sexta-feira, 2 de abril de 2021
“Jejum e abstinência” segundo os Códigos de Direito Canônico de 1917 e de 1983
Segundo o Código de 1917
Estas são as prescrições do Código de 1917, com menção da extensão do jejum e abstinência do Sábado Santo após o meio dia, que foi ordenada por Pio XII. As alterações posteriores estão observadas em vermelho.
Can. 1252. §1. Lex solius abstinentiae servanda est singulis sextis feriis. [A lei de apenas abstinência deve ser observada em cada sexta-feira].
§2. Lex abstinentiae simul et ieiunii servanda est feria quarta Cinerum, feriis sextis et sabbatis Quadragesimae et feriis Quatuor Temporum, pervigiliis Pentecostes, Deiparae in caelum assumptae, Omnium Sanctorum et Nativitatis Domini. [A lei do jejum & da abstinência, juntos, deve ser observada na Quarta feira de Cinzas, em toda Sexta-feira e Sábado da Quaresma e das Quatro Têmporas, nas vigílias de Pentecostes, da Assunção da Mãe de Deus ao Céu, de Todos os Santos e da Natividade do Senhor].
§3. Lex solius ieiunii servanda est reliquis omnibus Quadragesimae diebus [A lei de apenas jejum deve ser observada todos os outros dias da Quaresma].
§4. Diebus dominicis vel festis de praecepto lex abstinentiae, vel abstinentiae et ieiunii, vel ieiunii tantum cessat, excepto festo tempore Quadragesimae, nec pervigilia anticipantur; item cessat Sabbato Sancto post meridiem [Nos dias de domingos ou nas festas de preceito, a lei de abstinência, ou de abstinência e jejum, ou de só jejum cessam, com exceção das festas durante o tempo da Quaresma, ou quando não se pode antecipar as vigílias(3); da mesma forma, cessam no Sábado Santo, após o meio-dia].
Assim, com base no Código de 1917 temos o seguinte:
Dias de jejum simples:
- O JEJUM consiste numa refeição completa (consoada) e duas menores, as quais, juntas, são menos que uma refeição inteira [Cânon 1251/1. Lex ieiunii praescribit ut nonnisi unica per diem comestio fiat; sed non vetat aliquid cibi mane et vespere sumere, servata tamen circa ciborum quantitatem et qualitatem probata locorum consuetudine].
- Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. OBS.: As bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois, embora não expressamente proibidas, vão contra o espírito de Quaresma.
- É permitido comer carne em dia de jejum simples [Cânon 1251/2. Nec vetitum est carnes ac pisces in eadem refectione permiscere; nec serotinam refectionem cum prandio permutare].
- Os dias de jejum simples são: todos os dias da Quaresma, menos a sexta-feira, que é dia de jejum & abstinência [Cânon 1252/3: Lex solius ieiunii servanda est reliquis omnibus Quadragesimae diebus].
- Todos são vinculados à lei do jejum, a partir dos 21 até os 60 anos [Cânon 1254/2: Lege ieiunii adstringuntur omnes ab expleto vicesimo primo aetatis anno ad inceptum sexagesimum].
Dias de abstinência:
- A ABSTINÊNCIA consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne, nos dias prescritos de abstinência. [Cânon 1250. Abstinentiae lex vetat carne iureque ex carne vesci, non autem ovis, lacticiniis et quibuslibet condimentis etiam ex adipe animalium]. Incluem-se nisso os caldos de carne e de galinha, e qualquer caldo, tempero ou alimento que contenha carne.
- A abstinência é toda sexta-feira(4) do ano (de preceito), a não ser que seja um Dia de Guarda [Cânon 1252/4: vide acima].
- A lei da abstinência vincula a todos que tenham completado 7 anos de idade [Cânon 1254/1: Abstinentiae lege tenentur omnes qui septimum aetatis annum expleverint].
Dias de jejum & abstinência:
- O jejum e abstinência consistem numa refeição completa (consoada) e duas refeições menores que, juntas, são menos que uma refeição inteira. Neste dia, não é permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne (vide n. 1 sobre Abstinência).
- Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. OBS.: As bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois, embora não expressamente proibidas, vão contra o espírito de Quaresma.
- Esses dias são: Quarta-feira de Cinzas (de preceito), toda Sexta e Sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Têmporas, nas Vigílias de Pentecostes, de Festa da Assunção, de Todos os Santos e do Natal. [Cânon 1252/2: vide acima]. (*) Houve mudança posterior, que não consta do Código de 1917, pela qual somente em Cinzas e na Sexta-feira Santa se faz jejum & abstinência, por preceito.
- Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são: Quartas e Sábados. (*) Obriga somente aos religiosos.
NOTAS:1. VIDE NOTA EM VERMELHO DO ITEM NÚMERO 4 DO CAPÍTULO DIAS DE JEJUM E ABSTINÊNCIA.2. VIDE NOTA EM VERMELHO DO ITEM NÚMERO 4 DO CAPÍTULO DIAS DE JEJUM E ABSTINÊNCIA.3. A DIFICULDADE A RESPEITO DO SIGNIFICADO DE “PERVIGILIA NE ANTICIPANTUR” PARECE MAIS IMAGINÁRIO DO QUE REAL. O SIGNIFICADO ÓBVIO É QUE, SE CAIR UMA DAS QUATRO MAIORES FESTAS NA SEGUNDA-FEIRA, NÃO HÁ JEJUM OU ABSTINÊNCIA NO DIA ANTERIOR PORQUE É DOMINGO, E NÃO HÁ NO SÁBADO, PORQUE “PERVIGILIA NO ANTICIPANTUR” (AS VIGÍLIAS NÃO SE ANTECIPAM). CF. AQUI.4. VIDE NOTA EM VERMELHO DO ITEM NÚMERO 4 DO CAPÍTULO DIAS DE JEJUM E ABSTINÊNCIA.
CODEX IURIS CANONICI AN. 1917. ROMAE MMVII. TITULUS XIV. DE ABSTINENTIA ET IEIUNIO, PP. 289-290.
Segundo o Código de 1983
CAPÍTULO II – DOS DIAS DE PENITÊNCIA
Cân. 1249 — Todos os fiéis, cada qual a seu modo, por lei divina têm obriga ção de fazer penitência; para que todos se unam entre si em alguma observância comum de penitência, prescrevem-se os dias de penitência em que os fiis de modo especial se dediquem à oração, exercitem obras de piedade e de caridade, se abneguem a si mesmos, cumprindo mais fielmente as próprias obrigações e sobretudo observando o jejum e a abstinência, segundo as normas dos cânones seguintes.
Cân. 1250 — Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma.
Cân. 1251 — Guarde-se a abstinência de carne ou de outro alimento segundo as determinações da Conferência episcopal, todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cân. 1252 — Estão obrigados à lei da abstinência os que completaram catorze anos de idade; à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência.
Cân. 1253 — A Conferência episcopal pode determinar mais pormenorizadamente a observância do jejum e da abstinência, e bem assim substituir outras formas de penitência, sobretudo obras de caridade e exercícios de piedade, no todo ou em parte, pela abstinência ou jejum.
CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. 1983. 2ª EDIÇÃO. P. 215
FONTE: PALE IDEAS – TRADIÇÃO CATÓLICA
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Para que serve o jejum? 6 razões para considerá-lo seriamente na vida cristã

O jejum é algo poderoso e fundamental da vida cristã, porque não foi apenas pregado pelos Padres da Igreja e pelos santos, mas é um mandato de Deus e foi praticado pelo próprio Jesus.
Nesse sentido, o diácono Sabatino Carnazzo, diretor executivo e fundador do Instituto de Cultura Católica em Virginia, Estados Unidos, considerou que devemos tomar como “padrão” aqueles que “chegaram ao final da corrida e ganharam”, porque “foram homens e mulheres de oração e jejum”.
Portanto, o Grupo ACI compartilha 6 razões pelas quais todo católico deve levar a sério o jejum para melhorar a vida de fé.
1. Por que é escolher um bem maior
“É a privação do bem, para tomar uma decisão para o bem maior”, disse o diácono Carnazzo.
Além disso, destacou que o jejum costuma ser mais associado com a abstenção de alimentos, mas também pode ser a renúncia a outros bens, tais como confortos e entretenimentos.
2. Porque dá equilíbrio à vida espiritual
“Todo o propósito do jejum é colocar a ordem criada e colocar a nossa vida espiritual em um equilíbrio adequado”, afirmou o diácono Carnazzo.
Porque, “como criaturas corporais depois da queda”, é fácil deixar que as nossas “paixões” busquem os bens físicos e substituam a nossa inteligência.
De acordo com Mons. Charles Pope, um conhecido sacerdote americano em Washington D.C., “jejuar ajuda a dar mais espaço para Deus em nossas vidas”.
3. Porque é o primeiro passo para ter controle sobre si mesmo
“A razão pela qual em 2000 anos de cristianismo preferiram jejuar alimentos é porque a comida é como o ar. É como a água, é algo fundamental”, disse o diácono Carnazzo.
“Por isso, a Igreja diz para ‘se deter aqui, neste nível fundamental, e ganhar o controle lá’. É como o primeiro passo da vida espiritual”, acrescentou.
4. Porque é bíblico
O primeiro jejum foi ordenado por Deus a Adão no Jardim do Éden, quando Deus instruiu a Adão e Eva para não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2, 16-17), assinalou o diácono Carnazzo.
Além disso, esclareceu que esta proibição divina não era porque a árvore era ruim, mas o fruto estava destinado “a ser comido no momento correto e no caminho correto. Da mesma forma, abstemo-nos dos bens criados para que possamos desfrutá-los no momento certo e da maneira certa”.
Por outra parte, no início do seu ministério, Jesus se absteve de comer e beber durante 40 dias no deserto e, assim, “reverteu o que aconteceu no Jardim do Éden”, disse o diácono.
“Como Adão e Eva, Cristo foi tentado pelo diabo, mas ao contrário deles, permaneceu obediente ao Pai, revertendo a desobediência de Adão e Eva e restaurando a nossa humanidade”, acrescentou.
5. Porque é poderoso
São Basílio Magno dizia que o jejum é “a arma de proteção contra os demônios. Nossos Anjos da Guarda realmente ficam com aqueles que purificaram suas almas através do jejum”.
Segundo o diácono Carnazzo, o jejum é poderoso, porque permite “deixar de lado este reino (criado), onde o diabo trabalha” e nos colocarmos em “comunhão com outro reino onde o diabo não trabalha e não pode nos tocar”.
6. Porque a Igreja pede
As obrigações atuais de jejum foram estabelecidas no Código de Direito Canônico de 1983.
“A Igreja estabelece limites claros, fora dos quais não é possível considerar que alguém esteja praticando a vida cristã. É por isso que violar intencionalmente as obrigações da Quaresma é um pecado mortal”, sentenciou o Diácono Carnazzo.
O que é abstinência e como se pratica?

sexta-feira, 26 de julho de 2019
O jejum e a oração que dão frutos

Ouçamos a sabedoria de São Pedro Crisólogo e aprendamos com ele as três coisas “que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude": oração, misericórdia e jejum.
https://padrepauloricardo.org/blog/o-jejum-e-a-oracao-que-dao-frutosDos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo(Sermo 43: PL 52, 320.322)
O que a oração pede, o jejum o alcançae a misericórdia o recebe
Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a oração, o jejum e a misericórdia.O que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia, jejum: três coisas que são uma só e se vivificam reciprocamente.
O jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.
Quem jejua, pense no sentido do jejum; seja sensível à fome dos outros quem deseja que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso quem espera alcançar misericórdia; quem pede compaixão, também se compadeça; quem quer ser ajudado, ajude os outros. Muito mal suplica quem nega aos outros aquilo que pede para si.
Homem, sê para ti mesmo a medida da misericórdia; deste modo alcançarás misericórdia como quiseres, quanto quiseres e com a rapidez que quiseres; basta que te compadeças dos outros com generosidade e presteza.
Peçamos, portanto, destas três virtudes — oração, jejum, misericórdia — uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única oração sob três formas distintas.
Reconquistemos pelo jejum o que perdemos por não saber apreciá-lo; imolemos nossas almas pelo jejum, pois nada melhor podemos oferecer a Deus, como ensina o Profeta: "Sacrifício agradável a Deus é um espírito penitente; Deus não despreza um coração arrependido e humilhado" (cf. Sl 50, 19).
Homem, oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura, um sacrifício santo, uma vítima viva que ao mesmo tempo permanece em ti e é oferecida a Deus. Quem não dá isto a Deus não tem desculpa, porque todos podem se oferecer a si mesmos.
Mas, para que esta oferta seja aceita por Deus, a misericórdia deve acompanhá-la; o jejum só dá frutos se for regado pela misericórdia, pois a aridez da misericórdia faz secar o jejum. O que a chuva é para a terra, é a misericórdia para o jejum. Por mais que cultive o coração, purifique o corpo, extirpe os maus costumes e semeie as virtudes, o que jejua não colherá frutos se não abrir as torrentes da misericórdia.
Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se jejua a tua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros. Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu não o possuirás.
quinta-feira, 7 de março de 2019
OS 3 MOTIVOS PRA SE PRATICAR O JEJUM, SEGUNDO SÃO TOMÁS DE AQUINO

domingo, 1 de maio de 2016
Como fazer jejum e oração

sábado, 13 de fevereiro de 2016
VOCÊ JEJUA?

sexta-feira, 6 de março de 2015
Oração para o dia de jejum
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O Jejum fortalece
Nós estamos vivendo uma época que vai se tornando difícil e, ao mesmo tempo, estimulante porque o cerco do inimigo vai se fechando sobre todos nós e, hoje em dia, daqui para diante, nós só vamos conseguir abrir caminho pela oração. Cada passo que formos dar, vamos ter que romper as resistências pela oração. No sangue de Jesus, no nome do Senhor Jesus. Isso não é fantasia, isso é a realidade com que nós vamos nos defrontar, nesses dias que correm, até quando acabar.
Vamos ver um pouco da questão do jejum. A consistência na oração, em qualquer nível, é difícil. Isso porque, como uma criança uma vez escreveu, Satanás treme quando vê o mais fraco dos santos de joelhos. Mas, de todos os níveis de intercessão, este é o ponto que mais parece aterrorizar o nosso inimigo. É uma oração de autoridade, que nos permite derrubar fortalezas do inimigo – o jejum. Autoridade definida como poder de influenciar ou persuadir pelo conhecimento ou pela experiência. É também o poder legal ou legítimo de comandar ou agir em situações específicas – autoridade.
E como se relaciona o jejum com a intercessão? A intercessão é a negação de si mesmo na oração, de modo que a nossa oração é centrada em Jesus, em favor dos outros. O jejum é uma forma física de humildade e auto-negação para a qual a Sagrada Escritura indica um poder especial. Jejuar, em conjunção com a oração intercessória, é uma oração de autoridade do mais alto nível. Evidentemente sabemos o que é jejuar.
É a prática de se abster deliberadamente, voluntariamente, de um alimento costumeiro e que, quando realizado no contexto da oração, traz um poder sobrenatural a ela. Jejuar é passar sem alguma comida ou bebida, praticar a auto-negação. Seu significado pode ser ampliado para incluir a abstinência temporária de qualquer coisa, a fim de dar mais concentrada atenção a assuntos espirituais.
A Sagrada Escritura nos revela 5 aspectos dessa categoria de oração de autoridade, uma categoria pouco compreendida. Primeiro, jejuar é uma humilhação pessoal e voluntária do coração, diante de Deus, uma humilhação, então, que aumenta o quebrantamento espiritual.
“Quando eu chorava e me humilhava com o jejum, eu era ridicularizado e humilhado" (Sl 69,10). Uma outra tradução deste mesmo versículo diz “eu me afligia com o jejum” ou “eu quebrantava meu espírito com o jejum.”.
1. A humildade está no coração do jejum
Humildade é uma qualidade que se manifesta em como uma pessoa age com relação a Deus e aos outros. E porque o jejum carrega essa qualidade de humildade, no reino físico e tangível, ele produz um quebrantamento diante de Deus que não vem de nenhuma outra maneira. Esse quebrantamento não apenas honra Deus, mas também faz o coração do intercessor mais dócil para escutar a Deus e, assim, ele se torna mais útil para realizar o plano de Deus.
2. O jejum fortalece
Em segundo lugar, o jejum fortalece o auto controle, o auto domínio e a temperança que São Paulo coloca como fruto do Espírito (Gl 5,22-23). É assumir controle da própria carne, não permitindo que cresça nada ao ponto do excesso. Nesse caso, é mortificar aquilo que é impuro ou excessivo.
Assim, o jejum amplia a sua ação: “quanto a mim, quando os meus inimigos estavam doentes, eu me vestia de saco, afligia-me com o jejum e orava com minha cabeça inclinada sobre o peito” (Sl 35,13).
Mas, ainda há uma tradução mais forte. Afligia-me com o jejum pode ser traduzido como eu me mortificava jejuando. Eu me mortificava. Mortificar quer dizer, pôr à morte. Eu me punha à morte, jejuando. O jejum verdadeiramente ajuda a morrermos a nós mesmos e a morte, assim mesmo, é a chave para a vitalidade e a produtividade espiritual.
Numa época em que tantos cristãos, inclusive líderes espirituais, estão sucumbindo às obras da carne, certamente é oportuno reconsiderar o jejum e a oração. Nossa Senhora em suas aparições em Medjugorje indica o jejum como uma chave para vencer os ataques ferozes de Satanás contra o bem-estar moral mesmo dos líderes espirituais. São Paulo compreendeu a necessidade que tinha de manter o corpo em sujeição: “trato duramente o meu corpo e reduzo-o à servidão, a fim de que não aconteça que, tendo proclamado a mensagem aos outros, venha eu mesmo a ser reprovado” (1Cor 9,27). Ele não estava falando de fazer penitência pelos seus fracassos, mas sim de manter o auto domínio ao enfrentar os desejos da carne. Ele sabia que o jejum e a oração estavam no topo da lista para manter essa autoridade.
3. O jejum nos potencializa
O jejum é uma atividade de culto que aumenta a receptividade espiritual, criando um clima favorável para o Espírito Santo falar. Ele, muitas vezes, traz uma maior sensibilidade àqueles que tomam decisões pessoais ou comunitárias. O livro dos Atos descreve uma dessas circunstâncias, relativa ao envio dos apóstolos: “enquanto serviam ao Senhor,” – quer dizer, prestavam culto ao Senhor – “e jejuavam, o Espírito Santo disse ‘separai-me Barnabé Saulo para a obra que os chamei.’ E, tendo jejuado e orado, imposto a mão sobre eles, enviaram-nos” (At 13,2-3).
Aqui vemos a combinação do espírito de culto – eles estavam servindo ao Senhor, quer dizer, na Liturgia, com o espírito do jejum. Uma outra tradução diz “enquanto celebravam a Liturgia do Senhor e jejuavam...”.
Os discípulos não apenas vêem o valor do jejum, ao enfrentarem as circunstâncias de irem pregar aos pagãos, mas também, como resultado de seu jejum, foram capazes de receber uma direção específica do Espírito Santo. De fato, é possível que se não tivessem jejuado, o Espírito Santo não lhes tivesse falado. Mas, vejam aqui que estavam se preparando para falar aos pagãos. Quer dizer, a pessoas que não conheciam Deus e, portanto, estavam sujeitas às ações do inimigo com mais facilidade. Eles se preparavam para essa pregação para ir ao encontro desses pagãos, dessas pessoas que não conhecem Jesus, com o jejum e a oração.
Esdras também reconheceu o poder do jejum para obter orientação. No Livro de Esdras (8,21-23), quando proclamou um jejum antes de tirar o povo de Deus de seu cativeiro, na Babilônia, ele o fez com 3 objetivos específicos.
1. Convocou o povo a humilhar-se diante de Deus e a buscar n’Ele um caminho seguro. A direção, portanto, a direção do Espírito Santo era o primeiro objetivo do seu jejum.
2. Buscaram a Deus no jejum em vista dos seus filhos e também para proteção dos seus haveres. Observando os detalhes desse jejum vemos, imediatamente, a importância do primeiro objetivo, que é obter a direção de Deus. Esdras sabia que era possível que inimigos os atacassem ao longo do caminho. Tinha dito ao rei que não precisariam de escolta militar mas, de repente, a realidade da situação se lhe apresentou com clareza. Uma oração comum não seria insuficiente. Era essencialmente um tempo de jejum e de oração.
O jejum é a chave para se ouvir de Deus a direção para o caminho seguro. Ele ia enfrentar então esses salteadores, que eram comuns naquela ocasião, – hoje também – e então orava com o jejum para a direção de Deus, para a proteção dos seus filhos – porque iam viajar – e para proteção dos seus haveres, porque estariam sujeitos a salteadores.
3. O jejum é uma preparação espiritual concentrado para o serviço no poder do Espírito Santo, que aumenta o poder espiritual do fiel. Quando Lucas fala do batismo de Jesus, ele diz “então, Jesus, sendo cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo espírito ao deserto”. Vejam que Jesus foi levado pelo Espírito a essa ocasião de jejum. Ele jejuou 40 dias. Quer dizer, o Espírito de Deus deve ser sempre o nosso guia, quando encontramos qualquer nível de combate espiritual.
Vejam que Jesus foi levado pelo Espírito a essa ocasião de jejum. Ele jejuou 40 dias. Quer dizer, o Espírito de Deus deve ser sempre o nosso guia, quando encontramos qualquer nível de combate espiritual.
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Deus Todo Poderoso, que sofrestes a morte sobre a madeira sagrada, por todos os nossos pecados sede comigo. Santa Cruz de Jesus...
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ORAÇÃO DE MARIA VALEI-ME Maria, valei-me Aos vossos devotos, Vinde, socorrei-nos! Vosso amor se empenha, Ó Virgem da Penha, ...
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O pe. Amorth é mundialmente conhecido e respeitado em seu ministério de combate ao diabo ORAÇÃO CONTRA TODO MAL Espírito do S...
