sexta-feira, 18 de abril de 2014

Oração para a cura física

Senhor Jesus, creio que és vivo e ressurgido. Creio que és presente realmente no Santíssimo Sacramento do altar e cada um de nós que acreditamos em ti. Te louvo e te adoro. Te agradeço, Senhor, por ter vindo a mim, como Pão vivo descido do céu. Tu és a totalidade da vida, Tu és a ressurreição e a vida, Tu, Senhor, és a saúde dos doentes.
Hoje quero te apresentar todos os meus males, porque tu és igual ontem, hoje e sempre e tu mesmo vem a mim onde me encontro.
Tu és eterno presente e me conhece. Agora, Senhor, te peço de ter compaixão de mim. Visita-me pelo teu Evangelho, a fim de que todos reconheçam que tu és vivo, na tua Igreja, hoje; e que se renove a minha fé e a minha confiança em ti; te suplico Jesus.
Tenha compaixão dos sofrimentos do meu corpo, do meu coração e da minha alma.
Tenha compaixão de mim, Senhor, me abençoe e faz com que eu possa readquirir a saúde.
Que cresça a minha fé e que me abra às maravilhas do teu amor, porque seja também testemunho da tua potência e da tua compaixão.
Te o peço, Jesus, pelo poder das tuas santas chagas pela tua santa Cruz e pelo teu Preciosíssimo Sangue.
Cura-me, Senhor. Cura-me no corpo, cura-me no coração, cura-me na alma. Me dás a vida, a vida em abundância. Te peço pela intercessão de Maria Santíssima, tua Mãe, a Virgem das dores, que era presente, em pé, perto à tua Cruz; que foi a primeira a contemplar as tuas santas chagas, e que tu nos deste por Mãe.
Tu nos revelou de ter pegado as nossas dores e pelas tuas santas chagas fomos curados.
Hoje, Senhor, te apresento com fé todos os meus males e te peço de curar-me completamente.
Te peço, pela glória do Pai do céu, de curar também do doentes da minha família e os meus amigos. Faz que cresçam na fé, na esperança e que readquiram a saúde pela glória do teu nome.
Para que o teu reino continue a estender-se sempre mais nos corações através dos sinais e os prodígios do teu amor.
Tudo isto, Jesus, te pedimos porque és Jesus. Tu és o Bom Pastor e nos todos somos as ovelhinhas do teu rebanho.
Sou certa do teu amor, que antes ainda de conhecer o resultado da minha oração, te digo com fé: obrigado, Jesus, por tudo aquilo que farás por mim e por cada um deles. Obrigado pelos doentes que estás curando agora, obrigado por aqueles que estás visitando com a tua Misericórdia.

(p. Emiliano Tardif)

http://digilander.libero.it/monast/meditazioni/porto/guarigione.htm

40 Razões para um leigo fazer um Curso de Teologia

No dia 30 de novembro, o Estado de São Paulo, através da Lei 5.701 de 3 de junho de 1987 instituiu o Dia do Teólogo. Para comemorar essa data, padre Joãozinho escreveu as razões que devem motivar um leigo a fazer um curso de teologia.  
Alguns ainda insistem em acreditar que “teologia” é um saber privado de padres e bispos. Não é! Todo cristão é chamado a “dar as razões de sua esperança” (Cf. 1Pd 3,15). Isto é teologia: a ciência da fé. Cremos para entender e entendemos para crer, como dizia Santo Anselmo. Não existe conflito ou incompatibilidade entre fé e razão. Santo Agostinho costumava dizer que se Deus nos fez pensantes, pensar é um jeito de louvar o Criador.
Sou professor de teologia a quinze anos na Faculdade Dehoniana, em Taubaté, onde por treze anos fui o diretor. Tive muitos alunos e alunas leigos, muitos deles com clara vocação de teólogo. Alguns hoje são mestres e doutores em teologia e dão aula até para seminaristas a caminho do sacerdócio. Para ser mais direto e didático procurei reunir quarenta razões pelas quais um leigo poderia1.Para saber dar as “razões da sua esperança”.
2.Crescer na direção de uma “fé inteligente”.
3.Capacitar-se para uma melhor atuação pastoral.
4.Crescer na espiritualidade.
5.Conhecer com maior profundidade a Palavra de Deus.
6.Entender as raízes históricas do cristianismo.
7.Preparar-se para o diálogo com as outras religiões.
8.Entender de modo científico e sistemático a fé cristã.
9.Ler e interpretar os documentos da Igreja (Magistério).
10.Conhecer as belezas da Tradição cristã.
11.Preparar-se para ser um ótimo catequista.
12.Fazer um curso superior com validade civil na área das ciências humanas e estar habilitado pra ingressar em qualquer mestrado.
13.Prepara-se para ser futuramente um pesquisador na área da Teologia, inclusive com apoio dos órgãos de fomento, por exemplo o CNPQ.
14.Encaminhar sua carreira para a docência em alguma das áreas da Teologia.
15.Ter um curso superior em seu curriculum vitae e com isso melhorar sua empregabilidade.
16.Ser reconhecido como especialista em ética cristã.
17.Melhorar a sua auto-estima por ter realizado o sonho de toda uma vida.
18.Muitos fazem da teologia sua segunda faculdade. A primeira foi feita para garantir a sobrevivência (pão nosso) a segunda para o cultivo pessoal (Pai nosso).
19.Ter um amplo leque cultural, inclusive com o conhecimento de línguas como grego, hebraico e latim.
20.A teologia exercita o raciocínio lógico e equilibra mente e coração, inteligência racional e inteligência emocional.
21.É difícíl encontrar um teólogo desempregado pois são poucos os profissionais formados nesta área.
22.Ser contratado por uma paróquia para administrar o setor de pastoral.
23.Ser contratado por alguma editora cristã.
24.Ser contratado por alguma escola confessional para a pastoral escolar.
25.Avançar para mestrado e doutorado em teologia com bolsa da CAPES.
26.Requalificar sua atuação dentro de um movimento de Igreja.
27.Satisfazer inquietações religiosas.
28.Discernir sua vocação.
29.Atuar nos meios de comunicação social.
30.Contribuir na transformação da sociedade.
31.O teólogo tem condições de ser uma instância crítica dos diversos discursos sobre Deus, a Igreja e o fenômeno humano.
32.Ser contratado por empresas para atuar no departamento de Recursos Humanos, por ter esta sensibilidade desenvolvida em sua formação teológica.
33.Ser assessor(a) dicocesano(a) de pastoral.
34.Ajudar as pessoas por meio de aconselhamento.
35.Prestar assessorias (cursos nas áreas de Bíblia, Liturgia, Pastoral, Catequese, etc.
36.Pregar retiros espirituais com qualidade.
37.Atuar em ONGs a serviço da promoção humana e defesa da vida.
38.Exercer algum ministério na Igreja.
39.Preparar-se para elaborar uma Teologia do Laicato.
40.Simplesmente avançar para águas mais profundas!  

Pe. João Carlos Almeida, scj
Doutor em Teologia se motivar a fazer um curso de teologia.   


O poder do sangue de Cristo

Das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo
(Cat. 3,13-19: SCh 50,174-177)                   (Séc.IV)


Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.
Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.
De seu lado saiu sangue e água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.
Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressãoosso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.
Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu novo nascimento.


Que sejamos capazes de dar a nossa vida para o resgate do próximo

Assim como o Senhor deu a vida por nós, que nós também aprendamos a dar a nossa vida pelo próximo!
”Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hebreus 4,15).
Nesta Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós contemplamos o Cordeiro de Deus, o Cristo Jesus, que morre pelos nossos pecados. Sim, nós não precisamos mais do sacrifício de ovelhas, de cordeiros; não, nós não precisamos mais disso, porque um só se compadeceu de nós, um só se humilhou por nós, um só deu a Sua vida por nós!
Meus irmãos, se o Senhor Jesus foi capaz de fazer isso por nós, não sejamos soberbos! Que nós também sejamos capazes de dar a nossa vida para o resgate de muitos e para a salvação daqueles que Deus colocou ao nosso lado.
Hoje um grande silêncio toma conta da face de toda a Terra, mas, sobretudo, do coração daqueles que são os discípulos e os seguidores de Jesus Cristo. Não é um silêncio de túmulo e de tristeza não! O Senhor morreu uma vez só, nós hoje fazemos memória de Sua paixão, nós hoje contemplamos o Cristo Crucificado. Não é para ter dó de Jesus, não é para ficar com piedade de Jesus. É o contrário, é para o Senhor ter piedade de nós, ter compaixão de nós e pela Sua sagrada cruz, pela Sua sagrada Paixão, pela Sua dolorosa Paixão, que Ele possa nos lavar dos nossos pecados e ter misericórdia de nossa natureza humana tão frágil e tão pecadora.
O que nós hoje queremos é contemplar o Crucificado e permitir que a obra que Ele realizou na cruz produza frutos em nossa vida. Nós, hoje, queremos morrer para aquilo que ainda não conseguimos morrer: o pecado que está latente dentro de nós, o pecado que cresce, muitas vezes, dentro de nós e aos quais não somos capazes de dizer ”não” a ele. É uma luta, a Palavra de Deus diz que nós não lutamos até o sangue contra o pecado.
E hoje nós queremos olhar para o Senhor Crucificado e pedir: ”Senhor, tem compaixão e misericórdia de mim, porque eu sou pecador. Que a Tua compaixão gloriosa, que a Tua Paixão na cruz seja redentora para mim, que ela me purifique inteiramente, ela me faça um homem livre, despojado, crucificado, amante da cruz e  amando os crucificados que a vida coloca diante de nós”.
Que nós saibamos cuidar, amar e ter delicadeza com Cristo Jesus, que se apresenta a nós por intermédio de tantas pessoas que são crucificadas pelos seus sofrimentos, pelas suas dores. E assim como o Senhor deu Sua vida por nós, que nós a cada dia aprendamos também a dar a nossa vida pelo próximo.
Uma Sexta-feira Santa abençoada para você e para sua casa!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Que aprendamos com Jesus a lavarmos os pés uns dos outros!

Em vez da soberba, do grito, das brigas, discussões e das acusações, porque tudo isso é do maligno e dever ser expulso do meio de nós, que nós aprendamos, contemplando Jesus Crucificado, a lavarmos os pés uns dos outros!
”Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (João 13, 14-15).
Nesta Quinta-feira Santa, nós hoje nos dirigimos às nossas igrejas, comunidades e paróquias para celebrarmos o Tríduo Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Páscoa do Senhor começa a ser celebrada na Sua intensidade nesse dia maravilhoso. A Páscoa do Senhor começa na mesa, mas ela não começa com o Corpo e o Sangue do Senhor com a instituição da Eucaristia; ela começa com o mandamento da caridade, o mandamento do amor supremo. Aqueles que querem se aproximar da mesa, para comer o Corpo e o Sangue do Senhor, devem primeiro lavar os pés uns dos outros.
Sabem, meus irmãos, não é teatro aquilo que hoje fazemos em nossas igrejas, aquilo que celebramos hoje em nossas comunidades, é vida, é condição, é regra para quem quer se tornar um discípulo de Jesus Cristo e experimentar a profundidade da Sua Paixão e do Seu amor, por nós, aprender a lavar os pés uns dos outros! Lavar os pés era um serviço para os escravos, os senhores chegavam de suas missões e por onde quer que tivessem andado, sentavam-se e os escravos lavavam seus pés.
O Senhor está, hoje, nos dizendo que ninguém é mais do que ninguém, que ninguém é mais importante do que ninguém; que ninguém deve ser reconhecido, exaltado e aclamado como se fosse a pessoa mais importante do mundo.
O mais importante é aquele que serve; portanto, quem quer ser discípulo de Jesus não deve buscar ser servido, ao contrário, deve ser aquele que serve! E como hoje precisamos buscar o rosto do Cristo servidor por meio de uma Igreja servidora, de uma Igreja e de um povo de Deus que não esperam que o povo venha, apareça, mas que vão ao encontro dos outros, para que possamos lavar os pés uns dos outros!
Celebre a Páscoa do Senhor, celebre de verdade a Páscoa na sua vida lavando os pés daqueles de quem você precisa lavar! Talvez dentro da nossa própria casa seja o marido quem precise lavar os pés da esposa; ou os pais precisem lavar os pés dos filhos, ou talvez sejam os filhos que necessitem lavar os pés dos pais.
Nós precisamos lavar os pés uns dos outros, quando lavamos os nossos pés, estamos nos purificando, estamos nos reconciliando uns com os outros. Em vez da soberba, do grito, das brigas, discussões e das acusações, porque tudo isso é do maligno e dever ser expulso do meio de nós, que nós aprendamos, contemplando Jesus Crucificado, a lavarmos os pés uns dos outros!
Uma boa Páscoa para você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/que-aprendamos-com-jesus-a-lavarmos-os-pes-uns-dos-outros/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=que-aprendamos-com-jesus-a-lavarmos-os-pes-uns-dos-outros

Símbolos da Páscoa


O que é a  Páscoa?
Páscoa é a solenidade da ressurreição de Jesus Cristo. Jesus, que foi crucificado e morto na sexta-feira e teve seu corpo colocado em um sepulcro. Ressuscitou e está vivo no meio de nós. A palavra Páscoa é de origem hebraica ( Pessach), e significa passagem, ou seja, passagem da morte para a vida.
Nos Evangelhos há vários textos que narram a Ressurreição:
Mc 16,1-8
Lc 24,1-12
Jo 20,1-10
Mt 28,1-10

Símbolos da Páscoa

LUZ

As luzes caracterizam as celebrações pascais. Nas comunidades religiosas e Igrejas, no sábado da vigília pascal com o fogo novo acende-se uma grande vela denominada círio pascal e com ele acendem-se todas as velas das pessoas presentes. O círio é símbolo de Jesus Cristo que comunica sua luz a todos os povos.

CÍRIO PASCAL

No círio há duas letras gregas -alfa e ômega - , a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio e o ômega, o fim. Jesus disse: "Eu sou o princípio e o fim". E São Paulo dirá: "Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre" (Hb 13,8).
No círio há ainda a indicação dos quatro algarismos do ano que está em curso, simbolizando a presença viva de Jesus junto a todos os povos do mundo, com união de fé e de esperança.
Neste ano os números serão 2011.

PEIXE

Peixe é um dos símbolos mais antigos. Os primeiros cristãos, ao se referirem a Jesus Ressuscitado, utilizavam a palavra peixe, escrita em grego: ICTYS. Assim, nas casas, nas roupas, nas conversas e nas catacumbas, a figura e a palavra peixe são encontradas. A relação com a Páscoa se acha neste detalhe da palavra  que aparece nos encontros de Jesus com os apóstolos após a Ressurreição (Jo 21,9) e (Lc 24,42-43).

SINOS 
Os sinos festivos, que repicam na noite da Ressurreição, expressam de maneira solene e alegre no canto do Aleluia. Ns comunidades onde não existem sinos, utilizam-se CDs com gravações lindas de músicas com sinos. Veja CD Os sinos cantam -http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=7443

VESTES BRANCAS
As vestes brancas e paramentos dos que presidem as celebrações, que se usam na Páscoa, recordam, em primeiro lugar os anjos, "personagens de vestes fulgurantes" (Lc 24, 4), que anunciaram a Ressurreição.

ALELUIA
O Cântico do Aleluia (HALLELUI-YAH ) que significa "louvor ao Senhor", é um dos símbolos mais expressivos da alegria da Ressurreição. É bastante conhecido o Aleluia de Haendel. Em todas as celebrações litúrgicas cantam-se Aleluias.

GIRASSOL

Maria Madalena encontrou Jesus ressuscitado num jardim. As flores alegres simbolizam o clima festivo da Páscoa. Dentre as flores, o girassol é um dos símbolos mais ricos em conteúdo.
Sempre
voltado para o sol, do nascente ao poente, o girassol é símbolo dos cristãos, que vivem sua fé na Ressurreição, voltados e recebendo luz do Sol-Cristo. De Cristo Luz recebem força, calor, motivações e vida.

O CORDEIRO


Simboliza Cristo, oferecido em sacrifício em favor do seu rebanho. Jesus é apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus que salva. E também, Jesus se diz o Bom Pastor.

O PÃO E O VINHO

Simbolizam o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, na Ceia Pascal. Veja o texto bíblico em Marcos 14,22-26.

OVO DE PÁSCOA

O ovo é um símbolo de Vida nova, de vida que está para nascer. Lembra o túmulo fechado em que Jesus morto foi colocado. Três dias depois Ele  ressuscitou. Disse o Anjo às mulheres: "Ressuscitou, não está aqui" (Mc 16,6).


COELHO

O coelho é um animal bastante fecundo, capaz de gerar em grande quantidade.
É símbolo da Páscoa que acontece dentro da comunidade também fecunda de vida da graça de Deus. Esta fecundidade fundamenta-se nas palavras de Jesus Ressuscitado aos apóstolos: "Ide por todo o mundo, proclamando a boa notícia a toda a humanidade!" (Mc 16,15).

CARTÕES

Os cartões levam mensagem de alegria e de vida para quem os recebe. Simbolizam os mensageiros (anjos) que anunciaram a ressurreição de Jesus. Quem envia um cartão de Páscoa é uma mensageiro desta Vida Nova! Podem ser enviados cartões impressos ou virtuais. Acesse e envie cartões com belas mensagens em: http://www.paulinas.org.br/cartoes/plHomeCartoes.aspx?idTipo=54

MÚSICA
As alegres músicas de Páscoa desde as clássicas até as populares comunicam também o anúncio feliz da Vida que é Jesus. Recordem-se: Aleluia de Haendel, as inúmeras Bênçãos Pascais, no CD Ação de Graças no Dia do Senhor - Ciclo de Natal- Ciclo Pascal- Tempo Comum. Acesse: http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=2747
O CD Cuida bem da Palavra, Pe. Zezinho, scj traz a música Ressurreição que está num clip neste blog.


MENSAGEM

É PÁSCOA!
Páscoa é passagem!
Passagem para onde?
As autoridades do tempo
pensavam ter eliminado a comunicação com Jesus.
Calaram sua voz.
Paralisaram seus gestos.
Anularam suas expressões e o colocaram num túmulo.
Apagaram sua presença.
Poucos perceberam.
Poucos creram, mas na verdade Jesus passou para a "outra margem"!
Jesus criou uma EXPRESSÃO NOVA DE VIDA!
A "outra margem" é a estrada de Emaús
por onde caminha com dois discípulos.
A "outra margem" é a praia do mar da Galileia, onde,
VIVO, ele prepara o peixe
para a partilha com os amigos.
A "outra margem" é a presença viva no Cenáculo,
onde rompe os limites das portas
e dos corações fechados pelo medo!
A "outra margem" é
construção de vida que se faz hoje,
a partir da comunicação libertadora.
Hoje é a passagem para a "outra margem"!
Hoje é PÁSCOA!



Ir. Patrícia Silva, fsp

http://comunicacatequese.blogspot.com.br/2013/03/simbolos-e-mensagem-de-pascoa.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+ComunicaoNaCatequese+(Comunica%C3%A7%C3%A3o+na+Catequese)

terça-feira, 15 de abril de 2014

A NUVEM DO NÃO-SABER


A NUVEM DO NÃO-SABER é um livro clássico da espiritualidade monástica. Foi escrito por um monge inglês no século XIV. Ele ensina uma oração/meditação não discursiva, em que entra-se em si mesmo e dirige-se a Deus ou o olhar interior ou uma palavrinha curta. Segundo o autor o acesso a Deus não se faz pelo pensamento ou pela razão, mas pelo silêncio.
O nosso amor nu — nu por estar despojado de pensamento — deve elevar-se até Deus, oculto por trás da nuvem do não-saber. Com a nuvem do não-saber por cima de mim — entre meu Deus e eu, e a nuvem do esquecimento debaixo —, entre todas as criaturas e mim, encontro nele o "silêncio místico", que o autor inglês conhece pela obra do Pseudo-Dionísio.
Além da influência exercida por esse livro na espiritualidade de sua época, cabe a nosso tempo ter redescoberto — depois de cinco séculos de esquecimento quase total — um autor que parece estar em moda nos movimentos de oração e meditação cristã e não cristã no Ocidente. "Neste clima, os que procuram um guia místico não podem fazer nada melhor do que se dirigir ao autor anônimo do século XIV de A Nuvem do não-saber." "Trata-se de um inglês místico, teólogo e diretor de almas, que se situa em plena corrente da tradição espiritual do Ocidente. Um escritor de grande força e de notável talento literário, que compôs quatro tratados originais e três traduções".
Abaixo alguns trechos de A Nuvem do Não-Saber...

PENSAMENTOS DE A NUVEM DO NÃO-SABER

"Ó Deus, a quem todos os corações estão abertos, para quem o desejo é eloquente e de quem nenhuma coisa secreta é escondida, purificai os pensamentos de meu coração pelo transbordar de vosso Espírito em mim, que eu possa amar-vos com um amor perfeito e louvar-vos como vós mereceis. Amém!"

"Pois quando você começa a executá-lo pela primeira vez, tudo quanto você encontra é escuridão, uma espécie de nuvem do "não-saber"; você não pode dizer o que é, exceto que você sente, através de sua vontade, um simples desejo de alcançar Deus. Esta escuridão com a nuvem está sempre entre você e o seu Deus, não importa o que você faça, e é esta que o impede de ver Deus claramente através da luz do entendimento de sua razão, ou ainda que o impede de conhecer Deus na doçura do amor em sua própria afeição. Portanto, comece a descansar nesta escuridão enquanto você puder, gritando sempre por Ele, a quem você ama".

"Aquele a quem nossa mente não pode compreender, o nosso coração pode abraçar."

"Portanto, organize bem o seu tempo e a forma como o utiliza. Nada é mais precioso que o tempo. Uma pequena partícula de tempo, por menor que seja, é preciosa, pois devido a ela o céu pode ser ganho ou perdido."

"Portanto, preste cuidadosa atenção a este exercíco e ao modo maravilhoso como ele age dentro de sua alma. Pois quando é bem compreendido, ele nada mais é do que um súbito impulso, algo que chega sem avisar, elevando-se, voando rapidamente até chegar a Deus, como a faísca voa para cima partindo do carvão ardente".

"Eleve seu coração para Deus com um humilde impulso de amor; e tome Ele mesmo como seu objetivo e não como qualquer um de seus bens. Tenha cuidado: evite pensar em outra coisa que não seja nele mesmo, de maneira que não haja coisa alguma em que a sua razão ou a sua vontade trabalhe, exceto Ele mesmo. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para esquecer todas as criaturas que Deus já criou, para que, nem o seu pensamento, nem o seu desejo, em geral ou em particular, sejam dirigidos ou estendidos a qualquer uma delas. Deixe-as em paz e não preste atenção nelas. Esta é a obra que mais agrada a Deus".

"Assim, portanto, pode-se entender logo o método deste trabalho e perceber claramente que ele se encontra muito afastado de qualquer fantasia ou falsa imaginação ou opinião sutil: uma vez que todas estas não são ocasionadas por aquele simples, devoto e humilde impulso do amor, mas por um raciocínio orgulhoso, especulativo e excessivamente imaginativo...."

"Portanto, pelo amor de Deus, tome cuidado neste exercício e de nenhum modo trabalhe com seus sentidos ou com a sua imaginação. Pois, eu lhe digo sinceramente, este exercício não pode ser alcançado através do trabalho deles; assim, pois, deixe-os e não trabalhe com eles."

"Tenho algo a lhe dizer: tudo quanto você pensar está acima de você durante este espaço de tempo, e está entre você e o seu Deus. Na medida em que houver alguma coisa em sua mente exceto Deus só, nesse mesmo instante você estará longe de Deus."

"Agora, porém, você me faz uma pergunta dizendo: "Como eu poderia pensar nele mesmo e o que Ele é?" A isto eu só posso responder nestes termos: "Não tenho a menor idéia". Pois, com esta pergunta, você me introduziu nessa mesma escuridão, nessa mesma nuvem do não-saber onde eu gostaria que você mesmo estivesse. Porque um homem pode, pela graça, possuir a plenitude do conhecimento de todas as criaturas e das suas obras como também das obras do próprio Deus, e ele é bem capaz de refletir sobre elas. Mas homem nenhum pode pensar em Deus como Ele mesmo".

"Portanto, embora o pensamento seja uma luz e uma parte da contemplação, mesmo assim neste exercício, ele deve ser rejeitado e coberto com uma nuvem do esquecimento. Você deve pisar por cima dela corajosamente mas com amor, e munido de um amor devoto, agradável e impulsivo esforçar-se para atravessar essa escuridão acima de você. Você tem que bater nessa nuvem do não-saber com um dardo afiado de amor ardente".

"Se surgir algum pensamento que continue a pressionar, acima de você e entre você e essa escuridão, e lhe perguntar: "O que você procura e o que gostaria de ter?", você deve dizer que é a Deus que gostaria de ter: "É Ele que eu almejo, Ele a quem eu procuro, e nada além dele". E caso o seu pensamento indagar quem é esse Deus, você deve responder que é o Deus que criou você e o resgatou, e que, com a sua graça o chamou para seu amor. E diga: "Você não tem nenhum papel para representar". Portanto, diga ao pensamento: "Vá para baixo novamente". Esmague-o rapidamente com um impulso de amor, mesmo que este pareça ser muito santo..."

"Portanto, quando você iniciar este exercício, e souber por experiência, através da graça, que você está sendo chamado por Deus para isso, levante então seu coração para Deus com um humilde impulso de amor e destine-o ao Deus que criou você e o resgatou, e que na sua graça chamou você para este exercício. Não tenha outro pensamento sobre Deus; nem mesmo qualquer um destes pensamentos, a menos que seja de seu agrado. Pois uma simples aproximação em linha reta a Deus é suficiente, sem nenhuma outra causa exceto Ele próprio. Se você quiser, pode ter esta extensão envolvida e cingida em uma só palavra. Por isso, a fim de obter melhor compreensão disto, tome só uma palavrinha, de uma sílaba, preferivelmente, ou de duas; pois quanto mais curta, melhor, de acordo com este exercício do espírito. Assim é a palavra 'DEUS' ou a palavra 'AMOR'".

"O silenciar dos nossos sentidos físicos conduz muito mais facilmente à experiência das coisas espirituais; da mesma maneira, o silenciar de nossas faculdades espirituais conduz a um conhecimento experimental de Deus, tanto quanto este seja possível, através da graça, na vida presente."

"Trabalhe com afinco neste 'nada' e neste em 'parte alguma', e abandone seus sentidos físicos externos como também os objetivos de sua atividade. Pois eu lhe digo sinceramente que este exercício não pode ser compreendido por eles".

"Pois está determinado pela natureza que através dos sentidos físicos os homens tenham conhecimento de todas as coisas físicas, e não que através destas tomem conhecimento de coisas espirituais".

"Nós fomos feitos para amar e todo o resto foi criado para tornar o amor possível"
http://coracaomistico.blogspot.com.br/2007/12/nuvem-do-no-saber.html