sábado, 9 de fevereiro de 2013

SELO DOMINUS VOBISCUM 2012-2013

OBRIGADO A TODOS, ACABAMOS DE CONQUISTAR O SELO DOMINUS VOBISCUM, UM SELO QUE NOS DÁ A AUTENTICIDADE NO NOSSO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS.
FONTE: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"SOBRE SÃO JERÔNIMO EMILIANI"

São Jerônimo Emiliani (o Miani) nasceu em Veneza, em 1486. Na sua infância, ficou órfão de pai, e foi sabiamente educado na fé cristã pela sua mãe, Dionora Morosini, mulher de sentimentos muito elevados. Em 1506, entrou na vida pública, dedicando-se sobretudo ao exercício das armas. Passou a ser soldado da Sereníssima República, e em 1511 foi enviado como Governador regente à fortaleza de Castelnuevo de Quero, situada à beira do Piave.
No Santuário da "Madonna Grande", em Treviso, Jerônimo prometeu solenemente entregar-se totalmente ao serviço de Deus e do próximo. Ao voltar a Veneza, distribuiu seu patrimônio entre os pobres e se asociou à Compañía do Divino Amor, que se dedicava particularmente à assistência dos doentes "incuráveis". Também ele contraiu, nesse serviço, uma doença grave, que conseguiu superar graças à sua fortaleza, e com novas energias voltou ao serviço da caridade.
Guiado por seu coração, muito sensível à miséria humana, abriu para os doentes uma casa próxima da Igreja de São Basílio e outra perto da Igreja de São Roque, em Veneza. Aos órfãos, o Santo ensinava os primeiros elementos do saber e ao mesmo tempo as noções fundamentais da fé cristã. Além disso, procurava que aprendessem um ofício, para que puedessem passar a formar parte da sociedade, como elementos vivos e ativos, aptos para desenvolver com dignidade a sua personalidade humana e cristã. Fundou e assistiu muitos orfanatos em toda a Itália, e também em algumas regiões fora da península.
Quando o Santo se percatou de que a sua saúde estava enfraquecendo, e que tinha que deixar as suas andanças apostólicas de caridade, escolheu como morada predileta o pequeno povoado de Somasca, perto de Lecco. Nesse lugar, seu ardente fervor espiritual podia contar com a solidão, a oração e a meditação. Morreu santamente ao amanhecer do dia 8 de fevereiro de 1537, com 51 anos de idade, vítima da sua própria caridade. Beatificado em 1747, foi proclamado Santo no ano de 1767. O Papa Pio XI o proclamou "Patrono Universal dos órfãos e da juventude abandonada". Sua festa é celebrada anualmente no dia 8 de fevereiro, dia do seu trânsito ao céu.

FONTE: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=211

SOBRE SANTA BAKHITA

FILME DE SANTA BAKHITA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"VIVO SEM VIVER EM MIM"



VIVO SEM EM MIM VIVER
Vivo sem em mim viver
e tão alta vida espero
que morro por não morrer.
Vivo já fora de mim
depois que morro de amor,
porque vivo no Senhor,
que me quis só para Si:
dei meu coração a Ti
e pus nele o dizer
que morro por não morrer.
Esta divina prisão
do amor em que sempre vivo
fez de Deus o meu cativo
e livre meu coração.
Causa em mim tanta paixão
Deus meu prisioneiro ser,
que morro por não morrer.
Ai! Que longa é esta vida!
Quão duros estes desterros!
Este cárcere, estes ferros
em que a alma esta metida!
Só de esperar a saída
me causa tal padecer
que morro por não morrer.
Ai! Como a vida é amarga
sem o gozo do Senhor!
Do Pai tão doce é o amor,
e a esperada hora tão longa!
Tire-me Deus esta carga,
Este aço não vou poder,
que morro por não morrer.
Vivo com uma confiança:
qualquer hora hei de morrer,
pois morrendo hei de viver 
me sustenta esta esperança.
Morte que o viver alcança,
não tardes em me querer,
que morro por não morrer.
Mira como o amor é forte!
Vida, não sejas molesta:
veja que somente resta
eu perder-te, e achar o norte;
venha já, ò doce morte,
me matar sem se deter,
que morro por não morrer.
Lá no Alto segura eu viva
a vida que é verdadeira;
Nesta vida, tão ligeira,
não há gozo que me sirva.
Morte, não sejas esquiva,
vai matando o meu viver,
que morro por não morrer.
Ó vida, que posso eu dar
a meu Deus, que vive em mim,
a não ser perder-te a ti
e a Ele melhor gozar?
Morrendo o quero alcançar,
só Ele me basta ter,
que morro por não morrer.



GLOSA

Já toda me dei a Ti,
E de tal sorte hei mudado,
que o Amado é para mim
e eu sou para o meu Amado.
Quando o doce Caçador
me atirou e fui rendida,
e nos braços do amor
minh’alma estacou, caída,
recobrando nova vida
de tal modo hei mudado
que o Amado é para mim
e eu sou para o meu Amado.
Atirou-me com uma seta,
enarvorada de amor,
e minha alma quedou feita
una com seu Criador;
já não quero outro amor,
a meu Deus já me hei dado,
que o Amado é para mim
e eu sou para o meu Amado.

Santa Teresa D’Ávila
ou Santa Teresa de Jesús
(Espanha,1515-1582) representa um dos pontos altos da mística cristã. Seus momentos poéticos mais altos constituem, como nos poemas acima, uma celebração mística do amor divino. Sua influência, como mística e como poeta, atravessou séculos e deixou marcas, entre outros, no seu contemporâneo Juan de la Cruz (no Brasil, São João da Cruz), em Leibniz e em Bataille. Segundo Carpeaux, "Santa Teresa criou toda a terminologia psicológica empregada pelo sentimentalismo do século XVIII e em seguida pelo romantismo".
José
Wanderson Lima Torres é poeta e ensaísta, e costuma escrever sobre cinema e literatura. Doutorando em Literatura Comparada pela UFRN. Autor, entre outros, de "Reencantamento do mundo: notas sobre cinema" (Amálgama, 2008), em co-autoria com Alfredo Werney. E-mail: wandersontorres@hotmail.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Jejum, penitência e oração


Jejum, penitência, oração
Por: Padre Wagner Augusto Portugal

Em nossos relacionamentos com as pessoas, existe um ritual que nós realizamos naturalmente, sem perceber. Por exemplo, quando queremos agradar uma pessoa a quem amamos, fazemos-lhe carinho, dizemos-lhe palavras boas, damos a ela alguma coisa, um objeto, um presente, que é nosso, de que nós gostamos, mas que queremos dar a ela como gesto de amizade.

De outras vezes, quando magoamos alguém, queremos fazer de tudo para apagar aquele gesto impensado: pedimos desculpas, lastimamos o nosso procedimento, até que sentimos que aquilo ficou esquecido. Nós nos penitenciamos diante das pessoas que amamos. Penitência é um ato de amor.

No nosso relacionamento com Deus, a penitência torna-se premente para nós. Temos necessidade de mostrar a Ele nosso amor porque tudo o que temos vem d’Ele e é d’Ele. Devemos mostrar-nos humildes diante d’Ele porque, sem a sua providência, nada somos. A recepção das cinzas na fronte, durante a missa da quarta-feira de cinzas, se feita com convicção, é um gesto de humildade muito agradável a Deus. Precisamos também nos penitenciar ainda mais porque erramos muito, pecamos e não correspondemos à magnitude do amor divino.

Mas Ele é misericordioso e basta um pequeno gesto nosso em sua direção que Ele se consome de piedade por nós.

A penitência implica em arrependimento, dor por causa de nossas falhas e propósito de evitá-las e confiança na ajuda de Deus. Nutre-se da esperança na sua misericórdia. Ela se exprime de formas muito variadas, em particular, com o jejum, a oração e a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da quaresma e no dia penitencial da sexta-feira.A penitência interior é o dinamismo do “coração contrito”, movido pela graça divina a responder ao amor misericordioso de Deus.

A prática do jejum é uma forma de penitência. A Igreja nos pede o jejum durante a quaresma, mas podemos praticá-lo em várias situações. A propósito diz a legislação complementar do Código de Direito Canônico que: “Quanto aos cânn. 1251: 1. Toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade.” Conhecemos pessoas que se privam de guloseimas agradáveis ao paladar, colocando esse sacrifício como uma alavanca por intenção de um ente querido.

Há também o jejum da palavra ferina. Muitas vezes temos ímpetos de dar uma resposta ofensiva a alguém. Mas, se nos abstemos disto, estamos praticando jejum. Somos convidados, por fim, a jejuar de todos os sentidos como maus pensamentos, maus olhares, maus desejos, más palavras, uso indevido de nossas mãos e de nossos pés na busca desenfreada das paixões desordenadas.

O repartir os nossos bens com outras pessoas é também uma maneira de jejuar. Neste mundo consumista, queremos sempre ter e nos esquecemos de dar. É um jejum admirável quando a pessoa se desprende do que gosta em detrimento do outro que necessita daquilo.

Enfim, uma penitência maravilhosa, prodigiosa é a oração. Assim como, no nosso dia-a-dia é necessário conviver com as pessoas, falar-lhes e escutá-las, mais ainda é preciso praticar a oração com Deus, falar com Ele e escutar o que Ele nos diz. Não podemos limitar nossas orações a pedidos. Só queremos falar com Deus pedindo, pedindo, pedindo...

Primeiro, nós O louvamos pela sua grandeza e majestade infinita. Em seguida, nós devemos agradecer a Ele tudo o que temos e somos. Depois disto, então, pedimos uma graça, uma bênção, uma providência, um socorro. Alguém já disse que "a oração é à força do homem e a fraqueza de Deus", porque Ele é que nos amou primeiro e quer que sejamos felizes. Importante, muito mais importante ainda, é que nós saibamos escutar o que Deus tem a nos dizer. Nós, na maioria das vezes, queremos só falar, mas, como num diálogo, precisamos aprender a escutar a Palavra de Deus.
E Deus, na sua insondável misericórdia, nos fala de várias maneiras: através da Bíblia, através dos acontecimentos, através da palavra de um amigo e até de um estranho. A nossa vida é uma constante palavra de Deus. A nossa própria consciência é a presença de Deus nos alertando sobre alguma coisa, tanto quando praticamos um gesto nobre como quando erramos.

Até em pensamentos podemos conversar com Deus. Ele nos deu vários caminhos para chegar a Ele, que está de mãos estendidas para nós. Só falta abrirmos o coração.

"SOBRE SÃO PAULO MIKI"