quinta-feira, 8 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Vocacionados na Bíblia
Contemplar o álbum dos vocacionados de Deus!
Com a dinâmica do Espelho bíblico, cada pessoa procura se identificar com um dos vocacionados da Bíblia, nos diferentes períodos.
Época dos patriarcas e matriarcas: de 1800 a 1250 a.C.
Abraão
Chamado para ser pai de um povo, Abraão não consegue acreditar na promessa de Deus. Inicialmente, só consegue crer nos projetos que ele mesmo propõe como alternativa. Mas, após três tentativas frustradas, Abraão passa a crer e se entrega (Gn 12,1-3; 15,1-6; 17,15-22; 22,1-18).
Sara
Quando chamada, Sara deu risada (Gn 18,12), como seu marido Abraão (Gn 17,17). Risada de incredulidade. Não conseguiu crer no chamado. Pois não conseguiu crer em si mesma e em Abraão. Era difícil crer, pois ela já era de idade avançada e estéril. Como crer que poderia ser mãe! (Gn 18,9-15).
Agar
Chamada através de uma ordem de Sara, sua patroa, Agar é por ela desprezada e excluída. Mas Deus continua fiel e a sustenta. A fidelidade de Agar recebe uma recompensa: ela chega a ter uma experiência profunda do próprio Deus (Gn 16,1-16; 21,8-21).
Jacó
Chamado para ser Israel, Jacó lutou com o anjo (o próprio Deus) a noite inteira, até que fosse abençoado (Gn 32,23-33). Passagem misteriosa que recebeu muitas interpretações ao longo dos séculos. É um espelho para significar as lutas que as pessoas travam com Deus e com sua vocação ao longo de suas vidas. Oferece esperança de vitória.
Moisés
Sentiu o primeiro chamado diante da opressão do seu povo e chegou a matar um egípcio. Teve medo e fugiu (Ex 2,12-15). Mais amadurecido, é chamado novamente para libertar o povo. Novamente tem medo e arruma várias desculpas, mas no fim a vocação é mais forte que a resistência medrosa, e ele acaba aceitando (Ex 3,11.13; 4,1.10.13).
Miriam (Maria)
Chamada pelo seu próprio talento e pela necessidade do momento, Miriam convoca as mulheres para celebrar a vitória depois da travessia do mar Vermelho (Ex 15,20). O Cântico de Miriam é um dos textos mais antigos da Bíblia, ao redor do qual se foi juntando o resto como cera ao redor do pavio (Ex 15,21). Ela teve problemas com a excessiva liderança de Moisés, seu irmão (Nm 12,1-16).
Aarão
Foi chamado por intermédio de Moisés, seu irmão, para ser porta-voz (Ex 4,14-15; 7,1-2). Aarão é da tribo de Levi, tribo sacerdotal. O clã de Aarão consegue impor-se aos outros clãs da tribo de Levi e obtém a função central no templo. Os outros clãs se tornaram seus ajudantes (Nm 18,2-3).
Os Setenta
O chamado deles nasce das necessidades concretas ligadas à coordenação do povo. Diante da impossibilidade de assumir sozinho a coordenação do povo e aconselhado pelo bom senso do seu sogro, Jetro, Moisés descentraliza o poder e chama setenta pessoas para participar na coordenação. O chamado se faz de acordo com certos critérios para poder servir ao povo (Ex 18,21-22; Nm 11,16).
Josué
Era o que mais ajudava Moisés. Foi fiel nos momentos difíceis e nas crises. É da sua condição de companheiro fiel que nasce o chamado para suceder a Moisés. Moisés mesmo o apresenta ao povo como seu sucessor e dá a ele, várias vezes, a ordem: "Sê forte e corajoso!" (Js 1,6-9).
Época dos juízes: 1200 a 1000 a. C.
Débora
A pessoa chamada foi um tal de Barac, que não teve coragem nem condições para realizar a vocação. Barac chamou-a para libertar o povo num momento difícil da sua história. Juíza e mulher forte, chama outras pessoas para ajudá-la na tarefa e obtém a vitória (Jz 4,1-10).
Gedeão
Era um lavrador bem simples. Oprimido pela exploração da parte dos madianitas, sente o chamado, mas não consegue acreditar no convite de Deus e pede uma dupla
Ana
É casada com Elcana, mas não pode ter nenê, pois é estéril. Durante a romaria anual ao pequeno santuário, num momento de tristeza em que derramava sua alma na presença do Senhor, recebe através de Eli o chamado para ser mãe. Nasce o filho, Samuel. Ela responde ao chamado preparando o menino para a missão para a qual Deus o destinou (1 Sm 1,9-18).
Samuel
Chamado por Deus, criança ainda, não percebe a vocação e precisa da ajuda de uma pessoa mais velha para orientá-lo. O velho Eli orienta o menino e o ajuda a percebê-la: "Fala, SENHOR, que teu servo escuta!". Esta ajuda mútua fez nascer uma vocação muito importante na história do Povo de Deus (1Sm 3,1-18).
Época dos reis e profetas: 1000 a 587 a. C.
Saul
Mesmo chamado por aclamação (1 Sm 11,12-15), por unção (1Sm 10,1-8) e por sorteio (1Sm 10,17-24), bastante inconstante, não soube manter-se na fidelidade. Devorado pela inveja e pela vingança, persegue Davi e quer matá-lo (1Sm 18,6-9; 19,8-17).
Davi
Foi chamado por unção (1 Sm 16,1-13) e a convite do povo para ser rei de Judá (2Sm 2,1-4) e de Israel (2Sm 5,1-5). É exaltado na Bíblia como rei fiel. Na realidade, dentro dos nossos conceitos, não parece ter sido tão fiel. O poder do rei era absoluto e, naquele tempo, muitos não percebiam os limites desse poder quase absoluto dos reis (cf. 1 Sm 8,10-18).
Salomão
Foi indicado para ser rei por ser filho de Davi. Ele chegou a tomar o poder por meio de uma conspiração palaciana (1 Rs 1,28-53). Foi pessoa sábia e esperta (1 Rs 5,9-14), mas o poder e o luxo da riqueza o corromperam totalmente (1 Rs 11,1-13). Salomão entrou na história como o rei sábio, ao qual foram atribuídos vários livros sapienciais da Bíblia.
Elias
A Palavra de Deus o atinge e ele obedece. Faz o que a Palavra pede (1Rs 17,3.9; 18,1; 19,7-8.11.15-16; 21,18-19; 2Rs 1,3.15; 2Rs 2,2.4.6.11). É conhecido como o homem sempre disponível para a ação do Espírito (1 Rs 18,12; Eclo 18,1-11). Buscou a presença de Deus no terremoto, na tempestade e no fogo, e não o encontrou nestes sinais tradicionais. Encontrou a Deus na brisa suave (1 Rs 19,9-13).
Eliseu
Recebe o chamado de Elias, pede licença para se despedir dos pais e vai atrás de Elias, largando tudo (1 Rs 19,19-21). As muitas histórias dele estão no Segundo Livro dos Reis (4-8).
Jeú
Chamado por Elias (1 Rs 19,16) e Eliseu (2Rs 9,1-10) para enfrentar os abusos do rei Acab, foi mais abusado que o próprio rei e matou sem critério todos os possíveis concorrentes (2Rs 9,22-37; 10,1-27). Foi condenado pelo profeta Oseias.
Amós
Percebe o chamado de Deus como algo irresistível, que sobe da situação de opressão e exploração do povo: o leão ruge, quem é que não tem medo! Deus chama, quem é que tem coragem de não obedecer! (cf. Am 3,3-8; 7,15).
Ezequias
A conjuntura política internacional favorável levou-o a promover uma reforma profunda para evitar o desastre sofrido pelo Estado de Israel (2Rs 18,1-8). Ficou doente e ia morrer. Chorou, pediu a Deus e recebeu mais quinze anos de vida através da ajuda do profeta Isaías (2Rs 20,1-11 ; Is 38,1-8).
Josias
É chamado para servir o povo como rei através das circunstâncias políticas particulares que levaram ao assassinato do rei Amon (2Rs 21 ,23-24; 22,1). Promoveu a reforma que foi chamada reforma deuteronomista (2Rs 23,1-27). A reforma terminou com a sua morte trágica, quando entrou na guerra contra o Egito (2Rs 23,29-30).
Oseias e Gomer
Um drama familiar e uma experiência forte de amor levaram os dois à descoberta da sua missão no meio do povo (Os 1,1-3,5).
Isaias
Tem uma profunda experiência de Deus, descobre a sua incapacidade, mas se oferece: ''Aqui estou!" (Is 6,1-13).
Jeremias
Na hora de perceber o chamado, fica meio gago e se desculpa: "Sou apenas uma criança!", mas assumiu a vocação (cf. Jr 1,4-10). Sofreu a vida inteira por causa da vocação assumida, mas continuou fiel até o fim (Jr 20,7-18).
Ezequiel
Quando recebe o chamado de ser a sentinela do povo, fica mudo por vários dias (Ez 3,25-27).
Época do exílio e pós-exílio: 587 a 1 a. C.
Neemias
O chamado vem através das exigências da situação do povo e de um convite do rei da Pérsia. Exerce a sua vocação como funcionário do rei da Pérsia (Ne 2,1-8).
Esdras
Vê um chamado de Deus na missão que recebe do rei da Pérsia para organizar o povo (Esd 7,11-26).
Rute
Percebe e assume o chamado através da sua solidariedade com Noemi, que ficou viúva sem futuro (Rt 1 ,15-18).
Jonas
É o profeta que não teve a coragem de assumir o chamado e fugiu. A imagem estreita que tinha de Deus impediu-o de perceber sua vocação (Jn 1,3).
Jó
Descobre o chamado na contradição provocada pela ideologia falsa da época que dizia: "Todo sofrimento é castigo de Deus pelo pecado". A consciência dele dizia: "Não pequei para merecer tanto sofrimento!". Lutou e foi fiel ao chamado da sua consciência criticando sem parar a falsa imagem de Deus da ideologia dominante.
Ester
Era uma criança órfã, adotada pelo tio, Mardoqueu. Por um destino não previsto, Ester acabou sendo rainha por causa da sua beleza (Est 2,15-17). Chamada a ser a libertadora do seu povo, ela assume o chamado com risco da própria vida (Est 4,12-17).
Judite
Chamada para libertar o povo num momento de extrema angústia (Jt 8,1-36), confia no Deus que é "o Deus dos humildes, o socorro dos mais pequenos, o defensor dos fracos, o protetor dos rejeitados, o salvador dos desesperados" (Jt9,11).
Sulamita, a jovem do Cântico dos Cânticos
Envolvida numa intriga e constantemente vigiada pelos irmãos maiores, grita e proclama a sua independência e segue o seu próprio caminho para poder realizar o ideal do amor (Ct 8,1-14).
Matatias
Percebe e assume o chamado no momento de ser confrontado com a opressão e a perseguição do povo (1 Mc 2,1-28).
Judas Macabeu
É chamado para liderar as batalhas por ser o filho mais corajoso de Matatias (1 Mc 2,66).
Época de Jesus: 1 a 33
Zacarias
Não foi capaz de crer no chamado e ficou mudo (Lc 1,11-22) .
Isabel
Era estéril, mas acreditou no chamado, concebeu e tornou-se capaz de reconhecer a presença de Deus em Maria (Lc 1,23-25.41-45).
João Batista
Chamado desde o seio materno (Lc 1 ,11-17), João assume a missão com coragem (Mc 6,17-29). É o primeiro profeta depois de muitos séculos de silêncio (Lc 1,59-66; Mt 11 ,7-15).
José
Chamado para ser o esposo de Maria, José rompe com as normas do machismo da época, não denuncia Maria nem a manda embora, mas, sendo justo, ele a assume como sua esposa e, assim, salva a vida tanto de Maria como de Jesus (Mt 1 ,18-25).
Maria, Mãe de Jesus
Acostumada a ruminar os fatos (Lc 2,19.51), percebe e acolhe a Palavra, trazida pelo anjo Gabriel, a ponto de encarná-la em seu seio, em sua própria vida (Lc 1,26-38).
Apóstolos
Foram chamados para estar com Jesus, para anunciar a Palavra e para combater o poder do mal, para estar com Jesus e ir em missão (Mc 3,13-19).
Pedro
Pessoa generosa e entusiasta (Mc 14,29.31 ; Mt 14,28-29), mas na hora do perigo e da decisão o seu coração encolhia e voltava atrás (Mt 14,30; Mc 14,66-72). Jesus rezou por ele (Lc 22,32).
Tiago e João
Dois irmãos. Estavam dispostos a sofrer com Jesus (Mc 10,39), mas eram violentos (Lc 9,54). Jesus os chamou filhos do trovão (Mc 3,17). João pensava ter o monopólio de Jesus. Jesus o corrigiu (Mc 9,38-40).
Filipe
Tinha jeito para colocar os outros em contato com Jesus (Jo 1,45-46), mas não era muito prático em resolver os problemas (Jo 6,5-7; 12,20-22). Parecia um pouco ingênuo. Jesus chegou a perder a paciência com ele: "Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces?" (Jo 14,8-9).
André
Pessoa prática. Foi ele que encontrou o menino com cinco pães e dois peixes (Jo 6,8-9). É a ele que Filipe se dirige para resolver o caso dos gregos que queriam ver Jesus (Jo 12,20-22), e é André que chama Pedro para encontrar-se com Jesus (Jo 1 ,40-43).
Tomé
Com teimosia sustentou sua opinião, uma semana inteira, contra o testemunho de todos os outros (Jo 20,24-25). É que o Jesus ressuscitado em que Tomé acreditava tinha de ser o mesmo que fora crucificado e que carregava os sinais da tortura no corpo (Jo 20,26-28).
Natanael
Era bairrista e não podia admitir que algo de bom pudesse vir de Nazaré (Jo 1 ,46). Mas quando Jesus o encontra, ele se entrega (Jo 1,49). Este Natanael aparece só no Evangelho de João. Alguns o identificam com o Bartolomeu que aparece na lista do Evangelho de Marcos (Mc 3,18).
Mateus
Era um publicano, pessoa excluída pela religião dos judeus (Mt 9,9). Sabemos pouco da vida dele. No Evangelho de Marcos e de Lucas ele é chamado Levi (Mc 2,14; Lc 5,27). O nome Mateus significa Dom de Deus. Os excluídos são "mateus" (dom de Deus) para a comunidade.
Simão
Era um zelote (Mc 3,18). Dele só sabemos o nome e o apelido. Nada mais. Ele era zelote, isto é, fazia parte do movimento popular que na época se opunha à dominação romana.
Judas
Guardava o dinheiro do grupo (Jo 12,6; 13,29). Tornou-se o traidor de Jesus (Jo 13,26-27). Ao ver que Jesus foi condenado, sentiu remorso, mas não conseguiu crer no perdão e se enforcou (Mt 27,3-5).
Samaritana
Teve dificuldade em perceber o chamado (Jo 4,7-30), mas, uma vez confirmada, tornou-se uma grande apóstola no meio do seu povo (Jo 4,39-42).
A moça do perfume
Teve a coragem de quebrar as normas da época e entrou na casa do fariseu, onde Jesus estava. Banhou os pés dele com lágrimas, enxugou-os com seus cabelos e os ungiu com perfume (Lc 7,36-50).
A mulher Cananéia
Gritou atrás de Jesus pela saúde de sua filha doente e, chamada de cachorrinho por Jesus, teve a coragem de exigir os seus direitos como cachorrinho, que era receber as migalhas que caem da mesa dos filhos (Mt 15,21-28). E havia muitas migalhas. Doze cestos! (Mc 6,43).
O jovem rico
Observava todos os mandamentos desde criança. Quando Jesus o chamou para abandonar tudo o que tinha, dá-lo aos pobres e seguir Jesus de perto, não teve coragem e voltou atrás (Mc 10,17-31).
Nicodemos
Era membro do Sinédrio, o Supremo Tribunal da época. Homem importante. Ele aceita a mensagem de Jesus, mas não tem coragem de manifestá-lo publicamente (Jo 3,2). Junto com José de Arimateia, cuidou da sepultura de Jesus (Jo 19,39).
Joana e Susana
Joana era a esposa de Cuza, procurador de Herodes, que governava a Galileia. Ela e Susana faziam parte do grupo de mulheres que seguia a Jesus, o servia com seus bens e subia com ele até Jerusalém (Lc 8,2-3; Mc 15,40-41). Seguir Jesus, Servir Jesus, Subir com Jesus até o Calvário: é o ideal do discípulo e da discípula.
Maria Madalena
Era nascida da cidade de Magdala. Daí o nome Maria Ma(g)dalena. Jesus a curou de uma doença (Lc 8,2). Ela o seguiu até o pé da cruz (Mc 15,40). Depois da Páscoa, foi ela que recebeu de Jesus a ordenação de anunciar aos outros a Boa-Nova da Ressurreição (Jo 20,17; Mt 28,10).
Época das comunidades dos primeiros cristãos: 33 a 100
Matias
Chamado a ser apóstolo por sorteio, após uma reunião dos outros onze apóstolos (At 1 ,15-26).
Barnabé
O primeiro a partilhar os seus bens (At 4,36s). É chamado a enfrentar missões difíceis (At 9,26-27; 11,22.25; 13,2).
Paulo
Foi chamado num momento em que tudo indicava o contrário, pois era perseguidor (At 9,1-19). O chamado o derrubou na estrada de Damasco (At 9,3-4) e modificou sua vida para sempre.
Lídia
Sente o chamado ao ouvir a pregação de Paulo; torna-se a primeira coordenadora das comunidades cristãs na Europa (At 16,14s).
Andrônico e Júnia
São chamados por Paulo de "parentes e companheiros de prisão, apóstolos notáveis, que ademais se tornaram discípulos de Cristo antes de mim" (Rm 16,7).
Febe
Chamada a ser diaconisa, torna-se "irmã" de Paulo e presta seu serviço a muita gente (Rm 16,1-2).
Timóteo
Preparado pela formação recebida em casa (2Tm 1,5; 3,14), é chamado a ser companheiro de Paulo (At 16,1-3).
Prisca (Priscila) e Áquila
Casal amigo de Paulo. Os dois respondem ao chamado combinando as exigências das comunidades com as possibilidades da sua profissão (At 18,2-3; Rm 16,3-5).
Para aprofundar a vocação na Bíblia
Você pode completar esta longa lista das pessoas vocacionadas que ocorrem na Bíblia, pois no álbum da Família de Deus existem muito mais fotografias. Em seguida, vale a pena aprofundar o assunto através das seguintes possíveis perguntas:
1. Qual a origem da vocação e qual o objetivo que ela quer atingir na vida da pessoa chamada?
2. Qual a missão que a pessoa chamada recebe dentro do conjunto do Povo de Deus?
3. Quais os critérios de escolha que Deus usou para chamar a pessoa?
4. Quais os recursos disponíveis para a pessoa chamada realizar sua missão?
5. Quais as resistências que a pessoa chamada oferece e por quê?
6. Quais os problemas que a pessoa chamada encontra na execução da sua vocação e como os enfrenta?
7. Vocação pessoal e situação do povo: como estas duas realidades estão relacionadas entre si na vida da pessoa chamada?
8. Quais as vocações específicas que as mulheres recebem dentro do conjunto do Povo de Deus?
9. Quais os traços do rosto de Deus que transparecem em cada chamado?
10. Com qual de todas essas vocações você mais se identifica e com quais menos se identifica? Por quê?
( Do livro "Vai! Eu estou contigo", Frei Carlos Mesters, Paulinas).
FONTE: Comunicação da Catequese
O que é ser "rico diante de Deus"?
Por Franbezant, OFMConv.
"O que hei-de fazer? Onde encontrarei que comer? Que vestir?" Eis o que diz este rico. O seu coração sofre, a inquietação devora-o, porque aquilo que regozija os outros acabrunha o avarento. O facto de todos os seus celeiros estarem cheios não é para ele motivo de felicidade. O que atormenta dolorosamente a sua alma é esse excesso de riquezas, transbordando dos seus celeiros. [...]
Considera, homem, quem te cumulou com a sua generosidade. Reflete um pouco sobre ti mesmo: Quem és tu? O que é que te foi confiado? De quem recebeste este cargo? Porque foste tu escolhido, de preferência a muitos outros? O Deus de bondade fez de ti Seu administrador; tu és responsável pelos teus companheiros de trabalho: não penses que tudo foi preparado apenas para ti! Dispõe dos bens que possuis como se eles pertencessem aos outros. O prazer que eles te proporcionam dura pouco, em breve eles te vão escapar e desaparecer, mas ser-te-ão pedidas contas rigorosas. Ora, tu guardas tudo, tens portas e fechaduras aferrolhadas; e embora tenhas tudo muito bem fechado, a ansiedade impede-te de dormir. [...]
"O que hei-de fazer?" Havia uma resposta pronta: "Encherei as almas dos famintos; abrirei os meus celeiros e convidarei todos os que têm necessidade. [...] Farei ouvir uma palavra generosa: Vós todos que tendes fome, vinde a mim, tomai a vossa parte dos dons concedidos por Deus, cada qual segundo as suas necessidades." T
#ReflexõesFranciscanas
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
A Basílica de Santa Maria Maior
A mais antiga igreja do Ocidente
dedicada à Santíssima Virgem:
A BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR
A mais antiga igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem que se
tem notícia é a Basílica de Santa Maria Maior. É considerada Maior por ser a mais
importante das igrejas de Roma dedicadas à Rainha dos céus.
A Basílica, que se eleva no monte Esquilino, em Roma, conhecida, ainda,
por outros nomes, tais como Basílica de Santa Maria das Neves, Basílica
Liberiana, e Basílica de Santa Maria do Presépio, foi construída no pontificado de
Libério (352-366). O nome Basílica Liberiana deve-se à memória daquele Papa.
Também, pela designação de Basílica de Santa Maria das Neves, a obra é
conhecida, em razão da manifestação sobrenatural ocorrida, por sinal da
Virgem Maria, que indicou aquele local para que ali se edificasse uma igreja em
sua honra, fazendo com que nevasse ali em pleno verão de Roma.
A Basílica é chamada também de Santa Maria do Presépio, por nela se
conservarem trechos da gruta onde o Salvador nasceu.
Construída sobre o templo pagão de Cybele, é a única basílica romana
que conservou o núcleo da sua estrutura original intacto, apesar de vários
projetos de construção adicionais e danos sofridos com o terremoto de 1348. No
século V, o Papa Sisto III (432-440) restaurou-a e dedicou-a a Nossa Senhora, cuja
maternidade o Concílio de Éfeso (432) tinha a pouco proclamado. Depois que o Papado em Avignon terminou e retornou a Roma, a
Basílica de Santa Maria Maior tornou-se o Palácio temporário dos Papas, devido
ao estado decadente do Lateran Palace. A residência papal foi posteriormente
transferida para o Palácio do Vaticano, atualmente Cidade do Vaticano.
Os mosaicos do arco são um cântico de glória à maternidade ilibada da
Virgem e as duas cidades de Jerusalém e Belém, que neles se vêem
representadas, recordam o Natal do Senhor na cidade de Davi, e o da Igreja no
Cenáculo. Estes mosaicos foram restaurados em 1931-1934.
A Basílica de Santa Maria Maior é uma das mais belas e adornadas de
toda a cidade. Abrigando, entre outras coisas, um relicário com um pedaço da
manjedoura do menino Jesus, esta exuberante Basílica é representada pela
mais pura perfeição artística e se torna um dos mais convidativos locais para
recolhimento e oração.
No começo do século IV, vivia em Roma um ilustre descendente das famílias
consulares, o qual, por não ter filhos, tinha resolvido, de combinação com a mulher,
consagrar sua grande fortuna à glória de Deus.
Estando ambos preocupados com este projeto, a Santíssima Virgem lhes deu a
entender que desejava ser a herdeira. “Edificar-me-eis - lhes disse ela - uma basílica na colina de Roma que amanhã estiver coberta de neve.” Era a noite de 4 para 5 de
agosto do ano 352, época em que são excessivos os calores na Itália. No dia seguinte, o Esquilino estava coberto de neve! A cidade inteira acode ao lugar do milagre. O
papa Libério, acompanhado de todo o clero, para lá se dirige também. Conta-se ao
povo a causa do prodígio, e a igreja é edificada à custa dos piedosos cônjuges,
recebendo o nome de Nossa Senhora das Neves, nome venerável, que ainda hoje
conserva. A esses dois primeiros nomes juntaram-se outros não menos honrosos: Santa Maria do Presépio, por causa do presépio do Salvador que ali se venera, e Santa Maria Maior, porque é a mais importante igreja mariana de Roma.
http://www.mariamaedaigreja.net/AmaisantigaigrejadedicadaaSantissimaVirgem.pdf
As almas em alegrias eternas
Portanto, quem está preocupado em evitar os tormentos infernais, fuja do diabo e rejeite suas inspirações... tal como nenhuma língua humana pode explicar estas alegrias, nenhuma ciência humana será capaz de descrever as misérias infernais (...) Estas coisas foram referidas pela viva voz da luz vivente infalível e são dignas de fé. Quem tem fé as considera cuidadosamente e as recorda para agir bem. A glória do paraíso, da qual o primeiro homem foi expulso, está circundada por uma claridade tão intensa, como vês, que o homem não é capaz de distinguir o que contém, a não ser como por um espelho. Ademais está embelezada com uma frondosa floração que não murcha, e perfumada com o suave perfume dos aromas, e está repleta de inumeráveis delícias que alegram as almas purificadas de todo gênero de pecados. Essas almas que se encontram ali vestem, com glória ainda o maior, vestido da imortalidade e a honra que Adão perdeu. Todos estes recebem a alegria das alegrias e a beleza de inefáveis ornamentos, porque serviram ao seu Criador com as boas obras inspiradas por Ele. No juízo da ressurreição serão chamados benditos de meu Pai e então receberão alegrias muito maiores que as que têm agora. Pois, enquanto agora só se alegram na alma, então ao contrário, terão alegrias no corpo e na alma, alegrias inefáveis a ponto de que nenhuma criatura será capaz de manifestá‐las ao mundo mortal.
A glória recebe os eleitos, o Hades devora os réprobos. Os eleitos se encaminharão para a alegria celestial, cheios do esplendor da eternidade, junto com sua Cabeça, Meu Filho e com o bem‐aventurado
exército dos Céus, em meio de uma imensa glória.”
HILDEGARD OF BINGEN, The Book of the Rewards of Life (Liber Vitae Meritorum), p. 273‐274.
A glória recebe os eleitos, o Hades devora os réprobos. Os eleitos se encaminharão para a alegria celestial, cheios do esplendor da eternidade, junto com sua Cabeça, Meu Filho e com o bem‐aventurado
exército dos Céus, em meio de uma imensa glória.”
HILDEGARD OF BINGEN, The Book of the Rewards of Life (Liber Vitae Meritorum), p. 273‐274.
domingo, 4 de agosto de 2013
O acúmulo que empobrece
O evangelho de hoje nos alerta sobre o perigo da ganância. A vida humana não pode ser medida pela posse de bens. Paulo nos orienta: se ressuscitamos com Cristo, devemos buscar as coisas onde ele se encontra.
Dispostos a ser mulheres e homens novos em Cristo, reunimo-nos para partilhar o seu Corpo e o seu Sangue, que nos garantem o acesso aos bens da vida de Deus. Neste primeiro domingo de mês vocacional, celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado de nossa igreja: diáconos, padres e bispos.
O evangelho deste domingo questiona nossa realidade socioeconômica brasileira: a concentração da riqueza nas mãos dos poucos. O desejo de acumular se faz presente em homens e mulheres. Todos, ou quase todos, queremos sempre mais. A sede de possuir parece não ter fim. Jesus não despreza nem contesta a riqueza em si, mas a forma com é vista, usada e concentrada.
Diz certo ditado registrado nos muros de nossas cidades: riqueza partilhada é adubo de vida abundante para todos, e riqueza concentrada é sinal de morte para muitos. O ditado tem fundamento: quando a riqueza é distribuída, favorece a vida de toda uma nação; ao passo que, quando está concentrada e não é investida ou aplicada, muitos acabam passando necessidades. A preocupação dos governantes deve ser justamente se empenhar para que a riqueza seja distribuída e favoreça a vida de todos, e não apenas de uma minoria.
Para muitos, o dinheiro é tudo - por crerem que sem ele não se pode fazer nada. "O dinheiro dá ao homem a segurança, a possibilidade de fazer tudo. Desencadeia-se então o mecanismo da acumulação; o dinheiro nunca é demais, torna-se idolatria. Quando o dinheiro se torna o próprio deus, está-se disposto a tudo para obtê-lo. A sede do dinheiro opõe o homem ao homem. Se cada um procura ter mais, o outro se torna concorrente a superar ou eliminar" (Missal Dominical, p. 1,196)
O papa Paulo VI dizia: "A busca exclusiva do ter forma um obstáculo ao crescimento do ser e opô-se à sua verdadeira grandeza: tanto para as nações como para as pessoas, a avareza é a forma mais evidente do subdesenvolvimento moral" (PP 19).
A atual crise que o mundo "crise de ambição": os países ricos, obedientes à lógica da acumulação e da busca do máximo de bem-estar e prazer, enquanto muitos afundam na miséria, de repente veem suas seguranças cair por terra. Essa crise pode ser vista como um "sinal dos tempos", o qual deve ser lido à luz do evangelho.
Pe. Nil Luza, ssp sobre o Evangelho deste domingo 04/08/2013
Dispostos a ser mulheres e homens novos em Cristo, reunimo-nos para partilhar o seu Corpo e o seu Sangue, que nos garantem o acesso aos bens da vida de Deus. Neste primeiro domingo de mês vocacional, celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado de nossa igreja: diáconos, padres e bispos.
O evangelho deste domingo questiona nossa realidade socioeconômica brasileira: a concentração da riqueza nas mãos dos poucos. O desejo de acumular se faz presente em homens e mulheres. Todos, ou quase todos, queremos sempre mais. A sede de possuir parece não ter fim. Jesus não despreza nem contesta a riqueza em si, mas a forma com é vista, usada e concentrada.
Diz certo ditado registrado nos muros de nossas cidades: riqueza partilhada é adubo de vida abundante para todos, e riqueza concentrada é sinal de morte para muitos. O ditado tem fundamento: quando a riqueza é distribuída, favorece a vida de toda uma nação; ao passo que, quando está concentrada e não é investida ou aplicada, muitos acabam passando necessidades. A preocupação dos governantes deve ser justamente se empenhar para que a riqueza seja distribuída e favoreça a vida de todos, e não apenas de uma minoria.
Para muitos, o dinheiro é tudo - por crerem que sem ele não se pode fazer nada. "O dinheiro dá ao homem a segurança, a possibilidade de fazer tudo. Desencadeia-se então o mecanismo da acumulação; o dinheiro nunca é demais, torna-se idolatria. Quando o dinheiro se torna o próprio deus, está-se disposto a tudo para obtê-lo. A sede do dinheiro opõe o homem ao homem. Se cada um procura ter mais, o outro se torna concorrente a superar ou eliminar" (Missal Dominical, p. 1,196)
O papa Paulo VI dizia: "A busca exclusiva do ter forma um obstáculo ao crescimento do ser e opô-se à sua verdadeira grandeza: tanto para as nações como para as pessoas, a avareza é a forma mais evidente do subdesenvolvimento moral" (PP 19).
A atual crise que o mundo "crise de ambição": os países ricos, obedientes à lógica da acumulação e da busca do máximo de bem-estar e prazer, enquanto muitos afundam na miséria, de repente veem suas seguranças cair por terra. Essa crise pode ser vista como um "sinal dos tempos", o qual deve ser lido à luz do evangelho.
Pe. Nil Luza, ssp sobre o Evangelho deste domingo 04/08/2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Novena de Santo Afonso Maria de Ligório
Novena Santo Afonso de Ligório
Rezar por nove dias ou nove horas seguidas
Glorioso Santo Afonso, Bispo, confessor e doutor da Igreja, dedicado servo de Deus, de Cristo e de Maria, eu invoco-te como um santo no céu.
Peço que sejas meu pai, meu protetor, e meu guia no caminho da santidade e da salvação.
Ajuda-me na observação das funções do meu estado de vida.
Obtenha para mim uma grande pureza de coração e um fervoroso amor da vida interior seguindo o seu próprio exemplo.
Grande amante do Santíssimo Sacramento e da Paixão de Jesus Cristo, me ensinai a amar Santa Missa e a Sagrada Comunhão como a fonte de toda graça e de santidade, e para receber este Sacramento tão freqüentemente quanto eu possa. Dá-me uma grande devoção à Paixão de meu Crucificado Redentor.
Promotor da verdade de Cristo na sua pregação e por escrito, dá-me um maior conhecimento e apreciação das verdades divinas.
Gentil pai dos pobres e pecadores ajudai-me a imitar a sua caridade para com meus semelhantes, em palavras e ações.
Consolador do sofrimento, me ajude a suportar a minha cruz diária pacientemente na imitação de sua própria paciência na sua longa doença, e eu próprio possa aceitar a vontade de Deus Bom Pastor do rebanho de Cristo, para obter-me a graça de ser uma verdadeira criança da Santa Mãe Igreja.
Santo Afonso, eu humildemente imploro sua poderosa intercessão para a obter do Divino Coração de Jesus todas as graças necessárias para o meu bem-estar espiritual e temporal.
Recomendo-lhe, em particular, o favor. . . (indicar o seu pedido específico ou intenção)
Tenho grande confiança nas suas orações. Sinceramente eu confio que, é das santa vontade de Deus, o meu pedido será concedido através de sua intercessão ante o trono de Deus.
Santo Afonso, rezai por mim e por aqueles que eu amo, eu imploro, por seu amor por Jesus e Maria, não nos abandone nas nossas necessidades.
Para que um dia possamos experimentar a paz e a alegria de uma santa morte. Amém.
Em agradecimento a Deus pelas graças oferecidas por intercessão de Santo Afonso:
Rezar três vezes Pai-Nosso, Ave-Maria e o Glória.
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