segunda-feira, 17 de março de 2014

Incline-se

"Procure sempre inclinar-se:
não ao mais fácil, mas ao mais difícil;
não ao mais saboroso, mas ao mais desabrido;
não ao mais gostoso, mas antes ao que dá menos gosto;
não ao que é descanso, mas ao trabalhoso;
não ao que é consolo, se não antes ao desconsolo;
não ao mais, mas sim ao menos;
não ao mais alto e precioso, mas ao mais baixo e desprezível;
não ao que é querer algo, mas a não querer nada;
não andar buscando o melhor das coisas temporais, mas o pior, e desejar entrar em toda desnudez e vazio e pobreza por Cristo
de tudo quanto há no mundo." 

São João da Cruz

Quem somos nós para condenar alguém?

Quem é atingido pela misericórdia de Deus não julga ninguém. Ama, analisa e tenta ajudar, mas não julga ninguém e, acima de tudo, não condena! Quem somos nós para condenar alguém?
”Porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos” (Lucas 6,38)
Quem foi atingido pelo amor misericordioso de Deus é transformado por esse amor misericordioso, pois esse amor de Deus vai até o fundo da nossa alma, atinge todas as nossas membranas, todas as nossas células são tocadas por este amor maravilhoso. Este amor nos cura e nos liberta. Só quem é atingido pela misericórdia de Deus é capaz de se tornar misericórdia para com o seu próximo, para com o seu irmão.
Este é o convite que Deus  faz a nós neste tempo de graça: que nos deixemos ser moldados pela Sua misericórdia. Que nos permitamos ser atingidos até o profundo do nosso ser por Sua infinita misericórdia e esta graça [misericórdia] irá produzir muitos frutos em nossa vida. Primeiro: seremos misericordiosos uns com os outros, saberemos ter paciência com os limites, com as dificuldades e com o passo que cada um tem. E não é assim que Deus age conosco? Não é Deus que tem paciência conosco? Não é Deus que compreende os nossos limites? Não é Deus que compreende sempre as nossas fragilidades? Por que é que nós não podemos compreender, ter paciência e suportar os defeitos, os limites e as condições que cada um tem?
Quem é atingido pela misericórdia de Deus não julga ninguém; ama, analisa, tenta ajudar, mas não julga ninguém e, acima de tudo, não condena! Quem somos nós para condenar alguém?Quem somos nós para emitir sentença a respeito do outro? Para dizer que ninguém vale nada, para dizer que alguém está perdido? Quem somos nós para excluirmos alguém do coração de Deus ou do Reino de Deus?
Por mais que vejamos os erros que as pessoas cometem, o máximo que devemos fazer é pedir ao Senhor: ”Senhor, guarda o meu coração, previna-me da queda! Senhor, ajuda-me a enxergar os meus próprios erros e os meus próprios limites”. Porque, quem enxerga demais os defeitos e os problemas dos outros, não é capaz de enxergar os seus próprios defeitos e limites! Não se esqueça do que nos ensina a Palavra: é da maneira como nós julgamos, medimos ou respeitamos o próximo que nós também seremos julgados, medidos e respeitados!
Nós, às vezes, somos exigentes demais com as pessoas, cobramos demais delas e  esperamos demais delas. E com essa medida dura, muitas vezes, impiedosa, com que nós lidamos com o outro é que nós também seremos medidos!
Que Deus nos ensine a medida da Sua misericórdia, para que, com essa mesma medida, possamos usar nas relações uns com os outros.
Que Deus abençoe você!

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quinta-feira, 13 de março de 2014

É possível escutar Deus?


Apesar da correria da vida diária, temos necessidade de buscá-lo incansavelmente nas pessoas e acontecimentos
Há alguns dias, uma menina de 8 anos me perguntou: “O que eu faço para Jesus falar comigo?”. Fiquei surpreso diante da pergunta. Ao mesmo tempo, pareceu-me essencial. É mesmo: como fazer para que Deus nos fale? Podemos fazer que Jesus fale conosco?
 
Não parece tão fácil. Seus silêncios nos desconcertam e suas palavras muitas vezes parecem incompreensíveis. Dá a impressão de que ele não fala o nosso idioma. Pelo menos não o entendemos. Sua voz parece um sussurro, uma melodia quase imperceptível.
 
Mas Ele está aí, ao nosso lado, todos os dias, acompanhando-nos no caminho. Ele nos abraça e nos sustenta quando nos sentimos cansados; Ele nos motiva a vencer nossas limitações quando não somos capazes de segui-lo.
 
Ele fala e cala, mas sempre nos olha. Sim, seu olhar é o olhar de um pai que ama, uma janela aberta ao céu, um abismo de misericórdia, um broto de esperança no meio da noite. Ele não deixa de contemplar nossos passos, de prever nossas quedas, de esperar-nos quando nos cansamos.
 
Mas isso sim: Ele respeita totalmente a nossa liberdade! Nunca a violenta, não nos força. Só quer nos seduzir com o seu amor, atrair-nos com a sua voz. Subitamente, ao descansar em seus braços, sentimos uma paz desconhecida. E, em nosso coração, descobrimos novas respostas, como se Ele as tivesse semeado em nossa alma enquanto dormíamos.
 
Para isso, é preciso, certamente, um jardim bem cuidado, uma terra bem trabalhada, profunda e fértil. É preciso um oceano fundo, porque, entre os barulhos da vida diária, sua voz se perde. É preciso aprender a “perder tempo” ao seu lado, buscá-lo, dedicar-nos a essa espera muitas vezes aparentemente infecunda.
 
Deus nos convida a buscá-lo nas pessoas, nos lugares, no vazio. Não quer que o busquemos somente naquilo que nos encanta e fascina, mas que o procuremos também naquilo que nos desagrada, nos rostos que não são tão simpáticos.
 
Ele quer que aprendamos a ler o livro da nossa própria vida, cheia de erros e rabiscos. Com paciência, decifrando sinais, levantando pedras, ventilando de vez em quando o quarto da alma, pelo qual o Senhor passeia. Sim, é claro que Deus nos fala!
 
Não podemos fazer nada para que Ele nos fale mais, nem mais claramente. Mas sim podemos fazer muito por aprender a escutar sua voz em meio a tantas vozes que nos confundem. Deus nos fala no humano e, a partir do humano, Ele nos conduz às alturas, ao seu coração.
 
O Pe. Kentenich dizia que “todo o criado pode acender meu coração: uma figura feminina, um bem terreno, uma ideia etc. Tudo isso pode me acender, mas meu agir precisa estar sempre dirigido ao divino”.
 
Deus sempre quer que subamos mais alto, que voemos até as alturas. Que levemos ao seu coração de Pai todo o humano que temos, nossas fraquezas e fortalezas, as tristezas e alegrias, as lágrimas e os sorrisos.
 
Porque tudo isso agrada Deus. Tudo lhe importa.

fonte:defensoresdaigrejade2000anos

O que um padre pode ensinar sobre o casamento se ele não é casado?


Entenda por que um sacerdote pode ter muita experiência e conhecimento sobre o dia a dia de um casal, mesmo vivendo o celibato
Quando conto que estou cursando uma licenciatura em Matrimônio e Família, muitas pessoas costumam rir e me perguntam o que nós, padres, sabemos sobre o casamento, se não somos casados. Como um sacerdoteousa falar de uma realidade da qual ele não tem experiência?
                          
Vou começar esclarecendo um primeiro ponto: os padres são celibatários, mas isso não significa que sejam solteiros. De fato, não estão disponíveis nem livres para nenhuma mulher.
 
Para entender isso, é preciso ter claro que o nosso ministério sacerdotal não é “nosso” ministério sacerdotal: é o ministério de Jesus, Sacerdoteeterno, o único e verdadeiro sacerdote da nova aliança.
 
O que os padres são e fazem não é uma mera representação da sua ação evangelizadora, mas uma participação direta da sua graça santificante, que lhes deu, em nome de Jesus, um nome, a potestade para submeter o Maligno, perdoar pecados, santificar o amor, ungir os enfermos e mostrar a beleza da sua Palavra.
 
Tudo isso parece muita pretensão, não é mesmo? Mas esta é a beleza e a grandeza do ministério que foi confiado aos sacerdotes. Nós, padres, não nos apropriamos de privilégios nem atributo algum; só temos responsabilidades das quais prestaremos contas diante do Senhor.
 
Pois bem, o apóstolo Paulo, em Efésios 5, 25-26, nos diz: Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra”. Este texto nos mostra claramente a relação esponsal que Cristo tem com a Igreja, da qual é cabeça e ela, seu corpo, fazendo dos dois uma só unidade pelo amor. Cristo é esposo da Igreja e, por isso, se os padres são presença de Cristo na terra, então são verdadeiros esposos da Igreja.
 
Não estamos diante de uma simples ficção, mas de uma realidade de cunho teológico que se compreende quando permitimos que entrem no nosso coração aquelas palavras de Jesus: “Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mt 19, 12).
 
Partindo desta perspectiva, conseguimos compreender de que maneira um sacerdote é verdadeiro esposo que tem responsabilidades como as de um casal: geram filhos no batistério e sabem perfeitamente o que significa escutar aqueles que “choram” de madrugada pedindo ajuda ao seu pai.
 
Os padres sabem o que é educar nas diferenças e ter de perdoar os que se afastam de casa. E sabem também de infidelidades, essas que aparecem na mídia de vez em quando, mostrando a miséria de um coração que também tenta amar e que é frágil como os outros.
 
Como esposos, os sacerdotes conhecem o perigo da rotina no amor e o desejo que o coração tem de buscar aventuras. Sabem o que significa deitar-se bravo com a esposa, a Igreja, e querer mudá-la permanentemente, porque ela nem sempre encanta com a sua presença.
 
Há dias em que a esposa Igreja parece feia, desalinhada, mas os padresaprendem a amá-la assim como ela é, e buscam apaixonar-se constantemente por ela, para jamais ter de abandoná-la para buscar amantes furtivas.
 
Quem acha que os padres não têm nada a ensinar sobre o amor conjugal não faz ideia do que significa ser sacerdote. E o padre que se considera solteiro, tampouco. Os padres são “esposos celibatários”, duas palavras que mostram uma aparente contradição, mas que nos permitem entender melhor este mistério de amor.
 
Além disso, como esposos, os padres têm uma palavra oportuna, de motivação, iluminadora para aqueles outros esposos que precisam enxergar uma luz no fim do túnel, para saber enfrentar o demônio da rotina e do tédio.
 
Os padres têm uma palavra acertada para aqueles que não veem outra solução para o seu problema a não ser o divórcio, com a enorme frustração e derrota de não ter sabido amar para sempre e a inevitável luta para buscar a justiça, que lhes permita “repartir” os filhos, como se repartem os bens da casa.
 
Nós, padres, temos experiência no amor matrimonial sim, conhecemos os amores e as infidelidades, sabemos do que estamos falando.

fonte:defensoresdaigrejade2000anos

terça-feira, 11 de março de 2014

A grande Quaresma de São Francisco de Assis



Em união com toda a Santa Igreja, São Francisco se preparava com o maior empenho para celebrar anualmente a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
Era para ele a quaresma das quaresmas! Ficou famosa aquela quaresma que, para imitar a Cristo no deserto, o santo se retirou numa ilha:

"Estando no território de Perúgia, perto do lago, fora hospedado em dia de carnaval em casa de um homem que lhe era devoto. São Francisco pediu-lhe por amor de Cristo que ele o transportasse a uma ilha do mesmo lago na qual nenhum homem habitava , a saber, na noite antes do dia das Cinzas, de tal modo que ninguém o percebesse. Aquele hospedeiro, por causa da grande devoção que tinha para com ele, realizou isto com mais diligência ainda; por isso levantou-se de noite, preparou o barco e no dia das Cinzas levou São Francisco à mencionada ilha. E São Francisco nada levou como alimento, a não ser dois pãezinhos. Desembarcados na mencionada ilha, ele pediu a seu barqueiro que não revelasse isto a ninguém e que somente o buscasse de volta na Quinta-feira Santa. Tendo-se retirado da ilha o seu barqueiro, São Francisco permaneceu só; e já que aí não havia nenhuma habitação onde pudesse reclinar a cabeça, entrou numa densa sebe onde os espinhos haviam formado como que um tugúrio; e aí esteve imóvel toda a quaresma, sem comer e sem beber nada.

O predito hospedeiro buscou São Francisco de volta na Quinta-feira Santa, como havia combinado; e descobriu que, dos dois ditos pãezinhos, nada mais fora comido além da metade de um. Crê-se que São Francisco comeu esta metade para reservar para Cristo bendito a glória do jejum quaresmal e para expulsar com aquele pedaço de pão o veneno da vanglória; de modo que, a exemplo de Cristo, ele jejuou quarenta dias e quarenta noites.
No lugar em que São Francisco celebrou tão admirável penitência, realizaram-se pelos seus méritos muitos milagres; desde então, por causa de todas estas coisas, os homens começaram a edificar habitações naquela ilha e, decorrido pouco tempo, foi construído um grande e bom castelo, e também um eremitério dos irmãos, que se chama Eremitério da Ilha. Os homens daquele castelo ainda mostram grande reverência àquele lugar em que São Francisco celebrou a predita quaresma."


(Atos do bem-aventurado Francisco e de seus companheiros, cap. VI).

segunda-feira, 10 de março de 2014

A caridade é o princípio e o fim de todas as coisas!

Precisamos abrir o coração para vivermos uma caridade verdadeiramente evangélica, profunda, séria e comprometida com os mais necessitados. 
”Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar” (Mt 25, 42).
O Evangelho de hoje aponta para nós o julgamento final da humanidade, o dia em que todos nós compareceremos diante do tribunal de Deus. Seremos julgados por nossas obras, por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer em nossa vida aqui na Terra. E alguém pode perguntar: qual é a base, qual é o critério e o julgamento final?
O julgamento de todos nós, no fim das contas, será baseado em um critério fundamental, que se chama ”caridade”. A caridade é o princípio e o fim de todas as coisas! Sabem, meus irmãos, nós não seremos julgados pela quantidade de terços e de novenas que rezamos nem pela quantidade de Santas Missas de que nós participamos. Afinal de contas, esses são meios de nos santificarmos, de crescermos na fé e de permanecermos firmes no Senhor. E quanto nós precisamos disso, pois esses meios devem abrir o nosso coração para vivermos uma caridade verdadeiramente evangélica, profunda, séria e comprometida com os mais necessitados.
Se nós temos uma fé que move montanhas e nós não fazemos nada pelos que mais sofrem, ela de nada adiantará. Essa fé, por mais poderosa que seja, não irá nos salvar! A fé que nos salva é profundamente caridosa e nos move a cuidarmos uns dos outros. E nesse ponto, nós não podemos fugir da nossa responsabilidade. O Evangelho, para nós, é muito preciso: a responsabilidade dos cristãos deste mundo é cuidar de quem passa fome, de quem não tem o que comer, de quem está nas prisões, de quem está nos hospitais, de quem está desamparado, de quem vive como um excluído da sociedade. Eles serão os nossos juízes no final das contas.
É o pobre que bate no vidro do nosso carro, o pobre que nos para nas ruas e avenidas da vida, aqueles a quem nós, muitas vezes, desprezamos e viramos o rosto serão eles os nossos juízes no dia no julgamento final. E tudo o que fizermos a eles, aos menores e aos sofredores, podemos ter certeza de que será ao Senhor que estaremos fazendo.
Muitas vezes, cuidamos tão bem das coisas de Deus, da Bíblia, sacrário; temos um grande zelo para com as coisas de Deus, o que é maravilhoso. No entanto, quem é zeloso com as coisas de Deus precisa ser também zeloso para com a presença de Deus no pobre e no excluído. O que fizermos ao menor dos nossos irmãos será o critério para a nossa salvação final!
Que Deus abençoe você!
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domingo, 9 de março de 2014

Nossas tentações cotidianas

Todos enfrentamos tentações, grandes ou pequenas. Com Jesus não foi diferente. O evangelho apresenta com que a síntese do que possam ser as grandes tentações da humanidade de todos os tempos.
Transformar pedras em pão : resolveria o problema da fome. Mas esse problema não se resolve num passe de mágica. Resolve-se com trabalho remunerado dignamente e com a partilha dos frutos de empenho de todos. A palavra de Deus mostra que o ser humano precisa de alimento, mas também de moradia, saúde, escola... Transformar pedras em pão pode significar sinal de abundância. Jesus não deseja abundância supérflua. Quer justiça e o necessário para uma vida digna para todos. O povo hebreu, no deserto, forjou o projeto de igualdade e fraternidade, e o diabo, no deserto, quer jogar tudo isso por terra.
Lançar-se no pináculo do templo: bom motivo para mostrar o poderio de Deus, usando se Filho para um espetáculo gratuito. Jesus recusa o papel de messias do espetáculo e do prestígio, que pensa só em si. Deus e a religião não podem ser transformados em espetáculo. Deus e a religião são realidades fundamentais, não podem ser ridicularizados nem manipulados em vista de interesses pessoais.
Adorar a riqueza e o poder: eis os grandes ídolos que fascinam o ser humano e sempre foram para ele uma constante tentação, talvez a maior tentação de todos os tempos e a síntese de todas as outras. Jesus propõe o poder como serviço e a riqueza partilhada como dom de Deus em benefício de todos os cidadãos. Ele recusa-se a ser o messias do poder e da riqueza.
Como percebemos, o tentador vem na contramão da proposta de Jesus. O diabo propõe abundância fácil, Jesus propõe justiça; o diabo propõe um messias do espetáculo, Jesus propõe o respeito ao nome de Deus; o diabo propõe adorar poder e riqueza, Jesus propõe serviço e partilha. No Pai Nosso rezamos a Deus que não nos deixe cair em tentação, principalmente na grande tentação do abandono do projeto de Jesus. 

Pe. NIlo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 09/03/2014