terça-feira, 2 de outubro de 2012

"SOBRE OS SANTOS ANJOS"


A existência dos anjos é dogma de fé confirmado por vários Concílios, pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja que os apresenta nos escritos dos Santos Padres e dos Santos doutores.
O primeiro Concílio Ecumênico, que confirmou a existência dos seres espirituais, foi o de Nicéia, em 325, quando fala "dos seres invisíveis" criados por Deus. O Magistério da Igreja confirmou a realidade dos anjos no Concílio de Latrão IV (1215), ao declarar contra o dualismo dos hereges cátaros: "Deus é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, espirituais e corporais; por sua onipotência, no início do tempo, criou igualmente, do nada, as criaturas espirituais e corporais, isto é, o mundo dos anjos e o mundo terrestre; em seguida criou o homem, que, de certo modo, compreende umas e outras, pois consta de espírito e corpo. O diabo e os outros demônios foram por Deus criados bons, mas por livre iniciativa tornaram-se maus. O homem pecou por sugestão do diabo." (DS 800 [428]).

São Paulo ensinava em sua primeira Carta aos fiéis de Colossos: "Nele, foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e invisíveis, Tronos, Dominações (ou Soberanias), Principados, Potestades (ou Autoridades): tudo foi criado por Ele e para Ele". (Cl 1, 16)
O Catecismo da Igreja afirma, sem hesitação, a existência dos anjos: "A existência dos seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura, chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição" (§ 328).
O Papa Pio XII, na sua encíclica Humani Generis (1959), reafirmou que os anjos são "criaturas pessoais", dotadas de inteligência sagaz e vontade livre (DS 3891).

São Gregório Magno, doutor da Igreja (540-604) dizia que "cada página da Revelação escrita atesta a existência dos Anjos". A presença e a ação dos anjos bons e maus estão a tal ponto inseridas na história da salvação, na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, que não podemos negar a sua existência e ação, sem destruir a Revelação de Deus. Eles são mencionados mais de 300 vezes na Bíblia.

O Catecismo lembra que "Cristo é o centro do mundo angélico" (§ 331). Eles pertencem a Cristo, porque são criados por Ele e para Ele, como disse São Paulo (cf.Cl 1, 16).
O Catecismo nos ensina ainda que: "Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus" (§ 336).
Os anjos são servidores e mensageiros de Deus, como diz o salmista: poderosos executores da sua palavra, obedientes ao som da sua palavra (Sl 103,20).

Jesus disse que os anjos dos pequeninos contemplam, "constantemente, a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18,10), e a Igreja viu aí uma alusão ao Anjo da Guarda, guardião do corpo e da alma dos homens, cuja Festa celebra, liturgicamente, no dia 2 de outubro, desde o século XVI, universalizada pelo papa Paulo V, depois que Leão X, em 1508, aprovou o ofício composto por João Colombi.
Muitas coisas São Tomás deixou escritas sobre os anjos. Também Santo Agostinho e outros santos doutores.
Santo Agostinho afirmou que: "Só conheceremos a natureza dos anjos de modo perfeitamente claro, quando estivermos, para sempre, unidos a eles na posse da bem-aventurança eterna" (Enchiridion, cap. 58).

Para São Tomás, a criação dos anjos, os seres que mais se assemelham a Deus (puros espíritos), é necessária para a perfeição do universo. Os anjos possuem o intelecto superior ao dos homens, que, neste caso, depende dos sentidos. Para o anjo, o intelecto puro pode compreender as realidades sem a necessidade dos sentidos. Em outras palavras, o anjo pode intuir, conhecer, sem precisar raciocinar.

Sobre essa maneira de conhecer as realidades, São Tomás ensina que: "O intelecto angélico é um verdadeiro quadro pintado ou melhor ainda, um espelho vivo que o anjo precisa apenas contemplar para conhecer as coisas naturais deste mundo" (De Veritate, questão 8, e 9).
Os Concílios de Latrão IV e Vaticano I afirmaram que: "Deus, com sua virtude onipotente, no início dos tempos, simultânea e igualmente, criou uma e outra criatura, a espiritual e a corporal, isto é, a angélica e a material e depois a humana; esta, composta de espírito e de corpo".
Os anjos, por seu intelecto muito mais perfeito do que o nosso, podem prever certos acontecimentos futuros que dependem de leis físicas, que eles conhecem; é o que ensina São Tomás. Podem mesmo prever acontecimentos que dependem de leis naturais, como os fenômenos meteorológicos, mortes, destruições de cidades, fome, epidemias, etc. Isto não quer dizer que o anjo seja onisciente (sabe tudo); é apenas fruto do entendimento mais penetrante que ele tem das coisas; mas não pode pressupor um acontecimento imprevisível.

O mesmo se pode dizer dos demônios. Eles só podem conhecer os fatos futuros desde que as causas que o determinam existam e não possam ser impedidas por outras, ou provocadas por ações de vontades livres.
São Tomás afirma que só por uma revelação especial de Deus os anjos podem conhecer o futuro que dependa de uma vontade livre ou de uma causa fortuita (causa que não depende de leis naturais).
Segundo São Basílio Magno, doutor da Igreja (330-369): "Os anjos não foram criados como crianças imperfeitas, que aos poucos foram se aperfeiçoando pelo exercício, de tal forma que se fizeram dignos e receber o Espírito Santo. Ao contrário, desde o primeiro instante de sua existência, juntamente e em conjunto com a sua substância, receberam a santidade, isto é, a Graça Santificante (In Psalm., homilia 32,4).

Santo Agostinho diz que: "Deus criou os anjos dando-lhes a natureza e infundindo-lhes ao mesmo tempo a Graça" (A Cidade de Deus; lv.XII, 9,9).
São Tomás, sobre a perfeição dos anjos, ensina na Questão LXII da sua Suma Teológica, entre outras coisas que: "O anjo, tão logo realizou o primeiro ato de caridade (amor a Deus), mereceu a bem-aventurança e tornou-se, imediatamente, bem-aventurado". (Art. V)
"É razoável supor-se que os anjos receberam os dons da Graça e a perfeição da bem-aventurança, de acordo com o grau de sua perfeição natural". (Art.VI )
"Os anjos bem-aventurados não podem pecar" (Art. VIII). "Os anjos bem-aventurados não podem aumentar o merecimento nem progredir, quando já na bem-aventurança" (Art.IX).

Com relação ao lugar onde o anjo se encontra, São Tomás ensina, na Questão III da Suma Teológica, o seguinte: "Os anjos não estão em um lugar, tal como os corpos, isto é, de uma maneira própria e circunscritiva, mas de uma maneira que transcende o lugar" (Art. I).
A Igreja conhece o nome dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, cuja festa litúrgica é no dia 29 de setembro.
Os Anjos participaram ativamente na vida de Jesus, desde o anúncio de sua concepção no seio da Virgem Maria até a sua Ascensão ao Céu. E Cristo voltará com eles em sua glória no fim da História.
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

"OS SANTOS ANJOS"

«Formamos com os Anjos uma única cidade de Deus...» Santo Agostinho (354-430)
Estamos vivendo a era do progresso da ciência, do avanço tecnológico e da moda dos anjos. Como é grandioso o show dos anjos em nosso tempo. E são tratados com superficialidade, heresia, espetacularização e fantasia própria da moda e de um reality show. As igreja, livrarias e bancas de jornal estão cheias de livros, revistas, DVDs e CDs tomadas de superstições, crendices e enganos. Com promessas de cura, sorte no amor, prosperidade e da libertação total para todos os males. Na verdade, estamos vivendo uma triste idolatria engodo sobre os anjos. O mercado fashion dos anjos nada tem a ver com os nossos angélicos protetores. Os nossos bem-aventurados espíritos celestes e poderosos guardadores de nossas vidas estão dentro da fiel doutrina da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição Cristã.

Anjos e Heresias

«Entretanto, se alguém – ainda que nós mesmos ou um anjo do céu – vos anunciar um evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema. Como já vo-lo dissemos, volto a dizê-lo agora: se alguém vos anunciar um evangelho diferente do que recebestes, seja anátema» (Gl 1,6-9).
Há muitas músicas sobre anjos. Em épocas recentes nos Estados Unidos, uma canção popular em cada 10 menciona anjos. Em meados dos anos 90, havia mais de 120 «butiques de anjos» naquele país. Nelas vendem-se estatuetas, pingentes e papéis de carta de anjos, e até chocalhos para bebês com imagens de anjos. Há seminário e boletins que supostamente ensinam as pessoas a contatar esses seres celestiais. Revistas, Jornais e programas de entrevistas contam histórias de pessoas que teriam se encontrado com anjos.
Uma série de TV muito popular nos Estados Unidos também trata do tema de ajuda angélica. Há também os livros. Uma grande livraria de Nova York oferece mais de 500 livros que falam de anjos, em especial de anjos da guarda. Esses livros prometem mostrar aos leitores como contatar o anjo da guarda, aprender seu nome, falar com ele e pedir sua ajuda.
Muitas pessoas hoje afirmam ter visto anjos e falado com eles. Outros dizem que tiveram contatos com seres extraterrestres. O livro Angels-An Endangered Species (Anjos: Uma Espécie Ameaçada) lista as similaridades entre esses dois tipos de relatos, afirmando que ambos talvez tenham uma explicação em comum. Segue-se um resumo de algumas similaridades listadas no livro:
1. Tanto os anjos como os extraterrestres vêm de outro mundo.
2. Ambos são formas de vidas avançadas, quer espiritual que tecnologicamente.
3. Aqueles que são bons têm aparência jovem e bonita, são bondosos e cheios de compaixão.
4. Nenhum dos dois tem dificuldade com idiomas e falam claramente a língua do ouvinte.
5. Ambos são hábeis em voar.
6. As aparições de anjos e extraterrestres são acompanhadas de luz brilhante.
7. Ambos aparecem vestidos, em geral com roupas compridas ou túnicas justas. As cores favoritas são brancas e azuis.
8. Ambos são, em geral, da altura dos seres humanos.
9. Ambos expressam preocupação com o sofrimento da humanidade e com o planeta.
10. As evidências de encontros com extraterrestres ou anjos são os testemunhos dos observadores.
O cristão que tem o ensinamento da Palavra de Deus e da Sagrada Tradição não é enganado pelas doutrinas errada e fantasiosas sobre os anjos.
Escreve São Paulo Apóstolo: «Esses tais são falsos apóstolos, operários enganadores, camuflados em apóstolo de Cristo. E não é de estranhar! Pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz» (2 Cor 11,13.14). Exorta São João Apóstolo: «Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examina os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo» ( 1 Jo 4,1 ). O diabo está enganando muita gente por meios de seus demônios fingindo serem anjos bons. Nós, os verdadeiros cristãos, temos o Divino Espírito Santo que nos ilumina com seus dons a não sermos iludidos com falsos anjos e temos a intelectualidade espiritual para sabermos os nossos fiéis anjos da guarda enviado pelo bom Deus. (Ler 1 Cor 2,14-16).
O que devemos fazer com as pessoas caídas pelo engano das heresias sobre os anjos? Quem responde é a fundadora da Congregação dos Santos Anjos, Madre Maria São Miguel Poux: «Vamos, como os anjos estender a mão à pessoa caída». Pela verdadeira doutrina sobre os anjos, vamos libertar as pessoas dos seus erros.

A Natureza Angélica

Os anjos são seres mais perfeitos que os homens, dotados de inteligência luminosa e de uma vontade poderosa. Como nos homens, os anjos são seres individuais, dotados de inteligência e livre arbítrio, elevados por Deus à ordem sobrenatural. Isto é, foram chamados, pela graça, a participar da vida de Deus através da visão beatifica. Para a mente angélica, o ver e o conhecer, em toda a profundidade e sem margem a confusão, são dois atos simultâneos. Assim a ciência angélica excede muito a humana, tanto em extensão como em precisão, pois a mente do homem pode sempre enganar-se, mesmo depois de muita análise. Entretanto, o conhecimento dos anjos não é infinito, o que é atributo só de Deus.
Os anjos (e também os demônios, que são anjos pervertidos), pela sua própria natureza, não tem a capacidade de conhecer o futuro livre ou contingente, ou seja, o futuro que depende de um ato livre de Deus ou do homem; porém, dada sua inteligência agudíssima e seu conhecimento da natureza e da suas leis, eles podem prever qual o desenrolar dos acontecimentos, postas certas causas. Também podem, em razão de sua profunda penetração psicológica e do conhecimento da alma humana, fazer conjecturas (hipóteses) mais ou menos prováveis de como os homens reagem diante de determinada circunstância, e assim como prever o que decorrerá daí. Como pode o anjo, sendo um ser espiritual, mover a matéria? Que os anjos têm esse poder, também sabemos por que no-lo revelam as Sagradas Escrituras. Por exemplo, lemos que Deus livrou o profeta Daniel, na cova dos leões, por meio de um anjo (Dn 6,21).
Entretanto, ainda permanece um mistério para nós como um espírito possa mover a matéria. Uma ponta desse mistério pode ser desvendada se considerarmos como o corpo humano, apesar de material, é movido por uma alma espiritual. Por meio da vontade – que também é imaterial – a alma move os membros do corpo a seu bel-prazer. Logo, não repugna à razão que um ser espiritual, o anjo, possa também mover a matéria. Mas, há uma diferença: a alma humana só pode fazer em relação ao corpo ao qual esta substancialmente unida; e as outras coisas, as movem por meio desse corpo. Ora, os anjos, como puros espíritos, não estão substancialmente unidos a nenhum corpo material. Podem assim mover livremente qualquer matéria.

Os Santos Padres e os Anjos

Os Santos Padres da Igreja ensinaram, desde cedo, essa doutrina. São Basílio, o Grande, afirma: «Que cada qual tem um anjo para dirigi-lo, como pedagogo e pastor, é o ensinamento de Moisés». (Ex 32,34).
E São Jerônimo assim comenta a passagem de São Mateus, (Mt 18,10), sobre os anjos das crianças: «Isto mostra a grande dignidade das almas, pois cada uma tem, desde o nascimento, um anjo encarregado de sua guarda».
Santo Agostinho pergunta: «Como podem os anjos estar longe, quando nos foram dados por Deus para ajudar-nos? » E responde: «Eles não se apartam de nos, embora aqueles que são assaltados pelas tentações pensem que estão longe».
O príncipe dos teólogos, São Tomas de Aquino, justifica a existência dos anjos da guarda pelo princípio de que Deus governa as coisas inferiores e variáveis por meio das superiores invariáveis. Estando o homem sujeito a instabilidade e sob o julgo de suas paixões, é governado e amparado pelos anjos, que são para eles o instrumento da providencia especial de Deus.
A crença na existência e atuação dos anjos da guarda está tão firmemente estabelecida na Tradição da Igreja que, desde tempos imemoriais, foi instituída uma festa especial em louvor dos mesmos. A partir dos dados da Sagrada Escritura e da Tradição, os teólogos foram explicitando, ao longo dos séculos, uma doutrina sólida e coerente sobre os anjos da guarda.
Assim a existência dos anjos é uma verdade de fé, provada pela Escritura e pela Tradição

Os Três Gloriosos Arcanjos

«Eis que veio em meu coração socorro Miguel, um dos primeiros príncipes» (Dn  10,13).
«Eu sou Gabriel, que assisto diante (do trono) de Deus» (Lc 1,19).
»Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos diante do trono do Senhor» (Tb 12,15).
A Santa Igreja e o povo de Deus veneram de modo especial os três gloriosos arcanjos – São Miguel, São Gabriel e São Rafael.
Embora sejam continuamente chamados de Arcanjos, segundo bons teólogos e comentaristas das Escrituras, esses anjos certamente pertencem ao primeiro dos coros angélicos, o dos Serafins.

SÃO MIGUEL: «QUEM É COMO DEUS?»

Em hebraico mîkâ’êl significa: «quem (é) como Deus?» (Ap 12,7-12).
São Miguel Arcanjo é o protetor de Israel enquanto o povo eleito (Dn 10,13-21); ele é também o protetor do nosso povo eleito pela graça de Cristo.

SÃO GABRIEL: «FORÇA DE DEUS»

Em hebraico, «gabrî’êl» quer dizer: «homem de Deus»; ou «Deus se mostrou forte»; ou, ainda, «força de Deus». A tradição cristã vê nele o anjo que apareceu aos pastores para anunciar o nascimento do Salvador (Lc 2,8-14), e a São José, em sonho, para explicar a concepção virginal de Maria Santíssima (Mt 1,20). Teria sido ele também quem confortara Jesus em sua agonia no Horto (cf. Hino de Laudes do dia 24 de março).

SÃO RAFAEL: «MEDICINA DE DEUS»

Em hebraico, «refâ’êl» tem o sentido de: «Deus curou» ou «Medicina de Deus». Ele próprio revelou sua elevada hierarquia depois de ajudar o jovem Tobias, que acreditava estar em presença de um simples homem: «Eu sou o anjo Rafael, um dos sete». (espíritos principais) «que assistimos diante do senhor» (Tb 12,15). Especialistas em Sagradas Escrituras também consideram o Arcanjo São Rafael como um Serafim.

CONCLUSÃO

Os anjos são assuntos de conversação popular e as pessoas acreditam em uma porção de mitos a respeito deles. Por exemplo, algumas pessoas oram para anjos, pensando que eles estão no mesmo patamar de Deus. E alguns acreditam que pessoas possam virar anjos após a morte. Eis aqui, porém, o que a Sagrada Escritura, com autoridade, ensina:
Deus criou os anjos (Colossenses 1,15-17).
Os anjos adoram a Deus (Neemias 9,6) e são conhecidos por estes termos: Arcanjos (Judas 1,9); Querubins (2 Reis 19,15); e Serafins (Isaías 6,1/3).
Eles ministram ao povo de Deus (Hebreus 1,13,14), guardando-os e protegendo- os (Salmo 91,9-12).
Deus lhes confia tarefas especiais (Mateus 1,20; Lucas 1,26).
Os anjos de Deus se alegram quando nos arrependemos dos pecados e nos voltamos a Cristo para salvação (Lucas 15,7,10).
Só Deus merece o nosso louvor e adoração. Então, vamos nos juntar aos anjos e cantar Seus louvores! «Anjos do Senhor, bendizei o Senhor: louvai-o e exaltai-o para sempre» (Dn 3,58).
Temos a santa revelação do ministério dos Santos Anjos que eles recebem de Deus o poder de nos guardar: «Eis que eu enviarei o meu Anjo que vai adiante de ti, e te guarda pelo caminho, e te introduza no lugar que preparei» (Ex 23,20). «Não desprezei nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que o seus anjos nos céus vêem continuamente a face de meu Pai que esta nos céus» (Mt 18,10). «Então é o seu anjo [de Pedro]» (At 12,15). Tenhamos bastante conhecimento, amor e comunhão com os santos anjos.

Glorifiquemos a Santíssima Trindade para sempre pelos santos Anjos da Guarda!
Fonte
Solimeo, Plinio Maria. Os Santos Anjos – Nossos celestes protetores, São Paulo: Editora Padre Belchior de Ponte, 1997, pp.12-14.
Mosteiro Camelo de São José – Locarmo Monti. Em comunhão com os anjos: nosso s irmão e amigos. A luz da Bíblia, da teologia e da espiritualidade.
Belo Horizonte: Editara da Divina Misericórdia, 1992.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"FRASES DE SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS"


"Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus."

"Não possuo o valor buscar orações formosas nos livros, como não sei como escolher, penso como as crianças e digo simplesmente ao bom Deus o que necessito, e Ele sempre me compreende.""Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus."

"Não possuo o valor buscar orações formosas nos livros, como não sei como escolher, penso como as crianças e digo simplesmente ao bom Deus o que necessito, e Ele sempre me compreende."

" O que me impulsiona a ir para o céu é o pensamento de poder acender no amor de Deus uma multidão de almas que o louvarão eternamente."

"Meu caminho é o caminho da infância espiritual, o caminho da confiança e da entrega absoluta".

"Quisera eu encontrar também um elevador que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a dura escada da perfeição".

"Na lavanderia minha companheira de trabalho sacudia a roupa com tanta força que me salpicava o rosto de sabão. Isto me fazia sofrer, porém jamais lhe disse nada a respeito, e assim sofria este pequeno sacrifício pelos pecadores".

"Eu nunca aconselho nada a ninguém sem antes recomendar-me à Virgem Santíssima. Ela é que faz que as palavras que digo tenham eficácia nos que as ouvem."

"A vida é um instante entre duas eternidades."

"Como é grande o poder da oração! É como uma rainha que em todo o momento tem acesso direto ao rei e pode conseguir tudo o que lhe pede."

"A Santíssima Virgem demostrou-me que nunca deixou de proteger-me. Logo quando a invoco, quando me vem uma incerteza, um aperto, imediatamente recorro a ela, e sempre cuida de meus interesses como a mais terna das Mães."

" O que me impulsiona a ir para o céu é o pensamento de poder acender no amor de Deus uma multidão de almas que o louvarão eternamente."

"Meu caminho é o caminho da"Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus."
"Não possuo o valor buscar orações formosas nos livros, como não sei como escolher, penso como as crianças e digo simplesmente ao bom Deus o que necessito, e Ele sempre me compreende."
" O que me impulsiona a ir para o céu é o pensamento de poder acender no amor de Deus uma multidão de almas que o louvarão eternamente."

"Meu caminho é o caminho da infância espiritual, o caminho da confiança e da entrega absoluta".

"Quisera eu encontrar também um elevador que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a dura escada da perfeição".

"Na lavanderia minha companheira de trabalho sacudia a roupa com tanta força que me salpicava o rosto de sabão. Isto me fazia sofrer, porém jamais lhe disse nada a respeito, e assim sofria este pequeno sacrifício pelos pecadores".

"Eu nunca aconselho nada a ninguém sem antes recomendar-me à Virgem Santíssima. Ela é que faz que as palavras que digo tenham eficácia nos que as ouvem."

"A vida é um instante entre duas eternidades."

"Como é grande o poder da oração! É como uma rainha que em todo o momento tem acesso direto ao rei e pode conseguir tudo o que lhe pede."

"A Santíssima Virgem demostrou-me que nunca deixou de proteger-me. Logo quando a invoco, quando me vem uma incerteza, um aperto, imediatamente recorro a ela, e sempre cuida de meus interesses como a mais terna das Mães."

"Sabe-se muito vem que a Santíssima Virgem é a Rainha do Céu e da Terra, porém é muito mais Mãe que Rainha".

"Oh! Maria! Se eu fosse Rainha do Céu e Tu fosses Teresa, eu queria ser Teresa a fim de que tu fosses a Rainha do Céu."

"Depois de minha morte, farei cair uma chuva de rosas".

"Vou passar meu céu fazendo o bem na terra",

"Eu não morro, entro na vida". infância espiritual, o caminho da confiança e da entrega absoluta".

"Quisera eu encontrar também um elevador que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a dura escada da perfeição".

"Na lavanderia minha companheira de trabalho sacudia a roupa com tanta força que me salpicava o rosto de sabão. Isto me fazia sofrer, porém jamais lhe disse nada a respeito, e assim sofria este pequeno sacrifício pelos pecadores".

"Eu nunca aconselho nada a ninguém sem antes recomendar-me à Virgem Santíssima. Ela é que faz que as palavras que digo tenham eficácia nos que as ouvem."

"A vida é um instante entre duas eternidades."

"Como é grande o poder da oração! É como uma rainha que em todo o momento tem acesso direto ao rei e pode conseguir tudo o que lhe pede."

"A Santíssima Virgem demostrou-me que nunca deixou de proteger-me. Logo quando a invoco, quando me vem uma incerteza, um aperto, imediatamente recorro a ela, e sempre cuida de meus interesses como a mais terna das Mães."

"Sabe-se muito vem que a Santíssima Virgem é a Rainha do Céu e da Terra, porém é muito mais Mãe que Rainha".

"Oh! Maria! Se eu fosse Rainha do Céu e Tu fosses Teresa, eu queria ser Teresa a fim de que tu fosses a Rainha do Céu."

"Depois de minha morte, farei cair uma chuva de rosas".

"Vou passar meu céu fazendo o bem na terra",

"Eu não morro, entro na vida".


domingo, 30 de setembro de 2012

"SOBRE SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS"

Santa Teresa de Lisieux, conhecida por Teresinha do Menino Jesus, é uma das santas mais características por sua espiritualidade.
Seu culto se espalhou em pouco tempo por todos os recantos do mundo católico.
Teresinha nasceu em Alençon, norte da França, aos 2 de janeiro de 1873. Seus pais, quando jovens, aspiravam, ambos, a se consagrarem a Deus na vida religiosa, mas por circunstâncias especiais não foram aceitos. Então a jovem Zélia Guerin, futura mãe de Teresinha, disse: "Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa como irmã, abraçarei o estado matrimonial para cumprir vossa vontade. Peço-vos, porém, encarecidamente, conceder-me muitos filhos e que vos sejam consagrados".
Daquele santo casal nasceram nove filhos. Três faleceram em tenra idade, os demais, todas meninas, tornaram-se religiosas conforme o desejo da mãe.

Teresinha ficou órfã de mãe aos quatro anos e sentiu muito esta falta. O pai, depois da morte da esposa, mudou-se com a família para Lisieux, onde tinha um cunhado cuja esposa zelava pela educação das filhas.Teresinha cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial e, sendo a caçula do lar, era chamada pelo pai "a minha rainhazinha". As irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus.
Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos. "Que poderia ter realizado de extraordinário em tão curta existência? Graças a sua autobiografia, com o título História de uma alma, sabemos que a jovem carmelita não fez nada de extraordinário, apenas cumpriu extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada. Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu que, por amor ao Amor Supremo, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, missionário, mártir. "Compreendi, escreve, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!"
Estas palavras poderiam parecer românticas, se não fossem corroboradas pela vida de oração, de sacrifícios, de provações, de penitências e de imolação no dia-a-dia da existência de Teresinha como Carmelita.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia, e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: " céus "; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : " meu Deus, eu vos amo...eu vos amo ". 

http://www.angelfire.com/ar2/jcarthur/stateresinha.htm

Filme de "SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS"

"ENGESSANDO A VIDA ESPIRITUAL"


Ler as Sagradas Escrituras de qualquer jeito, ir a Santa Missa apena por cumprir uma tarefa da rotina semanal e não se preparar para visitas de nosso Senhor em nossas vidas. Eis alguns exemplos de como engessar nossa vida espiritual, e o pior é que por ignorância, fazemos isso ainda achando que estamos no caminho certo, muitas vezes não se questionando o porque de mudanças significativas não acontecem nas nossas vidas!

Viver para Deus como diz em - Rm 6,11-14 "Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus. Portanto, que o pecado não impere mais em vosso corpo mortal, sujeitando-vos ás suas paixões; nem entregueis vossos membros, como armas de injustiça, ao pecado; pelo contrário, oferecei-vos a Deus como vivos provindos dos mortos e oferecei vossos membros como armas de justiça a serviço de Deus. E o pecado não vos dominará, porque não estais debaixo da Lei, mas sob a graça". - é um dilema e algo que parece ninguém fala ou comenta.  A vaidade, os vícios e principalmente a fidelidade para com as coisas do mundo tem dado á muitas pessoas a falsa impressão de que tudo está bem, tudo é assim mesmo ou ainda, Deus não olha pra minha vida.

Negamos Deus diariamente, já que atividades vazias, buscas desenfreadas por status, fama, moda e dinheiro tem ditado as regras de nossas vidas. Passamos a colecionar pecados e achamos que uma vida de santificação é para os outros menos para nós. Temos a cada instante a chance de colocar em prática a palavra meditada e contemplada através dos nossos e atitudes, fazendo assim valer os versículos bíblicos citados acima.

Nos tornamos especialistas em carregar fardos pesados demais e a não trazer em nós, traços de gentileza, fé, amor ao próximo, santidade e caráter. Somos especialistas em criar complexos projetos que nos tira noites de sono, mas não nos esforçamos para perdoar o irmão que está do nosso lado. Que o  Nosso Senhor possa em sua infinita misericórdia começar a trabalhar nesses corações que anseiam por dias melhores. Amém.

FONTE: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com

 


"A ESCADA PARA A CONTEMPLAÇÃO"



Quando tratamos de contemplação estamos pisando em terreno misterioso. Que apenas a linguagem análoga é capaz de nos elucidar algo deste outro mundo.

A contemplação á graça pura. Dom do Espírito daquele que é Totalmente Outro. Experiência que começa conosco, contudo, não termina em nossas mãos. É um deixar-se conduzir cada vez mais pelas asas soberanas do Sopro divino.
Não a alcançamos com métodos do tipo: faça isso, depois faça aquilo… Não obstante, podemos criar um “ambiente” que nos coloque numa posição em que Deus tome a primazia de tão sagrada e sublime experiência.
Portanto, apenas como analogia elucidativa podemos falar de uma “Escada para a contemplação”. Devemos ter em mente que quando se trata das coisas do espírito toda comparação é imperfeita. Deste jeito, apesar de usarmos o termo escada, não devemos entender a experiência como isso vem depois disso. Mas, isso sim, como um movimento espiritual de um ato só contendo nele várias dimensões.
Assim, fazendo uso de nossa analogia, esta escada que nos conduz à contemplação, ou mais conhecida por Lectio Divina, é feita de 4 degraus. A saber:
1. Leitura – Este é o primeiro “degrau”. Aqui nos debruçamos sobre a Palavra e a lemos. Não uma leitura rápida nem técnica, visando dissecar exegéticamente o texto. Trata-se de uma leitura mais com o coração do que com a mente. Uma leitura em espírito de oração e de reverente expectativa. Aqui os olhos convertem-se em ouvidos: não apenas se lê, se ouve!
2. Meditação – Aqui, neste segundo “degrau” nos deparamos com algo que tocou a fundo nossos corações. Pode ser uma frase curta ou até mesmo uma única palavra. E assim começamos a interiorizar aquilo que nos foi dado. De que maneira? Ruminando a frase ou palavra que nos tocou: repetindo-a várias vezes, permitindo assim que a mesma lance suas raízes nas profundezas de nossa alma. Este é o momento em que Deus começa a falar conosco.
3. Oração – Neste próximo “degrau” respondemos pessoalmente a palavra que nos foi entregue por Deus. Alguns mestres falam do proveito de neste momento mesclar a oração com a leitura retornando algumas vezes ao texto em questão. Contudo, eles também avisam acerca do cuidado que se deve ter para não se distrair em demasia com a leitura , permitindo assim, que o fogo que antes estava aceso, venha a se apagar.
4. Contemplação – Neste quarto e último “degrau” á medida que aprofundamos a oração a Presença Amante e amada vai tornando-se cada vez mais densa. Tão densa que nossos afetos, emoções e capacidades imaginativas cessam, para que simplesmente estejamosem na. Neste aprofundar de intimidade as palavras tornam-se desnecessárias. O silêncio se configura em eloquente declaração de amor ao Amado. Coração é arrebatado á presença daquele que é Misterium Tremendum. Não é tão simples de ser descrito como os outros três “degraus”. Nas palavras de Thomas Merton trata-se de um abraço de amor silencioso.
Esta “escada” está aberta, logo, acessível a todos quantos desejam empreender subida. Contudo, como qualquer escada, no início parecerá desgastante, íngrime, dificultosa. Mas, com prática e humilde dependência do Espírito Santo, logo perceberemos que não nos encontramos mais subindo sozinhos.
Fonte: