segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
A semana é...
Para um preso, menos 7 dias
Para os felizes, 7 motivos
Para os tristes, mais 7 dias
Para a esperança, 7 novas manhãs
Para a insônia, 7 longas noites
Para os sozinhos, 7 chances
Para os ausentes, 7 culpas
Para os empresários, 25% do mês
Para os economistas, 0,019 do ano
Para o pessimista, 7 riscos
Para o otimista, 7 oportunidades
Para a terra, 7 voltas
Para cumprir o prazo, pouco
Para criar o mundo, o suficiente
Para uma gripe, a cura
Para a história, nada
Para a vida….Tudo!
Faz de cada dia desta semana um dia especial!" Só depende de VOCÊ!
domingo, 26 de janeiro de 2014
D e d i q u e - s e
Dedique-se, tenha fé e engrandeça sua alma e sua vida. Não tema os espinhos agudos do trabalho: são como as flores, não ferem as pétalas. A labuta diária é uma provação que Deus deixou ao homem. É como escalar uma montanha íngreme, para, no ápice, conquistar um oásis. Siga! Caminhe o seu caminho. Viva. Extraia o que de bom tiver o viver, pois só se vive uma vez. Não queira descobrir o doce sabor da vida quando estiver sentindo o amargo sabor da morte. Cada passo à frente é uma distância vencida, é enfim, o encontro da procura. Siga! Tenha a paz como companheira. Quem não tem paz no coração convive com um inimigo invisível. Siga! E, em todas as coisas, tenha Deus, pois Deus está em todas as coisas!
Inácio Dantas
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Que o Senhor volte a nos cativar...
Por Frei Almir R. Guimarães, OFM.
Cristãos que somos pretendemos ser discípulos do Senhor. Cultivamos e cultivaremos cada vez mais intensamente nossa amizade pessoal pelo Senhor. Sentimos que precisamos de despojamento, simplicidade e gosto de mergulhar no silêncio. Discípulo e Mestre caminham juntos e caminham a vida inteira.
O ideal mais decidido de Francisco: “Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina. Estava sempre meditando em suas palavras e recordava seus atos com muita inteligência. Gostava tanto de lembrar a humildade de sua encarnação e o amor de sua paixão, que nem queria pensar em outras coisas” (1Celano 84).
Quando chegam os irmãos, Francisco compreende que viverão todos do Evangelho e buscarão a amizade com Cristo: “Depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou, o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que devia viver segundo a forma do Santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples e o Senhor Papa mo confirmou” (Testamento 14).
Caminho de formação do seguidor de Jesus: “Olhamos para Jesus o Mestre que formou pessoalmente a seus apóstolos e discípulos. Cristo nos dá o método: “Venham e vejam” (Jo 1, 39). “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Com ele poderemos desenvolver as potencialidades que há nas pessoas e formar discípulos missionários. Com perseverante paciência e sabedoria, Jesus convidou a todos que o seguissem. Àqueles que aceitaram segui-lo, os introduziu no mistério do Reino de Deus, e depois de sua morte e ressurreição os enviou a pregar a Boa Nova na força do Espírito” (Doc. Aparecida, 276).
O seguimento é fruto de uma fascinação pelo Mestre: “O caminho da formação do seguidor de Jesus lança suas raízes na natureza dinâmica da pessoa e no convite pessoal de Jesus Cristo que chama os seus pelo nome e estes o seguem porque lhe conhecem a voz. O Senhor despertava as aspirações profundas de seus discípulos e os atraía a si maravilhados. O seguimento é fruto de uma fascinação que responde ao desejo da realização humana, ao desejo de vida plena. O discípulo é alguém apaixonado por Cristo, a quem reconhece como mestre que o conduz e acompanha” (Doc. Aparecida, 277).
Quando o Senhor chama não quer que a resposta demore a ser dada. Há uma urgência. Chama: “Vem e segue-me!” O Senhor pede pressa: “O Senhor é impaciente: quer que o chamado responda logo à ocasião oferecida. Esta espécie de “pressa divina” é sublinhada em diferentes textos vocacionais dos evangelhos: imediatamente deixaram as redes e o seguiram (Mc 1, 18). Imediatamente Jesus os chamou e eles puseram-se a segui-lo (Mc 1,20); Jesus disse: “Segue-me”. “Ele se levantou e seguiu-o” (Mc 2,14). Ao imediatamente do chamado corresponde o imediatamente da resposta. Elemento para seguir o Mestre é abandono ou desapego dos bens. Exige-se um desapego radical de tudo e de todos, de modo a estar plenamente disponível para segui-lo. Para ir atrás dele expeditamente, é preciso deixar a existência de antes. No entanto, não é um simples e obre deixar, mas é uma opção. De fato nos textos evangélicos não é colocado tanto o acento no deixar como no seguir. “(…) deixaram as redes e seguiram” (Mc 1, 18) (…) e eles deixando o pai, puseram-se a seguir Jesus” (Mc 1,20). “Ele se levantou e seguiu-o” (Mc 2,14). Portanto, o “deixar” não é fim em si mesmo, mas está em função do “seguir”. É o verbo seguir que caracteriza o discípulo e não o termo aprender, muito menos o “deixar”. O desapego, o abandono, o deixar constituem o momento negativo; ao contrário, o momento positivo é constituído por aquilo que se tem em contrapartida. Deixa-se uma existência por outra; abandona-se todo o resto para viver a aventura da “sequela Christi” (Ubaldo Terrinoni, Projeto de pedagogia evangélica, Paulinas, p. 46-47).
Os que se encontram com Jesus e ouvem seu chamado passam por um processo de transformação que sempre foi designado pela palavra conversão. “A pessoa divina de Jesus investe e envolve de algum modo o chamado que lhe muda o projeto de vida, o modo de viver, de pensar e de agir. Lentamente, o discípulo se encontra com um novo modo de escolher e de avaliar as coisas, as pessoas, os acontecimentos. O mestre Jesus exerce sobre o discípulo tal poder de atração que se torna irresistível! O apóstolo Paulo dirá de si que foi “agarrado” por Jesus Cristo (Fl 3, 12) (Terrinoni, op.cit., p. 47).
O Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium mostra que precisa haver um laço estreito entre o encontro pessoal com o Senhor e a tarefa da evangelização - A primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por ele, que nos impele a amá-lo cada vez mais. Um amor que não sentisse necessidade de falar da pessoa amada, de apresentá-la, de torná-la conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos nos deter em oração para lhe pedir que volte a cativar-nos. Precisamos implorar a cada dia a sua graça para que abra o nosso coração frio e sacuda nossa vida tíbia e superficial. Colocados diante dele com o coração aberto, deixando que ele nos olhe, reconhecemos aquele olhar de amor que descobriu Natanael no dia em que Jesus se fez presente e lhe disse: “Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira” (Jo 1,48). Como é doce permanecer diante de um crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente de seus olhos! Como nos faz bem deixar que ele volte a tocar nossa vida e nos envie para comunicar a sua vida nova! Sucede, então, que, em última análise “o que nós vimos e ouvimos, isto anunciamos” (1Jo 1,3). A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se em suas páginas e lê-lo com o coração. Se o abordarmos dessa maneira, sua beleza deslumbra-nos, volta a nos cativar constantemente. Por isso, é urgente recuperar o espírito contemplativo que nos permita redescobrir, a cada dia, que somos depositários de um bem que humaniza e ajuda a levar uma vida nova. Não há nada melhor a transmitir aos outros” ( n. 264). T
#ReflexõesFranciscanas
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Conhecer a cruz
Cardeal Carlo Maria Martini
O Diabo e a Cruz
UMA CENA DESCONCERTANTE
Já vimos, numa noite fechada, o súbito clarão de um relâmpago? Num instante, a
paisagem emerge das sombras, envolta em luz azulada, e distinguem-se nitidamente as coisas que a noite deixava ocultas. É o que poderíamos chamar um choque de luz. Pois bem, vamos assistir agora a um choque de luz, potente e assustador como um relâmpago, que foi um dos primeiros clarões que Cristo projetou sobre o mistério da Cruz. Para nós, será a primeira lição sobre a sabedoria da Cruz, que estas páginas desejariam ajudar a desvendar.
Caminhava Jesus com os Apóstolos e uma turba de discípulos, quando pela primeira vez anunciou a sua Paixão, que já estava próxima: Começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias. E falava-lhes abertamente dessas coisas (Mc 8, 31-32).
Esse anúncio deixou perplexos os que o escutavam. Nunca tinham ouvido Jesus mencionar a Cruz. Até então, seguir Cristo fora para eles uma aventura empolgante, com multidões que se encantavam com as palavras do Mestre, que lhe confiavam os seus padecimentos, que eram favorecidas com milagres espantosos: cegos que viam, leprosos que ficavam limpos, mortos – como a filha de Jairo – que ressuscitavam...
De súbito, um balde de água fria lhes é despejado na alma. O que Jesus dizia era incompreensível. Não falara Ele constantemente do Reino de Deus que vinha instaurar nesta terra? Não mostrara o seu poder divino sobre as doenças, sobre os demônios, sobre os ventos e as tempestades? Não reduzira ao silêncio os seus detratores, mostrando uma superioridade divina sobre eles? Que sentido tinha então anunciar-lhes que tinha de padecer muito, ser rejeitado, morrer?
O coração de Pedro não agüentou. Simão Pedro, o discípulo emotivo e espontâneo, o homem de confiança de Jesus, agarrou o Senhor pelo braço, levou-o para um lado e – diz o Evangelho – começou a repreendê-lo: Que Deus não o permita, Senhor! Isso não te acontecerá! (Mc 8, 32; Mt 16, 22).
Era o coração a falar pela boca. Pedro não suportava pensar nem no sofrimento nem na morte do Mestre. Repelia, horrorizado, a possibilidade de que esses males viessem algum dia a ser realidade. Mas ainda estavam no ar essas suas palavras ditadas pelo carinho, quando, de repente, a cena foi rasgada por um raio inesperado: Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Para trás, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens! (Mt 16, 23)
Ouvimos isso e ficamos desconcertados. Por mais que queiramos manter um respeito everente por todas as palavras de Cristo, não conseguimos evitar a tentação de achar que dessa vez Jesus foi duro demais, exagerou.
Pe. Francisco Faus - A sabedoria da cruz
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