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Ponto de luz: «Às vezes, fala-se do amor como se fosse um impulso para a satisfação própria, ou um simples recurso para completarmos em moldes egoístas a nossa personalidade. E não é assim: o amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria com as raízes em forma de cruz… O amor deve ser renovado dia a dia; e o amor se ganha com o sacrifício, com sorrisos, com arte também»
(Entrevistas a Mons. Escrivá, nn. 43 e 107).
Um projeto a ser realizado São Josemaria falava sempre de que os lares cristãos deveriam ser «luminosos e alegres». Enchem-se de luz os lares em que o casamento e a família são vistos como um «projeto» a ser realizado dia após dia, entre os três (marido, mulher e Deus). Entendem que o matrimônio cristão é – como o sacerdócio – uma «vocação» e uma «missão», que o dia das núpcias é apenas um início, que exigirá um aprendizado, uma retificação, um aprimoramento e uma renovação contínuos[1]. Alguém dizia, com aparente seriedade, que «o matrimônio não existe», e com isso queria significar que é como o projeto de uma construção apenas planejada; só se tornará real quando os esposos, com a oração, com o aprofundamento na formação cristã, e a experiência, comecem a construí-lo. E deve ser uma construção permanente, diária, uma tarefa que durará a vida interia. Precisarão os esposos de cuidar dos alicerces, as bases fortes de um ideal familiar cristão; e escolher os melhores materiais: as virtudes humanas e sobrenaturais aplicadas a cada situação, fácil ou difícil: fé, esperança, amor, prudência, fortaleza, generosidade, desprendimento, justiça, etc. O alicerce insubstituível da família, como de toda a vida cristã, é Cristo, que está sempre pronto para ajudar, mediante graça do Sacramento do Matrimônio. Cada um veja como constrói – dizia são Paulo –. Quanto ao fundamento, ninguém pode colocar outro diverso do que foi posto: Jesus Cristo (1Cor 3,10-11). Sobre esse alicerce, os materiais são as virtudes. Uma família, um lar, construído sobre o direito de ser feliz e os meros sentimentos, é uma casa de papel que um fósforo pode reduzir a cinzas. Ora, entre as muitas virtudes que se devem conjugar para a edificação de uma família bela e sólida, penso que há duas que têm um papel fundamental: a humildade e a generosidade. A humildade Quando se cultiva essa virtude, vai-se adquirindo um «seguro de amor», que previne a falência. O que desgasta a família é quase sempre a falta de humildade: quer se chame soberba, egoísmo, susceptibilidade, teimosia, prepotência… Tudo isso são colorações diversas do orgulho. A experiência mostra que as duas frases de santos que vou citar a seguir estão carregadas de razão:
Sugiro que se examine sobre algumas manifestações de humildade, que anoto a seguir:
Com o egoísmo, o marido tende para a passividade no lar, para a poltrona, o jornal, a tv, e outras formas de esquecimento dos problemas domésticos. A mulher tende a cair no desleixo na apresentação, nas reclamações excessivas e nos maus modos; e os nervos ficam mais prontos para disparar. Um excelente ato de respeito é saber escutar, sem menosprezar a pessoa que fala. A Imitação de Cristo diz: «Não queiras confiar demais na tua opinião… Sempre ouvi dizer que é mais seguro ouvir e receber conselho do que dá-lo… É sinal de orgulho e teimosia não querer concordar com os outros quando a ocasião e a razão o pedem»[2]. A virtude da prudência – muito ligada à razão e à reflexão – é a que nos indicará quando convém calar e escutar e quando falar.
Custa perdoar. Sem dúvida. Mas, com Deus, podemos. Peçamos-lhe que Ele, todopoderoso, queime o arquivo maligno que guardamos no coração, contendo a lembrança de todas as mágoas antigas e recentes. Essas mágoas que, quando um esposo ofende o outro, emergem como uma lista interminável de recriminações e acusações mútuas. Como sofre o amor por não termos sabido calar e abandonar as nossas dores nas mãos de Deus!
A generosidade Amar é dar, sobretudo é dar-se. O egoísta só pensa no que recebe, e então calcula com uma balança interior mesquinha o pouco que dá. O generoso é como Jesus, que não se poupou em nada e deu a vida por nós. Vamos lembrar agora apenas dois aspectos da generosidade no cotidiano do lar:
[2] Livro I, capítulo 9 [3] Ver a Exortação apostólica Amoris laetitia-A alegria do amor, de 19 de março de 2016, n. 133 |
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terça-feira, 31 de março de 2020
FAMÍLIA – LUZES NO LAR
quarta-feira, 25 de abril de 2018
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Por que devemos fazer nossos filhos dormirem cedo

Aderir a um horário tem muitos benefícios para as crianças – e para os pais!
Minha cunhada e eu tivemos nossas primeiras crianças muito próximas. Mas enquanto eu estava descontraída (leia: preguiçosa) sobre horários para ir dormir, ela fez um plano com antecedência e o cumpriu. Desde o dia em que seu filho chegou do hospital, ele tinha hora para ir dormir. E era cedo, com o pôr do sol.
A hora para ir dormir da minha filha era quando ela adormecia no meu colo e eu a colocava no berço. Na verdade, ela realmente não teve uma hora para ir dormir estabelecida por anos. Ela ia para a cama quando o jantar acabava e a cozinha estava limpa e ela estava com sono, e isso podia ser às 8h da noite ou às 10h da noite. Eu não via problema e realmente cheguei a pensar que minha cunhada exagerava.
Até que minha filha entrou na pré-escola. De repente, tivemos como casal um tempo acordados que nunca havíamos tido antes… e ainda era cedo! Claro que nas primeiras semanas foi difícil a adaptação dela. Mas uma vez estabelecida a hora de dormir, às 8h da noite, aconteceu algo incrível.
Tudo entrou no ritmo. Ela acordava facilmente com um grande apetite, comia seu café da manhã, ia para a escola e voltava para casa no almoço com um grande apetite. Ela almoçava e tirava uma soneca, e as tardes estavam cheias de energia. Ela ouvia mais, as birras diminuíram, assim como os pedidos de petiscos. As horas de sono eram uma delícia. A vida, em resumo, tornou-se mais fácil e muito mais agradável.
Desde então, me convenci que é bom ir cedo para a cama. E dormir cedo não é apenas bom para as crianças – de acordo com Babble, isso também reduz o risco das crianças de desenvolver obesidade mais tarde na vida.
O estudo, publicado no Journal of Pediatrics de setembro, fornece novas evidências de que crianças em idade pré-escolar que dormem cedo estão em risco muito menor de desenvolver obesidade em seus anos de adolescência. Na verdade, os autores do estudo descobriram que “as crianças em idade pré-escolar que dormiam cedo durante a semana tinham metade da probabilidade de serem obesas quando adolescente em comparação com as crianças que dormiam tarde”. Em outras palavras, estabelecer boas rotinas de sono desde cedo pode ser um fator importante na prevenção da obesidade infantil.
Dormir cedo durante a semana corta pela metade o risco das crianças serem obesas quando adolescente. Essa é uma porcentagem enorme – e quando li isso, não pude deixar de lembrar da diferença no apetite da minha filha quando finalmente começamos a colocá-la para dormir mais cedo.
Dormir tarde geralmente incluía lanches tardios, e ela nunca teve muita fome pela manhã. Ela comia um pouco, então queria um lanche uma hora depois. E uma hora depois novamente. E meia hora depois de novo.
Dormir mais cedo não apenas contornou o problema dos lanches do final da noite, mas também prolongou e melhorou seu sono. Ela dormia menos agitada, dormia mais facilmente e acordava com mais energia. Pareceu-me que uma boa noite de sono estimulava seus níveis de apetite e energia, então ela estava mais disposta a comer um grande e equilibrado café da manhã e depois passava horas sem sentir a necessidade de recarregar.
É preciso se certificar de que as crianças dormem o suficiente. Para crianças em idade pré-escolar, são necessárias 10 a 13 horas de sono por noite; para crianças do ensino fundamental, de 9 a 12 horas. Perder o sono necessário pode afetar negativamente a capacidade de seus corpos de regular emoções, hormônios e metabolismo, além de inibir o desenvolvimento cognitivo.
Simplificando, o sono é tão essencial para a saúde dos nossos filhos como a nutrição e o exercício, e devemos priorizá-lo. Mas se você precisar de uma pequena motivação extra para enfrentar as horas para ir dormir com mais disciplina, apenas pense nos benefícios que você receberá em troca: longas horas de silêncio.
https://pt.aleteia.org/2017/09/03/por-que-devemos-fazer-nossos-filhos-dormirem-cedo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
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