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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Nenhum sofrimento é em vão



As pessoas querem uma resposta mágica, uma técnica ou um truque para acabar com o sofrimento. Mas não existe

Nenhum sofrimento é em vão. E eu não estou me referindo ao sofrimento que proporcionamos ao próximo. Estou me referindo ao sofrimento que, de certo modo, é um treino para nós. Nosso sofrimento é útil neste mundo, e isso é uma bênção que faz com que nossas perdas sejam um pouco mais fáceis de lidar.

Na noite passada, eu estava sentado na sala de estar no começo da madrugada e, enquanto revisava o texto de uma pessoa,  chegou um e-mail de um amigo. É um amigo divertido, e revisar o estilo de um texto, não é. Então, decidi abrir a mensagem.

Ele estava escrevendo do hospital. Um de seus amigos mais próximos acabava de ser internado, depois de três anos e meio lutando contra um agressivo câncer no cérebro. Ele me pedia conselho sobre como acompanhar seu amigo. Desculpou-se por me escrever com um tema tão doloroso, mas precisava de ajuda de verdade.

A longa noite no hospital

Meus pensamentos voltaram a três meses atrás, naquela longa noite que eu passei no hospital, sentado junto à cama de minha irmã. Era o fim de seis meses dedicados quase que totalmente a ela. Escrevi, aqui, sobre aquele último dia e noite. Foi uma dor inconcebível.

Por isso, tinha algo a dizer a meu amigo, algo que podia dizer com autoridade. Quando minha irmã agonizava –  e durante um tempo depois de sua morte –, as pessoas me diziam todos os tipos de coisas, com a intenção de ajudar e consolar. Recebi muitos conselhos, juntamente com a condolências fraternais. A intenção era boa e, geralmente, via verdade no que estavam dizendo. Mas, mesmo assim, queria que grade parte deles se calassem ou que se calassem e dessem o fora.

Alguns tentavam fazer que a coisa parecesse fácil. Mas, isso só piorava o problema. Inclusive, quando percebiam a dor, muitos falavam de algo que não conheciam. Talvez dissessem verdades, mas eram verdades não vividas.

Aqueles que tinham sofrido da mesma forma, raramente diziam algo. Já sabiam o que estava acontecendo. As poucas palavras que pronunciavam eram com autoridade. Inclusive seu sincero “sinto muito” significava muito, porque tinham passado pela mesma coisa.

Falavam com a solidariedade de amigos, de velhos companheiros. Eu me sentia como se estivéssemos ombro a ombro na guerra. Nenhum deles falava como se tivesse resposta. Não tinha de dizer muito, porque o que diziam era sempre útil. A compreensão deles era o suficiente.

A mensagem de resposta

Claro, respondi imediatamente ao meu amigo. E isso foi o que eu lhe disse:

As pessoas que passam por algo assim, geralmente, desejam uma resposta mágica, algum truque ou método infalível, algo que possam fazer e que sirva de ajuda de verdade. Sei isso por experiência própria. E também sei que não existe nada disso.

Minha resposta não é dramática e, talvez, não seja satisfatória. Mas, o melhor que você pode fazer é acompanhar seu amigo, somente isso: acompanhar.

Disse-lhe que, segundo minha experiência e o que aprendi com os outros, os agonizantes não querem nada de nós, não querem sermões, não querem interagir com a gente. Talvez, nós queremos isso, mas eles não. Não podemos fazer nada (com exceção da ajuda, na prática), além de estar com eles. Isso era o que a minha irmã queria.

Falei ao meu amigo sobre o fim. Minha esposa e eu ficamos sentados junto a Karen nos seus últimos dias. Era tudo o que ela queria. Não queria falar. De toda forma, não há nada para dizer. A maioria não quer escutar piedades, nem sequer ouvir sobre o que acreditam.

Então, me sentei com ela durante sua última noite, despois que ela tinha piorado claramente, até que decidiu que queria ir al hospital. Quando chegamos lá, por volta das 10 horas, ela já estava adormecida. Rezamos ao seu lado e,  depois, fiquei a noite toda sentado ao lado dela. Minha esposa, Hope, dormiu no sofá.

Eu pegava na mão da minha irmã e, de vez em quando, cantava. Talvez, em grande parte, por satisfação própria, mesmo que alguns especialistas afirmem que os agonizantes podem escutar tudo, inclusive quando pensamos que eles estão dormindo. Talvez, porque tinha escutado aquela música na rádio aquele dia, cantei várias vezes o primeiro verso de Long May You Run, de Neil Young. Não sei a que se refere o “coração cromado” da letra, mas “seu coração cromado brilhando sob o sol / longo seja o seu caminho” me parecia apropriado para ela.

De vez em quando, conversava com ela. Rezei muitas dezenas do terço. Chorei muito.

O fato de eu estar lá nos últimos dias era importante para ela. Rezo para que minha presença no hospital depois que ela dormiu também tenha significado muito para ela, mesmo que isso eu só vá saber no próximo mundo.

Mas o acompanhe, simplesmente esteja aí. É muito importante.

Isso foi o que escrevi ao meu amigo e lhe pareceu útil. O sofrimento daquele dia com minha irmã foi útil para aquele que precisava escutar alguém que já tivesse passado por essa experiência. É algo que alivia muito a carga, quando há muitas coisas que conspiram para lembrar a dor. Seu sofrimento não é em vão. Eles estão te treinando.

 

https://pt.aleteia.org/2017/01/23/nenhum-sofrimento-e-em-vao/

terça-feira, 10 de março de 2020

Por que eu rezo e o sofrimento não acaba?

WOMAN SUFFERING

Em Jesus, amor e sofrimento se tornam uma coisa só

Por que eu rezo pelo alívio do meu sofrimento, mas Deus não dá um fim nisso?
Essa é uma pergunta difícil, pois está ligada ao problema do sofrimento. O problema da dor. O problema do mal. Estamos acostumados a pensar nisso de uma maneira abstrata, mas quando o sofrimento atinge nossa vida real, as respostas do Catecismo sobre Deus podem nos dizer muito (embora, muitas vezes não queiramos ouvir).
Eu tive que pensar sobre isso quando um leitora levantou a questão comigo. Comecei dizendo a ela que entendia por que as respostas tradicionais a deixam sem graça.
Quando minha mãe estava morrendo, ela me perguntou – através de uma máquina, porque ela não podia falar, nem comer, nem se cuidar: “Por que Deus permite isso?”. Todas as chamas sobre Deus trazendo o bem me pareciam inadequadas naquele momento. Então, eu apenas a olhava com lágrimas nos olhos, incapaz de falar.
Na mesma época, descobrimos que o grupo católico ao qual eu havia dedicado minha vida adulta tinha sido fundado por um pedófilo que usou meu grupo para enriquecer a si mesmo e perpetuar uma vida dupla. Nem tudo, mas muito do que eu pensava ser minha vocação acabou se baseando nas mentiras de um monstro.
Essas coisas sinalizavam que eu tinha que mudar minha vida inteira, e a oração não era uma solução rápida para nada disso.
Foi por isso que respondi à minha filha do jeito que eu fiz esta semana. Depois que ela se sacrificou enormemente para fazer uma viagem missionária à Índia, a viagem foi cancelada por causa do coronavírus e redirecionada para uma viagem doméstica.
“Mas isso significa que Deus abençoará esta viagem de uma maneira especial, certo?” ela perguntou.
“Espero que sim”, eu disse. “Mas, honestamente, às vezes você descobre que isso significa apenas que você recebeu a primeira de uma série de decepções. Geralmente, o sofrimento é seguido por outro ainda pior. ”
Então, como entender o motivo do sofrimento? Eu tenho uma resposta em quatro partes:
– 1.°: os piores sofrimento que vivi sempre foram adoçados pelo amor.
Minha mãe sorria constantemente enquanto morria, inspirando a todos. Nosso segundo filho mais novo nasceu na mesma semana em que aprendemos a verdade sobre o padre que admirávamos – e o filho trouxe um enorme amor para nossa casa. Às vezes, especialmente quando sofremos, vem o amor e torna a vida mais bonita.
– 2.°: essa vida não é tudo o que existe.
Isso não significa que essa vida não importa, mas significa que nossa perspectiva pode estar errada. Adoro como o Papa Bento XVI fala: “A vida eterna não é uma sucessão interminável de dias no calendário, mas algo mais como o supremo momento de satisfação, no qual a totalidade nos envolve… Seria como mergulhar no oceano do amor infinito … mergulhar sempre de novo na vastidão do ser, na qual somos simplesmente inundados de alegria. ”
O céu também é a mansão de Deus, um novo céu e terra, e um encontro com o próprio amor e com nosso verdadeiro lar.

– 3.°: em Jesus Cristo, amor e sofrimento se tornam uma coisa só.

Jesus foi o “servo sofredor” a vida toda. Ele chora quando Lázaro morre, ele chora sobre Jerusalém, sofre infidelidade e traição, sua sangue e reza para que o cálice da Paixão possa passar por ele – e depois abraça a vontade de Deus, mesmo que isso signifique tortura e morte.
Em Cristo, amor e sofrimento são uma coisa só, e isso cria nossa doçura final e nosso caminho final para a vida eterna, onde “todas as lágrimas serão enxugadas”.
– 4.°: se você não acredita em mim, pergunte a Jesus.
Não tenho certeza se tudo isso foi afirmado da melhor maneira possível, e talvez pareça apenas banalidades. Mas se Jesus é quem nossa fé diz que ele é – e ele é -, então você tem um certo recurso. Pergunte a ele. Diga: “Senhor, ajude-me a entender por que  isso está acontecendo”.
Perguntei a ele várias vezes durante os dias mais sombrios e recebi minha resposta: o amor é fundamental, a dor é temporária e nossos desejos mais profundos de paz e alegria estão lá porque Deus os cumprirá.

https://pt.aleteia.org/2020/03/09/por-que-eu-rezo-e-o-sofrimento-nao-acaba/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Sofrimento, presente de Deus?


Se fomos criados para a felicidade, por que Deus permite que soframos?
Sofrimento, presente de Deus?

A pessoa humana foi criada para a felicidade. Ninguém gosta de tristeza,  sofrimento ou dor. Porém, tais movimentos nos levam a pensar sobre nossa atitude diante do sofrimento e da dor. É possível tomar consciência de que o sofrimento está presente no mundo em múltiplas formas e manifestações e, que não podemos fugir dele de forma alguma. Sendo assim, resta-nos três caminhos: a revolta, a indiferença ou a aceitação. A revolta leva a pessoa ao desespero; a indiferença nos torna estáticos, deterministas, estoicos; a aceitação comunica-nos a paz e alegria profundas próprias do cristãos: seguidores e imitadores de Jesus Cristo.

O sofrimento na Biblia
O homem bíblico, desde o Gênesis ao Apocalipse, pergunta-se por que o sofrimento e como libertar-se dele. Antes da vinda de Jesus o sofrimento aparece como uma estrada sem saída, fruto do pecado e como castigo de Deus pelo bem não realizado. O grito que perpassa toda a Sagrada Escritura é o pedido a Deus que nos liberte da dor e que nos dê a força necessária para suportá-la. Os salmos são o livro do homem sofredor que, na sua breve existência, depara-se com todo tipo de dor: física, moral, espiritual, a solidão, o abandono dos amigos, a lepra que devasta, a perseguição dos inimigos…O livro de Jó, que podemos considerar como o grande tratado antropológico da dor, faz-nos ainda mais críticos diante do sofrimento.
O sentido de impotência que nos advém quando nos deparamos com a dor deixa-nos ainda mais angustiados. O que fazer diante das pessoas que sofrem, e como reagir diante do nosso próprio sofrimento? Se Deus-amor não quer que o homem sofra, por que permite o sofrimento? São perguntas que, provavelmente, nunca terão uma resposta que nos deixe totalmente satisfeitos.
A repugnância à dor está inscrita no nosso coração e todos somos chamados a lutar contra ela. Superar a dor é caminho promissor para se chegar à felicidade plena.


Jesus nos ensina a amar a cruz
O encontro com Jesus de Nazaré, o amor que tenho para com Ele, a leitura do Evangelho e o desejo de imitar sua vida têm-me feito compreender melhor o caminho da dor. Aliás, fora de Jesus, não creio que encontremos resposta para coisa alguma. A vida tende para Jesus e por Ele somos atraídos e seduzidos. Contemplando-o nos vários momentos de sua existência terrena sabemos descobrir o caminho novo. A novidade trazida por Jesus é que Ele encerra o tempo das promessas e abre o tempo da realidade. Ele nos ensina como viver, amar, sofrer, morrer e ressuscitar.
A grandeza de Jesus é que Ele, encarnando-se, assumiu a nossa natureza humana plena, total, com todas as limitações, menos o pecado. De fato, o pecado não faz parte da natureza humana, ele entrou no mundo pela desobediência. Alguém como Jesus, que nunca desobedeceu ao projeto do Pai, não poderia ter o pecado na sua humanidade. Ele “se fez pecado” por nós e nos redimiu de todos os nossos pecados.
O projeto trazido por Jesus é libertar o homem do pecado, e para que isso possa acontecer Ele iniciou a sua história entre nós através do caminho da cruz e do sofrimento.
“Jesus tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o sobre exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fil 2,6-12).
O nascimento, a fuga ao Egito, o trabalho em Nazaré, as incompreensões por parte do povo, dos seus seguidores e do poder constituído em Israel, formam a história de dor de Jesus, que tem o cume na morte de cruz. O caminho apresentado por Jesus aos seus seguidores é: renúncia de si mesmo, carregar a cruz e seguí-lo no seu nomadismo, onde não tem nem uma pedra para reclinar a cabeça… O amor à paixão de Jesus não é opcional na vida cristã, mas necessário para poder compreender o sentido da vida de Jesus.
Através da leitura do Evangelho, compreendemos que Jesus não queria sofrer e que em momento algum provocou o sofrimento, seu ou dos outros, e que fez o possível para aliviar a dor dos outros. Ele mesmo “gemeu e suplicou” ao Pai que o libertasse da cruz, do beber o cálice e da morte. Mas, consciente que era possível salvar a humanidade por este caminho, Ele assume a dor com a alegria interior de quem realiza na fidelidade a vontade do Pai.
Tenho encontrado muitas pessoas esmagadas pela dor e interiormente felizes. Uma das frases que ajudam-me a compreender o sentido da dor é de Santa Teresinha: “Cheguei a um ponto em que o sofrimento me dá alegria”. A alegria de participar ativamente da paixão de Jesus. É o amor que leva a dar toda a vida pelo outro. É o amor do Pai que envia seu Filho Jesus. É o amor do Espírito Santo que consagra Jesus na sua missão e o amor de Jesus que dá toda a sua vida para nossa libertação e salvação. A força do amor é sempre maior do que qualquer sofrimento e, no amor, o sofrimento se faz alegria e vida.
O amor por Jesus gera os mártires da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares do mundo. O sofrimento é possível entender na dimensão do amor: “Não há maior amor do que dar a vida por aquele que se ama”. O servo sofredor de Javé, o Cordeiro manso levado ao matadouro apresentado por Isaías se faz realidade na pessoa do Verbo encarnado que, por amor, não volta atrás, mas oferece o seu rosto para que lhe arranquem a barba. Quando o peso das minhas “cruzinhas” se faz pesado aos meus frágeis ombros, o que mais gosto é de contemplar o crucifixo e saber que Ele, o Cristo, por amor morreu por mim. É nesse momento que a dor se faz leve e fonte de uma alegria imensa e incompreensível.
“O sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro a minha alegria, porque na cruz se encontra Jesus e Ele é amor. E que importa sofrer quando se ama?” (Santa Teresa de los Andes)
À luz de Jesus se entende a dor como fruto de amor e presente de Deus. Todos os santos, os grandes místicos nascidos do encontro com Jesus, pedem a dor como participação do sofrimento. A purificação é consequência do amor. Deus nos purifica porque nos ama, e existe em nós o desejo de nos purificar para “vermos desde já a Deus”. O concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes, coloca em destaque como não é possível resolver os problemas existenciais, como o sofrimento, sem Jesus.
“Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno se vinculam com aquele desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do homem. Com efeito, no próprio homem muitos elementos lutam entre si. Enquanto, de uma parte, porque criatura, experimenta-se limitado de muitas maneiras, por outra parte, porém, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é ao mesmo tempo obrigado a escolher entre elas renunciando a algumas. Pior ainda: enfermo e pecador, não raro faz o que não quer, não fazendo o que desejaria. Em suma, sofre a divisão em si mesmo, da qual se originam tantas e tamanhas discórdias na sociedade. Certamente muitíssimos, cuja vida se impregnou de materialismo prático, afastam-se da percepção clara deste estado dramático, ou, oprimidos pela miséria, são impedidos de considerá-lo. Muitos pensam encontrar tranquilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros porém esperam uma verdadeira e plena libertação da humanidade somente pelo esforço humano. Estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra haverá de satisfazer todos os desejos de seu coração. Não faltam os que, desesperados do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana desprovida de qualquer significado peculiar, esforçam-se por lhe atribuir toda significação só do próprio engenho. Contudo, diante da evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que formulam perguntas primordialmente fundamentais ou as percebem com nova acuidade. O que é o homem? Qual é o significado da dor, do mal, da morte que, apesar de tanto progresso conseguido, continuam a subsistir? Para que aquelas vitórias adquiridas a tanto custo? O que pode o homem trazer para a sociedade e dela esperar? O que se seguirá depois desta vida terrestre?” (Gaudim et Spes, 10).


(via Shalom)