituais com inteligência e vontade. Também indica que são servidores e mensageiros de Deus.
Ao contrário de anjos, os seres humanos têm um corpo. O Catecismo assinala, no parágrafo 366, que a alma espiritual do homem foi criada por Deus e “não morre quando, na morte, se separa do corpo; e que se unirá de novo ao corpo na ressurreição final”.
3. É fácil determinar quem irá para o inferno
A competência da Igreja está em determinar quem está no céu, entretanto, ninguém sabe quem se encontra no inferno. Aqueles que morrem em estado de pecado mortal tem muito poucas opções disponíveis, no entanto, esta não é uma razão pela qual devemos ser ultrajantes ou triunfalistas em relação a eles. Pelo contrário, é importante orar por todos os pecadores, até mesmo os nossos piores inimigos para que se arrependam e voltem (Sab 1,13-15). Perdoem e serão perdoados (Mt 6,14, Lc 6,37). O juízo só pertence a Deus e a ninguém mais. Simplesmente não podemos conhecer o interior de outra alma e a verdadeira natureza de seu relacionamento com Deus.
4. Todos vão para o céu
O inferno existe e Jesus assegura várias vezes ao longo dos Evangelhos (Mt 7,13-14, Mt 8,12, Mc 9,43, Mt 13,41-42, 49-50, 48-49, Mt 22,13, Mt 25,46, Lc 12, 5, Jo 3,18). João também dedica uma longa passagem em Apocalipse (Ap 14,19-11; 19,3). Se todos vão para o céu, isso significa que Jesus estava errado ou era ignorante, o que é inaceitável.
5. Quem morre em estado de graça vai direto para o céu
Deixemos nas mãos de Deus, que tudo pode. É possível que alguns duvidem do Purgatório, mas as Sagradas Escrituras são muito claras acerca disso (2Mac 12,39-46, Mt 5,24-25., Hab 1,13, 1Co 3,11-15, Ap 21,27). O Purgatório existe como parte da economia salvífica. Além da Virgem Maria, há alguém entre nós puro o suficiente para estar diante de Deus? (Rom 3,10, 14,4, Dt 7,24, Js 23,9: 1Sam 6,20 Esd 10,13, Pr 27,4, Sl 76,7, 130,3, Na 1,6). Até mesmo os santos têm pecados que precisam ser expiados e o Purgatório é parte da infinita misericórdia de Deus, porque Ele não quer que qualquer um de nós morra, mas viva e se arrependa (2Pd 3,9).
6. As coisas ruins só acontecem com pessoas más
Cristo nos assegura pessoalmente que isso não faz sentido (Lc 13,1-5). Aos que chegaram com a notícia dos galileus que foram assassinados por Pilatos quando ofereciam sacrifícios a Deus, Ele respondeu: “Pensais vós que estes galileus foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por terem sido tratados desse modo? Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo”.
Jesus também nos recorda que as melhores pessoas sofrem muito, no entanto, dá-nos ânimo ante as tribulações (Jo 16,33). Ele mesmo sofreu uma morte ignóbil depois de ser torturado. Sua Mãe, Maria, mulher concebida sem pecado, teve provações ao longo de sua vida que lhe causaram grande dor. Por que o resto de nós, pecadores, seremos poupados do sofrimento que Paulo nos diz em Colossenses 1,24?”. “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”.
7. Podemos escolher que regras queremos obedecer
Temos o direito de questionar tudo, mas devemos aceitar o ensinamento da Igreja por completo. Se não, colocamo-nos acima da Igreja e da vontade de Deus. Jesus estabeleceu a Igreja, São Pedro como seu Vigário na terra e seus sucessores. Quem somos nós para acreditar que Deus se equivocou em suas decisões? (Jó 15,8) Como se pode contar com incrível autoridade para julgar a lei de Deus?
BÔNUS: O Concílio Vaticano II pode se desfazer ou ser ignorado
Impossível. Os 21 concílios ecumênico no transcorrer de 1700 anos são importantes, irrevogáveis e irrefutáveis porque o Espírito Santo dirigiu todos eles. Cabe assinalar que a doutrina pode ter gerado divergências, mas isso significa menos do que nada. Do mesmo modo que um católico não pode escolher quais as regras deseja seguir, também não estão autorizados a escolher o seu concílio favorito e excluir os demais.

(via ACIdigial)

 

sábado, 25 de julho de 2015

Porque me distraio na oração?

Uma das coisas mais comuns que acontece durante nossos momentos de oração são as distrações, que podem apenas atrapalhar a concentração ou podem chegar a tornar impossível unir-se a Cristo pela oração. É preciso, para combatê-las, entender sua origem e que também combatê-las contribui grandiosamente para nossa santificação. 
As distrações podem ter duas origens: voluntárias ou involuntárias. As voluntárias acontecem totalmente por culpa e desleixo nosso, enquanto que as involuntárias nos advém mesmo contra nossa vontade.
As voluntárias são basicamente duas:
1) Falta da devida preparação próxima; quanto ao tempo, lugar, postura, passagem excessivamente brusca a oração depois de uma ocupação absorvente...
2) Falta de preparação remota; pouco recolhimento, dissipação habitual, vida tíbia, curiosidade vã, ânsia de ler tudo...
Pe. Antonio Royo Marin, Teologia de La Perfección Cristiana
Basicamente a preparação próxima se relaciona diretamente com a prática da oração, onde escolhemos um lugar, ficamos numa postura, escolhemos o momento preciso que dedicaremos à mesma, etc. Evidentemente que se tentarmos fazer a oração deitado na cama, escolhermos um local barulhento ou o momento do dia em que estivermos mais cansados não iremos conseguir realizar a oração de forma plena ou adequada e jamais iremos progredir nos graus de oração.
Também é necessário notar que ao sair de ocupações absorventes (a prática de um esporte que demande muito esforço, um trabalho intelectual excessivo, etc) demandam que tenhamos calma e façamos uma preparação e um momento de recolhimento antes de iniciar a oração.
A preparação remota diz respeito ao que fazemos durante o dia normalmente. Se lermos coisas demais, ficarmos atrás de informações sobre a vida dos outros, conversarmos demais (isso inclui mensagens de textos), etc, nunca nos concentrarmos por muito tempo em nada. Deste modo iremos inevitavelmente ter uma grande dificuldade de controlar nossa imaginação na hora da oração. Inúmeros são os jovens que não conseguem se concentrar no momento da oração porque passam tempo demais conversando via mensagens, Facebook, telefone ou outros meios.
Já as causas involuntárias podem são classificadas em quatro origens distintas.
1) A índole e o temperamento: Imaginação viva e instável; tendência a focar nas coisas exteriores; incapacidade de fixar a atenção ou de prorromper em afetos. Paixões vivas, mal dominadas, que atraem continuamente a atenção até os objetos amados, temidos e odiados...
2) A pouca saúde e a fatiga mental, que impede fixar a atenção ou abstrair das coisas e circunstância exteriores.
3) A direção pouco acertada do diretor espiritual, que quer impôr artificialmente suas próprias ideias a alma, sem tem em conta o influxo da graça, a índole, o estado e as necessidades da mesma, empenhando-se em fazer continuar a meditação discursiva quando Deus a move a uma oração mais simples e mais profunda ou apartando-a rapidamente do discurso quando ela necessita...
4) O demônio, as vezes diretamente, outras muitas, indiretamente, utilizando outras causas e aumentando sua eficácia perturbadora.
Pe. Antonio Royo Marin, Teologia de La Perfección Cristiana
Como poder ser visto, as causas involuntárias ocorrem por muitos fatores externos que estão, muitas vezes, além de nossas forças, não sendo possível combatê-los todos, embora se possa aliviá-los. Para tanto precisamos conhecer e estarmos atentos a existência destes, buscando evitar as situações que venham provocá-los. 
Exporemos alguns exemplos mais claros e alguns meios com que poderíamos aliviá-los, não se tratando propriamente de remédios, pois são conselhos que dependem totalmente das circunstâncias, deixando os remédios mais gerais à um outro artigo.
Um temperamento explosivo faz a pessoa se irar facilmente e a irritação é completamente incompatível com a oração e a concentração.
Podemos acabar tendo dificuldades por excesso de atividades pessoais, como muitas obras de apostolado, um trabalho "manhã, tarde e noite", visitas excessivas e desnecessárias às pessoas (principalmente parentes), etc.
Quanto a doença não há muito o que se pode fazer a não ser buscar o tratamento de forma disciplinada e evitar as suas causas. O cansaço nem sempre pode ser evitado, mas uma disciplina no horário de dormir e levantar pode ajudar muito.
A direção espiritual mal feita pode ser um grande problema. Podemos encontrar dificuldades por sermos ensinados a nos prendermos excessivamente ao discurso racional, a afetividade ou a buscarmos o cumprimento do dever de ler determinada oração até o final.
A ação dos demônios é algo que pode ocorrer de diversos meios, seja com a apresentação de ocupações aparentemente mais importantes, a incitação violenta ou mais branda de nossas paixões, as dúvidas sobre a fé no momento da oração, etc.
Com isso vemos que existem muitas coisas que precisam e devem ser remediadas na nossa vida e prática de oração para que possamos adentrar cada vez mais no grandiosos "castelo" que é a nossa alma para encontrar a Santíssima Trindade que ali habita.
Vinde, Ò Paráclito, para impulsionar nossa oração com o sopro dos teus dons e nos fazer aprofundar-nos na verdadeira união com Cristo, nosso Salvador e Senhor.

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Como combater as distrações na oração?

Vimos anteriormente as distrações que atrapalham a nossa prática da oração e o desenvolvimento espiritual. Conhecendo agoraas origens destas, poderemos passar a apontar conselhos adequados e eficazes.
É importante, antes de mais nada, apresentarmos os conselhos com a consciência de que não é possível, somente por nossas forças, suprimir todas as distrações. A eliminação total das distrações só ocorre por intervenção divina numa vida espiritual avançada, porém podemos fazer muito amparado pela graça do Espírito Santo.
Iniciemos pelas causas que dependem de nossa vontade. Devemos destruí-las com todas as nossas energias e forças, conforme ensina o Pe. Royo Marin:
"Quanto as causas dependem de nossa vontade, as combaterá com energia até destruí-las por completo. Não omitiremos jamais a preparação próxima, recordando sempre que o contrário seria tentar a Deus, como diz a Sagrada Escritura. E cuidemos, ademais, de uma séria preparação remota, que abarca principalmente os pontos seguintes: silêncio, fuga da curiosidade vã, guarda dos sentidos, da imaginação e do coração, e nos acostumarmos a ter o foco no que se está fazendo, sem deixar divagar voluntariamente a imaginação até outra parte."
Pe. Antonio Royo Marin, Teologia de La Perfección Cristiana
Portanto aqui vemos que a preparação próxima e remota são completamente fundamentais.
Para fazer uma boa preparação próxima devemos iniciar por determinar o momento do dia e a quantidade de tempo que dedicaremos a oração, sendo muito recomendado não deixar perto do horário de dormir ou que você sinta sono, pois neste caso o cansaço será uma porta aberta para se omitir a oração naquele dia.
Um dos horários mais recomendados é logo quando se acorda, pois estamos descansados e com a mente limpa de qualquer pensamento.
O lugar da oração deve ser silencioso, sendo ideal uma Igreja, oratório, ou um outro espaço que não contenha coisas que chamem a atenção.
A postura deve ser orante, silenciosa e humilde. Bater palmas, fazer gestos eufóricos, rezar deitado ou andando irão contribuir para dificultar a introspecção necessária.
No caso de estar em uma atividade que exija demais do corpo ou da mente, é importante procurar reduzi-la aos poucos, conforme o horário dedicado a oração se aproxima, ou ainda, buscar um horário que não seja afetado pelos efeitos destas ocupações. É sempre importante reservar um tempo, quando necessário, para se recolher e silenciar antes de iniciar a oração.
Para a preparação remota, devemos, durante o dia, evitar falar muito, ouvir muita música (especialmente as músicas de ritmo forte) ou ainda evitar deixar a alma livre para pensar mal dos outros, suspeitar demais das coisas, ficar reclamando, buscar conhecimentos desnecessários, leituras fúteis, excesso de leitura de notícias, etc. Tudo isso é como lixo que vai se acumulando na alma durante o dia e depois torna difícil a concentração, pois atrai a atenção da alma.
Quanto as causas involuntárias, este sábio sacerdote continua:
"Pode diminuir-se o influxo pernicioso das causas independentes da vontade com várias indústrias: lendo, fixando a vista no sacrário ou em uma imagem expressiva, eligindo matérias mais concretas, entregando-se a uma oração mais afetiva, com frequentes colóquios (inclusive vocais, se preciso), etc"
Pe. Antonio Royo Marin, Teologia de La Perfección Cristiana
Não temos condições de colocar aqui remédios práticos para todas as mínimas situações, pois elas tendem a uma quantidade inimaginável e de espécies totalmente diversas, embora o Pe. Royo Marin tenha colocado de forma magnífica alguns conselhos mais gerais.
Chamo a atenção para as causas involuntárias que provêm dos demônios: neste caso podemos e devemos utilizar a água benta.
No caso de doenças, não devemos nos angustiar, mas unir o sofrimento da doença à Cristo e já estaremos fazendo uma prática muito frutuosa.
O temperamento deve ser dominado com a prática das virtudes cristãs, enquanto que um diretor espiritual que está atrapalhando pode ser trocado por um outro mais experiente, que compreenda melhor a vida de oração.
Por fim, resta-nos saber como reagir durante a oração quando a distração se apresenta. Deixemos o grande dominicano explicar com suas palavras precisas, as quais, nada tenho a acrescentar:
"Quando, apesar de tudo, nos sintamos distraídos com frequência, não nos impacientemos. Voltemos a trazer suavemente nosso espírito ao recolhimento, mesmo que seja milhares de vezes, se for preciso; humilhemo-nos na presença de Deus, peçamos sua ajuda e não examinemos de imediato as causas que motivaram a distração. Deixemos este exame para o fim da oração, com a finalidade de prevenirmos melhor no futuro. E tenha-se bem presente que toda distração combatida (mesmo que não seja completamente vencida) em nada compromete o fruto da oração nem diminui o mérito da alma."
Pe. Antonio Royo Marin, Teologia de La Perfección Cristiana
Que possamos pedir que o Espírito de Fortaleza venha em nosso socorro para nos impulsionar a combater contra estes obstáculos e consumir nosso coração com seu Fogo Divino.

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