sexta-feira, 4 de abril de 2014

Precisamos eliminar o nosso orgulho e aceitar a Luz de Deus

A Palavra de Deus molda, forma, restaura e renova aqueles que se abrem para acolhê-la, mas quem se fecha no seu orgulho e na sua obstinação permanece velho, acabado, permanece na escuridão e nas trevas, porque não aceita que a Luz de Deus o renove a cada dia.
”Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora” (João 7,30).
Nós estamos acompanhando, na Palavra de Deus, a tramoia que um grupo de judeus está fazendo para eliminar Jesus, o que eles querem é justamente isto: prender Jesus e impedi-Lo de continuar agindo, pregando e manifestando o Reino de Deus no meio do povo. Uma vez,  prendendo-O, passam a julgá-Lo e condená-Lo para, assim, levá-Lo à morte.
E por que eles querem isso? Porque Jesus é o justo injustiçado; porque Jesus é aquele que veio trazer a verdade e esta não é aceita e não é acolhida. Por isso, de algum modo, aqueles que se sentem incomodados com a verdade e com a pregação do Senhor precisam dar um jeito de eliminá-Lo.
Jesus não acusa ninguém, Ele apenas anuncia a verdade; e esta, uma vez pregada e anunciada, causa incômodo, causa reflexão e o desejo de tomarmos alguma iniciativa para que nós possamos mudar as nossas atitudes.
É verdade que, assim como o grupo de judeus se rebelou, não aceitou e planejou, de fato, eliminar Jesus; nos dias de hoje, muitos ainda se opõem à pregação da verdade, à pregação do Evangelho, se opõem a Jesus. Mais ainda: muitos de nós, por orgulho, por obstinação e por falta de humildade, não somos capazes de aceitar a correção fraterna; não somos capazes de aceitar que outros nos corrijam, que a Palavra de Deus nos corrija e oriente a nossa vida e nos dê a direção de como devemos viver.
Nós, muitas vezes, ficamos chateados, revoltados; nós nos viramos contra pessoas que queriam o nosso bem, porque o nosso orgulho foi muito maior do que a nossa capacidade de reflexão. Pode até ser que os outros usaram de métodos errados para nos corrigir, mas não nos custa nada olhar para dentro de nós e perceber onde os nossos gestos, as nossas atitudes e  o nosso modo de viver não estão de acordo com a verdade, de acordo com a caridade e de acordo com a retidão de vida.
Nós não precisamos eliminar ninguém da nossa vida porque este tenta nos orientar e nos mostrar o caminho da vida; o que nós precisamos é eliminar o nosso orgulho, o nosso jeito obstinado de querer viver e de não aceitarmos ser corrigidos.
A Palavra de Deus molda, forma, restaura e renova aqueles que se abrem para acolhê-la; contudo, quem se fecha no seu orgulho e na sua obstinação permanece velho, acabado e permanece na escuridão e nas trevas, porque não aceita que a Luz de Deus o renove a cada dia.
Deus abençoe você!

http://homilia.cancaonova.com/homilia/precisamos-eliminar-o-nosso-orgulho-e-aceitar-a-luz-de-deus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=precisamos-eliminar-o-nosso-orgulho-e-aceitar-a-luz-de-deus

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Primeira Fineza de Jesus Sacramentado.

PRIMEIRA FINEZA DE JESUS SACRAMENTADO PARA COM OS HOMENS.



Jesus deixou-Se Sacramentado no tempo em que os homens mais O ofendiam

 

Quando considero as ações de Jesus, amantíssimo Redentor Nosso não posso de modo algum, determinar qual, dentre todas, seja a mais fina e amorosa para com os homens, porque todas igualmente dão a conhecer um amor imenso e infinito. Porém, como o Discípulo mais amado e Secretário do mesmo amor deixou-nos escrito que tendo Jesus amado os Seus, ao fim de sua vida os amou mais: In finem dilexit, hoc est, majora in posterius reservat, como comenta o Doutor Angélico, assim parece que podemos dizer que naquela misteriosa Ceia, em que nos deu Sacramentada Sua carne, excedeu-Se a Si mesmo Seu amor, foi um amor sem semelhante, um amor sem fim: In finem dilexit. É certo que o coração de Cristo foi sempre ferido do amor de suas criaturas. Esse amor O obrigou a baixar do Seio delicioso de Seu Eterno Pai para desposar-Se com a humana natureza; obrigou-O a nascer em um Presépio entre brutos desprezíveis, sendo Que tinha Seu Trono sobre o mais elevado dos Serafins. Finalmente, esse amor O aniquilou, sendo Onipotente; fê-l'O mortal, sendo Eterno, e O fez mendigo trinta e três anos no mundo, cheio de injúrias e de trabalhos. Mas quando, ao despedir-Se dos homens esse Senhor, deixa-lhes por comida Seu Corpo e por bebida Seu Sangue, quem não vê que foi essa a fineza mais excelente de Seu amor, na qual sobressaem os mais subidos quilates de Sua caridade?

Deste amor, pois, ó Almas Católicas, tomo eu aqui o assunto para discorrer, e com palavras toscas mostrar-vos as excessivas finezas que Jesus obrou em deixar-vos o inefável Sacramento do Altar, para que, à vista delas, sobressaiam mais as ingratidões com que o mundo corresponde a Seu Rei Sacramentado.

A primeira fineza que reparo é o tempo em que Jesus nos deixou Sacramentada Sua Carne. Tinha vivido trinta e três anos entre os homens, e só quando a malícia desses mesmos homens havia chegado ao maior excesso que se poderia imaginar de uma criatura, a saber, maquinar a morte ao Seu Criador, então fez alarde Seu amor de dar-lhes a comer, em acidentes de pão, Aquele mesmo Corpo Que eles determinavam fixar numa Cruz. Entendeu Esse finíssimo Amante que o maior benefício só se devia fazer no tempo da mais abominável ofensa. Quando os homens conspiravam contra Sua vida, quando o próprio Discípulo tratava de vendê-l'O a Seus inimigos, então é que Ele lhes dá a comer de Sua Carne e a beber de Seu Sangue. Os grandes incêndios crescem mais com as contínuas chuvas. Era o Coração de Jesus um forno ardente de amor; porém com o aguaceiro de tantos agravos aumentou de modo que O sacrificou sobre um Altar em vivas chamas de caridade. Obrou Jesus com os homens o que faz o sol com a terra, pois os mesmos vapores com que essa obscurece sua luz, converte-os o sol em benéficas águas, que regam e fertilizam seus campos. Anelava o Amante Redentor instituir este Sacramento para desafogo do amor em que ardia, lá quando naquele princípio sem princípio da eternidade Se recreava no peito de Seu Eterno Pai. Veio ao mundo, viveu e conversou conosco muitos anos, sem querer satisfazer a Seu amor com a maior fineza, até que o viu mais ultrajado e mais mal correspondido.

Ah mortais! Assim age conosco um Deus amante. De nossas mesmas ingratidões faz escada Seu amor, pela qual sobe ao mais alto cume da maior bênção. Esperou o amoroso Jesus que a malícia humana chegasse ao maior excesso para executar o favor mais vantajoso. Já os homens O haviam buscado para tirar-Lhe a vida, já O haviam desterrado e obrigado a viver em terras alheias, já O haviam querido apedrejar desumanamente. Mas todos esses agravos não bastam, hão de aumentar mais as ofensas, e, quando as injúrias chegaram ao último, então saiu a campo o Amor, e deu de si a maior prova, que jamais pudesse ou soubesse inventar.

Ó quão diferentes daqueles, provados nos passados séculos, então foram, os efeitos que causou o amor no Coração de Jesus! Naquele tempo, quando os pecados dos homens inundavam toda a terra, provocaram a Justiça Divina a submergir em um dilúvio todo o universo. Porém agora que as culpas dos mesmos homens excedem muito às passadas, não só não os destrói com um dilúvio, senão que (ó maravilha!) os presenteia com as delícias do Seu Sangue. Então, quando o ingrato Judas O vende por um vil preço, toma nas mãos o pão, e, convertendo-o em Sua própria Carne, lhe diz: Come, Judas, que Isto é o Meu Corpo. Ah! que diferentes ósculos são esses daqueles que daqui a pouco tempo Me hás de dar no Horto! Então tu serás o primeiro a por teus sacrílegos lábios em minha boca, mas para entregar-Me a Meus inimigos. Agora sou Eu o primeiro a por Minha boca em teus lábios, mas para comprar-te. Aqui tens Meu rosto pegado ao teu, e Minha boca tocando a tua. Porém quero mais de ti, Discípulo ingrato; come Esta Carne e bebe Este Sangue com Que agora te brinda Meu amor, antes que O derrame teu ódio. Este é o mesmo Sangue Que tu estás tratando de entregar e vender. Leva-O a meus inimigos, porque Eu desde aqui abri minhas veias sobre este Cálice, antes que os açoites na Coluna e os cravos na Cruz não deixem uma só gota em Meu Corpo. Mas, ó Alma Católica! Que conceito forma teu entendimento desse amor imenso de Jesus? Naquela mesma noite em que O venderam, deixou-Se Sacramentado. Quando as criaturas envenenaram o pão para dar-Lhe a morte, então amassa o outro pão com Sangue para dar-lhes inteira vida. E essa é a primeira das Finezas de nosso Rei Sacramentado.

(Finezas de Jesus Sacramentado para con los hombres, e ingratitudes de los hombres para con Jesus Sacramentado. Escrito en Toscano, y Portugués por el P. F. Juan Joseph de S. Teresa Carmelita Descalzo. y traducido en castellano por D. Iñigo Rosende presbitero. Con licencia. Barcelona: En la Imprenta de los Herederos de Maria Angela Marti, Plaza de S. Jayme, año 1775.)

http://precantur.blogspot.com.br/2013/01/primeira-fineza-de-jesus-sacramentado.html

O SILÊNCIO NO SACRÁRIO E NA IGREJA



"É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele..." (Lm 3,27-28)

Já dizia Santa Maria Faustina Helena Kowalska (25/08/1905 - 5/10/1938):

"Entrei na cela, as irmãs já se tinha deitado.Entrei na minha cela...lancei-me ao chão e comecei a rezar ardentemente.Havia silêncio como num Sacrário.Todas as irmãs repousavam, tal como hóstias brancas, encerradas no cálice de Jesus, e apenas da minha cela Deus podia ouvir um gemido da alma!..." (Santa Maria Faustina Helena Kowalska - Diário)

Santa Faustina diz que na sua cela pairava um tremendo silêncio, e ela compara ao silêncio do Sacrário, e na sua cela, ela reza ardentemente, de forma que Deus podia ouvir o gemido da sua alma.Ainda mais deve-se rezar no silêncio quando estivermos no sacrário, pois Deus está ali!

Ora, não foi Deus que disse a Moisés para subir até o topo do Monte Sinai, e no silêncio do Monte, Ele ditou as Suas valiosíssimas ordens?Confiram:

"O Senhor desceu sobre o cume do monte Sinai; e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu..." (Ex 19,20)

E em outra parte do Livro do Êxodo diz:

"Moisés levantou-se com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus" (Ex 24,13).

"Moisés subiu ao monte. A nuvem cobriu o monte e a glória do Senhor repousou sobre o Monte Sinai, que ficou envolvido na nuvem durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da nuvem.Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte.Moisés penetrou na nuvem e subiu a montanha. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites" (Ex 24,15-18).

Alguém pode perguntar, porque ficar calado no sacrário e não rezar o Rosário em "comunidade"?
A essa pergunta responde o Santo Profeta Zacarias:

"Toda criatura esteja em silêncio diante do Senhor: ei-lo que surge de sua santa morada" (Zc 2,17)

Também disse o Santo Profeta Sofonias:

"Silêncio diante do Senhor Javé!" (Sf 1,7)

E o Santo Profeta Habacuc disse:

"Mas o Senhor reside em sua santa morada; silêncio diante dele, ó terra inteira!" (Hab 2,20)

E o Santo Jó disse:

"Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios" (Jó 13,5)

No livro dos Provérbios está escrito:

"...o homem sábio guarda silêncio" (Pr 11,12)

E o Santo Profeta Jeremias dizia:

"Bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor" (Lm 3,26).

"Permanecendo só e em silêncio, quando Deus lho determinar!" (Lm 3,28)

Disse Nosso Senhor Jesus Cristo:

"Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredoe teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á" (Mt 6,6)

O quarto aqui quer dizer não somente o nosso quarto e sim estar em silêncio, longe de todos, a sós; ou seja recolhido sozinho e rezendo mentalmente!Por que em silêncio?Porque Nosso Senhor disse: "fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo".Ou seja cale-se e reze em silêncio!Para que ninguém saiba o que estás pedindo ou agradecendo, e assim o Pai que está vendo tudo no secreto, possa te recompensar!

Então como devo me portar ao entrar no Silencioso Sacrário?
Ajoelhe-se e no silêncio de sua alma, humilhe-se e contemple o Teu Senhor!Se não puder ficar de joelhos, diz o Senhor dos Exércitos: "Senta-te em silêncio" (Is 47,5).E dê glória a Deus.E humilhe-se ainda mais!E se seus olhos encherem de lágrimas e o teu coração encher do Espírito Santo, a ponto de fazer suspirar a tua alma, observe a fala do Santo Profeta Ezequiel: "Suspira em silêncio" (Ez 24,17).Observando tudo isso não quebraras o silêncio no Sacrário e darás grande alegria a Deus!

Pois disse o Santo Profeta Jeremias:

"O Senhor é bom para quem nele confia, para a alma que o procura" (Lm 3,25)

Então, completa o Santo Rei Davi:

"Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele" (Sl 36,7).Pois "...os que esperam no Senhor possuirão a terra" (Sl 36,9)

Que possamos lembrar de Judite, que quando entrando no seu quarto, "...movendo em silêncio os lábios, ela orou com lágrimas a Deus" (Jt 13,6)

Que no silêncio do Sacrário, Deus possa escutar o gemido da nossa alma!

Obs1: "Lembrando que na liturgia tradicional, o Sacrário é o centro das atenções numa igreja:deve estar instalado de modo inamovível no centro do altar-mor.Na nova liturgia o altar tem preferência sobre o Sacrário, este fica de lado ou numa capela à parte.Por isso que na liturgia tradicional, logo quando os fiéis entram na igreja, automaticamente "entra-se no sacrário" e o silêncio é pleno, agora com a nova liturgia, na maioria das igrejas, os sacrários estão separados do altar-mor e não se observa o silêncio nem na igreja e nem no sacrário, por isso ao entrar em uma igreja aonde o sacrário não está no centro do altar-mor, permaneça mesmo assim em absoluto silêncio!Pois como dizia a Beata Jacinta Marto: 'Nossa Senhora não quer que a gente fale na igreja'"

http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/3675/29/

terça-feira, 1 de abril de 2014

Pequeno Manual do Católico


A Missa e outras obrigações
O Santo Sacrifício da Missa
1) O que é a Missa?
A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.
2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?
Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.
3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?
Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da missa são as espécies consagradas, o pão e o vinho que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o sacerdote pronuncia.
4) A Missa é, então, um Sacramento?
Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de Jesus na hóstia consagrada.
5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?
Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser. Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.
6) A Igreja católica dá um nome especial a esta transformação?
Sim, a Igreja definiu o termo de “transubstanciação” como sendo o único capaz de exprimir o milagre que se opera na transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus.
7) Porque dizemos que a Missa é um sacrifício eficaz?
Por que pela presença real de Jesus nós recebemos não apenas a graça sacramental da Eucaristia, mas o autor mesmo da graça, Jesus Cristo, nosso Deus, a quem adoramos de joelhos. A presença real de Jesus é a maior graça que uma alma pode receber nesta vida.
8) De que modo podemos receber Jesus na Eucaristia?
Pela Santa Comunhão. Sendo um sinal sensível do sacrifício de Cristo, quando comungamos, recebemos Jesus como alimento de nossas almas. Ele vem ao nosso coração de um modo muito real e eficaz.
9) Como podemos nos preparar para receber Jesus no coração?
Antes de tudo, uma boa confissão, um arrependimento sincero dos nossos pecados. Devemos também viver sempre na presença de Deus, consagrando nosso dia a Ele, desde o levantar e agradecendo sempre as graças recebidas ao deitar. Na Santa Missa, estar atento ao que acontece no altar, de preferência seguindo o texto mesmo da missa no missal.
10) Existe algum momento da missa que seja mais importante do que outros?
O mais importante momento da missa é a Consagração. Assim que foram ditas as palavras da forma sacramental, o padre eleva a hóstia e o cálice para serem vistos pelos fiéis. Todos devem estar de joelhos, compenetrados, silenciosos e em adoração.
11) Existe algum outro momento em que devemos estar de joelhos obrigatoriamente?
Sim. Quando o sacrário está aberto, quando a comunhão é distribuída aos fiéis, quando o padre dá a bênção final.
O templo de Deus
A Igreja é a casa de Deus. Lugar de oração, lugar de silêncio. Nela, nada de profano deve entrar. Toda a vida de uma igreja gira em torno das coisas de Deus, principalmente do seu culto, do seu louvor, do seu sacrifício.
12) Qual é a parte principal de uma igreja?
É o altar. Ele é o centro e a razão de ser da igreja. Todo altar é de pedra, pois é sobre a pedra que se realiza um sacrifício. No Antigo Testamento vemos diversos exemplos de sacrifícios oferecidos sobre altares de pedra. Noé, quando sai da arca; Abraão quando vai sacrificar Isaac; Jacó quando acorda do sonho etc.
A Igreja mantém este costume. Mas o sacrifício oferecido já não é apenas figurativo do verdadeiro sacrifício, como no Antigo Testamento, mas o próprio sacrifício por excelência, o único agradável a Deus, o sacrifício de seu Filho.
13) Qual a primeira coisa que devemos fazer ao entrar numa igreja?
Molhando os dedos na água benta, fazemos o Sinal da Cruz. Caminhamos até o lugar em que vamos rezar, fazemos a genuflexão e nos ajoelhamos para rezar.
14) O que é uma genuflexão?
É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição normal.
15) Em que momento devemos fazer a genuflexão?
Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do sacrário.
16) Existe algum outro tipo de genuflexão?
Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou que um padre estiver elevando a hóstia na consagração de uma missa e que entrarmos nessa hora na igreja, ou ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.
17) Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?
Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantar-mos em seguida.
18) Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra numa igreja?
Devemos estar vestidos corretamente, sem bermudas ou shorts, sem chinelos mas bem calçados, sem camisetas de alça, mas com camisas de mangas. Os homens e rapazes devem evitar as blusas com desenhos espalhafatosos, de esportes e coisas parecidas. As mulheres não podem entrar numa igreja com os ombros descobertos, sem mangas ou com mini-saias.
19) É obrigatório para as mulheres o uso do véu?
Desde São Paulo até bem pouco tempo sempre foi pedido às mulheres que cobrissem a cabeça dentro da Igreja. Esse é o costume que mantemos em nossas igrejas. Não somente porque está assim na Bíblia, mas também porque isso favorece o recolhimento e a oração.
20) Porque as mulheres devem vir à igreja de saias?
Porque as calças compridas dão a elas um ar menos feminino, diminuindo a distinção entre os sexos e favorecendo uma atitude menos recatada. Também por isso a saia deve ser abaixo do joelho. Estes são os critérios para as vestimentas em nossas capelas e isso tem mantido um ambiente muito bom, próprio para a oração.
21) Como podemos saber que a Sagrada Hóstia está presente no Sacrário?
O principal sinal da presença do Santíssimo é o véu que cobre o Sacrário. Este véu se chama “conopeu” e costuma ter a cor dos paramentos do dia. Além do conopeu, deve sempre haver uma lamparina acesa perto do Sacrário.
22) Se o Sacrário estiver vazio, devemos fazer a genuflexão?
Não. Diante do Sacrário vazio fazemos apenas uma profunda inclinação ao altar e ao Crucifixo. Neste caso a lamparina deve estar apagada e o conopeu levantado ou ausente.
A Missa vai começar
23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?
Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.
24) É permitido chegar atrasado na Missa?
Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.
25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?
Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.
26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?
A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar.  É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.
27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?
Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.
28) Qual o melhor modo de se assistir à Missa?
Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.
29) Existe um modo de se entender melhor as diversas orações que compõem uma missa?
Uma divisão lógica dos textos pode ajudar a se localizar:
Devemos antes de tudo distinguir entre
Ordinário da Missa: são as orações fixas que se rezam em todas as missas
Próprio da Missa: são as orações daquele dia em particular.
No Próprio de toda missa existem:
3 antífonas : Intróito, Ofertório e Comunhão – As antífonas são pequenos textos que introduzem um salmo. Na missa, os salmos que seguem estas 3 antífonas ficam reduzidos a um versículo, como podemos ver no missal.
3 orações: Coleta, Secreta e Pós-comunhão – A Coleta é a oração sobre os fiéis, nossas necessidades espirituais. A Secreta é a oração sobre as secretas, termo antigo que designava o pão e vinho separados no Ofertório para serem consagrados. A pós-comunhão é a oração de ação de graças pelo alimento sacramental que acabamos de receber.
2 leituras, Epístola e Evangelho. Entre as duas curtas meditações que variam de acordo com a época do Ano Litúrgico: Gradual, Aleluia, Trato.
30) Existe ainda outras divisões que possam ajudar a assistir à Missa?
Sim. Considerando a missa de modo cronológico, podemos distinguir três partes.
31) Como se chama a primeira parte da missa?
Chama-se Missa dos Catecúmenos. Assim chamada porque, sendo formada pela parte penitencial e de instrução, era assistida também pelas pessoas que se preparavam para o batismo (os catecúmenos). Estes deviam deixar a igreja após o Credo. Os Santos Mistérios só podiam ser assistidos pelos batizados. Já não se tem este costume, mas o nome permanece. Também se chama a esta parte de Ante-missa.
32) Quais as orações da Missa dos Catecúmenos?
Orações ao pé do altar, com o Salmo Judica me (42) e o Confiteor.
Intróito, Coleta e a parte da Instrução: epístola, evangelho, sermão e o Credo, que é a profissão de fé católica.
33) Qual a segunda parte da Missa?
É a Missa dos Fiéis. Na antiguidade, todos os que, já sendo batizados e tendo podido confessar-se, estavam aptos para assistir o Santo Sacrifício e comungar.
34) Quais as orações ou partes da Missa dos Fiéis?
Ofertório, com o oferecimento do pão e do vinho que serão consagrados
Prefácio, longo canto que exprime o mistério da missa do dia.
Cânon, parte central da Missa. São as mais belas orações que o padre reza em silêncio e que têm seu ápice na Consagração.
Pai Nosso, rezado apenas pelo celebrante porque este ocupa o lugar de Cristo, que o rezou sozinho para ensinar aos Apóstolos
Comunhão
Orações finais
35) Qual a posição que devemos adotar ao longo da missa?
De joelhos:
- orações ao pé do altar até o final do Kyrie (nas missas de roxo ou preto até o fim da Coleta)
- do final do Sanctus até antes do Pai Nosso
- do Agnus Dei, durante toda a comunhão, até que o padre venha rezar a antífona da comunhão
- na bênção final
De pé:
- no Glória
- no Evangelho
- no Orate Fratres até o fim do Sanctus
- no Pai-Nosso até o Agnus Dei
- na antífona da comunhão até o fim do Ite Missa Est.
- no último Evangelho
Sentado:
- durante a Epístola até que o padre entoe o Evangelho
- durante o ofertório até que o padre entoe o Orate Fratres
- é permitido, mas não recomendado, sentar-se após o sacrário ser fechado, depois da comunhão (nunca se sentar durante a distribuição da comunhão ou com o sacrário aberto).
Seria uma falta não estar de joelhos: (salvo doença)
- na consagração
- a partir do Ecce Agnus Dei, quando o padre mostra a hóstia,  até que o Sacrário seja fechado
- na bênção final
36) O que se deve fazer após a comunhão?
Quando nos levantamos da mesa de comunhão, carregamos Jesus no coração. Toda nossa atenção deve estar voltada ao hóspede divino que nos vem visitar com tanto amor e misericórdia. Uma atitude compenetrada, o olhar voltado para baixo, silêncio na alma e no corpo. Chegando ao nosso lugar, ficamos de joelhos, procuramos fechar os olhos e rezar em silêncio, saboreando este encontro sublime com Nosso Salvador. Podemos também, para ajudar a concentração, rezar as orações tradicionais de “ação de graças”, como se encontram no próprio missal ou nos livros de oração.
37) Quando o padre sai da igreja, no final da missa, devemos sair também?
Quanto vale um só instante com Jesus presente em nós? Vale a pena prolongar nossas orações e nosso silêncio, principalmente se considerarmos que durante a semana, são raros os momentos de silêncio e oração. Fiquemos alguns instantes com Jesus em ação de graças, após a Santa Missa. O padre também volta à igreja para rezar sua ação de graças. Procuremos não impedi-lo, com nossas necessidades, de fazer sua ação de graças.
O uso do missal
38) Como podemos nos localizar melhor quando seguimos a missa no missal?
- O Ordinário da Missa fica no meio do missal. Ponha um marcador reservado para o Ordinário. É a parte fixa que se reza em todas as missas.
- Temporal : Toda a parte que precede o Ordinário é chamado de Temporal (missas próprias para o tempo): engloba todas as missas dos domingos ao longo do ano além de algumas outras missas que podem cair em dia de semana mas que estão inseridas nos mistérios da vida de Jesus Cristo: Natal, Epifania  e outras. Ponha um marcador reservado também para esta parte
- Santoral : Logo depois do Ordinário vem o Santoral. Missas dos Santos. Dividido em duas partes:
            - Comum dos Santos – são missas indicadas para diversos santos : comum dos confessores, ou comum dos mártires etc. No dia do santo está indicada a página quando se deve usar a missa do comum. Ponha um marcador par o Comum dos santos.
            - Próprio dos Santos – são as missas indicadas no dia mesmo do santo. Junto com a missa vem uma breve notícia histórica sobre a vida do santo. Vale a pena abrir todos os dias o missal para acompanhar os santos de cada dia. Ponha um marcador para o próprio dos santos.
- Missas votivas – São missas que rememoram algum mistério fora de época, para quando não houver nenhuma missa indicada naquele dia.
- Missa dos defuntos – todas as orações que devemos fazer nos enterros e nas doenças graves para pedir a Deus pelos nossos parentes e amigos.
- Manual de orações – muitas orações, ladainhas, consagrações, hinos, cânticos se encontram ainda no fim do missal. Não deixe de conhecer profundamente todas elas.
Outras obrigações dos fiéis
39) Além da assistência à Santa Missa, o que mais é pedido aos fiéis?
A Santa Igreja em sua sabedoria e para o bem de nossas almas, maior glória de Deus e para nossa salvação, pede ainda outras obrigações, que devemos procurar realizar com espírito de obediência e amor por Deus Nosso Senhor. São os chamados “Mandamentos da Igreja”.
40) Quais são esses Mandamentos?
São cinco:
- Assistir a missa inteira aos domingos e dias Santos de Guarda
- Confessar-se uma vez por ano pelo menos
- Comungar por ocasião da Páscoa
- Fazer jejum e abstinência nos dias prescritos
- Dar o dízimo segundo o costume
41) Porque a Igreja nos obriga a confessar e comungar na Páscoa?
Sendo a mais importante festa do Ano Litúrgico, centro dos mistérios da vida de Nosso Senhor, a Igreja considera que todos os católicos devem realizar este mínimo de amor por Jesus Sacramentado. Não significa que esta comuhão seja suficiente. O ideal seria que comungássemos todos os domingos. Mas a obrigação da comunhão pascal nos impele a fazer um bom exame de consciência. Quantas pessoas receberam a graça da conversão devido à confissão para a comunhão pascal.
42) Quais os dias Santos de Guarda?
Na Igreja Universal são dias santos de Guarda:
- Oitava de Natal (1º de janeiro)
- Epifania (6 de janeiro)
- São José (19 de março)
- Ascensão de Nosso Senhor
- Corpus Christi
- São Pedro e São Paulo (29 de junho)
- Assunção de N. Senhora (15 de agosto)
- Todos os Santos (1º de novembro)
- N. Sra da Conceição (8 de dezembro)
Em cada país a legislação muda quanto aos dias feriados. Todos os católicos devem fazer um esforço para ir à Santa Missa nos dias santos de Guarda quando não for feriado.
43) Quais os dias de jejum obrigatório?
Atualmente, apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Mas o espírito da Quaresma nos move a jejuar com maior frequência, mesmo não sendo de obrigação. Leia mais sobre o jejum e a abstinência
44) Ainda é de rigor a abstinência de carne nas sextas-feiras?
Sim. Toda sexta-feira do ano devemos nos abster de comer carne (podemos comer peixe), em honra e em memória das dores da  Paixão de Cristo.
45) Porque existe a obrigação do dízimo?
Os padres não recebem salários, mas se dedicam em tempo integral às almas. Vivem atentos a todas as necessidades espirituais, e muitas vezes, às necessidades materiais dos seus fiéis. Nada mais justo que as famílias prevejam a subsistência do seu padre.
46) Como se paga o dízimo em nossas Capelas?
Cada família costuma deixar no início do mês uma quantia para este fim. Ela varia de acordo com as possibilidades de cada. Mas todos devem estar atentos para não faltar, de modo a cumprir esta grave obrigação que a Igreja nos impõe, em nome da Caridade e que não deixa de reverter-se para o bem dos próprios fiéis.

http://pelos-caminhos-de-deus.blogspot.com.br/2014/04/pequeno-manual-do-catolico.html