quarta-feira, 31 de outubro de 2018

OS SALMOS, NOSSO ESPELHO 8 – COMO A CRIANÇA NO COLO DA MÃE

 Senhor, meu coração não se orgulha e meu olhar não é soberbo… Eu me acalmo e tranquilizo como criança desmamada no colo da mãe, como uma criancinha é a minha alma (Salmo 131,1-2).
  • Ao escrever essas palavras, o salmista sente-se em paz, porque confia no amor de Deus como um bebê que adormece aconchegado pelo carinho da mãe. E nós igualmente podemos confiar tanto ou mais do que ele, porque Deus nos prometeu um amor maior que o de todas as mães:
─ Ainda que o pai e a mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá (Salmo 27,10).
─ Sobre os joelhos sereis acariciados. Qual mãe que acaricia os filhos assim vou dar-vos meu carinho (Is 66,12-13).
  • Essa promessa de amor, Deus levou-a ao cume com a vinda de Cristo:
─ Vede com que amor nos amou o Pai, ao querer que fôssemos chamados filhos de Deus. E nós o somos! ( 1 Jo 3,1).
─ Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como é que, com ele, não nos dará tudo?(Rm 8,31-32).
Seremos bons cristãos na medida em que a nossa alma ficar impregnada do sentido da nossa filiação divina: de um amor filial a Deus, confiante, abandonado e agradecido, capaz de exclamar em todo momento, como São João: Nós conhecemos o amor de Deus e acreditamos nele! (1 Jo 4,16).
A melhor maneira de viver esse amor filial é esforçar-nos por pensar, sentir e agir como filhos muito amados (Ef 5,1); melhor ainda se nos relacionamos com Deus como filhos pequenos, como crianças simples e humildes, que acreditam no carinho inabalável do Pai (pense no pai do filho pródigo); que confiam nele e se deixam querer; e que, por isso mesmo, se deixam cuidar e guiar pelo Pai com alegria.
Certa vez os discípulos perguntaram a Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” O Senhor deu-lhes a resposta com um gesto e umas palavras: Jesus chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus (Mt 18, 1-4).
Isso é poesia? Não. «Não é ingenuidade, mas forte e sólida vida cristã»[1], que só podemos viver se nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo, como diz São Paulo (Rm 8,14).
Grandes santos aprofundaram maravilhosamente nesse espírito de infância espiritual. Este foi o pequeno caminho que Deus inspirou a Santa Teresinha e que tem suscitado tantos frutos na Igreja. É também um caminho feliz pelo qual Deus guiou São Josemaria até as alturas de santidade no meio das trabalhos e deveres cotidianos.
Penso que, para esta meditação, poderão ajudar-nos alguns traços do espírito de infância que São Josemaria praticou e ensinou. São os que pessoalmente eu pude contemplar nele, e entendi que eram lições que convinha guardar. Vamos, pois, ver um pequeno caleidoscópio dessas luzes da infância espiritual.
─ Pedir a lua. «Ser pequeno. As grandes audácias são sempre das crianças. – Quem pede a lua?…»[2]. A alma de criança sabe sonhar, sabe pedir a lua  e as estrelas. Por outras palavras, o filho de Deus que se faz criança diante de Nosso Senhor sabe ter sempre grandes metas e grandes ideais, e não desiste delas por se ver pequeno e incapaz. Nunca se sente fracassado. Você já imaginou uma coisa mais ridícula que um garotinho dizendo “eu sou um fracassado”?
─ Bater à porta. «Perseverar. – Uma criança que bate à uma porta, bate uma e duas vezes, e muitas vezes…, com força e demoradamente, sem se envergonhar! E quem vai abrir, ofendido, é desarmado pela simplicidade da criaturinha inoportuna… – Assim tu com Deus». Se formos humildes, confiantes e agradecidos, saberemos pedir e obter o que precisamos sem cansar-nos, tal como Jesus nos ensinou: Convém orar sempre e não desfalecer…Se vós, maus como sois, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lhe pedem (Lc  11,13 e 18,1).
─ Subir a escada. Uma comparação de que Santa Teresinha gostava, e que São Josemaria explanava poeticamente: «Manifestemos a Jesus que somos crianças. E as crianças, as crianças pequeninas e simples, quanto não sofrem para subir um degrau! Parece que estão ali perdendo o tempo. Finalmente, subiram. Agora, outro degrau. Com as mãos e os pés, e com o impulso de todo o corpo, conseguem um novo triunfo: mais um degrau. E volta a começar. Que esforços! Já faltam poucos…, mas então um tropeção… e zás!… lá em baixo. Toda machucada, inundada de lágrimas, a pobre criança começa, recomeça a subida.
»Assim nós, Jesus, quando estamos sós. Toma-nos Tu em teus braços amáveis, como um Amigo grande e bom da criança simples; não nos soltes até que estejamos lá em cima; e então – oh, então! – saberemos corresponder ao teu Amor Misericordioso, com audácias infantis, dizendo-te, doce Senhor, que, a não ser Maria e José, não houve nem haverá mortal algum – e os tem havido muito loucos –- que te ame como eu te amo»[3].
─ Escrever juntos. «Quando queres fazer as coisas bem, muito bem, é que as fazes pior. – Humilha-te diante de Jesus, dizendo-lhe: – Viste como faço tudo mal? Pois olha: se não me ajudas muito, ainda farei pior! – »Tem compaixão do teu menino; olha que quero escrever todos os dias uma página grande no livro da minha vida… Mas sou tão rude!, que se o Mestre não me pega na mão, em vez de letras esbeltas, saem da minha pena coisas tortas e borrões, que não se podem mostrar a ninguém. – »De agora em diante, Jesus, escreveremos sempre juntos os dois»[4].
─ Crianças de borracha. «Se bem repararmos, existe uma grande diferença entre uma criança e uma pessoa mais velha, quando caem. Para as crianças, a queda geralmente não tem importância: tropeçam com tanta frequência! E, se por acaso lhes escapam umas lágrimas grandes, o pai explica-lhes; os homens não choram. Assim se encerra o incidente, com o garoto empenhado em contentar o pai…
»Na vida interior, a todos nos convém ser quasi modo geniti infantes, como crianças recém-nascidas, como esses pequeninos que parecem de borracha, que até se divertem com os seus tombos, porque logo se põe de pé e continuam com as suas correrias; e porque também não lhes falta – quando necessário – o consolo de seus pais.
»Se procurarmos comportar-nos como eles, os tropeções e os fracassos na vida interior – alias, inevitáveis – nunca desembocarão na amargura. Reagiremos com dor, mas sem desânimo e com um sorriso que brota, como água límpida, da alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria infinita, dessa misericórdia que é o nosso Pai»[5].
─ A sabedoria dos pequeninos. Há umas palavras de Jesus que tocam o coração: Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelastes as pequeninos! Quantas vezes pessoas simples, velhinhas fiéis e devotas que mal sabem ler, entendem mais das grandezas de Deus do que alguns teólogos sem fé e amor.
«Há um saber – dizia São Josemaria –a que só se chega com santidade: e há almas obscuras, ignoradas, profundamente humildes, sacrificadas, santas, com um sentido sobrenatural maravilhoso… É um sentido sobrenatural que não raramente falta nas disquisições arrogantes de pretensos sábios: Extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato (Rm 1,21-22). Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos»[6].
─ Entre os braços da Mãe. «Não estás só… – Não sentes na tua mão, pobre criança, a mão de tua Mãe: é verdade. – Mas… não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguirem os seus meninos quando se aventuram, temerosos, a dar os primeiros passos sem ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está junto de ti»[7].
[rascunhos de um livro em elaboração]

[1] Cf. São Josemaria Escrivá, Caminho, nn. 852-853
[2] Caminho, n. 857
[3] São Josemaria, Forja n. 346
[4] Caminho n. 882
[5] São Josemaria, Amigos de Deus, n. 146
[6] Idem, En diálogo con el Señor, pág.
[7] Caminho, n. 900

OS SALMOS, NOSSO ESPELHO – SE O SENHOR NÃO EDIFICA A CASA…


─ Se o Senhor não edificar a casa, é inútil que trabalhem os que a constroem. Se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela(Salmo 127,1).
─ Porque tu és, ó Deus, a minha fortaleza (Salmo 43,2). 
Esses dois versículos são um facho de luz. Eles nos transmitem uma verdade fundamental, que todos os santos compreenderam e experimentaram.  Sem a graça de Deus, não podemos conseguir nenhum bem sobrenatural, nada que tenha valor cristão.
São Paulo, depois da conversão, olhava para trás e considerava que, antes de que Cristo o conquistasse, ele era como um aborto, pois nem “vivia”, não tinha renascido ainda  pelo batismo (cf. 1 Cor 15,8).
Uma vez convertido, pelo contrário exclamava: Para mim o viver é Cristo! Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim! (cf. Fl 1,21 e Gl 2,).
Firme nessa convicção, dava graças Deus com umas belas palavras que talvez alguns não entendam bem (1 Cor 15,8-10).  Falava aos fiéis de Corinto das aparições de Jesus ressuscitado, e dizia: Por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem mereço o nome de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus. É pela graça de Deus que sou o que sou.
É um grande ato de humildade. Mas logo depois dessa confissão humilde, acrescenta: E a graça que Deus reservou para mim não foi estéril; a prova disso é que tenho trabalhado mais do que todos eles.
Como se entende isso? Não é vanglória? Diz que é o menor dos apóstolos e, ao mesmo tempo, afirma ter trabalhado mais do que todos eles.
Não há contradição. Tão humilde é essa segunda afirmação como a primeira, por duas razões: primeiro, porque a humildade é a verdade, e Deus se serviu de Paulo para converter milhares de almas em muitos lugares; depois porque reconhece que foi Deus quem lhe concedeu essa eficácia assombrosa: Tenho trabalhado mais do que todos eles, não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo.
Assim, ele nos ensina que, na vida cristã, deve haver sempre uma “simbiose” de suas virtudes:
─ Humildade. “Eu, só com minhas forças, sem a graça de Deus, nada conseguirei”
─ Confiança.”Com a graça, meu nada poderá tudo”.
Humildade e confiança. Humildade e coração grande, cheio de esperança.
Depois disso, pense um pouco e verá que o que esteriliza a nossa vida de filhos de Deus é a autossuficiência arrogante: “Com a minha cabeça, com os meus planos, com a minha força de vontade, com o meu esforço, eu vou conseguir …”. Esquecemos que Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes (1 Pdr 5,5).
São Paulo, antes de ser conquistado por Cristo (Fl 3,12) experimentou o sofrimento da alma privada da graça divina: Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero… Infeliz que eu sou! Quem me libertará deste corpo de morte? Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor! (Rm 7, 19.24-25).
Depois de se ter revestido de Cristo, pelo batismo, e de ter recebido o Espírito Santo, a perspectiva mudou cento e oitenta graus: Posso tudo naquele que ma dá forças (Fl 4, 13).
Quando captamos pela fé essas verdades, Deus cria em nós as “asas” de duas certezas indiscutíveis:
1ª) Sem estarmos unidos a Deus, sem recorrer às fontes da graça ( os Sacramentos, a oração, a mortificação, as virtudes…), a nossa vida cristã é um baldio estéril. Sem mim, nada podeis fazer, disse Jesus depois de se ter comparando a si mesmo com o pé da videira, que envia aos ramos a seiva que lhes dá vida e fruto (Jo 15, 1-8).
2ª) Contando com a “seiva” divina, isto é, com a graça, você nunca pode cair no pessimismo. Jamais deve admitir pensamentos como estes: “não consigo”, “não posso”, “já tentei”, “caio nos mesmo pecados uma e outra vez”, “mesmo que me confesse vinte vezes não me corrijo”, etc.
Confie! Ponha todo o seu esforço e boa vontade nas mãos de Jesus, e não renuncie a alcançar as virtudes, mesmo que demore anos e anos. Com a esperança em Deus, nunca pare de correr em direção à meta da santidade. Tudo poderá  naquele que nos dá forças (Fl 3,13-14 e 4,13).
«Não desanimes, escreve o Papa Francisco, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida (cf. Gal 5, 22-23). Quando sentires a tentação de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: “Senhor, sou um miserável! Mas vós podeis realizar o milagre de me tornar um pouco melhor”. Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontrarás tudo o que precisas para crescer rumo à santidade» (Exortação apostólica Gaudete et exsultate, n. 13).
─ O Senhor ampara todos os que caem e reergue todos os combalidos. 

Os olhos de todos em ti esperam (Salmo 145,14-15).

NOSSO EGOCENTRISMO

“A frutificação da nossa vida depende, em grande parte, da habilidade em duvidar das nossas próprias palavras e em desconfiar do valor do nosso trabalho. O homem que confia inteiramente no conceito em que se tem é condenado à esterilidade. Só uma coisa ele exige a uma ação, que seja feita por ele. Se é ele quem a pratica, deve ser boa. Suas palavras devem ser infalíveis. O carro que acabou de comprar é o melhor desse preço. E isso exclusivamente porque foi ele quem o comprou. Não querendo outros frutos, ele não obtém geralmente senão estes.”

Homem algum é uma ilha
(Agir 6ªEd. 1976) pág. 116

A SEMPRE REPETIDA MESMIDADE

“Aqui devemos fazer uma pequena pausa para considerar a diferença entre uma visão secular e uma visão sagrada da vida. A expressão ‘o mundo’ é talvez muito vaga. Não se refere simplesmente a ‘tudo que está em torno de nós’ ou ao universo criado. O universo não é mau, é bom. O ‘mundo’, no mau sentido, certamente não é o cosmos, embora escritos de alguns autores cristãos neoplatônicos surgiram este significado para expressão. Para eles saeculorum é o que é temporal, o que muda, da volta e retorna ao ponto de partida. Isso se deve a influências gnósticas e platônicas que se infiltraram no cristianismo, persuadindo os homens de que o universo é regido por anjos mais ou menos caídos (‘as potências dos ares’). Nosso adjetivo ‘secular’ é proveniente do latim saeculum, que significa tanto ‘mundo’ quanto ‘século’. A etimologia da palavra é incerta. Talvez esteja relacionada ao grego kuklon, ‘roda’, do qual tiramos ‘ciclo’. Portanto, originariamente, o ‘secular’ era o que percorre, interminavelmente ciclos sempre recorrentes. Isto é o que faz ‘a sociedade mundana’ cujos horizontes são de uma sempre repetida mesmidade:
               Uma geração vai, uma geração vem, e a terra sempre permanece. O Sol se levanta, o Sol se deita, apressando-se a voltar ao seu lugar e é lá que ele se levanta. O vento sopra em direção ao sul, gira para o norte, e girando e girando vai o vento em suas voltas (...) o que foi, será, o que se fez, se tornará a fazer: nada há de novo debaixo do Sol! (...) Vaidade das vaidades, tudo é vaidade. (Ecl 1).”

(Martins Fontes, 2007) Pág. 72

sábado, 27 de outubro de 2018

A lista dos pecados – Seriedade do segredo de Confissão



Naquele tempo em que não se podia fazer a Primeira Comunhão antes dos 10 anos,  um  rapazinho  chamado  Pedro  ia confessar-se a fim  de  se  preparar  para   o primeiro  encontro  com  Jesus  na  Eucaristia. Era também  o  dia  da  sua  primeira Confissão. Fez o exame de consciência, e para não esquecer nenhum pecado, escreveu-os  todos num papel, cuidadosamente.
Era uma lista comprida que aumentava com qualquer nova falta que lhe viesse ao pensamento.
“Roubei duas maçãs no mercado… Puxei pelo rabo o gato da professora… Bati na cabeça do irmãozinho Luiz e ele se pôs a chorar…Coloquei uma rã na cama da minha irmã Margarida… Joguei tinta na pia de água benta e ri quando as pessoas manchavam a testa ao fazer o sinal da cruz…Tirei os ovos do ninho dos pardais…Chamei os colegas por nomes feios e… e…”
— Você não acaba mais com esse exame de consciência? – perguntou a mãe.
— Sim – respondeu Pedro. Já estão escritos todos os pecados.
— Muito bem, filho!  Agora é preciso você confessar tudo sem esconder nada, arrepender-se e fazer o propósito de emendar-se dessas faltas. Entendeu ?
— Sim, mãe. Entendi.
E  lá foi  o menino para a igreja, junto com outros que também  iam fazer a Primeira Comunhão. No confessionário o miúdo leu a lista completa, muito sério. O senhor padre ouviu-o com paternalidade. E tinha o lenço diante do rosto. O pequenito pensava  que ele  chorava pelos seus  pecados, mas parece que estava rindo. Quando Pedro acabou a Confissão o sacerdote murmurou:
– Que lista tão completa!  Meu filho, você não quer mais tornar a pecar?
— Não, senhor padre. Nunca mais!
Depois de alguns conselhos, o bondoso sacerdote concluiu:
— Muito bem!  Por penitência reze três Pai-Nosso ao Coração de Jesus e três Ave-Maria ao Coração de Maria. E agora reze o Ato de Contrição.
E deu-lhe  a absolvição. Pedrito saiu do confessionário, rezou piedosamente a penitência no banco e foi para casa muito contente.
Era quinta-feira, e o dia da Primeira Eucaristia seria na Missa das 8 horas de Domingo.
Ao chegar na manhã seguinte à escola, já no portão os colegas começaram a escarnecer (debochar) dele  maliciosamente:
— Olha aquele que puxou pelo rabo o gato da senhora professora! – exclamou a Luísa.
— É aquele que pôs a tinta na pia da água-benta! – ajuntou o Frederico.
— Ele roubou os ovos dos ninhos dos pardais! – declarou o Gonçalo.
— E a rã que escondeu na cama da irmã dele! – Riu-se o Carlito.
— Caramba, será que o padre contou os meus pecados para eles? – pensou o pequeno, enquanto olhava para o Pároco que chegava para a aula de Religião.
Quando entraram todos para a sala de aula, levantando-se da carteira, Pedrinho tomou coragem e perguntou:
— Padre, o senhor contou os meus pecados aos outros?
— Não, meu filho. De jeito  nenhum. Que tal coisa nem passe pela sua cabeça. Você não sabe que nem eu, e nenhum outro padre, pode dizer qualquer pecado ouvido na Confissão? Por que você está me perguntando tal absurdo?
— É que os  meus colegas  estão  falando  dos  pecados  que  confessei ontem para o senhor.
— Que coisa mais rara! – exclamou o sacerdote.
E dirigindo-se aos alunos, perguntou muito sério:
— Como é que vocês souberam dos pecados do Pedro?
— É que a Luísa encontrou na  igreja o papel em que  ele  tinha escrito os pecados! – exclamou a menina Rosa.
— Ó Luísa, foi você que encontrou o papel do exame de consciência dele? – perguntou o Padre com severidade.
— Sim, fui eu, senhor padre. Desculpa! – respondeu timidamente a pequena.
— Você nem devia ter lido o que estava escrito no papel. E devia ter rasgado ou entregado ao Pedro, sem dizer nada!
A menina Luísa baixou envergonhada a cabeça, consciente de sua culpa.
— Meus meninos – continuou o sacerdote – a Confissão é coisa muito séria. O padre está obrigado ao mais absoluto segredo. Se dissesse o nome da pessoa e qualquer dos seus pecados, cometeria um pecado tão grave que só o Papa o poderia absolver. E quem ouvir  qualquer  pecado, confessado  pelos  outros, também  tem  obrigação  de  se calar.
Reinava profundo silêncio na sala.
— E você, Pedro, não volte a  pensar que um sacerdote seja capaz de faltar ao segredo a que está obrigado. Se quiser pode escrever os pecados num papel e entregá-lo ao confessor.  Como também  pode  ler  diante  dele. No fim  da Confissão  rasga-se ou queima-se  imediatamente o papel. E  assim fica  o  segredo  entre  o  penitente  e Deus Nosso Senhor.
Pe. Fernando Leite, S.J.
Revista Cruzada – Braga – Portugal

A confissão tira e sara toda fealdade e podridão do pecado


Sim, tantos encantos tem a confissão e tantos perfumes exala para o céu e a terra que tira e sara toda fealdade e podridão do pecado. Simão, o leproso, dizia que Madalena era uma pecadora; mas Nosso Senhor dizia que não, e já só falava do perfume que ela tinha espalhado por toda a sala do fariseu e já só considerava o seu imenso amor. Se somos verdadeiramente humildes, nossos pecados forçosamente nos desagradarão muitíssimo, porque são ofensas a Deus; ao contrário, a confissão de nossos pecados se tornará suave e consoladora, pela honra que com isso damos a Deus. É um consolo semelhante ao do doente que revela ao médico tudo o que sente. Estando ajoelhado aos pés do teu pai espiritual, pensa que estás no Calvário. Aos pés de Jesus crucifica-  do, e que seu sangue precioso se derrama de suas feridas e, caindo tua alma, a lava de suas iniquidades; que é, na verdade, a aplicação dos merecimentos do sangue de Cristo derramado na cruz que significa os penitentes. Manifesta, pois, inteiramente o teu coração ao confessor, para que o alivie dos teus pecados, e o encherás ao mesmo tempo de bênçãos pelos merecimentos da Paixão de Jesus. E, além disso, praticarás nesse ato a humildade, a obediência, a simplicidade e o amor de Deus — numa palavra: mais virtudes que em nenhum outro ato de religião.
Fonte: A arte de se aproveitar das próprias faltas segundo São Francisco de Sales. Pe. José Tissot. Editora Vozes LTDA, 1964. Petrópolis, RJ.


O pecado, convertido em confissão e penitência, traz-nos a saúde



O escorpião é venenoso; mas, se o reduzirmos a óleo, esse óleo é um antídoto eficaz contra a própria mordedura; o pecado é vergonhoso tão somente quando o praticamos; convertido em confissão e penitência, traz-nos a saúde. Sim, tantos encantos tem a confissão e tantos perfumes exala para o céu e a terra que tira e sara toda a fealdade e podridão do pecado. Simão, o leproso, dizia que Madalena era urna pecadora; mas Nosso Senhor dizia que não, e já só falava do perfume que ela tinha espalhado por toda a sala do fariseu e já só considerava o seu imenso amor. Se somos verdadeiramente humildes, nossos pecados forçosamente nos desagradarão muitíssimo, porque são ofensas a Deus; ao contrário, a confissão de nossos pecados se tornará suave e consoladora, pela honra que com isso damos a Deus.
Fonte: A arte de se aproveitar das próprias faltas segundo São Francisco de Sales. Pe. José Tissot. Editora Vozes LTDA, 1964. Petrópolis, RJ.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Pe. Reginaldo Manzotti: o fast-food espiritual

CANDLE,LIGHT

Você pode ser a solução para este problema que atinge nossa sociedade

Estamos no mês das missões e é interessante como acontecem os meses temáticos. Em maio, por exemplo, somos aconchegados por Nossa Senhora. Maria nos desperta para as vocações, que celebramos no mês de agosto.
Vocacionados que somos temos que mergulhar na Palavra de Deus e mergulhados na Palavra, não voltamos atrás. Não voltamos para o nosso mundo interior, saímos em missão. Interessante percebermos como a Igreja é sábia e como sempre temos algo a descobrir. Seguindo esta dinâmica, no mês de setembro destacamos a Palavra porque Ela nos impele e nos joga na missão.
Eu me sinto privilegiado por estar à frente de uma missão tão importante com a  Obra Evangelizar é Preciso, que é consagrada a Jesus das Santas Chagas e a Nossa Senhora do Carmo, mas que todas as grandes novidades na evangelização são anunciadas exatamente no dia de Santa Teresinha. Porque este foi o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “Ide por todo mundo pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16, 15).
O Papa João Paulo II fez ecoar essas palavras de Jesus, quando disse que muitos são batizados, mas pouquíssimos são evangelizados. Evangelizar é preciso em sintonia com a Igreja do Brasil e seu Projeto: “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida”.
Nunca o nome de Jesus foi tão falado e propagado, mas, infelizmente, como um “fast food espiritual” que resolve o problema de todos principalmente daqueles que arrecadam no uso de Seu nome.
E, a única forma de lutar contra todas essas leviandades de uma fé banalizada é levar as pessoas a uma experiência profunda com Jesus, resgatando-as para Ele.
A própria Igreja no Brasil, nos lança os desafios quando pede uma evangelização que atinja a pessoa, a comunidade e a sociedade. Desafio que se torna maior ainda quando nos questionamos se evangelizar, segundo as palavras de Jesus, “Eu vos farei pescadores de homens”, significa pescar num aquário ou reduzir nossa evangelização a sermões dados e bem preparados àqueles que frequentam a Igreja.
Evangelizar não seria estar disposto a falar, de uma forma renovada, atual, as verdades do Evangelho para que possam ser compreendidas por todos aqueles que estão além das paredes nossas Igrejas?
A Igreja nos desafia a evangelizar e a trazer de volta o católico “de ocasião”, aquele que só vem para batizados, missa de sétimos dia ou quando o desgosto da vida faz com que a pessoa busque a Igreja como um “supermercado de graças”.
O desafio da evangelização se faz maior quando somos chamados a “lançar redes em águas mais profundas”, para resgatar os jovens que, cada vez mais, estão distantes da Igreja e, quando nela estão, exigimos que se comportem como adultos e pessoas da terceira idade.
Faz-se necessário lembrar que os protagonistas da evangelização deste milênio não são, necessariamente, os sacerdotes, mas os leigos chamados a evangelizar pelo testemunho da vida, pelas obras e pela fé.
Deus não é um “supermercado de graças” e não precisamos querer arrancar algo D’Ele.
Uma verdadeira evangelização não passa pelo medo, mas pelo respeito a Deus. Uma verdadeira evangelização passa pela justiça e pela promoção da pessoa humana. Uma verdadeira evangelização passa pela experiência que cada um faz de Deus.
Se evangelizar é uma urgência e se somos evangelizadores, então como evangelizar?
Para nós que somos evangelizadores, evangelizar é acolher cada pessoa que chega e que se sente deslocada.
Evangelizar é acolher aqueles que tropeçam no decorrer de sua vida e se desviaram da graça.
Evangelizar é estender o braço para aquele que está caído. Evangelizar é oferecer uma nova chance para aquele que quer se redimir.
Evangelizar é acolher e trazer de volta a ovelha machucada e desgarrada que já sofreu muito no mundo e levou pancada demais, de outros e falsos pastores.
Evangelizar é ser o “bom samaritano” que abre as portas de nossas Igrejas para que as pessoas afastadas se acheguem. É ser o “bom samaritano” que abre o coração para acolher aqueles que estão desesperados.
Evangelizar é falar o que Jesus disse, fazer o que Jesus fez.
Evangelizar é subir as escadas e elevadores e ter coragem de reunir seus condôminos numa Novena de Natal. É criar laços de amizade e profunda fraternidade para promoção de alguém que necessita de um próximo.
Evangelizar é encurtar distâncias, é ser ponte onde há inimizades, é saber criar situações onde o bem comum fale mais alto e a justiça de Deus aconteça. A humanidade está faminta de Deus e não é justo que deixemos que eles vivam de migalhas. Não podemos nos esquecer dos ensinamentos da multiplicação dos pães. A humanidade esta sedenta de água viva e se envenena com água contaminada do medo, da violência e da insegurança. Não é justo guardarmos as talhas para nós e deixarmos a água pura e cristalina jorre somente entre os átrios de nossas Igrejas.
Creio numa evangelização feita por muitas mãos e muitas vozes, porém regidas por um único maestro: Jesus Cristo. E, com pautas marcadas e compassos, estabelecidos por nossa Mãe e Maestra, Maria, na sagrada tradição do Magistério da Eucaristia.
Creio numa evangelização feita com arte, como uma grande sinfonia, onde no todo há harmonia e cada instrumento é importante e singular.
Evangelizar é preciso porque é na Palavra de Cristo que encontraremos as ferramentas necessárias para despertar consciências adormecidas e relaxadas, que semeiam valores contrários à família, à fidelidade ao respeito e ao amor.

Padre Reginaldo Manzotti é fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior. Site: http://www.padrereginaldomanzotti.org.br. Facebook:http://www.fb.com/padrereginaldomanzotti. | Twitter: @padremanzotti | Instagram: @padremanzotti | Youtube: youtube.com/PadreReginaldo Manzotti

sábado, 13 de outubro de 2018

OS SALMOS, NOSSO ESPELHO – MAIS BRANCO QUE A NEVE



─ Lava-me de toda a minha culpa, e purifica-me do meu pecado. Lava-me e ficarei mais branco que a neve (Salmo 51,4.9)
A nossa alma é como um quadro que combina luzes e sombras. Num bom quadro, as sombras fazem parte da beleza da obra e a ressaltam. Há, porém, outras sombras que deterioram ou encobrem essa beleza.
É o que aconteceu com a Capela Sixtina. Com a passagem dos séculos, as cores dessa esplêndida criação de Michelangelo foram ficando obscurecidas. A fuligem das velas, a poeira, a umidade, a oxidação, embaçaram e escureceram de tal maneira a pintura que a desfiguraram. Quando nos tempos de São João Paulo II se concluiu a restauração, a obra desse gênio do Renascimento deslumbrou com o esplendor original das suas cores.
A alma também tem suas luzes e sombras: tem a beleza de Deus que a criou à sua imagem e semelhança, a da graça que ele nos dá, e a sujeira que os nossos pecados depositam: «porque pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, atos e omissões», dizemos na liturgia da Missa.
É uma fuligem que tem várias tonalidades. O comum denominador de todas as sombras se chama egoísmo. As tonalidades são: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça, ou seja, os sete pecados capitais.
Nós não conseguimos lavar-nos, sozinhos, dos nossos pecados. Deus misericordioso, sim, pode nos purificar com seu Amor. Para isso veio seu Filho até nós. Jesus morreu na cruz para “restaurar” a semelhança de Deus em nós. Impressionam as palavras que São João coloca bem no começo do Apocalipse: Jesus é aquele que nos ama e que, com o seu sangue, nos lavou dos nossos pecados (Apoc 1,5). São Paulo expõe a mesma fé: Fostes resgatados, e por um peço muito alto! (1 Cor 6,20). E São Pedro: Fostes resgatados…não a preço de coisas corruptíveis, prata e ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo (1 Pdr 1,18-19).
Os salmos expressam de diversas maneiras o anseio de purificação do homem pecador, que somos todos nós:
─ Ó Deus, tem piedade de mim, conforme a tua misericórdia: no teu grande amor cancela o meu pecado. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me de meu pecado… Fiz o que é mal aos teus olhos…Não me rejeites da tua presença e não me prives do teu Santo Espírito (do Salmo 51).
Deus, por meio do sacrifício da Cruz, abriu as comportas do perdão e da graça do Espírito Santo para todos. Primeiro, pelo o sacramento do Batismo; depois de batizados, pelo sacramento da Reconciliação, a Confissão. É como uma fonte copiosa e limpa, oferecida a todos, desde que lhe abramos a porta com o coração arrependido.
Santo Ambrósio, o bispo que acolheu Santo Agostinho na Igreja Católica, dizia: «Feliz aquele a cuja porta Cristo bate… Se teu coração dorme, Ele se afasta antes de bater; se teu coração está vigilante, Ele bate e pede que lhe abramos a porta»[1].
Quais são as boas disposições de um coração que abre a porta? Medite nas seguintes palavras do salmo 51 – o salmo penitencial por excelência –, que transcrevo a seguir:
─ Tem piedade de mim… Reconheço a minha iniquidade, e o meu o pecado está sempre diante de mim… Cria em mim, Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto… Devolve-me a alegria de ser salvo, que me sustente um ânimo generoso… Não desprezas, ó Deus, um coração contrito e humilhado… Senhor, abre os meus lábios, e minha boca proclame o teu louvor (do Salmo 51).
Percebe? O rei David, arrependido depois do seu crime, enumera nesse salmo as disposições com que nós, também hoje, devemos nos aproximar da confissão:
  • Termos a sinceridade de reconhecer e acusar cada um dos nossos pecados, sem medo nem disfarces. Não nos aconteça o que dizem outros salmos-espelho: Não entendem, não querem entender, caminham no escuro (Salmo 82,5). Por quê? Porque minhas culpas me tiranizam e não posso mais ver(Salmo 14,13). Jesus alerta-nos sobre esse perigo: Todo aquele que faz o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para não serem postas a descoberto as suas obras (Jo 3,20).
  • Termos contrição sincera, dor de amor por ter ofendido a Deus. Tem piedade de mim… Contra ti pequei… Cria em mim, ó Deus, um coração puro… Não desprezas um coração contrito e humilhado.
  • Termos o propósito firme de retificar os erros confessados: Renova em mim um espírito resoluto…, que me sustente um ânimo generoso.
  • Termos um agradecimento alegre e uma confiança plena na misericórdia de Deus que perdoa. Senhor, abre os meus lábios, e minha boca proclame o teu louvor.
Meditando nisso, como não vamos amar a fonte de perdão e de paz que Cristo fez brotar na sua Igreja com o sacramento da Reconciliação? Como não vamos recorrer com mais frequência a esse manancial de renovação e de alegria?
Demos graças a Deus com os sentimentos que expressa o Salmo 103: Minha alma, bendize o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios. É ele quem perdoa todas as tuas culpas, que cura todas as tuas doenças… Ele te coroa com sua bondade e sua misericórdia; é ele que pela vida afora te cumula de bens; e a tua juventude se renova como a da águia.

[1] Explicação do salmo 118.

Los 5 hábitos del Padre Pío para las personas que quieren ser santas

padre pio consagracion en misa foto blanco y negro

Aquí están los cinco hábitos que San Padre Pío creyó que todos los católicos deberían practicar basado en la guía a sus hijos espirituales

 
San Pío de Pietrelcina, conocido popularmente como el Padre Pío, tenía algunos cuántos hábitos para la santidad que necesitamos conocer y practicar
Cuando pensamos en los grandes místicos y santos milagrosos, a menudo pensamos en aquellos que vivieron hace muchos siglos. Sin embargo, San Pío de Pietrelcina fue a la vez, un gran místico y un hacedor de muchos milagros, y murió apenas en 1968, hace tan sólo 47 años.
En muchos sentidos, este santo fue y es una contradicción para nuestra era científica, racional, y pese a su afán en demostrar que estaba un fraude, los escépticos se mantuvieron consistentemente incapace de explicar los muchos milagros que acompañaron la vida de San Pío.
Pero mientras que San Pío de Pietrelcina es recordado como un hacedor de milagros, él quizás fue mejor conocido en su día como un padre espiritual para innumerables almas.
El Padre Pío dio un sabio y santo consejo a aquellos que lidian continuas luchas por vivir una vida santa en el mundo, y a través de su consejo, guió a muchas almas al cielo.
Aquí están los cinco hábitos que San Pío de Pietrelcina creyó que todos los católicos deberían practicar, basado en el asesoramiento que le dio a sus hijos espirituales.

1.- Confesión semanal del Padre Pío.

Uno de los hábitos que el Padre Pío más recomendaba a sus hijos espirituales era el de la confesión frecuente, al menos una vez a la semana. Al respecto, el Padre Pío decía:
"La confesión es el baño del alma. Tienes que ir al menos una vez a la semana. No quiero que las almas se mantengan alejadas de la confesión por más de una semana. Incluso una habitación limpia y no ocupada recoge el polvo; regresa después de una semana y verá que es necesario ¡quitar el polvo de nuevo!"

2.- Comunión diaria

La comunión diaria era una de las fortalezas del Padre Pío. Una de las cosas que él decía de este hermoso sacramento era:
"Es muy cierto, no somos dignos de tal regalo. Sin embargo, al acercarse al Santísimo Sacramento en un estado de pecado mortal es una cosa, y ser indigno es otra muy distinta. Todos nosotros somos indignos, pero es Él quien nos invita. Él es quien lo desea. Vamos y humillémonos delante de Él y recivamoslo con un corazón contrito y lleno de amor."

3.- Examen de Conciencia al anochecer

Alguien una vez dijo al Padre Pio que pensaba que un examen de conciencia cada noche era inútil, porque él sabía lo que era el pecado, y cómo este había sido cometido. Para esto, el Padre Pío le contestó:
"Eso es bastante cierto. Pero cada comerciante experimentado en este mundo no sólo mantiene un seguimiento durante todo el día de si ha perdido o ganado en cada venta. Por la noche, él hace la contabilidad del día para determinar lo que debe hacer al día siguiente. De ello se desprende que es indispensable hacer un riguroso examen de conciencia, breve pero lúcido, todas las noches"

4.- Lectura espiritual diaria

Cuanto se entristecía el Padre Pío porque muchas personas dedicaban largas horas a la lectura de libros noveleros poco edificantes y no lo dedicaban a libros que en verdad dejaban grands enseñanzas al alma. Decía el Padre Pío:
"El daño que viene a las almas por la falta de lectura de libros sagrados me hace estremecer...¡Qué asombroso poder tiene lectura espiritual que conduce a un cambio de rumbo, y hace que, incluso, la gente más mundana, entre en el camino de la perfección".

5.- Oración mental dos veces al día

Al Padre Pío muchas veces se le encontraba meditando y en oración y él siempre recomendaba hacer lo mismo a los fieles. Al respecto decía:
"Si no tiene usted éxito en la meditación, no se rinda, cumpla con su deber. Si las distracciones son numerosas, no se desanime; haga la meditación de la paciencia, y aún saldrá beneficiado.
Decida sobre la duración de su meditación, y no la deje antes de finalizarla, incluso si tiene que ser crucificado. ¿Por qué se preocupa tanto de que no sabe cómo le gustaría meditar? La meditación es un medio para alcanzar a Dios, no es un objetivo en sí mismo.
La meditación tiene como objetivo el amor a Dios y al prójimo. Ama a Dios con toda tu alma y sin reserva, y amarás a tu prójimo como a ti mismo, y usted habrá logrado la mitad de su meditación"

https://www.pildorasdefe.net/aprender/fe/cinco-habitos-padre-pio-personas-quieren-ser-santas

domingo, 7 de outubro de 2018

Uma oração para entregar suas cargas ao Senhor

WOMAN STANDING ALONE

“Deixa-me descansar e me refrescar para que meu coração não esteja tão pesado pela manhã”

Pai, meu coração está pesado. Sinto que tenho que carregar todo este peso sozinho.
Palavras como: oprimido, angustiado e esgotado parecem descrever como estou me sentindo.
Não estou certo de como devo fazer para deixar de levar esta carga pesada. Por isso, por favor, mostra-me como conseguir.
Carrega o meu peso. Deixa-me descansar e me refrescar, para que meu coração não esteja tão pesado pela manhã.
Em nome de Jesus.
Amém.

Oração originalmente publicada por pildorasdefe.net, traduzida e adaptada ao português por Aleteia.

Como trazer seu Anjo da Guarda para o seu dia a dia

WOMAN WITH ANGEL SCULPTURE

Nossos protetores espirituais não nos abandonam quando nos tornamos adultos. Aliás, é nessa fase que mais precisamos dele

Carta da leitora:
Como eu posso estabelecer uma relação com meu anjo da guarda? Esse mediador tão poderoso está tão perto de nós que é um desperdício não construir uma relação com ele. O que você recomenda?
Beth
—————————————–
Querida Beth,
Nossos anjos da guarda são fantásticos! É uma pena que muita gente passou a considerar essa devoção como algo infantil. Muito dificilmente encontraremos um símbolo ou uma iconografia destes nossos ajudantes em que não apareça também uma criança pequena. Porém, nossos protetores individuais não saem do nosso lado quando nos tornamos adultos. Por isso é muito inteligente da sua parte querer estabelecer uma relação com eles.
E eles são muito poderosos! Os anjos da guarda são criaturas divinas fortes. Lembre-se de que, quando a Bíblia faz referência a eles, menciona que a aparência que eles têm produz uma reação de medo e terror em algumas pessoas.
As crianças sempre estão inerentemente cheias de fé e nascem com a capacidade de acreditar. Os adultos lutam com a crença quando sua percepção se torna obscura, por causa do cinismo e da dúvida. Isso é normal em nossas vidas adultas, apesar de ser uma fase em que mais necessitamos da ajuda divina de nossos anjos da guarda (até para que ele nos proteja de nós mesmos).
Pois bem: estabeleça uma relação com seu anjo da guarda como você faria com qualquer outra pessoa. Isso significa que você deve conversar com ele. Quando falamos para as pessoas que desejam crescer na santidade e se aproximar de Deus que elas devem rezar, isso supõe uma forma de comunicação sobrenatural. Seu anjo está simultaneamente com você e diante de Deus. Por isso, busque orações que ajudem a crescer na santidade. Aqui estão algumas sugestões:
Mas você não precisa de orações formais: simplesmente converse com seu anjo. Geralmente, entro para as minhas reuniões pedindo que ele me dê uma cotovelada, caso eu esteja a ponto de dizer alguma besteira. Ou lhe peço que fale com o anjo de algum companheiro de trabalho para que, caso a gente tenha algum desacordo, que ele nos ajude a trabalhar juntos e em paz.
Muitas pessoas acreditam que os anjos da guarda são apenas (e somente isso) os seres que nos protegem do dano físico e nos afastam dos problemas. Mas eles também são os guardiães de nossa espiritualidade e podem nos ajudar a lutar contra as tentações. Quando penso em “anjo” e “guarda”, lembro-me de que existem força e resistência em suas definições.
Minha avó costumava dizer que as mães enviam sempre os seus anjos da guarda aos anjos da guarda de seus filhos, a fim de que eles levem orações e boas mensagens. Ela acreditava que os anjos conversavam entres eles também. E por que não? Algumas pessoas, inclusive, dirão que, se pedirmos, eles se encarregarão de concluir nossas orações e terços, caso a gente caia no sono na metade da oração.
Eu gosto de pedir a ajuda do meu anjo antes da Confissão, enquanto eu faço o exame de consciência. Quando eu sinto uma tentação particular para um pecado, peço-lhe ajuda. Além disso, costumo pedir que ele cuide do meu filho ou que agradeça ao anjo da guarda do meu filho por cuidar dele. No pequeno altar que eu tenho em casa estão Maria, Jesus, José (meu santo padroeiro e padroeiro do meu filho) e uma imagem do anjo da guarda.
Nem sempre eu me lembro das orações dedicadas aos anjos da guarda nem procuro no telefone as ladainhas ou novenas completas. Mas lembro que devo reconhecer sua função em minha vida física e espiritual e agradecer-lhes pela ajuda. É nestes pequenos detalhes que a minha relação com meu anjo da guarda se torna mais íntima.

https://pt.aleteia.org/2018/01/28/como-trazer-seu-anjo-da-guarda-para-o-seu-dia-a-dia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Os 7 maus hábitos que podem estar prejudicando sua vida


... e as melhores maneiras de seguir em frente


O caminho para a felicidade é longo e penoso e, às vezes, ao tomar o caminho errado, podemos nos encontrar minando nossas próprias tentativas de sucesso na vida. Na verdade, existem alguns métodos infalíveis para arruinar nossas vidas ao se insistir em certos tipos de comportamento. Aqui estão sete hábitos que você deve evitar se você está tentando ser verdadeiramente feliz. E, porque nenhum de nós é perfeito, apresentamos alternativas positivas para nos colocar no caminho certo novamente…
  1. Desistir facilmente
Você tende a desistir quando surge um obstáculo? Essa é uma maneira de nunca alcançar seus objetivos, além de desperdiçar uma oportunidade que possa fazer você feliz. Na verdade, se você encontra uma dificuldade e imediatamente admite a derrota, você destrói qualquer chance de alcançar seus objetivos.
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: nada é grátis ou fácil. As armadilhas da vida são apenas uma parte da jornada para o sucesso e a realização em nossas vidas!
  1. Ser um livro aberto em todos os momentos
Derramar tudo o que você tem em seu coração e falar abertamente, sem um filtro, é outra maneira de criar inimigos instantaneamente e reduzir seu círculo de amigos. Não guardar nada para você, e deixar que todos saibam exatamente o que você pensa sobre tudo, sem mostrar um toque de diplomacia ou de tato, é uma maneira segura de afastar as pessoas.
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: sob o pretexto da honestidade, o que você acha que é uma virtude pode se tornar um excelente meio de arruinar sua própria vida e a dos outros.
  1. Nunca questionar você mesmo
A culpa não é uma sensação desagradável? Então, por que impor isso a você mesmo, questionando suas ações ou palavras? Se quando você falhar em algo, você não pensar nem por um minuto que isso possa ser sua própria culpa, é óbvio que você evitará se sentir culpado. Pensar que nada é culpa sua, não assumir a responsabilidade pelos seus erros é, mais uma vez, uma maneira infalível de perseverar no fracasso como pessoa.
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: pensar sobre suas ações e palavras pode de fato torná-lo ciente de certas falhas. Isso permite que você aprenda com seus erros e evite fazê-los novamente no futuro, ajudando você a continuar seu caminho em direção à felicidade!
  1. Encorajar fofocas
Durante um café com amigos, inúmeros rumores são frequentemente compartilhados sobre qualquer pessoa. Às vezes, esta notícia é infundada ou não verificada. Este é o meio perfeito para afastar as pessoas, e ajudar a espalhar esta falsa notícia certamente poderá prejudicar a outra pessoa.
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: mais uma vez, ao ajudar a espalhar rumores e fofocas, você certamente irá arruinar suas chances de ter uma vida social saudável e satisfatória. Se você tem o hábito de falar sobre coisas positivas e respeitar a dignidade e a privacidade de outras pessoas, você estará em um caminho muito melhor.
  1. Se entregar ao fracasso com facilidade
Você já notou que o sucesso parece destinado aos outros, não a você? Tudo é muito mais fácil para outras pessoas, graças à única coisa que possuem e você não: sorte. De fato, não é verdade que todas essas pessoas estiveram no lugar certo no momento certo, cercadas pelas pessoas certas? Será mesmo que algumas pessoas são simplesmente sortudas e você não é uma delas?
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: se você pensar um pouco sobre isso, você não acha que seu sucesso poderia ser uma questão de audácia, tenacidade e ambição?
  1. Se comparar com os outros
Ao olhar constantemente o que os outros têm, e no que eles conseguem ou não, você acha que pode entender melhor seu próprio senso de valor. No entanto, isso deixa você se sentindo insatisfeito com o que você é ou o que você tem…
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: estabelecer padrões para você com base no que você vê em outras pessoas é uma má ideia, porque você não pode ver toda a imagem da vida delas, com todos os bons e maus momentos, e porque… você não é essas pessoas. Além disso, com essas comparações, você corre o risco de não ver seus próprios sucessos.
  1. Não estabelecer metas ou prazos para você
Descansar em sua “zona de conforto” é tão tentador! Tem esse nome por um motivo, afinal. Quem não quer se sentir confortável? Além disso, a vida é suficientemente perigosa, então por que tentar algo novo? Seguir uma rotina é reconfortante e tranquilizador, mesmo quando a própria rotina pode não ser.
Ao invés disso, lembre-se e pratique isso: certamente deve haver, no fundo, coisas que você gostaria de fazer, ter ou alcançar. Em longo prazo, você não conseguirá fazer nada se você não definiu pelo menos alguns objetivos e prazos. Você acha que terá mais a perder do que ganhar? Para não deixar esta vida com a sensação de que você não experimentou o suficiente, se tranquilize lembrando este provérbio: “O que não é plantado não tem chance de crescer”.

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