segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sobre São Brás

Jesus veio para nos curar, Ele veio para nos libertar!

Jesus veio para nos curar, Ele veio para nos libertar!

”Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: ‘Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”’ (Mc 5, 19).

O Evangelho de hoje nos apresenta um homem com um alto grau de possessão. E como ele era atormentado dia e noite, ele vivia as consequências daquilo que o maligno fazia em sua vida, de modo que ele não tinha paz, se encontrava em meio aos túmulos e vivia se ferindo com as pedras. De modo que este endemoniado se prostra diante de Jesus e os demônios começam a gritar e a se agitar. O Senhor sabe o que está acontecendo, sabe que esse homem está realmente sendo atormentado por uma legião de demônios. No Seu poder, na Sua autoridade, Jesus tira e expulsa aqueles espíritos impuros, que atormentam esse homem, e os manda para o símbolo da impureza, que são os porcos. Jesus tira os demônios que agem naquele homem e os manda para a manada de porcos, de modo que essa manada, representando a impureza e a sujeira, se afoga em seguida.
Aquilo causa um grande tumulto, uma grande agitação em meio às pessoas: ”O que Jesus fez?”. Por essa razão, as pessoas ficaram com medo de chegar perto do Senhor Jesus, pois não entenderam o que Ele fez com poder: Ele purificou, lavou, tirou o tormento do coração daquele homem, que, daquele dia em diante, passou a proclamar as maravilhas do Reino de Deus, passou a testemunhar tudo o que Deus, na Sua infinita misericórdia, havia feito por ele. Jesus o libertou do poder das trevas, Jesus o libertou do domínio do mal!
Meus irmãos e minhas irmãs, não é que todo caso desse tipo seja possessão, é verdade que possessão existe, por isso, existem exorcistas que são designados pela própria Igreja para orar e para trabalhar de forma intensiva a fim de libertarem as pessoas da possessão do maligno. Mas, também é verdade que muitos de nós somos atormentados na mente, na consciência e, muita coisa tira a paz do nosso coração. Vivemos de forma inquieta, perturbada, por isso a nossa vida, muitas vezes, perde o rumo e nós precisamos olhar para Jesus, como este homem olhou, e pedir que Ele tenha piedade de nós, que nos liberte de todos os espíritos malignos que nos perturbam e tiram a nossa paz.
Esses espíritos, muitas vezes, vêm como uma legião em nossa vida, é uma legião de maus pensamentos, de maus sentimentos, de mágoas e de tantas coisas maléficas e malignas que atormentam o nosso coração e tiram a nossa paz interior.
Jesus, que veio para nos curar, veio para nos libertar! O que nós precisamos é nos entregar em Suas mãos para que esses espíritos malignos não nos atormentem!

Deus abençoe você!

http://homilia.cancaonova.com/

São Brás

O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.
Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.

São Brás, rogai por nós!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A dança das velas

Celebramos hoje a festa da luz. Aquela luz que é o próprio Cristo, a iluminar os que andam nas trevas e nas sombras da morte.
Será que a luz da pequena vela consegue ainda despertar em nós alguma emoção e provocar-nos algum estremecimento? Porque aquela chama, por pequena e frágil que seja, simboliza a chama da nossa fé em Cristo, recebida no Batismo.
É bem possível que, no festival colorido de tantas luzes artificiais, a memória daquela pequena chama tenha se apagado em definitivo. Isso significa que nossa fé em Cristo, por ela simbolizada, entrou em crise.
Continuamente provada pelas inúmeras tentações da vida, nossa fé sempre corre perigo de "dançar" ao sabor dos ventos do materialismo. Oportunistas que somos, confessamo-la nas situações favoráveis. Levantamo-la quando todos a levantam; escondemo-la quando há perigo de zombaria ou de perseguição por causa dela.
Há momentos de entusiasmo em que daríamos até vida por ela; há momentos em que somos até capazes de renegá-la. Em outras palavras, na hora em que tudo corre de acordo, confessamo-nos cristãos; na hora dos reveses, viramos descrentes.
Esta é a "dança" a que nossa fé está submetida. Mas aquela fé que aprende a dançar ao ritmo dos acontecimentos humanos não demonstra ter raízes profundas. Cabe-lhe aprender a permanecer firme: no meio da tempestade e no meio da bonança, na hora da derrota e na hora da vitória, perante a morte e perante a vida.
Então, o que estamos fazendo com a luz da fé que um dia nos foi entregue? A luz é para aquecer e iluminar. Com tanto frio e tanta escuridão invadindo a terra, não temos o direito de apagá-la nem de escondê-la debaixo de tampas sepulcrais.

Pe. Virgilio, ssp sobre o Evangelho deste domingo 02/02/2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sou todo teu Maria, tu és toda minha




Oração à Virgem Maria - para a vida
Ó Maria, Mãe de Jesus e Mãe de todos nós, nos voltamos para vocês hoje como aquele que disse "sim" à vida. "Você vai conceber e dará à luz um Filho", o anjo lhe disse. Apesar da surpresa e da incerteza sobre como isso poderia ser, você disse que sim. "Faça-se em mim segundo a tua palavra".

Maria, nós oramos hoje para todas as mães que têm medo de ser mães. Rezamos por aqueles que se sentem ameaçados e oprimido por sua gravidez. Interceder por eles, para que Deus possa dar-lhes a graça de dizer sim e coragem para ir em frente. Que eles possam ter a graça de rejeitar a falsa solução do aborto. Que eles possam dizer com você, "Faça-se em mim segundo a tua palavra." Que eles possam experimentar a ajuda de pessoas cristãs, e conhecer a paz que vem de fazer a vontade de Deus. Amem.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

São João Bosco - Biografia

Biografia de Dom Bosco

Joãozinho Bosco nasceu em 16 de agosto de 1815 numa pequena fração de Castelnuovo D’Asti, no Piemonte (Itália), chamada popularmente de “os Becchi”.
Ainda criança, a morte do pai fez com que experimentasse a dor de tantos pobres órfãos dos quais se fará pai amoroso. Em Mamãe Margarida, porém, teve um exemplo de vida cristã que marcou profundamente o seu espírito.
Aos nove anos teve um sonho profético: pareceu-lhe estar no meio de uma multidão de crianças ocupadas em brincar; algumas delas, porém, proferiam blasfêmias. Joãozinho lançou-se, então, sobre os blasfemadores com socos e
ponta-pés para fazê-los calar; eis, contudo, que se apresenta um Personagem dizendo-lhe: “Deverás ganhar estes teus amigos não com bastonadas, mas com a bondade e o amor... Eu te darei a Mestra sob cuja orientação podes ser sábio, e sem a qual, qualquer sabedoria torna-se estultícia”. O Personagem era Jesus e a Mestra Maria Santíssima, sob cuja orientação se abandonou por toda a vida e a quem honrou com o título de “Auxiliadora dos Cristãos”.
Foi assim que João quis aprender a ser saltimbanco, prestidigitador, cantor, malabarista, para poder atrair a si os companheiros e mantê-los longe do pecado. “Se estão comigo, dizia à mãe, não falam mal”. Desejando fazer-se
padre para dedicar-se totalmente à salvação das crianças, enquanto trabalhava de dia, passava as noites sobre os livros, até que, aos vinte anos, pode entrar no Seminário de Chieri e, em 1841, ser ordenado Sacerdote em Turim, aos vinte e seis anos. Turim, naqueles tempos, estava cheia de jovens pobres em busca de trabalho, órfãos ou abandonados, expostos a muitos perigos para alma e para o
corpo. Dom Bosco começou a reuni-los aos domingos, às vezes numa igreja, outras num prado, ou ainda numa praça para fazê-los brincar e instruí-los no Catecismo até que, após cinco anos de grandes dificuldades, conseguiu
estabelecer-se no bairro periférico de Valdocco e abrir o seu primeiro Oratório.
Os garotos encontravam aí alimento e moradia, estudavam ou aprendiam uma profissão, mas sobretudo aprendiam a amar o Senhor: São Domingos Sávio era um deles. Dom Bosco era amado incrivelmente pelos seus “molequinhos”
(como os chamava). A quem lhe perguntava o segredo de tanta ascendência, respondia: “Com a bondade e o amor, eu procuro ganhar estes meus amigos para o Senhor”. Sacrificou por eles seu pouco dinheiro, seu tempo, seu
engenho, que era agudíssimo, sua própria saúde. Com eles se fez santo. Para eles fundou a Congregação Salesiana, formada por sacerdotes e leigos que querem continuar a sua obra e à qual deu como “finalidade principal apoiar e
defender a autoridade do Papa”.
Querendo estender o seu apostolado também às meninas, fundou, com Santa Maria Domingas Mazzarello, a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora.
Os Salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora espalharam-se pelo mundo todo a serviço dos jovens, dos pobres e dos que sofrem, com escolas de todos os tipos e graus, institutos técnicos e profissionais, hospitais, dispensários, oratórios e paróquias. Dedicou todo o seu tempo livre subtraído, muitas vezes, ao sono, para escrever e divulgar opúsculos fáceis para a instrução cristã do povo.
Foi, além de um homem de caridade operosa, um místico entre os maiores.
Toda a sua obra foi haurida na união íntima com Deus que, desde jovem, cultivou zelosamente e desenvolveu no abandono filial e fiel ao plano que Deus tinha predisposto para ele, guiado passo a passo por Maria Santíssima, que foi a Inspiradora e a Guia de toda a sua ação.
Sua perfeita união com Deus foi, talvez como em poucos Santos, unida a uma humanidade entre as mais ricas pela bondade, inteligência e equilíbrio, à qual se acrescenta o valor de um conhecimento excepcional do espírito, amadurecido nas longas horas passadas todos os dias no ministério das confissões, na adoração ao Santíssimo Sacramento e no contato contínuo com os jovens e com
pessoas de todas as idades e condições.
Dom Bosco formou gerações de santos porque levou os seus jovens ao amor de Deus, à realidade da morte, do julgamento de Deus, do Inferno eterno, da necessidade de rezar, de fugir do pecado e das ocasiões que levam a pecar, e de aproximar-se freqüentemente dos Sacramentos.
“Meus caros, eu vos amo de todo o coração, e basta que sejais jovens para que vos ame muitíssimo”. Amava de tal forma que cada um pensava ser o predileto.
“Encontrareis escritores muito mais virtuosos e doutos do que eu, mas dificilmente podereis encontrar alguém que vos ame mais em Jesus Cristo, e mais do que eu deseje a vossa verdadeira felicidade”.
Extenuado em suas forças pelo incessante trabalho, adoentou-se gravemente.
Particular comovente: muitos jovens ofereceram ao Senhor a própria vida por ele. “... Aquilo que fiz, eu o fiz para o Senhor... Poder-se-ia ter feito mais... Mas os meus filhos o farão... A nossa Congregação é conduzida por Deus e protegida por Maria Auxiliadora”.
Uma de suas recomendações foi esta: “Dizei aos jovens que os espero no Paraíso...”. Expirava em 31 de janeiro de 1888, em seu pobre quartinho de Valdocco, aos 72 anos de idade. Em 1º de Abril de 1934, foi proclamado santo pelo papa Pio XI, que teve a felicidade de conhecê-lo.

São João Bosco - Filme Completo