quarta-feira, 25 de abril de 2012

"A NECESSIDADE DO PERDÃO"



A palavra perdoar deriva do latim per + donare. «Per» significa intensidade, aumento, totalidade ou a fundo. «Donare» é o mesmo que doar. Portanto, perdoar poderia ser traduzido não só como absolver, desculpar, mas também como «doar intensa e totalmente» a dívida. Ora, doar significa dar sem querer ou esperar algo em troca, ou seja, dar gratuitamente. Assim, perdoar pode também ser compreendido como «dar totalmente» a dívida a alguém. Não em parte, não pela metade, mas «a fundo», totalmente. Isso significa dizer que não existe meio perdão nem perdão que guarda mágoas. Porque se perdoo, ou seja, se dou totalmente a dívida, não me resta nada, não me sobra nada para que possa exigir depois ou usar como justificativa para acusar a outra parte. Quando perdoamos alguém, rasgamos totalmente a dívida que aquela pessoa tinha connosco. Não sobra nada. Não há espaço para afirmações como «Eu já te perdoei, mas não quero mais falar contigo!», ou «Eu já te pedi perdão, mas ainda acho que tu estavas errado!».
O desafio do perdão
Mais do que um acto momentâneo e humano, o perdão é um modo de ser só ao alcance de Deus, tal como se deu a conhecer em Jesus Cristo: perdão total, definitivo e incondicional, para quem o queira acolher. Nós, cristãos, somos chamados a aprender de Deus este modo de ser e a praticá-lo, tanto quanto nos seja possível, dando testemunho da nossa condição de filhos de Deus, reconciliados pelo dom divino do perdão, concedido a toda a Humanidade em Jesus Cristo. É um serviço que prestamos ao mundo, em vistas da unidade e da reconciliação de todos os seres humanos entre si e com Deus.
O perdão não é, de modo algum, uma dádiva nossa aos outros. A dádiva é de Deus. Nós somos, apenas, testemunhas dela. E o nosso testemunho acontece pela acção e pela palavra: agir como gente perdoada, que perdoa e aprende cada dia a perdoar; e falar, anunciando Aquele que nos perdoa e nos ensina a perdoar.
Razões para o perdão
Quando perdoamos, deixamos de estar emocionalmente aprisionados à pessoa que nos fez mal. Ao princípio, experimentamos sentimentos negativos, como a raiva, a tristeza e a vergonha. Depois, tentamos compreender o que se passou ou ter em conta as circunstâncias atenuantes. Ao perdoar, recuperamos o nosso poder de escolha e a nossa liberdade. Não importa se o outro merece perdão; importa que nós merecemos ser livres. Outra razão por que poderemos recusar o perdão é o medo de manifestar fraqueza ou capitularmos. Mas perdoar não é libertar a outra pessoa é, isso sim, tirarmos o punhal que nos espetaram nas nossas próprias costas. Em muitos casos, a outra pessoa nem sequer está ciente do nosso descontentamento, enquanto nós nos dilaceramos com a amargura, a pessoa que nos magoou não sente nada. O passado fere-nos de cada vez que o revivemos e isso prejudica-nos.
História de perdão
O João regressou da escola enfurecido. O seu pai, que estava de saída para o quintal, chamou-o e perguntou-lhe o que se tinha passado. O João disse-lhe que estava cheio de raiva por causa de um comportamento menos correcto da parte de um colega que gozou com ele em frente de toda a turma e que por isso deseja-lhe todo o mal do mundo.
– O Luís humilhou-me na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado, enquanto caminha até um compartimento onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco para o fundo do quintal e o João acompanhou-o.
– Filho, faz de conta que aquela camisa branca que a tua mãe pôs a secar é o teu amigo Luís e que cada pedaço de carvão é um mau pensamento teu, endereçado a ele. Quero que tu atires todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois voltarei para ver como ficou.
O João achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra.
O pai, que observava tudo, discretamente, aproximou-se e pergunta-lhe:
– Filho, como te sentes?
– Estou cansado mas alegre, porque, apesar de a camisa estar longe, consegui acertar-lhe com vários pedaços de carvão.
– Filho, vem comigo ao meu quarto, quero mostrar-te uma coisa.
E o pai colocou o filho em frente de um grande espelho. Que susto! Só conseguia ver os dentes e os olhos.
– Filho, viste que a camisa quase não se sujou; mas, olha para ti! Desejamos o mal aos outros, mas a porcaria, a sujidade e os resíduos ficam sempre em nós mesmos. Devemos perdoar sempre e não nos sujar.


Professor Abel Dias


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Curiosidades da bíblia



• A Bíblia se divide em duas partes: Antigo Testamento e Novo Testamento. Tem 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

• O Salmo 119 tem, em hebraico, 22 seções de oito versículos. Cada uma das seções inicia com uma letra do alfabeto hebraico, de 22 letras. Dentro das seções, cada versículo inicia com a letra da seção.

• Que "o caminho de um sábado" era o caminho permitido no dia de sábado; a distância que ia da extremidade do arraial das tribos ao tabernáculo, quando no deserto, isto é, cerca de 1.200 metros.

• O capítulo 19 de II Reis é igual ao 37 de Isaías.

• No livro Lamentação de Jeremias, os capítulos 1, 2 e 4 têm versículos em número de 22 cada, compreendendo as letras do alfabeto hebraico. O capítulo 3 tem 66 versículos, levando cada três deles, em hebraico, a mesma letra do alfabeto.

domingo, 15 de abril de 2012

O zelo pelas coisas boas do mundo pôs de lado as coisas De Deus!




A Bíblia diz: "Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt. 6:33). Estas são palavras do próprio Cristo, e não é uma sugestão, mas um mandamento. Jesus quer dizer o que Ele diz: "Se vocês buscarem primeiro ao Senhor, Ele vai tomar conta de todas as coisas pelas quais vocês têm trabalhado duro: carreira, negócios, lar, família. Mas vocês precisam fazer dEle a sua prioridade número um!” 
Estas pessoas ficam tão ocupadas com cada detalhe do dia a dia, que literalmente não têm tempo para as coisas mais profundas da vida espiritual. Elas estão dando o seu suor para construir os seus negócios, fazer progredir as suas carreiras, sustentar suas famílias -- mas o alvo de seu interesse ficou completamente desarranjado!

 O apóstolo Paulo acrescenta: "Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra. Pois morrestes, e a vossa vida está oculta com Cristo em Deus" (Cl 3:2-3) Mais uma vez, isto não é uma sugestão, mas um mandamento. Em grego, o significado é: "Concentre a sua atenção, ou interesses, nas coisas de cima". Em outras palavras: "Leve a sua concentração -- semelhante ao aço, ao concreto -- a ser direcionada às coisas de Deus. Torne-a inabalável, imbatível". Entenda por favor: Deus nunca pediu que todos nós vendêssemos as nossas casas, terras e propriedades; nunca disse que precisamos deixar os nossos empregos e nos tornarmos monges, passando a nos dedicar inteiramente à meditação e ao estudo bíblico. (Sim, Jesus disse isto, mas para um homem apenas -- porque as possessões deste homem haviam se tornado seus ídolos. Deus não diz isto para todos.)

Algumas pessoas me dizem: "Deus me mandou deixar esposa e filhos para entrar no ministério." Eu olho estas pessoas diretas nos olhos e digo: "Deus não lhe disse para fazer isto. Foi a sua própria mente ou então o diabo. O Senhor não se dedica a destruir casamentos!" Deus jamais lhe pedirá que faça algo deste tipo.

Mas Ele insiste em ser o centro da sua vida, em torno do Qual tudo mais gira. Ele exige que os Seus interesses, a Sua igreja, as Suas coisas tenham prioridade. É necessário que Ele seja o centro! A maior indignidade que qualquer cristão pode cometer contra o Senhor é deixá-Lo em uma posição secundária. Isto é uma tapa na face de Deus.

 Você pode achar que não é culpado de tamanha afronta contra Ele -- mas, como você prioriza o seu tempo? Por exemplo, quantas vezes você faltou à igreja em benefício dos seus negócios? Nestas ocasiões, não foram os seus clientes que ficaram aguardando -- foi Deus. Eles foram postos em primeiro lugar, acima dos Seus interesses! Compreendo que você não pode evitar faltar à igreja se você tem um trabalho que lhe impede de freqüentar -- se for, por exemplo, uma enfermeira ou um trabalhador noturno. Mas estou falando das pessoas que podem escolher -- aquelas que dirigem o seu próprio negócio, por exemplo, e que optam por trabalhar em vez de freqüentar a casa de Deus.