Avançar, aventurar-se em "águas mais profundas": eis o provocante desafio de Cristo a Pedro. Não só a Pedro, mas também a todos os apóstolos e a todos os cristãos de ontem e de hoje. É justamente lá nas águas mais profundas, que nadam os peixes graúdos e a pescaria está garantida.
Acredito que tal desafio jamais caiu tão oportunamente para nós como neste tempo. Pois chegou a hora de levarmos a palavra de Deus também aos lugares mais complicados, como parlamentos, universidades e os templos do rei dinheiro.
Em outras palavras, chegou a hora de evangelizar a política e os políticos, evangelizar a cultura e os intelectuais, evangelizar a mídia e os comunicadores, evangelizar a riqueza e os ricos.
Sabemos que isso, de um lado, pode ser visto como ganho ingênuo. De outro, pode ser interpretado como gesto temerário. Gesto de alguém que quer cutucar o leão com vara curta.
Mas é que, querendo ou não, temos de admitir que já não basta evangelizar apenas o que já esta evangelizado, semear só lá onde a semente já foi jogada, proclamar a palavra de Deus tão somente lá onde ela já é conhecida de cor.
Temos de nos aventurar nas águas mais profundas "nunca dantes navegadas", onde têm origem os pilares da sociedade: cultura, política, mídia e riqueza. Fazer que elas percam sua conotação de dominadoras e opressoras dos cidadãos e adquiram o sabor evangélico do serviço, da partilha fraterna e da promoção humana.
Que o desafio a nós lançado por Cristo seja difícil, ninguém pode negar. Bem que ele mesmo poderia abrir uma brecha naquelas portas sempre fechadas, se não fosse o fato de que Jesus não costuma arrombar portas: prefere que lhe abram do lado de dentro. Quer dizer que cabe a nós criar coragem e desafiar as águas profundas onde a riqueza mora. E fazer que ela adquira um semblante mais humano e cristão.
Comentário do Pe. Virgílio, ssp sobre o Evangelho deste Domingo, 10/02/2013.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
"VENCEDORES DO SELO DOMINUS VOBISCUM 2012-2013
Antes tarde do que nunca. infelizmente por uma série de motivos inerentes a minha vontade, não pude realizar a entrega do Selo Dominus Vobiscum como de costume. Casamento, mudança, faculdade e uma série de outras situações acabaram dificultando a minha vida. Mas a boa notícia é que o selo está sendo entregue hoje a 29 blogs, que com sua luta costumeira hoje são presenteados com este selo.
A ideia deste “prêmio” surgiu quando percebi a luta que é manter um blog católico. Blogueiro não ganha dinheiro, gasta tempo, estuda, escreve, edita, posta, divulga seu trabalho e muitas vezes não é reconhecido. Este selo quer servir de incetivo para estes “heróis” da evangelização que fazem de tudo para levar a palavra de Deus pela rede.
De fato não sabemos aonde ou a quem nossos posts irão chegar, mas nestes cinco anos de blog tenho certeza que muitos dos textos que escrevi serviram de apoio para muita gente. Vez em quando chegam testemunhos falando do bem que o Dominus Vobiscum lhes fez. E se é assim comigo, certamente deve acontecer algo semelhante com cada blogueiro católico que deve ter muitos testemunhos para contar.
Este ano não pude fazer o selo personalizado como no ano passado, por isso peço perdão. Mas mesmo sem a “personalização” este selo tem a intenção de dizer que nós do Dominus Vobiscum ratificamos o seu trabalho e por isso nossos leitores quando acessarem o seu blog, saberão que estamos em sintonia.
Este ano se não me engano, o Selo Dominus Vobiscum teve recorde de participação. Ano que vem em novembro, retornaremos com mais uma edição. Abaixo a lista dos vencedores!
Ps.: Caso seu blog tenha recebido o prêmio, favor colocar nosso link anexado ao mesmo!
VENCEDORES DO SELO DOMINUS VOBISCUM 2012 – 2013
27. Filhos espirituais do Padre Pio
http://filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br/
http://filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br/
29. O andarilho
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sábado, 9 de fevereiro de 2013
SELO DOMINUS VOBISCUM 2012-2013
OBRIGADO A TODOS, ACABAMOS DE CONQUISTAR O SELO DOMINUS VOBISCUM, UM SELO QUE NOS DÁ A AUTENTICIDADE NO NOSSO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS.
FONTE: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
"SOBRE SÃO JERÔNIMO EMILIANI"
São Jerônimo Emiliani (o Miani) nasceu em Veneza, em 1486. Na sua infância, ficou órfão de pai, e foi sabiamente educado na fé cristã pela sua mãe, Dionora Morosini, mulher de sentimentos muito elevados. Em 1506, entrou na vida pública, dedicando-se sobretudo ao exercício das armas. Passou a ser soldado da Sereníssima República, e em 1511 foi enviado como Governador regente à fortaleza de Castelnuevo de Quero, situada à beira do Piave.
No Santuário da "Madonna Grande", em Treviso, Jerônimo prometeu solenemente entregar-se totalmente ao serviço de Deus e do próximo. Ao voltar a Veneza, distribuiu seu patrimônio entre os pobres e se asociou à Compañía do Divino Amor, que se dedicava particularmente à assistência dos doentes "incuráveis". Também ele contraiu, nesse serviço, uma doença grave, que conseguiu superar graças à sua fortaleza, e com novas energias voltou ao serviço da caridade.
Guiado por seu coração, muito sensível à miséria humana, abriu para os doentes uma casa próxima da Igreja de São Basílio e outra perto da Igreja de São Roque, em Veneza. Aos órfãos, o Santo ensinava os primeiros elementos do saber e ao mesmo tempo as noções fundamentais da fé cristã. Além disso, procurava que aprendessem um ofício, para que puedessem passar a formar parte da sociedade, como elementos vivos e ativos, aptos para desenvolver com dignidade a sua personalidade humana e cristã. Fundou e assistiu muitos orfanatos em toda a Itália, e também em algumas regiões fora da península.
Quando o Santo se percatou de que a sua saúde estava enfraquecendo, e que tinha que deixar as suas andanças apostólicas de caridade, escolheu como morada predileta o pequeno povoado de Somasca, perto de Lecco. Nesse lugar, seu ardente fervor espiritual podia contar com a solidão, a oração e a meditação. Morreu santamente ao amanhecer do dia 8 de fevereiro de 1537, com 51 anos de idade, vítima da sua própria caridade. Beatificado em 1747, foi proclamado Santo no ano de 1767. O Papa Pio XI o proclamou "Patrono Universal dos órfãos e da juventude abandonada". Sua festa é celebrada anualmente no dia 8 de fevereiro, dia do seu trânsito ao céu.
FONTE: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=211
No Santuário da "Madonna Grande", em Treviso, Jerônimo prometeu solenemente entregar-se totalmente ao serviço de Deus e do próximo. Ao voltar a Veneza, distribuiu seu patrimônio entre os pobres e se asociou à Compañía do Divino Amor, que se dedicava particularmente à assistência dos doentes "incuráveis". Também ele contraiu, nesse serviço, uma doença grave, que conseguiu superar graças à sua fortaleza, e com novas energias voltou ao serviço da caridade.
Guiado por seu coração, muito sensível à miséria humana, abriu para os doentes uma casa próxima da Igreja de São Basílio e outra perto da Igreja de São Roque, em Veneza. Aos órfãos, o Santo ensinava os primeiros elementos do saber e ao mesmo tempo as noções fundamentais da fé cristã. Além disso, procurava que aprendessem um ofício, para que puedessem passar a formar parte da sociedade, como elementos vivos e ativos, aptos para desenvolver com dignidade a sua personalidade humana e cristã. Fundou e assistiu muitos orfanatos em toda a Itália, e também em algumas regiões fora da península.
Quando o Santo se percatou de que a sua saúde estava enfraquecendo, e que tinha que deixar as suas andanças apostólicas de caridade, escolheu como morada predileta o pequeno povoado de Somasca, perto de Lecco. Nesse lugar, seu ardente fervor espiritual podia contar com a solidão, a oração e a meditação. Morreu santamente ao amanhecer do dia 8 de fevereiro de 1537, com 51 anos de idade, vítima da sua própria caridade. Beatificado em 1747, foi proclamado Santo no ano de 1767. O Papa Pio XI o proclamou "Patrono Universal dos órfãos e da juventude abandonada". Sua festa é celebrada anualmente no dia 8 de fevereiro, dia do seu trânsito ao céu.
FONTE: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=211
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
"VIVO SEM VIVER EM MIM"
VIVO SEM EM MIM VIVER
Vivo sem em mim viver
e tão alta vida espero
que morro por não morrer.
Vivo já fora de mim
depois que morro de amor,
porque vivo no Senhor,
que me quis só para Si:
dei meu coração a Ti
e pus nele o dizer
que morro por não morrer.
Esta divina prisão
do amor em que sempre vivo
fez de Deus o meu cativo
e livre meu coração.
Causa em mim tanta paixão
Deus meu prisioneiro ser,
que morro por não morrer.
Ai! Que longa é esta vida!
Quão duros estes desterros!
Este cárcere, estes ferros
em que a alma esta metida!
Só de esperar a saída
me causa tal padecer
que morro por não morrer.
Ai! Como a vida é amarga
sem o gozo do Senhor!
Do Pai tão doce é o amor,
e a esperada hora tão longa!
Tire-me Deus esta carga,
Este aço não vou poder,
que morro por não morrer.
Vivo com uma confiança:
qualquer hora hei de morrer,
pois morrendo hei de viver
me sustenta esta esperança.
Morte que o viver alcança,
não tardes em me querer,
que morro por não morrer.
Mira como o amor é forte!
Vida, não sejas molesta:
veja que somente resta
eu perder-te, e achar o norte;
venha já, ò doce morte,
me matar sem se deter,
que morro por não morrer.
Lá no Alto segura eu viva
a vida que é verdadeira;
Nesta vida, tão ligeira,
não há gozo que me sirva.
Morte, não sejas esquiva,
vai matando o meu viver,
que morro por não morrer.
Ó vida, que posso eu dar
a meu Deus, que vive em mim,
a não ser perder-te a ti
e a Ele melhor gozar?
Morrendo o quero alcançar,
só Ele me basta ter,
que morro por não morrer.
GLOSA
Já toda me dei a Ti,
E de tal sorte hei mudado,
que o Amado é para mim
e eu sou para o meu Amado.
Quando o doce Caçador
me atirou e fui rendida,
e nos braços do amor
minh’alma estacou, caída,
recobrando nova vida
de tal modo hei mudado
que o Amado é para mim
e eu sou para o meu Amado.
Atirou-me com uma seta,
enarvorada de amor,
e minha alma quedou feita
una com seu Criador;
já não quero outro amor,
a meu Deus já me hei dado,
que o Amado é para mim
e eu sou para o meu Amado.
Santa Teresa D’Ávila
ou Santa Teresa de Jesús (Espanha,1515-1582) representa um dos pontos altos da mística cristã. Seus momentos poéticos mais altos constituem, como nos poemas acima, uma celebração mística do amor divino. Sua influência, como mística e como poeta, atravessou séculos e deixou marcas, entre outros, no seu contemporâneo Juan de la Cruz (no Brasil, São João da Cruz), em Leibniz e em Bataille. Segundo Carpeaux, "Santa Teresa criou toda a terminologia psicológica empregada pelo sentimentalismo do século XVIII e em seguida pelo romantismo".
José
Wanderson Lima Torres é poeta e ensaísta, e costuma escrever sobre cinema e literatura. Doutorando em Literatura Comparada pela UFRN. Autor, entre outros, de "Reencantamento do mundo: notas sobre cinema" (Amálgama, 2008), em co-autoria com Alfredo Werney. E-mail: wandersontorres@hotmail.com
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