sexta-feira, 5 de abril de 2013

Por mínimos detalhes nossas vidas estão paradas...



O vinho alegra a vida e o dinheiro arranja tudo. Quantos detalhes há neste capítulo do Livro do Eclesiastes que nos mostra onde estamos errando, se delicie...


Moscas mortas estragam e corrompem o óleo do perfumista. Uma pequena insensatez pesa mais que a sabedoria e a glória.
O coração do sábio vai para o lado certo; o do insensato, ao contrário, para o lado errado.
O insensato, que vai seguindo seu caminho, como ele próprio é ignorante, pensa que todos são insensatos.
Se a irritação da autoridade se levantar contra ti, não abandones teu posto, pois a calma faz cessar grandes pecados. Há um mal que vi debaixo do sol, uma falha da parte de quem governa:
o insensato promovido a um alto posto e ricos relegados a baixa posição.
Vi escravos a cavalo e príncipes andando a pé como escravos. tQuem cava um buraco, nele cairá; quem desmancha um muro, uma cobra o morderá.
Quem talha pedras, com elas se machucará; quem corta árvores, com elas correrá perigo.
Se o machado estiver embotado e não afiares o seu gume, aumentará a fadiga: a sabedoria é que faz render o esforço.
Se a cobra morder, não se deixando encantar, de nada adiantou o encantador.
As palavras da boca do sábio são um encanto, mas os lábios do ignorante causarão sua própria ruína.
Se as primeiras palavras do tolo são insensatez, as últimas que saem de sua boca são ignorância perversa.
O insensato anda repetindo: “Ninguém sabe o que vai acontecer. Mais ainda, o que vai acontecer depois, quem poderá informar?”
O trabalho dos insensatos os cansa, pois nem sabem como ir até a cidade.
Ai de ti, ó país cujo rei é um adolescente e cujos príncipes se banqueteiam desde cedo.
Feliz o país cujo rei é nobre e cujos príncipes se alimentam no tempo certo, para se refazerem, e não por excesso. Pela muita preguiça desabará o teto, e por mãos inativas choverá na casa. Para se divertirem preparam banquetes; o vinho alegra a vida, e o dinheiro arranja tudo. Nem em pensamento fales mal do rei, nem critiques o poderoso no segredo do teu quarto; pois as aves do céu levarão a tua voz, e alguém com asas vai espalhar o que disseste.

Livro do Eclesistes 10, 1-20

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Orgulho e Castigo

 
Quando se tornou poderoso, seu coração se encheu de orgulho, a ponto de causar sua desgraça: pecou contra Iahweh seu Deus, entrando na grande sala do Templo de Iahweh para queimar incenso no altar dos perfumes. O sacerdote Azarias e mais oitenta corajosos sacerdotes de Iahweh resistiram ao rei Ozias e disseram-lhe: "Não é a ti que compete incensar Iahweh, mas aos sacerdotes descendentes de Aarão consagrados para esse ofício. Sai do santuário, porque pecaste e já não tens direito à glória que vem de Iahweh Deus." Ozias, que tinha nas mãos incensário, encolerizou-se. Mas, enquanto ele se irritava contra os sacerdotes, apareceu a lepra em sua fronte, na presença dos sacerdotes, no Templo de Iahweh, perto do altar dos perfumes!" O sacerdote-chefe e todos os sacerdotes voltaram-se para ele e viram a lepra em sua fronte. Expulsaram- no imediatamente e ele mesmo se apressou em sair, porque Iahweh o havia castigado. O rei Ozias ficou com lepra até o dia de sua morte. Permaneceu encerrado num quarto, leproso, e estava excluído do Templo de Iahweh. Seu filho Joatão regia o palácio e administrava o povo da terra. O resto da história de Ozias, do começo ao fim, foi escrito pelo profeta Isaías, filho de Amós.23Depois Ozias adormeceu com seus pais e foi sepultado com eles no terreno dos sepulcros reais, pois diziam: "É um leproso." Joatão, seu filho, reinou em seu lugar.

Bíblia de Jerusalém - II Crônicas 26, 16-23

terça-feira, 2 de abril de 2013

As perseguições que os Santos sofreram


“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem
falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.” (Mt 5,11)
São Raimundo de Peñafort:
“Se todos os que querem viver

piedosamente em Cristo devem sofrer perseguições, conforme
disse, com absoluta verdade o pregador da verdade, ninguém, a
meu ver, delas está excluído, a não ser quem negligencia ou não
sabe viver “sóbria, justa e piamente”.

 Quanto a vós, não permita Deus sejais contados entre aqueles que têm casas
pacatas, seguras, sem que a mão do Senhor esteja sobre eles; e que
passam satisfeitos seus dias e de repente descem aos
infernos… Exteriormente a espada se duplica e triplica quando
sem motivo se levanta uma perseguição ECLESIÁSTICA, acerca
de assuntos espirituais, em que são mais dolorosas as feridas porque vindas de
amigos” (De uma Carta de São Raimundo, presbítero).

 Santo Antônio Maria Zacaria: Quanto aos que nos combatem,
pior para eles, mas para nós são um bem, aumentam as
coroas da eterna glória, provocam sobre si a cólera de Deus;
devemos sentir antes compaixão por eles, e amá-los em vez
de detestá-los e de odiá-los. E mais, rezar por eles, não nos
deixamos vencer pelo mal, mas vencer o mal pelo bem e
ajuntar atos de piedade, “quais carvões” acesos de caridade
“sobre suas cabeças”, como nosso Apóstolo ensina; desta
maneira, provando nossa paciência e mansidão, convertam-se a melhores
sentimentos e se inflamem do amor de Deus
” (Do Sermão de Santo AntônioMaria Zacaria, presbítero, a seus confrades).

São João Bosco escreveu o seguinte diante das perseguições do Arcebispo Dom
Lourenço Gastaldi contra ele:
…Uma vez que estou
submetendo a pobre Sociedade Salesiana a esta
humilhação, pelo menos as coisas durassem! Mas receio
muito. Vai-se propalando que D. Bosco foi condenado, que
o Pe. Bonetti não irá mais a Chieri, etc. “De toda a maneira
agi com seriedade, e conservando silêncio vou para a
frente…
” (Carta ao Cardeal Nina, Turim, 18 de julho de 1882).

… As coisas com o Arcebispo sofrem diariamente

alternativas. Hoje é tudo paz, amanhã tudo é guerra e eu aceito tudo e assim
iremos para frente…
” (Carta ao Pe. Dalmazzo, Turim, 29 de julho de 1882).

Santa Teresa D’Ávila escreveu o seguinte à Madre Maria de São José:
Digo a
vossa reverência que está acontecendo uma coisa aqui na
Encarnação que creio não ter visto outra igual. Por ordem
do Tostado, veio o PROVINCIAL dos Calçados fazer a
ELEIÇÃO, há quinze dias, e trazia grandes censuras e
EXCOMUNHÕES para as que VOTASSEM em MIM. E apesar
de tudo isso, elas pouco se importaram e, como se não lhes
tivessem dito nada, votaram em mim cinqüenta e cinco
monjas, e a cada voto que entregavam ao PROVINCIAL, ele
as EXCOMUNGAVA e AMALDIÇOAVA, e com o PUNHO
SOCAVA os VOTOS, AMASSAVA os papéis e os QUEIMAVA. E deixou-as
EXCOMUNGADAS, fazem hoje quinze dias, e sem ouvir missa nem entrar no
coro, mesmo quando não recita o ofício divino, e que ninguém FALE com elas,
nem os CONFESSORES nem os seus próprios pais. (…) Não sei onde isto vai
parar
” (Carta de 22 de outubro de 1577, Obras Completas).

O Núncio Apostólico, chamado
Sega,
chamou Santa Teresa D’Ávila de “mulher
irrequieta e andarilha, desobediente e contumaz
” (Obras Completas), e dizia que
os mosteiros que ela fez era
sem a licença do Papa e do Geral (Obras Completas).
Era tal o clima de animadversão contra ela (Santa Teresa D’Ávila) que, quando
quis fundar o convento de São José, tanto o clero como outras ordens
religiosas começaram a atacá-la violentamente: “Padres, freiras e frades” —
escreve Marcelle Auclair na sua biografia à Santa — “sentiam-se ameaçados no
seu pão de cada dia, pois os tempos eram de carestia e pobreza crescentes. Já
não havia em Ávila conventos demais para repartir entre eles as parcas
esmolas? Na igreja de Santo Tomás, um pregador, referindo-se a Teresa
durante um sermão, pôs-se a trovejar contra certas religiosas que “saem dos
seus mosteiros e, sob pretexto de fundar novas ordens, procuram somente
conseguir privilégios”, e acrescentou “outras palavras tão pesadas que a sua
irmã, Dona Juana, se ruborizou com a afronta e quis retirar-se”. E isto não foi
mais que um episódio no conjunto de sofrimentos e contradições —
“FACADAS”, como as chamava a Santa — que acompanharam toda a vida de
Teresa de Ávila
” (José Miguel Cejas, Os Santos, pedras de escândalo).

 São João da Cruz, em meados de dezembro de 1576, com os olhos vendados, foi
levado a um convento em Toledo…
Lá foi julgado e
declarado rebelde e contumaz…
condenaram-no primeiro a
um cárcere conventual e mais tarde a outro que se criou
especialmente para ele:
um antigo banheiro de dois metros
de largura por três de comprimento, sem janelas, escavado
na parede, que tinha por único mobiliário umas tábuas e
duas mantas velhas
. Nesse lugar desumano suportou o
rigoroso frio do inverno toledano e o calor do verão. Santa
Teresa escreve o seguinte sobre essa prisão: “
Durante nove
meses, esteve num carcerezinho onde, apesar de ser tão pequeno, não cabia
bem, e durante esse tempo não mudou a túnica, embora estivesse à beira da
morte
” (Carta ao Pe. Jerônimo Gracián, de 21-08-1578, em Obras Completas).

 Santa Micaela, Fundadora das Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade,
teve que enfrentar a hostilidade de quase todo o
clero de Madri. Ela escreve: Como
o clero, em geral desaprovava a minha obra, e estes eram
os de mais fama pela sua piedade e posição, isso não só
me prejudicava diante das pessoas de fora, como também
me deixava confusa e me feria o coração do modo mais
cruel; na verdade, fazia-me passar as horas ao pé do altar,
desfeita em pranto: — “Senhor, se não Te sirvo a Ti, a
quem sirvo numa vida tão amarga e cheia de contínuos
sacrifícios?” — “É a Mim que me serves, sim, a Mim!” —
sentia no fundo da minha alma, como um bálsamo que
curava a minha dor
” (cit. por Barrios Moneo, Mujer audaz, pág 231).
Essa hostilidade contra Santa Micaela manifestou-se de muitas maneiras e chegou
até à agressão física: certa vez, um
sacerdote chegou a esbofeteá-la. Esse fato
aconteceu nos primeiros dias de agosto de 1849, como relata uma testemunha
presencial. A Santa insistia com o padre em que confessasse uma enferma, ao que
o sacerdote se negou, contra atacando-a:
 — “Tudo isto acontece porque não há quem domine a senhora”.
— “Domine-me o senhor, se quiser” — respondeu-lhe a Santa.
Então o sacerdote deu-lhe uma bofetada, e a Santa, após tê-la recebido, disselhe
em voz suave:
— “Agora o senhor está satisfeito?”
— “Sim, senhora”.
— “Pois eu também estou satisfeita; agora, senhor, confesse a menina
” (cit. por
Barrios Moneo, Mujer audaz, pág. 232).
Esse mesmo sacerdote não cessou de insultá-la em público durante anos a fio.
Dizia ele: “
A quem quereis seguir” — perguntou um dia às alunas da instituição
dirigida pela Santa: “
a essas religiosas, umas santas que se desvivem por vós,
ou à viscondessa de Jorbalán, que é um membro PODRE da sociedade?
” (ibid).
De que acusavam Santa Micaela? Das coisas mais estapafúrdias: diziam que saía
todas as noites, disfarçada, para dançar, e que comungava diariamente! Sabiam até
a cor do vestido que usava. Outro sacerdote dizia que a Santa prostituía as moças
que tinha sob os seus cuidados (ibid).
As calúnias demoraram em ser esquecidas, e o ambiente de animadversão que se
criou contra a Santa não só a acompanhou praticamente durante toda a vida, como
se fez presente até mesmo durante o seu processo de beatificação. Influenciou o
próprio Papa Bento XV, que esteve a ponto de mandar retirar a causa.
São João Crisóstomo que foi perseguido pelo Patriarca
(Arcebispo) Teófilo de
Alexandria, Egito, escreve:
Não quero mencionar os fatos de
que alguns, só para conseguir o cargo de chefe da Igreja,
cometeram até assassínios dentro das comunidades e
devastaram cidades inteiras
” (O Sacerdócio, Livro III, 10), e:
“…o sacerdote deve temer mais os que lhe estão
próximos, inclusive os colegas de cargo”
(ibid, 14).
Tudo indica que o incendiário é o Patriarca
(Arcebispo)
Teófilo de Alexandria, terrível perseguidor de São João
Crisóstomo e amigo íntimo da Imperatriz Eudóxia
(nova Jezabel).

Existem
centenas de exemplos, porém citei apenas sete.

Caso queira conhecer as perseguições do clero contra algumas pessoas piedosas, leia os livros:
Os Santos, pedras de escândalo, de José Miguel Cejas, e João Crisóstomo, Vida e martírio, de Félix
Arrarás.

Fonte:
www.filhosdapaixao.org.br

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Homossexualismo e a Ideologia Gay

Um católico pode ser maçom?

O destino humano

Morte e Juízo Particular
A Igreja acredita em dois destinos finais - um para os indivíduos e outro para a humanidade como um todo.
O que você pode esperar na morte está expresso no Novo Testamento, na Carta aos Hebreus: "Está determinado que os homens morram uma só vez, depois do que vem o julgamento..." (Hb 9,27). Sua vida como peregrino na terra atinge o ponto de chegada no momento da morte. Tendo transposto o limite deste mundo de tempo e mudança, você não pode mais escolher uma realidade diferente como o máximo amor de sua vida. Se sua opção fundamental de amor no momento da morte foi o Bem absoluto que chamamos Deus, Deus permanece sua posse eterna. Esta posse eterna de Deus chama-se céu. Se sua definitiva opção de amor no momento da morte foi algo inferior a Deus, você experimenta o vazio radical de não possuir o Bem absoluto. Esta ruína eterna chama-se inferno. O julgamento no instante da morte consiste numa revelação
límpida da sua condição imutável e livremente escolhida: a eterna união com Deus ou a eterna alienação.


O Purgatório e a Comunhão dos Santos
Se você morre no amor de Deus mas está com "manchas de pecado", estas manchas são eliminadas num processo de purificação chamado purgatório. Tais manchas de pecado são principalmente as penas temporais devidas aos pecados veniais ou mortais já perdoados, mas para os quais não foi feita expiação suficiente durante sua vida. Esta doutrina do purgatório, contida na Escritura e explanada na tradição, foi claramente expressa no li Concílio de Lião (l274 d.C.). Tendo passado pelo purgatório, você estará plenamente livre do egoísmo e será capaz do amor perfeito. Seu eu egoísta, aquela parte de você que sem cessar procurava autosatisfação, terá morrido para sempre. O seu "novo eu" será sua - mesma pessoa íntima, transformada e purificado pela intensidade do amor de Deus por você.
Além de ensinar a realidade do Purgatório, o 11 Concílio de Lião afirmou também que "os fiéis na terra podem ser de grande ajuda" para os que sofrem o purgatório, oferecendo por eles "o Sacrifício da Missa, orações, esmolas e outros atos religiosos". Está incluído nesta doutrina o laço de unidade - chamado Comunhão dos Santos - que existe entre o Povo de Deus na terra, e os que partiram à nossa frente. O Vaticano li, refere-se a este vínculo de união dizendo que "recebe com grande respeito aquela venerável fé de nossos antepassados sobre o consórcio vital com os irmãos que estão na glória celeste ou ainda se purificam após a morte" (Lumen Gentium, nº 51). A Comunhão dos santos é uma rua de mão dupla: no trecho acima citado, o Vaticano II afirma que, assim como você na terra pode ajudar aqueles que sofrem o purgatório, assim os que estão no céu podem ajudá-lo na sua peregrinação, intercedendo por você junto de Deus.


O Inferno
Deus, que é infinito amor e misericórdia, é também justiça infinita. Por causa da justiça de Deus e também por causa do seu total respeito pela liberdade humana, o inferno é uma possibilidade real como destino eterno de uma pessoa. É difícil para nós entender este aspecto do mistério de Deus. Mas o próprio Cristo o ensinou e também a Igreja o ensina. A doutrina do inferno está claramente na Escritura. No Evangelho de Mateus Cristo diz aos justos: "Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a
fundação do mundo". Mas aos ímpios Ele dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos" (Mt25,34.41). Em outro lugar se recorda que Jesus disse: "É melhor entrares mutilado para a Vida do que, tendo as duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível" (Mc 9,43). Um ponto que se destaca claramente desta doutrina é a realidade da liberdade humana. Você é livre para buscar a Deus e servi-lo. E é livre para fazer o contrário. Em ambos os casos, você é responsável pelas
consequências. A vida é um assunto sério. O modo como você a vive faz uma grave diferença. Você é livre, radicalmente livre, para buscar a Deus. E é livre, radicalmente livre, para escolher a dor inexprimível de sua ausência.


O Céu
A graça, presença de Deus dentro de você, é como uma semente, uma semente vital, que cresce, e está destinada, um dia, a desabrochar na sua plenitude. Deus se deu a você, mas dum modo escondido. No tempo presente, você o procura mesmo se já o possui. Mas chegará o tempo em que sua procura vai terminar. Você
então verá e possuirá a Deus completamente. Isto é o que foi revelado. Na sua primeira carta, São João nos diz: "Caríssimos, desde já somos filhos de Deus; mas o que nós seremos ainda não se. manifestou. Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é" (l Jo 3,2).
E, na sua primeira carta aos Coríntios, São Paulo escreve: "Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei totalmente, como sou conhecido" (I Cor 13,12). Isto é o céu: a direta visão de Deus face a face como Ele é Pai, Filho e Espírito Santo; união perfeita e total com Deus, um êxtase de contentamento que vai além de toda imaginação humana; o "agora" da eternidade no qual tudo é sempre novo, aprazível e presente para você; a torrente calorosa de alegria na companhia de Jesus, de sua Mãe e de todos os que você amou e conheceu; a ausência total de dor, de pesar, de más recordações; o gozo perfeito de todos os poderes da mente e (após a ressurreição no Dia do Juízo) do corpo. O céu é isto. Quer dizer, isto é uma descrição pálida e humana daquilo que Deus prometeu aos que o amam, daquilo que Cristo conquistou para nós com sua morte e Ressurreição.


Um novo céu e uma nova terra
A fé no juízo final no último dia está claramente expressa nos credos da Igreja. Naquele dia, todos os mortos ressuscitarão. Pelo poder divino, todos estaremos presentes diante de Deus como seres humanos corpóreos. Então Deus, Senhor absoluto da história, presidirás um panorâmico julgamento de tudo o que a
humanidade fez e suportou através dos longos séculos nos quais o Espírito atuou para nos gerar como um povo. Quando chegará este dia? Numa passagem notável, repleta da esperança em todas as coisas humanas, o Vaticano II, faz essa pergunta e expressa a visão da Igreja: "Nós ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira da transformação do universo. Passa certamente a figura deste mundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara morada nova e terra nova. Nela habita a justiça e sua felicidade irá satisfazer e superar todos os desejos da paz que sobem nos corações dos homens".
Enquanto isso, durante o tempo que nos resta, "cresce aqui o corpo de uma nova família humana, que já pode apresentar algum esboço do novo século".
Depois que "propagarmos na terra os valores da dignidade humana, da comunidade fraterna e da liberdade, todos estes bons frutos da natureza e do nosso trabalho, nós os encontraremos novamente, limpos contudo de toda impureza, iluminados e transfigurados... O Reino já está presente em mistério aqui na terra. Chegando o
Senhor, ele se consumará" (Gaudium et Spes, nº 39). Este reino já está presente em mistério. Já raiou o dia em que Deus "enxugará toda lágrima dos seus olhos, e nunca mais haverá morte". Já raiou o dia em que Ele diz a todos os seres vivos: "Eis que eu faço novas todas as coisas... Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim" (Apoc 21,4.5.6). Entrementes, trabalhamos e rezamos para o pleno florescimento deste reino vindouro. Com os primeiros cristãos, exclamamos: Marana tha! Vem, Senhor Jesus! Nós te buscamos
Autor do planejamento: Lúcia



ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA
PARÓQUIA SÃO JOSÉ
CATEQUESE DE CRISMA
Apostila do Catequista