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domingo, 10 de dezembro de 2017

Formação sobre Intercessão Católica 5#


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Interessante notar como aqueles que estão intimamente ligados a Deus pensam como Ele. São Josemaría Escrivá argumentava que “a nossa vida de apóstolo vale o que vale a nossa oração”, já Santo Agostinho ia mais além dizendo: “ser orante, antes de ser orador. Falar com Deus, mais do que falar de Deus. Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua”. E para não deixar de fora outro grande doutor da Igreja, dizia Santo Antônio: “A oração é uma demonstração de afeto para com Deus, uma conversa afetuosa e familiar com Ele, um descanso da mente esclarecida, que procura aproveitá-lo o máximo possível”. – E aqui podemos citar a oração em línguas.

Devemos amar o nosso próximo, ou porque ele é bom, ou para que ele se torne bom. (Sto. Agostinho) Não cabe ao intercessor diagnosticar quem está mais ou menos necessitado, quem merece ou não a nossa oração, nossa missão é orar por todos, pois só a Deus cabe o julgamento.

Madre Teresa de Calcutá dizia que “nesta vida, não podemos realizar grandes coisas. Podemos apenas fazer pequenas coisas com um grande amor”. A participação do intercessor orando em favor do próximo, pode muitas vezes aparentar uma pequena coisa para nós, tão insignificante que não faria falta a nossa presença no grupo, mas fique certo que uma torre só se eleva quando tijolos, um a um, são acrescentados à parede. Sua oração sempre será o tijolo que Deus precisa para a construção do Reino...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Formação sobre Intercessão Católica 4#


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O grande Tertuliano de Cartago nos direciona a vivenciarmos momentos constantes de oração e escuta, ações que nos conduzem a um enfrentamento interior com nossos medos, permitindo assim um reconhecimento verdadeiro de todas as nossas falhas e fraquezas que nos permitirá uma real reconciliação com o Senhor. Esse processo de purificação nos conduz a uma intimidade com Deus. O elemento necessário para que o Espírito Santo se manifeste e através de nós chegue aos outros, é aceitar que não somos a verdade, mas sim, portadores Dela. 

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé” 

Pergunto: como adquirir esse sentimento que movia São Francisco, Madre Teresa e tantos outros? Como deixar a minha dor para viver a dor do outro? São Francisco dizia que “fomos enviados para curar os feridos, unir os que estão separados, mostrar a verdade aos que estão perdidos no erro”. Volto a perguntar: Como posso interceder se sou o primeiro necessitado? 

Começamos a vislumbrar a resposta a partir do momento em que nos tornarmos “um com a Trindade”. Jesus já ensinou o caminho quando disse: “Eu não vim para ser servido”, ou quando falou: “Renuncia a ti mesmo...” e “Ame o próximo como a ti mesmo”. No livro do Eclesiástico encontramos o texto que diz: Se não usa de misericórdia para com o seu semelhante, como se atreve a pedir perdão de seus próprios pecados?” 

É fácil perdoar quando nos sentimos perdoados, é fácil amar quando nos sentimos amados. Se eu identifico no irmão o pecado, o medo, a insegurança e a culpa, é porque eu as vivo e as tenho. Julgar, condenar e afastar o irmão por isso é assumir o meu receio de que ele venha a descobrir o quanto eu sou fraco e incapaz. Acontece que é urgente descobrirmos o quanto somos limitados e imperfeitos para que Deus possa começar a agir em nós e para que possamos mais rapidamente acolher o irmão. 

Ser um intercessor e construir ponte que proporcione os outros chegarem ao Céu, é missão de todos nós, mas como dizia Teresa de Calcutá: “Palavras que não trazem a luz do Cristo aumentam as trevas”. Para nos colocar a serviço de Deus e sermos fieis ao seu projeto é necessário conhecimento, temos que nos preparar da mesma forma que um soldado se prepara para guerra. Só nos doamos por inteiro quando temos a convicção de que aquele pelo qual nos entregamos, é quem verdadeiramente nos completa...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Formação sobre Intercessão Católica #3

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Intercessão Católica

Interceder é deixar fluir o sentimento de plenitude, de sentir o gozo no bem estar do próximo, de permitir desabrochar o nosso melhor em favor do irmão desconhecido que jamais poderá nos dar nem o seu “muito obrigado”. Como diz São Paulo: “Isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador”. Contudo a uma observância que não podemos permitir que passasse a brancas nuvens: “que os homens orem em todo lugar, erguendo mãos limpas, sem ira e sem discussões”. 

Mesmo sendo necessária e acima de tudo agradável aos olhos de Deus a intercessão, é da mesma forma imprescindível lembrar-se da música que diz: “Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? Quem tem as mãos limpas e o coração puro, quem não é vaidoso e sabe amar”. Não tem como um coração escravo do pecado, coberto pela ira, entorpecido pela soberba, se deixar conduzir pelo Espírito Santo. 

Estando na presença de Deus devemos em primeiro lugar fazer um “Ato de Contrição” nos reconhecendo pecador; sabia foi a atitude do publicano: “O cobrador de impostos ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: 'Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!” (Lc 18,13). Só podemos pedir misericórdia para os irmãos, quando sentirmos essa misericórdia fluindo em nossas veias. Como intercessores, só podemos pedir que Deus seja “um com o irmão”, quando tivermos primeiro a certeza de que “somos um com Deus”. Isso não significa que o Pai condicione as bênçãos, mas que Ele nos quer livres para sabermos aproveitá-las. 

Diz Tertuliano em seu tratado sobre a oração: “Devemos estar livres não somente da cólera, mas de toda perturbação da alma, quando nos entregamos à oração, que há de ser feita com um espírito semelhante ao Espírito ao qual se dirige. Um espírito não purificado não pode ser reconhecido pelo Espírito Santo. Nem um espírito triste pelo alegre Espírito de Deus. Nem um espírito perturbado, pelo Espírito da liberdade (2Cor 5,17). Ninguém acolhe um adversário; hospeda-se apenas um amigo. Consideremos, pois, irmãos abençoados, a celeste sabedoria de Cristo, que se manifesta, em primeiro lugar, pelo preceito de orar em segredo (Mt 6,6). Por aí Cristo induzia o homem a acreditar que o Deus Onipotente nos vê e nos escuta em toda parte, mesmo em casa e nos lugares mais escondidos. Ao mesmo tempo, ele queria que a nossa fé fosse discreta, de modo que, confiante na presença e no olhar de Deus em toda parte, reservasse o homem só a Deus a sua veneração...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Formação sobre Intercessão Católica # 2

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Intercessão Católica

Demoramos a entender que quando nos dispomos a ajudar o irmão, somos nós os primeiros a ser ajudados, nada fica escondido aos olhos de Deus. Crescemos e nos fortalecemos a medida que buscamos formas de consolar o nosso semelhante. A nossa salvação passa pela salvação do irmão, e tudo que fazemos ao outro é a Deus que estamos fazendo. Lembra o que disse Jesus: “’Eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar'... 'Senhor, quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?' ...’todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram.'” (Mt 25) 

Em toda a história do povo de Deus sempre ouve a figura do intercessor, desde Abraão, passando pelos Apóstolos até chegar a nós. A humanidade sempre precisou de pessoas que silenciosamente, quase que de maneira anônima, se colocam na presença de Deus em favor do irmão. Devemos ter consciência de que a graça será alcançada não por nossos méritos, mas sim pelos méritos Daquele que deu a vida por nós. 

“Se o homem soubesse as vantagens de ser bom, seria homem de bem por egoísmo”, diz Santo Agostinho. Fazer o bem sem olhar a quem, fazer sem esperar receber; quando gastamos o nosso tempo e as nossas forças pelo irmão anônimo, - apesar do anônimo ter nome, chama-se Jesus – estamos juntando tesouros incontáveis. 

Quanto ao desejo primeiro de Deus nós sabemos muito bem qual é, e Paulo enfatiza quando diz que “todos devem chegar ao conhecimento da verdade”. Verdade que vai muito além de termos a certeza de que há um só Deus; a verdade que devemos descobrir é que enquanto não enxergarmos Deus na pessoa do irmão, e principalmente, de olharmos no espelho e ver Deus em nós, não seremos capazes de pensar, amar, perdoar, sentir e desejar como Deus. 

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Formação sobre Intercessão Católica #1

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Timóteo 2, 1. Antes de tudo, recomendo que façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças em favor de todos os homens, 2. pelos reis e por todos os que têm autoridade, a fim de que levemos uma vida calma e serena, com toda a piedade e dignidade. 3. Isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. 4. Ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 8. Quero, portanto, que os homens orem em todo lugar, erguendo mãos limpas, sem ira e sem discussões. 

Já percebemos logo de inicio que é nossa missão - designada por Deus - interceder uns pelos outros. São Paulo esclarece que a nossa oração deverá ser suplicante, mas também corajosa afim de que a nossa intercessão seja dirigida a Deus com a certeza de que Ele nos ouve e usará de Sua misericórdia para aquilo que nos for favorável. O Apóstolo também deixa claro que intercedemos por todos, independente de o julgarmos merecedor ou não. O que deve prevalecer sempre é a vontade de Deus, só a Ele cabe decidir quem é justo ou injusto, é um risco muito grande o intercessor que se acha no direito de decidir quem é merecedor da graça.  

Deus infinitamente misericordioso quer a salvação de todos, por isso, nos dá a graça e confia a nós através da intercessão a participação na obra divina da salvação humana. Que o nosso gesto de interceder seja sempre guiado pelo Espírito Santo. 

Jesus se rebaixou a condição humana e através de sua Morte e Ressurreição, nos resgatou da condição de escravos e nos elevou ao patamar de filhos. Sabemos que só o amor em plenitude faz com que um Deus se submeta a uma condição mortal, e é este mesmo sentimento que deve mover o intercessor, uma afeição que nos permita se colocar na presença de Deus como advogado do irmão, mas para conseguirmos alcançar esse estágio é primordial seguirmos os passos do nosso Salvador. 

Observando a Sagrada Escritura percebemos que frequentemente Jesus se coloca em oração, e sempre de maneira radical, ou seja, prostrando-se, mesmo sendo Deus se coloca com humildade, reconhecendo que o intercessor, - pelo simples fato de interceder - não é maior nem melhor que a pessoa pela qual intercede. Aquele que se coloca como canal da graça deve sempre lembrar que a sua vocação é um dom de Deus, e como tal deverá ser zelada e alimentada através da oração e penitência. 

Algumas vezes na luta do dia a dia somos atingidos pelo cansaço, forte é a vontade de jogar tudo para o alto, e é lógico, instintivamente nos sentimos no direito de decidir que ninguém mais do que nós, merece consolo e carinho.  Mais uma vez os santos nos ensinam o quanto estamos errados; Madre Teresa em sua oração “Alguém para amar”, dizia: “Senhor, quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo, quando minha cruz parecer pesada, deixe-me compartilhar a cruz do outro, quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém e quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender”...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
@intercessorescatolicos

terça-feira, 2 de maio de 2017

FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES



Começaremos essa semana a postar artigos sobre Intercessão. O intercessor é aquele que se coloca como defensor, é aquele que se coloca no meio da batalha frente os inimigos e clama a Deus por algo, alguém, uma nação.
Urge a necessidade de termos intercessores, aqueles que se colocam na brecha e interceda principalmente pelas famílias.

Deus abençoe você.

...


Parte I

O intercessor não é aquele que somente faz a Deus uma oração de pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus, através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.”

Escrever sobre o ministério de intercessão é, para mim, uma grande alegria, dado que nutro um grande amor a este ministério, que acredito ser o sustentáculo das grandes obras que Deus realiza no meio do seu povo.

Este ministério é como o alicerce de um grande edifício, que não é viso nem admirado, mas sem o qual o edifício não poderia erguer-se.

Eu creio que este artigo será de grande esclarecimento e importância para todos os que lideram comunidades e desempenham este ministério dentro do trabalho que o Senhor os chama a realizar.

Leia este artigo com o desejo de que o Espírito Santo venha revelar no seu coração as verdades mais profundas, porque muito mais do que aqui está escrito o Senhor tem a falar no seu coração.


Continua ...

Fonte: Telegram