segunda-feira, 5 de agosto de 2013

As almas em alegrias eternas

Portanto, quem está preocupado em evitar os tormentos infernais, fuja do diabo e rejeite suas inspirações... tal como nenhuma língua humana pode explicar estas alegrias, nenhuma ciência humana será capaz de descrever as misérias infernais (...) Estas coisas foram referidas pela viva voz da luz vivente infalível e são dignas de fé. Quem tem fé as considera cuidadosamente e as recorda para agir bem. A glória do paraíso, da qual o primeiro homem foi expulso, está circundada por uma claridade tão intensa, como vês, que o homem não é capaz de distinguir o que contém, a não ser como por um espelho. Ademais está embelezada com uma frondosa floração que não murcha, e perfumada com o suave perfume dos aromas, e está repleta de inumeráveis delícias que alegram as almas purificadas de todo gênero de pecados. Essas almas que se encontram ali vestem, com glória ainda o maior, vestido da imortalidade e a honra que Adão perdeu. Todos estes recebem a alegria das alegrias e a beleza de inefáveis ornamentos, porque serviram ao seu Criador com as boas obras inspiradas por Ele. No juízo da ressurreição serão chamados benditos de meu Pai e então receberão alegrias muito maiores que as que têm agora. Pois, enquanto agora só se alegram na alma, então ao contrário, terão alegrias no corpo e na alma, alegrias inefáveis a ponto de que nenhuma criatura será capaz de manifestá‐las ao mundo mortal.
A glória recebe os eleitos, o Hades devora os réprobos. Os eleitos se encaminharão para a alegria celestial, cheios do esplendor da eternidade, junto com sua Cabeça, Meu Filho e com o bem‐aventurado
exército dos Céus, em meio de uma imensa glória.”

HILDEGARD OF BINGEN, The Book of the Rewards of Life (Liber Vitae Meritorum), p. 273‐274.

domingo, 4 de agosto de 2013

O acúmulo que empobrece

O evangelho de hoje nos alerta sobre o perigo da ganância. A vida humana não pode ser medida pela posse de bens. Paulo nos orienta: se ressuscitamos com Cristo, devemos buscar as coisas onde ele se encontra.

Dispostos a ser mulheres e homens novos em Cristo, reunimo-nos para partilhar o seu Corpo e o seu Sangue, que nos garantem o acesso aos bens da vida de Deus. Neste primeiro domingo de mês vocacional, celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado  de nossa igreja: diáconos, padres e bispos.

O evangelho deste domingo questiona nossa realidade socioeconômica brasileira: a concentração da riqueza nas mãos dos poucos. O desejo de acumular se faz presente em homens e mulheres. Todos, ou quase todos, queremos sempre mais.  A sede de possuir parece não ter fim. Jesus não despreza nem contesta a riqueza em si, mas a forma com é vista, usada e concentrada.
Diz certo ditado registrado nos muros de nossas cidades: riqueza partilhada é adubo de vida abundante para todos, e riqueza concentrada é sinal de morte para muitos. O ditado tem fundamento: quando a riqueza é distribuída, favorece a vida de toda uma nação; ao passo que, quando está concentrada e não é investida ou aplicada, muitos acabam passando necessidades. A preocupação dos governantes deve ser justamente se empenhar para que a riqueza seja distribuída e favoreça a vida de todos, e não apenas de uma minoria.
Para muitos, o dinheiro é tudo - por crerem que sem ele não se pode fazer nada. "O dinheiro dá ao homem a segurança, a possibilidade de fazer tudo. Desencadeia-se então o mecanismo da acumulação; o dinheiro nunca é demais, torna-se idolatria. Quando o dinheiro se torna o próprio deus, está-se disposto a tudo para obtê-lo. A sede do dinheiro opõe o homem ao homem. Se cada um procura ter mais, o outro se torna concorrente a superar ou eliminar" (Missal Dominical, p. 1,196)
O papa Paulo VI dizia: "A busca exclusiva do ter forma um obstáculo ao crescimento do ser e opô-se à sua verdadeira grandeza: tanto para as nações como para as pessoas, a avareza é a forma mais evidente do subdesenvolvimento moral" (PP 19).
A atual crise que o mundo "crise de ambição": os países ricos, obedientes à lógica da acumulação e da busca do máximo de bem-estar e prazer, enquanto muitos afundam na miséria, de repente veem suas seguranças cair por terra. Essa crise pode ser vista como um "sinal dos tempos", o qual deve ser lido à luz do evangelho.

Pe. Nil Luza, ssp sobre o Evangelho deste domingo 04/08/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Novena de Santo Afonso Maria de Ligório

Novena Santo Afonso de Ligório

Rezar por nove dias ou nove horas seguidas
Glorioso Santo Afonso, Bispo, confessor e doutor da Igreja, dedicado servo de Deus, de Cristo e de Maria, eu invoco-te como um santo no céu.
Peço que sejas meu pai, meu protetor, e meu guia no caminho da santidade e da salvação.
Ajuda-me na observação das funções do meu estado de vida.
Obtenha para mim uma grande pureza de coração e um fervoroso amor da vida interior seguindo o seu próprio exemplo.
Grande amante do Santíssimo Sacramento e da Paixão de Jesus Cristo, me ensinai a amar Santa Missa e a Sagrada Comunhão como a fonte de toda graça e de santidade, e para receber este Sacramento tão freqüentemente quanto eu possa. Dá-me uma grande devoção à Paixão de meu Crucificado Redentor.
Promotor da verdade de Cristo na sua pregação e por escrito, dá-me um maior conhecimento e apreciação das verdades divinas.
Gentil pai dos pobres e pecadores ajudai-me a imitar a sua caridade para com meus semelhantes, em palavras e ações.
Consolador do sofrimento, me ajude a suportar a minha cruz diária pacientemente na imitação de sua própria paciência na sua longa doença, e eu próprio possa aceitar a vontade de Deus Bom Pastor do rebanho de Cristo, para obter-me a graça de ser uma verdadeira criança da Santa Mãe Igreja.
Santo Afonso, eu humildemente imploro sua poderosa intercessão para a obter do Divino Coração de Jesus todas as graças necessárias para o meu bem-estar espiritual e temporal.
Recomendo-lhe, em particular, o favor. . . (indicar o seu pedido específico ou intenção)
Tenho grande confiança nas suas orações. Sinceramente eu confio que, é das santa vontade de Deus, o meu pedido será concedido através de sua intercessão ante o trono de Deus.
Santo Afonso, rezai por mim e por aqueles que eu amo, eu imploro, por seu amor por Jesus e Maria, não nos abandone nas nossas necessidades.
Para que um dia possamos experimentar a paz e a alegria de uma santa morte. Amém.
Em agradecimento a Deus pelas graças oferecidas por intercessão de Santo Afonso:
Rezar três vezes Pai-Nosso, Ave-Maria e o Glória.


Santo Afonso de Ligório

domingo, 28 de julho de 2013

Na eucaristia descobrimos o rosto de Deus, nosso Pai, que sempre se mostra favorável quando o invocamos em nossas necessidades. Queremos celebrar em comunhão com todos os jovens, do Brasil e do mundo, que concluem hoje a Jornada Mundial da Juventude. O tema da jornada - "Ide e fazei discípulos entre todas as nações!" (Mt 28,19) - nos motiva a todos a ser discípulos missionários de Jesus Cristo, a serviço do evangelho e do reino de Deus. 


Neste dia tão especial para os jovens do mundo inteiro, sobre-tudo no Brasil, em que se celebra a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, o evangelho nos ensina a rezar. É o próprio Cristo que nos convida a falar com o Pai de forma simples e coloquial, dando-lhe graças e apresentando nossas necessidades cotidianas, tanto materiais quanto espirituais (cf. Lc 11,1-3).
O "pão de cada dia", essencial à sobrevivência como alimento do corpo e da alma, era multiplicado por Deus para saciar as multidões que seguiam a Cristo nas suas pregações itinerantes. No relato do Evangelho de João, destaca-se uma personagem: "Está aqui um jovem que tem cinco pães de cevada e dois peixes.. mas que é isto para tanta gente?" (Jo 6,9). A partir daquela oferta, Jesus realiza o milagre.
O tema da Jornada Mundial da Juventude - "Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28,19) - Resume justamente este profundo ensinamento do Evangelho: ser discípulos missionários que aprendem do Senhor a capacidade de doação de si mesmos para se tornarem mensageiros dele e mediadores da ação divina em favor das outras pessoas, muitas vezes carentes não apenas de pão material, mas do Pão da Vida e do Pão da Palavra.
Que estes dias de alegre vivência da fé, na partilha e no testemunho, se tornem um referencial inesquecível para todos aqueles que caminharam com Jesus ao longo desta jornada e transformem a vida deles para sempre. O entusiasmo que amadurece na perseverança produz generosos frutos e plasma os autênticos seguidores do Senhor ao longo da "jornada da vida", engajados na missão à qual foram chamados.
O Rio de Janeiro agradece ao Brasil o apoio e a presença de tantos participantes, que tornaram este evento uma festa brasileira, na qual os peregrinos do todo o mundo - a começar pelo primeiro deles, o papa Francisco - foram acolhidos com o carinho que distingue o nosso povo no elenco das nações.

D. Orani J. Tempesta, o.cist.
Arcebispo do Rio de Janeiro