terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Reze antes da Comunhão pela cura espiritual

HOLY COMMUNION

Jesus é o médico divino e quer nos curar na Eucaristia

Às vezes, comungar aos domingos pode se tornar rotina, e perdemos a noção da sacralidade desse evento. É fácil esquecer que Jesus Cristo está lá, verdadeiramente presente sob a aparência de pão e vinho.
Precisamos lembrar que Jesus está lá expressamente pela nossa salvação. Ele quer estar em comunhão conosco e entrar em nosso corpo para que possa entrar mais profundamente em nossa alma.
Uma maneira de recordarmos essa verdade profunda é recordar o papel de Jesus como médico divino. Se estivermos sofrendo alguma mágoa ou tristeza em nosso coração, Jesus gostaria de vir e curar essa ferida com seu amor e misericórdia.
Aqui está uma breve oração de Madre Mary Loyola, publicada no livro Welcome! Holy Communion, que pode ajudar a despertar em nós o desejo de deixar Jesus curar nossos corações através da Santa Comunhão.
Jesus, tu me incentivas a me aproximar de Ti para tocar-te na Santa Comunhão com fé e esperança, a abrir, médico divino, as feridas da minha alma para que Tu possas curá-las.
Estou doente e fraco – sempre parando na estrada ascendente; logo cansado; facilmente desencorajado; inconstante no esforço sério e prolongado; sempre procurando facilidade e descanso.
Sou cego para as minhas falhas; pronto a desculpar em mim o que eu sinceramente condeno em outro. Sou negligente no meu dever de retidão, cego para os danos ao meu redor, os quais deveria reconhecer e verificar pelos quais devo ser responsabilizado. Meu Deus, ilumine minha escuridão. Senhor, que eu veja!
Estou atordoado. As inspirações vêm e eu não as atendo. Sei que são a sua voz, me incentivando ou me censurando, sugerindo um bom pensamento, uma palavra ou ato amável.
Nenhum elogio brota em meu coração; nenhum grito de misericórdia chega aos meus lábios. Não tenho dado boas-vindas ansiosas a Ti, àquele que vem de tão longe para ser meu convidado.
Ó Senhor, abra meus lábios, e minha boca proclamará teu louvor. Liberta meu coração para se derramar diante de Ti. Ensina-me a rezar, para que pela oração eu possa obter de Ti o suprimento de tudo o que preciso.
Doente, cego, atordoado, confuso – certamente preciso da visita do médico divino!
Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim. Filho de Davi, tenha piedade de mim!

https://pt.aleteia.org/2020/01/14/reze-antes-da-comunhao-pela-cura-espiritual/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

O cálice, o Sagrado Coraç

SACRED HEART

Toda vez que vemos o cálice na missa, podemos imaginar o coração de Jesus esperando para derramar seu amor sobre nós

Às vezes, é tentador ir de forma automática à missa aos domingos, e depois ficar contado os minutos até que termine. No entanto, cada palavra que é dita e cada elemento usado devem falar com as profundezas de nossas almas.
Por exemplo, o cálice que vemos na missa, embora saibamos que contém o vinho que é transformado no sangue de Jesus na consagração, nós alguma vezes tiramos um momento para meditar nessa verdade profunda?
No livro The Holy Sacrifice of the Mass, de Nikolaus Gihr, ele mergulha no simbolismo do cálice, conectando-o ao Sagrado Coração de Jesus.
[O cálice] nos lembra o Sagrado Coração de Jesus; pois esse Coração Divino é o laboratório no qual o sangue de nossa redenção foi preparado, e também a fonte de onde esse sangue de todo mérito redentor foi derramado tão abundantemente e generosamente, e diariamente enche o cálice de nossos altares. No cálice de sacrifício do Sagrado Coração de Jesus está contido o Sangue Precioso de nossa redenção. Dentro e a partir deste Sagrado Coração, uma vez fluiu e fluirá por toda a eternidade aquele precioso Sangue que nos nos resgatou e redimiu.
Essa conexão é frequentemente retratada visivelmente na arte religiosa, mostrando o cálice junto ao Sagrado Coração, ou mesmo um padre segurando o cálice na frente de um crucifixo, enquanto o sangue de Jesus flui para dentro dele.
Da próxima vez que você participar da missa, tente ver o cálice de uma nova maneira, não apenas como um recipiente para o vinho consagrado, mas como o próprio Sagrado Coração, pulsando de amor e pronto para derramar seu conteúdo dentro de nós na santa comunhão.

https://pt.aleteia.org/2020/01/19/o-calice-o-sagrado-coracao-e-sua-poderosa-conexao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 26 de janeiro de 2020

Nunca te apresses nas tuas orações

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Jesus Cristo orou no horto por três vezes, dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice sem que o beba, mas faça-se a vossa vontade, e não a minha”. A oração de Jesus Cristo no horto foi muito breve; mas ainda que breve, ele a fez por três vezes, e cada vez por espaço de uma hora.

Atende a isto, alma apressada; tu que fazes muita oração, e tens pouco tempo de oração, ah! bem podes temer que sejam pecado, ou perdidas as tuas orações! Sobre o que deves saber, que a meditação é o fundamento, é a alma da oração; por isso quanto possa ser, não deve passar uma só palavra, que não seja acompanhada da meditação; se a tua oração assim fora feita, o teu coração se moveria, as tuas resoluções seriam fortes, os teus propósitos seriam firmes, os teus afetos para com Deus seriam grandes; finalmente, desprezarias o mundo com todas as suas vaidades, e de todo te entregarias a Deus: mas porque já fazes a oração há tantos anos, e ainda não tens colhido estes frutos, é sinal muito provável que não têm sido boas as tuas orações.

Portanto, nunca te apresses nas tuas orações; porque a pressa, diz um dos Santos Padres, é a peste da oração; e na verdade, onde há pressas, há sempre irreverências, faltas de atenção e de respeito. Todo aquele que se apressa nas suas orações, mostra claramente o pouco peso que dá às coisas santas; e ainda melhor mostra o que é, quando nas coisas do mundo é mais bem pronunciado e aperfeiçoado, do que nas conversas que tem com Deus na oração. E quanto há disto? Nas conversas do mundo muita atenção, muita gravidade e respeito; e vai-se a conversar com Deus na oração, já tudo são pressas, irreverências, faltas de atenção e de respeito, e muitas vezes sono; finalmente, tudo vai com fastio e aborrecimento!… E que significa tudo isto? É que já há muito pouca fé, ou não consideram com quem falam na oração, nem disso se lembram; não conhecem a Deus, nem formam a ideia que devem formar da sua grandeza e Majestade!…

Assim é, meus irmãos; reza-se muito mal, muito mal!! As orações vão quase todas perdidas por não serem feitas como devem ser; se todos fizessem boas orações, elas eram despachadas, a vida reformava-se, e todos seriam Santos. Ora pois, daqui por diante fazei as vossas orações o melhor que puderdes; ide considerando no que fordes rezando, para desta sorte serem ouvidas, e despachadas por Deus.

Texto retirado da Obra “Missão Abreviada”, do Padre Manoel José Gonçalves Couto

Uma oração pela paz

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Uma oração pela paz
 
Escuta misericordioso esta prece que se ergue a Ti a partir do tumulto e do desespero de um mundo no qual Tu és esquecido, no qual Teu nome não é invocado, Tuas leis são escarnecidas e Tua presença é ignorada.

Porque não Te conhecemos, nós não temos paz.

Ajuda-nos a dominar as armas que ameaçam dominar a nós. Ajuda-nos a usar nossa ciência para a paz e para o bem-estar, não para a guerra e a destruição. Mostra-nos como usar o poder nuclear para abençoar os filhos de nossos filhos, não para prejudicá-los.

Clarifica nossas contradições interiores que agora crescem desmedidamente sem cessar. Elas são ao mesmo tempo uma benção e um tormento: pois se Tu não tivesses nos dado a luz da consciência, nós não conseguiríamos aguentá-las. Ensina-nos a longanimidade no temor e na insegurança. Ensina-nos a esperar e a confiar. Concede Luz, concede força e paciência para todos que trabalham pela paz.
 

Diálogos com o silêncio

DEUS NA VIDA COTIDIANA

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PARECE-TE POUCA LOUCURA?

            Ponto de luz«Tens obrigação de santificar-te. – Tu também. – Alguém pensa, por acaso, que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos?
A todos, sem exceção, disse o Senhor: “Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito”» (Caminho, n. 291).

Quando o chamaram de louco?

São Josemaria estava em São Paulo. Era um dia de maio de 1974 de uma luminosidade transparente. Reunido com estudantes, escutou esta pergunta de um rapaz:

– Padre, por quê, quando e quem o chamou de louco?

– «Parece-te pouca loucura – respondeu são Josemaria – dizer que no meio da rua se pode e se deve ser santo? Que pode e deve ser santo o homem que vende sorvetes num carrinho, e a empregada que passa o dia na cozinha, e o diretor de uma empresa bancária, e o professor da Universidade, e aquele que trabalha no campo, e aquele que carrega fardos nas costas…? Todos chamados à santidade! Agora isto foi acolhido pelo último Concílio, mas naquela época  [1928, ano da fundação do Opus Dei] não cabia na cabeça de ninguém. Agora parece natural, mas naquela altura não era assim»[1].

Não há cristãos de segunda categoria

            Durante séculos, era comum que, inconscientemente, os católicos fossem divididos em três categorias:

– O católico relaxado, de missas de sétimo dia, orações esporádicas e visitas turísticas a igrejas bonitas, que “acordava” na idade madura para o fato de que ainda nem era crismado.

– O católico “praticante”, umas vezes fervoroso e exemplar; outras, pelo contrário, apenas um “cumpridor de tabela religiosa”, sem o calor de uma fé que influenciasse a vida.

– O católico com “vocação”. Assim se falava da pessoa que Deus chamava para largar as coisas do mundo e se dedicar plenamente a Ele e à Igreja como padre, freira, monge ou frade.

Só a essa última categoria atribuía-se o dever de procurar a santidade. As pessoas não tinham visto ainda nas igrejas imagens de santos de paletó e gravata, de roupas de atriz de teatro, de jaleco de doutor, de macacão e chave inglesa[2].

Deus pediu a são Josemaria que dissesse “não” a esses clichês. «Não há cristãos de segunda categoria – afirmava –, obrigados a pôr em prática apenas uma versão reduzida do Evangelho»[3].

Realismo da santidade

Com grande firmeza, ensinava que Deus dá a vocação para a santidade e para o apostolado a todo “cristão comum” já a partir do Batismo, onde se “reveste de Cristo” (cf. Gl 3,27), como dizia são Paulo.

«Deus – afirmava São Josemaria – não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional… mas, aí, te quer santo!»[4].

Em uma homilia – que muitos consideram um marco na doutrina sobre a santidade dos leigos –, são Josemaria dizia o seguinte: «Meus filhos: aí onde estão os nossos irmãos os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores, aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da terra que nós devemos santificar-nos, servindo a Deus e a todos os homens».
»Deus espera-nos cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir».
»Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor na nossa vida de todos os dias, ou não o encontraremos nunca»[5].
[1] Salvador Bernal, Perfil do fundador do Opus Dei, Ed. Quadrante, São Paulo 1977, p. 130
[2] No dia 18 de maio de 2019 foi beatificada Guadalupe Ortiz de Landázuri, fiel leiga da Prelazia do Opus Dei, doutora em Química, pesquisadora, ganhadora de prêmios internacionais, e professora na sua especialidade.Talvez não demoremos a vê-la nos altares carregando uma proveta numa mão e a tabela periódica na outra. A Igreja já beatificou e canonizou anteriormente vários outros cristãos leigos, solteiros e casados,  de diversos países e profissões.
[3] É Cristo que passa, n. 134
[4] Forja, n. 362
[5] Amar o mundo apaixonadamente, Ed. Quadrante, São Paulo 2010, págs. 16-18

Trecho do livro Deus na vida cotidiana, Cultor de Livros, 2019

O DEVER COTIDIANO

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Ponto de luz«Queres de verdade ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento; faz o que deves e está no que fazes» (Caminho, n. 815).

Faz o que deves

O que é para nós o “dever”? Penso que todos responderíamos falando dos nossos deveres familiares, profissionais, cívicos, etc. Com um olhar mais sobrenatural, diríamos que cada dever é para nós uma manifestação da vontade de Deus.

Todos sabemos, por exemplo, que Deus nos pede e é dever nosso:

– Sustentar a família e educar os filhos
– Trabalhar seriamente na nossa profissão
– Cumprir os deveres de um cidadão responsável
– Cumprir os deveres religiosos
– Cumprir os compromissos assumidos

Cada um desses deveres é como um recinto, que pode estar ”fechado” ou “aberto”. Pode ser como um quarto escuro com as janelas trancadas, onde não entra a luz de Deus, ou como uma sala com janelões escancarados, que se abrem para o horizonte da santidade.

Janelas fechadas e abertas

Vejamos alguns exemplos.

  • Deveres para com os filhos
– janela fechada: Achar que está tudo bem se eu digo: «Eu cumpro o meu dever, porque procuro garantir aos filhos casa, comida, saúde, educação e, dentro das possibilidades, conforto».

– janela aberta: Não basta criar filhos sadios e aptos para o trabalho. Eu devo criar «homens e mulheres de bem» que não sejam engolidos pelo ambiente geral, que tenham virtudes, que se tornem bons filhos de Deus, que aprendam a viver fora da «bolha» do egoísmo e do prazer, que saibam avançar, fazendo o bem, rumo aos bens eternos.

  • Deveres profissionais

– janela fechada: «Eu acho que trabalho com seriedade, eficiência e responsabilidade, o melhor possível. Não poupo esforços».
– janela aberta: Será que tenho uma consciência clara de quais são os meus deveres éticos no trabalho: o que é lícito e o que é errado? Mantenho sempre o maior respeito e caridade cristã para com os colegas, clientes, colaboradores, sem distinguir entre os importantes e os humildes? Encaro a minha profissão sob o prisma do meu interesse ou com visão cristã de serviço ao próximo e à sociedade? Tenho a preocupação de aproximar de Deus aqueles que trabalham comigo?

  • Deveres religiosos

Não vou repetir o que já disse. Dê uma olhada rápida ao capítulo anterior, lá onde se fala de católicos relaxados, praticantes e “vocacionados”, e aplique-o à sua vida. Não lhe custará muito descobrir quais são as janelas da sua alma que estão fechadas e as que estão abertas.

Há deveres que enganam

Há deveres que enganam, porque têm cara de bons, mas são contrários à vontade de Deus.

Podemos pensar em três tipos de deveres enganosos, que usamos como desculpa para não cumprir outros deveres mais importantes:

  • Os deveres-escudo

São aqueles que nos servem de defesa para deixar de lado outros deveres maiores com a consciência tranquila. Muitos têm, por exemplo, a doença da «profissionalite», própria do workaholic: hipertrofiam as obrigações do trabalho profissional para esquivar e até abandonar deveres religiosos e deveres familiares (com a esposa, com o marido, com os filhos, com os pais anciãos), que nunca se deveriam deixar de lado.

  • Os deveres enterrados

São deveres sobre os quais, de vez em quando, a nossa consciência nos acusa: «Eu sei que deveria fazer isso, já atrasei demais», mas temos preguiça até de pensar neles. Desculpamo-nos, dizendo: «não são urgentes, qualquer dia eu faço», e todos sabemos que esse «qualquer dia» significa nunca.

  • Os deveres enferrujados

São os deveres suportados de má vontade e apenas “liquidados”. Caímos, então, na figura do «mau burocrata», que faz  o mínimo necessário para não criar problemas para si (não ser dispensado do trabalho, não ter que enfrentar uma discussão conjugal).

Procure levar a sério a vontade de Deus, e pergunte-se como está o seu arquivo morto de deveres ignorados. Entre a fundo nesse exame. Se consegue fazer uma listinha, verá como lhe faz bem.

Trecho do livro Deus na vida cotidiana, Cultor 2019

domingo, 19 de janeiro de 2020

Não havia comunhão na mão na Igreja dos primeiros séculos

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D. Athanasius Schneider é bispo auxiliar da diocese de Karaganda (Casaquistão), uma ex-república soviética com 26% de cristãos, maioritariamente ortodoxa mas com uma pujante comunidade católica.
Segundo D. Athanasius Schneider, o costume de comungar na mão é “completamente novo”, posterior ao Concílio Vaticano II, e não tem raízes nos tempos dos primeiros cristãos, ao contrário do que se alega com frequência.
Na Igreja primitiva era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta com um corporal, de onde se tomava a forma directamente com a língua: “Era mais uma comunhão na boca do que na mão”, afirmou Schneider. De facto, depois de comungar a Sagrada Hóstia o fiel devia recolher da mão, com a língua, qualquer pequena partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação. Nunca se tocava com os dedos: “O gesto da comunhão na mão tal como o conhecemos hoje era totalmente desconhecido” entre os primeiros cristãos.
Aquele gesto foi substituído pela administração directa do sacerdote na boca, uma mudança que teve lugar “instintiva e pacificamente” em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e no Ocidente um pouco mais tarde. O Papa S. Gregório Magno no século VII já o fazia assim, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos VIII e IX sancionavam quem tocasse na Sagrada Forma.
Afirma ainda D. Athanasius Schneider que a prática que hoje conhecemos da comunhão na mão nasceu no século XVII em meios calvinistas, onde não se acreditava na presença real de Jesus Cristo na eucaristia. “Nem Lutero”, que acreditava nessa presença, embora não na transubstanciação, “o teria feito”, disse o prelado. “De facto, até há relativamente pouco tempo os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns o fazem assim nos países escandinavos”.


in religionenliberdad.com

*PRECISAMOS TER UMA VIDA DE ORAÇÃO*

Efesios,palavra
No Evangelho segundo Mateus, Jesus nos ensina a ter uma vida de oração. Mais que isso, nos ensina a orar. Não como os pagãos faziam, porque eles faziam discursos, clamores sem fim e derramavam lágrimas para implorar a seus deuses aquilo de que eles 
precisavam. Jesus nos diz para não sermos assim. Aliás, sabemos que este Evangelho está ligado ao Evangelho de São Lucas, no qual aparece a passagem em que os apóstolos pedem a Jesus para ensinar-lhes a orar como João Batista ensinou os seus discípulos. 
Isso porque os discípulos de João Batista o viam rezar e admiravam o modo como ele elevava as suas preces. A mesma coisa fizeram os apóstolos a Jesus: “Jesus, ensina-nos a rezar”. Então, Jesus ensinou a oração do pai-nosso. Quero dizer a você que o pai-nosso está acima de 
qualquer modelo de oração e que, com simplicidade, nos dirigimos ao Pai, em primeiro lugar, falando das coisas Dele, das coisas do Reino: “Pai Nosso que estais no céu, 
santificado seja o vosso nome e venha o vosso Reino”. Depois, nos dirigimos ao Pai pedindo as nossas necessidades: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as 
nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. 
É uma oração simples, na qual dirigimos ao Pai as Suas coisas, as coisas do Reino e as coisas de que necessitamos, com confiança de filhos. Nós devemos ser homens e 
mulheres de oração! A base da nossa comunidade é sermos uma comunidade de amor e de adoração. 
Adoração e oração estão no mesmo “pé”. Temos na Canção Nova, diariamente, a graça de termos a grande oração que é justamente a celebração da Eucaristia, onde o grande orante é Jesus, e nós nos unimos a Ele em Sua oração. Ele está se oferecendo ao Pai como Ele se ofereceu no calvário. No altar, acontece o mesmo e o único sacrifício do calvário. Não é outro! É o mesmo, é o único sacrifício. Jesus, também no Céu, está nesta atitude mostrando ao Pai as Suas chagas e pedindo 
por nós! Portanto, na missa acontece a grande oração. Daí é preciso que nós façamos da celebração da Eucaristia a nossa grande oração. Que possamos realmente buscar ter toda 
a atenção e acompanhar tudo na Santa Missa. Principalmente quando o sacerdote impõe as mãos pedindo que venha sobre aquelas oferendas o Espírito Santo. Quando ele profere as palavras da consagração, a grande “oração” acontece – o pão e o vinho são transubstanciados no corpo e no sangue, na alma e divindade de Jesus. Ele ali se oferece ao Pai pela remissão dos pecados de todo o mundo, em todo tempo e em todo lugar. Depois, o grande momento é quando recebemos este Jesus na Eucaristia.

*ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS MISERICÓRDIAS* 

Ó, Maria Rainha e Mãe de Misericórdia, 
perfeito lírio de Deus, 
hoje desejo me consagrar inteiramente 
ao vosso coração materno, 
prometendo defender, com a arma do rosário, a Santa Igreja, o Papa, os bispos e todo o clero. 
E vos pedimos que a vossa misericórdia, unida com o sangue de Jesus, possa fazer com que amemos 
e perdoemos os nossos irmãos. 
Mãe de misericórdia: dai-nos a vossa misericórdia. Ó, Jesus, pelo Teu precioso Sangue, salva-nos do mal do inferno. 
Amém!

Sofrer os defeitos dos outros




Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que os possas levar com seriedade. 

Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas. 

Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus? 

Ora, Deus assim o dispôs para que aprendamos a carregar uns o fardo dos outros; porque ninguém há sem defeito; ninguém sem carga; ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos, auxiliemos, instruamos e aconselhemos. Quanta virtude cada um possui, melhor se manifesta na ocasião da adversidade; pois as ocasiões não fazem o homem fraco, mas revelam o que ele é.

(Imitação de Cristo, cap.16)

O caminho do céu para o pobre é o sofrimento; para o rico é a esmola



O GRANDE PRECEITO DA ESMOLA

1 – Porque razão Deus, que é o Pai comum e Benfeitor de todos os homens, faz nascer uns na pobreza e outros na opulência? Porque, diz Santo Agostinho, uma vez estabelecida a ordem atual das coisas, esta desigualdade é necessária para a sua conservação. Efetivamente, se não houvesse pobres, não haveria nem trabalho, nem indústria, nem obediência, nem mando; de onde se conclui que a opulência e a pobreza são dois laços que unem o gênero humano.

2 – Mas o Pai celeste não esqueceu por isso seus filhos pobres, que são objeto das suas mais caras complacências, pois que ele mesmo quis que seu filho nascesse, vivesse e morresse pobre.

3- No mesmo modo que Deus remedia a secura da terra com o orvalho e abundantes chuvas, também quer que o supérfluo dos ricos remedie a indigência dos pobres. Aquele que reparte com os pobres o supérfluo, não lhe faz um dom ou favor, mais cumpre um dever imposto por esse Deus, que é o pai previdente e o senhor absoluto do pobres.

4 – Há duas qualidades de supérfluo: uma diz respeito ao que nos é necessário para viver, outra diz respeito às exigências do nosso estado; a primeira devemos empregá-la nas necessidades extremas do próximo, a segunda nas suas ordinárias necessidades e com maior razão nas suas graves precisões.

5 – Cada qual tem o direito de viver com a decência correspondente ao seu estado; mas esta conveniente decência não forma um todo indivisível, pois ainda que a este estado se acrescentem muitas coisas, dele não se sai, assim como ainda que dali se tiverem muitas outras, não nos aviltamos.

6 – Daqui resulta que não se pode estabelecer uma regra uniforme e invariável para determinar na prática o que é supérfluo; por isso depende de muitas circunstâncias reunidas, e é por esta razão que, segundo São Tomás, em tais matérias devemos seguir a opinião de uma pessoa sábia e prudente.

7 – É certo, algumas vezes, que o que não é necessário ao sustento da vida e às exigências do nosso estado, deve ser considerado como supérfluo: porém devemos fazer isto, quando tenhamos examinado o nosso estado segundo as regras da moderação cristã, da qual a nenhum fiel é lícito apartar-se.

8 – Muitos ricos há que não conhecem nada de supérfluo no seu estado, porque se entregam a um luxo, que devora todas as suas riquezas. Aquele que quiser viver como o rico avarento de que fala o Evangelho, não achará nunca nem pão nem ao menos uma migalha para dar a Lázaro.

9 – Estes ricos tornam inútil o grande preceito da esmola, e são culpados de um grave roubo, sacrificando a sua cega e sórdida ambição o patrimônio destinado por Deus a sustentar os pobres. Tertuliano chama-lhes ricos predestinados ao inferno, para diferença dos ricos caritativos, que são predestinados à glória. O caminho do céu para o pobre é o sofrimento; o caminho do céu para o rico é a esmola.

10 – O deixar uma quantia razoável para as necessidades ordinárias e extraordinárias da vida não é amontoar supérfluo; mas sim proceder conforme manda a prudência. Assim como toda a comida é temperada com sal, assim toda a virtude deve ser temperada com a prudência e precaução.

11 – O que acabamos de dizer aplica-se sobre tudo aos pais, que devem poupar tudo que é necessário para bem educar seus filhos, e dar às suas filhas um dote segundo o seu estado e meios. Fazer isto, não é amontoar supérfluo; mas sim prover ao necessário; pois aos pais ou aqueles que os substituem são obrigados, por dever de justiça, a dar a seus filhos essa educação e dote.

12 – Mas para ser previdente para com seus filhos não é necessário ser cruel para com os pobres. De todas as heranças que podeis deixar a vossos filhos, a mais bela é o exercício da caridade. A família do homem caritativo será sempre abençoada por aquele Deus, que manda dar esmola.

13 – O dever da esmola não obriga a renunciar aquilo que o nosso estado ou condição exige. A virtude como já dissemos no princípio deste livro com Santo Agostinho, não é outra coisa senão a ordem: logo, aquilo que não é bem ordenado não é virtude.

14 – Há certas pessoas que para darem mais abundantes esmolas faltam ao reconhecimento e à generosidade para com aqueles de quem receberam serviços ou favores: isto é um erro. As virtudes respeitam-se mutuamente e dão-se as mãos; nenhum exige o que é devido a outra.

15 – Não cuides que tendes obrigação de socorrer todos os necessitados; isso não é possível. Quando tiverdes distribuído um numero de esmolas, que segundo o juízo de uma pessoa prudente, é proporcionado aos vossos meios, tereis satisfeito ao vosso dever para com Deus e para com o próximo, e deveis viver sossegados.

16 – É necessário usar de prudência na repartição das esmolas. É impossível imaginar quantas pessoas fingem necessidade ou exageram, para serem socorridas. Cumpre pois evitar a demasiada credulidade e ser prudente no exercício desta obra de misericórdia, para que a esmola caia na mão do que é verdadeiramente necessitado, e não na daquele que se finge pobre, como acontece muitas vezes. Se todas as esmolas fossem bem repartidas, não haveria tantos verdadeiramente necessitados. Muitos pessoas para não errarem em matéria tão difícil, confiam a distribuição das esmolas, em todo ou em parte, ao seu pároco ou diretor, porque estes em razão do seu ministério são ordinariamente os que estão mais no caso de saber onde está a verdadeira miséria.

17 – Lembrai-vos do grande conselho que dão os santos: É mister que aquele que tem muito dê muito; que o que tem pouco dê pouco; e que aquele que nada tem possua ao menos o desejo de dar: pois diante de Deus a boa vontade daquele que dá ou deseja dar tem mais merecimento que a mesma dadiva. O pequeno donativo da viúva, de que nos fala o Evangelho, foi mais agradável a Deus que as pomposas ofertas feias pelos ricos faustosos.

18 – Amai também a esmola espiritual. Um prudente conselho, uma virtuosa exortação, uma consolação salutar, uma visita a um enfermo, a proteção dada a uma viúva ou a um órfão, a uma pessoa abandonada ou perseguida, são esmolas tanto mais meritórias diante de Deus, quanto ordinariamente são menos brilhantes aos olhos dos homens.

do Almanaque Tradição Católica

https://capelasantoagostinho.com/2020/01/18/o-caminho-do-ceu-para-o-pobre-e-o-sofrimento-para-o-rico-e-a-esmola/

sábado, 11 de janeiro de 2020

Como reconhecer a voz de Deus, segundo Santo Inácio de Loyola

GRASS IN THE BREEZE

Ouça com atenção! Deus pode estar tentando falar com você

Em seus escritos sobre o discernimento de espíritos, Santo Inácio de Loyola fornece instruções específicas sobre como identificar as vozes que ouvimos em nossa alma, seja quando estamos em oração ou durante nossos deveres diários. Em particular, Loyola detalha os atributos da voz de Deus: 
“É próprio de Deus oferecer a verdadeira alegria espiritual e a felicidade, tirando toda a tristeza e perturbação que o inimigo traz.” 
Ele também diz que
“é próprio de Deus, Nosso Senhor, dar consolo à alma sem causa precedente”. 
Loyola ainda acrescenta: 
“Devemos notar bem o curso dos pensamentos. Se o começo, meio e fim forem inclinados a tudo que é do bem, é um sinal do Anjo Bom.”
Entretanto, antes de identificarmos adequadamente as vozes que tentam falar conosco, é necessário discernirmos o estado de nossa alma. Loyola escreve que, se a alma estiver se movendo de “bom para melhor”, o Anjo Bom ajuda “docemente”. Mas, se a alma estiver indo de “mal a pior”, o Anjo Bom pode parecer afiado e nos mandar de volta para a direção correta.
Em geral, se estamos nos esforçando para nos aproximar de Deus, ele nos falará no silêncio de nossos corações com paz e alegria. Provavelmente, não será na forma de um terremoto, raio ou chamas de fogo.
Então, na próxima vez que você estiver tentando descobrir quem está falando diretamente à sua alma, pare e reveja os ensinamentos de Santo Inácio. Pode ser que Deus esteja batendo à porta do seu coração, querendo lhe dar a paz, a alegria e a felicidade que satisfarão a sua sede espiritual.

https://pt.aleteia.org/2018/07/13/como-reconhecer-a-voz-de-deus-segundo-santo-inacio-de-loyola/

Lugares onde você pode se sentir no céu (e como encontrá-los)

Jeune fille pensive

A voz de Deus sussurra para nós nesses momentos e lugares especiais

Há lugares onde o limite entre o céu e a terra é sutil. Estes lugares são onde nós construímos santuários e igrejas. Fazemos peregrinações para chegar até eles, subimos montanhas e enfrentamos obstáculos para encontrá-los. Também os encontramos em raros momentos em que a beleza transcendente se espreme em um único instante que parece durar para sempre. Eles ecoam de volta para nós na música e através da arte. Eles podem nos surpreender, aparecendo no arrulho de um bebê, no momento em que uma criança segura a sua mão ou em uma xícara de café no início da manhã na varanda dos fundos. A voz de Deus sussurra para nós nesses momentos e lugares especiais.
Para mim, o lugar onde o véu que separa o céu e a terra é quase translúcido é em uma igreja durante a Missa. De lá, um número infinito de lugares desse tipo se espalha na selvageria do mundo, onde nos deparamos com eles ao rodearmos cantos aleatórios. Eles descem sobre nós como um pôr do sol e se espalham pelo horizonte. Eles são o tipo de lugar em que queremos tirar uma foto para salvar para sempre, mas a foto nunca pode fazer justiça. Talvez o fato de serem impossíveis de guardar para mais tarde seja o que os torna tão preciosos.
A experiência de estar em um lugar como esse é difícil de descrever. O que você sentiu durante a Missa? O que fez você aplaudir espontaneamente quando viu o sol se por no lago Michigan? Por que seu coração pulou quando sua caminhada matutina vagou pela névoa que pairava como incenso sobre a paisagem? Essas experiências são difíceis de descrever não porque não somos bons com palavras, mas porque são mistérios que tocam o infinito e as palavras não podem expressá-los.
Entretanto, os lugares em si não são mágicos; eles são mais como uma janela que oferece um vislumbre melhor do céu.

Como encontrar esses lugares? 

A dificuldade que sinto é que, muitas vezes, eu me distraio demais para olhar por uma janela. Eu não consigo enxergar a beleza dos lugares por causa da minha ansiedade, porque estou olhando para o meu telefone ou simplesmente sendo descuidado com a forma como uso o meu tempo.
A maneira de encontrar esses lugares é fácil de explicar, mas difícil de realizar na vida real. É fácil porque tudo o que você precisa é estar disposto e pronto para olhar. Isso significa cultivar pacientemente o silêncio interior e esperar que o mistério se desdobre. Se eu sei que a Missa é um desses lugares, não posso permitir que minha participação fique irregular ou que eu me distraia enquanto estou lá. Se eu sei que uma vez por ano eu preciso de pelo menos alguns dias em um lugar isolado no meio da natureza para ficar sozinho, eu tenho que reservar esses poucos dias na minha agenda. Uma vez que você sabe qual é esse lugar que te faz tão bem, esteja lá de coração aberto. 

Os benefícios 

O esforço vale a pena, porque, como seres humanos, precisamos de momentos na presença do divino. Somos mais do que nossos corpos e precisamos alimentar nossas almas também. Nossas vidas não são puramente materiais e precisamos nos renovar espiritualmente.Passar um tempo em um lugar que nos faz bem redefine nossa perspectiva sobre o que é importante na vida. É onde nos redescobrimos, renovando nossa conexão com Deus. Quanto mais focarmos em nós mesmos, mais nossas ansiedades e distrações se desvanecem.
Nesses lugares, encontramos o amor. E quando nosso amor alcança e toca o amor de Deus, é quando a faísca acontece – uma faísca que pode iluminar sua alma.
O esforço vale a pena, porque, como seres humanos, precisamos de momentos na presença do divino. Isso é porque somos mais do que nossos corpos e precisamos alimentar nossas almas também. Nossas vidas não são puramente materiais e precisamos nos renovar espiritualmente regularmente.
Passar um tempo em um lugar desses redefine nossa perspectiva sobre o que é importante na vida. O que realmente importa é o lugar calmo e imóvel em torno do qual circulam as ocupações da vida cotidiana. É onde nos redescobrimos renovando nossa conexão com Deus. Quanto mais nos colocarmos no centro, mais nossas ansiedades e distrações se desvanecem.
Esses locais são, acima de tudo, criados por amor. Quando nosso amor alcança e toca o amor de Deus, é quando a faísca acontece, e é uma faísca que pode iluminar sua alma em chamas.

https://pt.aleteia.org/2019/06/13/lugares-onde-voce-pode-se-sentir-no-ceu-e-como-encontra-los/

ORAÇÃO - Maria Valei-me

ORAÇÃO DE MARIA VALEI-ME

Maria, valei-me
Aos vossos devotos,
Vinde, socorrei-nos!
Vosso amor se empenha,
Ó Virgem da Penha,
Penha donde emana
A Fonte vital!

Salve, Mãe de Deus!
Rainha Suprema
Sobre os Anjos seus!
Sois Mãe de concórdia,
De misericórdia;
Vida e doçura,
Esperança sois!

Ó Mãe do Senhor,
Excelsa Maria!
Ó Trono de amor,
Salve! Ouvi os brados
Que nós, degredados,
Da triste Eva filhos
Vimos suspirar!

Gemendo de dor,
Chorando de mágoa,
Pedindo a Deus favor:
Neste vale triste,
Onde a pena existe,
De lágrimas cheias,
De miséria e ais.

Ouvi, eia pois,
Nossa Advogada!
Mostrai quanto sois
Olhos piedosos,
Misericordiosos!
A nós, desgradados,
Terna Mãe, volvei!

Depois de acabar
O cruel desterro,
Dignai-vos mostrar
Jesus infinito,
Que é Fruto bendito
Desse feliz ventre,
Ó Mãe de Jesus!


Ó Clemente, ouvi!
Ó Pia, valei-nos!
Ó Doce, acudi!
Ó Virgem Maria,
Que a Deus, que nos cria
Criastes nos peitos,
Por todos rogai!


Para que por vós
As promessas suas
Mereçamos nós.
Assim suplicamos,
Porque nos vejamos
Nessa Eterna Glória

Para sempre. Amém.

Humildes oferecemos,
A vós Virgem Senhora,
E ao vosso Bento Filho!
Do céu e da terra,
Rainha da glória,
Louvores vos damos,

Aceitai Senhora!

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

De Santo Agostinho para você: “Deus cura todas as enfermidades”


Tu dirás que as doenças são grandes; mas o Médico é maior!

Deus cura todas as tuas enfermidades” (Sl 103, 3). Não temas, todas as doenças serão curadas. Dirás que são grandes; mas o Médico é maior. Para um Médico todo-poderoso não há doenças incuráveis. Deixa apenas que Ele te trate, não rejeites a sua mão; Ele sabe o que tem a fazer. Não te alegres apenas quando Ele age com suavidade; aceita-O quando corta. Aceita a dor do remédio, pensando na saúde que vai te trazer.
Vede, meus irmãos, tudo o que os homens, nas suas doenças, aguentam para prolongar a vida mais alguns dias. […] Tu, ao menos, não sofrerás por um resultado duvidoso: Aquele que te prometeu a saúde não pode enganar-se. Por que os médicos às vezes se enganam? Porque não foram eles que criaram o corpo que tratam. Mas Deus fez o teu corpo, Deus fez a tua alma. Ele sabe recriar o que criou; sabe reformar o que formou. Só tens de te abandonar às suas mãos de Médico. […] Suporta, portanto, essas mãos e “bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. É Ele quem perdoa as tuas culpas e cura todas as tuas enfermidades” (Sl 103, 2-3).
Aquele que te concebeu para que nunca estivesses doente, se tivesses querido guardar os seus preceitos, não te curará? Aquele que fez os anjos e que, ao recriar-te, te fará igual a eles, não te curará? Aquele que fez o céu e a terra, Ele, que te fez à sua imagem, não te curará? (cf. Gn 1, 26). Ele te curará, mas, para isso, tens de consentir em ser curado. Ele cura de modo perfeito todos os doentes, mas só se eles quiserem. […] A tua saúde é Cristo!
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Santo Agostinho (354-430), em “Comentários aos Salmos – Sl 103,5-6”