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sábado, 2 de novembro de 2013
Fiéis falecidos
02 de Novembro. Hoje a Igreja celebra o dia de todos os fiéis falecidos. O Purgatório: lugar de Purificação. Neste mês de Novembro, a Igreja convida-nos com maior insistência a rezar e a oferecer sufrágios pelos fiéis defuntos do Purgatório. Com esses irmãos nossos, que “também participaram da fragilidade própria de todo o ser humano, sentimos o dever - que é ao mesmo tempo uma necessidade do coração - de oferecer-lhes a ajuda afetuosa da nossa oração, a fim de que qualquer eventual resíduo de debilidade humana, que ainda possa adiar o seu encontro feliz com Deus, seja definitivamente apagado”, ensina-nos João Paulo II. No Céu, não pode entrar nada de impuro, nem “quem cometa abominação ou mentira, mas somente aqueles que estão inscritos no livro da vida” (Apocalipse 21). A alma desfeada pelas faltas e pecados veniais não pode entrar na morada de Deus: para chegar à eterna bem-aventurança, tem de estar limpa de toda a culpa. O Céu não tem portas - escreve Santa Catarina de Gênova -, e quem quiser entrar pode fazê-lo, porque Deus é todo misericórdia e permanece com os braços abertos para admiti-lo na sua glória. No entanto, o ser de Deus é tão puro que, se uma alma nota em si o menor vestígio de imperfeição, e ao mesmo tempo vê que o Purgatório foi estabelecido para apagar tais manchas, introduz-se nele e considera um grande favor que lhe seja permitido limpar-se dessa forma. O maior sofrimento dessas almas é o de terem pecado contra a bondade divina e o de não terem purificado a alma nesta vida. O Purgatório não é um inferno atenuado, mas o vestíbulo do Céu, onde a alma se purifica. E se não se expiou na terra, são muitas as realidades que a alma deve limpar ali; pecados veniais, que adiam tanto a união com Deus; faltas de amor e de delicadeza com o Senhor; a inclinação para o pecado, adquirida na primeira queda e aumentada pelos pecados pessoais… Além disso, todos os pecados e faltas já perdoados na Confissão deixam na alma uma dívida, um desequilíbrio que tem de ser reparado nesta vida ou na outra. E é possível que as disposições resultantes dos pecados já perdoados continuem enraizadas na alma à hora da morte, se não foram eliminadas por uma purificação constante e generosa nesta vida. Ao morrer, a alma percebe-as com absoluta clareza, e terá, pelo desejo de estar com Deus, um anelo imenso de livrar-se delas. O Purgatório apresenta-se então como a oportunidade única de consegui-lo. Neste lugar de purificação, experimentam-se uma dor e um sofrimento intensíssimos: um fogo “mais doloroso do que qualquer coisa que um homem pode sofrer nesta vida”, ensina Santo Agostinho. Mas também se experimenta muita alegria, porque se sabe que se ganhou definitivamente a batalha e que o encontro com Deus virá mais cedo ou mais tarde. A alma que está no Purgatório assemelha-se a um aventureiro no limiar de um deserto. O sol queima, o calor é sufocante, dispõe de pouca água; divisa ao longe, para além do grande deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente. E põe-se a caminho, disposta a percorrer a pé aquela distância, ainda que o calor asfixiante a faça cair uma vez e outra. A diferença entre os dois está em que, no Purgatório, se tem a certeza de chegar à meta, por mais asfixiantes que sejam os sofrimentos. Nós aqui na terra podemos ajudar muito essas almas a percorrerem mais depressa esse longo deserto que as separa de Deus. E ao mesmo tempo, com a expiação das nossas faltas e pecados, abreviaremos a nossa própria passagem por esse lugar de purificação. Se, com a ajuda da graça, formos generosos na prática da penitência, no oferecimento da dor e no amor ao sacramento do perdão, poderemos ir diretamente para o Céu. Isso é o que fizeram os santos. E eles nos convidam a imitá-los.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Os 12 graus do silêncio
A vida interior poderia consistir só nesta palavra: Silêncio! O silêncio prepara os santos; ele os começa, os continua e os acaba. Deus, que é eterno, não diz mais que uma só palavra, que é o Verbo. Do mesmo modo, seria desejável que todas as nossas palavras digam Jesus direta ou indiretamente. Esta palavra: silêncio, quão formosa é!
1º Falar pouco às criaturas e muito a Deus
Este é o primeiro passo, mas indispensável, nas vias solitárias do silêncio. Nesta escola é onde se ensinam os elementos que dispõe à união divina. Aqui a alma estuda e aprofunda esta virtude, no espírito do Evangelho, no espírito da Regra que abraçou, respeitando os lugares consagrados, as pessoas, e sobretudo esta língua na qual tão freqüentemente descansa o Verbo ou a Palavra do Pai, o Verbo feito carne. Silêncio ao mundo, silêncio às notícias, silêncio com as almas mais justas: a voz de um Anjo turbou Maria…
2º Silêncio no trabalho, nos movimentos
Silêncio no porte; silêncio dos olhos, dos ouvidos, da voz; silêncio de todo o ser exterior, que prepara a alma para passar a Deus. A alma merece tanto quanto pode, por estes primeiros esforços em escutar a voz do Senhor. Que bem recompensado é este primeiro passo! Deus a chama ao deserto, e por isso, neste segundo estado, a alma aparta tudo o que poderia distraí-la; se distancia do ruído, e foge sozinha Àquele que somente é. Ali ela saboreará as primícias da união divina e o zelo de seu Deus. É o silêncio do recolhimento, ou o recolhimento do silêncio.
3º Silêncio da imaginação
Esta faculdade é a primeira em chamar à porta fechada do jardim do Esposo; com ela vêm as emoções alheias, as vagas impressões, as tristezas. Mas neste lugar retirado, a alma dará ao Bem Amado provas de seu amor. Apresentará a esta potência, que não pode ser destruída, as belezas do céu, os encantos de seu Senhor, as cenas do Calvário, as perfeições de seu Deus. Então, também ela permanecerá no silêncio, e será a servente silenciosa do Amor divino.
4º Silêncio da memória
Silêncio ao passado… esquecimento. Há que saturar esta faculdade com a recordação das misericórdias de Deus… É o agradecimento no silêncio, é o silêncio da ação de graças.
5º Silêncio às criaturas
Oh, miséria de nossa condição presente! Com freqüência a alma, atenta a si mesma, se surpreende conversando interiormente com as criaturas, respondendo em seu nome. Oh, humilhação que fez gemer os santos! Nesse momento esta alma deve retirar-se docemente às mais íntimas profundezas deste lugar escondido, onde descansa a Majestade inacessível do Santo dos santos, e onde Jesus, seu consolador e seu Deus, se descobrirá a ela, lhe revelará seus segredos, e a fará provar a bem-aventurança futura. Então lhe dará um amargo desgosto para tudo o que não é Ele, e tudo o que é da terra deixará pouco a pouco de distrair-la.
Se a língua está muda, se os sentidos se encontram na calma, se a imaginação, a memória e as criaturas se calam e fazem silêncio, se não ao redor, ao menos no íntimo desta alma de esposa, o coração fará pouco ruído. Silêncio dos afetos, das antipatias, silêncio dos desejos no que tem de demasiado ardente, silêncio do zelo no que tem de indiscreto; silêncio do fervor no que tem de exagerado; silêncio até nos suspiros… Silêncio do amor no que tem de exaltado, não dessa exaltação da qual Deus é autor, senão daquela na qual se mistura a natureza. O silêncio do amor, é o amor no silêncio…
É o silêncio diante de Deus, suma beleza, bondade, perfeição… Silêncio que não tem nada de chateado, de forçado; este silêncio não danifica a ternura, o vigor deste amor, de modo semelhante a como o reconhecimento das faltas não danifica tampouco o silêncio da humildade, nem o bater das asas dos anjos de que fala o profeta o silêncio de sua obediência, nem o fiat o silêncio de Getsemani, nem o Sanctus eterno o silêncio dos serafins…
Um coração no silêncio é um coração de virgem, é uma melodia para o coração de Deus. A lâmpada se consome sem ruído diante do Sacrário, e o incenso sobe em silêncio até o trono do Salvador: assim é o silêncio do amor. Nos graus precedentes, o silêncio era ainda a queixa da terra; neste a alma, por sua pureza, começa a aprender a primeira nota deste cântico sagrado que é o cântico dos céus.
7º Silêncio da natureza, do amor próprio
Silêncio à vista da própria corrupção, da própria incapacidade. Silêncio da alma que se compraz na sua baixeza. Silêncio aos louvores, à estima. Silêncio diante dos desprezos, das preferências, das murmurações; é o silêncio da doçura e da humildade. Silêncio da natureza diante das alegrias ou dos prazeres. A flor se abre no silêncio e seu perfume louva em silêncio ao criador: a alma interior deve fazer o mesmo. Silêncio da natureza na pena ou na contradição. Silêncio nos jejuns, nas vigílias, nas fadigas, no frio e no calor. Silêncio na saúde, na enfermidade, na privação de todas as coisas: é o silêncio eloqüente da verdadeira pobreza e da penitência; é o silêncio tão amável da morte a todo o criado e humano. É o silêncio do eu humano transformando-se no querer divino. Os estremecimentos da natureza não poderiam turbar este silêncio, porque está acima da natureza.
8º Silêncio do espírito
Fazer calar os pensamentos inúteis, os pensamentos agradáveis e naturais; só estes danificam o silêncio do espírito, e não o pensamento em si mesmo, que não pode deixar de existir. Nosso espírito quer a verdade, e nós lhe damos a mentira! Agora bem, a verdade essencial é Deus! Deus é o bastante à sua própria inteligência divina, e não basta à pobre inteligência humana!
No que concerne a uma contemplação de Deus perene e imediata, não é possível na debilidade da carne, a não ser que Deus conceda um puro dom de sua bondade; mas o silêncio nos exercícios próprios do espírito consiste, em relação à fé, em contentar-se com sua luz escura. Silêncio aos raciocínios sutis que debilitam a vontade e dissecam o amor. Silêncio na intenção: pureza, simplicidade; silêncio às buscas pessoais; na meditação, silêncio à curiosidade; na oração, silêncio às próprias operações, que não fazem mais que entravar a obra de Deus. Silêncio ao orgulho que se busca em tudo, sempre e em todas as partes; que quer o belo, o bem, o sublime; é o silêncio da santa simplicidade, do desprendimento total, da retidão.
Um espírito que combate contra tais inimigos é semelhante a esses anjos que vêem sem cessar a Face de Deus. Esta é a inteligência, sempre no silêncio, que Deus eleva a si.
9º Silêncio do juízo
Silêncio quanto às pessoas, silêncio quanto às coisas. Não julgar, não deixar ver a própria opinião. Não ter opinião às vezes, ou seja, ceder com simplicidade, sem nada se opor a ele por prudência ou por caridade. É o silêncio da bem-aventurada e santa infância, é o silêncio dos perfeitos, o silêncio dos anjos e dos arcanjos, quando seguem as ordens de Deus. É o silêncio do Verbo encarnado!
10º Silêncio da vontade
O silêncio aos mandamentos, o silêncio às santas leis da regra, não é, por dizer assim, mais que o silêncio exterior da própria vontade. O Senhor tem algo que ensinar-nos de mais profundo e de mais difícil: o silêncio do escravo sob os golpes de seu amo. Mas, feliz escravo, pois o Amo é Deus! Este silêncio é o da vítima sobre o altar, é o silêncio do cordeiro que é despojado de sua pele, é o silêncio nas trevas, silêncio que impede pedir a luz, ao menos a que alegra.
É o silêncio nas angústias do coração, nas dores da alma; o silêncio de uma alma que se viu favorecida por seu Deus, e que, sentindo-se rechaçada por Ele, não pronuncia nem sequer estas palavras: Por que? Até quando? É o silêncio no abandono, o silêncio sob a severidade do olhar de Deus, sob o peso de sua mão divina; o silêncio sem outra queixa que a do amor. É o silêncio da crucifixão, é mais que o silêncio dos mártires, é o silêncio da agonia de Jesus Cristo. Se este silêncio é seu divino silêncio e nada é comparável à sua voz, nada resiste à sua oração, nada é mais digno de Deus que esta classe de louvor na dor, que este fiat no sofrimento, que este silêncio no trabalho da morte.
Enquanto esta vontade humilde e livre, verdadeiro holocausto de amor, se despedaça e se destrói para a glória do nome de Deus, Ele a transforma em sua vontade divina. Então o que falta para sua perfeição? O que requer ainda para a união? O que falta para que Cristo seja acabado nesta alma? Duas coisas: a primeira é o último suspiro do ser humano; a segunda é uma doce atenção ao Bem Amado cujo beijo divino é a inefável recompensa.
11º Silêncio consigo mesmo
Não falar-se interiormente, não escutar-se, não queixar-se nem consolar-se. Em uma palavra, calar-se consigo mesmo, esquecer-se de si mesmo, deixar-se só, completamente só com Deus; fugir, separar-se de si mesmo. Este é o silêncio mais difícil, e sem embargo é essencial para unir-se a Deus tão perfeitamente como possa fazê-lo uma pobre criatura que, com a graça, chega com freqüência até aqui, mas se detém neste grau, porque não o compreende e o pratica menos ainda. É o silêncio do nada. É mais heróico que o silêncio da morte.
12º Silêncio com Deus
No começo Deus dizia à alma: “Fala pouco às criaturas e muito comigo”. Aqui lhe diz: “Não me fales mais”. O silêncio com Deus é aderir-se a Deus, apresentar-se e expor-se diante de Deus, oferecer-se a Ele, aniquilar-se diante dEle, adorá-lo, amá-lo, escutá-lo, ouvi-lo, descansar nEle. É o silêncio da eternidade, é a união da alma com Deus.
Fonte: Livre-tradução do Artigo “Los doce grados del silencio” de “Sor Amada de Jesús” publicado em “Cuadernos de La Reja” número 2 do Seminário Internacional Nossa Senhora Corredentora da FSSPX.
Nota de Falecimento: Frei Inácio Larrañaga, OFMCap.
(4 Maio 1928 – 28 Outubro 2013) |
[OFMCap.] Durante o seu incansável trabalho pastoral, voltou à casa do Pai Celestial em Guadalajara (México), na manhã de 28 de Outubro de 2013, Frei Ignácio Larrañaga Orbegozo. Concluiu-se, assim, a sua vida dedicada a implantar o Deus vivo e verdadeiro nos corações das pessoas.
Frei Ignácio nasceu em Loyola aos 4 de maio de 1928. Ordenado sacerdote em Pamplona, foi poucos meses depois, mandado ao Chile, onde começa a desenvolver uma intensa atividade de evangelização. Em 1965 fundou o Centro de Estudos Franciscanos e Pastorais (CEFEPAL), dedicando-se por uma dezena de anos a uma grande animação franciscana pós-conciliar em vários países da América Latina.
Em 1974, no Brasil, começa com os retiros semanais chamados “Encontro-Experiência de Deus”, que ele conduziu incansavelmente por 23 anos com a participação de dezenas de milhares de pessoas.
Desde 1984 começou a obra mais importante de sua vida, as “Oficinas de Oração e Vida”, reconhecida pela Santa Sé como eficaz método da nova evangelização e à qual dedicou os últimos trinta anos de sua vida percorrendo mais de 40 países do mundo.
Frei Ignácio é autor de 16 livros traduzidos em mais de 10 línguas! Entre os mais importantes estão; “Mostra-me o teu rosto”, “O Irmão de Assis”, “O Pobre de Nazaré”, “Salmos para a vida”, “O Silêncio de Maria”, “Do sofrimento à Paz”, “Matrimônio Feliz” e a sua autobiografia espiritual “A Rosa e o Fogo”. T
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Piedade
A piedade é dom do Espírito Santo que dá ao homem o amor e o respeito às coisas religiosas, levando-o à oração e aos exercícios de piedade e às obras de caridades corporais e espirituais. A verdadeira piedade não leva ao desleixo das obrigações urgentes do estado de vida abraçado, para ficar o dia inteiro na igreja, descuidado das coisas do lar ou dos deveres de Estado. Assim, São Paulo chega a dizer que a piedade é útil para tudo. Por meio da piedade mantemos um contato contínuo com Deus na oração, mas sem pieguice nem esquisitices que mais incomodam os outros do que edificam. A verdadeira piedade sempre edifica e move o próximo à imitação.
Frei Danillo Marques da Silva, OFM
terça-feira, 29 de outubro de 2013
O demônio odeia os padres
Sacerdotes, especialmente, devem ser aterrorizados por essas advertências. As oportunidades para a glória espetacular (não as do mundo) ou o perigo espetacular (também não o do mundo) confrontar, a cada dia, a cada homem ordenado único da Igreja Católica. Um bom sinal de que um sacerdote agarra a realidade de sua responsabilidade e o preço do fracasso é que ele faz uma hora santa diante do Santíssimo Sacramento todos os dias.
São Narcisio
O santo de hoje, São Narciso, foi Bispo de Jerusalém e, quando se deu tal fato, devia ter quase cem anos de idade. Narciso não era judeu e teria nascido no ano 96. Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, sabe-se que presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo.
Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água de um poço vizinho, e com sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.
Para se justificarem de um crime, três homens acusaram o Bispo Narciso de certo ato infame. "Que me queimem vivo - disse o primeiro - se eu minto". "E a mim, que me devore a lepra", disse o segundo. "E que eu fique cego", acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso o seu antigo desejo pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, perdoou os caluniadores e saiu de Jerusalém em direção ao deserto. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado, pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu de lepra e o terceiro cegou à força de tanto chorar o seu pecado.
Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento.; por isso, foi com imensa alegria que Jerusalém recebeu seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, continuou Narciso a governar a diocese até a idade de 119 anos, auxiliado por um coadjutor chamado Alexandre.
Faleceu cerca do ano de 212.
São Narciso, rogai por nós!
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Fariseus e Publicanos
É muito provável que todos tenhamos, em alguma medida, as características tanto do fariseu quanto do publicano do evangelho de hoje. Esses dosi personagens sobem ao templo para suas práticas religiosas. Eles representam duas atitudes contrapostas. Cada um tem seu jeito de rezar e carrega no coração a imagem particular que Deus e do modo de relacionar-se com ele.
O fariseu não se sente "como os outros"; julga-se muito melhor, pois é fiel cumpridor de seus deveres religiosos. obedece em tudo ao que a lei determina. Com isso, pensa ter crédito com Deus. Nada, porém, diz de suas obras de caridade e de compaixão.
O publicano (cobrador de impostos: por isso, odiado pelos judeus) "bate no peito" e reconhece a necessidade do amor e da misericórdia divina. Não é autosuficiente e sabe que não tem méritos diante de Deus. Tem consciência de ser pecador e malvisot por todos, em que pese o fato de garantir o próprio sustento com sua profissão.
E perigo está em nso considerarmos melhores que os outros. Quando isso acontece, acabamos desprezando as pessoas e as destruímos com nossas criticas; tornamo-nos insensíveis aos apelos e necessidades dos irmãos. Nossas belas práticas de piedade podem não ser o bastante: precisamos ir além do simples. cumprimento dos deveres religiosos.
Sermos cristãos e praticantes assíduos da religião nada nos garante. No mundo atual, frequentemente deparamos com novos publicanos - mendingos, dependentes químicos, prostitutas, sem teto, sem terra... -, e ai de nós se nos consideramos melhores do que eles! Diante de Deus, ninguém é mais nem melhor do que ninguém. Se em nós se misturam o fariseu e o publicano, qual o fundamento de nos julgarmos mais que os outros por este ou aqule motivo?
Infelizmente ainda estão vivos o farisaísmo e a arrogância que nos impedem de ver-nos como somos e falsificam nossa relação com Deus e com os irmãos e irmãs. Reconhecer isso é o primeiro passo para a mudança!
Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho do dia 27/10/2013
O fariseu não se sente "como os outros"; julga-se muito melhor, pois é fiel cumpridor de seus deveres religiosos. obedece em tudo ao que a lei determina. Com isso, pensa ter crédito com Deus. Nada, porém, diz de suas obras de caridade e de compaixão.
O publicano (cobrador de impostos: por isso, odiado pelos judeus) "bate no peito" e reconhece a necessidade do amor e da misericórdia divina. Não é autosuficiente e sabe que não tem méritos diante de Deus. Tem consciência de ser pecador e malvisot por todos, em que pese o fato de garantir o próprio sustento com sua profissão.
E perigo está em nso considerarmos melhores que os outros. Quando isso acontece, acabamos desprezando as pessoas e as destruímos com nossas criticas; tornamo-nos insensíveis aos apelos e necessidades dos irmãos. Nossas belas práticas de piedade podem não ser o bastante: precisamos ir além do simples. cumprimento dos deveres religiosos.
Sermos cristãos e praticantes assíduos da religião nada nos garante. No mundo atual, frequentemente deparamos com novos publicanos - mendingos, dependentes químicos, prostitutas, sem teto, sem terra... -, e ai de nós se nos consideramos melhores do que eles! Diante de Deus, ninguém é mais nem melhor do que ninguém. Se em nós se misturam o fariseu e o publicano, qual o fundamento de nos julgarmos mais que os outros por este ou aqule motivo?
Infelizmente ainda estão vivos o farisaísmo e a arrogância que nos impedem de ver-nos como somos e falsificam nossa relação com Deus e com os irmãos e irmãs. Reconhecer isso é o primeiro passo para a mudança!
Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho do dia 27/10/2013
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