A arca trazida a Cariat-Iarim
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
"TORRE DE DAVI, AUXÍLIO DOS CRISTÃOS"
![]() |
Nos vos pedimos,
por intercessão de São Josemaria,
que nos alcanceis de Deus
o dom de Fortaleza,
que nos torna firmes e perseverantes
para praticar as virtudes difíceis,
até mesmo as heróicas,
e nos faz corajosos para enfrentar as dificuldades,
e rijos e pacientes
para abraçar os sacrifícios e padecimentos
que Deus nos pede para alcançarmos a santidade
e a glória do Céu.
Mãe, nós bem sabemos que somos fracos
e que, se nos faltassem a Graça
e os dons do Espírito Santo,
a toda hora deveríamos dizer,
com palavras do Apóstolo Paulo:
Não faço o bem que quero,
mas o mal que não quero.
Mas, infelizmente, Mãe,
mesmo sabendo disso, não jogamos limpo.
E – para nos justificarmos –
fazemos por esquecer
a promessa de Jesus:
Basta-te a minha graça.
Descuidamo-nos de procurar essa Graça,
com a oração, com os santos Sacramentos,
com a Confissão, sobretudo,
e a Santíssima Eucaristia;
com o dever santificado,
e com a luta ascética levada com amor.
E até parece que só sabemos alegar, depois,
como desculpa
– inconsistente e esfiapada –
que a carne é fraca.
(Mas evitamos cuidadosamente
declarar que "a Graça é forte"!)
A pura verdade, Mãe – bem o sabeis –,
é que, se fôssemos generosos,
e se, como Jesus dizia,
vigiássemos e orássemos,
em vez de aceitar as desculpas da tibieza,
exclamaríamos: Posso tudo nAquele que me dá forças!
E gritaríamos, cheios de confiança:
Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Mas será que Deus pode ser por nós
quando fugimos covardemente dEle
por medo de suas amáveis exigências?
Quando enchemos a consciência
de desculpas e mentiras, como bolhas de sabão,
vazias e irisadas de brilhos falsos
para não sermos tão generosos e firmes como Deus quer;
quando enchemos a consciência
de bolhas de teorias pseudo-intelectuais,
que abençoam a omissão e a mediania;
de bolhas de interpretações atenuadas da Palavra de Deus,
de bolhas de críticas despeitadas
aos que não acompanham a nossa fraca mediocridade;
e até, algumas vezes, de bolhas empeçonhadas
de revolta contra a "radicalidade evangélica"
de que falava com tanto amor João Paulo II,
pois achamos que é impossível
e seria cruel exigi-la aos cristãos.
E assim, Mãe, tolos de nós, hipócritas de nós,
comodistas de nós, vamos vivendo na moleza e na mentira
de uma santidade sempre proposta como meta
e nunca seriamente pedida a Deus
nem tentada com esforço,
de uma entrega apregoada como ideal
e nunca efetivada, de uma imitação de Cristo sempre desejada
e nunca empreendida.
Mãe, será que o Espírito Santo nos pode dar
o dom de fortaleza quando ocultamos em baixo do tapete
as grandes verdades que Jesus,
Caminho, Verdade e Vida, proclamou?
– Esforçai-vos por entrar pela porta estreita!
– Se alguém quiser vir após mim,
negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
– Quem quiser salvar a sua vida a perderá;
e quem perder a sua vida por causa de mim a encontrará.
– Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim,
não é digno de mim.
– Portanto, qualquer um de vós,
se não renunciar a tudo o que tem
não pode ser o meu discípulo.
– Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só;
mas, se morre, produz muito fruto.
Mãe de Jesus Cristo, Virgem fiel,
há uma coisa que o mundo não entende
e que as almas tíbias já deixaram de compreender
com uma miopia grave ou uma cegueira total:
Que é só pelo caminho íngreme
e pela porta estreita,
abraçando a Cruz com Jesus,
que as almas sobrem cantando
e atingem a felicidade do Céu.
Mas que, pela porta espaçosa
e o caminho fácil
do comodismo sem luta
e da medíocre autocompaixão,
as almas só conseguem desbarrancar chorando,
e perdem esta vida em enjoados vazios,
arriscando-se a perder a plenitude eterna.
Por isso, eu vos peço, Mãe,
que nos façais compreender as palavras
do vosso bom filho São Josemaría,
cheias da sabedoria de Deus
e da experiência dos santos:
– Onde não há mortificação, não há virtude.
– Se não te mortificas,
nunca serás alma de oração.
– Tanto terás de santidade
quanto tiveres de mortificação por Amor.
Mortificação voluntária, sim, Mãe.
Mortificação da preguiça,
que nos faz desperdiçar tanto tempo
e rodopiar no caos e na desordem.
Mortificação da gula,
dos excessos e caprichos no comer e no beber.
Autodomínio da língua,
da verborréia, da taciturnidade enfezada
e da maledicência.
Domínio da dispersão, da curiosidade,
dos olhos que chafurdam em todas as sujeiras,
e da imaginação volátil,
a "louca da casa"que anda à solta
e faz cair na tentação.
Mortificação, sobretudo,
para cumprir com amor
o pequeno dever de cada dia;
para nos sacrificarmos e servir os outros,
para ajudá-los com alegria,
para sorrir quando nos custa,
para escutar quando estamos cansados,
para compreender em vez de desprezar...
E paciência! Mãe! A paciência!
Às vezes, é a maior fortaleza.
Vós sabeis quanto nos custa!
Por isso, não nos deixeis esquecer
que, com a ajuda da graça
e os dons do Espírito Santo,
podemos conseguir
que a tribulação produza a paciência
– como escreve São Paulo – ,
a paciência produza a virtude a toda a prova.
e essa virtude provada acenda em nós a esperança.
A esperança que não desilude,
porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Pe. FRANCISCO FAUS - As tibiezas e os dons do Espírito Santo
terça-feira, 11 de setembro de 2012
"OS BONS EFEITOS DA ORAÇÃO"
.
Notemos que a oração produz três espécies de bens.
Primeiramente, constitui um remédio eficaz contra todos os males. Livra-nos dos pecados cometidos: «Remistes, Senhor, a iniqüidade de meu pecado, diz o Salmista (Sl 31,5-6) por isso todo homem santo dirigirá a Vós sua prece». Assim pediu o ladrão sobre a cruz e obteve seu perdão, pois Jesus lhe respondeu: «Em verdade vos digo, hoje mesmo estareis comigo no paraíso». (Lc 23,43), Do mesmo modo rezou o publicano e voltou para casa justificado (cf. Lc 18,14).
A oração nos liberta do medo dos pecados que virão, das tribulações e da tristeza. Alguém está triste entre vós? Reze com a alma tranqüila (Tg 5,3).
A oração nos livra das perseguições dos inimigos. Está escrito no Salmo 108, 4: Em resposta ao meu afeto me fizeram mal; eu, porém, orava.
Em segundo lugar, a oração é um meio útil e eficaz para a realização de todos os nossos desejos. Tudo o que pedirdes na oração, diz Jesus, crede, recebereis. (Mc 11,24)
Se não somos atendidos, será porque — ou não pedimos com insistência: é preciso rezar sem descanso (Lc 18, 1) — ou então não pedimos o que é mais útil à nossa salvação. «O Senhor é bom, diz Santo Agostinho, muitas vezes não nos concede o que queremos, para nos dar os bens, que desejaríamos receber, se nossa vontade estivesse bem de acordo com a sua divina vontade». São Paulo é exemplo disso, pois, por três vezes, pediu para ficar livre de um forte sofrimento em sua carne e não foi atendido (cf. II Cor 12,8).
Em terceiro lugar a oração é útil, porque nos torna familiares de Deus. Que minha oração suba até vós, como a fumaça do incenso, diz o Salmista (Sl 140, 2).
SERMÕES DE S. TOMÁS DE AQUINO
O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA TEM POR SACERDOTE O PRÓPRIO JESUS CRISTO
Depois de dizer que o Sacrifico da Missa é o mesmo
Sacrifício da Cruz, e não uma cópia, era de imaginar que não
se poderia encontrar prerrogativa melhor. O que o torna,
entretanto, mais sublime é o fato de ter como sacerdote o
próprio Deus feito homem.
Três coisas, certamente são para considerar no santo
Sacrifício: o Sacerdote que oferece. A Vítima oferecida e a
Majestade divina, a quem se oferece. Ora, três considerações:
o Sacerdote, que oferece, é um Homem-DEUS, JESUS
CRISTO: a vítima é a vida de um DEUS; e não se oferece a
outrem senão DEUS.
Reanimai, portanto, a vossa fé, e reconhecei no padre que
celebra, a pessoa adorável de Nosso Senhor JESUS CRISTO.
É Ele o principal oferente, não só porque instituiu este santo
Sacrifício, e lhe dá, por seus méritos, a eficácia, mas porque se
digna, em cada Santa Missa e para nosso benefício mudar o
pão e o vinho em seu santíssimo Corpo e preciosíssimo
Sangue.
Eis porque a maior excelência da Santa Missa consiste em
ter por Sacerdote um DEUS feito Homem. E quando virdes o
celebrante no altar, sabei que sua maior dignidade é ser o
ministro deste Sacerdote invisível e eterno que é nosso Redentor.
Daí vem que o Sacrifício não deixa de ser agradável a
DEUS, ainda que o padre celebrante seja um pecador, visto
que o principal oferente é CRISTO Nosso Senhor, e o padre
seu simples representante.
Do mesmo modo, aquele que dá esmola pela mão dum
servidor, é verdadeiramente o principal autor do benefício, e
ainda que o servo fosse um celerado, se o patrão é um justo, a
esmola é santa e é meritória.
Bendito seja DEUS que nos deu um Sacerdote
infinitamente santo, a própria Santidade, o qual oferece ao PAI
Eterno este divino Sacrifício, não só em todo lugar, pois hoje a
fé está difundida em toda parte
, mas também em todo tempo,
todos os dias e mesmo a toda hora, graças a DEUS, o sol se
levanta para outras regiões, quando pra nós desaparece. A
toda hora, portanto em qualquer parte da Terra, este
Santíssimo Sacerdote oferece seu Corpo, seu Sangue, todo o
Ser ao PAI, por nós, e o faz tantas vezes quantas Missas se
celebram em todo o Universo.
Que tesouro imenso! Que mina de inestimáveis riquezas
possuímos na Igreja de DEUS! Felizes de nós se pudéssemos
assistir devotamente a todas as Santas Missas! Que capital de
méritos amontoaríamos! Que abundância de graças nesta vida,
e que grau de glória na outra nos proporcionará a devota e
amorosa assistência a tantas Santas Missas!
Mas que digo? Assistência? Os que assistem a Missa à
Santa Missa não fazem apenas o ofício de assistentes, mas
também o de celebrantes e pode-se chama-los sacerdotes:
Fecisti nos DEO nostro regnun et sacerdotes
(Apoc 5,10). O
sacerdote que oficia é como o ministro público da Igreja inteira,
é o mediador de todos os fiéis, e especialmente daqueles que
participam da Santa Missa, junto do Sacerdote invisível que é
JESUS. Com CRISTO, ele oferece ao Eterno PAI, em seu
Nome e em nome de todos, o resgate precioso da Redenção
dos homens. Não está, porém, sozinho nesta santa função.
Todos os que assistem a Santa Missa, concorrem com ele no
oferecimento do Sacrifício. Assim, voltado para os fiéis, o
sacerdote diz:
Orate, fratres, ut meum ac vestrum sacrificium
acceptabile fiat
:
“Orai, meus irmãos, para que o meu sacrifício, que é
também o vosso, seja agradável a DEUS”.
Estas palavras, que o sacerdote profere, é para nos dar a
entender que, conquanto desempenhe ele o papel de ministro
principal, todos, que ali assistem, com ele oferecem a grande
Vítima. Quando assistis à Santa Missa, fazeis, portanto, de
certo modo, o ofício de sacerdote.
Que dizeis agora? Ousaríeis ainda assistir à Santa Missa,
sentados, tagarelando, olhando para um e outro lado, e
contentando-vos de recitar, bem ou mal, umas preces vocais,
sem levar em conta o ofício de tanta responsabilidade que
exerceis, o ofício de sacerdote?
Ah! não posso evitar de exclamar aqui: Ó mundo
insensato, que nada compreende de tão augustos mistérios.
Como é possível permanecer ao pé dos altares com o
espírito distraído e o coração dissipado, num momento em que
os Anjos e os Santos se absorvem em admiração e temo à
vista de tão maravilhosa obra!
POR: São Leonardo de Porto Maurício
domingo, 9 de setembro de 2012
"LOUVOR ÀS CHAGAS E AO SANGUE DO CORDEIRO"
Louvo as Chagas e o Sangue do Cordeiro que curam as fraquezas do meu corpo.
Louvo as Chagas e o Sangue do Cordeiro que curam as fraquezas da minha alma.
Louvo as Chagas e o Sangue do Cordeiro que curam as fraquezas do meu espírito.
Adoração ao Cordeiro de Deus que derramou Seu Sangue por nós em agonia.
No Seu Sangue há poder para perdoar;
No Seu Sangue há poder para purificar;
No Seu Sangue há poder salvar;
No Seu Sangue há poder libertar;
No Seu Sangue há poder vencer;
No Seu Sangue há poder renovar;
No Seu Sangue há poder proteger;
Para aquele que crê nopoder do Sangue de Jesus, nada é impossível;
Louvo o Sangue do Cordeiro, que cobre todos os meus pecados, para que não mais sejam vistos.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que me purifica de todos os meus pecados e me torna alvo como a neve.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que tem o poder de me libertar de todas as minhas correntes e escravidão do pecado.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que é mais forte que o meu próprio sangue, infestado de pacado, e que me transforma à imagem de Deus.
Louvo o Sangue do Cordeiro, em que há vitória sobre todos os poderes que querem me oprimir, sobre todo poder do inimigo.
Louvo o Sangue do Cordeiro que me protege das astutas investidas do inimigo.
Louvo o Sangue do Cordeiro que me prepara as vestes nupciais.
Louvo o Sangue do Cordeiro que faz novas todas as coisas.
Aleluia! Amém!
Orações Selecionadas, Sorocaba, 10 de Abril de 1999
"MUITO AINDA SE PREOCUPAM COM CONSOLO E DESCANSO"
Vou a caminho do Calvário. Aqueles homens iníquos, temendo ver-Me morrer antes de
chegar ao fim, entendem-se entre si para buscar alguém que Me ajude a carregar a Cruz e
requisitaram um homem das redondezas chamado Simão. Este homem Me ajuda a carregar
parte da Cruz, mas não toda a Minha Cruz...
Há almas que caminham assim atrás de Mim. Aceitam Me ajudar a carregar Minha Cruz,
mas se preocupam ainda com o consolo e o descanso. Muitas outras consentem seguir-Me
e, assim, abraçaram a vida perfeita. Mas não abandonam o interesse próprio, que continua
sendo, em muitos casos, seu primeiro cuidado; por isso vacilam e deixam cair Minha Cruz,
quando lhes pesa demasiado. Procuram a maneira de sofrer o menos possível, medem sua
abnegação, evitam o quanto podem a humilhação e o cansaço e, talvez lembrando-se com
pena daqueles que deixaram, tratam de procurar para si certas comodidades, certos prazeres.
† Oh Jesus obedientíssimo, manso e humilde de coração, tende piedade de nós!
Meditações sobre a Paixão de Cristo, do livro A Paixão
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
"Eu pecava em buscar a mim próprio e nas demais criaturas"
Contudo, Senhor, graças te sejam dadas,
excelso e ótimo criador e ordenador do universo, nosso Deus, mesmo que te
limitasses a me fazer apenas menino. Porque então, eu já existia, vivia,
sentia, cuidava da minha integridade, eco de tua profunda unidade, fonte de
minha existência.
Guardava
também, com o secreto instinto, a integridade dos meus outros sentidos, e
deleitava-me com a verdade nos pequenos pensamentos que formava sobre coisas
pequenas. Não queria ser enganado, tinha boa memória, e me ia instruindo com a
conversação. Alegrava-me com a amizade, fugia à dor, ao desprezo, à ignorância.
E não seria isto, em tal criatura, digno de admiração e de louvor? Pois todas
essas coisas são dons do meu Deus, que eu não dei a mim mesmo. E todos são
bons, e tudo isso constitui o meu eu.
O que me criou,
portanto, é bom, e ele próprio é o meu bem; a ele louvo por todos estes bens
que integravam meu ser de criança. Eu pecava em buscar em mim próprio e nas
demais criaturas, e não Nele, os deleites, grandezas e verdades; por isso caia
logo em dores, confusões e erros.
Graças
a ti, minha doçura, minha esperança e meu Deus, graças a ti por teus dons; que
eles fiquem em ti conservados. Assim me guardarás também a mim, e aumentarão e
aperfeiçoarão os dons que me deste, e eu estarei contigo, porque também me
deste a existência.
CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO
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