Mostrando postagens com marcador Testemunhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Testemunhos. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de setembro de 2021

Testemunho de Priscila Goes

 



Eu fui fruto de um duplo adultério, um plano de aborto foi gerado por isto e muito medo das consequências. Minha mãe e eu fomos vítimas de violência doméstica durante os nove meses de gestação. Quando nasci, fiquei três dias sem encostar nela, pois ela estava com uma espécie de urticária, quando voltamos para a nossa casa, fomos surpreendidas por um arrombamento desta, com o forte barulho, assustei-me muito e desmaiei, minha tia que cuidava de nós tirou-me do berço desmaiada e colocou-me debaixo do chuveiro frio para eu reagir, após isto comecei a ter crises que médico algum conseguia descobrir do que se tratava, até que com 11 meses um desses revelou que se tratava de síndrome traumática por causa das violências sofridas. Ainda criança, fui raptada e abusada sexualmente. Na adolescência sofri bullying por ser uma menina bruta e inconstante, posteriormente, fui diagnosticada com transtorno de humor.

O homem que eu acreditava ser meu pai faleceu e depois de três anos descobri que ele não era meu pai biológico, então conheci o meu verdadeiro pai que não pôde me assumir como filha por conta de sua família e filhos, eles não sabiam da minha existência.
Eu cresci em um bairro periférico na minha cidade, onde a maioria dos usuários de droga moravam, então quando eu dizia que era de tal bairro, as pessoas me olhavam torto e as mães das minhas colegas proibiam-nas de andar comigo e de visitar minha casa.
O tempo foi passando e eu me tornei uma jovem deprimida, chorava todos os dias, e as pessoas costumavam me chamar de “chata”, “insuportável”, então quase não tinha amigos. Eu buscava a figura do meu pai nos rapazes, então as relações nunca davam certo, por causa desta carência. Então, decidi que iria estudar, fui morar na capital e comecei a vender doces na faculdade para poder pagar as contas, quando ocorreu outra espécie de assédio moral, o doce mais vendido era o alfajor, então este era o meu apelido na sala, meus colegas pirraçavam sem dó. Mas não desisti, consegui um estágio e perseverei até me formar. Após isto, meu pai e eu nos reaproximamos, pois ele precisou se hospedar na minha casa por questões de doença, então ele pôde conhecer a minha essência e a reconheceu.
Na faculdade, sempre fui uma boa aluna e ao me formar, continuei como voluntária no estágio, após finalizar a especialização, a instituição me convidou para ensinar em um curso da pós-graduação lato sensu. Neste período, comecei a escrever meu primeiro livro (Caderninho e outros contos) e a dar palestras em outras faculdades. Houve um concurso de melhor trabalho de conclusão de curso, no qual me inscrevi e ganhei o prêmio em primeiro lugar. Comecei a acreditar que Deus tinha planos para mim. Embora ainda sofresse de depressão e tivesse tentado suicídio algumas vezes, continuei perseverando.
No ano seguinte, decidi abrir uma editora, muitas pessoas zombaram de mim, chamando-me de “louca e sonhadora”, mas pesquisei, estudei e abri a editora, publicando o segundo livro, que foi meu TCC “Quarto de despejo: autoficção e o mito do escritor”, que conta a história de Carolina de Jesus, ex catadora de papel. Neste mesmo ano, fui a São Paulo, no museu Afro, conhecer os escritos originais desta escritora. Mais uma vez, pude sentir que Deus tinha planos para mim.
Comecei a divulgar a editora e escritores de Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Salvador... começaram a me contratar para publicar seus livros. Então, as mesmas pessoas que me criticaram, passaram a dizer “Deus puxa seu saco, você está sendo honrada”.
Decidi que faria seleção para mestrado, fiz e passei em 6* lugar. Por questões da depressão, não consegui fazer e precisei ir embora da capital que morava e voltei para o interior onde cresci. Tive uma crise terrível, na qual perdi totalmente a razão, não conseguia raciocinar claramente, várias pessoas da igreja começaram a orar por mim, iam até meu quarto na casa de minha mãe e erguiam a voz em oração, até que eu consegui me reerguer.
Fui convidada para ensinar em outra faculdade, no interior, onde comecei com uma disciplina, no primeiro semestre. No segundo semestre, já estava com duas disciplinas, no terceiro semestre, com as duas e na organização de um projeto de escrita e leitura com mais dois colegas.
Tornei-me autônoma de mim mesma novamente, fui morar sozinha em um apartamento no centro da cidade, comprei meu primeiro carro, continuei editando novos livros, lancei a versão inglesa do meu segundo livro, um terceiro sobre depressão e universidade na modernidade líquida, e meu primeiro romance “O piano e a noite”. Para completar a boa obra, Deus me concedeu o quarto lugar em um Doutorado fora do Brasil, um lar na residência universitária da instituição e meus empregadores manterem meu trabalho de forma remota, para fazer o que mais amo e nasci para fazer: ensinar.

Hoje, olhando para tudo isto, concluo que, sim, Deus tem planos para mim. Eu O digo: Eis-me aqui, Pai, envia-me a mim. Deus chama as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. Deus é Deus de dupla honra! Tão somente creiamos e sejamos fortes e corajosos! “Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis o dobro e tereis perpétua alegria”.(Isaías 61:7).


Retirado de:

https://www.youtube.com/watch?v=B435eLTr-2k

sexta-feira, 26 de abril de 2019

3 padres católicos premiados em 2019 – e que passaram em branco para a mídia

3 padres premiados

Seus esforços exemplares no serviço ao próximo por amor a Deus foram divulgados muito timidamente por poucos veículos de comunicação

Em meio aos esforços de grande parte da mídia para explorar ao máximo e de modo parcial os escândalos de abusos sexuais perpetrados por criminosos estudantes em seminários ou mesmo já ordenados sacerdotes, vêm passando em brancas nuvens (por que será?) os muitos casos exemplares de religiosos e padres fiéis, dedicados e entregues cotidianamente à missão de servir ao próximo por amor a Deus.
Vamos recordar apenas três dos mais recentes, todos ocorridos neste ano e divulgados timidamente por poucos veículos de comunicação:

Franciscano é eleito o melhor professor do mundo

franciscan, prize, teacher,
Youtube - Khaleej Times
O irmão franciscano Peter Tabichi, do Quênia, foi eleito o melhor professor do mundo pelo ‘Global Teacher Prize‘ de 2019. O prêmio é oferecido pela Fundação Varkey, uma entidade que se dedica à melhoria da educação para crianças carentes. A cerimônia de premiação aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Além do troféu, o religioso franciscano, que concorreu com outros dez mil indicados de 179 países, recebeu US$ 1 milhão ( cerca de R$ 3,9 milhões). O dinheiro deverá ser aplicado em atividades educacionais.
“Todos os dias, na África, viramos uma página e começamos um novo capítulo. Hoje é outro dia. Este prêmio não é um reconhecimento a mim, mas aos jovens deste grande continente. Estou aqui somente por causa do que os meus alunos alcançaram. Este prêmio dá a eles uma oportunidade, diz ao mundo que tudo é possível. A África produzirá cientistas, engenheiros, empresários cujos nomes serão, um dia, conhecidos em todos os cantos do mundo”.
O sacerdote é professor de ciências na Escola Secundária Keriko Mixed Day, localizada em uma zona rural do Quênia, e doa 80% de sua renda mensal para ajudar aos alunos mais pobres a comprar uniformes e materiais escolares. Muitos desses estudantes percorrem mais de 6 quilômetros diariamente para chegar até a escola. Além disso, 95% dos alunos são provenientes de famílias pobres, quase um terço são órfãos ou têm apenas um dos pais e muitos não têm comida em casa.
As classes, que deveriam ter entre 35 e 40 alunos, chegam a ter o dobro de estudantes. Além disso, por lecionar em uma escola onde há apenas um computador e uma conexão precária de internet, o irmão Peter Tabichi é obrigado a ir até um café para baixar os materiais necessários para suas aulas.
Segundo dados oficiais, o trabalho do professor Tabichi fez, em três anos, a quantidade de matrículas dobrar e os casos de indisciplina caírem de 30 por semana para apenas três. Em 2017, apenas 16 dos 59 alunos ingressaram na faculdade, enquanto em 2018, 26 alunos foram para a universidade. 
Na cerimônia de premiação, que foi apresentada pelo astro do cinema australiano Hugh Jackman e contou com a presença do primeiro-ministro dos Emirados Árabes, o religioso fez questão de usar o hábito da Ordem Franciscana. A veste tem o cordão de três nós, que simbolizam a pobreza, a castidade e a obediência. 
Em 2018, um brasileiro ficou entre os 10 indicados ao prêmio de melhor professor do mundo. Clique aqui e conheça a história dele. 
Com informações de Gaudium Press

Padre-bombeiro entre os heróis do incêndio na Catedral de Nôtre-Dame

Capture
Em entrevista ao canal KTOTV, o pe. Jean-Marc Fournier, capelão principal dos bombeiros de Paris conta que estava de plantão no trágico dia 14 de abril de 2019, quando a Catedral de Nôtre-Dame ardeu em chamas. Foi ele que conseguiu entrar na catedral e salvar um dos maiores tesouros do cristianismo que lá estava. Os detalhes da ação corajosa do padre foram debatidos durante aula ao vivo do Padre Paulo Ricardo nas redes sociais. O sacerdote brasileiro traduziu a entrevista do padre francês:
“Eu sou Padre Fournier, capelão principal da Brigada de Bombeiros de Paris. E eu era o capelão plantão, neste 15 de abril, quando aconteceu um incêndio enorme na Catedral Nôtre-Dame de Paris. Eu fui imediatamente convocado. E, logo de início, ao chegar, me pareceu que duas coisas essenciais precisavam ser feitas. A primeira era salvar o tesouro inestimável da coroa de espinhos e em seguida, é claro, Jesus presente no Santíssimo Sacramento.
Ao entrarmos na Catedral, ela estava um pouco tomada pela fumaça. Ainda não havia calor. À nossa frente tínhamos uma espécie de visão daquilo que poderia ser o inferno. Ou seja, uma cascata de fogo que caia justamente das aberturas causadas, seja pela queda da [torre] ‘flecha’, como também por várias aberturas no coro dos monges.
Acompanhado por um oficial superior, a dificuldade para nós foi encontrar a pessoa que possuía o código que permitia abrir a caixa-forte na qual a santa relíquia era guardada. Isto custou-nos um certo tempo. E durante esta busca, esta espécie de caça ao código, uma equipe de bombeiros já estava trabalhando a fim de preservar as relíquias. Ou seja, tiveram de golpear o cofre das relíquias que, infelizmente foi estraçalhado. Quando então encontramos as chaves, chegamos às santas relíquias, de forma mais ou menos simultânea. Elas foram retiradas e guardadas no mesmo espaço das operações, mas debaixo da proteção das forças da ordem, ou seja, de funcionários do departamento de polícia. Então todos sabemos que a Santa Coroa é uma relíquia absolutamente única e extraordinária e que o Santíssimo Sacramento é Nosso Senhor realmente presente no seu corpo, sua alma, sua divindade, sua humanidade.
Vocês compreendem então que é bem delicado ver alguém a quem amamos perecer nas chamas. Assim, tendo sempre que acompanhar os bombeiros, nós vemos com frequência pessoas vítimas de incêndios e, por isso, conhecemos bem as consequências. É por isso que eu quis preservar incólume a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo.
(…) Quando o fogo começou a atingir a torre norte, e tivemos medo de perdê-la, foi no momento exato em que eu peguei o Santíssimo. Assim, eu não quis somente retirar Jesus, eu aproveitei para dar uma Bênção do Santíssimo. Então eu estava sozinho na Catedral, com este ambiente de chamas, de fogo e de coisas incandescentes que caiam do teto, e com esta bênção eu provoquei Jesus e pedi que nos ajudasse a preserva sua casa. Devemos crer que ele nos ouviu! E a manobra do general foi brilhante! As duas coisas provavelmente. Aconteceu então que não somente o fogo foi bloqueado, mas salvou-se a torre norte e com ela também a torre sul foi salva”.

Prêmio “Melhor cidadão da Índia” vai para um padre católico

Pe Vineeth George
Pe. Vineeth George / Facebook
A International Publishing House, editora especializada em textos biográficos, concedeu no último 16 de abril o prêmio “Melhor cidadão da Índia” ao pe. Vineeth George, sacerdote católico claretiano de 38 anos, em reconhecimento pelo seu trabalho pastoral junto à população carente do norte do país majoritariamente hinduísta.
Nascido em Hyderabad, o sacerdote ordenado em janeiro de 2014 tinha se formado na Loyola Academy, dirigida pelos jesuítas, mas conta, em entrevista à Asia News, que a sua vocação
“é um dom nascido na minha infância. Sempre pensei em usar os talentos que Deus me deu para o benefício da Igreja”.
Graduado pela Universidade Jain Deemed e pós-graduado no Matrusri Institute, o jovem Vineeth George trabalhou na Dell Computer Corporation e na General Electric, além de ter sido subdiretor do jornal Deccan Chronicle e funcionário do Ministério de Energia da Índia.
“Eu era muito admirado pelo meu profissionalismo”.
No entanto, a excelente carreira que tinha pela frente não o satisfazia. Vineeth deixou tudo e entrou no seminário.
“Por graça de Deus, ainda sendo apenas seminarista, em 2006, os meus superiores me colocaram para ensinar administração no St. Claret College. Um ano depois da minha ordenação, fui nomeado vice-diretor do colégio e fiquei no cargo até dezembro de 2018. Desde janeiro estou fazendo doutorado em comportamento organizacional no Indian Institute of Technology de Hyderabad, um dos centros de ensino superior mais reconhecidos do país”.
No seu serviço à população carente, o pe. Vineeth George também foi professor num centro de capacitação profissional na periferia de Deli. Ele conta:
“A escola fica numa área onde só moram hindus, onde não há presença cristã. O centro recebe 30 jovens que abandonaram os estudos: as mulheres fazem cursos de estética e os homens estudam para serem eletricistas e encanadores”.
Após a ordenação, ele também assumiu uma paróquia:
“Fui vigário paroquial da igreja de São Pedro, na diocese de Daltonganj. Lá ensinei inglês para as crianças tribais que frequentavam a escola ao lado da paróquia”.
Além de prosseguir o doutorado, o sacerdote está à frente de atividades pastorais nas dioceses de Hyderabad e Shamshabad.
Com informações das agências Asia News e ACI Digital.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

“Eu ia me suicidar”: 3 testemunhos impactantes sobre a presença de Jesus no sacrário


Compartilho com vocês estes três testemunhos maravilhosos e impactantes que me fizeram refletir e compreender como eu amo o bom Jesus Sacramentado e o quanto nós devemos a Ele.

 Eu ia me suicidar…

 “Cansado da vida pecaminosa que eu levava, decidi um dia que ia me suicidar. Antes de fazer isso, decidi ir à Igreja às duas horas da manhã para pedir perdão a Deus pelo que eu ia fazer. Eu nunca tinha ido à igreja nem sabia o que era o Santíssimo. Uma senhora me explicou que lá estava Jesus e que Ele me olhava, escutava e sugeria que eu falasse com Ele.
O que aconteceu ali foi inexplicável. Senti fortemente a presença de Deus dando-me um abraço e dizendo: ‘Levante-se’.
Eu senti que estava me queimando por dentro. Algo muito quente entrou em mim. Comecei a chorar, a suar. Naquele momento, Jesus me curou de todo mal que eu estava carregando.
Hoje, sete anos depois dessa experiência maravilhosa, vivo somente para louvar o Santo Nome de Jesus e dar testemunho de que Ele está vivo”. (RM)

Ele me deu a paz que eu necessitava…

Como o Senhor aliviou minhas cargas e meus cansaços, meu doce Jesus Sacramentado! Ele está vivo e presente no sacrário. Sinto pena porque ainda há pessoas que não acreditam nisso. Temos que orar por elas”. (MG).

Senti seu abraço

  “Eu disse a Jesus no sacrário: ‘como eu gostaria de lhe dar um abraço’. A resposta não demorou. Ao chegar à minha casa, um menino deficiente se aproximou de mim e me abraçou com todas as suas forças e me disse: ‘eu te amo muito’. Eu fiquei perplexo e comprovei que Ele sempre nos escuta. Bendito e louvado seja meu senhor Jesus”. (FA)
______
É certo que a única pessoa que pode encher nosso coração de paz e serenidade diante das adversidades da vida é Jesus Sacramentado.
E todos os dias mais e mais pessoas compartilham conosco suas lindas experiências com Jesus presente e vivo nos sacrários do mundo inteiro.
Fico comovido ao ver o amor que Jesus tem por nós, e que, sem merecimento, recebemos seus conselhos. Eu costumo perguntar a ele: “como o senhor pode nos amar tanto assim? Por acaso não vê o que fazemos?” E é como se ele sempre respondesse: “o Amor só pode amar, Cláudio”.
Nesses momentos, sempre me brota um gesto de arrependimento pelos meus muitos pecados. E digo: “Perdoa-me, Jesus”.

Toda vez que o visito no sacrário, essa pequena chama que arde no meu coração me cobra uma força impressionante. Ele a reaviva com seu amor. E me faz compreender minha pequenez e sua grandeza, o caminho que ainda devo percorrer e quanta humildade me falta para poder amar com todo o meu coração.
Deixo-os com esta bela canção nas vozes angelicais das crianças. Deus os abençoe!
Força! Jesus te ama!

https://pt.aleteia.org/2017/11/17/eu-ia-me-suicidar-3-testemunhos-impactantes-sobre-a-presenca-de-jesus-no-sacrario/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O que alcançou um menino de 8 anos que rezava de madrugada ao Santíssimo te surpreenderá

Padre Patrício Hileman, responsável por formar capelas de Adoração Perpétua na América Latina, compartilhou o comovente testemunho de Diego, um menino mexicano de 8 anos cuja fé em Jesus Sacramentado transformou a realidade de sua família marcada por problemas de maus tratos, alcoolismo e pobreza.
A história ocorreu em Mérida, capital do Estado de Yucatán, México, na primeira capela de Adoração Perpétua que os Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento estabeleceram nessa cidade.
O Pe. Hileman contou ao Grupo ACI que o pequeno escutou em uma de suas pregações “que, aos que se dispõem a estar em vigília na madrugada, Jesus os abençoará cem vezes mais”.
“Eu dizia que Jesus convidava seus amigos à Hora Santa. Jesus lhes disse ‘não podem velar uma hora comigo?’, três vezes os disse e os disse na madrugada”, recordou o sacerdote argentino.
As palavras do sacerdote fizeram com que o menino decidisse fazer a sua vigília às 3h, algo que chamou a atenção de sua mãe, a quem lhe explicou que o faria porque “quero que meu pai pare de beber, pare de te bater e para que deixemos de ser pobres”.
Durante a primeira semana, a mãe o acompanhou e, na segunda semana, convidou o seu pai.
“Um mês após começarem a participar da Adoração Perpétua. O pai deu o testemunho de que experimentou o amor de Jesus e foi curado” e depois “se apaixonou novamente pela mãe nessas horas santas”, assinalou o Pe. Hileman.
“O pai parou de beber, parou de brigar com a mãe e deixaram de ser pobres. Pela fé de um pequeno de apenas 8 anos, a família toda foi curada”, afirmou.
Este é um dos diversos testemunhos de conversão que, segundo o Pe. Hileman, ocorrem nas capelas de Adoração Perpétua, uma iniciativa dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, comunidade da qual é fundador.
“O primeiro mandamento da Adoração Perpétua é deixar-se ‘abraçar’ por Jesus”, afirmou o Pe. Hileman em sua visita ao Chile. “É o lugar onde aprendemos a descansar no coração de Jesus. Somente Jesus pode te dar esse abraço da alma”.
O sacerdote explicou que a história desta iniciativa começou no ano de 1993 em Sevilha (Espanha), São João Paulo II manifestou seu desejo de que “cada paróquia do mundo pudesse ter sua capela de adoração perpétua, onde Jesus estivesse exposto no Santíssimo Sacramento, em uma custódia, solenemente adorado dia e noite sem interrupção”.
Recordou também que “São João Paulo II fazia 6 horas de adoração por dia, escrevia seus documentos com o Santíssimo exposto e uma vez por semana passava a noite toda em adoração. Esse é o segredo dos santos, esse é o segredo da Igreja: estar centrados e unidos a Cristo”.
O Pe. Hileman está encarregado a mais de 13 anos da missão na América Latina, onde já existem 950 capelas de Adoração Perpétua.
O México lidera esta missão com mais de 650 capelas.
Também estão presentes no Paraguai, na Argentina, no Chile, no Peru, na Bolívia, no Equador e na Colômbia.
“O mesmo Jesus que continuamos adorando, amando, é quem nos dá a força para poder apreciar cada vez mais o sacramento da Eucaristia”, sustentou o sacerdote.
Segundo Maria Eugenia Verderau, que durante 7 anos reza em uma hora fixa na semana em uma capela de Adoração Perpétua no Chile, “isto me ajuda a crescer muito na fé. Ajudando-me a entender meu lugar frente a Deus, como filha de um Pai que apenas quer o melhor para mim, minha verdadeira felicidade”.
“Nós vivemos dias muito agitados, da manhã até a noite. Separar um tempo para fazer adoração é um presente, dá tranquilidade, é um espaço para pensar, para agradecer, para colocar as coisas em sua justa medida e entregá-las a Deus”, disse a adoradora e também porta-voz de Vozes Católicas Chile ao Grupo ACI.

fonte: http://www.acidigital.com 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Depoimento de uma mãe


"Depoimento de uma mãe: " a minha primeira filha, nasceu em 1953; Padre Pio, salvou a vida dele em forma repentina e milagrosa, há 18 meses. Na manhã do dia 6 de Janeiro de 1955 o meu marido e eu estávamos na igreja para participar da Santa Missa e a nossa filha estava em casa com o seu avô. De repente, aconteceu um acidente, e a nossa filha se queimou com uma panela de água quente. A queimadura era tão grande como grave; lhe abrangia desde a barriga até a parte de trás. O médico recomendou hospital imediatamente; pois poderia morrer devido ao seu estado de extrema gravidade... por esta razão, ele não nos deu nenhum remédio. Desesperada ao ver moribunda a minha filha, o que o médico saiu; invoque fortemente a Padre Pio, que intervir urgentemente, enquanto me preparava para levá-la ao hospital, já está quase na hora do meio dia; quando de repente, a menina que estava Sozinha no seu quarto me chamou "Mamã, mamã, já não tenho nenhuma ferida". e quem desapareceu as tuas feridas, perguntei assustada e com grande curiosidade? Ela respondeu. "Mãe Pai Pio veio, ele sarou as minhas feridas colocando suas mãos llagadas sobre minha queimadura". para espanto de todos, realmente não havia qualquer sinal ou marca de que houvesse uma queimada; o corpo da minha filha estava completamente saudável, e só de pensar que Uns minutos antes o médico a queimou."!

Padre Pio, ora pro nobis!!!

De budista a tomista


O inspirador - e esclarecedor - relato de uma conversão

Paul Williams, catedrático de filosofia budista e professor de religiões da Índia na Universidade de Bristol, foi durante mais de 30 anos uma das principais autoridades acadêmicas sobre budismo no Reino Unido. Também era um budista convencido, intelectual e praticante. Porém em 1999 surpreendeu os seus alunos, companheiros e familiares quando anunciou que se convertia ao cristianismo, mais ainda ao catolicismo mais ortodoxo. Em 2002 publicou um livro com o seu testemunho de conversão e as suas reflexões.
Na revista budista inglesa Dharmalife não escondiam sua perplexidade:
“Williams é um dos principais estudiosos britânicos do budismo e um budista praticante de muitos anos. O seu livro ‘O Budismo Mahayana’ é uma jóia de claridade e visão. Que surpreendente foi saber há dois anos que tinha decidido ser católico. […] Catolicismo! Tinha tendência a acreditar que enquanto o budismo é uma opção vital e espiritual para as pessoas modernas, o catolicismo pertence a um passado problemático. A minha visão do catolicismo é influenciada pelos testemunhos de amigos ex-católicos, sobre os efeitos debilitadores da culpa, a sua busca de bases emocionais saudáveis para suas vidas… Como poderia uma pessoa inteligente e bem informada tomar tal opção?”
Williams explicou tudo no seu livro “Unexpected Way“, e em algumas entrevistas e testemunhos escritos.

Juventude anglicana tíbia

Paul Williams nasceu em 1950. A família da sua mãe não era religiosa, mas depois da sua conversão descobriu que teve uma bisavó católica. A família do seu pai era tipicamente anglicana. Sendo muito jovem, Paul juntou-se ao coro da paróquia anglicana, porque gostava de cantar. Foi crismado na sua adolescência pelo bispo anglicano de Dover, e com 18 anos recorda que ia comungar algumas vezes. Mas não tinha uma relação próxima com Cristo nem recebeu formação.
O seu irmão trouxe da biblioteca um livro sobre yoga, e com ele Williams afeiçoou-se à cultura oriental nos muito alternativos anos 60.
“Estive implicado no estilo de vida e nas coisas que os adolescentes fazem. Ao aproximarem-se os exames públicos deixei o coro, deixei de servir na igreja, perdi o contacto com ela, deixei o cabelo comprido e vestia-me de maneira diferente”.

Meditação e budismo

A estudar na Universidade de Sussex, especializou-se em filosofia indiana e depois em budismo. “Durante algum tempo fiz a Meditação Trascendental de Maharishi Mahesh Yogui, porém deixei-a porque não gostava da sua superficialidade e parecia-me que distorcia a tradição indiana“, escreveu no seu livro.
Em 1973 já tinha tudo claro: tinha estudado tanto o budismo que via o mundo com categorias budistas. Refugiou-se formalmente como budista na tradição tibetana Dgelugspa, a do Dalai Lama. Sendo professor na Universidade de Bristol criou o seu próprio círculo de budistas.
Praticava a meditação, dava palestras em encontros budistas, aparecia em debates televisivos como budista tibetano e participou de debates públicos com o católico dissidente Hans Küng e o catalão orientalista Raimon Panikkar.

O que atraía no budismo

Williams explica:
“Interessava-me a filosofia, mas também a meditação e o exótico Oriente. Muitos de nós considerávamos o budismo interessante, porque parecia muito mais racional do que as alternativas, e às vezes muito mais exótico. Os budistas não creem em Deus, ou melhor, não parecia ter razões para crer em Deus e a existência do mal era para nós um argumento positivo a seu contrário. Nós que havíamos crescido como cristãos estávamos fartos de defender Deus num mundo hostil, cheio de detratores. No budismo existe um sistema de moralidade, espiritualidade e filosofia imensamente sofisticado, que não necessita de Deus para nada”.
Anos depois, ao converter-se ao catolicismo, o filósofo escreveu:
“Se repararmos como são os budistas do Ocidente, o chamado Budismo Ocidental, o que encontramos com regularidade é uma forma de cristianismo na qual tiraram as partes que os cristãos ‘pós-cristãos’ encontram mais dificuldades em aceitar”.
Williams conheceu um líder chamado Sthaira Sangharakshita que propunha aos budistas de passado cristão praticar a “blasfêmia terapêutica”, para conseguirem desapegar-se do seu fundo cristão, insultando coisas consideradas santas em sua cultura. Para Williams esta ideia parecia uma barbaridade.

O problema da reencarnação

O budismo no Ocidente apresenta-se sobretudo como uma técnica para viver experiências positivas: paz, harmonia, relaxamento… Mas à medida que Williams via o passar dos anos, como filósofo não podia evitar fazer-se perguntas, e entre elas: o que passa depois da morte? Há budistas que preferem não pensar no tema, e consideram que é “Mara”, uma “ilusão”, uma distração, um tema no qual não vale a pena pensar, mas pode um filósofo deixar de perguntar-se?
“Os budistas creem no renascimento, ou melhor, na reencarnação, como é chamada. Não há um início na série de vidas renascidas: todos temos renascido infinitas vezes, não há princípio nem se necessita de um Deus que o inicie”.
Williams recorda que na época dos primeiros cristãos as crenças a favor da reencarnação estavam muito difundidas na Grécia e Roma, mas o cristianismo nunca as aceitou. “E por boas razões: se a reencarnação é verdade, nós não temos nenhuma esperança“.

O que há de mim numa barata?

Imaginemos que vamos ser executados sem dor amanhã pela manhã, mas sabemos com toda segurança que depois reencarnaremos como uma barata. “Acostumar-te-ás, não há problema, ser barata não é como o nada ou o grande vazio, é uma vida, continuarás vivo… Mas por que nada disso nos consola?“, argumenta Williams.
Mais específico ainda:
“Não peço que imagineis que despertais dentro do corpo de uma barata, como na Metamorfose de Kafka. Serias uma barata, e quem sabe quais são os sonhos ou imaginações de uma barata?”
“O terror de ser executado na aurora e renascer como barata é que, simplesmente, isso seria o meu fim. Não posso imaginar como é renascer como barata porque não há nada que imaginar! Simplesmente, não teria nada de mim aí. Se a reencarnação é verdade, nem eu nem meus seres queridos sobreviveríamos à morte. O eu, a pessoa real que sou, a minha história, acaba. Quem sabe haja outro ser vivo com algum tipo de conexão causal com a vida que eu fui, alguém influenciado por meu karma, mas eu já não estou”.
“No nível quotidiano, os budistas tendem a obscurecer este facto -que eu desapareço do tudo com a morte- quando falam de ‘meu renascer’ ou de ‘preocupar-se com as vidas futuras’, mas na realidade qualquer renascer -como uma barata sul-americana- não seria ‘eu mesmo’, e por tanto cabe perguntar-se por que hei de preocupar-me com as minhas reencarnações futuras”.

Iluminação, sim… mas quem a consegue?

Para escapar do ciclo das reencarnações, o budismo ensina que é possível alcançar a iluminação, o nirvana, uma absoluta perfeição e desapego nesta vida. Quando alguém tem 20 anos pode pensar que com muito esforço o conseguirá. Mas Williams, com mais de 20 anos de intensa prática budista e meditativa o tinha claro:
“É evidente que não vou conseguir a iluminação nesta vida. Todos os budistas tenderão a dizer isso de todo o mundo. A iluminação é uma conquista extremadamente rara e suprema, para heróis espirituais, não para nós, não para gente como eu. Assim eu, e os meus amigos e familiares, não temos esperança”.

Karma: pagar pelas outras vidas tuas… que não eras tu

Williams explica rapidamente a teoria do karma: alguns males e alguns bens que experimentas, são consequência do que fizeste em uma vida passada.
“Mas como se pode dizer que um ditador cruel que foste noutra vida eras tu? A ideia que um um bebê fica doente por algo que fez outra pessoa, não nos consegue convencer. Não se pode dizer que o que alguém fez noutra vida, seja a resposta mais aceitável para o problema do mal. O bebê não foi quem fez os atos malvados, como também eu não sou uma barata depois de minha execução”.
O cristianismo oferece esperança
“O budismo não tinha esperança. Os cristãos sim têm esperança, por isso quis ser cristão. Voltei a examinar as coisas que tinha rejeitado em minha juventude. Dei-me conta que é racional crer em Deus, mais racional do que crer, como os budistas, que não há Deus”.
Examinou a chave da proposta cristã: que Jesus tinha ressuscitado.
“Assombrou-me descobrir que a ressurreição literal de Cristo dentre os mortos depois de sua crucifixão é a explicação mais racional do sucedido. Isso fazia do cristianismo a opção mais racional das religiões teístas, e como cristão considerei que devia dar prioridade à Igreja Católica”.
“O cristianismo é a religião do valor infinito de cada pessoa. Cada pessoa é uma criação individual de Deus, e como tal Deus ama-a e valoriza-a infinitamente. Nisto se baseia toda a moral cristã, desde o valor da família ao altruísmo e o sacrifício dos santos. Por sermos infinitamente valiosos, é que Jesus morreu por nós, para salvar a cada um. E somos as pessoas que somos, com nossas histórias, amigos e parentes. Nossa fé é que em Deus nossas mortes terão significado para cada um de nós, de formas que excedem a nossa imaginação mas que inclusive agora já suscitam a nossa esperança e alimentam nossas vidas”.
Hoje Paul Williams é um laico dominicano e um grande admirador de São Tomás de Aquino. Lamenta que às vezes, em encontros ecumênicos ou análises de religião comparada, se faça o contraste entre os místicos cristãos de linguagem simples (como São João da Cruz) com teóricos budistas muito elaborados, com um discurso muito intelectualizado que fazem parecer o místico cristão uma versão simples de uma filosofia complexa. Williams considera que esses autores budistas devem comparar-se com autores sistemáticos como São Tomás.

https://pt.aleteia.org/2017/05/26/de-budista-a-tomista/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O que eu sofri me faz ser quem eu sou


Quero que me vejam como eu sou. E me amem assim

Nós nos reconhecemos por nossas feridas. O que me fez doer no mais profundo fez-me ser quem sou. Mas as minhas feridas me assustam. E eu as tapo. Creio que elas já me causaram bastante sofrimento. Por isso, cubro-me.
Porém, este homem sem feridas não sou eu. Na verdade, quero que me vejam como eu sou e me amem assim. É desta forma que Deus me vê e me ama.
Jesus me mostra as marcas Dele. É Ele. Ferido, porque soube assumir todo o seu amor. Não chegou a todos, nem todos o compreenderam, não queriam ouvir outras formas de fazer as coisas. Ele não curou todo mundo. Os mais sábios não o amaram.
Ele se sentiu impotente, sozinho, abandonado na sua mais profunda verdade. Alguns os procuraram por causa de seus milagres e, depois, o deixaram. Essas feridas são as que ficaram em Jesus. Junto com a dor de deixar seus amigos e sua mãe, com quem compartilhava tudo.
Ele deixou de olhar para o lago e caminhou pela terra. As provocações, a indiferença. A necessidade da ajuda dos amigos na cruz. O pranto da mãe. O desejo de que os seus estivessem perto. A preocupação em deixá-los sozinhos. A dor física. As feridas. Os pregos. O peito aberto.
Tanto amor que Ele deixou nesta terra…Tantas pessoas que ficaram órfãs. As feridas foram profundas. A dor pela negação de um amigo, pela traição de outro, pelos gritos de tantos, pelo silêncio de muitos. Os pregos. A lança.
Ele amou tanto aqueles homens… Olhou com olhos humanos. Acariciou e sustentou corações com mãos de carne – agora atravessadas. Caminhou ao lado de homens de todas as condições. Sorriu, amou, desejou, sonhou, recordou, teve medo, temeu perder seus entes queridos.
Ele se encarnou para sempre para me compreender, para me levar ao céu, para dar sentido às minhas perguntas. E para me mostrar um amor incondicional e gratuito que foi criado em meu coração. Um amor sem medida, como o que Ele mostrou em sua vida e em sua morte.
E agora, em sua ressurreição, ele volta para mim. Não me deixa. Fica comigo. Mostra suas feridas, para que eu o reconheça. É Ele. Só pode ser Ele. Não é um fantasma. É quem viveu e morreu por mim. Agora, está vivo ao meu lado.
Ele sabe que sem Ele eu não posso ficar. Sabe que preciso dele, que sou feito para a vida e para a alegria. Para a plenitude. Por isso, Ele se coloca no meio da minha vida, porque tenho medo. Ele me mostra suas feridas, suas provas de amor.
Para quem eu mostro minhas feridas? Quem sou eu? Qual é o nome de minhas feridas?
Jesus me ensina que minha dor, minhas carências, meus medos e minhas faltas de amor são marcas que me fazem ser quem eu sou.
E, de onde ele está, Jesus vem me dizer que me ama. Que tudo tem um sentido. Que ele já carregou minha dor, que há amou. Que eu não estou sozinho no caminho. Que Ele já o percorreu antes. Que morreu por mim e agora continua vivo para voltar a caminhar ao meu lado.

http://pt.aleteia.org/2017/04/27/o-que-eu-sofri-me-faz-ser-quem-eu-sou/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sábado, 11 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O adeus ao mundo




Esta é a famosa carta de Eugene (Pe. Seraphim) Rose a seus pais na qual comunica que abandonará a vida acadêmica para abraçar as coisas do Alto. É o testemunho contemporâneo de um ato exercido milhares e milhares de vezes no passado: homens que, respondendo ao chamado do Cristo, deixam para trás a glória e os prazeres ilusórios do mundo para abraçar a vida sublime e grandiosa do esforço ascético rumo à união com Deus.

A carta é de 14 de junho de 1961.

* * *

Liebe Eltern,

Faz calor hoje – parece até verão aqui em San Francisco. Finalmente consegui terminar minha dissertação de mestrado. Entreguei-a na sexta-feira passada, mas a nota só vai ser divulgada em setembro, não sei exatamente por quê. Enquanto isso, continuo me envolvendo com coisas chinesas. Nesse momento, estou ajudando meu ex-professor de chinês a traduzir (do chinês) um artigo sobre filosofia chinesa para publicação em um jornal de filosofia. A hipocrisia do mundo acadêmico é algo que se vê com muita clareza no caso dele. Ele provavelmente sabe mais de filosofia chinesa do que qualquer pessoa do país, estudou com filósofos e sábios chineses de verdade, na China, mas não consegue arrumar emprego em nenhuma faculdade porque ele não tem diplomas de faculdades americanas, e também porque ele não fala com muita fluência – ou seja, ele é autêntico demais.

Foi-se o tempo em que eu escolhia a vida acadêmica acima de tudo, pois Deus havia me dado inteligência para servi-Lo, e o mundo acadêmico seria em princípio o lugar onde a inteligência deveria ser utilizada. Mas, depois de oito ou nove anos, sei muito bem o que se passa nas universidades. A inteligência é respeitada somente por alguns poucos professores “das antigas”, os quais muito em breve estarão fora de combate. Quanto aos demais, a vida acadêmica é um trampolim para juntar dinheiro, conseguir um emprego estável e para usar a inteligência como se fosse um brinquedinho útil para fazer alguns truques e serem pagos por isso. Em suma, são palhaços de circo. O amor à verdade simplesmente desapareceu deles; as pessoas que têm alguma inteligência são obrigadas a se prostituírem para viver a vida. Quanto a mim, acho isso tudo difícil de aceitar, pois meu amor à verdade é muito grande. O mundo acadêmico não passa de um emprego para mim, mas não vou me deixar escravizar a ele. Não estou servindo a Deus no mundo acadêmico. Tenho um pouco de dinheiro guardado e mais algum está a caminho quando eu terminar um pequeno serviço, então eu acho que vou conseguir viver frugalmente por um ano fazendo o que minha consciência está me mandando fazer: escrever um livro sobre as condições espirituais do homem contemporâneo, sobre as quais, pela graça de Deus, tenho algum conhecimento. O livro provavelmente não vai vender nada, pois as pessoas preferem se esquecer das coisas sobre as quais versarei; elas preferem ganhar dinheiro do que adorar a Deus.

Sim, é verdade que esta é uma geração confusa. A única coisa de errado comigo é que não estou confuso. Sei muito bem qual o dever do homem: adorar a Deus e Seu Filho e preparar-se para a vida do século futuro sem explorar o próximo só para ter uma vida feliz e confortável e esquecer-se de Deus e Seu Reino.

Se Cristo estivesse por aqui, no mundo contemporâneo, sabem o que aconteceria com Ele? Seria internado num hospital psiquiátrico e lhe submeteriam a sessões de psicoterapia. Os santos não ficariam por menos. O mundo crucificaria o Cristo exatamente como há 2000 anos, pois esse mundo nada aprendeu, exceto formas mais sofisticadas de hipocrisia. E se eu dissesse a meus alunos que todo o conhecimento deste mundo não tem nenhuma importância, que o importante mesmo é adorar a Deus, aceitar o Deus-homem que morreu por nossos pecados e preparar-se para a vida do século futuro? Eles provavelmente ririam de mim, e os diretores da universidade, se descobrissem, me demitiriam – pois é contra a lei pregar a Verdade nas universidades. Dizem que vivemos numa sociedade cristã, mas é mentira: a sociedade atual é mais pagã, mais anticristã, do que a sociedade na qual Cristo nasceu. Recentemente, um padre católico da UCLA teve a audácia de dizer que o ambiente da UCLA era pagão. Os diretores da universidade o chamaram de “fanático” e “insano”. Mas o que ele disse era verdade; mas os homens odeiam a verdade, e é por isso que eles crucificariam Cristo de novo se Ele retornasse.

Sou cristão, e tentarei viver como um autêntico cristão. Cristo ensinou-nos a dar todo o dinheiro que tivéssemos e segui-Lo. Estou longe, muito longe, de fazer isso. Mas vou tentar não angariar mais dinheiro do que preciso para viver; se conseguir fazer isso trabalhando um ou dois anos na universidade, tudo bem. Mas no restante do meu tempo vou tentar servir a Deus com os talentos que Ele me deu. Neste ano terei a chance de fazer isso, então é isso que vou fazer. Meu professor, que é russo (a amor a Deus parece estar mais bem enraizado nos russos do que em outros povos), não tentou me convencer a abandonar minhas ideias; ele sabe muito bem que o amor à verdade, o amor a Deus, é infinitamente mais importante do que o amor à estabilidade, ao dinheiro e à fama.

Sou obrigado a seguir minha consciência. Não posso enganar a mim mesmo. E sei que estou fazendo a coisa certa. Se o que vou fazer parece tolice aos olhos do mundo, resta-me responder ao mundo com as palavras de São Paulo: Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Eis algo que esquecemos muito facilmente.

Bem, deixem-me voltar à minha tradução de chinês. Mandem lembranças a Eileen [irmã de Eugene].

Liebe,

Eugene


Foto: Eugene Rose em foto oficial de graduação na Pomona College, 1956.


Fonte: Cathy Scott, Seraphim Rose: The True Story and Private Letters, Regina Orthodox Press, 2000.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Testemunho de Alexandre Nunes

↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴↴

" Meu testemunho de conversão foi algo extraordinário!
Eu nasci e fui criado na Igreja Adventista do Sétimo dia. Fui um jovem bem ativo, sempre envolvido com a liderança da IASD, era pregador e cantava em um grupo muito famoso no meio Adventista chamado Grupo Interface. Eu era o orador desse grupo. Pregava para mais de 3.000 pessoas por sábado em programas que chamavamos de conferências. Era professor da escola Sabatina ,diretor jovem, enfim...estava me preparando para ser pastor. Fazer o curso teológico que na IASD São 4 anos.
Um dia estava voltando de uma programação em que preguei para 2.500 pessoas em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Cheguei em casa de madrugada, me arrumei para dormir, mas antes fui fazer minha oração, que na Igreja católica chamamos leitura orante.
Me ajoelhei ao pé da cama para orar quando para minha surpresa, uma forte luz envolveu meu quarto. Então eu olhei para trás de mim e ví uma linda jovem, então eu perguntei:
-Quem é você?
Estranho que não senti medo!
Ela respondeu:
-Eu sou sua mãe.
-Como assim minha mãe? Minha mãe está dormindo no quarto ao lado! Quem é você e como entrou aqui?
Ela responde:
_ Eu sou sua Mãe, Mãe da Igreja, Mãe do seu Salvador! Eu vim te chamar pois tenho uma missão para você. 

Naquele momento fiquei extremamente confuso!!!
Eu pensei:
" Mãe do meu Salvador?
Não pode ser! Maria está dormindo no pó da terra, pois os adventistas não crêem na imortalidade da alma.

Depois dessa noite, minha vida virou de cabeça para baixo!
Eu não tive mais paz ao ponto de ouvir o sino da igreja católica perto de minha casa tocar e chorar feito um louco e dizer façam esse maldito sino parar!
Não falei pra ninguém da minha família, mas procurei um líder da igreja, que seria o equivalente ao diácono católico. Ele disse: "irmão... Você conhece a verdade! Ore para sair desse engano diabólico!"
Eu pensei!
Como vou abandonar tudo? 
O grupo que eu cantava estava indo para a gravação do 4º CD...
E loucura eu pensava!
Um dia, depois de meses de angústia, eu estava passando em frente da Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Sta. Rosa de lima, e senti um forte impulso me mandando entrar.
Estava na hora da Missa, eu entrei desconfiado pois não era acostumado com imagens...
Na hora em que o padre elevou a hóstia e o cálice e disse eis o Cordeiro de Deus... Eu cai de joelhos e chorava muito como se estivesse na presença do próprio Cristo, até então não sabia...
Ao fim da missa fui falar com o padre.
Quando entrei em sua sala eu disse:
"Boa tarde Padre! 
Meu nome é Alexandre, não sou Católico. Sou Adventista, mas preciso de sua ajuda! Uma mulher apareceu em meu quarto..."
E quando olho para trás dele ví uma imagem daí eu disse:
É ela! Ela apareceu no meu quarto dizendo que era minha mãe! Quem é ela?
O Padre sorriu e me disse:
" sente Alexandre, pois temos muito o que conversar!
Essa é nossa Senhora Rosa Mística, Mãe de Jesus, Da Igreja, minha e sua. Ela me apareceu em um sonho ontem dizendo que você viria aqui hoje conversar comigo!"
Daí em diante... Minha vida mudou completamente!
Hoje sou Católico, Batizado e Crismado!
O Padre se tornou meu Padrinho querido!
Estou caminhando ainda e aprendendo, pois quero como São Paulo, defender a Igreja com minha vida, pois muito persegui a Igreja e hoje quero contribuir com minha vida para redimir um pouco o meu grande pecado!
Quantos Católicos fracos na fé, converti ao adventismo meu Deus!!!
Depois de minha conversão a IASD entrou em pânico! Pois muitos jovens estão procurando Catequistas para estudar e conhecer a fé Católica.
E quanto ao chamado de Nossa Senhora , ainda estou descobrindo o que ela deseja desse tao pobre pecador! Peço que rezem por mim, para descobrir minha vocação.
Estarei no dia 13 de Julho, dia da Rosa Mística, fazendo minha consagração! Já decidi em Deus, viver como um consagrado e celibatário, quero dar meu tudo a Deus!!!

Bem... Essa é um pouco da historia de minha conversão. Sei que pode parecer meio loucura, mas é a mais pura verdade!
Um Adventista que se converteu ao Catolicismo por Maria! Ela fez isso pois sabia que por outro modo eu nunca aceitaria o catolicismo!!!
Hoje eu e minha casa servimos ao Senhor na Santa Igreja!

VIVA A IGREJA UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA!!!

Fonte: Grup do Whatsapp

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

5 curiosidades sobre a vida da beata que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos


Conheça Beata Alexandrina uma grandiosa santa dos nossos tempos.

1) A luta pela castidade

Ficou tetraplégica por preservar sua castidade ao saltar de um sobrado quando três homens invadiram o lugar onde ela e as amigas estavam para tentar abusar sexualmente delas

2) A experiência mística

– Mesmo tetraplégica o Senhor lhe concedeu de 1938 a 1942, levantar da cama nas Sextas-feiras para vivenciar passo a passo a Paixão de Cristo.

3) Jesus é seu único sustento

– De 1942 a 1955 (até sua morte) não colocou mais nenhum alimento em sua boca exceto a Eucaristia

4) Testemunho de superação

– Foi grande devota da Eucaristia e um grande testemunho de Santidade em meio as limitações da vida.

5) A beatificação

Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 25 de Abril de 2004.
Publicado originalmente na página do Facebook: O Vaticano II em Debate: Concílio e Tradição.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Homens, confessem-se agora mesmo!

Diocese nos Estados Unidos reage a “crise da masculinidade” e lança campanha para chamar os homens de volta aos lares e à vida da Igreja.


"Homens, confessem-se agora mesmo!" É o apelo de um bispo dos Estados Unidos, que iniciou em setembro de 2015 um movimento para trazer os homens de volta à vida da Igreja e encorajá-los a responderem ao seu chamado de pais, esposos, filhos e irmãos.
A iniciativa de Thomas Olmsted, bispo da cidade de Phoenix, no Arizona, deu origem a uma exortação apostólica intitulada Into the Breach ("Na Brecha", lit.), que convoca os homens à batalha espiritual que acontece todos os dias à sua volta, desde as suas casas e paróquias até os seus ambientes de trabalho e de estudo.
"Para mim, trata-se simplesmente de um chamado para a ação", comenta Steven Pettit, de uma organização de homens leigos de Phoenix. "Os homens raramente escutam essa mensagem nas homilias e, muitas vezes, eles não acreditam que a Missa seja para eles. Esse é, portanto, um chamado para eles acordarem. O bispo de Phoenix está falando com cada homem: 'Você tem que se envolver, e aqui estão as razões, aqui estão as coisas que você é chamado a fazer como homem'."
O alcance do documento ultrapassa as fronteiras do Arizona. Várias dioceses nos Estados Unidos já estão criando grupos de oração masculinos para se ajudarem na vivência da fé cristã, a partir das linhas da exortação. Além disso, a mensagem já foi traduzida para várias línguas, como o alemão, o francês, o espanhol e também o português.
Também foi realizado um pequeno vídeo de promoção do documento, intitulado A Call to Battle("Um Chamado para o Combate", lit.), que pode ser assistido abaixo, com legendas em português:
Uma das "brechas" que essa verdadeira campanha de evangelização tenta conter é a perda da fé católica entre as famílias e a falta de participação dos homens nos sacramentos. "O mundo está sob o ataque de Satanás", adverte Thomas Olmsted. "Muitos homens católicos não estão dispostos a 'permanecer firmes na brecha'. Um terço deixou a fé e muitos dos que ainda são 'católicos' praticam a fé com timidez e sem o mínimo compromisso de transmitir a fé aos seus filhos".
Para reverter esse quadro, a diocese de Phoenix aposta na doutrina católica de sempre, em contraposição às seduções do mundo moderno, bem como no valor da paternidade, considerado essencial para todo homem. "Para viver plenamente, todo homem deve ser um pai!", diz a exortação.
O documento propõe ainda alguns hábitos para o homem católico, como o de rezar todos os dias, fazer um exame de consciência diário, ler as Sagradas Escrituras, participar mais frequentemente da Santa Missa e confessar-se regularmente. Constatando que "grandes quantidades de homens católicos estão em grave perigo mortal como consequência dos níveis epidêmicos de consumo de pornografia e do pecado da masturbação", o bispo Olmsted faz um apelo: " Meus irmãos, confessem-se agora mesmo! Nosso Senhor Jesus Cristo é um Rei misericordioso que perdoará aqueles que humildemente confessam os seus pecados, mas não perdoará aqueles que se recusam. Abram suas almas ao dom de sua misericórdia!"
Para ler a exortação Into the Breach na íntegra em inglês, é só clicar neste link.
Com informações de National Catholic Register | Por Equipe CNP