sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A participação da fé de Maria Santíssima

Os verdadeiros devotos da Santíssima Virgem participam de sua fé pura, firme e inquebrantável
Em um capítulo do excelente Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís de Montfort fala sobre os "maravilhosos efeitos desta devoção na alma que lhe é fiel" 01. O santo francês enumera e explica as maravilhas que são operadas naquelas almas que, totalmente entregues a Nossa Senhora, cultivam esta devoção, esforçando-se por colocá-la em prática. Estes efeitos são percebidos, sobretudo, "na alma", já que a verdadeira devoção mariana é interior: "parte do espírito e do coração"02.
O primeiro efeito do qual fala São Luís é o conhecimento e desprezo de si mesmo. De fato, quanto mais nos aproximamos de Deus, especialmente por meio da oração, mais conhecemos o quanto somos fracos, miseráveis e indignos. Nesta devoção, a luz do Espírito Santo revela ao homem o seu "fundo mau", a sua "corrupção e incapacidade para todo bem". Escreve São Luís: "Considerar-te-ás como um caracol, que tudo estraga com a sua baba, ou como um sapo, que tudo envenena com a sua peçonha, ou como uma serpente maliciosa, que só procura enganar".
Eis o verdadeiro caminho para chegar à humildade. Esta consiste em nada mais do que conhecer o que somos: "de barro somos feitos, (...) apenas somos pó" (Sl 102, 14). É, ao mesmo tempo, uma chave importante na luta contra o pecado: a desconfiança de nós mesmos. Quem confia demais em si mesmo, não duvidando das próprias disposições, dificilmente evitará as ocasiões de pecado e acabará por tornar-se presa fácil do demônio e de sua carne, tomada pela concupiscência. Ao contrário, quem conhece sua natureza decaída, sabendo de seu "fundo mau", evitará, resolutamente, o ócio, pelo qual advêm inúmeros maus pensamentos; a exposição a ambientes e ocasiões particulares de perigo; e as más companhias, "que corrompem os bons costumes" (1 Cor 15, 33).
O segundo efeito da verdadeira devoção é a participação da fé de Maria Santíssima. Quando aqueles que viveram de maneira virtuosa nesta vida partem à glória do Céu, já não precisam da fé, pois, entrando na plena posse de Deus, já contemplam face a face Aquele em que creram sem ter visto (cf. 1 Pd 1, 8). Com Maria, no entanto, aconteceu de modo diferente, diz São Luís: Deus preservou a sua fé, "a fim de conservá-la na Igreja militante para os Seus mais fiéis servos e servas". A fé de Maria é uma joia preciosa entesourada por Deus para a comunhão dos santos.
Aqueles que viverem fielmente esta devoção participarão da fé de Nossa Senhora: terão uma fé viva e animada de caridade – que fará a alma empreender todas as coisas pura e simplesmente por amor –, firme e inquebrantável – que não esmorece diante das dificuldades –, ativa e penetrante – capaz de perscrutar os mistérios do coração de Deus – , corajosa e reluzente – uma fé missionária que, tomada pelas graças de Deus por mediação de Maria, levará a outros a boa nova da salvação – e, por fim, uma fé pura, isto é, que não se preocupa "com o que é sensível e extraordinário".
Esta fé pura da qual fala São Luís é uma fé que escolhe "a melhor parte" (Lc 10, 42), por assim dizer. Com efeito, muitos escravos da Virgem permanecem na exterioridade desta devoção. "Se não experimentam prazer sensível nas suas práticas, julgam que já não fazem nada, desorientam-se, abandonam tudo, ou fazem as coisas precipitadamente"03, escreve o santo. Os verdadeiros devotos de Nossa Senhora, por outro lado, ainda que não sintam grandes coisas ou presenciem fatos extraordinários, permanecem em vigilância e oração. Eles têm consciência de que a vida aqui é um "vale de lágrimas", que Maria Santíssima não promete aos seus servos nenhuma felicidade plena neste mundo e que é preciso amar menos as consolações de Deus que o próprio Deus das consolações.
Aqueles que recorrem à bem-aventurada Virgem Maria com confiança granjeiam de nosso Senhor Jesus Cristo este precioso dom que é o de permanecer em contínua comunhão Consigo, com o desejo ardente de orar e falar-Lhe ao coração. Com a fé pura de Nossa Senhora, entregam-se à meditação e às coisas celestes não raras vezes sacrificando a própria vontade e oferecendo ao Senhor um sacrifício verdadeiramente agradável a Seus olhos.
Para mostrar a importância da pureza da fé, do não se preocupar "com o que é sensível e extraordinário", São Josemaría Escrivá responde à pergunta "Se não sinto vontade, não é autêntico?":

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

O século da espiritualidade sem Deus

 

Os homens não têm procurado servir a Deus, mas à sua própria vontade
"Antes morrer do que pecar" (São Domingos Sávio)
 
O primeiro mandamento do Decálogo pede ao homem que ame a Deus sobre todas as coisas. “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Dt 6, 4-5). É tal a importância desta prescrição que Jesus reconhece nela, sem hesitar, “o maior e o primeiro mandamento” (Mt 22, 38).
Também Santo Agostinho teve diante de si a primazia do amor na vida cristã. Uma sentença célebre do santo latino diz: “Ama e faz o que quiseres”. Com isto, o doutor da graça não quer dizer que as obras, a prática das virtudes ou as orações não sejam importantes na caminhada quotidiana; ele lembra, ao contrário, que tantos atos de piedade e de fé se resumem no mandamento do amor - e que é justamente por causa dele que o católico teme a Deus e procura cumprir os outros mandamentos. “Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos” (1 Jo 5, 3).
Santo Afonso de Ligório explica que “desde que uma alma ama a Deus, levada por esse amor, evitará tudo o que desagrada e fará tudo o que satisfaz a esse amável Salvador”. De onde se conclui que todos os pecados e ingratidões que os homens têm cometido contra Deus decorrem da falta de amor para com Ele. Se os Seus filhos O amassem verdadeiramente, prefeririam morrer a pecar, como preferiu São Domingos Sávio. Se de fato amassem o Senhor, não se aborreceriam em permanecer minutos ou horas diante do Santíssimo Sacramento; ao contrário, empenhar-se-iam continuamente na oração, para falar cada vez mais com o objeto de seu amor. Se de fato amassem a Deus, sofreriam penas e mais penas sem desanimar, pois, nas palavras de Santo Afonso, “para um grande amor nada há que seja difícil demais”.
No entanto, ama-se a Deus? Infelizmente, não. Se por um lado o nosso século contempla, atônito, “a existência do ateísmo militante, operando em plano mundial” 01, por outro, vê crescerem de maneira escabrosa múltiplas filiais de espiritualidade sem Deus. Trata-se de um fenômeno espantoso, mas tristemente real. Os homens não têm procurado servir a Deus, mas à sua própria vontade. Desprezando o batismo que muitas vezes receberam em sua infância, descambam para outras religiões, procurando aquela que melhor se encaixe aos seus gostos ou caprichos.
E, se a comunidade pentecostal da esquina satisfaz por pouco tempo, não tem problema: segue-se ainda à procura de outras, mais brandas ou “tolerantes”. Procede-se com as coisas de Deus como com os bens terrenos: negociando, estabelecendo uma espécie de “barganha” espiritual. Não se procura a religião por causa de uma procura agostiniana da Verdade, mas por uma sede de satisfação pessoal, para resolver alguns problemas temporais e obter algumas consolações.
É claro que este não é um fato novo. São Lucas narra nos Atos o episódio de um certo Simão, “que exercia magia na cidade (...) e fazia-se passar por um grande personagem” (At 8, 9). Diante da pregação dos apóstolos, o mago, deslumbrado, “ofereceu-lhes dinheiro” (v. 18), para que também ele pudesse impor as mãos e fazer com que os fiéis recebessem o Espírito Santo. A resposta de São Pedro foi dura: “Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro!” (v. 20). Nos tempos apostólicos, indivíduos como Simão eram repreendidos severamente e instados ao arrependimento; hoje, tais “homens de negócios” exibem-se em redes de televisão sem nenhum pudor ou constrangimento.
“Maldito seja (...), se julgas poder comprar o dom de Deus” – são palavras do primeiro Papa. O dom de Deus é graça, não se compra. A salvação de nossa alma é graça, não se pode negociar. Para obtê-la, é preciso voltar ao primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas, amar-Lhe e conformar-se à Sua vontade - à vontade de Deus, e não à nossa. Afinal, como ensina Santo Afonso, “fazer a própria vontade e seguir sua inclinação não é servir a Deus”.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

São Tomás de Aquino

Santo Tomás de Aquino - Espanhol

Frases de São Tomás de Aquino



Os pensamentos dos Santos

Frases de São Tomás de Aquino




"Há de se notar que um indivíduo, vivendo em sociedade, constitui de certo modo uma parte ou um membro desta sociedade. Por isso, aquele que faz algo para o bem ou para o mal de um de seus membros atinge, com isso, a toda a sociedade" (Santo Tomás de Aquino, “Summa Theologiae”, I-II, q. 21, a. 3).

"O detrator é a abominação dos homens (Santo Tomás de Aquino).

"É evidente que somente as criaturas intelectuais são, falando propriamente, à imagem de Deus" (Santo Tomás de Aquino, “Suma Teológica”, I, q. 93, a . 2).

"O brincar é necessário para (levar) a vida humana (Santo Tomás de Aquino, “Suma Teológica”, II-II, 168, 3, ad 3).

"É evidente que Deus existe" (Santo Tomás de Aquino).

"Toma cuidado com o homem de um só livro" (Santo Tomás de Aquino).

"A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria" (Santo Tomás de Aquino).

"Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir" (Santo Tomás de Aquino).

"A beleza das ações humanas depende de sua conformidade com a ordem da inteligência, como ensinou Túlio: É belo tudo quanto diz bem da excelência do homem no aspecto em que ele difere dos outros seres" (Santo Tomás de Aquino, “Suma Teológica”, II-IIae, q. 142, a. 2).

"O fim último do universo é o bem do entendimento, que é a verdade" (Santo Tomás de Aquino).

"Uma boa intenção não justifica fazer algo mal" (Santo Tomás de Aquino, “In Duo Praecepta Caritatem”, 1).

"Quero-Te só a Ti” (Santo Tomás de Aquino a Nosso Senhor Jesus Cristo).

"O estudioso é aquele que leva aos demais o que ele compreendeu: a Verdade" (Santo Tomás de Aquino).

"Os professores devem ser elevados em suas vidas, de modo que iluminem aos fiéis com sua pregação, ilustrem aos estudantes com seus ensinamentos, e defendam a Fé mediante suas disputas contra o erro" (Santo Tomás de Aquino, “Contra Retraentes”).

"Qualquer amigo verdadeiro quer para seu amigo: 1) que exista e viva; 2) todos os bens; 3) fazer-lhe o bem; 4) deleitar-se com sua convivência; e 5) finalmente compartilhar com ele suas alegrias e tristezas, vivendo com ele um só coração" (Santo Tomás de Aquino, “Summa Theologiae”, II-II, q. 25, a. 7).

"O amigo é melhor que a honra, e o ser amado, melhor que o ser honrado” (Santo Tomás de Aquino, “Summa Theologica”, II-II, q. 74, a. 2).

"A amizade diminui a dor e a tristeza" (Santo Tomás de Aquino, “Summa Theologiae”, I-II, q. 36, a. 3).

"Ultima hominis felicitas est in contemplatione veritatis" [A suma felicidade do homem encontra-se na contemplação da verdade] (Santo Tomás de Aquino, “Summa contra Gentiles”, III, 37).

"Ubi amor ibi oculus" [Onde está o amor, aí está o olhar]" (Santo Tomás de Aquino, “Summa contra Gentiles”, III, d. 35, 1, 2, 1).

"Unde per caritatem homo in Deo ponitur et cum eo unum efficitur" [Pela caridade o homem é posto na mesma realidade divina, fazendo-se um com Ele] (Santo Tomás de Aquino, “De Potentia”, IV, 9, ad 3).

"Rogo a Deus como se esperasse tudo d’Ele, mas trabalho como se esperasse tudo de mim" (Santo Tomás de Aquino).

"Assim como Cristo aceitou a morte corporal para dar-nos a vida espiritual, assim também suportou a pobreza temporal para dar-nos as riquezas espirituais" (Santo Tomás de Aquino).

"A humildade faz o homem capaz de Deus" (Santo Tomás de Aquino, “Comentário ao Evangelho segundo São Mateus”, 11, 970).

"A graça não destrói a natureza, antes a aperfeiçoa" (Santo Tomás de Aquino, “Summa Theologiae”, I, q. 65, a. 5).

"Qui sunt in gratia, quanto plus accedunt ad finem, plus crescere debent." [Aqueles que estão em graça, quanto mais se aproximam do fim, mais devem crescer em espiritualidade] (Santo Tomás de Aquino, “Epistola ad Haebreum”, X, 25).

"Três coisas são necessárias para a salvação do homem: saber o que deve crer, saber o que deve desejar, saber o que deve fazer” (Santo Tomás de Aquino).

"Ensinar alguém para trazê-lo à Fé é tarefa de todo e qualquer pregador, e até de todo e qualquer crente" (Santo Tomás de Aquino).

"Sustinere est difficilius quam aggredi" [Suportar é mais difícil que atacar] (Santo Tomás de Aquino, “Summa Theologiae”, II-II, q. 123, a. 6, 1).

"Toda e qualquer coisa real possui a verdade de sua natureza na medida em que imita o saber de Deus" (Santo Tomás de Aquino, “Suma Teológica”, I, 14, 12).

"Espero nunca ter ensinado nenhuma verdade que não tenha aprendido de Vós. Se, por ignorância, fiz o contrário, revogo tudo e submeto todos meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana" (Santo Tomás de Aquino).

"Quem diz verdades perde amizades" (Santo Tomás de Aquino).



http://www.exsurge.com.br/santos/textospensamentossantos/frasesdesaotomasdeaquino.htm





segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Entre o Talmud e o Evangelho

desatracado: Entre o Talmud e o Evangelho: Historias de Auschwitch: a aborteira judia e a parteira católica. Um campo - de horrores indescritíveis e um padecimento em comum - e duas...

A semana é...


Para um preso, menos 7 dias
Para os felizes, 7 motivos
Para os tristes, mais 7 dias
Para a esperança, 7 novas manhãs
Para a insônia, 7 longas noites
Para os sozinhos, 7 chances
Para os ausentes, 7 culpas
Para os empresários, 25% do mês
Para os economistas, 0,019 do ano
Para o pessimista, 7 riscos
Para o otimista, 7 oportunidades
Para a terra, 7 voltas
Para cumprir o prazo, pouco
Para criar o mundo, o suficiente
Para uma gripe, a cura
Para a história, nada
Para a vida….Tudo!
Faz de cada dia desta semana um dia especial!" Só depende de VOCÊ!