quinta-feira, 18 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
As dificuldades da vida humana
Penosa ocupação foi dada a todos os mortais e pesado jugo oprime os filhos de Adão, desde o dia em que saem do ventre de sua mãe até o dia da volta para a mãe comum: objeto de suas reflexões e temor do seu coração é a descoberta do que os espera, o dia do seu fim.
Desde aquele que está sentado em trono glorioso até o humilhado na terra e na cinza; desde quem veste púrpura e cinge a coroa até quem está coberto de linho cru: tudo é furor, inveja, inquietação, agitação, temor da morte, ressentimento, discórdia.
Até no tempo do repouso, sobre a cama, o sono da noite apenas alterna os cuidados.
Um pouco de repouso, quase nada e logo, em sonho, estão aflitos como se fosse de dia.
Perturbam-se com as visões do coração, como quem tivesse escapado da batalha; no tempo do sono necessário, despertam e se admiram do vão temor.
Para todo ser de carne, do homem ao animal, mas, para os pecadores, sete vezes mais:
morte, sangue, dissensão e espada, opressões, fome, destruição e flagelos. Para os iníquos foram criadas todas essas coisas, e por causa deles é que veio o dilúvio.
Tudo o que vem da terra volta para a terra, e tudo o que vem das águas volta para o mar.
Todo suborno e toda iniquidade perecerão, mas a fidelidade permanece eternamente.
As riquezas dos injustos secarão como a torrente no deserto e passarão como o trovão, que ribomba na tempestade.
Como o justo se alegra, abrindo as mãos, assim os prevaricadores, no fim, perecerão.
Os rebentos dos ímpios não multiplicarão seus ramos, como raízes impuras no topo da rocha.
A folhagem que cresce à flor das águas e na beira do rio será arrancada antes de qualquer outra erva.
Mas a bondade é como um jardim de bênçãos, e a esmola permanece para sempre.
A vida de um autônomo e mesmo a de um operário é relativamente boa, mas, acima deles, a de quem encontrar um tesouro.
Filhos e a edificação de uma cidade perpetuam o nome, mas acima disto está a mulher irrepreensível.
Vinho e música alegram o coração, mas o amor da Sabedoria excede ambas as coisas.
Flauta e harpa tornam suave a melodia, mas acima de ambas está a língua suave.
Graça e beleza são o desejo dos olhos, mas acima de ambas estão as verdes plantações.
Amigo e companheiro auxiliam-se mutuamente a seu tempo, mas, mais do que eles, mulher e marido. Irmãos e ajuda são úteis no tempo da tribulação, mas, acima de ambos, a esmola é que liberta.
Ouro e prata dão firmeza aos pés, mas acima de ambos está um conselho conveniente.
Riquezas e forças exaltam o coração mas, acima delas, o temor do Senhor.
Com o temor do Senhor, nada falta; com ele, não é preciso procurar socorro.
O temor do Senhor é como um jardim de bênçãos, e a sua proteção está acima de toda glória.
Filho, não sejas indigente enquanto vives: é melhor morrer, do que viver como indigente.
Aquele que fica olhando para a mesa de estranhos não leva uma vida que mereça esse nome: com essas comidas mancha até a alma.
Quem é instruído e educado, porém, delas se guardará.
Na boca do desavergonhado a mendicância é doce, mas em seu ventre arderá como o fogo.
Livro do Eclesiástico 40, 1-32
domingo, 14 de abril de 2013
A PROVA DECISIVA: A PROVA DO AMOR
Bem sabemos que as palavras "te amo", infinitamente repetidas em todos os tempos, em todas as latitudes do planeta, na maioria dos casos podem ser apenas expressão provisória e vazia do sentimento humano.
Mas o olho de Jesus sabe ir além das simples palavras de Pedro,o qual, ao dizer "te amo", não estava blefando: mais tarde daria a vida por amor. Porque amor, no fundo, é só isto: fazer da própria vida um dom para a felicidade do outro.
Então, poderíamos dizer que o evangelho é o desmascaramento do amor falso, daquele amor que é apenas um impulso imediato da natureza humana: amor que não e dom de si, mas apropriação indébita da vida alheia.
É verdade, existe mesmo um tipo de amor que se manifesta e se afirma como realidade oposta ao amor verdadeiro; como dilatação e sublimação do próprio egoísmo. Egoísmo que vive e se alimenta com a exploração da outra criatura, a qual, não raro, acaba sendo destruída.
É claro que o evangelho não é um projeto de psicanálise. É antes a enunciação de um projeto existencial, em que todas as nossas energias, todas as nossas capacidades assim como nosso próprio coração são postos a duras provas: convocados ao serviço daquela parte da humanidade deserdada de tudo, que nunca soube amar porque nunca se sentiu amada.
"Tu sabes que eu te amo." É emocionante, é belo e divino saber que alguém nos ama. Da mesma forma, é emocionante e divino que outros escutem de nós essa mesma declaração de amor.
Amar, porém, que dizer estar disponível para fazer da própria vida um dom. Pronto para ultrapassar as fronteiras da existência individual - e se consumar para a felicidade dos outros.
Mas é sempre bom lembrar que, assim como para Jesus e para Pedro, a prova do nosso amor só pode ser o caminho do calvário.
Pe. Virgilio, ssp sobre o Evangelho deste domingo 14/04/2013
Mas o olho de Jesus sabe ir além das simples palavras de Pedro,o qual, ao dizer "te amo", não estava blefando: mais tarde daria a vida por amor. Porque amor, no fundo, é só isto: fazer da própria vida um dom para a felicidade do outro.
Então, poderíamos dizer que o evangelho é o desmascaramento do amor falso, daquele amor que é apenas um impulso imediato da natureza humana: amor que não e dom de si, mas apropriação indébita da vida alheia.
É verdade, existe mesmo um tipo de amor que se manifesta e se afirma como realidade oposta ao amor verdadeiro; como dilatação e sublimação do próprio egoísmo. Egoísmo que vive e se alimenta com a exploração da outra criatura, a qual, não raro, acaba sendo destruída.
É claro que o evangelho não é um projeto de psicanálise. É antes a enunciação de um projeto existencial, em que todas as nossas energias, todas as nossas capacidades assim como nosso próprio coração são postos a duras provas: convocados ao serviço daquela parte da humanidade deserdada de tudo, que nunca soube amar porque nunca se sentiu amada.
"Tu sabes que eu te amo." É emocionante, é belo e divino saber que alguém nos ama. Da mesma forma, é emocionante e divino que outros escutem de nós essa mesma declaração de amor.
Amar, porém, que dizer estar disponível para fazer da própria vida um dom. Pronto para ultrapassar as fronteiras da existência individual - e se consumar para a felicidade dos outros.
Mas é sempre bom lembrar que, assim como para Jesus e para Pedro, a prova do nosso amor só pode ser o caminho do calvário.
Pe. Virgilio, ssp sobre o Evangelho deste domingo 14/04/2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Vantagens do santo sacrifício
A grandeza e a beleza são dois motivos assaz
poderosos para tocar os corações; a utilidade, porém, os
persuade e, a despeito de toda repugnância, arrebata quase sempre à vitória.
Ainda que a excelência e a necessidade da Santa Missa não fossem para vós bastante ponderáveis, como poderíeis deixar de apreciar a magna utilidade que ela proporciona aos vivos e falecidos, aos justos e aos pecadores, para a vida e para a morte, e mesmo para depois da morte?
Imaginai que sois aquele devedor do Evangelho, cuja dívida se elevara à enorme quantia de dez mil talentos. Chamado a prestar contas humilha-se, implora e pede adiamento para satisfazer completamente o débito:
Patientiam hiabe in me, et omnia rddam tibi.
“Tem paciência comigo, que tudo de pagarei” (Mt 18, 26)
Aí está o que deveis fazer, vós que tendes com a Justiça
divina não uma, mas mil dívidas. Deveis humilhar-vos e
suplicar tempo bastante para assistir à Santa Missa; e ficai certos de que estas Santas Missas saldarão completamente todas as vossas obrigações.
São Tomás de Aquino, o Doutor angélico, nos ensina
quais são as dívidas que temos com DEUS. Ele diz que há especialmente quatro. Todas as quatro ilimitadas.
A primeira é de adorar, louvar e honrar este DEUS de
majestade infinita e digno de infinitos louvores e homenagens.
A segunda dar-Lhe satisfação pelos pecados que cometemos.
A terceira, render-Lhe graças pelos benefícios recebidos.
A quarta, implora-Lhe, como fonte de todas as graças.
Ora, como é possível que pobres criaturas como nós,
que nada possuímos, nem mesmo o ar que respiramos,
possam jamais satisfazer obrigações tão grandes?
Consolemo-nos, pois aqui está um meio facílimo. Façamos o possível para participar de muitas Missas e com a máxima devoção; mandemos celebrá-la também o mais que pudermos: e, se bem que nossas dívidas sejam enormes e inumeráveis, não há dúvida de que, com o tesouro contido na Santa Missa, poderemos solvê-las inteiramente. E para melhor compreendermos estas dívidas, explicá-las-ei uma depois da outra, e grande será vossa consolação ao ver a grande utilidade e inesgotável riqueza que podeis haurir de mina abundante, para pagar todas.
LEONARDO DE PORTO-MAURÍCIO
da Ordem dos Frades Menores
AS EXCELÊNCIAS
DA
SANTA MISSA
terça-feira, 9 de abril de 2013
Razões para ser Padre
http://www.padrechrystianshankar.com.br/novo/reflexoes/belos-textos/201-razoes-para-ser-padre Primeiramente, é preciso compreender que o Padre foi chamado por Deus. Não é uma vocação que alguém escolhe, porque se julga apto para tal, ou porque acha interessante. A escolha é de Deus, e o seu chamado não se discute. Por isso, o sacerdócio é um privilégio, imerecido. Quando da eleição dos Apóstolos, e também dos discípulos, Jesus passou a noite em oração. Pela manhã, Ele escolheu os que queria para o seu grupo, com os quais fundou a sua Igreja, que subsistirá até o fim dos tempos - a Igreja Católica Apostólica Romana. O Padre é homem de Deus. Esta é sua característica fundamental. Tudo que se queira acrescentar à sua figura, são detalhes acidentais. Jesus, aos 12 anos, afirmou: "Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?" (Lc 2,49). Tal é a realidade mais profunda do Padre - as coisas do Pai. Apesar do secularismo, a que já aludimos, o homem hodierno busca, sequiosamente, o rosto de Cristo. Por isso, o Padre é chamado a ser representante do próprio Senhor: ele O torna novamente presente. E quanto mais transparente e mais perfeita for essa presença, melhor responderá às indagações dos que a procuram. Nosso pranteado Papa João Paulo II nos exortava a contemplar o rosto de Cristo, para revelá-lo aos outros. Chegou a dizer que os Padres são o "Coração de Jesus" - expressão forte, que significa o amor de Jesus, divino e humano, que o Padre deve transparecer, através da missão que exerce. O povo quer ver, tocar, perceber, ouvir o Cristo na pessoa do Padre. Por isso, a palavra do Padre não é dele mesmo, mas é a Palavra de Deus. O toque sacramental do Padre não é um toque meramente humano, mas ultrapassa esta dimensão e penetra no divino, do qual o sacerdócio é, de fato, mediação. Esta configuração ao Cristo tem profundas raízes teológicas, que atestam a exclusividade do sacerdócio para os varões, como participação no único e eterno sacerdócio do próprio Cristo. Jesus não escolheu nem sua própria Mãe Santíssima, para compor o grupo daqueles que seriam a base apostólica da sua Igreja. Mas não é nosso propósito discutir este assunto, no presente texto. Apenas confirmamos a posição da Igreja, em nome de quem o Papa João Paulo II falou, quando expôs, claramente, seu ensinamento a este respeito. Ainda segundo o saudoso Papa, na sua Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis - "Dar-vos-ei Pastores segundo o meu Coração" (Jr 3,15), de 25 de março de 1992, o Padre tem que possuir 5 qualidades essenciais: [1] Ser homem, física e psicologicamente, sadio; [2] Ser pessoa de oração, portanto piedoso; [3] Ser uma pessoa culta. A formação intelectual de um Padre exige um mínimo de 7 anos de estudos universitários, incluindo as Faculdades de Filosofia e de Teologia, além da comprovada competência pastoral; [4] Ser um verdadeiro pastor; [5] Ser um elemento de equipe, que saiba viver em comunidade e para a comunidade. Que nunca trabalhe só, a não ser nas coisas do trato direto com Deus. Como seguidores de Cristo, os Apóstolos tiveram que deixar tudo: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim" (Mt 10,37). Trata-se da doação integral da pessoa e da sua capacidade de amar, para que Cristo dela disponha em favor dos mais necessitados: os pobres, os pecadores, os que sofrem de múltiplas carências, os que nos procuram para aconselhamento. Para estar disponível a tudo isto, permanentemente, é preciso ter um amor exclusivo. São Paulo diz, claramente: "O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa" (1Cor 7,32-33). Portanto, tem um coração dividido. O Padre não pode viver assim. O seu amor, as suas energias, a sua competência, tudo deve estar a serviço das ovelhas do seu rebanho. Por isso, a Igreja, desde os primórdios, introduziu o celibato, seguindo a exigência que Jesus fez aos Apóstolos sobre deixar tudo. Apesar do que afirmam as críticas apressadas a esta norma antiqüíssima, o celibato sacerdotal não é a causa de eventuais problemas afetivos. Rezemos para que Deus nos dê sempre bons e santos Padres, segundo o seu Coração: "A promessa do Senhor suscita no coração da Igreja a oração, a súplica ardente e confiante no amor do Pai de que, tal como mandou Jesus o Bom Pastor, os Apóstolos, os seus sucessores, e uma multidão inumerável de presbíteros, assim continue a manifestar aos homens de hoje a sua fidelidade e a sua bondade" (Pastores Dabo Vobis, n°82). |
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A fé que move montanhas
| A palavra fé, vem do vocábulo latim, fides, de onde vem o nosso adjetivo fidelidade, que é o mesmo que confiança. Não adianta somente ser fiel, devemos também confiar, só assim o impossível pode acontecer. Em Hebreus 11, 1 – 3 diz que a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do impossível. Segundo o apóstolo Paulo a fé é u, dom dado pelo espírito (ICor 12,9). O Espírito Santo é aquele que tem o poder de convencer o nosso coração. João 16, 8 – 9. Portanto, quando o espírito toca o nosso coração, temos a fé acionada, e assim conseguimos ser fiel e confiar no Senhor. Quando os discípulos perguntaram por que não conseguiram expulsar um demônio, Jesus respondeu: “ Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiveres fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: transporta-te daqui para lá, e ela irá, e nada vos será impossível”. Mat 17,20. A montanha a que Jesus se referia, era de forma literal. Alguns dizem ser o monte Tabor, mas isto seria impossível, pois havia uma fortaleza romana ocupando o monte Tabor, e por este motivo seria improvável que Jesus se reunisse ali. As características geográficas do texto apontam para o monte “Ermom”,a 20km de Cesaréia, com 2,800mt de altura. Quando Jesus fala de fé, ele diz fé, como um grão de mostarda, e não tamanho do grão de mostarda. Jesus fala no sentido qualitativo e não quantitativo, fala eficiência do grão de mostarda. O grão de mostarda embora seja a menos de todas as sementes, quando plantada torna-se a maior de todas as hortaliças, podendo chegar de 4 a 8 metros de altura. A nossa fé precisa ter qualidade.Naquela época existia um costume entre os rabino que quando alguém tivesse uma causa muito difícil, apresentava aos rabinos e aquele que solucionava o problema era apelidado de removedor de montanhas, ou seja, Jesus queria transformar seus discípulos em removedores de montanhas. É a fé de qualidade. Em Lucas 17,6 Jesus disse: “ Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.A bíblia no original sempre diz a como qualidade e não do tamanho, ressaltando sempre a qualidade. Não existe pé de amoreira plantada no mar, isto seria impossível, Jesus estava ensinando seus discípulos que com fé de qualidade, eles veriam o sobrenatural, o impossível, o inacreditável. Ora sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram Heb. 11,6. - Quando te apresentares diante de Deus, faça isso com fé de qualidade. - Quando as muralhas se levantam contra ti, faça uso da fé de qualidade. - Quando todas as portas se fecham, a chave é a fé de qualidade. - Somente com a qualidade de nossa fé ouviremos Jesus dizer: “alguém me tocou diferente”. - Lembre-se é através da fé como um grão de mostarda, que as águas se abriram para você passar - Portanto, seja você também um removedor de montanha . Charles Vieira Comunidade Missionária Elyon http://www.missaoelyon.com.br/formacao2.asp?codnot=100002 |
Santidade
| Limpa teu coração faz dele uma casa para o Senhor. Deixa que Ele more em ti e tu moraras nele. (Santo Agostinho) A palavra de Deus nos ensina: 'Portanto, sede perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito'. (Mateus 5,48) Os escolhidos de Deus são chamados a viverem a santidade, a serem santos como Deus é santo. E esse chamado não se limita somente àqueles que tem um chamado à vida religiosa, ao sacerdocio ou a um cargo importante dentro da Igreja de Cristo, mas a todos que se dizem cristãos. A palavra 'santo' - Kadosh no hebraico - que significa 'separado', separado para Deus, separado do pecado, perdeu o sentido no coração da Igreja, esse desejo que nasceu no coração de Deus e foi passado ao seu povo, tem hoje sido esquecido por nós. O apóstolo Paulo nos ensina que devemos buscar a santidade sem a qual ninguém pode ver o Senhor (Heb 12,14). Buscar, esforçar-se para alcançar a santidade deve ser o desejo de todo cristão, se queremos ver o Senhor, se queremos adentrar em um lugar de intimidade, no Santo dos Santos, nos ocupar com o que é sagrado, então devemos lutar dia após dia para alcançar o desejo de Deus para nós: uma vida em santidade. Se sem a santidade não podemos ver o Senhor, então não tem sentido estarmos na Igreja, pregarmos a Palavra de Deus, evangelizarmos, sem buscar a santidade de vida; pois em todas as coisas, em todas as atividades de um cristão, seja dentro da igreja ou fora (ao pregar, ao interceder, ao tocar, ao cantar, ao acolher, ao arrumar um salão, na vivência em família, no trabalho, na escola) o nosso desejo é ver o Senhor. Se não vivemos a santidade, não conseguiremos transmitir a face do Cristo para as pessoas através de nossas vidas e nem mesmo nós veremos o Senhor. Na antiga aliança, foi armada uma tenda dividida em duas partes. Na parte anterior estava o candelabro e a mesa com os pães da proposição; chamava-se Santo. Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos. Assim sendo, enquanto na primeira parte do tabernáculo entravam continuamente os sacerdotes para desempenhar as funções, no segundo entrava apenas o sumo sacerdote, somente uma vez ao ano, e ainda levando consigo o sangue para oferecer pelos seus próprios pecados e pelos do povo (Heb 9,2-7). Ao Jesus ter sido levantado na cruz e derramado o seu sangue pela humanidade o véu do templo de rasgou de cima a abaixo e já podemos adentrar no Santo dos Santos e ver o Senhor face a face, se entreter com ele como Moisés fazia, mas para isso o Senhor nos diz: 'Tira as sandálias do seus pés, pois o lugar que estás é Santo!'. Devemos tirar as sandalias que representa nossos pecados, nosso egoismo, nosso comodismo, nossos interesses para nos colocarmos diante do Santo dos Santos. a parte anterior encerrava o candelabro e a mesa com os pães da proposição; chamava-se Santo. 3. Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos. 4. Aí estava o altar de ouro para os perfumes, e a Arca da Aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança; 5. em cima da arca, os querubins da glória estendendo a sombra de suas asas sobre o propiciatório. Devido ao pecado, à desobediência a Palavra do Senhor, ainda continuamos nos ocupando com nossas funções na parte anterior da tenda, onde os sacerdotes desempenhavam suas funções, porque o Santo dos Santos está reservado àqueles que assumem a Palavra de Deus e o chamado desafiador a santidade. Desafiador, porque 'o mundo todo jaz sob o Maligno' (I Jo 5, 19b), e o apostolo João nos ensina: 'Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca'. O Senhor continua nos convidando a ser uma geração, uma Igreja que resiste até o sangue na luta contra o pecado, que se preocupa em viver, em obedecer a voz do Senhor. Pois 'está é a vontade de Deus: a vossa santificação, que eviteis a impureza' (I Tess 4,3) e porque 'diante de Deus não sao justos os que ouvem a Palavra, mas serão tidos por justos os que a praticam' (Rom 2,13). Voltemo-nos a nos preocupar em obedecer a Palavra de Deus, a querermos ser aquilo que Ele pede que sejamos: Santos! Santos não só dentro da igreja, mas na família, no trabalho, na escola, nas reuniões entre amigos, neste mundo, para que possamos refletir a Glória do nosso Deus que é Santo. Deus abençõe! Mariana Leite S Aires Comunidade Missionária Elyon http://www.missaoelyon.com.br/formacao2.asp?codnot=100005 |
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Deus Todo Poderoso, que sofrestes a morte sobre a madeira sagrada, por todos os nossos pecados sede comigo. Santa Cruz de Jesus...
-
ORAÇÃO DE MARIA VALEI-ME Maria, valei-me Aos vossos devotos, Vinde, socorrei-nos! Vosso amor se empenha, Ó Virgem da Penha, ...
-
O pe. Amorth é mundialmente conhecido e respeitado em seu ministério de combate ao diabo ORAÇÃO CONTRA TODO MAL Espírito do S...




