domingo, 11 de maio de 2014

Porta da segurança e da liberdade

Jesus se apresenta como o Bom Pastor que abre a porta às sua ovelhas para que transitem livremente e a fecha para que tenha segurança. Uma porta tem duplo movimento - abre e fecha - e dupla ação: entrada e saída. Entra-se para ter segurança; sai-se para ter a liberdade.
Jesus é a porta das ovelhas; quem passar por ela tem certeza de vida plena, não será enganado nem frustado. O Mestre, ao longo se sua caminhada entre nós, sempre se preocupou com seu povo, principalmente com aqueles que tinham sua vida diminuída por um motivo ou outro.
Passar pela porta que é Jesus é assumir as mesmas atitudes de defesa da vida. Quem se diz cristão, mas não passa pela porta Jesus, é mal-intencionado e não interessado na vida do povo.
Declarando-se a porta, Jesus torna-se ponto de referência para as lideranças da Igreja e da sociedade e também para os sonhos e as buscas das pessoas. Entrar por essa porta é ir ao encontro da plenitude da vida; sair por ela é caminhar na liberdade de filhos e filhas de Deus.
Esse evangelho pode ser visto como uma releitura da saída do povo de Israel do Egito: o bom pastor conduz o povo para fora da escravidão, anda com ele, mostrando-lhe o caminho da liberdade, e acolhe-o dentro de "casa" onde há segurança e se desenvolve a vida cotidiana.
De uma forma ou de outra, sempre temos algum "poder", ainda que restrito, na família, no trabalho, na comunidade e na sociedade. Poderíamos nos perguntar: como estamos exercendo essa missão? Jesus se propõe como modelo para toda e qualquer liderança.
Todo líder, político ou religioso, se não assumir o jeito de Jesus, acaba se tornando arrogante, autoritário, prepotente, arbitrário, tratando mal e grosseiramente as pessoas. Ao passo que o líder que se espelha em Jesus para agir torna-se modesto, humano nas relações, e sabe discernir o que é favorável ao povo mais necessitado.


Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 11/05/2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Na Eucaristia temos a presença real de Jesus Cristo

A Eucaristia não é símbolo, não é lembrança; a Eucaristia é a presença real, viva, amorosa de Nosso Senhor Jesus Cristo no meio nós!
”Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6, 56).
Os discípulos que tiveram a graça de conviver com o Senhor – e até se encontrarem com Ele depois da Ressurreição d’Ele – desejaram e anunciaram que o Senhor permanecesse entre eles! Depois dissso, Jesus ainda caminhou quarenta dias com Sua Igreja e só depois foi para o céu, contudo Ele mesmo nos disse: ”Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos”.
E muitos podem se perguntar: “Onde está essa presença de Jesus?” Jesus está na Sua Palavra, nas pessoas que se reúnem para orar em Seu nome; nas pessoas que fazem o bem em Seu nome e naqueles que são fiéis aos Seus mandamentos. E existe uma presença, por excelência, de Jesus entre nós, foi Ele quem assim quis e as Suas palavras nos dão certeza disso e certificam aquilo que Ele mesmo diz: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6, 56).
O último presente de Jesus para nós, antes de morrer, foi na Última Ceia ao nos dar o Seu Corpo e Seu Sangue em Alimento: o sacramento da Eucaristia, que é para nós a presença maravilhosa de Deus no meio de nós. A Eucaristia não é símbolo, não é lembrança; a Eucaristia é a presença real, viva e amorosa de Deus no meio nós!
Comungar com o Senhor e do Senhor é comungar o Seu Corpo e o Seu Sangue! Não se trata de uma presença puramente espiritual, uma presença moral; mas sim de uma presença real. O mesmo Jesus, que nós comungamos na Eucaristia, é o Jesus que morreu na cruz. O Corpo de Jesus, que se oferece a nós pelas mãos dos sacerdotes, é o mesmo que ressuscitou dos mortos. Não há dois, há um só Jesus, o Senhor da vida, por isso ter comunhão com Ele e permanecer n’Ele é permanecer no Seu Corpo e no Seu Sangue.
Como nós precisamos mergulhar na profundidade desse mistério e na beleza sublime dessa graça que nos é dada! Estar na comunhão do Senhor é estar na comunhão do Seu Corpo e do Seu Sangue!
Não se trata de comungar a Eucaristia de forma automática, robotizada, entrar em uma fila e recebê-Lo em nós. Sim, nós O recebemos, mas uma vez que O recebemos, nós precisamos cultivar o Alimento que entrou em nós; precisamos valorizar, amar, adorar e permitir que Jesus seja vida para a nossa vida!
Adorado e glorificado seja o Senhor presente nos sacrários do mundo inteiro! E que Jesus resplandeça em nossa vida quando recebermos o Seu Corpo e o Seu Sangue.
Deus abençoe você!

http://homilia.cancaonova.com/homilia/na-eucaristia-temos-a-presenca-real-de-jesus-cristo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=na-eucaristia-temos-a-presenca-real-de-jesus-cristo

quinta-feira, 8 de maio de 2014

COROA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO



Oração ditada por Nosso Senhor Jesus Cristo
à Venerável Irmã Miriam de Jesus Cristo Crucificado

Reza-se na primeira conta as três invocações seguintes:

Deus vinde em nosso auxílio
Senhor, apressai-vos em socorrer-nos
Glória ao Pai ...

Em cada uma das contas maiores ou de cor diferente, reza-se cada mistério:

1º Mistério: Vinde Espírito Santo de Sabedoria, desprendei-­nos das coisas da Terra e infundi-nos o amor e gosto pelas coisas do Céu.

Depois de cada mistério, reza-se uma só vez:

Ó Maria, que por obra do Espírito Santo, concebestes o Salvador, rogai por nós.

Em cada uma das 7 (sete) contas seguintes, reza-se a seguinte invocação:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor; vinde e renovai a face da Terra.

2º Mistério: Vinde, Espírito de Entendimento, iluminai a nos­sa mente com a luz da Eterna Verdade e enriquecei-a de puros e santos pensamentos.

3º Mistério: Vinde, Espírito de Bom Conselho, fazei-nos dóceis às vossas santas inspirações e guiai-nos no caminho da salvação.

4º Mistério: Vinde, Espírito de Fortaleza, dai-nos força, constância e vitória nas batalhas contra os nossos inimigos espirituais e corporais.

5º Mistério: Vinde, Espírito de Ciência, sede o Mestre de nossas almas e ajudai-nos a praticar os Vossos santos ensinamentos.

6º Mistério: Vinde, Espírito de Piedade, vinde morar em nossos corações, tomai conta deles e santificai todos os seus afetos.

7º Mistério: Vinde, Espírito do Santo Temor de Deus, reinai em nossa vontade e fazei que estejamos sempre dispostos a antes sofrer e morrer que Vos ofender.

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20segunda%20p%C3%A1gina/As%20Devo%C3%A7%C3%B5es/3.%20ORA%C3%87%C3%95ES%20GERAIS/Ora%C3%A7%C3%B5es%20ao%20Divino%20Esp%C3%ADrito%20Santo.htm

INVOCAÇÕES AO DIVINO ESPÍRITO SANTO.


Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
            Ó DEUS que instruístes os corações de Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Isso Vos pedimos ó Pai em Nome de Jesus Cristo Vosso Filho nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amém.
Invocação ensinada Por Nossa Senhora ao Padre GOBBI.
            NOSSA SENHORA pede que façamos os Cenáculos, pois, através do Ato de Consagração, feito no final, entramos dentro do seu Coração Imaculado, para lá nos prepararmos, em oração, para recebermos o Espírito de Amor, o Espírito Santo.
            Por isso, iniciar o Cenáculo sempre com a oração que NOSSA SENHORA nos ensinou em sua mensagem de 7-6-81, na Festa de Pentecostes:

        "VINDE, ESPÍRITO SANTO, VINDE POR MEIO DA PODEROSA INTERCESSÃO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, VOSSA AMADÍSSIMA ESPOSA". (3X)

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terça-feira, 6 de maio de 2014

São Domingos Sávio

06 de Maio - São Domingos Sávio

Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, em Riva, na Itália. Era filho de pais muito pobres, um ferreiro e uma costureira, cristãos muito devotos. Ao fazer a primeira comunhão, com sete anos, jurou para si mesmo o que seria seu modelo de vida: "Antes morrer do que pecar". Cumpriu-o integralmente enquanto viveu.

Nos registros da Igreja, encontramos que, com dez anos, chamou para ele próprio a culpa de uma falta que não cometera, só porque o companheiro de escola que o fizera tinha maus antecedentes e poderia ser expulso do colégio. Já para si, Domingos sabia que o perdão dos superiores seria mais fácil de ser alcançado. Em outra ocasião, colocou-se entre dois alunos que brigavam e ameaçavam atirar pedras um no outro. "Atirem a primeira pedra em mim" disse, acabando com a briga.

Esses fatos não passaram despercebidos pelo seu professor e orientador espiritual, João Bosco, que a Igreja declarou santo, que encaminhou o rapaz para a vida religiosa. No dia 8 de dezembro de 1954, quando foi proclamado o dogma da Imaculada Conceição, Domingos Sávio se consagrou à Maria, começando a avançar para o caminho da santidade. Em 1856, fundou entre os amigos a "Companhia da Imaculada", para uma ação apostólica de grupo, onde rezavam cantando para Nossa Senhora.

Mas Domingos Sávio tinha um sentimento: não conseguiria tornar-se sacerdote. Estava tão certo disso que, quando caiu doente, despediu-se definitivamente de seus colegas, prometendo encontrá-los quando estivessem todos na eternidade, ao lado de Deus. Ficou de cama e, após uma das muitas visitas do médico, pediu ao pai para rezar com ele, pois não teria tempo para falar com o pároco. Terminada a oração, disse estar tendo uma linda visão e morreu. Era o dia 9 de março de 1857.

Domingos Sávio tinha dois sonhos na vida, tornar-se padre e alcançar a santidade. O primeiro não conseguiu porque a terrível doença o levou antes, mas o sonho maior foi alcançado com uma vida exemplar. Curta, pois morreu com quinze anos de idade, mas perfeita para os parâmetros da Igreja, que o canonizou em 1957.

Nessa solenidade, o papa Pio XII o definiu como "pequeno, porém um grande gigante de alma" e o declarou padroeiro dos cantores infantis. Suas relíquias são veneradas na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Torino, Itália, não muito distantes do seu professor e biógrafo são João Bosco. A sua festa foi marcada para o dia 6 de maio.


http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo&id=66

São Domingos Sávio







SÃO DOMINGOS SÁVIO

“Antes morrer do que pecar”
“Procureis o que é agradável ao Senhor e não participeis nas obras estéreis das trevas, pelo contrário, condenai-as abertamente. “(Ef.5,10-11).

O Pequeno Domingos Sávio nasceu aos 2 de abril de 1842 numa aldeia perto de Turin.
Filho do ferreiro Carlos Sávio e da Dona Brígida, que apesar da extrema pobreza, viviam num ambiente familiar de amor, fé e alegria.
Domingos era uma criança especial e sempre surpreendia seus pais com gestos de afeto, palavras de encorajamento e edificação.
No ano de 1847, os Sávio partem para um lugar, chamado Murialdo, D. Brígida trabalhava como costureira, além de cuidar dos afazeres domésticos, e Seu Carlos Sávio, além de ferreiro, trabalhava no campo.
O Capelão de Murialdo era o Padre João Zucca, Sacerdote Santo e piedoso que logo percebeu no pequeno Domingos Sávio um perfume de Santidade.
Numa fria manhã de inverno, por volta das 5 horas. Padre João ao abrir a Igreja para a primeira missa , encontra o pequeno Domingos, envolto em agasalhos, na escadaria aguardando a missa, tinha apenas 5 anos de idade.
Daquele dia em diante Domingos Sávio começou a servir nas missas como coroinha.
No ano de 1848, Domingos começa a frequentar o 1° ano primário e por sorte seu professor era o Padre João Zucca.
Era comum naquela época que as crianças recebessem a 1ª comunhão aos 12 anos, porém, Padre João Zucca , conversando com alguns sacerdotes dos povoados vizinhos e de comum acordo quiseram conhecer Domingos que estava com 7 anos e testar seus conhecimentos e virtudes.
Todos os sacerdotes foram unânimes em aprovar nosso Santinho, e no dia 08 de abril de 1849, festa da Páscoa, recebeu Jesus na Eucaristia.
Ao chegar em casa, escreve seu tratado de vida:

“Lembranças da minha 1ª Comunhão.”

01. Confessar-me-ei com muita frequência e farei a comunhão todas as vezes que o confessor permitir.
02. Quero santificar os Dias Santos.
03. Meus amigos serão Jesus e Maria.
04. Antes morrer que pecar

Para continuar seus estudos, Domingos deveria ir e vir a Castelnuovo que distava cerca de 5 km de sua casa, perfazendo, assim, 10 km diários. Apesar de sua aparência frágil e de sua estatura franzina, suportava frio, chuva e calor com paciência e amor.
Certo dia um camponês que diariamente o via passar a pé perguntou-lhe:
-Você não tem medo de andar sozinho por estes caminhos:
-Nunca estou só, meu anjo da guarda me acompanha! Respondeu Domingos.
O camponês, surpreso acrescentou:
-Vai se cansar, com este calor!
-Não, não me canso porque trabalho para um patrão que me paga muito bem!
-Para quem trabalhas? Quem é teu patrão?
- Nosso Senhor, que paga até um copo de água dado por seu amor!
A família Sávio decidiu retornar para Mondônio, lá havia escolas e Domingos não precisaria caminhar tanto.
No Colégio conheceu Pe. Cagliero, que era seu professor e logo percebeu em Domingos uma grande bondade.
Ainda neste colégio, Domingos, foi injustamente acusado de uma grave falta que seus colegas cometeram. Ele porém calou-se! Foi repreendido publicamente mesmo sendo inocente.
O Pe. Cagliero era amigo e conterraneo de Dom Bosco, e pensou que a seu lado Domingos Savio receberia uma excelente formação.
No dia 2 de outubro de 1854, aconteceu o primeiro encontro, em Castelnuevo, na frente da casa do irmão de Dom Bosco.
Domingos Sávio perguntou à Dom Bosco:
-Leva-me a Turim para estudar?
-É, parace que temos ái uma boa fazenda! Respondeu Dom Bosco.
-E para que pode servir essa fazenda? Perguntou Domingos Savio
-Para fazer uma roupa e dá-la de presente
a Nosso Senhor.
-Então eu sou a fazenda e o Senhor é o alfaiate, leve-me e faça de mim uma bela roupa.
Sendo assim, no dia 29 de outrubro de 1854, Domingos fez um pacote com livros e roupas e tambem com algumas guloseimas que sua mãe preparou para a viagem. A separação foi penosa, porém decisiva.
Domingos cheio de encanto, apesar da separação da familia, encontrou um lar, o pai Dom Bosco e a Dona Margarida mãe de Dom Bosco, e mais 115 irmãos que corriam, jogavam, estudavam, aprendiam algum oficio e rezavam.
Dom Bosco, a cada instante, se surpreendia com seu aluno Domingos!
Domingos dizia: “Os olhos são a janela da alma. Pela janela passa o que se deixa passar. Por ela podemos deixar passar um anjo ou um demonio, e fazer com que um deles se torne dono do nosso coração” e assim Domingos dava exemplos e lições de vida, com o tempo conquistou a todos, até que em fevereiro de 1857, durante um rigoroso inverno, foi acometido de uma tosse gravissima e a conselho de Dom Bosco, voltou para casa de seus pais para um bom tratamento.
Domingos, ao se despedir de Dom Bosco disse:
-Eu não volto mais... Em seguida pede a Dom Bosco perdão e este assim respodeu:
-Garanto-lhe em nome de Deus que seus pecados foram todos perdoados.
Domingos beija a mão do pai Dom Bosco e parte para sua casa, a dor da partirda dilacera o coração do mestre e seus colegas.
Ao chegar em casa recebe o amor e a afeição de seus pais e irmãos, todos fazem festa com a sua volta, seu estado de saúde se agrava e são obrigados a chamar o médico.
Por alguns dias o médico acompanhou o sofirmento do jovem Domingos, porem seus estado piorava e ele se mantinha sereno, apesar das dores.
Em tudo daca graças a Deus e tudo ofericia por amor a Jesus.
Em 9 de março de 1857, Domingos nascia uma segunda vez diretamente para o céu, estava com 15 anos e no dia 12 de junho de 1954 Pio XII o eleva a honra dos altares.
São Domingos Sávio viveu o ideal da santidade, deixando o exemplo para todos os jovens idependente seu tempo.

Oremos

Ó amável São Domingos Sávio, que em vossa breve vida, fostes admiravel exemplo de virtudes cristãs, ensinai-no a amar Jesus com vosso fervor, à Virgem Santa com vossa pureza às almas com vosso zelo; fazei ainda que imitando-vos no proposito de tornarmo-nos santos, saibamos como vós preferir a morte ao pecado, para poder-vos encontrar na eterna felicidade do céu.

http://marcioreiser.blogspot.com.br/2009/03/sao-domingos-savio.html

domingo, 4 de maio de 2014

Alguém caminha conosco

Nem sempre a nossa fé é tão firme, forte e convicta que nos garante a certeza da presença do Ressuscitado caminhando conosco. Mais difícil ainda é imaginar que um suposto morto esteja vivo e fazendo história com a humanidade.
Dois discípulos voltam de Jerusalém desanimados depois dos últimos acontecimentos trágicos que lá tiveram lugar. Deixam a esperança para trás, enterrada em Jerusalém, e voltam para sua vidinha do dia a dia, acompanhados por um "estranho".
Conversa vai, conversa vem, e o "estranho" só escutando. Até que resolve tomar parte do assunto, perguntando o que havia acontecido de importante em Jerusalém. Então, deixando de ser mero ouvinte, o "estranho" começa a explicar os acontecimentos na perspectiva do Primeiro Testamento. Assim a volta para casa se torna também um retorno à Escritura.
Agora o "estranho" se trona também "hóspede". No ambiente da casa, ocorre a iluminação. Na casa há pão sobre a mesa. Casa sem pão é sinal de morte, casa com pão é sinal de vida. É na mesa que se realiza a partilha e, por meio dela, revela-se o rosto de Jesus.
Segundo Lucas (e Mateus), Jesus nasce na "casa do pão" (Belém). Aprendeu, com certeza, desde pequeno a importância do pão e o jeito de partilhá-lo. Seu nascimento na "casa do pão" dá rumo de sua atividade e do seu projeto.
A eucaristia é o grande símbolo de partilha e a maior demonstração da presença de Deus. Alimentados com a eucaristia, aprendemos a partilha e a solidariedade, que nos darão a certeza da presença de Deus em nossa vida de caminhantes. A partilha destrói barreiras, cria laços e constrói comunhão e solidariedade.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o Evangelho deste domingo 04/05/2014