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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Padre Pio na luta pela modéstia

 



Padre Pio levava muito a sério as virtudes da pureza, colocava, já no seu tempo, à dura prova aquelas que primavam por se apresentar usando vestidos decotados e saias curtas. Ele era, de fato, bem consciente dos efeitos nocivos da moda indecente, que induz muitas almas a cair em pecado grave.

São Pio exercitou ao longo de toda sua vida as virtudes da pureza em grau heroico e, sabendo o valor elevado para a realização do Reino dos Céus, exigia que os outros a conservassem zelosamente também, e se preservassem intactos de qualquer mácula do pecado.

Sobre a mulher, Padre Pio tinha um conceito muito elevado, o que o levou a denunciar qualquer coisa que denegrisse e aviltasse a dignidade das mulheres e as reduzisse a um mero objeto de prazer, especialmente a moda. Mesmo antes dos anos sessenta, quando não imperava ainda a moda da minissaia, prevendo as tendências futuras na moda que as mulheres iriam usar, Padre Pio estava preocupado em incutir o amor à modéstia e à decência no vestir. Exigia, portanto, de modo intransigente, que as mulheres estivessem vestidas decentemente, como convém a um povo temente a Deus, tomando como referência de conduta a Nossa Senhora, um excelente modelo de imaculada pureza. O Santo sofreu bastante com as modas escandalosas, que chamou de “um mal terrível” para as almas, porque conduz os homens ao pecado, aos maus pensamentos e desejos turbulentos. Ele não podia suportar que as mulheres mercantilizassem seus corpos vestindo-se de forma provocante para atrair a atenção do sexo masculino.

Padre Pio levava tão a sério o problema da pureza nas regras de conduta cristã no que diz respeito ao vestuário que estas também se tornaram alvo de cartas para seus filhos espirituais.

Entre seus muitos escritos, lemos:

As mulheres que procuram as vaidades do vestuário nunca poderão vestir a vida de Jesus Cristo, pois logo que esse ídolo entra em seus corações perdem cada um dos ornamentos da alma. Seu vestuário, assim como São Paulo quer, deve ser decentemente e modestamente adornado, sem nenhum tipo de roupa que tenha um toque de luxo e ostentação do fausto.”

Nisto, o santo de Gargano, retomava maravilhosamente a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, que tinha anunciado para a bem-aventurada Jacinta, a mais jovem dos três pastorinhos, a vinda de modas que ofenderiam Nosso Senhor.

Todas as filhas espirituais de Padre Pio seguiam o seu conselho sincero para alongar a barra da saia até depois dos joelhos para contrabalançar o mal que faziam as outras mulheres que usavam saias e vestidos indecentes. No confessionário, Padre Pio muitas vezes bateu a porta na cara dos penitentes que apareciam usando vestuário impróprio para a sacralidade do lugar…

Repreendeu com dureza mesmo aquelas mulheres que para aparecem à sua frente, abriam o fecho da saia para puxá-la para baixo e fazê-la parecer mais longa. Muitas vezes ouviam-se frases como: “Palhaça”, “vista-se como uma cristã!”, “desgraçada, vá se vestir!”, “serre seus braços”, “porque você sofre menos do que aqueles que sofrem no Purgatório”, “a carne descoberta vai queimar!”.

Um dia, uma senhora, para se confessar com ele, ocasionalmente alongou a saia, mas notei que o Santo mandou-a embora. Na parte da tarde a mesma senhora foi apresentada ao Padre, como uma grande benfeitora, e ele disse: “Desculpe, esta manhã, eu dei-lhe o fora, mas agora, Senhora, eu farei novamente o mesmo”. Mas a senhora, que tinha aprendido a lição, agradeceu-lhe gentilmente a repreensão.

Nem mesmo os homens saíam ilesos da cruzada de Padre Pio pela decência no vestir. Para um homem que tinha entrado para se confessar com ele usando uma camiseta sem mangas, chamou com uma firmeza que não admitia réplicas: “Vá-se, ou você alonga as mangas ou corta os braços!”.

Eu quero que todos vocês, meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e irá salvá-los! As mulheres que procuram as vaidades do vestuário nunca poderão vestir a vida de Jesus Cristo, perdem cada um dos ornamentos da alma, logo que esse ídolo entra em seus corações. Cuidado com qualquer vaidade em suas roupas, porque o Senhor permite a queda dessas almas por causa dessa vaidade.”


Christi Fidei – Padre Pio e a Confissão. Dorothy Gaudiose, Prophet of the People, pp. 191-2.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A MODÉSTIA PARA A MULHER CATÓLICA


É verdadeiramente duvidoso que qualquer cristão católico ou não católico possa questionar a necessidade de modéstia. A modéstia é uma virtude, e mais do que isso, é um instinto. Uma vez que somos criaturas decaídas, sujeitas ao pecado original, nós também nos encontramos sujeitos, em maior grau, a tentações pecaminosas da carne. Isso nos dá uma vontade de cobrir a nós mesmos, de acordo com a lei natural que Deus inscreveu no coração de cada homem. No entanto, devido aos efeitos insidiosos da secularização da nossa sociedade, o que antes, não há muito tempo, era aparentemente senso comum, é agora uma questão altamente carregada e emocional.
Para o bem ou para o mal, é um fato da vida que o sexo masculino não é muito controverso, no que diz respeito a modéstia. Temos um pouco mais de margem de manobra, embora ainda estejamos obrigados a sempre vestir-nos com decoro e decência. Nossos corpos são templos do Espírito Santo, e devem ser tratados como tal. Pode-se facilmente ter isso como “boa conduta” e escrever livros inteiros sobre o porte adequado, boas maneiras e civilidade em geral.
Infelizmente, entre os católicos, a modéstia do homem não é muito controversa, mas a modéstia exigida das mulheres, é. Isto deriva de uma diferença inerente entre os sexos, de tal forma que, enquanto a maioria das mulheres, naturalmente, não se concentre somente sobre a aparência à primeira vista, e normalmente não são tentadas a luxúria pela estimulação visual, os homens, infelizmente, são. Exceções existem, claro, e no nosso tempo, com as influências da moderna “cultura” desordenada do unisexual-masculino, e os vícios predominantes nela, muitas meninas, infelizmente, são tentadas facilmente pela carne. Alguns homens não são, é claro, e se não forem, então isso é uma coisa maravilhosa. No entanto, exceções fazem regras pobres, e temos de lidar com o que é a consistente e objetiva verdade.
Os homens, pela sua própria natureza, são tentados a olhar para as mulheres e a cobiçá-las. Por conseguinte, como nós realmente somos guardiões de nossos irmãos, as mulheres devem considerar isto em seu vestuário. Um padrão “homem razoável” pode ser seguido. Este padrão “homem razoável” é certamente mais elevado (em ambos os sentidos da palavra) do que se poderia imaginar a princípio, dada as modas vergonhosas do nosso tempo. A Santa Igreja, na sua infinita sabedoria, nos deu algumas orientações, felizmente, e estas são consistentes com as normas constantes dos trajes modestos que têm sido praticadas por cristãos devotos, essencialmente nos últimos 2.000 anos. Existem, certamente, “regulamentos”, muitas vezes citados como “Vestidos devem ter mangas, deve estender-se abaixo do joelho ou pelo menos até o joelho, não devem ter decotes pronunciados, nem devem ser excessivamente apertados, nem com fendas excessivas, etc.” Isso, no entanto, foi jogado no chão, e espera-se que qualquer garota com um Sensus Catholicus (sentido da fé católica) adequadamente formado irá, naturalmente, ser capaz de sentir se uma peça de vestuário é indecente ou apropriada para uma dada situação. Não obstante, o seguinte princípio básico é de extrema importância: a roupa feminina tem de ser feminina, e as roupas masculinas devem ser masculinas. Ficam estabelecidas diferenças entre os sexos, tanto na “construção física,” socialmente, e entre as mentes. Como este é o caso, é lógico que as mulheres, naturalmente, vestem-se de maneira diferente dos homens.
Isso nos amarra no tópico extremamente volátil de “calças X saias.” Calças são, na civilização ocidental e na cultura (que foi formada ao longo dos últimos 2.000 anos diretamente pelo cristianismo Católico e, portanto, objetivamente a melhor cultura do mundo, pois o Cristianismo é objetivamente a Religião Verdadeira) predominantemente roupa de homens. Isso é fundamental, na medida em que em uma família tradicional, a mulher trabalha em casa para cuidar dos filhos, enquanto o homem é o único que está fora “sustentando a família”, ou “trabalhando nas minas de sal”, ou como se queira colocar isso. É esperado que os homens realizem a maioria dos trabalhos pesados, e eles geralmente exigem uma maior flexibilidade na perna. É difícil ficar em cima do feixe de um telhado para aplicar telhas (ou montar um cavalo, ou qualquer dessas coisas) quando se está sobrecarregado com um vestido longo. Além disso, Peeping Tom* chamava-se Thomas e não Sally ou Eliza. Isto pode parecer um pouco bizarro, mas ilustra um maior ponto que foi mencionado anteriormente. Os homens, em geral, não precisam se preocupar com escandalizar o sexo frágil com seus trajes, que podem se agarrar às pernas e enfatizar as formas. (Embora, é claro, ter as formas muito enfatizadas é tão errado no homem como na mulher, de acordo com os princípios básicos da modéstia.) As mulheres são, no entanto, mais vulneráveis ​​a tais olhares, e é indiscutível que uma saia “bem longa”, caindo solta, sem uma fenda comprometedora, é muito mais modesta do que mesmo a mais modesta das calças conservadoras, não importa o horrível jeans agarrado, que enfatiza todas as áreas que não deveria e que poderia facilmente incitar a terríveis pensamentos na mente de um homem.
Feminilidade é outro grande fator. Já foi estabelecido que existem diferenças marcantes entre homens e mulheres, que correspondem a diferentes papéis na família e na sociedade. Sendo este o caso, o vestido como um traje feminino na cultura ocidental é bastante apropriado para uma dama. É claro que é mais modesto, não se agarra e expõe a região da virilha que não deve ser enfatizada, e, como qualquer mulher que tenha se acostumado a usar saias e, então, tenta vestir um par de calças irá dizer-lhe, sente-se muito mais livre, graciosa e incentiva um tipo completamente diferente de movimento do que um par de calças. Hoje em dia, desde o advento do chamado movimento “feminista”, o sentido do feminino verdadeiro no mundo está sendo rapidamente perdido. Mulheres estão agindo, vestindo e até mesmo falando como os homens. Homens ainda estão falando e se vestindo como homens, mas no meio do ataque das feministas, estão começando a agir como mulheres, alternando os papéis naturais e contribuindo para a desordem. Assim, mesmo se as calças usadas por mulheres fossem objetivamente OK, e saias/vestidos fossem meramente “acessórios agradáveis,” certamente poderia se argumentar que as mulheres têm a obrigação de usá-los mesmo assim. Papéis tradicionais de gênero deve ser preservados, e as mulheres devem ter orgulho de resistir aos apelos da cultura secular, vestindo suas saias como se fossem bandeiras de guerra por Cristo-Rei.
Por Frère Ignatius
Traduzido por Andrea Patricia
Fonte: DOMINUS EST
Notas da tradutora:
*Peeping Tom: é o apelido que se dá ao homem que espreita mulheres para ver sua intimidade. Surgiu da lenda de Lady Godiva, quando um homem chamado Tom a espreitou e ficou cego.

https://capelasantoagostinho.com/2018/09/24/a-modestia-para-a-mulher-catolica/

sábado, 4 de novembro de 2017

MODÉSTIA MASCULINA


Dentre os trabalhos desse apostolado temos o objetivo de oferecer material sobre as virtudes e dentre elas, a virtude da modéstia.

No entanto, nós estamos nos reduzindo a modéstia feminina - que é realmente importante, pois regula e modela o comportamento masculino - mas devemos também oferecer alguma fonte de material para os homens, dito por um homem. 

Por isso, estamos abrindo espaço aqui para divulgar as formações abaixo, que possuem o conteúdo norteador básico para os homens.

1- Comportamento, Vestimenta e Masculinidade


2- Modéstia Masculina e Imoralidade (Parte 1)



3- Modéstia Masculina e Imoralidade (Parte 2)



Espero que possa ter lhe auxiliado! Não deixe de se inscrever no canal do Pe. Leonardo e assistir aos outros vídeos.

http://www.salusincaritate.com/2017/11/modestia-masculina.html