terça-feira, 8 de abril de 2014

As sete excelências da batina


 

Eis aqui um texto do Padre Jaime Tovar Patrón:
Esta breve coleção de textos nos recorda a importância do uniforme sacerdotal, a batina ou hábito talar.
Valha outro tanto para o hábito religioso próprio das ordens e congregações. Em um mundo secularizado, da parte dos consagrados não há melhor testemunho cristão que a vestimenta sagrada nos sacerdotes e religiosos.

“SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA”
“Atente-se como o impacto da batina é grande ante a sociedade, que muitos regimes anticristãos a têm proibido expressamente. Isto nos deve dizer algo. Como é possível que agora, homens que se dizem de Igreja desprezem seu significado e se neguem a usá-la?”
Hoje em dia são poucas as ocasiões em que podemos admirar um sacerdote vestindo sua batina. O uso da batina, uma tradição que remonta a tempos antiqüíssimos, tem sido esquecido e às vezes até desprezado na Igreja pós-conciliar. Porém isto não quer dizer que a batina perdeu sua utilidade, se não que a indisciplina e o relaxamento dos costumes entre o clero em geral é uma triste realidade.
A batina foi instituída pela Igreja pelo fim do século V com o propósito de dar aos seus sacerdotes um modo de vestir sério, simples e austero. Recolhendo, guardando esta tradição, o Código de Direito Canônico impõe o hábito eclesiástico a todos os sacerdotes.
Contra o ensinamento perene da Igreja está a opinião de círculos inimigos da Tradição que tratam de nos fazer acreditar que o hábito não faz o monge, que o sacerdócio se leva dentro, que o vestir é o de menos e que o sacerdote é o mesmo de batina ou à paisana.
Sem dúvida a experiência mostra o contrário, porque quando há mais de 1500 anos a Igreja decidiu legislar sobre este assunto foi porque era e continua sendo importante, já que ela não se preocupa com ninharias.
Em seguida expomos sete excelências da batina condensadas de um escrito do ilustre Padre Jaime Tovar Patrón

1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.

2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.
Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.
As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis têm lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.

3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.

4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
A quanta coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.
Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.
Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.
Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.

5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?
6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.
Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.

7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO
Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.
Estas sete excelências da batina poderão ser aumentadas com outras que venham à tua mente, leitor. Porém, sejam quais forem, a batina sempre será o símbolo inconfundível do sacerdócio, porque assim a Igreja, em sua imensa sabedoria, o dispôs e têm dado maravilhosos frutos através dos séculos.


Fonte: Blog Cristo Rei Nosso

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A misericórdia de Deus é maior do que qualquer pecado!

A graça do perdão de Deus, a graça da misericórdia de Deus, perdoa qualquer pecado por mais duro e por maior que ele seja! 
”Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra” (João 8,7).
Que cena maravilhosa é essa da passagem bíblica! No primeiro momento ela parece ser dura para nós: uma mulher pega em adultério é apresentada diante de Jesus. Primeiro, vemos a má intenção que tiveram aqueles que a levaram; pois o que eles queriam, na verdade, não era condenar a mulher, mas colocar Jesus em apuros. A lei mandava apedrejar quem fosse pego em flagrante adultério.
No entanto, Jesus, o Senhor da vida, prega o perdão, prega a misericórdia. E agora? Ele vai se opor à lei dos judeus, se opor à lei de Moisés? Jesus simplesmente se abaixa e começa a escrever algo no chão; alguns padres da Igreja dizem que Ele estaria escrevendo os pecados cotidianos que os homens cometem. Mas, o mais importante é o silêncio que o Senhor provoca, é o silêncio que tem que ser provocado dentro de nós, para que possamos refletir um pouco mais sobre a nossa vida antes de atirar a pedra ou pensar na vida dos outros.
E o que acontece é justamente isso, porque Jesus levanta e diz: ”Aquele que não tiver pecado que se já o primeiro a atirar uma pedra”. A começar pelos mais velhos, um por um foi se retirando.
Sabem, meus irmãos, não é nosso dever, não cabe a nós atirarmos pedras em ninguém. O nosso dever é apontar o caminho da vida, da misericórdia e o caminho da salvação. Podemos até ajudar os outros a refletirem sobre o que têm feito em sua vida, mas, primeiro, pensemos na nossa!
A pior escuridão é aquela em que nós reconhecemos os erros dos outros pecadores, os pecados dos outros e não temos a capacidade de reconhecer os nossos próprios pecados! Jesus é bondoso para com essa mulher, a acolhe no Seu coração; no Seu jeito de profeta, de Messias, Ele provoca uma reflexão no coração dos outros para que ninguém faça mal a ela. Por isso Ele mesmo diz: ”Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais” (João 8, 10-11).
A graça do perdão de Deus, a graça da misericórdia de Deus, perdoa qualquer pecado por mais duro e por maior que ele seja! A mesma graça da misericórdia de Deus nos chama a não nos enveredarmos novamente pelos caminhos do pecado e do erro para que não nos aconteça coisa pior.
Não existe coisa pior do que voltar à vida velha, ao pecado velho, ao “angu” velho; não existe coisa pior do que voltar para a vida passada! Somos tentados e chamados a fazer isso, mas, o importante a cada dia é lavarmos o nosso coração para que a vida nova de Deus esteja em nós. E mesmo que caiamos em pecados ou em erros maiores do que outrora, maior é a misericórdia de Deus! Não tenhamos medo de recorrer a essa graça; nós só podemos ter medo de morrer no pecado e permanecer nele!
Que Deus nos lave e nos purifique de todas as nossas faltas!
Deus abençoe você!

http://homilia.cancaonova.com/homilia/a-misericordia-de-deus-e-maior-do-que-qualquer-pecado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-misericordia-de-deus-e-maior-do-que-qualquer-pecado

domingo, 6 de abril de 2014

As lágrimas de Cristo

Cristo não vem a nós feito filósofo, a proclamar que a vida é a doença e a morte é o remédio. Nunca prestigiou a morte e jamais desprestigiou a vida. Pelo contrário, entrou no mundo para ajudar a vida a derrotar a morte: a ressurreição de Lázaro é prova disso. E suas lágrimas querem ser protesto contra o poder abusivo da morte e hino de amor à preciosidade e beleza da vida.
Aquelas lágrimas derramadas pela morte de um amigo revelam-nos o lado humano de Cristo, sua qualidade humana, sua dimensão humana. E sua solidariedade com todo ser humano que chora a morte de seus antes queridos.
Elas revelam também a inconformidade de Cristo com os insultos que a morte continuamente desfere contra a vida, bem como a determinação dele em declarar guerra à morte e em pôr-se a serviço da vida.
Hoje as lágrimas de Cristo têm para nós sabor de provocação. Provocam-se a sair a descoberto contra a morte e em defesa da vida; a abandonar o caminho da violência que favorece a morte, a intentar caminhos de paz por onde a vida possa transitar sem sofrer atentados; a recusar o ódio e o egoísmo, aliados da morte, e a abraçar o amor, aliado da vida.
Se olharmos em redor com atenção, perceberemos que a morte tem seu trabalho muito mais facilitado do que a vida. Os salários insuficientes para comprar alimentos e remédios, a falta de moradias, de saúde e segurança, o tráfico criminoso de drogas e de humanos, a prática inconsciente de aborto são outros tantos faróis vermelhos a segurar a marcha da vida.
Enquanto isso, tantos Lázaros debaixo da pedra sepulcral, mas ainda com vida, ficam aguardando a hora da libertação.

Pe. Virgílio, ssp sobre o evangelho deste domingo 06-04/2014

sábado, 5 de abril de 2014

Como rezar a coroa das sete dores de Nossa Senhora:



Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! 
Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos! 
Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação. 
Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus! 
E vos seguimos no caminho da fé! 

Primeira Dor - Profecia de Simeão 
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a 
ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a 
ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). 
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Segunda Dor - Fuga para o Egito 
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a 
mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino 
para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 
2,13-14). 
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Terceira Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém 
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em 
Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, 
andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o 
achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45). 
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Quarta Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário 
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, 
e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e 
de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27). 
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Quinta Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus 
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, 
e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus 
para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! 
(Jo 19,15-27a). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Sexta Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz 
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio 
José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 
Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42). 
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Sétima Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro 
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, 
conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora 
crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora 
depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a). 
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

Oração 
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho, 
também nas infinitas cruzes da humanidade. 
Nós Vos pedimos: assim com quisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse 
Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao 
lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém. 

http://www.paroquiadoverbodivino.com.br/oracoes/Como%20rezar%20a%20coroa%20das%20sete%20dores%20de%20Nossa%20Senhora.pdf

As sete dores de Maria Santíssima

A primeira dor de Maria Santíssima:
PROFECIA DE SIMEÃO

E uma espada traspassará a tua própria alma (Luc. 2,35)
O Senhor usa esta compaixão conosco, de não nos deixar ver as cruzes que nos esperam, as espadas que atravessarão nossos corações, afim de que tenhamos de sofrer uma só vez. Maria Santíssima, ao contrário, depois da profecia de São Simeão, tinha sempre diante dos olhos e padecia continuamente todas as penas que a esperavam na Paixão do Filho. Mas se Jesus e Maria, inocentes, tanto padeceram por nosso amor, como ousamos lamentar-nos nós, que somos pecadores, quando temos de padecer um pouco pelo amor deles? - E crescia Jesus em sabedoria, em idade e em graça, junto de Deus e junto dos homens (Lc. 2,52) - [Ah! Filho meu, eu te aperto entre os meus braços, porque muito te amo; mas quanto mais te amo, tanto mais para mim Tu te transformas em ramalhetes de mirra e de dor, pensando em tuas penas!] Enquanto o rei se assentava à sua mesa, dava o meu nardo o seu cheiro. O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, que repousa entre os meus seios. (Ct. 1,12-13)

A segunda dor de Maria Santíssima:
FUGA PARA O EGITO

Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito (Mt. 2,13)
A profecia de São Simeão acerca da Paixão de Cristo e das dores de Maria Santíssima começou logo a realizar-se na fuga que teve de fazer para o Egito a Sagrada Família, afim de subtrair o Filho a perseguição de Herodes. Pobre Mãe! Quanto não devia ela sofrer tanto na viagem como durante a sua permanência naquele país entre os infiéis. Vendo a Sagrada Família na sua fuga, lembrando-nos que nós também somos peregrinos sobre a terra. Para sentirmos menos os sofrimentos do exílio, à imitação de São José, tenhamos conosco no coração Jesus e Maria. - Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura (Hb. 13,14)

A terceira dor de Maria Santíssima:
PERDA DE NOSSO SENHOR NO TEMPO
Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos (Lc. 2,48)
A dor de Maria pela perda de Jesus foi sem dúvida uma das mais acerbas; porque ela então sofria longe do Filho, e a humildade fazia-lhe crer que Ele se tinha apartado dela por causa de alguma negligência sua. Sirva-nos esta dor de conforto nas desolações espirituais; e ensine-nos o modo de buscarmos a Deus, se jamais para nossa desgraça viermos a perdê-lo por nossa culpa. Lembremo-nos, porém, de que quem quiser achar a Jesus, não o buscar entre os prazeres e delícias, mas no pranto, entre as cruzes e mortificações, assim como Maria o procurou cheia de humildade. - Vistes, porventura, aquele a quem ama a minha alma? (Ct. 3,3) O menino não aparece; e eu, aonde irei? (Gn. 37,30)Vós não sois meu povo, e eu nem serei mais vosso (Os. 1,9)

A quarta dor de Maria Santíssima:
ENCONTRO COM NOSSO SENHOR CARREGANDO A SANTA CRUZ

Quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos (Is. 53,2)
Consideremos o encontro que no caminho do calvário teve o Filho com sua Mãe. Jesus e Maria olham-se mutuamente, e estes olhares são como outras tantas setes que lhes transpassam o Coração amante. Se víssemos uma leoa que vai após seu filhote conduzido à morte, aquela fera havia de inspirar-nos compaixão. E não nos moverá à ternura ver Maria Santíssima que vai após Jesus Cristo, o seu Cordeiro Imaculado, enquanto o conduzem à morte por nós? Tenhamos compaixão dela, e procuremos também acompanhar a seu Filho e a ela, levando com paciência a cruz que nos dá o Senhor. - Não há quem a console entre todos os seus queridos (Jr. 1,2)

A quinta dor de Maria Santíssima:
MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

E a tua vida estará como em suspenso diante de ti (Dt. 28,66)
Contemplemos a acerba dor de Maria Santíssima no Calvário, obrigada a assistir a Jesus moribundo, a ver todas as penas que ele padecia, sem contudo lhe poder dar alívio. Então a aflita Mãe não cessou de oferecer a vida do Filho à Divina Justiça pela nossa salvação. Lembremo-nos que pelo merecimento de suas dores cooperou para nos fazer nascer para a vida da graça. Por isso tudo nós somos seus filhos. Ó como a Virgem exerceu sempre e ainda exerce bem o ofício de Mãe! Mas como nos havemos nós com o Filho? - Olhei, mas não havia ninguém para me ajudar! Eu estava consternado, mas não havia quem me sustivesse! Contudo, o meu braço veio em meu socorro e o meu furor me sustentou (Is. 63,5) - Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt. 27, 46) - Mulher, eis aí o teu filho. (Jô. 19,26)

A sexta dor de Maria Santíssima:
DESCIDA DE NOSSO SENHOR DA CRUZ

Tirou da cruz o corpo (Mc. 15,46)
Consideremos como, depois da morte do Senhor, dois de seus discípulos, José e Nicodemos, O descem da cruz e o depõe nos braços da aflita Mãe, que com ternura O recebe e O aperta contra o peito. Se Maria fosse ainda capaz de dor, que pena sentiria vendo que os homens, tendo visto seu Filho morto por amor deles, continuam a maltratá-lO com os seus pecados? Não atormentemos mais a nossa aflita Mãe, e se pelo passado nós também a temos afligido com as nossas culpas, voltemos arrependidos ao Coração aberto de seu Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo. - [O meu Filho era branco e vermelho] O meu amado é cândido e rubicundo (Ct. 5,10) - Infiéis, lembrai-vos disto: voltai ao coração [ferido do meu Filho], voltai arrependidos (Is. 46,8)

A sétima dor de Maria Santíssima:
SEPULTURA DE NOSSO SENHOR

Envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha (Mc. 15,46)
Consideremos como a Mãe dolorosa quis acompanhar os discípulos que levaram Jesus morto à sepultura. Depois de O ter acomodado com suas própria mãos, diz um último adeus ao Filho e ao Seu sepulcro, e volta para casa, deixando o Coração sepultado com Jesus. Nós também, à imitação de Maria, encerremos o nosso coração santo Tabernáculo, onde reside Jesus, já não morto, mas vivo e verdadeiramente como está no céu. Para isso é mister que o nosso coração esteja desapegado de todas as coisas da terra. - Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lc. 12,34)

ORAÇÃO PELA CONVERSÃO DOS INFIÉIS

Oração pela conversão dos infiéis



O Deus eterno, autor de todas as coisas, lembrai-vos das almas dos infiéis, formadas por Vós a vossa imagem e semelhança: vede Senhor, que, em opróbrio vosso, deles se vai enchendo o inferno. Lembrai-vos de que vosso Filho Jesus por sua salvação padeceu uma atrocíssima morte. Não Permitais Senhor, daqui em diante, que o vosso Filho seja desprezado pelos infiéis; mas pelo contrário, deixando-se aplacar pelas preces dos santos e da Igreja, Esposa do vosso santíssimo Filho, e esquecendo a sua idolatria e infidelidade, fazei que eles também venham a conhecer aquele que enviastes, Jesus Cristo Nosso senhor, que é a salvação, vida e ressurreição nossa, por quem fomos salvos e livres, ao qual seja dada glória por infinitos séculos. Amém.

São Francisco Xavier

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Santo Isidoro



O santo de hoje nasceu em Madri, Espanha, no ano de 1030.

Ele era lavrador, um camponês. Vocacionado ao matrimônio casou-se com Maria Turíbia e tiveram um filho, o qual perderam ainda cedo.

Vida difícil e sacrificante, Isidoro santificou-se ao aprender a mística de aceitar e oferecer a Deus suas dores; participava diariamente da Santa Missa e trabalhava para um patrão injusto e impaciente.

Santo Isidoro: um homem fiel, de perdão, que numa tremenda enfermidade não se revoltou, consumiu-se por amor a Deus. Morreu aos 60 anos.

Santo Isidoro, rogai por nós!