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domingo, 18 de abril de 2021

O demônio existe sim, lembram constantemente os papas

 


É um tema recorrente no Magistério da Igreja. Em uma memorável Audiência Geral de 1972, o Papa Paulo VI falou com clareza sobre a realidade pessoal do Maligno

“Odemônio existe sim, é verdade, ele é o nosso maior inimigo”, disse o Papa Francisco em um encontro com as crianças da paróquia romana de São Crispim de Viterbo (3/03/2019).

O diabo “é aquele que procura nos derrotar na vida. É o que coloca nos nossos corações desejos maus, pensamentos feios e nos leva a fazer coisas ruins, as muitas coisas ruins que têm a vida, chegando até às guerras”, afirmou o Papa.

Mas como podemos nos comportar para nos defendermos destas agressões do demônio?

Segundo o Papa Francisco, antes de tudo com a oração.

Por isso é preciso rezar a Jesus para que afaste o diabo de nós, para que não deixe que ele se aproxime de nós. Vocês sabem qual é a maior qualidade do diabo? Porque ele tem qualidade: é muito inteligente, mais inteligente do que os teólogos! É inteligente e essa é uma qualidade. Mas a qualidade que mais aparece no diabo e melhor se exprime é que é um mentiroso. No Evangelho é chamado de pai da mentira.

A Quaresma é o período ideal para não se esquecer do demônio, com o pensamento a Jesus que no deserto pôde enfrentá-lo. João Paulo II, em 26 de fevereiro de 2004, por ocasião do encontro com os párocos romanos disse:

Enquanto empreendemos o itinerário quaresmal, olhemos a Cristo que jejua e luta contra o diabo. Nós também, como Cristo, somos chamados a uma luta forte e decidida contra o demônio.

Histórica catequese de Paulo VI

Uma das coisas que faz do diabo um grande perigo é o seu poder enganador.

Na memorável audiência de 15 de novembro de 1972, Paulo VI alude ao demônio de forma clara:

O mal não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Realidade terrível. Misterioso e assustador. Quem se recusa a reconhecer sua existência deixa de lado o ensino bíblico e eclesiástico; ou faz dele um princípio que existe por si mesmo e não tem, como qualquer outra criatura, sua origem em Deus; ou então o explica como uma pseudo-realidade, uma personificação fantástica e conceitual das causas desconhecidas de nossos infortúnios.
O problema do mal, visto em sua complexidade e em seu absurdo em relação à nossa racionalidade unilateral, torna-se gritante: constitui a maior dificuldade para nossa compreensão religiosa do cosmos. Não sem razão, Santo Agostinho sofreu por isso durante anos: “Quaerebam unde malum, et non erat exitus”, procurou saber de onde vinha o mal e não encontrou explicação (Confissões, VII, 5, 7, 11, etc., PL ., 22, 736, 739).

“Príncipe do mundo”

Prossegue o Papa Paulo VI:

Eis aqui, então, a importância que o conhecimento do mal adquire para nossa justa concepção cristã do mundo, da vida, da salvação. Em primeiro lugar, no desenvolvimento da história evangélica, quem não se lembra, no início de sua vida pública, da página muito densa de significados da tripla tentação de Cristo? E depois, nos múltiplos episódios evangélicos, nos quais o Diabo atravessa o caminho do Senhor e figura nos seus ensinamentos (cf Mt 12, 43). E como não lembrar que Cristo, referindo-se ao Diabo três vezes como seu adversário, o chama-o de “príncipe deste mundo”? (Jo 12, 31; 14, 30; 16, 11).
E a tarefa dessa presença nefasta é indicada em muitas, muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo o chama de “deus deste mundo” (2 Co 4, 4), e nos adverte sobre a luta às escuras que nós, cristãos, devemos manter não com um só diabo, mas com uma pluralidade aterrorizante: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6, 12).

Inimigo oculto

O demônio, continua o Papa Paulo VI:

é o inimigo número um, é o tentador por excelência. Também sabemos que esse ser sombrio e perturbador realmente existe e que ainda age com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e infortúnios na história humana. Devemos recordar a parábola reveladora da boa semente e do joio, síntese e explicação da falta de lógica que parece presidir às nossas surpreendentes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13, 28). O inimigo fez isso. Ele é “o homicida desde o princípio… e o pai de todas as mentiras”, tal como definido por Cristo (cf. Jo 8, 44); é o enganador sofístico do equilíbrio moral do homem. Ele é o encantador pérfido e astuto, que sabe como se insinuar em nós através dos sentidos, da fantasia, da luxúria, da lógica utópica ou dos contatos sociais desordenados no curso de nossas ações, para introduzir nele desvios, tanto mais prejudiciais porque parecem estar em conformidade com nossas estruturas físicas ou mentais ou com nossas aspirações instintivas e profundas.

Este capítulo sobre o Diabo e sobre a influência que ele pode exercer, tanto em pessoas individuais quanto em comunidades, sociedades inteiras ou eventos, é “um capítulo muito importante da doutrina católica que deveria ser estudado novamente”, diz o Papa Paulo VI, reconhecendo que hoje se dá pouca atenção ao tema.

Alguns pensam encontrar nos estudos psicanalíticos e psiquiátricos ou nas experiências espíritas, hoje excessivamente difundidas em muitos países, compensação suficiente. Teme-se cair nas velhas teorias maniqueístas ou nas terríveis divagações fantásticas e supersticiosas.
Nossa doutrina se torna incerta, pois se torna como que obscurecida pela própria escuridão que cerca o Diabo. Mas a nossa curiosidade, estimulada pela certeza da sua múltipla existência, torna-se legítima com duas questões: Existem sinais, e quais, da presença da ação diabólica? E quais são os meios de defesa contra um perigo tão insidioso?

Sinais da presença da ação diabólica

A resposta à primeira pergunta requer muita cautela, embora os sinais do Maligno pareçam tornar-se evidentes (Cf. TERTULL. Apol. 23). Poderemos supor sua ação sinistra onde a mentira se afirma hipócrita e poderosa contra a verdade evidente; onde o amor é eliminado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é contestado com ódio consciente e rebelde (cf 1Co 16, 22; 12, 3); onde o espírito do Evangelho é mistificado e negado; onde o desespero se afirma como a última palavra etc.
O problema do mal continua a ser um dos maiores e mais permanentes problemas do espírito humano, mesmo depois da resposta vitoriosa do próprio Jesus Cristo. “Sabemos – escreve o evangelista João – que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno” (1Jo 5, 19).

Meios de defesa contra um perigo tão insidioso

À outra pergunta sobre qual defesa, sobre qual remédio usar para se opor à ação do Diabo, a resposta é mais fácil de formular, embora continue difícil de atualizá-la. Podemos dizer que tudo o que nos defende do pecado nos defende do inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, igualmente, cada um lembra em que medida a pedagogia apostólica simbolizou na armadura do soldado as virtudes que podem tornar o cristão invulnerável (cf. Rm 13, 12; Ef 5, 11; 1Ts 5, 8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (1P 5, 8); e às vezes ele deve recorrer a algum exercício ascético especial para evitar certas incursões diabólicas. Jesus o ensina indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9, 29). E o apóstolo sugere a linha principal a seguir: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.” (Rm 12, 21; Mt 13, 29).
Conhecendo, portanto, as adversidades atuais em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procuraremos dar sentido e eficácia à costumeira invocação da nossa oração principal: «Pai Nosso… livrai-nos do mal!”. A nossa Bênção Apostólica também vos ajude em tudo isso.

(Veja também Vatican News e Vatican.va)


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Rituais satânicos em clínicas de aborto: um ex-satanista abre o jogo


As revelações estarrecedoras do ex-adepto da Igreja Mundial de Satanás que, aos 15 anos de idade, já tinha violado todos os 10 Mandamentos – inclusive o de “não matar”


Em 2015, veio à luz (mais) um grande escândalo envolvendo a organização abortista norte-americana Planned Parenthood, uma rede de clínicas de aborto que recebia vasto financiamento do governo dos Estados Unidos: naquele ano, uma série de vídeos gravados com câmeras ocultas desmascararam um repugnante esquema de tráfico de órgãos e tecidos dos bebês abortados pela organização.

Saiba mais a respeito desse escândalo nestes dois artigos:

Nesse contexto, o também norte-americano Instituto Lepanto, voltado à pesquisa e educação católica, entrevistou o ex-satanista Zachary King, que tinha chegado a praticar abortos ritualísticos antes de se converter ao catolicismo. Zachary começou a se envolver com a magia aos 10 anos de idade, entrou na seita satânica aos 13 e, aos 15, já tinha infringido todos os 10 Mandamentos – inclusive o quinto, “não matar”.
Confira a seguir uma tradução dessa entrevista estarrecedora, cuja íntegra em inglês você pode ler no site do Lepanto Institute.

Lepanto Institute – Zac, você poderia nos contar um pouco sobre como entrou no satanismo?

Zachary King – Começou com uma curiosidade forte de saber se a magia era uma coisa real. Isso veio depois de assistir a alguns filmes de bruxos e magos na década de 1970, na minha infância. Nós fazíamos uma brincadeira na escola chamada “Bloody Mary”, ou “I Hate You, Bloody Mary”: você entrava num banheiro e cantava essa frase um certo número de vezes com as luzes apagadas. Toda vez que a minha turma fazia isso, a gente via um rosto demoníaco no espelho. Não tínhamos ideia do que estávamos olhando, só sabíamos que aquela coisa assustadora estava no espelho e todo mundo saía correndo, morrendo de medo… menos eu. Eu sempre achei aquilo muito legal. Na mesma época eu jogava o “Dungeons and Dragons” todo fim de semana, e eu era sempre o mago ou feiticeiro [Nota: trata-se de um RPG, ou jogo de interpretação de papéis, que mais tarde deu origem ao desenho animado de mesmo nome, conhecido no Brasil como “Caverna do Dragão”. É a história de um grupo de crianças que ficam presas em outra dimensão, semelhante a um pesadelo, repleta de criaturas demoníacas: toda vez que estão prestes a escapar daquele mundo de horror, ocorre algo que os mantém ainda presos àquela dimensão assustadora]. Eu me perguntava se poderia fazer magia de verdade e tentei dois feitiços para ganhar dinheiro. Deu certo, mas podia ser só coincidência; aí eu fiz de novo, e, nessa terceira vez, lá estava eu no banheiro, sozinho, na frente do demônio, para ver o que iria acontecer. No dia seguinte eu ganhei 1.000 dólares. A partir daquele momento eu fiquei convencido de que a magia era real.
Quando eu tinha uns 12 anos, um amigo me apresentou a um grupo que jogava “Dungeons and Dragons”. Eles também achavam que a magia era real. Depois eu descobri que esse grupo era uma seita satânica (…) Eu adoro pinball, vídeo games e ficção científica, Star TrekStar Wars, e aqueles caras tinham quase todos os filmes de ficção científica e fantasia que você podia querer. Eles tinham máquinas de pinball, piscina, uma churrasqueira grande, era quase um clube de meninos e meninas e era muito divertido. Eles sabiam recrutar. Eles sabiam tudo o que um garoto gostava de fazer e foi assim que eu fui me envolvendo naquilo.
Fiquei nesse grupo até os 18 anos e entrei para a Igreja Mundial de Satanás, que é uma seita muito maior, internacional. A posição que eu alcancei é chamada de “alto mago” (“high wizard”). Numa grande seita satânica, os altos magos são as pessoas que fazem a magia. Podia ter só um ou até dez. O número médio é de 2 a 5 e o nosso trabalho era viajar pelo mundo fazendo os feitiços que as pessoas quisessem. Quando eu digo “as pessoas”, eu me refiro a astros do rock, do cinema, políticos, gente rica… Não tem limite quem quer um feitiço e quanto eles topam pagar.

LI – Então, você era um “alto mago” dentro do satanismo… Resumindo, como você chegou a isso?

King – Dizem que os “altos magos” são escolhidos a dedo por Satanás. Eu não sei qual é o critério. Eu praticava a magia desde os 10 anos de idade e virei “alto mago” quando tinha uns 21. Já era membro da Igreja Mundial de Satanás fazia uns 3 anos. Eu já tinha visto um “alto mago” quando era criança, mas não sabia que era isso o que ele era. O visual é bem peculiar, chapéu alto, bastão ou bengala, o rosto pintado como um cadáver, um casaco de tipo tradicional (…) Existe [na seita] um chefe e um conselho. Eles chamam você e dizem que você foi escolhido. Você recebe um livro que diz quais são os seus deveres como “alto mago” e você decide se quer ou não, mas eu nunca soube de ninguém que tenha recusado. Eu fui [“alto mago”] durante uns 10 ou 12 anos.

LI – Qual é o papel do aborto nos rituais satânicos e quando você começou a se envolver com o aborto no satanismo?

King – Logo depois que eu fiz 14 anos, os membros da seita me disseram que eu ia participar de um aborto dali a 9 meses. Tivemos uma orgia em que participaram todos os garotos da seita de 12 a 15 anos e uma garota de 18, que também era da seita. Ela tinha que ficar grávida para depois fazer o aborto. Quando eles disseram isso, eu falei “maneiro”, em voz alta, mas não tinha ideia do que era um aborto. Na minha família eu acho que tinha ouvido os meus pais sussurrarem essa palavra uma vez só, por isso eu achava que era uma palavra suja. Quando perguntei aos membros da seita o que era o aborto, falei que não sabia o que tinha que fazer. Eles me explicaram que ia ter um bebê dentro do útero e que a gente ia matá-lo. Ia ter um médico e uma enfermeira lá para ajudar, porque era um procedimento médico. Eu perguntei: “Isso é legal?”. E a resposta foi: “É, quando ele ainda está no útero. Enquanto o bebê estiver dentro da mulher você pode matá-lo”.
Foi assim que eles explicaram para nós. Também explicaram que “você está matando um bebê”. Eles não disseram que é matar “um feto” ou matar “umas células em um corpo”. Nada disso. É um bebê.
Eu acho que não teria concordado em matar um bebê fora do corpo de uma mulher, mas, sabendo que podia matar à vontade se ele estivesse dentro do corpo… No satanismo, matar algo ou a morte de algo é o jeito mais eficaz de realizar um feitiço. Para conseguir de Satanás alguma coisa que você quer, o melhor jeito é matar algo. Matar é a máxima oferta a Satanás, e, se você pode matar um bebê que ainda não nasceu, este é o seu objetivo máximo.

LI – Fale do primeiro aborto que você fez como ritual satânico.

King – O primeiro que eu fiz foi mais ou menos 3 meses antes de completar 15 anos. Foi numa chácara que me surpreendeu porque era muito mais limpa do que muitas clínicas onde eu fiz outros abortos. Tinha um médico e uma enfermeira abortista. A grávida já estava no fim da gestação e estava cercada por 13 dos principais membros da nossa seita, que eram todos “altos sacerdotes” e “altas sacerdotisas”. Eu estava dentro do círculo com a mulher e o médico. Todos os adultos da minha seita estavam lá. Várias mulheres ficavam ajoelhadas no chão, se balançando para trás e para frente e cantando o tempo todo a frase “Nosso corpo e nós mesmas”. Do lado estavam vários membros masculinos da seita, todos cantando e “rezando”. O ritual começou às 23h45 e o feitiço começou à meia-noite, que é a hora da bruxaria, e a morte da criança aconteceu às 3h00 da manhã, que é chamada de “hora do diabo”.
O meu papel naquilo tudo foi inserir o bisturi. Eu não tinha necessariamente que matar… O importante era ficar com sangue nas minhas mãos, da mulher ou do bebê, e depois o médico terminava o procedimento. Naquele, em particular, que provavelmente foi um dos abortos mais hediondos de que eu já participei, o médico arrancou o bebê e o jogou no chão, lá onde as outras mulheres ficavam balançando o corpo para frente e para trás. Elas pareciam que estavam possuídas, e, quando o médico jogou o bebê no chão para elas, elas o comeram, como canibais.

LI – Deus do Céu! De quantos rituais de aborto você participou?

King – Antes de virar “alto mago”, eu fiz cinco. Depois, participei de mais 141.

LI – Você já fez ritual de aborto em alguma clínica renomada?

King – Fiz. Eu estimaria que fiz uns 20 rituais de aborto dentro dessas instalações, mas nunca fiz a conta exata. Só sei que estive num monte delas (…) Algumas pareciam casas de horrores, com sangue por todo lado, algumas salas até com sangue no teto.

LI – Como foi que convidaram você a fazer abortos satânicos nessas clínicas renomadas?

King – Sendo “alto mago”, você é o cara da seita satânica que comparece, então a maioria das pessoas vai chamar alguém que elas conhecem daquela seita ou vão chamar porque nós fizemos um monte de trabalhos com os Illuminati também. Aí elas vão chamá-los. Obviamente, pessoas que têm que estar a par dessas coisas, mas você é convidado para participar. A Igreja Mundial de Satanás não é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas clinicas. Há outras organizações de feitiçaria, como os wiccanos, que estão realmente envolvidas em abortos dentro dessas instalações. Você às vezes é convidado a fazer o ritual de aborto pelo próprio diretor do estabelecimento ou por algum gerente de nível mais alto, ou, às vezes, o médico é satanista e convida você para participar do aborto, ou querem fazer uma cerimônia no final do dia.
Mas no final do dia, todos os dias, os grupos satânicos fazem um tipo de missa negra, geralmente perto da meia-noite, que dura cerca de 2 ou 3 horas, em que eles oferecem a Satanás todos os bebês que foram mortos naquele dia. Não importa qual foi a razão das mulheres que optaram pelo aborto: todos os bebês [abortados] são dedicados a Satanás no final do dia.

LI – O que acontece nesses rituais de aborto?

King – Há crianças que participam, mas elas geralmente não ficam na sala quando o aborto é feito. Elas ficam numa sala separada e acontece uma competição para ver quem delas consegue ficar acordada até as 3 da manhã. Quem consegue ganha um prêmio. Os homens que não fazem parte do grupo dos 13 principais da seita ficam fazendo feitiços e cantando. Eles também lançam feitiços para se “proteger” de qualquer pessoa que possa estar rezando por eles, como um cristão que esteja rezando por eles. Além disso, nós pagamos pela nossa proteção, a políticos ou policiais, então sabemos que ninguém vai nos investigar naquele momento. Já os 13 principais da seita ficam rodeando a mulher que vai abortar; são eles que presidem o ritual.
Uma vez foi o prefeito de uma cidade quem pediu um feitiço. Ele nos procurou porque queria passar uma lei em sua cidade que já tinha tentado duas ou três vezes e não passava. Ele tinha sido membro da seita durante um tempo. Tinha tentado a aprovação por todas as vias legais e nunca deu certo, então ele procurou alguém que topasse fazer o aborto numa noite em que nós pudéssemos fazer o aborto e o feitiço ao mesmo tempo. Geralmente, numa seita de cidade pequena, que era o caso, estão todos presentes. Já num lugar maior, como quando eu era membro da Igreja Mundial de Satanás, vão o “alto mago”, as pessoas que querem o feitiço, o médico, a enfermeira. Muitas vezes, nas clínicas renomadas de aborto, tem muita gente lá, porque muitos que trabalham nesses lugares são bruxos ou satanistas. Então você encontra bastante gente lá que está disposta a participar do ritual satânico.

LI – Você diria que as clínicas renomadas de aborto atraem ocultistas por causa da oportunidade de fazer rituais de aborto?

King – Eu diria que sim, que esta afirmação é absolutamente verdadeira. Você tem as pessoas que pertencem à NOW [National Organization of Women, ou seja, Organização Nacional de Mulheres, nos EUA] e muitas dessas pessoas são da wicca, e há pessoas da wicca, embora professem uma postura de preservação da vida, que se veem autorizadas a “alvejar” quem é de alguma forma contra elas, ou seja, destruí-las pelos meios necessários, o que, para eles, é através da magia. Por exemplo, como cristãos, nós rezamos pela conversão deles. Bom, eles entendem isso como uma temporada de caça aos cristãos. Eles também veem a figura feminina, a mulher, como a Mãe Terra, ou Gaia. Eles têm uma figura feminina que eles adoram como a deusa; a criança vem dela e por isso o aborto é um sacramento satânico, por assim dizer. Então, assim como um homem católico entra no sacerdócio porque é atraído para a santidade e para servir a Deus, uma clínica abortista vai atrair satanistas para o “sacerdócio satânico”.

LI – Você já sentiu algum tipo de incapacidade para completar um aborto ou para conseguir os efeitos do seu ritual por causa das pessoas que rezam do lado de fora das clínicas?

[Nota: nos EUA e em outros países que permitem o aborto, é frequente que grupos cristãos se reúnam diante de clínicas abortistas para rezar a Deus pedindo que proteja e salve os bebês e converta os promotores do aborto]
King – Mais de uma vez houve bebês que desafiaram os procedimentos e sobreviveram ao aborto. Uma vez, eu cheguei à clínica de aborto e havia pessoas nos dois lados da rua. De um lado, pessoas rezando e clamando contra o aborto, e, no lado em que eu estava, pessoas pró-aborto gritando todo tipo de obscenidade contra o outro grupo. Quando entramos, olhamos para a rua de novo e vimos todas aquelas pessoas rezando de joelhos. Naquele dia, o aborto que tínhamos programado para um ritual não deu certo. Eu acho que isso me aconteceu umas três vezes, e… todas as três… é curioso, mas eu nunca tinha me tocado que aqueles três abortos que não deram certo só pode ter sido por causa das orações que eles estavam fazendo lá fora.

LI – Que conselho você daria às pessoas que rezam diante das clínicas de aborto, especialmente se elas suspeitam de ocultismo lá dentro?

King – Em primeiro lugar, não parem! Não tem nada que aconteça dentro daquela clínica que possa atingir vocês. É claro que tem demônios ali ao redor, mas vocês têm que pensar que Satanás é como um cachorro preso na coleira: se você não se aproximar dele, ele não vai conseguir morder. Esteja em estado de graça quando você for lá. Leve uma garrafinha de água benta. Não jogue a água benta nas pessoas que estão lá, ou que estão lá do lado contrário, porque você vai parar no fórum. Essa gente vai aproveitar qualquer mínima bobagem para processar você. Se você puder receber a Santa Comunhão antes de ir até lá, é o ideal. Se você for à Missa nesse dia, fique uns minutos depois da Missa pedindo a Jesus para enviar Nossa Senhora com você. Leve um terço e nocauteie o diabo com ele. Existem coisas que dão medo no diabo, mas, principalmente, ele tem medo de um católico bem formado, um católico que entende a sua fé e que sabe o que é a guerra espiritual. Ele não quer brigar com quem está de armadura completa.

Nota do Instituto Lepanto:

Em janeiro de 2008, quando trabalhava em um quiosque de venda de joias, Zachary teve um encontro com Nossa Senhora que mudou a sua vida. No meio do shopping, graças ao poder da Medalha Milagrosa, Zachary experimentou uma paz que supera todo entendimento. Aquela paz era Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Zachary começou a frequentar a igreja de São Francisco Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008, mês de Maria, ele entrou oficialmente para a Igreja Católica. Depois de 26 anos envolto no ocultismo, Zachary King se tornou guerreiro de Cristo e quer compartilhar o seu testemunho para proteger o povo de Deus, mostrando que a misericórdia e o perdão divinos são imensos e que o amor de Deus por nós é infinitamente profundo. Zachary, que vive atualmente na Flórida com sua esposa, é conferencista internacional e faz questão de relatar a história do milagroso resgate que o arrancou das garras do satanismo.
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domingo, 17 de maio de 2015

Para combater um velho rival, Igreja recruta padres exorcistas

Padre Padoan já encarou pessoas supostamente dominadas pelo demônio. Foto: Claudio Vieira
Padre Padoan já encarou pessoas supostamente dominadas pelo demônio. Foto: Claudio Vieira

Padre de São José diz que houve casos em que foi necessário praticar o ritual de ‘exorcismo menor’

Xandu Alves
São José dos Campos

A Igreja Católica recruta combatentes contra o Mal, assim mesmo, com M maiúsculo. Afinal, o alvo é o Diabo, o pai das mentiras, infâmias e inimigo declarado de Deus.
“Precisamos de mais exorcistas”, brada o padre Duarte Sousa Lara, exorcista da diocese de Lamego, na região norte de Portugal, que esteve na região nos últimos dois anos.
O tema é polêmico, divide religiosos e médicos e ressurgiu com força na Igreja Católica depois que o Vaticano aprovou os estatutos da Associação Internacional de Exorcistas, no ano passado.
Alguns sacerdotes encararam a atitude como um reconhecimento da importância dos exorcistas e a necessidade em se tocar no assunto.
Só podem ser exorcistas na Igreja Católica padres com perfil e formação adequados e indicados por bispos de suas respectivas dioceses. Eles ainda têm que frequentar um curso no Vaticano, em Roma.
“O reconhecimento oficial da Santa Sé aponta para uma realidade que, para muitos, negam a realidade da existência do demônio”, diz o monsenhor Rubens Zani, de Bauru. “Infelizmente, dentre estes há vários no seio da Igreja”.

Cristo. Um dos poucos exorcistas oficiais da Igreja no país --estima-se que o grupo conte com 30 padres, nenhum deles da região--, monsenhor Rubens recorre às Escrituras para confirmar a existência do demônio e celebra Jesus Cristo como inspiração máxima.
“Jesus praticou exorcismos. Ora, não se pode crer que Ele tenha fingido expulsar demônios quando não os havia”, aponta o exorcista.
Mas é preciso cuidado, lembra ele, para não confundir problemas de outra natureza com a influência espiritual maligna, notadamente exposta em casos de possessão demoníaca.
“Pode haver, sim, confusão de sintomas e até mesmo a coexistência de patologia mental e possessão”, explica.
O principal sintoma do endemoniado é a aversão a símbolos sacros, como cruz, água benta e a Bíblia. Mas também há outros sinais (veja quadro).

Força. Aos 77 anos e em plena atividade, o padre José Padoan, vigário em Santa Luzia, igreja na região sudeste de São José, conta que se deparou muitas vezes com pessoas sob a influência do Mal, em ocasiões em que praticou o classificado como exorcismo menor, que não exige a aprovação do bispo diocesano.
“Havia quem exigisse ser seguro por vários homens em razão da grande força que apresentava contra as orações e os símbolos da Igreja”, lembra o sacerdote. “Não é uma coisa fácil de se ver e de se passar”.
Para os padres exorcistas, as dioceses deveriam indicar ao menos um para cada região.

Exorcismo

O que é
Ritual feito por pessoa autorizada para expulsar espíritos malignos de outra pessoa que está em possessão demoníaca

Cristianismo
Evangelho relata episódios em que Jesus Cristo expulsa o demônio de possuídos

Possessão
Estado no qual o demônio se apodera das faculdades da pessoa e age por meio delas, independentemente da vontade de tal indivíduo

Sintomas
Falar e entender línguas estranhas, contorcer-se no chão, levitação, telecinesia, força física superior, adivinhar pensamentos alheios, manifestar coisas ocultas e distantes e aversão ao sacro

Cautela
Igreja católica recomenda cautela diante de tais fenômenos, pois os mesmos já são explicáveis pela psicologia

Maior
Mais complexo, o exorcismo maior só pode ser praticado com autorização do bispo

Menor
Usa orações e pode ser praticado por qualquer cristão, mas não sem critérios

Canção Nova: cura e libertação
São José dos Campos

Com sede em Cachoeira Paulista, a comunidade católica Canção Nova é um dos expoentes da Renovação Carismática no país e dá ênfase a encontros de cura e libertação, trazendo diversos exorcistas para palestrar aos fieis.
O mais conhecido deles foi frei Rufus Pereira, que esteve sete vezes na comunidade antes de morrer vítima de parada cardíaca, em maio de 2012.
Rufus foi vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas, cujos estatutos foram reconhecidos pelo Vaticano, no ano passado.
Os padres José Antonio Fortea (espanhol) e Duarte Sousa Lara (português) também são presenças constantes em eventos da Canção Nova. “Quanto maior o mal, mais devemos ter fé em Deus”, diz Fortea, teólogo especializado em demonologia. “Precisamos de mais exorcistas”, completa Lara.

Repercussão

Associação pede cautela com tema
Para a Associação Brasileira de Psiquiatria, o tema exorcismo exige muita cautela em razão de a literatura médica e a ciência explicarem os casos de suposta possessão demoníaca. Problemas como transtorno dissociativo de identidade (múltiplas personalidades), distúrbios psicóticos e histeria podem ser confundidos com a influência do demônio.


Direito canônico

Rito se divide entre maior e menor
Os padres exorcistas oficiais são aqueles que podem fazer o chamado ‘Exorcismo Maior’, como nos representados em filmes, mas sem os efeitos especiais. Eles têm que ser indicados por bispos. Os demais sacerdotes podem fazer o ‘Exorcismo Menor’, com orações. “Fiz muitos ao longo do meu sacerdócio”, diz o padre José Edward Padoan, 77 anos.


http://www.ovale.com.br/para-combater-um-velho-rival-igreja-recruta-padres-exorcistas-1.587365

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Demônio, Exorcismo e Oração de Libertação em 20 questões


1. Os demónios existem?
Sim, existem. «A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé»[2]. Alguns desses anjos, criados bons por Deus, liderados por Satanás, também chamado Diabo, «radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o seu Reino»[3], e portanto deve-se afirmar que «de facto, o Diabo e os outros demónios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si próprios, é que se fizeram maus»[4].
2. Porque é que existem alguns cristãos que negam a existência do demónio?
Alguns cristãos[5], entusiasmados com as grandes descobertas científicas dos últimos séculos, colocaram, erroneamente, uma confiança excessiva no método próprio das ciências experimentais e acabaram por negar a existência de realidades que, pela sua natureza, não são passíveis de estudo empírico, tais como, por exemplo, os seres puramente espirituais a que chamamos anjos.
3. Satanás pode causar todos os males que quer?
Não. «O poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo facto de ser um puro espírito»[6], isto é, um anjo que tal como todos os anjos «excedem em perfeição todas as criaturas visíveis»[7].
4. Qual é o maior mal que podem causar os demónios?
Os demónios «esforçam-se por associar o homem à sua rebelião contra Deus»[8] por induzir o homem ao pecado mortal o qual «tem como consequência a perda da caridade e a privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. E se não for resgatado pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, originará a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no Inferno»[9].
5. Quais são os pecados com os quais o demónio leva mais pessoas para o inferno?
Só Deus o sabe. Na nossa cultura, porém, sobressaem pela sua difusão, dois vícios especialmente graves: 1) A luxúria, idolatria do prazer sexual, em todas as suas formas (contracepção, masturbação, adultério, relações pré-matrimoniais, sexo oral, anal, etc.), que destrói a capacidade humana de amar, ou seja de a pessoa se dar a Deus e aos outros[10]; 2) A superstição pela qual divinizamos alguma criatura ou força criada, caindo assim na idolatria[11], na adivinhação[12] ou na magia[13]. Através destes pecados o demónio corrompe a nossa relação com Deus[14}.
6. O demónio é o instigador de todos os nossos pecados e a causa de todos os males?
Não. Como ensina Jesus na parábola do semeador[15], às vezes somos levados a pecar movidos pelas seduções do mundo ou pelas nossas próprias más inclinações. «Não se deve acusar o Diabo em todas as coisas que acontecem, de facto, às vezes, o próprio homem faz de Diabo para si mesmo»[16].
7. Jesus Cristo já venceu o Diabo e os seus anjos?
Sim, «foi para destruir as obras do Diabo que apareceu o Filho de Deus» (1Jo 3,8). «Cristo, pelo mistério pascal da sua morte e ressurreição, livrou-nos da escravidão do Diabo e do pecado, derrubando o seu domínio e livrando todas as coisas dos contágios malignos»[17]. Porém, o Diabo embora já definitivamente vencido por Cristo na cruz ainda continua a exercer a sua acção maléfica no mundo e «essa acção é permitida pela divina Providência»[18], que do mal sabe tirar bens maiores[19]. «Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa, com efeito, toda a história humana; começou no princípio do mundo e, segundo a palavra do Senhor, durará até ao último dia»[20].
8. Que tipos de acção exercem os demónios sobre este mundo?
«A maléfica e adversa acção do Diabo e dos demónios afecta pessoas, coisas e lugares, manifestando-se de diversos modos»[21].
9. Que tipo de capacidades naturais têm os anjos e os demónios?
Têm um certo domínio sobre as realidades materiais, por exemplo, podem mover objectos[22] e têm a capacidade de actuar sobre os nossos sentidos externos ou internos[23].
10. Os demónios podem fazer verdadeiros milagres?
Não, só Deus pode fazer milagres propriamente ditos, mas os demónios pelas suas capacidades naturais podem fazer coisas prodigiosas e extraordinárias que parecem aos homens milagres. De facto, por vezes, «quando os demónios realizam algo pelo seu poder natural, nós o chamamos de milagre, não de modo absoluto mas em relação à nossa capacidade [humana], e é assim que os bruxos realizam milagres graças aos demónios»[24].
11. O que é a parapsicologia?
É uma falsa ciência (pseudo-ciência) que se propõe de estudar os fenómenos ditos “para-normais”, como, por exemplo, a telepatia, a clarividência, a mediunidade, as experiências extra-corpóreas, os espíritos, com o método científico das ciências experimentais. A comunidade cientifica mundial é unânime na crítica negativa que faz do valor científico dos métodos e dos resultados obtidos pela parapsicologia. Contrariamente, a teologia sempre soube explicar, partindo da Palavra de Deus, as verdadeiras causas dos fenómenos hoje chamados “para-normais”, denominados tradicionalmente por “praeternaturais”, apoiando-se sobretudo na angelologia.
12. Os demónios podem possuir as pessoas?
Normalmente aos demónios é apenas permitido pela Providência divina tentar os homens ao pecado, mas por vezes encontram-se casos de ataques diabólicos que vão muito para além das simples tentações. A maior parte destes distúrbios menos comuns estão directamente relacionados com formas de adivinhação[25] ou magia[26] em que explícita ou implicitamente os homens pedem à ajuda dos demónios[27]. Tais pactos, muitas vezes, conferem aos demónios a possibilidade de causar distúrbios que vão para além das simples tentações.
13. Que sinais podem indiciar a presença de distúrbios de origem diabólica?
Conhecer línguas desconhecidas à pessoa, bem como factos ocultos, manifestar uma força acima do normal e ter aversão às coisas sagradas[28]. Ver, ouvir, sentir, cheirar e imaginar coisas inexplicáveis à luz das ciências psicológicas. Ter doenças ou distúrbios somáticos inexplicáveis à luz das ciências médicas[29]. Acontecimentos estranhos com objectos e animais inexplicáveis à luz da ciência, como por exemplo, coisas que se movem do lugar sozinhas, electrodomésticos que se acendem e desligam sozinhos, etc.
14. O que é um malefício?
«O malefício é o poder de fazer mal a outros, graças a um pacto e com a ajuda dos demónios. Distingue-se da magia, a qual tem como objectivo realizar prodígios, enquanto este vem direcionado a fazer mal a alguém »[30].
15. Como se pode destruir um malefício?
Através de uma vida vivida na graça de Deus, da frequência dos sacramentos, principalmente da Eucaristia e da Reconciliação, dos sacramentais, de modo especial dos exorcismos, dos objectos religiosos abençoados, das peregrinações a lugares santos, da invocação dos santos, da destruição dos objectos utilizados no malefício e das orações de libertação[31].
16. O que é um exorcismo?
O exorcismo é um sacramental. Trata-se de uma celebração litúrgica em que «a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objecto seja protegido contra a acção do Maligno e subtraído ao seu domínio [...]. Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do Baptismo. O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo»[32].
17. O que é uma oração de libertação?
É uma oração dirigida a Deus, em que, tal como na última petição do Pai Nosso, pedimos para ser libertados do influxo diabólico. «Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador»[33].
18. Nos casos de pessoas que apresentem distúrbios diabólicos leves um sacerdote deve rezar orações de libertação mesmo não sendo exorcista?
Sim, deve. O Cardeal Schönborn num retiro internacional para sacerdotes em Ars afirmou: «É preciso distinguir bem o Grande Exorcismo, reservado ao bispo ou àquele em quem o bispo delegou – porque um exorcista não se improvisa – da oração de libertação que deveria ser normal para todos nós, padres. Trata-se de uma oração pronunciada com a autoridade de Jesus, dos Santos e dos Anjos, com o fim de interceder por uma pessoa, não possessa, mas infestada, perturbada por ataques do Maligno. É preciso prestar este serviço aos nossos fiéis, pois ele faz parte do nosso ministério de padre»[34].
19. Qualquer fiel pode rezar uma oração de libertação?
Sim, pode. O Senhor Jesus quer que todos os seus discípulos rezem o Pai Nosso e que portanto que peçam ao Pai que está nos céus a libertação «do poder do Maligno» (1Jo 5,19). Na última petição do Pai Nosso «o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus»[35].
20. Qual a utilidade e eficácia de uma oração de libertação?
É eficaz como qualquer outra oração de petição a Deus[36]. Deve ser feita com as devidas disposições[37] e estar de acordo com o plano divino de amor e salvação para cada um de nós[38]. Concretamente, alcançam a graça que pedem, ou seja, a efectiva libertação do domínio diabólico e de todos os males causados pelos demónios. Além disso, ajudam a discernir eventuais casos de possessão, obsessão, vexação e infestação diabólica.
Notas:
[1] Estas breves questões foram preparadas pelo Pe. Duarte Sousa Lara (www.santidade.net), exorcista e doutor em teologia.
[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 328.
[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 391.
[4] Concílio de Latrão IV, cap. 1, De fide catholica : DH 800.
[5] Cf. R. Bultmann, Nuovo Testamento e mitologia. Il manifesto della demitizzazione, Bescia 1970, pp. 109-110: «A fé acerca da existência dos espíritos e dos demónios está liquidada pela conhecimento das forças e das leis da natureza. [...] Não se pode usar a luz eléctrica e a rádio, servir-se dos modernos instrumentos médicos e químicos nos casos de doença, e depois acreditar no mundo dos espíritos e dos milagres do Novo Testamento».
[6] Catecismo da Igreja Católica, n. 395.
[7] Catecismo da Igreja Católica, n. 329.
[8] Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio.
[9] Catecismo da Igreja Católica, n. 1861.
[10] Afirmava a Beata Jacinta Marto pouco antes de morrer: «Os pecados que levam mais almas para o inferno, são os pecados da carne» ( J. M. De Marchi, Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, 17ª ed., Editora Missões Consolata, Fátima 2000, p. 267).
[11] Cf. Ex 20,2-17: «Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão. Não terás outros deuses perante Mim. Não farás de ti nenhuma imagem esculpida, nem figura que existe lá no alto do céu ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto porque eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cioso castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos».
[12] Cf. Afonso Maria de Ligório (santo), Theologia moralis, Tipografia Vaticana, Roma 1905, tom. 1, lib. 3, tract. 1, cap. 1, dub. 2, n. 5:«A adivinhação dá-se quando alguém invoca a ajuda tácita ou explícita dos demónios a fim de conhecer coisas futuras contingentes (não necessárias) ou coisas ocultas que não se podem conhecer naturalmente».
[13] Cf. ibidem, dub. 4, n. 15:«A vã observância, tal como a adivinhação, é de sua natureza (ex genere suo) um pecado mortal. Porque atribui honras divinas às creaturas esperando dessas algo que só de Deus devemos esperar e também porque tenta entrar em pacto com o demónio».
[14] Cf. ibidem, dub. 1, n. 1:«A superstição é a falsificação da religião, ou culto vicioso».
[15] Cf. Mt 13,3-8.18-23; Mc 4,3-9.13-20; Lc 8,5-8.11-15.
[16] Agostinho de Hipona (santo), Serm. 163/B, 5.
[17] Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio.
[18] Catecismo da Igreja Católica, n. 395.
[19] Cf. Rom 8,28: «Ora nós sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus».
[20] Concílio Vaticano II, Gaudium et spes, n. 37.
[21] Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio.
[22] Cf. At 12,7-10: «De repente apareceu um anjo do Senhor, e uma luz resplandeceu no recinto. O anjo, batendo no lado de Pedro, despertou-o, dizendo: “Levanta-te depressa!”. E caíram as correntes das suas mãos. O anjo disse-lhe: “Toma o teu cinto e calça as tuas sandálias!”. E ele assim fez. E disse-lhe: “Põe sobre ti a tua capa e segue-me!”. Ele, saindo, seguia-o sem dar conta de que era realidade o que se fazia por intervenção do anjo, antes julgava ter uma visão. Depois de passarem a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se abriu por si mesma. Saindo, passaram uma rua, e imediatamente o anjo afastou-se dele»; Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, I, q. 110, a. 3, ad 3: «a potência motora da alma limita-se ao corpo a ela unido, que ela vivifica, e mediante o qual pode mover outros corpos. No entanto, a potência do anjo não é limitada a um corpo, podendo assim mover localment corpos aos quais não está unida».
[23] Cf. Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, I, q. 111, a. 3, c.: «O anjo, bom ou mau, pode, em virtude da sua natureza, mover a imaginação do homem»; Ibidem, a. 4, c.: «O anjo pode agir sobre os sentidos do homem».
[24] Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, I, q. 110, a. 4, ad 2.
[25] Cf. At 16,16-19: «Aconteceu que, um dia, indo nós à oração, nos veio ao encontro uma jovem escrava que tinha um espírito pitónico, e que com as suas adivinhações dava muito lucro a seus amos. Ela, seguindo-nos a Paulo e a nós, gritava, dizendo: “Estes homens são servos do Deus excelso e vos anunciam o caminho da salvação”. E fez isto muitos dias. Paulo, porém, enfadado, tendo-se voltado para ela, disse ao espírito: “Ordeno-te, em nome de Jesus Cristo, que saias dessa mulher”. E ele na mesma hora saiu. Mas, vendo seus amos que se lhes tinha acabado a esperança do lucro, pegando em Paulo e em Silas, os levaram ao foro, às autoridades»; Agostinho de Hipona (santo), De divinatione daemonum liber unus : PL 40; Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, II-II, q. 95, a. 2, c.: «toda a adivinhação é obra dos demónios».
[26] Cf. At 19,18-19: «Muitos dos que tinham acreditado iam confessar e declarar as suas práticas. Muitos também daqueles que se tinham dedicado à magia, trouxeram os seus livros e queimaram-nos diante de todos»; Agostinho de Hipona (santo), De Trinitate, 3,7,12: «os anjos prevaricadores [...] conferem à magia todo o poder que essa tem».
[27] Cf. Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, II-II, q. 95, a. 2, ad 2: «esse modo de adivinhação é culto aos demónios, enquanto com eles se fazem pactos implícitos ou explícitos».
[28] Cf. Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Preliminares, n. 16.
[29] Cf. Lc 13,11: «Estava lá uma mulher possessa de um espírito que a tinha doente havia dezoito anos; andava encurvada, e não podia levantar a cabeça».
[30] Afonso Maria de Ligório (santo), Theologia moralis, Tipografia Vaticana, Roma 1905, tom. 1, lib. 3, tract. 1, cap. 1, dub. 5, n. 23.
[31] Cf. ibidem, n. 24:«Contra os malefícios é lícito utilizar: 1) Os remédios da ciência médica [...]. 2) Os exorcismos e os sacramentos da Igreja, as peregrinações, as invocações dos santos, etc. 3) A destruição dos sinais por meio dos quais o demónio ataca».
[32] Catecismo da Igreja Católica, n. 1673.
[33] Catecismo da Igreja Católica, n. 2854.
[34] Christoph Schönborn (cardeal), La joie d'être prêtre. A la suite du Curé d'Ars, ouverture par le pape Benoît XVI, Éditions des Béatitudes, Nouan-le-Fuzelier 2009, p. 90.
[35] Catecismo da Igreja Católica, n. 2851.
[36] Cf. Jo 16,24: «pedi e recebereis»; Mt 7,7-8: «Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe, e quem busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-á».
[37] Feita em nome de Jesus (cf. Jo 16,23: «se pedirdes a Meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vo-la dará»), com fé (Mt 21,22: «tudo o que pedirdes com fé na oração alcançá-lo-eis»; Tg 1,6: «peça-a com fé, sem nada hesitar»), com humildade (Lc 18,10-14; Catecismo da Igreja Católica, n. 2559: «A humildade é o fundamento da oração»), perseverança (cf. Rom 12,12: «perseverantes na oração») e de preferência em grupo (cf. Mt 18,19: «se dois de vós se unirem entre si sobre a terra a pedir qualquer coisa, esta lhes será concedida por Meu Pai que está nos céus»).
[38] Cf. Lc 22,42: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua»; 2Cor 12,8-9: «roguei três vezes ao Senhor que o apartasse de mim, mas Ele disse-me: “Basta-te a Minha graça, porque é na fraqueza que o Meu poder se manifesta por completo”».

http://www.santidade.net/ensinamentos/demonio_exorcismo_oracao_de_libertacao.htm

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Casamento homossexual é sacramento luciferino, diz porta-voz do Templo Satânico nos EUA

Doug Mesner, porta-voz do Templo Satânico, afirmou que as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica. Foto acima, Mesner realiza um “casamento” homossexual em um cemitério.
Sempre que o povo americano tentar conter o aborto ou manter leis do casamento tradicional, os seguidores de Satanás vão estar lá para se opor, prometeu o porta-voz nacional do Templo Satânico, segundo informação da agência LifeSiteNews.

Templo Satânico ganhou notoriedade pela tentativa de realizar uma ‘Missa Negra’ na Universidade de Harvard que foi repelida pelos estudantes católicos. 
Confira:
O porta-voz Lucien Greaves, cujo nome de nascimento é Doug Mesner, disse para o jornal Metro Times de Detroit que ele gostaria de ajudar as mulheres a não cumprir as leis pela vida. 

Segundo ele, as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica.

Ele acrescentou que o objetivo atual do Templo Satânico é ter lobistas em Washington D.C., para passar leis que amparem a “religião de Satanás”.

Ele atacou o governador de Michigan, Rick Snyder, porque “vem tentando tornar insustentável para as mulheres a interrupção da gravidez”.

“Nós sentimos que devemos proteger com isenção religiosa as mulheres de procedimentos supérfluos, como o ultrassom transvaginal”, disse Greaves explicitando a “religião luciferina”. 

Greaves defendeu ainda que longe de serem adolescentes antissociais e arruaceiros, seus seguidores luciferianos são “satanistas de mente cívica e socialmente responsáveis”. 
“Uma das coisas com que fortemente nos importamos é o direito dos homossexuais”, disse Greaves.
“Para nós, acrescentou, o casamento [homossexual] é um sacramento. Nós o reconhecemos, e achamos que o Estado teria que reconhecer o casamento por motivos de liberdade religiosa”.
Em sentido oposto reagiu Adam Cassandra, gerente de comunicações daHuman Life International.

Ele disse a LifeSiteNewsque a postura do Templo Satânico sobre o aborto e a redefinição do casamento“talvez sustente a posição de muitos no movimento pela vida de que os ataques à vida humana inocente e à família são demoníacos em sua origem”.
“Mesmo que advoguem por ‘justiça’ e ‘direitos’, eles se identificam com aquele que tem sido a fonte de todos os males e os enganos ao longo da história humana”.

Defensores da vida vinham notando que em manifestações públicas, alguns progressistas liberais invocavam forças demoníacas em seus esforços de lobby por esse ou aquele projeto.

Em julho de 2013, um grupo de apoiadores do aborto gritava “Ave Satã!”, enquanto pró-vida cristãos cantavam “Amazing Grace” na assembleia do Texas, antes da aprovação da proibição desse Estado dos abortos após 20 semanas.

Mas se a conclusão de que uma religião luciferina animava o massacre dos inocentes parecia abusiva, agora ela se torna muito mais plausível e ate difícil de não perceber.
“Este lance do Templo Satânico torna simplesmente mais forte o argumento de que há alguma tramoia ou mal por trás do ataque mundial à vida por nascer e ao casamento”, disse Cassandra para LifeSiteNews.


fonte: defensoresdaigrejade2000anos