sábado, 16 de março de 2013

O Império do Anticristo - Visão do Profeta Daniel


I
Uma noite, o profeta Daniel teve uma visão terrificante. Enquanto os quatro ventos do céu se combatiam sobre um vasto mar, ele viu surgir do meio das vagas quatro bestas monstruosas.
Eram uma leoa, um urso, um leopardo de quatro cabeças, depois não sei que força prodigiosa, tendo dentes e unhas de ferro, e dez chifres na testa.
Foi revelado ao profeta que estas quatro bestas significavam quatro impérios que se elevariam sucessivamente sobre as vagas movediças da humanidade.
Ora, enquanto Daniel considerava com horror a quarta besta, viu um chifrezinho nascer no meio dos dez outros, abater três, e crescer acima de todos; e este chifre tinha olhos de homem, e uma boca que falava com insolência; fazia guerra aos santos do Altíssimo, e levava a melhor sobre eles. O profeta perguntou o sentido desta estranha visão. Foi-lhe respondido que os dez chifres representavam dez reis; o chifrezinho era um rei que acabaria por dominar sobre toda a terra com inaudito poder. “Vomitará, lhe foi dito, blasfêmias contra Deus, esmagará debaixo dos pés os santos do Altíssimo; ele pensará que pode mudar os tempos e as leis; e tudo lhe será entregue durante um tempo, dois tempos, e a metade de um tempo”. (Dn 7).
II
Por este rei todos os intérpretes entendem o Anticristo.
Qual é a besta sobre a qual surgiu, no tempo marcado, este chifre de impiedade? É a Revolução, pela qual se entende todo o corpo dos ímpios, obedecendo a um motor oculto e se insurgindo contra Deus: a Revolução, poder Satânico e bestial; satânico, porque animado por um espírito infernal; bestial, porque entregue a todos os instintos da natureza degradada. Ela tem dentes e unhas de ferro: pois forja leis despóticas por meio das quais esmaga a liberdade humana. Procura apoderar-se dos reis e dos governos, que têm de fazer um pacto com ela. Quando o Anticristo aparecer, ela terá dez reis a seu serviço, como os dez chifres da testa.
O Anticristo, nos diz Daniel, aparecerá como um chifrezinho; terá um começo obscuro. Não sairá da família real; será um Maomé, um Mahdi, que se levantará pouco a pouco pela audácia de suas imposturas, secundadas pela cumplicidade do diabo.
O chifre que o representa é muito diferente dos outros. Tem olhos de homem; pois o novo rei é um vidente, um falso profeta. Tem uma boca que faz
grandes discursos; pois se impõe não menos pelo brilho da palavra e a sedução das promessas, do que pela força das armas e das intrigas políticas.
Cedo todo o mundo terá os olhos voltados para o impostor, seus grandes feitos serão celebrados pelas trombetas de uma imprensa complacente. Sua popularidade sombreará a de muitos soberanos apóstatas, que dividirão então entre si o império da besta revolucionária. Seguir-se-á uma luta gigantesca, na qual, segundo Daniel, o Anticristo abaterá todos os seus rivais.
Neste momento todos os povos, fanatizados por seus prodígios e suas vitórias, o aclamarão como o salvador da humanidade. E os outros reis não terão outro recurso que se submeterem a ele.
Este será o começo de uma crise terrível para a Igreja de Deus. Pois o chifre da impiedade, alcançando o auge do poder, fará guerra aos santos e prevalecerá contra eles.
III
É provável que durante esse período que poderá durar muitos anos, o homem do pecado afetará ares de moderação hipócrita.
Judeu, se apresentará aos judeus como o Messias esperado, como o restaurador da lei de Moisés; tentará torcer a seu favor as misteriosas profecias de Isaias e Ezequiel; reconstruirá, no dizer de muitos Padres da Igreja, o templo de Jerusalém. Os judeus, ao menos em parte, ofuscados por seus falsos milagres e seus fausto insolente, o receberão, o falso Cristo; porão a seu serviço a alta finança, toda a imprensa, e as lojas maçônicas do mundo inteiro.
É muito crível também que o Anticristo disporá, para subir, de todos os partidários das falsas religiões. Ele se anunciará como cheio de respeito pela liberdade dos cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que
Maomé é um grande profeta. Nada impede que o mundo muçulmano aceite o falso messias dos judeus como um novo Maomé.
O que sabemos? Talvez irá até dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé, em não sei que panteon de falsos deuses!
Todos esses artifícios, parecidos com a carícia no cavalo do cavaleiro que o quer montar, arrebanharão insensivelmente o mundo para o inimigo de Jesus Cristo; mas uma vez firme nos estribos, usará do freio e das esporas; e a mais terrível tirania pesará sobre a humanidade.
IV
São Paulo nos faz conhecer com um só traço toda a extensão dessa tirania, a mais odiosa que houve e que haverá em todos os tempos.
O homem da perdição, diz ele, o filho da perdição, o ímpio, “se oporá e se levantará contra tudo o que se chama Deus ou que é adorado como Deus, até se sentar no templo de Deus, apresentando-se como se fosse Deus”. (2 Ts 2 4).
Daniel tinha predito antes de São Paulo: “Não terá em conta para nada o Deus de seus pais; ele mergulhará em deboches; não terá preocupação com Deus algum, levantar-se-á contra tudo”. (Dn 11, 17).
Assim, quando o Anticristo tiver escravizado o mundo, quando tiver colocado em toda parte seus ordenanças e suas criaturas, quando puder puxar à sua vontade todos os fios de uma centralização levada ao extremo: ele tirará a máscara, proclamará que todos os cultos estão abolidos, se aclamará como Deus único e, debaixo das penas mais terríveis e mais infamantes, quererá
forçar todos os habitantes da terra a adorar, excluindo qualquer outra, sua própria divindade.
É nisto que desembocará a famosa liberdade de culto da qual se faz tanto alarde; a promiscuidade dos erros exige logicamente esta conclusão.
Enquanto esteve na terra, o adorável Jesus, manso e humilde de coração, nunca se propôs à adoração de seus apóstolos sendo Ele Deus; muito ao contrário, pôs-se de joelhos diante deles e lhes lavou os pés. O Anticristo, monstro da impiedade e de orgulho, far-se-á adorar pela humanidade enlouquecida e seduzida; ela terá escolhido este mestre de preferência ao primeiro.
E não se pense que a armadilha será grosseira! Não esqueçamos, diz São Gregório, que o monstro disporá do poder do diabo para fazer falsos prodígios; ao contrário do começo, quando os milagres estavam do lado dos mártires, parecerá que agora estão do lado dos carrascos. Haverá uma ofuscação, uma vertigem. Somente os humildes, firmes em Deus, distinguirão a mentira e escaparão à tentação.
Mas onde o Anticristo estabelecerá seu novo culto? São Paulo nos diz: no templo de Deus; Santo Irineu, quase contemporâneo dos Apóstolos, esclarece melhor e diz: no templo de Jerusalém que ele fará reconstruir. Este será o centro da horrível religião. São João em outro lugar nos dá a conhecer a imagem do monstro será proposta por toda parte à adoração dos homens. (Ap 13, 24).
Então budismo, islamismo, protestantismo, etc. serão suprimidos e abolidos. Mas não é preciso dizer que o furor do mundo se dirigirá contra Nosso Senhor e sua Igreja. Fará cessar o culto público; desaparecerá, diz Daniel, o sacrifício perpétuo. Só se poderá celebrar a Santa Missa em cavernas e em lugares escondidos. As igrejas profanadas só apresentarão ao olhar a abominação da desolação, a saber, a imagem do monstro elevada aos altares do verdadeiro Deus. (Daniel, pass.). Houve um ensaio dessas coisas na Revolução Francesa.
Aí a mão de Deus se fará sentir. Ele abreviará esses dias de suprema angústia. Essa perseguição, que fará vacilar as colunas do céu, só durará um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, a saber, três anos e meio.


PE. EMMANUEL-ANDRÉ
O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS


sexta-feira, 15 de março de 2013

DECEPÇÃO


A DECEPÇÃO NA BÍBLIA
A Bíblia está cheia de histórias de decepções entre pessoas e até mesmo entre pessoas e Deus.

Decepções inter-humanas
Eis algumas das decepções que marcaram as vidas de muitas pessoas.

1. Agar amava a Abraão, chegando a lhe dar um filho. No entanto, instigado por Sara, sua também esposa, ele se separou de Agar, expulsando-a de casa. No meio do deserto, para onde teve que fugir com o filho menor, Agar chorou e orou muito. Deus viu a sua dor e fez dela uma nova mulher (Gênesis 21.9-21).

2. Samuel era um profeta, sacerdote e juiz que fazia tudo por seu povo. Assim mesmo, depois de tantos serviços prestados, os israelitas lhe pediram que lhes escolhesse um rei, que não fosse ele, nem seus filhos. O pedido o deixou enormemente decepcionado. As palavras com as quais quiseram descartar seus líderes foram dolorosas: "Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações" (1Samuel 8.5). Deus o consolou, dizendo que não era ele a quem o povo rejeitava, mas ao próprio Deus (1Samuel 8.4-22).

3. Depois de uma vitória militar, Davi voltou para casa, a fim de compartilhar sua alegria. O rei retornou dançando diante de Deus e na presença de homens e mulheres. Tomada pelo ciúme, sua esposa o repreendeu publicamente. Foi mútua a decepção; sua esposa, Mical, decepcionou-se por causa do ciúme; Davi decepcionou-se por causa da falta de compreensão dela. Os dois se separaram (2Samuel 6.14-23).

4. No começo do Cristianismo, Paulo e Pedro se envolveram numa disputa teológica, que terminou com um acordo, selado perante muitas testemunhas e por escrito, que preservava a unidade da Igreja no Espírito Santo. No entanto, algum tempo depois, o apóstolo Pedro decepcionou o apóstolo Paulo quando, diante do seu público judaico, adotou um comportamento contrário ao que fora acertado, talvez em busca do aplauso da platéia (Gálatas 2.11).

5. Paulo teve muitos auxiliares. Alguns deles, como Fígelo e Hermógenes (2Timóteo 1.15), Demas (2Timóteo 4.10) e João Marcos (Atos 15.37) o abandonaram, infligindo muito sofrimento ao apóstolo.

2.2. Decepções do homem com Deus
A Bíblia registra também histórias de decepções com Deus, que tiveram fins trágicos.

6. Caim prestou um culto a Deus, que não foi aceito, por causa do propósito ilegítimo que tinha ao prestá-lo. Assim mesmo, ele ficou decepcionado com Deus. Como não podia matá-lo, assassinou seu irmão (Gênesis 4.1.16)

7. Jonas decepcionou-se com Deus, porque Este o chamou para pregar a um povo de quem não gostava. Depois de ter tentado fugir, acabou pregando àquela gente que, para sua decepção, aceitou a sua mensagem. Mesmo depois de corrigido por Deus, preferiu curtir a sua decepção (Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado [ressentido, em outra versão] em lugar de mudar de atitude).

8. O discípulo Judas desejou que seu Mestre, Jesus, fosse o Messias político que ele e muitos outros queriam. Como Jesus foi o Messias que ele não esperava, traiu-o, entregando-o à policia política judaica por 30 moedas de prata, dinheiro suficiente para comprar um terreno próprio para abrigar um cemitério (Mateus 27.7) . Seu beijo público selou sua decepção, que terminou com uma corda no pescoço (Mateus 26.47-50;  27.3-5).

As decepções destes homens e mulheres nos ajudam a fazer uma anatomia de nossas próprias decepções.


FONTE: Internet


Especial: O Papa "Francisco"

Especial: O Papa "Francisco"
Por: Cleiton Robsonn


 Um seminarista "profetizou" em qual virtude deveria se destacar este novo Papa: "Nos últimos tempos Deus mandou o Papa do Amor (João Paulo II), o Papa da Fé (Bento XVI) e agora que venha o Papa da Esperança".

"Foi eleito Papa ontem, 13 de março, escolhendo para si o nome de Francisco. Assim como a renúncia de Bento XVI, esse resultado pegou a todos de surpresa. Por quê? A resposta é, a um só tempo, simples e profunda: o homem só pode compreender a verdade das coisas quando deixa de olhar para si mesmo e põe seus olhos em Deus." 

Foram 13 dias entre o início da Cátedra Vazia ou Sede Vacante e a eleição do novo Papa, Francisco, que é o primeiro da história a adotar este nome. E por ser o primeiro, não utilizará o algarismo romano correspondente à sequência, uma vez que não se sabe se os pósteros também o adotarão. Mas, se o fizerem, então, passam a enumerar a sequência. Para os brasileiros, a superstição com o número 13 significa “azar”. Mas terá sido mesmo?!
 
A grande mídia escolheu vários "Papas"; fez o seu conclave. Mas O Espírito Santo escolheu o que Ele quis! Isso fez jus ao adágio de terras romanas: “Quem, no Conclave entra Papa, sai Cardeal”. Foi assim com 99% dos chamados ‘papabili’.

A partir de três perguntas essenciais que fiz ao Padre Ricardo de Barros Marques, que reside em Roma, gostaria de comentar esta eleição, iniciando com algumas questões acerca do Conclave. Todos os grifos são nossos.
1. Qual a reação e pensamento dos 115 Cardeais já reunidos em Roma para as Congregações Gerais sobre o futuro da Igreja, no sentido de o que esperam do novo Papa?
“É difícil dizer qual seria o pensamento dos cardeais a respeito do futuro da Igreja ou o que esperam do novo Papa. De qualquer forma, posso dizer que há uma preocupação para se conhecer bem a situação da Igreja hoje, discutir os principais pontos com calma e depois iniciar o Conclave. Os senhores Cardeais querem fazer um "raio X" da Igreja para depois definirem o perfil do novo Romano Pontífice.”
2. Como dirimir a difícil questão de que a escolha do novo Papa é divina (é inspirada pelo Espírito Santo) e a política existente antes das votações?
“A escolha do Papa é de inspiração divina por meio humano, o escrutínio. Quem elege o Romano Pontífice, segundo a legislação atual, são os Cardeais - não mais de 120. O então Papa João Paulo II - hoje, Beato João Paulo II - na "Universi Dominici Gregis", documento que rege a eleição papal, disse que o Colégio Cardinalício não é uma instituição necessária, seja teológica seja canonicamente falando, para a validade da eleição, mas, como Legislador Supremo da Igreja, ele confirmava a eleição por meio dos senhores Cardeais. Se falamos de inspiração divina, falamos, nesse caso, de homens fidedignos à Igreja de Cristo e prudentes, que por meio da oração e das conversas entre eles procuram discernir quem é o mais adequado para ser o novo Papa. Trata-se de um julgamento que cada Cardeal faz, segundo a vontade de Deus. O Espírito Santo é invocado e tem o poder de inspirar cada mente, cada coração. Da parte de cada um e de todos os Cardeais, deve haver uma disposição para acolher as moções do Espírito. As conversas são necessárias. Se falamos de "política", devemos entender que se trata de diálogo, avaliação dos perfis, da vida pastoral, intelectual e espiritual dos pares. Não há outro meio, se se trata de uma eleição por meio de escrutínio. No passado já houve até interferência temporal na escolha do Romano Pontífice. Hoje, qualquer coisa que esteja fora das conversas necessárias para a escolha, do diálogo, da avaliação, significa um fechamento à inspiração do Espírito Santo. Vale lembrar também que o voto é individual e secreto.”
3. Qual a visão (expectativa) dos Cardeais frente aos desafios atuais de evangelização?
“Percebe-se uma preocupação muito grande com relação à nova evangelização - lembremos que estamos no Ano da Fé e que recentemente houve um sínodo dos Bispos cuja temática foi sobre a Nova Evangelização. Os senhores Cardeais procuram tirar um "raio X" da Igreja. Sentem que há um grande desafio interno a ser encarado: o indiferentismo religioso. Depois tem o problema da diminuição tanto do número de católicos como do número de sacerdotes na Europa. Há também o problema do tolhimento da liberdade religiosa e, sobretudo, da liberdade de Magistério. Penso que se trata de voltar a entusiasmar as pessoas com a mensagem de Jesus Cristo, sem cair na armadilha da expressão "a Igreja precisa se modernizar". O entusiasmo começa com o exemplo, o testemunho de fé.
elencou três razões pelas quais o Papa Francisco traz consigo uma ânsia de esperança:
1. "Muito significativa a referência feita insistentemente pelo novo Papa na temática da fraternidade, elemento central da Espiritualidade Franciscana. Em seu breve discurso, o Papa Francisco falou do sonho da grande fraternidade apoiada no amor, no respeito e na paz. E também deu ênfase ao trabalho conjunto de condução da Igreja, de cooperação entre os bispos e o povo.
2. Vi com muita simpatia o fato de dar ênfase a seu ministério como Bispo de Roma. Esta colocação parece estar sinalizando para uma condução da Igreja mais pautada nas peculiaridades das igrejas particulares sem, no entanto, que se perca a Comunhão com a Igreja de Roma, que tem o encargo de presidir a Igreja Universal na Caridade.

3. O emocionante gesto de se recomendar às orações do povo. Fiquei de fato muito comovido quando o Papa, antes de conceder ao povo a bênção Urbi et Orbi, pediu à multidão presente na Praça de São Pedro que orasse por ele. Humildemente, Francisco abaixou a cabeça e recebeu com docilidade e reverência as preces daquele povo."
De fato, parece que “o segredo desse Papa está na oração. De um modo particular, estou muito feliz com a surpresa de Deus. Que eleva os humildes e que governa de maneira silenciosa a Sua Igreja.

no Domingo passado (10/03), havia recebido diretamente de Roma a notícia que "um dos assuntos mais quentes era imaginar qual seria o nome do novo Papa. Falavam muito de Paulo VII mas havia quem sugerisse: João Maria I, Francisco I ou até Mariano I. Todos duvidavam que alguém se atrevesse a chamar-se João Paulo III e que João XXIV seria muito feio." Confesso que ao vê-lo, tive um bom ataque de risos. Me lembrou algumas caricaturas de como retrataram os Papas no Cinema. Ri não por ser argentino, (para não falar das piadas que os brasileiros fazem com os argentinos), mas por sua simplicidade. Ri de alegria pelo nome, que me diz muitíssimo.

São Francisco de Assis foi um homem que, ao "reformar" a Igreja em seu tempo, soube, antes de qualquer coisa, ser fiel e obediente a Ela. "Re-forma" é uma forma nova, mas sempre observando as antigas; Por isso, se dá uma “ré” e se observa o que houve para agir com prudência no presente e no futuro. E esta é a grande novidade de Francisco de Assis, que mais uma vez surpreende o mundo e mostra que a força do Evangelho, no seguimento de NSJC, nunca está morta.

Primeira aparição aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro


Foi neste sentido que um Bispo brasileiro, disse ontem que "o mais comovente na eleição de um Papa é ver e ouvir os católicos, com toda simplicidade, gritarem "Viva o Papa", sem nem saberem quem foi o eleito. E assim deve ser! Pouco importa a proveniência, a idade, o currículo. Importa ao crente uma só coisa: é o Papa, o Bispo de Roma e, como tal, o Sucessor de Pedro e Chefe visível da Igreja de Cristo. Agora, ele se chama Francisco! A ele, na fé, o nosso afeto, a nossa oração, a nossa fidelidade, a nossa obediência.

Mas, o que esperar do novo Papa? Que ele seja fiel à missão de Pedro: testemunhar e anunciar que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, sendo primeiro guardião da fé católica e apostólica. Isto lhe custará um martírio cotidiano - por isso os sapatos vermelhos que o Papa deve calçar..."


Esta escolha divina e humana talvez seja um sinal da Igreja que percebe que existe um continente que tem alimentado as vocações europeias, reavivado com força aquele primeiro seio donde provieram tantos missionários.

E da mesma forma que no pontificado de Bento XVI a vida religiosa monástica beneditina cresceu, em função da propagação da devoção a São Bento, agora, muito provavelmente, a São Francisco de Assis será renovada, mais uma vez, assim como a promoção vocacional da já quase decrescente Congregação Jesuíta, que tem como patrono São Francisco Xavier - grande evangelizador do Oriente, no século XVI.

Porém, já começam a insurgir os que se opõem ao que já está consumado: Um repórter argentino (Verbitsky), escreveu certa vez sobre a possível participação ativa do nosso mais novo Papa na Ditadura Militar Argentina. Mas, assim como Joseph Ratzinger foi soldado alemão, durante a Ditadura Nazista e, por isso, tentaram fazer vários e diversos paralelos, para desmerecê-lo, da mesma maneira agora fazem com este novo Papa. O jornalista foi desacreditado, devido ao conhecido ódio visceral que tem contra a Igreja na Argentina. No entanto, é necessário dizer a base fundamental para falar qualquer coisa a respeito da Igreja é a Fé. Fora disso, é especulação e, portanto, merece descrédito.

Talvez, as grandes atitudes de todos nós para com ele devem ser: fidelidade e obediência. Nos alegremos, pois; Temos um Papa! Um Papa que mistura as virtudes dos que lhe precederam: a descontração de João XXIII, a força de Paulo VI, a alegria de João Paulo I, a inteligência de Bento XVI e, quiçá, a santidade de João Paulo II.





segunda-feira, 11 de março de 2013

De que forma você espera ser curado?


Leitura do Segundo Livro dos Reis
Naqueles dias,
Naamã, general dos exércitos do rei da Síria,
era tido em grande consideração e estima pelo seu soberano,
porque, por seu intermédio, o Senhor tinha dado a vitória à Síria.
Mas este homem, valente guerreiro, estava leproso.
Ora, numa incursão,
os sírios tinham levado uma menina da terra de Israel,
que ficou ao serviço da mulher de Naamã.Ela disse à sua senhora:
«Se o meu senhor fosse ter com o profeta que vive na Samaria,
ele decerto o livraria da lepra».
Naamã foi contar ao soberano
o que dissera a jovem da terra de Israel.
O rei da Síria respondeu-lhe:
«Vai, que eu escreverei uma carta ao rei de Israel».
Naamã pôs-se a caminho,
levando consigo dez talentos de prata,
seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa;
e entregou ao rei de Israel a carta, que dizia:
«Logo que esta carta te chegar às mãos,
ficarás a saber que te envio o meu servo Naamã,para que o livres da sua lepra».
Depois de ter lido a carta,
o rei de Israel rasgou as vestes, exclamando:
«Serei eu um deus que possa dar a morte e a vida,
para este me mandar dizer que livre um homem da sua lepra?240 Reparai e vede como ele procura um pretexto contra mim».
Quando Eliseu, o homem de Deus,
soube que o rei de Israel tinha rasgado as vestes,
mandou-lhe dizer:
«Por que motivo rasgaste as tuas vestes?
Esse homem venha ter comigo
e saberá que existe um profeta em Israel».
Naamã seguiu com os seus cavalos e o seu carro
e parou à porta de Eliseu.
Eliseu mandou-lhe dizer por um mensageiro:
«Vai banhar-te sete vezes no Jordão
e o teu corpo ficará limpo».Naamã irritou-se e decidiu ir-se embora, dizendo:
«Eu pensava que ele mesmo viria ao meu encontro,
invocaria o nome do Senhor, seu Deus,
colocaria a mão sobre a parte doente e me livraria da lepra.
Não valem os rios de Damasco, o Abana e o Farfar,
mais do que todas as águas de Israel?
Não poderia eu banhar-me neles para ficar limpo?»
Deu meia volta e partiu indignado.
Mas os servos aproximaram-se dele e disseram:
«Meu pai,
se o profeta te tivesse mandado uma coisa difícil,
não a terias feito?Quanto mais, se ele te diz apenas:‘Vai banhar-te e ficarás limpo’?»Naamã desceu e mergulhou sete vezes no Jordão,
como lhe ordenara o homem de Deus.
A sua carne tornou-se como a de uma criança
e ficou limpo.Voltou de novo, com todo o seu séquito,
à casa do homem de Deus,
entrou e apresentou-se, dizendo:
«Agora sei que não há Deus em toda a terra,
senão em Israel».
Palavra do Senhor.

T E M P O D A Q U A R E S M A
Filhos Espirituais de Pe. Pio