sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PORQUE REZAR PELOS FALECIDOS?



PORQUE REZAR PELOS FALECIDOS?
 Em cada Eucaristia, rezamos por aqueles que morreram com o sinal da fé. Porém, uma data especial é dedicada no calendário para a lembrança de todos os irmãos da chamada Igreja Padecente: 2 de novembro.
Foram os monges beneditinos da Abadia de Cluny, na Franca que, no ano de 998, com o Santo Odilon, começaram a realizar internamente, em seu mosteiro, uma celebração por todos os fiéis defuntos. No ano de 1311, Roma a sancionou oficialmente para toda a Igreja.
Nesse dia, peçamos especialmente pêlos irmãos que estão em seu momento de purificação final para poderem comparecer na presença de Deus – purgatório. Qual seria, porém, o sentido de se rezar pêlos mortos?
É muito simples: a amizade que temos pelas pessoas que amamos não se encerra com a morte destas.
Ao contrário, os laços ampliam-se após sua partida, pois agora elas estão junto a Deus, num outro plano, livres das barreiras inerentes à matéria. Portanto, neste dia, rogamos aos finados e eles intercedem por nós junto a Deus.
O apóstolo Paulo assim diz: “ele será salvo por meio do fogo”, querendo se referir à possibilidade de uma purificação após a morte (cf. 1 Cor 3,15).

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas e para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”.
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação

QUAL O SIGNIFICADO DO DIA DE FINADOS?


Celebrado no dia 2 de Novembro, finados é o dia em que as pessoas cultuam os mortos. Para tanto, visitam os cemitérios, rezam por seus entes queridos que morreram e lembram deles com saudades. O termos "finados" deriva de "finar", que significa falecer, morrer, terminar. 

QUEM INSTITUIU A CELEBRAÇÃO DE FINADOS?

Foi a igreja Católica, no século décimo, com o objetivo de intensificar as orações pelos falecidos e de professar a fé no Deus da vida, que em Jesus venceu a morte (cf. Rm 6, 8-11) e, com a sua segunda e gloriosa vinda, a destruirá para sempre. (cf. 1Cor. 15, 26). 

O QUE OS CRISTÃOS ENTENDEM POR "MORTE"? 

A morte, para os cristãos é o fim da vida vivida neste mundo. Ela separa a alma do corpo: o corpo volta ao pó e mistura-se com a terra, enquanto que a alma vai para Deus. Quando chegar o tempo determinado por Deus (cf. 1Tes 4, 16; Jo 6, 39-40; 44-54; 11, 24-27), alma e corpo voltarão a se juntar para o julgamento final (cf. Mt 25, 31-46).

Padre Cristovam Lubel


terça-feira, 30 de outubro de 2012

"A VERDADE DE DEUS"



Não seja vã, ó minha alma, nem ensurdeças o ouvido do coração com o tumulto de tua vaidade. Ouve também : o próprio Verbo clama que voltes, porque só acharás repouso imperturbável lá onde o amor não é abandonado, se ele não nos abandona antes. Eis que as coisas passam para ceder lugar as outras, e para que assim se forme este universo inferior, de todas as suas partes. “Mas, por acaso, afasto-me de um lugar para outro? – diz o Verbo de Deus – Fixa nele tua morada, confia a ele tudo o que dele recebeste, alma minha, já cansada de tantos enganos. Confia à Verdade quanto da Verdade recebeste, e nada perderás; antes, tua podridão reflorescerá e serão curadas todas as tuas fraquezas, e serão retomadas e renovadas, estreitamente unidas a ti, tuas partes inconscientes; e já não te arrastarão para a ladeira por onde descem, mas permanecerão contigo para sempre onde está Deus, eterno e imutável.
            Por que, perversa, segues o apelo de tua carne? Seja esta, convertida a te seguir. Tudo o que por ela sentes é parte, mas ignoras o todo de que é parte, ainda que te dê prazer. Mas, se os sentidos de tua carne fossem idôneos para compreender o todo, e se, para teu castigo, não tivessem sido justamente limitados a compreender apenas partes do universo, certamente desejarias que passasse tudo o que presentemente existe, para melhor desfrutar do conjunto.
            O que falamos também ouves com os ouvidos da carne, e com certeza não queres que as sílabas se detenham, mas que voem, para que outras lhes sucedam, e assim ouvires o conjunto. O mesmo acontece com todas as coisas que compõem um todo, quando essas partes constituintes não existem simultaneamente; há mais encanto no todo do que nas partes percebidas separadamente. Mas melhor do que todas elas, é o que as fez, que é nosso Deus, que não passa, porque nada vem depois dele. 

Trecho do Livro Confissões de Santo Agostinho Capítulo XI

domingo, 28 de outubro de 2012

"O VERDADEIRO DISCÍPULO"

O homem que vai embora triste representa, no evangelho, as pessoas incapazes de abandonar as riquezas para seguir Jesus. O cego Bartimeu, ao invés, é o modelo do autêntico discípulo de Jesus. De fato, ele percorre um processo, verdadeiro caminho de fé: sua vida de mendigo é completamente transformada pelo encontro com Jesus, a quem ele começa a seguir. Antes, "á beira do caminho", dependente das esmolas. Depois do encontro com Jesus, passa a ser sujeito da própria história, seguindo p Mestre "no caminho" da entrega da vida em Jerusalém. 

Diferente do homem rico que se mostrou incapaz de vender tudo e dar aos pobres para seguir Jesus, Bartimeu abandona sua única posse: o manto, do qual dependia para recolher as esmolas. E, quando o homem rico queria garantir a vida eterna, Bartimeu deseja apenas ver, indicando-nos o essencial de nossa vida de discípulos, chamados a fazer como ele um caminho de fé. 

A pergunta de Jesus a Bartimeu se repete a nós hoje: O que queremos que Jesus nos faça, a nós que também precisamos crescer no entendimento da missão do Mestre e na vivência de sua palavra? 

Estar no caminho com Jesus exige de nós a mesma atitude de Bartimeu. Sem o olhar da fé, os nossos passos se perdem por estradas mais cômodas, que podem levar ao bem estar pessoal, mas não à doação da vida até as últimas consequências. 

No encontro com Jesus, continuemos suplicando sua misericórdia, para que nossos olhos continuem se abrindo ao seu projeto. Há sempre um manto a abandonar, coisas velhas a deixar de lado, para abraçar a novidade de Deus em nossa vida. 

Enxergar é saber-se necessitado da misericórdia de Deus e ser sujeito da própria história - para ver e ouvir aqueles que ainda hoje, à beira da estrada, querem sentir que Deus é misericordioso mediante nossa misericórdia.


Comentário do Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o Evangelho de Domingo - Marcos 10, 46-52 dia 28/10/2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

20,000 Muito Obrigado!!!

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Sempre e exaltado e glorificado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!!!