sábado, 26 de janeiro de 2019

EVIDENTEMENTE NÓS ESTAMOS NO TEMPO DO ANTICRISTO



(do sermão de Dom Lourenço Fleichman, 25/11/2018)
Caríssimos irmãos,
Durante quatro mil anos mais ou menos, os hebreus esperaram a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa espera era uma esperança. Esperavam pela salvação, esperavam pelo Salvador e tinham na vinda de Nosso Senhor a sua esperança, a sua alegria. Quando nós ouvimos falar do fim do mundo, como o evangelho de hoje, onde Nosso Senhor descreve de modo tão impressionante e tão detalhado os últimos tempos, nós pensamos assim: que ele não venha logo, que demore para que tudo isso aconteça, que espere um pouco mais. E a gente vai tentando protelar. Vamos nos instalando nesse mundo, vamos achando que está todo mundo muito bem, porque ver o sol apagar-se e as estrelas caírem do céu, não deve ser nada agradável. E o corpo se apodrecer a ponto de que os abutres, as águias, os urubus venham comê-lo, não deve ser nada agradável. Então, eu pergunto por que devemos nós esperar e por que a Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo, nos fala do final dos tempos como sendo o dizimar-se de tudo que faz parte da nossa esperança teologal.

É dura a salvação

Assim, nós precisamos que Ele venha. Quanto mais o mundo caminha para a perdição, quanto mais nós vamos percebendo que o corpo está apodrecendo e as águias estão em volta, mais nós devemos dizer: “Senhor, venha, mesmo com esse grande sofrimento!”, para que acabe esse mundo da corrupção e venha o mundo da integridade, que nos seja devolvida aquela integridade de Adão e Eva que nós perdemos pelo pecado.
É dura a salvação. Precisamos passar pela cruz. E que cruz!?
Que cruz é essa descrita por Nosso Senhor. Devemos passar pela cruz, então que venha a cruz. Não vamos deixar de lado os sofrimentos simplesmente porque nós queremos continuar no nosso conforto. Nós precisamos que ela venha. Nós precisamos que Nosso Senhor resolva a gravidade da situação. E ele resolverá vindo do alto dos céus, como que o raio que passa do Oriente ao Ocidente e todo mundo vê, assim será a vinda do Filho do Homem. Não precisaremos de grandes avisos, não precisaremos dos apóstolos indo por todos os cantos.
“- Olha, Ele ressuscitou! Nós somos testemunhas da ressurreição.
– Presos, martirizados, morram, estão ensinando uma religião contrária ao Estado, contrária ao Judaísmo.”
Não será assim. Nosso Senhor fará tocar as trombetas pelos anjos e Ele virá do céu com todo o poder e majestade, nós acabamos de ouvir isso. E todos os povos verão, e todos os povos chorarão. Não está escrito? Eu acabei de ler isso. Todos os povos chorarão quando Nosso Senhor aparecer no alto do céu sobre as nuvens. Porque não haverá mais tempo para a penitência, é por isso que eles choram. Porque não dá mais tempo. Ou se arrependeu no tempo de se arrepender, ou não há mais tempo de arrependimento. E é por isso que a Igreja tem a sua palavra de salvação através da prática das virtudes, através da mudança de vida, através da conversão. Nós precisamos nos converter, precisamos desta conversão hoje, precisamos praticar a virtude e amar a virtude hoje, porque depois não haverá mais tempo.

Um passo atrás diante do mundo

Não pensem que o anticristo virá como um monstro assustando a todos. Não é assim. Está descrita a vinda do anticristo por todos os Padres da Igreja. A Igreja nos ensina que ele virá como um enganador, que ele virá fazendo bondadezinha para todo mundo. E onde nós vamos descobrir a realidade do que é, ou do que não é? Na visão sobrenatural das coisas.
Isso que eu tenho falado tanto. Nós temos que ter um passo atrás diante do mundo, nós temos que ter um passo atrás diante da corrupção do comunismo, nós temos que ter um passo atrás diante da maçonaria e de todos esses órgãos do anticristo feitos para a perdição dos homens. Nós temos que ter um passo atrás sabe por quê? O nosso combate se faz com as forças que estão nos ares. Não pensem que nós temos que ficar conversando na porta da igreja sobre maçonaria, sobre ocultismo… Não é isso que vai trazer para nós a compreensão do que está acontecendo. É quando nós recuamos. Nós sabemos que essas coisas acontecem, nós sabemos que essas coisas existem. E o que podemos nós fazer contra isso? Absolutamente nada. Então porque devemos nós nos interessar por essas coisas ocultas? É pura curiosidade. E cada vez mais curioso, e cada vez mais penetrando nos arcanos dos mistérios das coisas escondidas “porque eu sei que fulano é maçom, porque eu sei que aquele também é”. E a vida espiritual fica onde? Acabada!
Não há vida espiritual se nós nos dedicarmos a saber tudo sobre maçonaria, sobre ocultismo, comunismo, etc. O nosso problema maior não é esse. Isso já está resolvido. As coisas já estão encaminhando-se para o inferno, deixa irem sozinhos para o inferno, nenhum sopro da nossa boca vai ajudar. Então vamos cuidar das coisas boas. Vamos fazer com que o fim do mundo seja desejado porque é necessário para nós mesmo sendo ele vivido na cruz.

Conservadorismo: um problema grave nos dias de hoje

Nós temos um problema grave hoje. Esse problema grave chama-se conservadorismo. Eu sei que muitos chegam para a vida da fé através de um certo movimento conservador. Mas, esse movimento conservador é, em primeiro lugar, ecumênico. Ele serve pra protestante, pra muçulmano, pra budista… ele serve pra qualquer um. É conservador. Conservador de quê? Conservador dos padrões morais da humanidade, daquilo que forma o homem honesto, daquilo que forma o gentil homem, como se dizia antigamente na França. Mas onde está a verdadeira fé no meio dos conservadores? Não há. Onde está o sobrenatural? Onde está a compreensão da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo? Sabem o que os santos dizem sobre o tempo do anticristo? – evidentemente nós estamos no tempo do anticristo – Eles dizem que haverá um corpo de doutrina, um ensinamento mundial, haverá gente espalhada pelos cantos ensinando doutrinas. Doutrinas conservadoras, doutrinas que vão fazer com que os homens estejam todos unidos até que o momento em que o anticristo chega como líder deles. Eles não terão visão sobrenatural sobre a verdade, não terão visão natural sobre o que é e o que não é. E onde está Deus nesta história? Para os conservadores Deus está em todas as religiões. Cada um cumpre a sua religião de um modo conservador e está resolvida sua vida moral. Ora, nós sabemos que não foi por isso que Nosso Senhor morreu na cruz. Ele morreu por causa da fé sobrenatural, Ele morreu por causa da verdade que Ele é. E só há uma religião verdadeira.

Os motivos que nos levam a combater essas coisas não são os mesmos dos conservadores

Esse ambiente conservador que tem se espalhado pelo mundo – aqui no Brasil agora então com o novo governo mais ainda, está dentro do governo – esse movimento conservador que, por um lado, é contra tudo aquilo que nós também combatemos, mas não o é com as mesmas armas, e não pelos mesmos motivos. Os motivos que nos levam a combater essas coisas não são os mesmos dos conservadores. Nós combatemos contra forças que estão nos ares. E precisamos de uma sabedoria superior que vem de Deus, que vem da graça, para podermos discernir onde está o nosso verdadeiro combate e porque razão nós temos que morrer também. Vamos e morramos com Ele, diz Santo André. Não é numa vida boa, não é numa vida de poder, não é numa vida de satisfações humanas, ou corretinhas, ou bonitinhas, boazinhas que nós vamos encontrar a salvação. Grande perigo que nós corremos hoje é esse movimento conservador do mundo, porque ele é enganador. Com o comunismo, a gente puxa a espada. A maçonaria, o livro para ler e lhe combater. Mas, os conservadores falam a mesma linguagem que nós, então, parece que estão do nosso lado e, na verdade, não estão, porque ensinam essas falsidades sobre a religião verdadeira, sobre a única religião verdadeira e sobre o fato de que nós não podemos ser pluralistas. Nós não podemos abrir o leque para qualquer um desde que seja conservador. Não é assim. Só há uma porta para entrar no céu. E o que nos importa não é como nós vivemos aqui, é como nós vamos viver lá. O que nós importa é a vida eterna, e não a vida nesse mundo. Onde nós vamos encontrar o critério para nos posicionarmos como católicos? Na missa de hoje. Nosso Senhor mostra a corrupção do Estado dos homens com o anticristo com as estrelas do céu caindo, e São Paulo vem nos falar sobre como que nós vamos nos defender disso. Com o espírito sobrenatural, com o espírito da fé sobrenatural, com a esperança sobrenatural e com a caridade, o amor de Deus, presente em tudo que nós fazemos.

A ciência de Deus

Então vamos volta. Volta o filme e vamos para os Colossenses. Não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da vontade de Deus. Onde nós vamos conhecer a vontade de Deus? Meu Deus, não há nada mais misterioso do que isso e, no entanto, nós temos que procurar. Em toda sabedoria e inteligência. Não em qualquer sabedoria e inteligência, em toda sabedoria e inteligência espiritual. E quando nós falamos de espiritual significa a graça de Deus, que só existe na verdadeira fé.
Para que andeis de um modo digno de Deus, agradando-lhe em tudo frutificando em toda boa obra. Então, a vida moral. Temos que agradar a Deus. Temos que cumprir os mandamentos, temos que frutificar em boas obras. Nossos atos têm que ser bons, mas por uma bondade sobrenatural, porque nós obedecemos às virtudes sobrenaturais que vem de Deus pelo batismo. Continua São Paulo: crescendo na ciência de Deus… O que será essa tal ciência Deus? O que é crescer na ciência de Deus? Senão nessa compreensão das coisas invisíveis, na compreensão do modo como Nosso Senhor Jesus Cristo entende esse mundo como nós falamos na virtude da ciência e do dom do Espírito Santo da ciência trata-se da visão que nós temos do mundo – que hoje em dia eles chamam de visão de mundo – não é visão de mundo, é visão do mundo. Visão das coisas, visão dos homens, visão dos atos.
Crescer na ciência de Deus, saber como Deus conhece para que possamos nós também conhecer do mesmo modo.
Confortados com toda fortaleza pelo seu poder glorioso. Nós precisamos ser confortados pela fortaleza dele, poder glorioso.
Para suportar tudo com paciência, longanimidade e alegria. A paciência significa saber sofrer todo revés da nossa vida, tudo aquilo que é duro para nós. O que é a paciência senão a visão sobrenatural da fé teologal. Aquilo que é de Deus nós vamos em busca disso, mesmo que um sofrimento. E temos que ter paciência. E toda paciência.
Longanimidade, significa perseverança. Significa que esse trabalho sobrenatural tem que ser todos os dias da nossa vida. E o que pode marcar essa longanimidade senão a virtude teologal da esperança? A fé, a esperança e toda alegria, que é a caridade de Deus. É o amor de Deus que põe em nosso coração a verdadeira alegria.
Alegria mundana nós temos em toda parte. Os homens estão aí dando risadas, mas é uma falsa alegria. A verdadeira alegria precisa vir de Deus, confortados na sua fortaleza.
Dando graças a Deus Pai, que nos fez dignos de participar da sorte e herança dos santos na luz. Ah, meu Deus! É o Céu! Ele nos fez dignos, como? Quem é digno de ir pro Céu? O batizado. E só o batizado! Já elimina ¾ desses conservadores que querem que todas as religiões monoteístas podem ser verdadeiras. Não! Tem que ser batizado. Maometano não entra no Céu, judeu não entra no Céu, porque não são batizados. Precisam de conversão. Precisam de água na cabeça “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Sem o batismo nos não podemos agradar a Deus. É assim que Nosso Senhor fala. Sem o batismo nós não podemos nos converter a Deus. Sem o catolicismo nós não podemos chegar ao Céu.

O Reino do Filho do Seu Amor

Então toda essa obra sobrenatural da fé, da esperança e da caridade se realiza porque Ele nos tornou dignos de participar da luz do Céu e sermos um com Ele na sua luz. Isso é uma coisa muito grande. Isso é a única coisa que deveria nos mover. Ele que nos livrou do poder das trevas, nos livrou do comunismo, nos livrou da maçonaria, nos livrou do ocultismo, nos livrou de todas essas coisas contrárias à fé. Foi ele. Como que ele conseguiu isso? Nos transferiu para o Reino do Filho do Seu Amor. E o que é o Reino do Filho do Seu Amor senão a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica? Ele nos fez pelo batismo, santos. Ele nos fez pelo batismo, dignos da vida no Céu. Ele nos protegeu contra o poder das trevas e nos transferiu para o Reino do Filho do Seu Amor. Lá, por causa do Seu sangue nós temos a redenção, a remissão dos pecados.

Um tempo de grandes enganações

Vocês percebem que é muito fina a distinção que existe entre a posição católica que deve lutar pela fé sobrenatural, que deve lutar pela verdade única e exclusiva que é Jesus Cristo, e os outros que são muito bonzinhos, que estão muito parecidos conosco, que defendem muitas vezes as mesmas coisas que nós, mas não tem essa fé, e acham que todas as “fés” servem para que os homens sejam bonzinhos. Não serve.
Nós temos que tomar cuidado porque o tempo que nós estamos vivendo é um tempo de grandes enganações, e se nós não tivermos esse passo atrás, se nós não recuarmos para ver como que nós vamos lidar com as virtudes sobrenaturais, com a vida da graça, com os dons do Espírito Santo, facilmente nós nos enganamos. Nos enganamos por causa do combate contra o comunismo, nos enganamos por causa do combate contra o protestantismo, nos enganamos por causa do combate contra a maçonaria. Muitos chegam pra mim e dizem que eu tenho que falar alguma coisa contra a maçonaria, contra o protestantismo… Não, não tem que falar nada contra esses inimigos. A Igreja já falou o suficiente. Nós temos que ver o que está acontecendo hoje na nossa vida pra saber onde nós vamos por o pé no caminho do Céu. Olhar pra trás? Não, muito obrigado! Nós temos que olhar pra frente. Pra trás, apenas a Tradição, apenas a transmissão daquilo que Nosso Senhor nos ensinou e que a Igreja nos transmitiu. Pra frente, é qual é o mal que hoje eu tenho que combater, que está espalhado pelos ares e que me ameaça de um modo sorrateiro, de um modo surdo, de um modo escondido, e que faz cair muitos num certo amálgama, todo mundo junto, todo mundo lindo, todo mundo sendo bonzinho contra esses grandes monstros da humanidade. Não é assim. Tenhamos muito cuidado!

Escapar dos perigos da humanidade

E se nós não olharmos para Nossa Senhora, se nós não compreendermos que ela foi aquela mulher predita por Deus na hora do pecado original, que ela viria para por inimizade e pisar a cabeça da serpente. Nossa Senhora é a única que pode realmente nos ensinar maternalmente a viver dessa vida da fé sobrenatural e a escapar dos perigos que essa humanidade de hoje está preparando para nós. Eu acredito que por causa dessa proximidade desse mundo conservador, nós estejamos correndo mais perigo daqui a alguns anos do que corríamos com o protestantismo, com o comunismo ou com a maçonaria. E quando vier o anticristo, ele falará uma linguagem que agradará a todos, que vai atrair a todos. Como que nós seremos atraídos pelo anticristo se não for por esse lado naturalista, humanitário, horizontal, que ele vai cativar a todos para segui-lo, porque depois ele vira de cara, mas aí as pessoas já estão amarradas afetivamente a ele e caem no pecado.
Então, pensamos na missa de hoje a ciência de Deus, sejamos todos unidos na mesma ciência, estejamos todos unidos na fortaleza de Deus, estejamos todos unidos na Mãe de Deus para que ela nos mostre o caminho para a salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.
https://capelasantoagostinho.com/2018/11/27/evidentemente-nos-estamos-no-tempo-do-anticristo/#more-1462

14 ENSINAMENTOS DOS SANTOS SOBRE A PROVIDÊNCIA DIVINA


– A Providência Divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite. Somente estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si mesmos. SANTA CATARINA DE SENA
– A Providência Divina só demora o seu socorro para provocar nossa confiança. SÃO FRANCISCO DE SALES
– É impossível que a Providência Divina se engane. Impossível também que sua vontade e suas ordens sejam ignoradas. SÃO TOMÁS DE AQUINO
– Apenas quero pessoas  que, com discernimento, batam à porta da Minha misericórdia sem duvidar, na certeza de que providencio. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)
– O homem perfeito sabe que nada acontece sem Eu querer, sem o mistério, sem Minha providência. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)
– Minha providência trata-vos conforme a maneira com que nela acreditais. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)
– Ó filha, enamora-te da Minha providência. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)
– De todas as coisas cuida Minha providência, desde as menores até as maiores. SANTA CATARINA DE SENA
– Mais do que nunca compreendo que os menores acontecimentos de nossa vida são guiados por Deus. SANTA TERESA D’ÁVILA
– Jamais cometamos o desatino de confiar em nós mesmos. SANTA TERESA D’ÁVILA
– Deus está presente a todos os nossos atos. SANTA TERESA D’ÁVILA
– Tomemos como nossos os interesses divinos. Por sua vez Ele cuidará dos nossos interesses. SANTA TERESA D’ÁVILA
– Os penhores e sinais com que a alma é favorecida são necessários para aguentar as provações que a esperam. SANTA TERESA D’ÁVILA
– A Divina Providência tudo dirige e, o que consideras como um mal, é remédio. SÃO JERÔNIMO

NÓS SEREMOS SEMELHANTES A DEUS. PORQUE NOS ESPANTAR?

A Semelhança Consumada no Céu
Por Pe. Emmanuel-André
O estado de semelhança da alma com Deus começa aqui na terra e é consumado na vida eterna. Nós seremos semelhantes a Deus (Jo.III,2) quando o vermos como Ele é. Logo, a semelhança na vida presente não é perfeita, absoluta. 
Porque nos espantar? Aqui caminhamos pela fé, diz São Paulo, nosso estado é a fé, é de crer naquilo que não vemos ainda mas veremos um dia. Por isso, tudo em nós, inclusive a semelhança divina, é relativo ao estado de fé, e em conseqüência esta semelhança fica como que coberta por um véu. 
Procuremos chegar a uma compreensão tão clara quanto possível desse mistério. 
Deus habita em todas as criaturas lhes dando o ser; ele habita mais especialmente nas criaturas racionais lhes dando a luz da inteligência e a vida do coração. Porém, de um modo todo especial, Ele habita na alma em estado de graça, associando-a, como diz São Pedro, à sua própria divindade. (IIPe.I,4) 
Não se pode imaginar uma habitação mais íntima que esta última. Deus se põe no centro da alma e as três Pessoas se comunicam a ela com uma familiaridade prodigiosa. É a realização da palavra de Nosso Senhor: “Se alguém me ama, guardará minha palavra…e nós viremos a ele e faremos nele morada” (Jo.XIV,23). 
A união com a alma não poderia ser mais íntima, pois é realizada pelo próprio Espírito Santo. As três Pessoas divinas se comunicam à alma na obscuridade da fé e sem se manifestar a ela. Sim, nesta vida, o mistério da presença divina, da comunicação com a alma, se faz como numa nuvem, ao mesmo tempo luminosa e sombria. 
Na vida eterna, a obscuridade terá desaparecido, a nuvem terá se dissipado, o véu retirado. As três Pessoas da Santíssima Trindade se manifestarão à alma de dentro dela. Elas se manifestarão fazendo brotar, do seio da divindade, uma luz especial que se chama luz de glória. Então a alma verá em si mesma o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que estavam já presentes, mas invisíveis. 
A semelhança com a adorável Trindade será então consumada. Sua inteligência será divinizada pela visão clara de Deus: ela a verá face a face (ICor.XIII,12), como o olho penetrado pela luz do dia. Que coisa maravilhosa! vendo a Deus ela verá todas as coisas em Deus, como num espelho. Ao mesmo tempo ela verá Deus em todas as coisas, dando a todas o ser, a vida e o movimento. A alma amará não somente todas as coisas em Deus, mas também Deus em todas as coisas (ICor.XV,28), de modo que todo seu amor terminará sempre em Deus. Assim a união de amor que a unia a essa fonte de vida se tornará definitivamente indissolúvel. 
Por sua inteligência e por sua vontade, a alma bemaventurada viverá da própria vida da Santíssima Trindade. O espelho de sua inteligência será o Verbo, o espírito de seu coração será o Espírito Santo. Ela viverá dessa vida divina que, sendo perfeitamente simples, contém e sustenta a criação toda. Ela ficará presa em Deus, como uma gotinha num oceano de luz: Deus a penetrará de todos os lados, se refletirá nela, a transformará nele próprio de modo inefável, sobre o qual é preferível calar do que tentar dizer algo. Assim São Paulo, que viu esta transformação no terceiro céu, se contenta em dizer que ela é absolutamente inefável e inconcebível (IICor.XII,4). 
Esta vida inefável e inconcebível está em germe na alma de todo cristão batizado: a glória é apenas a floração completa desta semente divina que é a graça de Deus. Semen Dei (I Jo.III,9) 
https://capelasantoagostinho.com/2019/01/17/nos-seremos-semelhantes-a-deus-porque-nos-espantar/

Tudo o que você precisa saber sobre: a leitura espiritual


Este é um hábito diário de quase todos os santos canonizados da Igreja Católica

O que é a “leitura espiritual”?
Há muitos tipos de leitura religiosa, mas não vou falar agora de todos nem de vários deles. Apenas falarei de um: daquele que, na linguagem clássica cristã, se chama «leitura espiritual», em sentido estrito, e que costuma fazer parte do programa diário das pessoas que querem levar a sério a sua vida interior.
Consiste na leitura atenta e bem assimilada de um livro que trate de assuntos de «vida espiritual», com seriedade e boa doutrina, e que os focalize de maneira prática, de modo que nos ajude a aplicá-los à nossa vida diária.
Tenha em conta que, dentro do conceito estrito de «vida espiritual» ou de «vida interior», não só entram as práticas de oração, de adoração, a Eucaristia, o amor a Nossa Senhora e outras devoções… – que são, sem dúvida, elementos básicos de uma vida espiritual autêntica-, mas entram também as virtudes e o modo de melhorá-las (fé, caridade, paciência, firmeza, temperança, constância, etc.), bem como os defeitos (vaidade, preguiça, ira, inveja, desordem sensual, etc.) e o modo de vencê-los; e ainda o esforço por santificar a família, por achar Deus no trabalho, por levar Deus a outras almas, etc, etc. Em suma, entra tudo quanto nos ajuda a procurar a santidade e o apostolado no dia-a-dia.
Como fazer a leitura espiritual?
1) Antes de mais nada, é preciso convencer-se da sua necessidade e tomar a decisão de fazê-la, sempre que possível, diariamente.
2) Ao tomar essa decisão deverá ter em conta:
a) Primeiro: que é importante escolher o melhor momento do dia – o “seu” melhor momento -para essa leitura. Antes do café da manhã? No escritório, antes de começar o trabalho? No começo da tarde (hora que pode ser útil para estudantes, para algumas mães de família…)? Ao visitar uma igreja, antes de voltar para casa? No ônibus ou no metrô, desde que possa sentar-se? Pense, tire experiências, e defina.
b) Pense que será mais fácil definir o horário, se tiver consciência de que a leitura não precisa ser longa: ordinariamente bastam dez ou quinze minutos para tirar bom fruto dessa prática espiritual. Vivendo-a com constância, em pouco tempo terá lido, e aproveitado, mais livros bons do que imagina.
c) É importante que você defina – volto a dizer – o lugar, o momento e a duração dessa leitura espiritual. E acrescento um conselho, fruto da experiência: se você definir dez minutos de leitura, faça sempre dez minutos como “norma”, nunca menos. Caso queira esticar essa leitura por mais tempo, ou deseje ler mais em outra hora, não há problema, mas considere isso como “leitura extra”. É só em relação ao seu programa diário, aos seus dez ou quinze minutos, que deve se sentir comprometido, com sincera exigência.
d) Escolha bem, em cada momento, o livro de leitura espiritual. Para isso, é muito útil pedir conselho a uma pessoa de critério que conheça a sua alma e as lutas da sua vida. Em todo o caso, sempre que possível, procure ler um livro que vá ao encontro das suas necessidades espirituais daquela temporada.
e) Uma vez definido o livro, leia-o devagar, pausadamente, em sequência, e do começo ao fim (lendo, relendo, refletindo, rezando). Quem borboleteia nas leituras, “debicando” por curiosidade pedacinhos de vários livros ao mesmo tempo, sem completar nenhum, tira pouco proveito e permanece superficial na sua vida interior.
f) Não importa quanto tempo demorar a terminar um livro, mesmo que seja breve. Também não importa, antes pelo contrário, reler vários dias em seguida os mesmos trechos do livro, se a sua intenção é assim gravá-los melhor, para tirar deles mais fruto. Um livro bom pode ser relido todos os anos (por exemplo, um clássico sobre a Paixão de Cristo, no tempo da Quaresma; ou um bom livro sobre Nossa Senhora, em Maio, mês de Maria).
g) Depois da leitura diária, ao fechar o livro e pergunte-se: O que foi que eu li, o que compreendi, o que me ficou mais gravado?
3. É muito bom ter o desejo de conhecer (de ler) as obras clássicas de espiritualidade, que têm ajudado inúmeras pessoas a se aproximarem de Deus e a melhorar. Como diz São Josemaria: «A leitura tem feito muitos santos» (Caminho, n. 116). Para ter ideia de que tipo de livros estou falando, vou citar alguns, apenas alguns, dentre os mais conhecidos:
─ Tomás de Kempis: A imitação de Cristo
─ São Francisco de Sales: Introdução à vida devota (também chamado Filotéia), Tratado do Amor de Deus (mais “teológico”)
─ Santo Afonso Maria de Ligório: A oraçãoA prática do amor a Jesus CristoAs glórias de Maria
─ Santa Teresa de Lisieux (Santa Teresinha): História de uma alma(também chamadoManuscritos autobiográficos)
─ Santa Teresa de Ávila: O livro da vidaCaminho de perfeição
─ Santa Catarina de Sena: O diálogo
E muitos outros, que agora seria impossível citar, além de numerosas obras excelentes de autores antigos e contemporâneos, que podem fazer um bem imenso à nossa alma. Pesquise, pergunte, consulte a quem lhe puder dar um bom conselho. Acredite na leitura espiritual. A ela se pode aplicar perfeitamente o dito de Jesus: Pelos seus frutos os conhecereis (Mt 7,16).
4. Mas, antes de encerrar esta conversa, queria dar dois esclarecimentos:
a) Não confunda a «leitura espiritual» com a «oração mental» (ou a «meditação»). É muito frequente o engano de pessoas que utilizam determinados livros para fazer a sua oração mental (ou a sua meditação), e acham que com isso estão fazendo leitura espiritual. Misturam e confundem conceitos diferentes. Veja o que já dissemos a respeito da oração e da meditação. Para a oração mental ou meditação, cada dia, se quiser, você pode escolher à vontade textos de livros diferentes, os que achar que lhe podem servir de apoio para meditar sobre a sua vida e “falar com Deus”. A «leitura espiritual», porém, como acabamos de ver, é coisa diferente: trata-se de ler em sequência, quase que de “estudar” um livro inteiro, completo, que garanta o aprofundamento da sua formação. Não esqueça essa distinção;
b) Há outras leituras, que também nos fazem muito bem; mais ainda, que nos fazem muita falta: as que nos proporcionam formação doutrinal. Entre elas, podem-se destacar os catecismos: desde o Primeiro Catecismoou o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, até o próprio Catecismo da Igreja Católica, amplo, profundo, excelente, ainda que exige certo preparo doutrinário para entendê-lo bem. Um bom livro de teologia para leigos, que não hesito em recomendar, é a obra do americano Leo Trese, A fé explicada; excelente, pedagógico e claro. Em bastantes casos, pode ser usado também como “leitura espiritual”.
Todos deveríamos achar algum tempo (não precisa ser diário, pode ser semanal, mais longo nas férias) para ler obras doutrinais. Hoje, num mundo de ideias confusas, é uma necessidade vital.

https://pt.aleteia.org/2017/07/16/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-leitura-espiritual/

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Oração da noite ao Santo Anjo da Guarda


Reze e durma tranquilamente, na certeza de que ele está intercedendo junto a Deus por você

Meu querido Santo Anjo, agora estou cansado.
As crianças vão dormir, e também eu quero ser inteiramente uma criança, criança da Mãe Santíssima, Maria, criança do Pai Celestial.
Tirai de mim, Deus, tudo o que hoje não foi bom, e perdoai! Colocai o Vosso amor por cima, e Vós, Maria, Mãe do Céu, o vosso manto dourado!
Ajuda-me a dar graças, meu Irmão angélico, e segura a minha mão em Nome de Deus!
Amém.

Locais simples e poderosos para rezar na sua casa

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5 lugares da casa e ideias específicas para rezar em cada um deles

Tenho refletido muito sobre os melhores lugares da casa para rezar, e também tenho pensado sobre o que rezar e como rezar em cada um deles. Eis as minhas conclusões:

1. Na entrada

É muito bonito fazer uma pequena oração de agradecimento ao chegar em casa. Gratidão por ter um lar, um abrigo, um espaço onde viver. Se for o caso, agradecer por ter alguém com quem compartilhar esse espaço. Ao sair, você pode fazer o sinal da cruz, repleto de significado. Que o Senhor nos guarde, acompanhe e oriente nas atividades fora de casa.

2. Na cozinha

Cozinhar é um ato de amor, de doação. E o alimento vai nutrir o corpo, que é templo do Espírito Santo. Aqui, vale a pena fazer uma oração de oferecimento do trabalho, do esforço: colocar o amor ao serviço daqueles para quem cozinho – inclusive quando cozinho só para mim.

3. À mesa

Compartilhar o pão é sinal de fraternidade. Foi à mesa que Jesus se preparou para sua grande entrega. O Senhor também está presente durante nossas refeições. Uma simples oração de bênção dos alimentos, uma ação de graças, uma petição pelos que não têm o que comer, mesmo que apenas interiormente, dão muito sentido a estes momentos do dia.

4. No quarto

A solidão de cada um é um lugar de encontro com o Pai. Vale a pena colocar nas mãos de Deus todos os anseios, preocupações, conquistas, frustrações do dia. Pode ser um momento de recolhimento, também para assumir o silêncio da nossa ida. Buscar o Senhor e pedir que Ele abençoe o nosso descanso.
5. No chuveiro
Sim, no chuveiro! Tomar banho é um ato de satisfação, força e prazer. Sentir a água nos faz sentir-nos vivos e nos dispõe a descansar, ou a começar bem o dia. A água lava, cura, refresca, aquece. Tornar o Senhor presente nesse momento é torná-lo presente em minha necessidade de recomeçar, de descansar, de sentir calor ou frio, de sentir sua proteção após a batalha do dia.
Há outros lugares, outros momentos e cantos a serem aproveitados: a imagem de Nossa Senhora na estante, a foto da família na parede… Busque seus lugares e reze. Encontre o Senhor no cotidiano, permita que Ele participe da sua vida. Você verá que, com Ele, o dia será muito melhor!

https://pt.aleteia.org/2019/01/17/locais-simples-e-poderosos-para-rezar-na-sua-casa/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Jesus ordena ao demônio:

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"Vai com os porcos." 

Vede a que ponto a alma do homem é preciosa. O que contraria os que pensam que os homens e os animais têm uma alma idêntica e que somos animados pelo mesmo espírito. Noutra altura, o demônio foi expulso de um só homem e foi enviado para dois mil porcos [cf Mt 8,32]. 

Aquilo que era precioso foi salvo, e o que era vil, perdido: «Sai do homem, vai para os porcos. Vai para onde quiseres, vai para os abismos. Deixa o homem que é Minha propriedade. Não te vou deixar possuir o homem pois seria para Mim um ultraje instalares-te nele em Meu lugar. Assumi um corpo humano, vivo no homem: essa carne que possuis faz parte da Minha carne: sai deste homem!»

#SãoJerônimo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Conselhos de Padre Pio: devoções


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Quanto não há tempo para ambas, a meditação é preferível à oração vocal, porque é mais frutífera.

Não retroceda, ou pior ainda, não interrompa a subida ao Calvário da vida. Jesus estenderá Sua mão e o sustentará.

Se você deseja assistir a Missa com devoção e proveito, pense na Mãe Dolorosa, aos pés do Calvário.

Unamo-nos devidamente ao Coração Doloroso de nossa Mãe Celeste e reflitamos acerca de sua dor infinita e quão preciosa é nossa alma.

Seja firme em suas resoluções; permaneça na embarcação que Eu te coloquei e deixe vir a tormenta. Viva Jesus! Você não perecerá.

Navegue por entre ventos e ondas, mas com Jesus. Se o medo te dominar, exclame com São Pedro: “Oh Senhor, salve-me!” Ele lhe estenderá Sua mão. Segure-a firmemente e caminhe alegremente. 

DA SAGRADA COMUNHÃO

Resultado de imagem para comunhão joelhosConsideremos, finalmente, o grande desejo que tem Jesus Cristo de que o recebamos na Santa Comunhão… Sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora… (Jo 13,1), mas por que Jesus Cristo chamava a sua hora aquela noite em que devia começar sua dolorosa Paixão?… É porque naquela noite ia legar-nos este divino Sacramento, com o fim de unir-se ele mesmo às almas queridas de seus fiéis. Este sublime desígnio fê-lo exclamar então: “desejei ardentemente celebrar convosco esta Páscoa” (Lc 12,15), denotando com estas palavras o divino Redentor o veemente desejo que nutria de estabelecer conosco essa união na Eucaristia…
Desejei ardentemente… Assim o obriga a falar o amor imenso que nos tem — disse São Lourenço Justiniano.
Quis ocultar-se sob as espécies de pão, a fim de ser acessível a todos. Se houvesse escolhido para este portento algum alimento esquisito e caro, os pobres não poderiam recebê-lo frequentemente. Outra classe de alimento, mesmo que não fosse seleto e precioso, não se encontraria em toda parte. Por isso, o Senhor preferiu esconder-se sob as espécies do pão, porque o pão facilmente se encontra e todos os homens o podem procurar.
O vivo desejo que tem o Redentor de que com frequência o recebamos sacramentado, movia-o a exortar-nos muitas vezes: “Vinde, comei o pão; e bebei o vinho que vos preparei. Comei, amigos, e bebei; inebriai-vos, meus muito amados” (Pr 9,5; Ct 5,1); venho a vô-lo impor como preceito:
“Tomai e comei; este é meu corpo” (Mt 26,26)
E para nos atrair a recebê-lo, estimula-nos com a promessa da vida eterna.
“Quem come a minha carne, tem a vida eterna. Quem come este pão, viverá eternamente” (Jo 6,55.59)
E no caso contrário ameaça-nos com a exclusão do paraíso da glória:
“Se não comerdes a carne do Filho do Homem, não tereis a vida em vós” (Jo 6,54)
Tais convites, promessas e ameaças nascem do desejo de Cristo de unir-se a nós na Eucaristia; e este desejo procede do amor que Jesus nos tem, porque — segundo disse São Francisco de Sales, — a finalidade do amor não é outra do que unir-se ao objeto amado; ora, neste Sacramento Jesus mesmo se une a nossas almas (aquele que come minha carne e bebe meu sangue, fica em mim e eu nele (Jo 6,57). É este o motivo por que deseja tanto que o tomemos neste Sacramento.
“O amoroso ímpeto com que a abelha esvoaça sobre as flores para lhes extrair o mel — disse o Senhor a Santa Matilde — não pode ser comparado ao amor com que eu me uno às almas que me amam”
Compreendessem os fiéis o grande amor que a santa comunhão traz às almas!… Cristo é o senhor de toda riqueza, e o Pai Eterno depositou tudo em suas mãos (Jo 13,3). Quando Jesus toma posse da alma pela sagrada Eucaristia, traz consigo riquíssimo tesouro de graças. Vieram a mim todos os bens juntamente com ela (Sb 7,11), — disse Salomão, falando da eterna Sabedoria.
Segundo São Dionísio, o Santíssimo Sacramento possui virtude suprema para santificar as almas. E São Vicente Ferrer deixou escrito que mais aproveita aos fiéis uma comunhão do que jejuar a pão e água uma semana inteira. A comunhão, como ensina o Concílio de Trento, é o grande remédio que nos livra das culpas veniais e nos preserva das mortais. Por esse motivo, Santo Inácio Mártir chama a Eucaristia “medicina da imortalidade”. Inocêncio III disse que Jesus Cristo, por meio de sua Paixão e Morte, nos livrou das penas do pecado, mas que com a Eucaristia nos livra do pecado.
Este sacramento nos inflama no amor de Deus.
“Introduziu-me na adega do vinho; ordenou em mim o amor. Confortai-me com flores, fortalecei-me com frutas, porque desfaleço de amor” (Ct 2,4-5)
São Gregório Nisseno disse que esta adega é a santa comunhão, na qual a alma de tal modo se embriaga do amor divino, que esquece as coisas da terra e tudo o que é criado; desfalece, enfim, de amor vivíssimo.
Também o venerável Pe. Francisco de Olímpio, teatino, dizia que nada nos inflama tanto no amor de Deus como a sagrada Eucaristia. Deus é amor; é fogo consumidor (Jo 4,8; Dt 4,24). Foi esse fogo de amor que o Verbo Eterno veio acender na terra (Lc 12,49). E na verdade, que ardentíssimas chamas de amor divino acende Jesus Cristo na alma que o recebe sacramentado com vivo desejo! Santa Catarina de Sena viu um dia Jesus Sacramentado nas mãos de um sacerdote e a sagrada hóstia lhe parecia brilhantíssima fogueira de amor, ficando a Santa maravilhada como os corações dos homens não ardessem todos e se reduzissem a cinza por tamanho incêndio.
Santa Rosa de Lima assegurava que, ao comungar, parecia-lhe que recebia o sol. O rosto da Santa resplandecia de tanta luz, que deslumbrava aos que a viam, e da boca exalava tal calor, que a pessoa que lhe dava de beber depois da comunhão sentia a mão quente como se a tivesse junto a um forno. O Santo rei Venceslau, quando ia visitar o Santíssimo Sacramento, sentia-se inflamado de ardor tão intenso, mesmo exteriormente, que a um criado seu, que o acompanhava, ao caminhar certa noite pela neve atrás do rei, bastou pôr os pés nas pisadas do Santo para não sentir frio algum. São João Crisóstomo dizia, que, sendo o Santíssimo Sacramento fogo abrasador, deveríamos, ao retirar- nos do altar, sentir tais chamas de amor que o demônio não se atrevesse a tentar-nos.
Dizes, talvez, que não te atreves a comungar com frequência porque não sentes em ti esse fogo do amor divino. Mas essa escusa, como observa Gerson, seria a mesma que dizer que não te queres aproximar do fogo porque tens frio. Quanto maior for a tibieza que sentimos, tanto mais frequentemente devemos receber o Santo Sacramento, contanto que tenhamos desejo de amar a Deus.
“Se acaso te perguntarem os mundanos — escreve São Francisco de Sales em sua “Introdução à vida devota” — por que é que comungas tão a miúdo… dize-lhes que há duas classes de pessoas que devem comungar com frequência: os perfeitos, porque, estando bem dispostos, ficariam prejudicados em se não achegando ao manancial e fonte da perfeição; e os imperfeitos, para terem justo direito de aspirar a ela…”
E São Boaventura diz igualmente:
“Ainda que sejais tíbio, aproxima-te da Eucaristia, confiando na misericórdia de Deus. Quanto mais enfermos estivermos, tanto mais necessitamos do médico”
E, finalmente. Cristo mesmo disse a Santa Matilde:
“Quando houveres de comungar, deseja ter todo o amor que tenha tido o coração mais fervoroso, e eu aceitarei teu desejo como se tivesses realmente esse amor a que aspiras”
AFETOS E SÚPLICAS
Ó amantíssimo Senhor das almas! Já não podeis dar-nos maior prova do vosso amor. Que mais poderíeis inventar para que vos amássemos?…
Fazei, ó Bondade infinita, que doravante vos ame viva e eternamente! A quem é que o meu coração deve amar com afeto mais profundo do que a vós, meu Redentor, que, depois de terdes dado a vida por mim, vos dais neste Sacramento?… Ah! meu Senhor! recorde eu sempre vosso excelso amor e me esqueça a mim inteiramente, a fim de amar-vos sem intermissão e sem reserva!… Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, e só a vós desejo amar. Afastai do meu coração todo afeto que não seja para vós… Dou-vos graças por me terdes concedido tempo de amar-vos e de chorar as ofensas que vos fiz. Desejo, meu Jesus, que sejais o único objeto do meu amor. Socorrei-me, salvai-me e minha salvação seja amar-vos com toda a minha alma nesta e na vida futura…
Maria, minha Mãe, ajudai-me a amar a Cristo. Rogai por mim.
Preparação para a Morte – Santo Afonso


COMO DEVEMOS EXAMINAR E MODERAR OS DESEJOS DO CORAÇÃO

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Jesus: Filho, muitas coisas deves ainda aprender, que não sabes bem.
A alma: Que coisas são estas, Senhor?
Jesus: Que conformes completamente teu desejo a meu beneplácito e não sejas amante de ti mesmo, mas zeloso cumpridor de minha vontade. Muitas vezes se inflamam teus desejos, e com veemência te impelem; examina, porém, o que mais te move, se minha honra ou teu próprio interesse. Se for eu o motivo, ficarás bem contente, qualquer que seja o sucesso do empreendimento; mas, se lá se ocultar algum interesse próprio, eis que isto logo te embaraça e aflige.
Guarda-te, pois, de confiar demasiadamente em preconcebidos desejos que tens sem me consultar, para que não suceda que te arrependas e te desagrade o que primeiro te agradou e procuraste com zelo, por te haver parecido melhor. Porém nem todo desejo que pareça bom logo devemos seguir, nem tampouco a todo sentimento contrário logo havemos de fugir. Convém, às vezes, refrear mesmo os bons empenhos e desejos, para que as preocupações não te distraiam o espírito; para que não dês escândalo por falta de discrição; para que, enfim, não te perturbe a resistência dos outros e desfaleças.
Outras vezes, ao contrário, é preciso usar de violência e rebater varonilmente os apetites dos sentidos sem atender ao que a carne quer ou não quer, mas trabalhando por sujeitá-la ao espírito, ainda que se revolte. Cumpre castigá-la e curvá-la à sujeição, a tal ponto, que esteja disposta para tudo, sabendo contentar-se com pouco e deleitar-se com a simplicidade, sem resmungar por qualquer incômodo.
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

sábado, 12 de janeiro de 2019

Sacerdote hindu desafiou Jesus e acabou se convertendo.

Se milhões de deuses e deusas do hinduísmo não conseguiam responder às suas orações de maneira clara, o sacerdote Kosh Dahal duvidava que com Jesus podia ser diferente. Além disso, ele era membro da casta mais alta do Nepal, e não queria envolver-se com um sistema de crenças que acreditava ser “inferior”.


“Não havia nenhuma casta mais elevada que a minha”, explica. “Eu não queria me misturar com as pessoas das castas baixas.”

Quando um missionário cristão o abordou em sua clínica veterinária na capital Katmandu, o Dr. Kosh rejeitou a ideia de servir apenas ao deus Jesus. Ele era um sacerdote hindu, filho de um sacerdote hindu. Aquilo não fazia sentido para ele.

Pediu que o missionário parasse de falar. “Ele me incomodava. Eu não queria aceitar Jesus Cristo. Ele continuava voltando todos os dias e falando do evangelho. Eu pedia que ele não viesse”, lembra Dahal.

Depois de alguns dias, resolveu fazer um desafio. “Queria provar que o cristianismo é uma religião falsa e que Jesus não podia fazer nada”, testemunha.

Disse ao missionário que, ao fazer suas orações, iria falar com esse Jesus. Seriam 10 minutos de manhã e 10 minutos à noite. “Se Ele é o verdadeiro Deus, irá me tocar e me mudar dentro de 30 dias. Então eu o seguirei”, desafiou.

Mas se Jesus não respondesse de forma inegável, o Dr Kosh iria fazer uma queixa junto às autoridades e mandaria prender aquele evangelista irritante. O missionário aceitou o desafio, mesmo sabendo que poderia ter sérios problemas, pois a lei do Nepal proíbe o proselitismo.

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Nota Espacojames: Proselitismo é atividade ou esforço de fazer prosélitos; catequese, apostolado.
"trabalho de p. dos partidos políticos"
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Durante dias ele conta que fazia suas orações e não havia resposta. Mesmo falando com toda a sinceridade, só lhe restava o silêncio. No início da terceira semana, advertiu Jesus que seu tempo estava se esgotando.

Até que o dia decisivo chegou. Após o final da terceira semana, o poder do Deus único e verdadeiro o visitou.

“Era como se uma corrente elétrica entrasse em mim e começasse a correr muito rápido”, lembra Dahal. “Fiquei chocado. Eu abria e fechava meus olhos, e fiquei com muito medo. Eu comecei a perguntar ‘Quem é ele? O que está acontecendo comigo? O que está dentro de mim? ‘ ”

Após mais de 30 anos servindo os deuses hindus, nunca tivera uma experiência como aquela. Depois daquele dia ele entendeu que Jesus Cristo é real. Conforme havia prometido, abandonou os falsos deuses.


Falsos Deuses Hindus

Sua esposa, Shobah, viu uma mudança dramática em seu marido e decidiu seguir a Jesus também. Ela foi milagrosamente curada de um mioma uterino. Logo, o casal e seus três filhos, abandonaram o sacerdócio hindu e começaram a evangelizar.


Eles plantaram uma igreja em Kathmandu. Depois de alguns anos, deixaram seus empregos e propriedades e foram para as Filipinas estudar em um seminário. Neste período, plantaram mais cinco igrejas. Desde 2013, estão plantando outra igreja entre os nepaleses que vivem na Malásia.


Fonte: http://blog.godreports.com/2016/02/nepal-hindu-priest-doubted-jesus-until-he-showed-up-in-a-powerful-way/