sábado, 5 de abril de 2014
Como rezar a coroa das sete dores de Nossa Senhora:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
E vos seguimos no caminho da fé!
Primeira Dor - Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a
ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a
ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Segunda Dor - Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a
mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino
para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt
2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Terceira Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em
Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana,
andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o
achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Quarta Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo,
e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e
de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Quinta Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas,
e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus
para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe!
(Jo 19,15-27a). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Sexta Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio
José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Sétima Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas,
conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora
crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora
depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Oração
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho,
também nas infinitas cruzes da humanidade.
Nós Vos pedimos: assim com quisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse
Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao
lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
http://www.paroquiadoverbodivino.com.br/oracoes/Como%20rezar%20a%20coroa%20das%20sete%20dores%20de%20Nossa%20Senhora.pdf
As sete dores de Maria Santíssima
A primeira dor de Maria Santíssima:
PROFECIA DE SIMEÃO
E uma espada traspassará a tua própria alma (Luc. 2,35)
O Senhor usa esta compaixão conosco, de não nos deixar ver as cruzes que nos esperam, as espadas que atravessarão nossos corações, afim de que tenhamos de sofrer uma só vez. Maria Santíssima, ao contrário, depois da profecia de São Simeão, tinha sempre diante dos olhos e padecia continuamente todas as penas que a esperavam na Paixão do Filho. Mas se Jesus e Maria, inocentes, tanto padeceram por nosso amor, como ousamos lamentar-nos nós, que somos pecadores, quando temos de padecer um pouco pelo amor deles? - E crescia Jesus em sabedoria, em idade e em graça, junto de Deus e junto dos homens (Lc. 2,52) - [Ah! Filho meu, eu te aperto entre os meus braços, porque muito te amo; mas quanto mais te amo, tanto mais para mim Tu te transformas em ramalhetes de mirra e de dor, pensando em tuas penas!] Enquanto o rei se assentava à sua mesa, dava o meu nardo o seu cheiro. O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, que repousa entre os meus seios. (Ct. 1,12-13)
A segunda dor de Maria Santíssima:
FUGA PARA O EGITO
Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito (Mt. 2,13)
A profecia de São Simeão acerca da Paixão de Cristo e das dores de Maria Santíssima começou logo a realizar-se na fuga que teve de fazer para o Egito a Sagrada Família, afim de subtrair o Filho a perseguição de Herodes. Pobre Mãe! Quanto não devia ela sofrer tanto na viagem como durante a sua permanência naquele país entre os infiéis. Vendo a Sagrada Família na sua fuga, lembrando-nos que nós também somos peregrinos sobre a terra. Para sentirmos menos os sofrimentos do exílio, à imitação de São José, tenhamos conosco no coração Jesus e Maria. - Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura (Hb. 13,14)
A terceira dor de Maria Santíssima:
PERDA DE NOSSO SENHOR NO TEMPO
Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos (Lc. 2,48)
A dor de Maria pela perda de Jesus foi sem dúvida uma das mais acerbas; porque ela então sofria longe do Filho, e a humildade fazia-lhe crer que Ele se tinha apartado dela por causa de alguma negligência sua. Sirva-nos esta dor de conforto nas desolações espirituais; e ensine-nos o modo de buscarmos a Deus, se jamais para nossa desgraça viermos a perdê-lo por nossa culpa. Lembremo-nos, porém, de que quem quiser achar a Jesus, não o buscar entre os prazeres e delícias, mas no pranto, entre as cruzes e mortificações, assim como Maria o procurou cheia de humildade. - Vistes, porventura, aquele a quem ama a minha alma? (Ct. 3,3) - O menino não aparece; e eu, aonde irei? (Gn. 37,30)- Vós não sois meu povo, e eu nem serei mais vosso (Os. 1,9)
A quarta dor de Maria Santíssima:
ENCONTRO COM NOSSO SENHOR CARREGANDO A SANTA CRUZ
Quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos (Is. 53,2)
Consideremos o encontro que no caminho do calvário teve o Filho com sua Mãe. Jesus e Maria olham-se mutuamente, e estes olhares são como outras tantas setes que lhes transpassam o Coração amante. Se víssemos uma leoa que vai após seu filhote conduzido à morte, aquela fera havia de inspirar-nos compaixão. E não nos moverá à ternura ver Maria Santíssima que vai após Jesus Cristo, o seu Cordeiro Imaculado, enquanto o conduzem à morte por nós? Tenhamos compaixão dela, e procuremos também acompanhar a seu Filho e a ela, levando com paciência a cruz que nos dá o Senhor. - Não há quem a console entre todos os seus queridos (Jr. 1,2)
A quinta dor de Maria Santíssima:
MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
E a tua vida estará como em suspenso diante de ti (Dt. 28,66)
Contemplemos a acerba dor de Maria Santíssima no Calvário, obrigada a assistir a Jesus moribundo, a ver todas as penas que ele padecia, sem contudo lhe poder dar alívio. Então a aflita Mãe não cessou de oferecer a vida do Filho à Divina Justiça pela nossa salvação. Lembremo-nos que pelo merecimento de suas dores cooperou para nos fazer nascer para a vida da graça. Por isso tudo nós somos seus filhos. Ó como a Virgem exerceu sempre e ainda exerce bem o ofício de Mãe! Mas como nos havemos nós com o Filho? - Olhei, mas não havia ninguém para me ajudar! Eu estava consternado, mas não havia quem me sustivesse! Contudo, o meu braço veio em meu socorro e o meu furor me sustentou (Is. 63,5) - Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt. 27, 46) - Mulher, eis aí o teu filho. (Jô. 19,26)
A sexta dor de Maria Santíssima:
DESCIDA DE NOSSO SENHOR DA CRUZ
Tirou da cruz o corpo (Mc. 15,46)
Consideremos como, depois da morte do Senhor, dois de seus discípulos, José e Nicodemos, O descem da cruz e o depõe nos braços da aflita Mãe, que com ternura O recebe e O aperta contra o peito. Se Maria fosse ainda capaz de dor, que pena sentiria vendo que os homens, tendo visto seu Filho morto por amor deles, continuam a maltratá-lO com os seus pecados? Não atormentemos mais a nossa aflita Mãe, e se pelo passado nós também a temos afligido com as nossas culpas, voltemos arrependidos ao Coração aberto de seu Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo. - [O meu Filho era branco e vermelho] O meu amado é cândido e rubicundo (Ct. 5,10) - Infiéis, lembrai-vos disto: voltai ao coração [ferido do meu Filho], voltai arrependidos (Is. 46,8)
A sétima dor de Maria Santíssima:
SEPULTURA DE NOSSO SENHOR
Envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha (Mc. 15,46)
Consideremos como a Mãe dolorosa quis acompanhar os discípulos que levaram Jesus morto à sepultura. Depois de O ter acomodado com suas própria mãos, diz um último adeus ao Filho e ao Seu sepulcro, e volta para casa, deixando o Coração sepultado com Jesus. Nós também, à imitação de Maria, encerremos o nosso coração santo Tabernáculo, onde reside Jesus, já não morto, mas vivo e verdadeiramente como está no céu. Para isso é mister que o nosso coração esteja desapegado de todas as coisas da terra. - Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lc. 12,34)
ORAÇÃO PELA CONVERSÃO DOS INFIÉIS
Oração pela conversão dos infiéis
O Deus eterno, autor de todas as coisas, lembrai-vos das almas dos infiéis, formadas por Vós a vossa imagem e semelhança: vede Senhor, que, em opróbrio vosso, deles se vai enchendo o inferno. Lembrai-vos de que vosso Filho Jesus por sua salvação padeceu uma atrocíssima morte. Não Permitais Senhor, daqui em diante, que o vosso Filho seja desprezado pelos infiéis; mas pelo contrário, deixando-se aplacar pelas preces dos santos e da Igreja, Esposa do vosso santíssimo Filho, e esquecendo a sua idolatria e infidelidade, fazei que eles também venham a conhecer aquele que enviastes, Jesus Cristo Nosso senhor, que é a salvação, vida e ressurreição nossa, por quem fomos salvos e livres, ao qual seja dada glória por infinitos séculos. Amém.
São Francisco Xavier
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Santo Isidoro
O santo de hoje nasceu em Madri, Espanha, no ano de 1030.
Ele era lavrador, um camponês. Vocacionado ao matrimônio casou-se com Maria Turíbia e tiveram um filho, o qual perderam ainda cedo.
Vida difícil e sacrificante, Isidoro santificou-se ao aprender a mística de aceitar e oferecer a Deus suas dores; participava diariamente da Santa Missa e trabalhava para um patrão injusto e impaciente.
Santo Isidoro: um homem fiel, de perdão, que numa tremenda enfermidade não se revoltou, consumiu-se por amor a Deus. Morreu aos 60 anos.
Santo Isidoro, rogai por nós!
Precisamos eliminar o nosso orgulho e aceitar a Luz de Deus
A Palavra de Deus molda, forma, restaura e renova aqueles que se abrem para acolhê-la, mas quem se fecha no seu orgulho e na sua obstinação permanece velho, acabado, permanece na escuridão e nas trevas, porque não aceita que a Luz de Deus o renove a cada dia.
”Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora” (João 7,30).
Nós estamos acompanhando, na Palavra de Deus, a tramoia que um grupo de judeus está fazendo para eliminar Jesus, o que eles querem é justamente isto: prender Jesus e impedi-Lo de continuar agindo, pregando e manifestando o Reino de Deus no meio do povo. Uma vez, prendendo-O, passam a julgá-Lo e condená-Lo para, assim, levá-Lo à morte.
E por que eles querem isso? Porque Jesus é o justo injustiçado; porque Jesus é aquele que veio trazer a verdade e esta não é aceita e não é acolhida. Por isso, de algum modo, aqueles que se sentem incomodados com a verdade e com a pregação do Senhor precisam dar um jeito de eliminá-Lo.
Jesus não acusa ninguém, Ele apenas anuncia a verdade; e esta, uma vez pregada e anunciada, causa incômodo, causa reflexão e o desejo de tomarmos alguma iniciativa para que nós possamos mudar as nossas atitudes.
É verdade que, assim como o grupo de judeus se rebelou, não aceitou e planejou, de fato, eliminar Jesus; nos dias de hoje, muitos ainda se opõem à pregação da verdade, à pregação do Evangelho, se opõem a Jesus. Mais ainda: muitos de nós, por orgulho, por obstinação e por falta de humildade, não somos capazes de aceitar a correção fraterna; não somos capazes de aceitar que outros nos corrijam, que a Palavra de Deus nos corrija e oriente a nossa vida e nos dê a direção de como devemos viver.
Nós, muitas vezes, ficamos chateados, revoltados; nós nos viramos contra pessoas que queriam o nosso bem, porque o nosso orgulho foi muito maior do que a nossa capacidade de reflexão. Pode até ser que os outros usaram de métodos errados para nos corrigir, mas não nos custa nada olhar para dentro de nós e perceber onde os nossos gestos, as nossas atitudes e o nosso modo de viver não estão de acordo com a verdade, de acordo com a caridade e de acordo com a retidão de vida.
Nós não precisamos eliminar ninguém da nossa vida porque este tenta nos orientar e nos mostrar o caminho da vida; o que nós precisamos é eliminar o nosso orgulho, o nosso jeito obstinado de querer viver e de não aceitarmos ser corrigidos.
A Palavra de Deus molda, forma, restaura e renova aqueles que se abrem para acolhê-la; contudo, quem se fecha no seu orgulho e na sua obstinação permanece velho, acabado e permanece na escuridão e nas trevas, porque não aceita que a Luz de Deus o renove a cada dia.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/precisamos-eliminar-o-nosso-orgulho-e-aceitar-a-luz-de-deus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=precisamos-eliminar-o-nosso-orgulho-e-aceitar-a-luz-de-deus
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Primeira Fineza de Jesus Sacramentado.
PRIMEIRA FINEZA DE JESUS SACRAMENTADO PARA COM OS HOMENS.
Jesus deixou-Se Sacramentado no tempo em que os homens mais O ofendiam
Quando considero as ações de Jesus, amantíssimo Redentor Nosso não posso de modo algum, determinar qual, dentre todas, seja a mais fina e amorosa para com os homens, porque todas igualmente dão a conhecer um amor imenso e infinito. Porém, como o Discípulo mais amado e Secretário do mesmo amor deixou-nos escrito que tendo Jesus amado os Seus, ao fim de sua vida os amou mais: In finem dilexit, hoc est, majora in posterius reservat, como comenta o Doutor Angélico, assim parece que podemos dizer que naquela misteriosa Ceia, em que nos deu Sacramentada Sua carne, excedeu-Se a Si mesmo Seu amor, foi um amor sem semelhante, um amor sem fim: In finem dilexit. É certo que o coração de Cristo foi sempre ferido do amor de suas criaturas. Esse amor O obrigou a baixar do Seio delicioso de Seu Eterno Pai para desposar-Se com a humana natureza; obrigou-O a nascer em um Presépio entre brutos desprezíveis, sendo Que tinha Seu Trono sobre o mais elevado dos Serafins. Finalmente, esse amor O aniquilou, sendo Onipotente; fê-l'O mortal, sendo Eterno, e O fez mendigo trinta e três anos no mundo, cheio de injúrias e de trabalhos. Mas quando, ao despedir-Se dos homens esse Senhor, deixa-lhes por comida Seu Corpo e por bebida Seu Sangue, quem não vê que foi essa a fineza mais excelente de Seu amor, na qual sobressaem os mais subidos quilates de Sua caridade?
Deste amor, pois, ó Almas Católicas, tomo eu aqui o assunto para discorrer, e com palavras toscas mostrar-vos as excessivas finezas que Jesus obrou em deixar-vos o inefável Sacramento do Altar, para que, à vista delas, sobressaiam mais as ingratidões com que o mundo corresponde a Seu Rei Sacramentado.
A primeira fineza que reparo é o tempo em que Jesus nos deixou Sacramentada Sua Carne. Tinha vivido trinta e três anos entre os homens, e só quando a malícia desses mesmos homens havia chegado ao maior excesso que se poderia imaginar de uma criatura, a saber, maquinar a morte ao Seu Criador, então fez alarde Seu amor de dar-lhes a comer, em acidentes de pão, Aquele mesmo Corpo Que eles determinavam fixar numa Cruz. Entendeu Esse finíssimo Amante que o maior benefício só se devia fazer no tempo da mais abominável ofensa. Quando os homens conspiravam contra Sua vida, quando o próprio Discípulo tratava de vendê-l'O a Seus inimigos, então é que Ele lhes dá a comer de Sua Carne e a beber de Seu Sangue. Os grandes incêndios crescem mais com as contínuas chuvas. Era o Coração de Jesus um forno ardente de amor; porém com o aguaceiro de tantos agravos aumentou de modo que O sacrificou sobre um Altar em vivas chamas de caridade. Obrou Jesus com os homens o que faz o sol com a terra, pois os mesmos vapores com que essa obscurece sua luz, converte-os o sol em benéficas águas, que regam e fertilizam seus campos. Anelava o Amante Redentor instituir este Sacramento para desafogo do amor em que ardia, lá quando naquele princípio sem princípio da eternidade Se recreava no peito de Seu Eterno Pai. Veio ao mundo, viveu e conversou conosco muitos anos, sem querer satisfazer a Seu amor com a maior fineza, até que o viu mais ultrajado e mais mal correspondido.
Ah mortais! Assim age conosco um Deus amante. De nossas mesmas ingratidões faz escada Seu amor, pela qual sobe ao mais alto cume da maior bênção. Esperou o amoroso Jesus que a malícia humana chegasse ao maior excesso para executar o favor mais vantajoso. Já os homens O haviam buscado para tirar-Lhe a vida, já O haviam desterrado e obrigado a viver em terras alheias, já O haviam querido apedrejar desumanamente. Mas todos esses agravos não bastam, hão de aumentar mais as ofensas, e, quando as injúrias chegaram ao último, então saiu a campo o Amor, e deu de si a maior prova, que jamais pudesse ou soubesse inventar.
Ó quão diferentes daqueles, provados nos passados séculos, então foram, os efeitos que causou o amor no Coração de Jesus! Naquele tempo, quando os pecados dos homens inundavam toda a terra, provocaram a Justiça Divina a submergir em um dilúvio todo o universo. Porém agora que as culpas dos mesmos homens excedem muito às passadas, não só não os destrói com um dilúvio, senão que (ó maravilha!) os presenteia com as delícias do Seu Sangue. Então, quando o ingrato Judas O vende por um vil preço, toma nas mãos o pão, e, convertendo-o em Sua própria Carne, lhe diz: Come, Judas, que Isto é o Meu Corpo. Ah! que diferentes ósculos são esses daqueles que daqui a pouco tempo Me hás de dar no Horto! Então tu serás o primeiro a por teus sacrílegos lábios em minha boca, mas para entregar-Me a Meus inimigos. Agora sou Eu o primeiro a por Minha boca em teus lábios, mas para comprar-te. Aqui tens Meu rosto pegado ao teu, e Minha boca tocando a tua. Porém quero mais de ti, Discípulo ingrato; come Esta Carne e bebe Este Sangue com Que agora te brinda Meu amor, antes que O derrame teu ódio. Este é o mesmo Sangue Que tu estás tratando de entregar e vender. Leva-O a meus inimigos, porque Eu desde aqui abri minhas veias sobre este Cálice, antes que os açoites na Coluna e os cravos na Cruz não deixem uma só gota em Meu Corpo. Mas, ó Alma Católica! Que conceito forma teu entendimento desse amor imenso de Jesus? Naquela mesma noite em que O venderam, deixou-Se Sacramentado. Quando as criaturas envenenaram o pão para dar-Lhe a morte, então amassa o outro pão com Sangue para dar-lhes inteira vida. E essa é a primeira das Finezas de nosso Rei Sacramentado.
(Finezas de Jesus Sacramentado para con los hombres, e ingratitudes de los hombres para con Jesus Sacramentado. Escrito en Toscano, y Portugués por el P. F. Juan Joseph de S. Teresa Carmelita Descalzo. y traducido en castellano por D. Iñigo Rosende presbitero. Con licencia. Barcelona: En la Imprenta de los Herederos de Maria Angela Marti, Plaza de S. Jayme, año 1775.)
http://precantur.blogspot.com.br/2013/01/primeira-fineza-de-jesus-sacramentado.html
O SILÊNCIO NO SACRÁRIO E NA IGREJA
"É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele..." (Lm 3,27-28)
Já dizia Santa Maria Faustina Helena Kowalska (25/08/1905 - 5/10/1938): "Entrei na cela, as irmãs já se tinha deitado.Entrei na minha cela...lancei-me ao chão e comecei a rezar ardentemente.Havia silêncio como num Sacrário.Todas as irmãs repousavam, tal como hóstias brancas, encerradas no cálice de Jesus, e apenas da minha cela Deus podia ouvir um gemido da alma!..." (Santa Maria Faustina Helena Kowalska - Diário) Santa Faustina diz que na sua cela pairava um tremendo silêncio, e ela compara ao silêncio do Sacrário, e na sua cela, ela reza ardentemente, de forma que Deus podia ouvir o gemido da sua alma.Ainda mais deve-se rezar no silêncio quando estivermos no sacrário, pois Deus está ali! Ora, não foi Deus que disse a Moisés para subir até o topo do Monte Sinai, e no silêncio do Monte, Ele ditou as Suas valiosíssimas ordens?Confiram: "O Senhor desceu sobre o cume do monte Sinai; e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu..." (Ex 19,20) E em outra parte do Livro do Êxodo diz: "Moisés levantou-se com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus" (Ex 24,13). "Moisés subiu ao monte. A nuvem cobriu o monte e a glória do Senhor repousou sobre o Monte Sinai, que ficou envolvido na nuvem durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da nuvem.Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte.Moisés penetrou na nuvem e subiu a montanha. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites" (Ex 24,15-18). Alguém pode perguntar, porque ficar calado no sacrário e não rezar o Rosário em "comunidade"? A essa pergunta responde o Santo Profeta Zacarias: "Toda criatura esteja em silêncio diante do Senhor: ei-lo que surge de sua santa morada" (Zc 2,17) Também disse o Santo Profeta Sofonias: "Silêncio diante do Senhor Javé!" (Sf 1,7) E o Santo Profeta Habacuc disse: "Mas o Senhor reside em sua santa morada; silêncio diante dele, ó terra inteira!" (Hab 2,20) E o Santo Jó disse: "Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios" (Jó 13,5) No livro dos Provérbios está escrito: "...o homem sábio guarda silêncio" (Pr 11,12) E o Santo Profeta Jeremias dizia: "Bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor" (Lm 3,26). "Permanecendo só e em silêncio, quando Deus lho determinar!" (Lm 3,28) Disse Nosso Senhor Jesus Cristo: "Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á" (Mt 6,6) O quarto aqui quer dizer não somente o nosso quarto e sim estar em silêncio, longe de todos, a sós; ou seja recolhido sozinho e rezendo mentalmente!Por que em silêncio?Porque Nosso Senhor disse: "fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo".Ou seja cale-se e reze em silêncio!Para que ninguém saiba o que estás pedindo ou agradecendo, e assim o Pai que está vendo tudo no secreto, possa te recompensar! Então como devo me portar ao entrar no Silencioso Sacrário? Ajoelhe-se e no silêncio de sua alma, humilhe-se e contemple o Teu Senhor!Se não puder ficar de joelhos, diz o Senhor dos Exércitos: "Senta-te em silêncio" (Is 47,5).E dê glória a Deus.E humilhe-se ainda mais!E se seus olhos encherem de lágrimas e o teu coração encher do Espírito Santo, a ponto de fazer suspirar a tua alma, observe a fala do Santo Profeta Ezequiel: "Suspira em silêncio" (Ez 24,17).Observando tudo isso não quebraras o silêncio no Sacrário e darás grande alegria a Deus! Pois disse o Santo Profeta Jeremias: "O Senhor é bom para quem nele confia, para a alma que o procura" (Lm 3,25) Então, completa o Santo Rei Davi: "Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele" (Sl 36,7).Pois "...os que esperam no Senhor possuirão a terra" (Sl 36,9) Que possamos lembrar de Judite, que quando entrando no seu quarto, "...movendo em silêncio os lábios, ela orou com lágrimas a Deus" (Jt 13,6) Que no silêncio do Sacrário, Deus possa escutar o gemido da nossa alma! Obs1: "Lembrando que na liturgia tradicional, o Sacrário é o centro das atenções numa igreja:deve estar instalado de modo inamovível no centro do altar-mor.Na nova liturgia o altar tem preferência sobre o Sacrário, este fica de lado ou numa capela à parte.Por isso que na liturgia tradicional, logo quando os fiéis entram na igreja, automaticamente "entra-se no sacrário" e o silêncio é pleno, agora com a nova liturgia, na maioria das igrejas, os sacrários estão separados do altar-mor e não se observa o silêncio nem na igreja e nem no sacrário, por isso ao entrar em uma igreja aonde o sacrário não está no centro do altar-mor, permaneça mesmo assim em absoluto silêncio!Pois como dizia a Beata Jacinta Marto: 'Nossa Senhora não quer que a gente fale na igreja'"
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