domingo, 13 de abril de 2014

O caminho da salvação está na humildade!

Que nós, hoje, possamos aprender a percorrer os caminhos de Jesus. Que nós possamos aprender a percorrer a estrada e a via da humildade, onde estão os humildes e os rejeitados. 
”E Ele foi encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2,8).
Neste Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós contemplamos o ministério da redenção humana. Primeiro, em Jesus exaltado no meio do Seu povo e, entramos de uma forma triunfante e  gloriosa em Jerusalém. O povo aclama: ”Hosana nas alturas, bendito é aquele que vem em nome do Senhor”.
O Senhor, que entra triunfante em Jerusalém, é o Senhor que vai morrer injustamente condenado em uma cruz como o pior dos malfeitores. Há um povo que aclama Jesus; há um povo que nega Jesus; há um povo que vai depois contemplar a glória desse mesmo Deus.
Nós, hoje, queremos olhar para a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Claro, sem perder de vista a Sua ressurreição gloriosa. Ele, neste domingo, quer nos convidar a entrarmos em um mistério profundo do drama, da paixão, da dor e do sofrimento d’Ele. Cristo, que assumiu ser homem como nós e, uma vez que Ele assumiu a nossa humanidade, ser um de nós; no meio de nós Ele se humilhou sempre mais!
Humilhar quer dizer: rebaixar-se, colocar-se abaixo dos outros; não acima, não superior aos outros. Jesus não quis ser mais do que ninguém, não quis ser aclamado, exaltado, louvado, purificado. Não, Ele quis ser um de nós! Ele quis viver, no meio de nós, tudo aquilo que a humanidade vive: seus dramas, suas lutas, seus sofrimentos. Abraçou aquilo que muitos seres humanos precisam abraçar na Sua vida: a dor da injustiça, a dor da maldade humana e, mesmo sem pecado, Ele seguiu adiante carregando a Sua cruz.
Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Deus amado, humilhado por causa dos nossos pecados, é, hoje, exaltado no mundo inteiro. Mas não se exalta o Senhor sem primeiro entrar no mistério da Sua humilhação; para que nós também, meus irmãos, sejamos curados das humilhações que sofremos em nossa vida. Para que descubramos sempre mais que o caminho da salvação está na humildade, não no orgulho, na exasperação ou na exaltação humana.
Que nós, hoje, possamos aprender a percorrer os caminhos de Jesus, que nós possamos aprender a percorrer a estrada e a via da humildade; onde estão os humildes, onde estão os rejeitados. Onde nós saibamos também crescer com as humilhações, com as rejeições e com as contrariedades da própria vida.
Que não fiquemos prostrados com aquilo que sofremos, mas que possamos crescer, como Nosso Senhor triunfou gloriosamente de Sua Paixão.
Deus abençoe você!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

As obras de Deus causam mudanças em nossa vida!

As obras de Deus, no meio de nós, causam conversão, cura, libertação, restauração, reflexão e mudança de vida!
”Os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. E ele lhes disse: ‘Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”’ (João 10, 31-32).
À medida que vamos nos aproximando da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós vamos entendendo as motivações que os homens têm em seu coração para entregar, condenar e matar Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Sabem, meus irmãos, nós, muitas vezes, gostamos de nos livrar daquilo que nos incomoda. Claro que coisas que não valem nada, que não têm valor, nós precisamos realmente nos livrar delas. Mas, muitas vezes, queremos nos livrar daquilo que, para nós, é reflexão,  é pensamento, é mudança. E foi isso que fez um grupo de judeus, muitos deles quiseram se livrar de Jesus; a obstinação que eles tinham, em seu coração, crescia dia após dia. O grupo já estava tão revoltado, com tanto ódio do Senhor, que alguns até pegaram pedras para poder apedrejar o Senhor.
Eles já não aguentavam mais, pois o Senhor já os incomodava demais; a presença d’Ele lhes causava irritação e indignação. Jesus, no Seu modo sereno, calmo e muito objetivo, pergunta: “E ele lhes disse: ‘Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”’ (João 10, 31-32).
Nós que conhecemos as obras de Jesus, porque elas se manifestam no meio de nós, podemos ter uma certeza: as obras de Deus, em nosso meio, causam conversão, cura, libertação, restauração, reflexão e mudança de vida. Contudo, para aqueles que não acolhem a mensagem de Jesus nem a obra do Senhor, estas podem significar revolta, ira, indignação, indiferença, frieza, e, sobretudo, rejeição para alguns.
O que a obra de Deus está realizando no seu coração? A presença de Deus, no meio de nós, a ação de Jesus no meio de nós, o que ela provoca no meu e no seu coração?
Algumas vezes, nós ficamos revoltados e indignados contra Deus e contra a obra d’Ele; no entanto, aqueles que a acolhem interiormente – e se permitem ser perscrutados pelo Espírito do Senhor – as obras de Deus causam mudança de vida, tendo em vista que Jesus veio para nos incomodar. Que as palavras do Senhor incomodem a nossa vida, para que dia a dia possamos nos converter mais para o Reino de Deus!
Deus abençoe você!

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

90 mil

Gostaria de agradecer a todos pela marca alcançada: 90 mil visualizações no Blog: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br Sempre lembrando que a nossa meta é Cristo sempre...

filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br

As palavras do Senhor são de vida eterna!

O Senhor, um dia, se manifestou em nossa vida e, dia a dia, Ele vem nos apresentando e nos presenteando com a Sua Palavra; e as palavras do Senhor são de vida eterna!
”Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte” (João 8, 51).
Todos nós precisamos de vida. Temos a graça de viver, mas, muitas vezes, não é o fato de estarmos vivos, respirando, andando e caminhando que significa que temos a vida em nós. Quantas vidas opacas, sem gosto, sem sabor, sem sentido, sem direção! Quantas vidas sem luz interior há! Então não basta saber que estamos respirando! Algumas vezes, existem pessoas que não estão caminhando, estão prostradas, doentes, acometidas por alguma enfermidade, mas estão vivas, estão em plena vivacidade e exprimem alegria interior, mesmo diante de um vale de lágrimas que as rodeia, porque encontraram o sentido da vida.
E qual é o sentido da vida? É guardar a Palavra de Jesus! Nós conhecemos, um dia, Jesus e Ele se manifestou em nossa vida e, dia a dia, Ele vem nos apresentando e nos presenteando com a Sua Palavra; e as palavras do Senhor são de vida eterna!
Não entenda ”palavras de vida eterna” com ganharmos um ”selinho” para, quando morrermos, irmos para o céu. Glória a Deus por isso [irmos para o céu]! Pois a palavra de vida eterna é trazer a eternidade para a nossa vida, é dar um sentido pleno à vida que nós estamos vivendo, de forma a não permitir que –, onde quer que nós estejamos, passando por aflições, dificuldades e provações devido a coisas que não deram certo – nossa vida seja transformada em um inferno e perdermos a alegria de viver. Jesus traz vida para a nossa vida, mesmo que estejamos passando por grandes aflições, sofrimentos e angústias.
Que possamos refletir sobre a nossa vida! Ela está sendo guiada, orientada, iluminada e conduzida pela Palavra de vida de Jesus ou estamos simplesmente caminhando nessa vida?
Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna! Que as Tuas palavras conduzam e iluminem meus passos, e tragam luz ao meu coração, tragam vida interior a mim e deem sentido ao meu viver. Que as palavras de Jesus, hoje, ressuscitem quem estiver morto e paralisado! Que as palavras de Jesus, hoje, tragam vida e um sentido novo para o nosso viver!
Deus abençoe você!
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terça-feira, 8 de abril de 2014

As sete excelências da batina


 

Eis aqui um texto do Padre Jaime Tovar Patrón:
Esta breve coleção de textos nos recorda a importância do uniforme sacerdotal, a batina ou hábito talar.
Valha outro tanto para o hábito religioso próprio das ordens e congregações. Em um mundo secularizado, da parte dos consagrados não há melhor testemunho cristão que a vestimenta sagrada nos sacerdotes e religiosos.

“SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA”
“Atente-se como o impacto da batina é grande ante a sociedade, que muitos regimes anticristãos a têm proibido expressamente. Isto nos deve dizer algo. Como é possível que agora, homens que se dizem de Igreja desprezem seu significado e se neguem a usá-la?”
Hoje em dia são poucas as ocasiões em que podemos admirar um sacerdote vestindo sua batina. O uso da batina, uma tradição que remonta a tempos antiqüíssimos, tem sido esquecido e às vezes até desprezado na Igreja pós-conciliar. Porém isto não quer dizer que a batina perdeu sua utilidade, se não que a indisciplina e o relaxamento dos costumes entre o clero em geral é uma triste realidade.
A batina foi instituída pela Igreja pelo fim do século V com o propósito de dar aos seus sacerdotes um modo de vestir sério, simples e austero. Recolhendo, guardando esta tradição, o Código de Direito Canônico impõe o hábito eclesiástico a todos os sacerdotes.
Contra o ensinamento perene da Igreja está a opinião de círculos inimigos da Tradição que tratam de nos fazer acreditar que o hábito não faz o monge, que o sacerdócio se leva dentro, que o vestir é o de menos e que o sacerdote é o mesmo de batina ou à paisana.
Sem dúvida a experiência mostra o contrário, porque quando há mais de 1500 anos a Igreja decidiu legislar sobre este assunto foi porque era e continua sendo importante, já que ela não se preocupa com ninharias.
Em seguida expomos sete excelências da batina condensadas de um escrito do ilustre Padre Jaime Tovar Patrón

1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.

2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.
Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.
As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis têm lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.

3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.

4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
A quanta coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.
Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.
Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.
Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.

5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?
6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.
Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.

7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO
Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.
Estas sete excelências da batina poderão ser aumentadas com outras que venham à tua mente, leitor. Porém, sejam quais forem, a batina sempre será o símbolo inconfundível do sacerdócio, porque assim a Igreja, em sua imensa sabedoria, o dispôs e têm dado maravilhosos frutos através dos séculos.


Fonte: Blog Cristo Rei Nosso

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A misericórdia de Deus é maior do que qualquer pecado!

A graça do perdão de Deus, a graça da misericórdia de Deus, perdoa qualquer pecado por mais duro e por maior que ele seja! 
”Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra” (João 8,7).
Que cena maravilhosa é essa da passagem bíblica! No primeiro momento ela parece ser dura para nós: uma mulher pega em adultério é apresentada diante de Jesus. Primeiro, vemos a má intenção que tiveram aqueles que a levaram; pois o que eles queriam, na verdade, não era condenar a mulher, mas colocar Jesus em apuros. A lei mandava apedrejar quem fosse pego em flagrante adultério.
No entanto, Jesus, o Senhor da vida, prega o perdão, prega a misericórdia. E agora? Ele vai se opor à lei dos judeus, se opor à lei de Moisés? Jesus simplesmente se abaixa e começa a escrever algo no chão; alguns padres da Igreja dizem que Ele estaria escrevendo os pecados cotidianos que os homens cometem. Mas, o mais importante é o silêncio que o Senhor provoca, é o silêncio que tem que ser provocado dentro de nós, para que possamos refletir um pouco mais sobre a nossa vida antes de atirar a pedra ou pensar na vida dos outros.
E o que acontece é justamente isso, porque Jesus levanta e diz: ”Aquele que não tiver pecado que se já o primeiro a atirar uma pedra”. A começar pelos mais velhos, um por um foi se retirando.
Sabem, meus irmãos, não é nosso dever, não cabe a nós atirarmos pedras em ninguém. O nosso dever é apontar o caminho da vida, da misericórdia e o caminho da salvação. Podemos até ajudar os outros a refletirem sobre o que têm feito em sua vida, mas, primeiro, pensemos na nossa!
A pior escuridão é aquela em que nós reconhecemos os erros dos outros pecadores, os pecados dos outros e não temos a capacidade de reconhecer os nossos próprios pecados! Jesus é bondoso para com essa mulher, a acolhe no Seu coração; no Seu jeito de profeta, de Messias, Ele provoca uma reflexão no coração dos outros para que ninguém faça mal a ela. Por isso Ele mesmo diz: ”Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais” (João 8, 10-11).
A graça do perdão de Deus, a graça da misericórdia de Deus, perdoa qualquer pecado por mais duro e por maior que ele seja! A mesma graça da misericórdia de Deus nos chama a não nos enveredarmos novamente pelos caminhos do pecado e do erro para que não nos aconteça coisa pior.
Não existe coisa pior do que voltar à vida velha, ao pecado velho, ao “angu” velho; não existe coisa pior do que voltar para a vida passada! Somos tentados e chamados a fazer isso, mas, o importante a cada dia é lavarmos o nosso coração para que a vida nova de Deus esteja em nós. E mesmo que caiamos em pecados ou em erros maiores do que outrora, maior é a misericórdia de Deus! Não tenhamos medo de recorrer a essa graça; nós só podemos ter medo de morrer no pecado e permanecer nele!
Que Deus nos lave e nos purifique de todas as nossas faltas!
Deus abençoe você!

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domingo, 6 de abril de 2014

As lágrimas de Cristo

Cristo não vem a nós feito filósofo, a proclamar que a vida é a doença e a morte é o remédio. Nunca prestigiou a morte e jamais desprestigiou a vida. Pelo contrário, entrou no mundo para ajudar a vida a derrotar a morte: a ressurreição de Lázaro é prova disso. E suas lágrimas querem ser protesto contra o poder abusivo da morte e hino de amor à preciosidade e beleza da vida.
Aquelas lágrimas derramadas pela morte de um amigo revelam-nos o lado humano de Cristo, sua qualidade humana, sua dimensão humana. E sua solidariedade com todo ser humano que chora a morte de seus antes queridos.
Elas revelam também a inconformidade de Cristo com os insultos que a morte continuamente desfere contra a vida, bem como a determinação dele em declarar guerra à morte e em pôr-se a serviço da vida.
Hoje as lágrimas de Cristo têm para nós sabor de provocação. Provocam-se a sair a descoberto contra a morte e em defesa da vida; a abandonar o caminho da violência que favorece a morte, a intentar caminhos de paz por onde a vida possa transitar sem sofrer atentados; a recusar o ódio e o egoísmo, aliados da morte, e a abraçar o amor, aliado da vida.
Se olharmos em redor com atenção, perceberemos que a morte tem seu trabalho muito mais facilitado do que a vida. Os salários insuficientes para comprar alimentos e remédios, a falta de moradias, de saúde e segurança, o tráfico criminoso de drogas e de humanos, a prática inconsciente de aborto são outros tantos faróis vermelhos a segurar a marcha da vida.
Enquanto isso, tantos Lázaros debaixo da pedra sepulcral, mas ainda com vida, ficam aguardando a hora da libertação.

Pe. Virgílio, ssp sobre o evangelho deste domingo 06-04/2014