sábado, 30 de junho de 2018

O seu dom espiritual pode ser a oração

RODZAJE MODLITWY

Já parou para pensar na importância desta missão?

Eu sempre achei que eu não tinha nenhum dom espiritual. Sempre me perguntei qual seria o dom que Deus me deu. Não tenho aquela voz linda para cantar (apesar de sempre querer muito cantar), nem muito menos tenho dom da pregação.
Acho incrível aquelas pessoas que têm a capacidade de lembrar qualquer coisa na Bíblia; e elas lembram o livro, capítulo e até o versículo. Apesar de tocar piano, eu nunca senti que isso era um dom, mas sim muito esforço da minha parte. E essa história de saber qual o dom que eu recebi sempre me incomodou muito e muitas vezes pensei que eu não tinha dom nenhum.
Eu sempre ouvi falar que a oração era um dom espiritual. Mas pra ser bem sincera eu nunca me convenci que esse era um dom. Eu sempre pensei que todos nós sabemos orar e deveríamos orar pelo nosso próximo. Não via muito “uau” nisso. Até que Deus, na sua maravilhosa sabedoria, me mostrou que eu estava completamente errada e que o meu dom espiritual era sim a oração.
Eu sempre gostei de orar e sempre orei muito pelas pessoas. Gosto de orar desde manhã bem cedo até a hora que vou me deitar. Oro enquanto estou indo para o trabalho, quando estou em casa, quando estou passando roupa, cozinhando. Gosto de conversar com Deus o tempo todo. Mas nunca achei que isso era um dom e muito menos que esse era “o meu dom”. Até que coisas maravilhosas começaram a acontecer.
Comecei a orar mais especificamente por meus amigos e familiares e muita coisa começou a mudar. A cada oração atendida e a cada bênção derramada na vida de alguém me dava mais força de vontade para continuar orando. Aí comecei a orar por aquelas pessoas que eu não conheço. Sempre que estou na rua por exemplo e alguém passa por mim, o Espírito Santo toca o meu coração e me pede para orar por aquela pessoa. E é isso que eu faço, eu oro.
Aprendi que a oração é um dom lindo vindo de Deus e que essa ferramenta fortíssima pode mudar vidas, trazer bênçãos e transformar histórias. E o mais legal disso tudo é que não tem hora e nem lugar para colocar esse dom em prática. Podemos elevar o nosso pensamento a Deus e interceder por alguém a qualquer hora e em qualquer lugar.
Hoje me sinto uma pessoa extremamente privilegiada e presenteada por Deus. Receber o dom da oração é algo incrível e super recompensador em saber que posso ajudar milhões de pessoas. E o mais maravilhoso disso tudo é que eu não só ajudo as pessoas com as minhas orações mas também sou ajudada durante o processo de orar. Cristo trabalha em meu coração a cada oração que faço. Me sinto mais conectado e ligada ao Pai a cada pedido feito.
Então, se você é como eu, alguém que achou que não tinha recebido nenhum dom espiritual, ore e peça para Deus abrir os seus olhos. Talvez você tenha recebido o mesmo dom que eu e poderá interceder por milhares de vidas. E se você descobrir que a oração também é o seu dom, não perca nem mais um minuto e comece a colocar o seu dom em prática. Deus está ansioso aguardando um pedido seu. Ele quer salvar vidas, unir famílias, curar doenças, abençoar pessoas. Ele só precisa que peçamos. Isaías 65, 24 diz “Antes mesmo de rogarem Eu os atenderei; ainda estarão falando, e Eu já os terei ouvido!”. Você consegue perceber isso? Isso é graça! Deus nos ama tanto que Ele está disposto a ouvir as nossas orações mesmo ainda sendo pecadores. Ele quer que intercedamos por todos aqueles ao nosso redor.
Se você recebeu de Deus esse presente lindo e esse dom maravilhoso da oração, você é uma pessoa privilegiada e Deus está colocando grande responsabilidade em suas mãos. Através de Deus você pode ajudar muitas pessoas e mudar a vida de muita gente. Deus confiou a você esse dom pois Ele sabia que você,pelo sangue de Jesus, abençoaria muitas vidas com suas orações. Se o seu dom espiritual é o dom da oração, ajoelhe agora mesmo e agradeça ao Pai por ter recebido um dom tão lindo e especial. E ore muito, ore incessantemente pois você pode trazer muitas vidas para Jesus pelo simples fato de ter orado por alguém.
O Espírito Santo escolheu alguns para ser apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja (Efésios 4, 11). Mas você foi escolhido para orar. Use esse dom de acordo com a graça de Deus. Você, assim como eu, foi escolhido para interceder pelas pessoas através da oração. Essa é a nossa missão. Essa é a vontade de Deus para nossas vidas. Interceda, clame, rogue. Você verá milagres acontecendo em sua vida e na vida de muitas pessoas. Seja o(a) responsável por esses milagres, seja o(a) responsável por distribuir bênçãos através do sangue derramado na cruz por todos nós. Deus é quem faz o milagre, mas você pode ser o responsável por pedir pelo milagre. Deixe o poder do Espírito Santo agir em sua vida e escolha hoje abençoar vidas. Ore, ore muito, pois este é o seu dom!

As pérolas da fé

Procurar as pérolas escondidas

Para sermos descobridores de “novos Mediterrâneos”, temos que pedir a Deus o espírito daquele mercador que procurava boas pérolas, e que não parou até achar uma pérola tão valiosa que, para comprá-la, não hesitou em vender tudo o que tinha (Mt 13, 45-45). Tomara que Deus nos ajude a encontrar muitas dessas pérolas dentro do mar da fé, da doutrina, da liturgia, das devoções, da vida cristã.
Às vezes me passa pela cabeça que estamos vivendo uns tempos em que as pérolas de que temos mais urgente necessidade são aquelas a que os filósofos chamavam, desde tempos antigos, os «transcendentais do ser».
Sabe quais são? Unum, Verum, Bonum, Pulchrum, quer dizer, a Unidade, a Verdade, a Bondade e a Beleza.
Esses transcendentais formam em Deus uma unidade simples, que funde as quatro pérolas no próprio ser de Deus. Nós temos que começar dando-nos conta de que os quatro transcendentais correspondem às necessidades mais profundas do nosso ser, aànostalgias íntimas que a maioria ignora, mas cuja ausência é a causa profunda do nosso sofrer.
─ Que sede de “unidade” temos nós neste mundo dilacerado, esmigalhado, como um caleidoscópio onde não parece haver nada fixo. Muitos, como diria Mário de Andrade, são trezentos e não uma só pessoa; ou seja, não são uma personalidade única, coerente, harmônica, mas pretendem soldar o insoldável: a verdade com a mentira ou com trezentas mentiras; o egoísmo doentio com compensações fugazes de amor inconsistente; a solidariedade e bem-estar da humanidade com as injustiças pessoais e a indiferença em relação aos mais próximos na família e no trabalho; o amor à Natureza com a abolição da natureza humana…
─ Que nostalgia profunda da Verdade! De uma verdade que não mude de cor nem de direção a cada cinco minutos, conforme o arbítrio de cada um. De uma Verdade com maiúscula que, como a estrela dos Magos, às vezes pode se ocultar e tornar difícil, mas que nunca vira no seu contrário, nem se desmente, nem reduz o seu conteúdo, antes permanece fiel a si mesma e brilha como um astro inapagável, capaz de orientar a vida com a segurança de Deus.
Na Missa do início do Conclave que o elegeria Papa, o Card. Ratzinger fazia eco à exortação de São Paulo aos cristãos de Éfeso, quando lhes pedia que não andassem  batidos pelas ondas e levados ao sabor de qualquer vento de doutrina… (Ef 4, 14). «Uma descrição muito atual! ─ dizia Ratzinger ─. Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantos modos de pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi não raro agitada por estas ondas – lançada de um extremo ao outro…
»O relativismo, isto é, o deixar-se levar ao sabor de qualquer vento de doutrina, aparece como a única atitude à altura dos tempos atuais. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio “eu” e os seus apetites… Nós, pelo contrário, temos um outro critério: o Filho de Deus…, que nos dá o critério para discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre engano e verdade»[1].
─ Que nostalgia também, meu Deus, da Bondade, que assinala sem erro a diferença entre o bem e o mal. «Nenhum homem ─ escrevia são João Paulo II ─ pode esquivar-se às perguntas fundamentais: Que devo fazer? Como discernir o bem do mal? A resposta somente é possível graças ao esplendor da verdade que brilha no íntimo do espírito humano, como atesta o salmista: Muitos dizem: “Quem nos fará ver o bem?” Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face (Sl 4, 7).
»A luz da face de Deus resplandece em toda a sua beleza no rosto de Jesus Cristo, imagem do Deus invisível (Col 1, 15), resplendor da sua glória (Heb 1, 3), cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14): Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14, 6). Por isso, a resposta decisiva a cada interrogação do homem, e particularmente às suas questões religiosas e morais, é dada por Jesus Cristo, mais ainda, é o próprio Jesus Cristo»[2].
─ Por fim, temos uma imensa sede da autêntica Beleza, sinal de Deus, suprema Beleza. O Papa Bento XVI insistiu muitas vezes em que a via pulchritudinis, ou seja a via da beleza, é um dos mais excelentes caminhos que temos para chegar a Deus. A nossa alma tem sede do Deus vivo, anseios de contemplar o rosto de Deus (cf. Sl 41[42], 3), de ver Cristo, o mais belo dentre os filhos dos homens (Sl 44[45], 3).
Um dos sinais mais evidentes da negação do «rosto de Deus» numa cultura é a exaltação cada vez maior do feio, do sujo, do repulsivo, do caricato, do disparatado: na música, na pintura, na literatura, no teatro, no cinema… Deus não está lá onde impera a estética do banheiro público. Quando Deus, a Beleza por essência da qual participam todas coisas belas, é expulso da escola, das leis, da mídia e de seus múltiplos braços ─ como os da deusa hindu Durga ─ , perde-se um dos caminhos mais límpidos que existem para encontrar Jesus.
A exclusão dos transcendentais talvez seja o sinal mais evidente da exclusão de Deus. Mas, precisamente por isso, constitui a maior carência, a maior fome de que o mundo padece, ainda que a imensa maioria não a sinta de modo explícito. Muitos corações cansados, traídos, decepcionados, estão gritando com grandes vozes silenciosas o que pedia um grupo de pagãos no dia da entrada de Cristo em Jerusalém: Queremos ver Jesus! (Jo 12, 21).
Do livro de F. Faus Procurar, encontrar e amar a Cristo, Cultor de Livros 2018
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[1] Homilia da Missa Pro eligendo Summo Pontifice, 18/04/2005
[2] Encíclica Veritatis splendor, n. 2

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Reze em todos os lugares e até quando o tempo for curto


Um simples movimento do coração voltando-se para Deus já basta

As diferentes situações de oração podem nos conduzir ao silêncio interior e nos ajudar a respirar o mesmo alento do Espírito Santo. Pelas diferentes atitudes interiores que ela desperta, a oração revela o que está oculto e permite que entremos em comunhão com Deus, que está presente em nós, nos outros e em toda a criação.
Deus nos criou segundo seu olhar de amor, e nos convida a reconhecer seu rastro em nossa história e em sua criação. Ao rezar, nos colocamos sob este olhar criador. Podemos rezar em qualquer lugar, inclusive quando não temos tempo. Um simples movimento do coração voltando-se para Deus já basta. São apenas alguns segundos convertidos em oração.
É uma atividade elevada e simples, que não requer apenas um minuto e que podemos fazer a qualquer momento. Jesus rezava assim, constantemente e por todas as coisas, enquanto caminhava ou descansava.
Nossa história está inscrita em nosso corpo como as notas musicais em uma partitura. Deus quer fazer uma sinfonia, colocando-nos, homens e mulheres, à frente de sua criação, para proteger o fruto de seu amor.
Em sua encíclica sobre a ecologia, o papa Francisco fala com eloquência: “Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, de seu desmensurado carinho por nós. A terra, a água, as montanhas, tudo é carícia de Deus” (Laudato si´, n. 84). O papa cita São João da Cruz na mesma encíclica:
“São João da Cruz ensinava que tudo o que há de bom nas coisas e experiências do mundo «encontra-se eminentemente em Deus de maneira infinita ou, melhor, Ele é cada uma destas grandezas que se pregam». E isto, não porque as coisas limitadas do mundo sejam realmente divinas, mas porque o místico experimenta a ligação íntima que há entre Deus e todos os seres vivos e, deste modo, «sente que Deus é para ele todas as coisas». Quando admira a grandeza duma montanha, não pode separar isto de Deus, e percebe que tal admiração interior que ele vive, deve finalizar no Senhor” (Laudato si’, n. 234).
A criação, de modo diferente em suas obras, evoca a imagem do Criador, embora seja apenas um pálido reflexo de sua beleza. Escutamos sua voz no canto dos pássaros, no murmúrio do vento, no mexer das árvores, no rugido da água.
Cântico das criaturas, de Francisco de Assis, chamado também de Cântico do irmão Sol, é uma ilustre resposta a esta presença do senhor na beleza da criação:
“Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e que,
com a sua luz, nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
com grande esplendor;
de Ti, Altíssimo, é a imagem.”

https://pt.aleteia.org/2017/07/19/reze-em-todos-os-lugares-e-ate-quando-o-tempo-for-curto/

O que é um “horarium” (e por que todos deveriam ter um)

HOUR GLASS,ICON

O "horarium" deveria ser parte essencial da vida de oração de todo o mundo

A regularidade na oração é uma das dificuldades mais árduas que nos surgem no caminho do crescimento espiritual. Há dias em que nos sentimos repletos de grande fervor e rezamos durante uma hora inteira sem distrações, mas, ao nos levantarmos no dia seguinte, esse fogo já se apagou e o nosso horário conturbado acaba dificultando que nos recolhamos com calma em qualquer momento da jornada.
Assim, a nossa vida de oração se torna esporádica, no melhor dos casos, e nem sabemos quando vamos nos aquietar para rezar de novo.
Para solucionar esse problema comum e proporcionar mais consistência à vida de oração, as comunidades religiosas criaram já nos início da cristandade o horarium. Esta palavra latina, que significa “horário” em geral, adquire neste contexto o sentido específico de horário para a oração. É uma tradição com profundas raízes bíblicas.

No Antigo Testamento

O rei Davi, a quem se creditam os Salmos, proclamou: “De tarde, de manhã, ao meio-dia, gemo e me lamento, mas Ele escutará o meu clamor” (Salmo 55, 18).
O profeta Daniel também parecia ter um horário específico de oração: três vezes por dia ele se punha de joelhos, invocando e louvando a Deus (cf. Daniel 6, 11).
O próprio povo judeu começou a tradição de rezar três vezes ao dia, de manhã, à tarde e à noite.

No início do cristianismo

Os cristãos também reconheceram desde os primórdios a necessidade de deixar de lado as demais atividades para se dedicarem à oração em vários momentos específicos do dia, de modo a garantirem que a oração estivesse integrada ao seu horário cotidiano.
Os apóstolos de Jesus haviam continuado, inicialmente, a observar as tradições judaicas, mantendo as orações nas horas designadas. Com o tempo, no entanto, deixou de parecer suficiente rezar três vezes ao dia, já que bem se podia, como exortara São Paulo aos tessalonicenses, “orar sem cessar”.
Além de transformar todos os seus atos em oferecimento a Deus, eles sabiam que é importante dedicar momentos “exclusivos” a ficar com o Pai à vontade, sem outras distrações e preocupações.
Os sinos das igrejas, por exemplo, recordavam esse compromisso e convidavam todo o povo a uma pausa para o recolhimento.
Inspirando-se em passagens como a que diz “Sete vezes ao dia eu te louvo pelos teus retos juízos” (cf. Salmo 119, 164), São Bento criou um horário rigoroso de oração para os seus monges, que interrompiam todas as demais atividades ao longo do dia para rezar nas horas indicadas.

Em nosso dia-a-dia

Em tempos como os nossos, quando os horários estão mais apertados do que nunca, manter um horarium é muito importante para nos enraizarmos cada dia mais na vida espiritual e respeitarmos a prioridade merecida pela oração.
Os momentos e a duração dependem de cada um, mas o importante é integrar a oração ao horário do dia-a-dia. Se for para citar um exemplo, 10 minutos por dia poderiam ser um bom ponto de partida para quem ainda não está acostumado a parar para se recolher e conversar com Deus. Esse tempo irá aumentando conforme se cresce na relação com Ele. São Francisco de Sales, a propósito, chegou a declarar:
“Cada um de nós precisa de meia hora de oração por dia, a não ser que esteja ocupado. Nesse caso, precisamos de uma hora”.
É verdade que todas as nossas atividades podem (e devem) ser oferecidas a Deus como oração viva, mas também é verdade que é vital dedicar momentos específicos do dia para conversar de coração a coração com Ele, sem qualquer outra distração. Assim fomentamos uma relação mais profunda e nos abrimos melhor às graças que nosso Pai deseja oferecer à nossa liberdade.
E então, já está pensando em definir o seu horarium?

https://pt.aleteia.org/2018/06/26/o-que-e-um-horarium-e-por-que-todos-deveriam-ter-um/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

3 poderosos sacramentais para manter na bolsa, na pasta ou até no bolso

BRIEFCASE

Esses lembretes e canais da graça de Deus podem acompanhar você aonde quer que você vá, em meio às tantas atividades do cotidiano!

Os sacramentais estão entre as práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos.
Eles fazem parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, mas são vistos por muita gente, de forma errônea, como uma espécie de “superstição”. De fato, ao longo dos séculos, muitos católicos têm usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são.
Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para prejudicá-la. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.
Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar: se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem nos distanciar de perigos espirituais e nos inspirar a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.
Mas não é só em casa que podemos usá-los: também é recomendável conservar sacramentais junto a nós em nosso carro, no local de trabalho e até dentro da bolsa, da pasta, da mochila ou mesmo do bolso!
É o caso dos seguintes:

Água benta

shutterstock
É suficiente uma pequena garrafinha, que seja fácil e prática para transportar no dia-a-dia: peça que o seu pároco abençoe a água para você.
A água benta tem o duplo significado de nos lembrar do nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do batismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferecer a salvação.
Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava antes de fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, porém dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e retornarem à casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a se manterem sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.

O Crucifixo

Oleg Golovnev/Shutterstock
É um dos sacramentais mais simples para se levar consigo. Um pequeno crucifixo sempre presente no seu cotidiano pode ser um poderoso lembrete do grande amor que Deus tem por você, além de ser um sinal visível de fé para os seus colegas e amigos que tiverem a oportunidade de ver que você o conserva com devoção, naturalidade e simplicidade (sem pretender se exibir, é claro).
Um crucifixo perto de nós nos diversos ambientes mundanos do dia-a-dia pode ser um meio da graça para sacudir a nossa consciência quando nos sentimos tentados, seja por futilidades aparentemente banais, seja por atos abertamente prejudiciais à nossa saúde psicológica e espiritual. O olhar do Cristo crucificado voltado ao nosso olhar nos chama de volta à verdade!
De preferência, peça a um sacerdote para abençoar o crucifixo para você!

O Rosário

HOLY SOULS IN PURGATORY ROSARY
Rosary of the Month | YouTube
Oferecida por Maria Santíssima durante uma aparição em 1214 a São Domingos de Gusmão, a oração do rosário é uma contemplação dos mistérios da vida de Jesus, em união com Nossa Senhora, enquanto recitamos, em séries, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória com o auxílio de uma corrente de contas ou nós, que também recebe o nome de “rosário”.
O termo vem de “rosa” e representa a oferta de rosas espirituais a Nossa Senhora. Já o nome “terço” se refere à oração de apenas uma das três partes do tradicional rosário completo, formado por três conjuntos de mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. São João Paulo II acrescentou ainda os Luminosos, mas o termo “terço” continuou a ser usado mesmo assim.

https://pt.aleteia.org/2018/06/26/3-poderosos-sacramentais-para-manter-na-bolsa-na-pasta-ou-ate-no-bolso/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

"Orações para se dizer diante do Santíssimo Sacramento


"Orações para se dizer diante do Santíssimo Sacramento

Amorosíssimo Jesus e Senhor meu, eis-me aqui prostrado diante de vossa divina presença; com todas as minhas potências vos adoro e desejo unir minha adoração com todas aquelas com que haveis sido, sois e sereis adorado por toda a eternidade. Adoro-vos, e reverencio-vos, meu divino Salvador, nesse augustíssimo sacramento de nossos altares, e vos rogo que vos digneis visitar espiritualmente esta minha pobre alma, dando-vos ao mesmo tempo graças por esta vossa infinita bondade.

Oração ao Santíssimo Sacramento e ao Sagrado Coração de Jesus
Eis a que ponto chegou a vossa excessiva caridade, ó amantíssimo Jesus meu. Vós me preparastes um Banquete divino da vossa Carne e do vosso preciosíssimo Sangue, para vos entregardes todo a mim. Quem pôde impelir-me a tais transportes de amor? Foi unicamente o vosso amorosíssimo Coração. Ó Coração adorável de meu Jesus, fornalha ardentíssima do divino amor, recebei na vossa sacratíssima Chaga a minha alma para que eu aprenda a pagar com amor Àquele Deus que me deu tão admiráveis provas do seu amor. Amém.
Aspirações
Ó meu amorosíssimo Jesus, creio firmemente que estais nesse augusto sacramento, e por concomitância imediata vosso eterno Pai e o divino Espírito Santo. Ó imensa Divindade de meu Deus e Senhor! Eu vos adoro, saúdo, e reverencio com profundíssima submissão e respeito. Anjos do Céu, adorai, e honrai a meu Deus e Senhor que está neste trono do Altar, como em o sólio de sua glória, respirando amor e majestade. Potências de minha alma, humilhai-vos em sua adorável presença e ofertai-lhe venerações e homenagens. Ó amabilíssimo esposo de minha alma! Fazei que esta visita me fortaleça em vossa santa fé e amor, para corresponder quanto me é possível a vossos singulares benefícios; e para que nada mais deseje que amar-vos, dai-me um raio de vosso divino amor, para que abrase meu coração em vosso afeto e amor.
Oração
Amabilíssimo Jesus, digna vítima do eterno Pai, origem de todos os bens: eu vos adoro com todo meu coração nesse santíssimo sacramento, com vivo desejo de reparar todas as irreverências, profanações e sacrilégios que se hão cometido contra vós nesse venerável e altíssimo mistério. Adoro-vos em nome de todos os que nunca vos hão conhecido nem adorado; e quisera, Deus meu, dar-vos tanta honra e gloria, como vos dariam todos esses desgraçados, se vos conheceram, e vos tributaram seus respeitos. Quisera, meu divino Salvador, resumir em minha fé e amor toda a honra, amor e glória que eles houveram podido oferecer-vos em toda a extensão dos séculos. Desejo também dar-vos outras tantas bênçãos, como injúrias vomitam os condenados contra vossa suma bondade. E para que esta adoração vos seja mais agradável, quero uni-la às de vossa Esposa, a Universal Igreja. Minha intenção, Senhor, é dizer-vos tudo quanto inspirais à vossa Mãe santíssima, para dar-vos honra e glória; tudo o que vós mesmo dizeis a vosso eterno Pai, nesse glorioso e augusto Sacramento, em que o louvais, bendizeis, glorificais, e honrais, infinitamente. Amém.
Rezem-se cinco vezes o Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória-ao-Pai, em reverência das cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo a cada vez: <<Graças e louvores se dêem a cada momento ao santíssimo e diviníssimo Sacramento>>
Oração para a visita ao Santíssimo Sacramento
Senhor meu Jesus Cristo, que pelo amor que tendes aos homens, estais noite e dia neste Sacramento todo cheio de piedade e de amor, esperando, chamando, e acolhendo todos aqueles que vêm visitar-vos; eu vos creio presente no Santíssimo Sacramento do Altar, eu vos adoro do abismo de meu nada, e vos dou graças por todos os benefícios que me tendes feito; especialmente por vós mesmo vos terdes dado a mim neste Sacramento, e por me terdes dado como advogada vossa Mãe Maria Santíssima, e chamando-me a visitar-vos nesta igreja. Saúdo o vosso amantíssimo Coração, e minha intenção é fazê-lo por três motivos: primeiro, em ação de graças por esta grande dádiva; segundo, para compensar-vos de todas as injúrias que tendes recebido de todos os vossos inimigos neste Sacramento; terceiro, com a intenção de nesta visita adorar-vos em todos os lugares da terra, onde em vosso Sacramento sois menos reverenciado e estais em maior abandono. Jesus meu, amo-vos de todo o meu coração, arrependo-me de ter no passado, tantas vezes desgostado a vossa bondade infinita. Proponho com a vossa graça nunca mais ofender-vos para o futuro, e no presente, miserável qual sou, eu me consagro todo a vós, dou-vos toda a minha vontade, afetos, desejos e todo o meu ser. De hoje em diante fazei de mim e de tudo o que me pertence, aquilo que for de vosso agrado, só vos peço e quero o vosso santo amor, perseverança final, e o perfeito cumprimento de vossa vontade. Recomendo-vos as almas do Purgatório, especialmente as mais devotas do Santíssimo Sacramento e de Maria Santíssima. Recomendo-vos também os pobres pecadores. Desejo finalmente, unir, meu querido Salvador, todos os meus afetos com os do vosso amorosíssimo Coração, e assim unidos os ofereço a vosso eterno Pai, e peço-lhe em vosso nome, que por vosso amor os aceite e atenda. Amém.


Read more: http://www.saopiov.org/2009/08/oracoes-para-se-dizer-diante-do.html#ixzz5Jfm3X5IJ

segunda-feira, 25 de junho de 2018

A MÍSTICA DO INEBRIANTE PERFUME


Um advogado que era devoto de Padre Pio contou:

"Uma vez eu estava numa velha igreja do convento escutando a Santa Missa do Padre Pio, e no momento da consagração do pão fiquei distraído, pensando em outra coisa. Eu era a única pessoa que se levantou no meio da multidão que estava ajoelhada. De repente eu senti um odor penetrante de violetas que me fizeram voltar à realidade e dando uma olhada ao redor de mim, eu também ajoelhei sem pensar no estranho perfume.

Como sempre, depois da missa, eu fui cumprimentar Padre Pio que me deu boas-vindas dizendo: "Você estava um pouco desorientado hoje? "- "Sim, eu estava Padre; Minha mente se ausentou hoje mas felizmente seu perfume me acordou." E ele me disse: "Para você o perfume é necessário, para você os tapas são necessários."

http://www.eurooscar.com/padre_pio/pioperfume3.htm

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Médicos de hospital da Argentina avisam: “Não somos obrigados a fazer abortos”

ARGENTINA

De fato, eles têm direito à objeção de consciência. Aborto foi aprovado na Câmara do país na semana passada e deverá agora passar pelo Senado.

Com 129 votos a favor, 125 contra e uma abstenção, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na semana passada um projeto de lei do aborto que deverá agora passar pelo Senado.
A iniciativa libera o aborto por qualquer motivo até a 14ª semana de gestação, além de estendê-lo para a totalidade dos 9 meses de gestação em casos de estupro, de risco de vida para a gestante e da assim chamada “inviabilidade” do feto.
No entanto, o projeto reconhece o direito dos profissionais da saúde à objeção de consciência, exercida de modo “individual e por escrito”, o que quer dizer que eles podem recusar-se a praticar o aborto com base em convicções morais pessoais.
É o caso dos médicos do Hospital Materno Neonatal da cidade de Misiones: eles já anunciaram que vão exercer o seu direito à objeção de consciência para não participar de práticas abortivas.
Segundo David Halac, gerente do hospital, os médicos renovaram o seu compromisso em favor da vida já faz 3 anos, ao adotarem o “protocolo do aborto não punível” nos casos de gravidez por estupro. O hospital agora vai atualizar a lista de objetores para verificar se algum profissional mudou de posição.
Halac declarou à Rádio Libertad, de Posadas:
“Nós dirigimos um hospital que traz a vida ao mundo, que salva vidas, que luta para ajudar um feto de 700 gramas vivo e agora nos pedem para realizar a curetagem. Acho que, no setor público, não há muitos médicos dispostos a realizar essas práticas. Entendo que devemos cumprir a lei, mas temos que ver como ela vai ser regulamentada”.
E acrescentou, com a dose urgente de realismo e objetividade que faltou ao debate no país:
“Muitas pessoas que falaram no Congresso deveriam ir para uma sala de cirurgia e ver como é que é feito o procedimento do aborto numa gestação de 13 semanas. E depois deveriam dar a sua opinião a respeito”.

https://pt.aleteia.org/2018/06/20/medicos-de-hospital-da-argentina-avisam-nao-somos-obrigados-a-fazer-abortos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

EM IMAGENS: 9 dos mais tradicionais e populares sacramentais da Igreja

Sacramentais da Igreja

Do Escapulário à Medalha Milagrosa, passando pelo Rosário, a Água Benta, a Medalha de São Bento, o Crucifixo, o Sal Abençoado...

O uso dos sacramentais é uma das práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos.
Embora façam parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, os sacramentais são vistos por muita gente, de forma errônea, como uma espécie de “superstição”. Acontece que, de fato, uma grande quantidade de católicos, ao longo dos séculos, tem usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são.
Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para prejudicá-la. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.
Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar: se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem nos distanciar de perigos espirituais e nos inspirar a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.
Mas não é só em casa que podemos usá-los: também é recomendável conservar sacramentais junto a nós em nosso carro e no local de trabalho.
Clique no botão “Abrir a galeria de fotos” para conhecer ou repassar 9 dentre os mais tradicionais e populares sacramentais da nossa fé!

https://pt.aleteia.org/2018/06/20/em-imagens-9-dos-mais-tradicionais-e-populares-sacramentais-da-igreja/

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Oração da conversão diária

WOMAN,MOUNTAIN

Se a conversão é uma graça, precisamos pedi-la e valorizá-la todos os dias

Meu Senhor Jesus,
Tu, cujo amor por mim foi grande a ponto de fazer-Te descer do céu a fim de me salvar, mostra-me, querido Senhor, o meu pecado; mostra-me a minha indignidade, ensina-me a arrepender-me sinceramente, perdoa-me na Tua misericórdia.
Eu te peço, meu querido Salvador, que tomes posse da minha pessoa. Só o Teu perdão pode fazê-lo; não posso salvar-me sozinho; não sou capaz de recuperar o que perdi.
Sem Ti, não posso voltar-me a Ti, nem agradar-Te. Se apenas contar com as minhas forças, irei de mal a pior, fraquejarei completamente, endurecerei por negligência. Farei de mim o centro de mim próprio, em vez fazê-lo em Ti. Adorarei qualquer ídolo moldado por mim, em vez de Te adorar a Ti, o único verdadeiro Deus, o meu Criador, se não o impedires com a Tua graça.
Ó meu querido Senhor, escuta-me!
Já vivi o suficiente neste estado: a pairar, indeciso e medíocre. Quero ser o Teu fiel servidor. Não quero mais pecar! Sê misericordioso para comigo! Torna possível, pela Tua graça, que eu seja quem sei que devo ser.
Beato John Henry Newman
Meditações e Devoções, P. 3, IV: Pecado, § 2

sábado, 16 de junho de 2018

36 perguntas para entender a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

SACRED HEART

Um verdadeiro catecismo sobre o Sagrado Coração de Jesus, não perca!

Era dezembro de 1673, precisamente no dia 27, em que o Sagrado Coração de Jesus foi revelado a Santa Margarida Maria Alacoque, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento. Santa Margarida teve a visão de Jesus Cristo mais duas vezes. Nas aparições, o próprio Senhor pediu para que ela divulgasse a devoção a seu Sagrado Coração.
Jesus, ao aparecer à Santa Margarida Maria Alacoque, com seu Coração transpassado pela espada, disse:
“Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe da maior parte deles senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por mim nesse sacramento do Amor.” E continuou dizendo: “Prometo, pela minha excessiva misericórdia, a todos que comungarem nas primeiras sextas de nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Estes não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos. O meu Sagrado Coração lhes será refugio seguro nessa última hora.”
Convido-lhe, pois, a conhecer um pouco mais sobre esta devoção neste pequeno Catecismo sobre o Sagrado Coração de Jesus!
1. O que se entende por Devoção?
A devoção é um ato de vontade. Vontade concreta e verdadeira de se aproximar de Deus. Sendo a religião o caminho que guia os homens a se aproximarem d’Ele, ela necessita de atos reais para isso e a devoção é um desses atos. Toda e qualquer devoção, que se manifesta através de orações e atos de piedade, que honra a uma pessoa ou coisa santa, deve ter seu fim último em Deus.

2. O que caracteriza um Ato de Devoção?
Existem dois tipos fundamentais de atos de devoção: os atos internos e os externos.

Atos Interiores: são aqueles produzidos pela inteligência, vontade e memória, ou seja, atos que fazem parte da intimidade de uma pessoa e do modo como ela busca honrar e louvar a Deus, através de suas ações individuais.
Exemplos: a oração, a meditação e a reflexão.
Atos Exteriores: são os atos ligados às ações físicas, que podem ser presenciados por outras pessoas.
Exemplos: penitências coletivas, louvor e cultos públicos, estudo e pregações.
3. Quais são os Atos de Inteligência?
A inteligência permite aos homens conhecer e compreender uma devoção verdadeira e as razões para praticá-la. Um católico, por exemplo, sabe da importância fundamental de Nossa Senhora para o projeto de Deus no mundo e para chegarmos até Ele. É sabendo disso, através da inteligência, que ele adere a alguma devoção Mariana.

Assim também acontece com a devoção ao Sagrado Coração de Jesus: é preciso conhecer como essa devoção surgiu porque ela é importantíssima para nossa salvação.
4. Quais são os Atos de Vontade?
Sendo a devoção um ato próprio de vontade, existem algumas ações que são como que sua extensão: adoração, submissão, amor e veneração. Pois, conhecendo e possuindo verdadeira devoção a algo santo, o devoto sente vontade de demonstrar o seu amor de maneira concreta.

5. E o papel da Memória?
A memória auxilia a inteligência e a vontade. Representa à inteligência dados que a impressionaram durante o estudo ou a meditação, fortalecendo assim sua convicção. Pela recordação frequente das verdades conhecidas, a vontade se sente mais facilmente movida à adoração, ao desagravo, ao pedido de graças.

6. Que é mais importante: o culto interior ou o culto exterior?
Sem dúvida alguma, o mais importante é o culto interior. O culto exterior não é senão a consequência da piedade interior. É na alma que se encontra o centro da verdadeira devoção.

As manifestações sensíveis, físicas e visíveis só têm valor religioso na medida em que são vivificadas pelo fervor interior. Mas as exterioridades são importantes para manifestar e acrescentar a devoção interior.
7. O que caracteriza um devoto autêntico do Sagrado Coração de Jesus?
O devoto autêntico do Sagrado Coração de Jesus é aquele que procura conhecer a fundo essa devoção, reconhece sua importância incomparável para todos os homens e tem uma disposição efetiva de amá-lo e de fazer tudo quanto corresponde à sua vontade.

8. Qual é o fim principal da devoção ao Sagrado Coração de Jesus?
Segundo Santa Margarida Maria Alacoque, a santa para qual o Sagrado Coração de Jesus apareceu em 1673, “o fim principal desta devoção é converter as almas a seu amor“. Isso quer dizer que devemos retribuir dignamente o amor que Nosso Senhor teve por nós, fazendo as pessoas reconhecerem o quanto Ele nos ama.

9. Qual é o objeto da devoção Sagrado Coração?
O objeto dessa devoção é o Coração do Verbo Encarnado, tanto considerado no seu aspecto corporal quanto no símbolo de seu amor por Deus e pelos homens.

10. Adora-se, então, o coração físico de Nosso Senhor?
Sim. Seu coração físico é adorável, assim como qualquer parte de seu Corpo, unido substancialmente ao Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

11. Qual o termo final de nossas homenagens nesta devoção?
O termo final de nossas homenagens é a Pessoa de Jesus Cristo. Assim, em seu sentido amplo, quando se fala do Coração fala-se da própria Pessoa do Divino Redentor.

12. Por que Jesus Cristo quer ser cultuado por meio de símbolos físicos?
Ele quer ser cultuado por meio dos símbolos físicos porque, conforme explica São Tomás de Aquino, o homem, não sendo puro espírito, precisa das coisas sensíveis para chegar ao conhecimento das espirituais.

Para conhecer a Deus, precisamos vê-lo refletido em suas criaturas, representações e imagens. Quanto mais elas são perfeitas, tanto mais alta é a ideia que formamos da Divindade. Esse é, aliás, o que fundamenta o culto às imagens e a liturgia católica.
13. Por que Nosso Senhor escolheu o coração como símbolo de seu amor?
Porque o coração representa a sede do afeto, da compaixão e do sentimento e, por isso, seria o símbolo que melhor experimenta o amor de Cristo por Deus Pai e pelos homens. representa também a mentalidade de Nosso Senhor.

14. De que maneira o Redentor quis que seu Coração simbolizasse seu amor?
Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria mostrando seu Coração divino envolto em chamas, rodeado por uma coroa de espinhos e encimado por uma cruz. É uma representação própria a despertar em nós sentimentos de gratidão, de reparação e o desejo da consagração.

15. Quais são as principais práticas da devoção ao Sagrado Coração?
As principais práticas de piedade são:

1ª Prática: Comunhão Reparadora nas Primeiras Sextas-feiras de cada Mês
Que foi pedida expressamente por Nosso Senhor a Santa Margarida Maria. Ligada a esta prática está a assim chamada Grande Promessa (ver perguntas 24 a 27)

2ª Prática: Comunhão Frequente
Um dos pedidos de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria foi o de “comungar tantas vezes quantas puder“. Evidentemente, estando em estado de graça e, para isso, confessando-se antes se necessário.

3ª Prática: Consagração
Esta prática comporta dois elementos: a consagração propriamente dita, que é conveniente renovar periodicamente; e o propósito de viver em conformidade com essa consagração, buscando apenas os interesses do Sagrado Coração.

Embora a consagração, enquanto tal, não imponha obrigações novas, ela exige de maneira séria e constante a prática dos deveres de todo cristão. Ela corresponde, em última análise, a uma renovação das promessas do Batismo. Manifesta a vontade de fidelidade ao maior dos Mandamentos:
“Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento, e com todas as tuas foras” (Mc 12, 30)
4ª Prática: Hora Santa
Nosso Senhor havia comunicado a Santa Margarida Maria:

“Todos as noites de quinta para sexta-feira, te farei participar na mortal tristeza que quis sofrer no Horto das Oliveiras”.
A Santa tomou então o hábito de ficar em adoração diante do Santíssimo Sacramento nesse dia, das onze horas à meia-noite, em reparação e união aos sofrimentos de Nosso Senhor.
Isso inspirou a prática da Hora Santa, que pode ser feita em casa, na Igreja, em particular ou em comum e a qualquer hora. Consiste no exercício de oração mental ou vocal, contemplando a agonia de Nosso Senhor.
5ª Prática: Exposição e veneração da imagem do Sagrado Coração de Jesus
A imagem do Sagrado Coração ocupa lugar destacado nos desejos e nas promessas de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria. Jesus prometeu grandes graças àqueles que a levassem consigo ou a colocassem nas suas casas, escritórios, etc.

Sua representação clássica consiste em um coração, aberto no lado, envolto em chamas, rodeado por uma coroa de espinhos e encimado por uma chama mais potente e uma cruz. Ou ainda, a imagem de Nosso Senhor, com esse coração sobre o peito e o indicador da mão esquerda apontando para ele.
Finalmente, a devoção ao Sagrado Coração, pregada por Santa Margarida Maria, é uma devoção de reparação ao amor menosprezado e ultrajado de Jesus Cristo pelos homens. Por isso, o espírito de reparação deve animar todos os seus atos.
16. Há outras práticas recomendadas aos devotos do Sagrado Coração?
Sim. Entre elas, a inscrição em associações pias, como, por exemplo, a Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus e o Apostolado da Oração; as orações e sacrifícios pelas almas do Purgatório; a recitação de ladainhas e outras preces em louvor do Sagrado Coração.

17. Deve a devoção ao Sagrado Coração de Jesus substituir outras devoções na Igreja?
De nenhum modo. Conforme o ensinamento do Papa Pio XII, na encíclica Haurietis Aquas, sobre o Sagrado Coração de Jesus, “ninguém pense que esta devoção prejudique no que quer que seja as outras formas de piedade“.

Essa devoção está na raiz das outras devoções. Ajuda-as. Sem o fervor que vem da contemplação do amor de Nosso Senhor, as outras devoções não existem em estado perfeito, por isso ela é tão importante.
18. Existe alguma prática especial para significar a realeza de Cristo nas famílias, e para torná-la efetiva?
Sim. Para o apostolado familiar existe a Obra da Entronização. Consiste me colocar solenemente num lugar de honra do lar uma imagem ou estampa do Sagrado Coração, como símbolo da realeza de Cristo sobre aquela família. Esse ato se completa com a consagração da família ao Coração de Jesus.

19. Para quem é especialmente indicada a devoção ao Sagrado Coração?
Esta devoção deve ser praticada por todos. Ela é, entretanto, especialmente indicada para aqueles que lutam para que Nosso Senhor reine não só no interior das consequências, mas também na sociedade. Por exemplo, para quem luta contra a imoralidade da televisão, a disseminação das drogas, o aborto e outros flagelos de nosso tempo.

É o que recomenda o Papa Pio XII:
“Desejamos que todos os que… lutam ativamente para estabelecer o reino de Jesus Cristo no mundo que considerem a devoção ao Coração de Jesus como bandeira”.
20. A devoção ao Sagrado Coração está baseada apenas nas revelações a Santa Margarida Maria Alacoque?
Não. Conforme ensina Pio XII, esta devoção tem sua base principal na Revelação pública e oficial, isto é, nas Sagradas Escrituras e na Tradição.

21. Que tipo de revelações recebeu Santa Margarida Maria em Paray-le-Monial?
Santa Margarida Maria recebeu o que a Igreja denomina como revelações privadas.

22. O que são as Revelações Privadas?
Revelações privadas ou particulares são comunicações feitas por Deus a algumas almas, para sua edificação própria ou de outras pessoas. Não fazem parte do depósito da Revelação pública e oficial, a qual é imutável e se encerrou com a morte do último dos Apóstolos, São João Evangelista.

23. Que papel tiveram as revelações de Paray-le-Monial na devoção ao Sagrado Coração?
Do ponto de vista teológico, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem valor e legitimidade intrínsecos, não depende de revelações particulares.

Se estas revelações não tivessem existido, ou fossem ilusórias ou controvertidas, o culto ao Sagrado Coração continuaria solidamente baseado e perfeitamente legítimo.
Na ordem histórica, entretanto, a intervenção do Salvador – por meio das revelações na cidade de Paray-le-Monial -, bem como a ação pessoal de Santa Margarida Maria, que ali recebeu tais revelações, tiveram um grande papel. Elas contribuíram para uma difusão sem precedentes da devoção ao Sagrado Coração.
24. O que se entende pela expressão “A Grande Promessa”?
Essa expressão refere-se à promessa de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria a respeito da prática da Comunhão reparadora nas primeiras sextas-feiras de cada mês. Disse Jesus à Santa:

“Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração que concederei a graça da penitência final a todos os que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos. Eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os sacramentos; e, nesse transe extremo, receberão asilo seguro no meu Coração”.
25. Em que documento estão consignadas essas palavras?
Em uma carta de Santa Margarida Maria a sua Superiora, Madre de Saumaise, escrita provavelmente em Maior de 1688. Esta carta encontrava-se à vista do público, no convento da Visitação, em Dijon, até 1789. Desapareceu durante a Revolução Francesa.

O Papa Bento XV, na bula de canonização da Santa, confirma a autenticidade dessas palavras:
“Estas foram efetivamente as palavras que Jesus bendito dirigiu à sua serva”.
26. Quais são os elementos da Grande Promessa?
Os elementos da Grande Promessa são três: o objeto, o motivo, a condição.

objeto principal da Grande Promessa é a graça da penitência final, ou seja, da morte em estado de graça; portanto, da salvação eterna.
motivo é o excesso de misericórdia do Coração de Jesus.
condição para alcançá-la é a prática da comunhão das primeiras sextas-feiras durante nove meses seguidos, sem interrupção.
27. A chamada Grande Promessa significa a salvação automática de quem cumpre esse exercício?
Não existe salvação automática independente da observância dos Mandamentos, da prática da oração e das boas obras.

A Grande Promessa deve ser entendida do seguinte modo: quem fizer as Nove Primeiras Sextas-Feiras receberá as graças para não morrer em estado de pecado mortal e não morrerá em pecado mortal, desde que as tenha feito com intenção reta, desejo de viver sempre na graça de Deus e fizer os esforços necessários para uma vida virtuosa.
É preciso, pois, a intenção de viver estável e continuamente na prática dos Mandamentos. Nenhuma promessa pode substituir o esforço para amar e seguir a Deus, que é o que Ele quer de suas criaturas racionais e livres.
Se alguém fizer as Nove Primeiras Sextas-Feiras com a intenção de viver depois fora da prática dos Mandamentos, despreocupado da salvação eterna, não atendeu às condições requeridas e arrisca-se à condenação eterna.
Finalmente, é preciso lembrar que devemos implorar continuamente a graça da perseverança final em nossas orações.
28. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus pode ser desvirtuada?
Sim, infelizmente, como qualquer outra devoção. Corre-se o risco desta devoção, por tratar do amor, ser confundida com o naturalismo e o sentimentalismo relativista que hoje erroneamente é manifestado quando se diz possuir uma devoção.

29. Qual é o perigo do Sentimentalismo?
O sentimentalismo dá excessiva importância às emoções, com prejuízo da razão. A piedade se torna adocicada, negligente e amolecida, o que leva à condescendência consigo mesmo e com os vícios próprios e alheios.

30. Como evitar os perigos do Naturalismo e do Sentimentalismo?
Quanto ao Naturalismo, o remédio está em jamais atribuir à qualidade natural e ao esforço próprio aquilo que só pode vir da graça de Deus.

O Sentimentalismo se combate evitando exagerar o papel das emoções na vida de piedade; buscando a lógica e a coerência do pensar e no agir; cultivando o amor aos princípios. Dizia São Francisco de Sales que devemos buscar antes o Deus das consolações que as consolações de Deus.
Do mesmo modo, devemos fugir de parcialismos e unilateralidades na consideração das virtudes do Divino Mestre: como tudo nEle é perfeito, devemos adorá-Lo não apenas em sua inigualável mansidão, mas também em seu ódio ao pecado.
Ó Jesus, manso e humilde de coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!
Ó Jesus, manso e humilde de coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

31. A mansidão está no centro da devoção ao Sagrado Coração?
Sim, de tal maneira, que muitos teólogos, ao enumerar os fundamentos bíblicos desta devoção, apresentam em primeiro lugar aquela comovente exortação do Divino Mestre:

“Aprendei de mim,, que sou manso e humilde de coração e achareis paz para as vossas almas” (Mt 11, 29)
32. Nosso Senhor, apesar de tão manso, foi odiado durante sua existência terrena?
Apesar de sua mansidão e de, conforme diz São Pedro (At 10, 38), ter passado a vida fazendo o bem, ninguém foi mais odiado do que Ele. Em certa ocasião, advertiu a seus discípulos:

“Se o mundo vos odeia, sabei que, antes do que vós, odiou-me a mim. … Odiaram-me sem motivo” (Jo 15, 18 e 25)
A Nosso Senhor se aplica o que de si afirmou Davi, o Profeta-Rei:
“Com palavras de ódio me cercaram e sem causa me fizeram guerra. Em paga do meu amor, acusavam-me. Deram-me males em troca de bens, e ódio em troca do amor que lhes tinha” (Sl 108, 5).
Por isso foi crucificado.
33. Se o próprio Nosso Senhor foi odiado, o devoto do Divino Coração não pode ser também objeto de um ódio injusto?
Sim, pode: o discípulo não é maior do que o Mestre. O devoto do Sagrado Coração deve estar preparado para fazer frente de maneira corajosa e confiante ao ódio dos maus.

34. Podemos adorar também as indignações do Coração Divino contra o mal?
Sim, pois todas as manifestações de Nosso Senhor são igualmente adoráveis. O Evangelho apresenta várias passagens nas quais Jesus manifesta sua indignação, por exemplo, contra os escribas e fariseus hipócritas.

São Pio X observou a esse propósito:
“Se seu Coração desdobrava mansidão para as almas de boa vontade, soube igualmente amar-se de uma santa indignação contra os profanadores da casa de Deus, contra os miseráveis que escandalizavam os pequenos, contra as autoridades que esmagam o povo sob o peso de cargas pesadas”.
35. Podemos esperar a vitória do Coração de Jesus?
Sim. A esperança de Sua vitória constituiu, aliás, uma das características dessa devoção. O redentor a prometeu a Santa Margarida:

“Eu reinarei, apesar de meus inimigos e de todos aqueles que se opuserem a esta devoção“.
36. O que devemos pedir especialmente ao Sagrado Coração?
Podemos pedir tudo. A nossa santificação e a dos que nos são mais caros. Podemos ainda rezar a Ele por nossos interesses temporais e pelos daqueles a quem queremos bem, desde que não prejudiquem a salvação eterna, nossa e deles.

Mas devemos pedir, sobretudo, sua glória, isto é, o triunfo da Igreja e a salvação das almas. É uma decorrência do primeiro e maior dos Mandamentos: Amar a Deus sobre todas as coisas.
Isso comporta o desejo ardente de que o Coração de Jesus ponha fim à avassaladora crise atual, que atinge ao mesmo tempo o terreno religioso e a esfera temporal.
Era essa a esperança do Papa Pio XI:
“Na hora por Ele estabelecida, ‘Deus se erguerá e destroçará todos os seus inimigos’ (Sl 67, 2). (…) O Coração Divino de Jesus não poderá deixar de comover-se às súplicas e sacrifícios de sua Igreja, e dirá enfim, à esposa que geme a seus pés divinos, sob o peso de tantas dores e males: ‘Grande é a tua fé: faça-se como queres’ (Mt 15, 28).”
(Esta obra é um resumo das páginas 143 a 154 do Livro “O Estandarte da Vitória – A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época”, escrito pelo especialista Péricles Capanema Ferreira e Melo. Distribuído pela Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus. Via Rumo à santidade)