quarta-feira, 4 de junho de 2014

O ROSÁRIO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (A TRÍPLICE COROA EM SUA HONRA)


Início:
Eis o coração que tanto amou os homens.

Senhor, Vosso amor nos chamou, ao mesmo tempo, à vida e à graça.

Após a queda nos prometeu e cada vez de novo nos promete a Redenção.
O grande sacrifício da reparação teve início na humildade da Encarnação.
Em Vossa Infância, Senhor, Vosso amor nos cativou pela mansidão, pela humildade e pelas primeiras imolações.
Nos trabalhos apostólicos e nas longas vigílias de oração, o Vosso Coração ardia de amor por todos nós. Muito mais ainda na agonia, quando o peso de nossos pecados vos fez suar sangue.
Na cruz, Vosso Coração foi aberto pela lança, como supremo testemunho do sacrifício de amor pelo Pai e pelos homens.
A Eucaristia e os demais Sacramentos são fruto do vosso Coração, enquanto doação e convite de amor.
Vosso coração nos prepara um lugar na pátria celeste!
Por isso Vos louvamos, no Mistério do Vosso amor.

Na cruz:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor.

Nas três primeiras contas:

Seja amado por toda parte.
O Sagrado Coração de Jesus.

Antes de cada dezena, anunciando o mistério:
Jesus, manso e humilde de coração.
Fazei meu coração semelhante ao Vosso.

Nas contas pequenas:

Sagrado Coração de Jesus.
Ensinai-me a lição do amor.

No fim de cada dezena:
Glória ao Pai...

Mistérios da Encarnação e Vida de Cristo

Primeiro mistério:O Coração de Jesus na Sua Oferta ao Pai
Segundo mistério: O Coração de Jesus na Sua Infância
Terceiro mistério: O Coração de Jesus na Sua Vida oculta
Quarto mistério: O Coração de Jesus na Sua Vida Apostólica
Quinto mistério: O Coração de Jesus todo dedicado aos enfermos e pecadores


Mistérios da Paixão de Cristo


Primeiro mistério: O Coração de Jesus na Sua agonia
Segundo mistério: O Coração de Jesus insultado e blasfemado
Terceiro mistério: O Coração de Jesus oprimido de dores
Quarto mistério: O Coração de Jesus abandonado por todos
Quinto mistério: O Coração de Jesus transpassado pela lança


Mistérios do Coração Eucarístico de Cristo

Primeiro mistério: O Coração de Jesus manifestação visível do amor de Deus
Segundo mistério: O Coração de Jesus de onde brotou sangue e água, fonte de toda a vida cristã
Terceiro mistério: O Coração de Jesus presente na Eucaristia
Quarto mistério: O Coração de Jesus que nos convida a partilhar
Quinto mistério: O Coração de Jesus anúncio de uma nova civilização, a civilização do amor


Oração final ao Coração de Jesus:

Senhor Jesus acreditamos e confiamos no amor que o Pai tem para conosco.

Acolhemos o Vosso convite:

“Vinde a Mim todos. Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”.

O Vosso Coração, humano e divino, revela o mistério da bondade do Pai, convida à conversão, dá-nos paz e esperança.
Do Vosso Coração transpassado na cruz, nasceram a Igreja e os Sacramentos.
Queremos beber, com alegria, dessa fonte de salvação.
Vemos em Vós o modelo do homem novo, criado segundo Deus, em justiça e em verdadeira santidade, o homem de coração novo, a mais perfeita imagem do Deus invisível.

O Vosso Coração é sinal e convite:

Nele contemplamos o segredo íntimo de Vossa pessoa e não podemos ficar indiferentes diante de Vossa solicitude pelos famintos, doentes e pecadores.
Destes a Vida em obediência ao Pai e por amor dos homens.
Rezastes e morrestes pela união dos homens com o Pai e dos homens entre si.

Vosso caminho é também o nosso caminho.
Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. Amém.


http://www.derradeirasgracas.com

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Consagração Individual as Sacratíssimo Coração de Jesus

Eu (o seu nome), Vos dou e consagro, oh Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.

Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa cólera.

Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.

Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito no Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.


http://www.asc.org.br/site/devocao/consagracao.htm

A Novena Irresistível ao Sagrado Coração de Jesus


Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça...
Pai Nosso, Avé Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!


Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, qualquer coisa que peçais ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça... Pai Nosso, Avé Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!


Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça...
Pai Nosso, Avé Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Oh Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe.

São José,
Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Salve Rainha!


http://www.asc.org.br/site/devocao/novena.htm

sábado, 31 de maio de 2014

Visitação de Nossa Senhora

No dia 31 de maio celebramos a festa litúrgica de Nossa Senhora em visita a sua prima Isabel. "Naqueles dias, Maria pôsse a caminho para uma região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 

Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ven­tre, Isabel ficou repleta do Espírito Santo e exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visi­te? Pois, quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz és tu que acre­ditaste, pois o que foi dito da parte do Se­nhor será cumprido'. 

Maria então disse: A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim. 

O seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de corações orgulhosos. 

Depôs poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Cumulou de bens os famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel seu servo, lembrado de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre" (Lc 1,39-56).

Até o momento da anunciação Maria vivia voltada para Deus, no seu silêncio e na sua vida de oração. Mas, logo em segui­da, ela descobre que não é apenas desti­natária de tão grande graça de Deus, ela é agora portadora dessa graça. Ela vai ao encontro de Isabel, com a alma em festa, levando o menino Jesus em seu seio. 

Ela é a nova Arca da Aliança, que semeia um ras­tro de bênçãos por onde passa. Isabel representa o povo de Israel que espera a intervenção salvadora de Deus, Maria é o seio que gera o Salvador. Ali acontece a grande manifestação da glória de Deus, pois, o tempo da espera termina e começa, com Jesus, o tempo do cumprimento de tudo o que foi prometido por Deus e esperado pela humanidade.


Pe. Vicente André, C.SS. R
Revista de Aparecida – Campanha dos devotos.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Não deixe o desânimo ter a última palavra em sua vida!

É Deus quem está dizendo a mim e a você: Não tenha medo, não se cale, não entregue os pontos! Não deixe o desânimo ter a última palavra em sua vida!
“Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal”(Atos dos Apóstolos 18, 9-10).
A nossa meditação de hoje é sobre a Primeira Leitura dos Atos dos Apóstolos, em que lemos que o apóstolo Paulo está chegando à cidade de Corinto. Ali, em uma noite, Jesus visita o coração de Paulo justamente para o consolar. A angústia, a tensão, o medo, muitas vezes, visitaram o coração do apóstolo, pois não foi em todos os lugares em que o grande apóstolo foi bem recebido e acolhido.
E uma vez que o apóstolo dos gentios não era acolhido, não era bem recebido, a Palavra de Deus também não era acolhida e bem recebida, mas nem por isso o apóstolo desanimava! E de onde vinha a força de Paulo? De onde vinha a intrepidez do apóstolo Paulo? Vinha do consolo que ele recebia de Deus, vinha de uma força do alto que o fazia levantar e não lhe permitia ficar prostrado e desanimado.
As dificuldades em Corinto eram muitas, comunidade grande, com diversos problemas, ali Paulo deveria anunciar o Evangelho. Para que o medo não se apoderasse dele e as numerosas dificuldades não tirassem a coragem e a ousadia do apóstolo é que Deus vem em socorro de sua fraqueza: “Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo” (At 18, 9-10).
Quando olhamos para a nossa vida vemos que existem muitas situações que nos calam, nos atemorizam, nos tiram o vigor da alma e do espírito e nos deixam, muitas vezes, desanimados. As dificuldades estão dentro da nossa própria casa, estão em nosso trabalho, estão em nossa própria comunidade onde trabalhamos.
Quantas vezes, nós temos vontade de entregar os pontos e dizer: “Eu não dou mais conta disso! Isso não é para mim! Chega!”. O estresse nos visita, as enfermidades começam a tomar conta de nós e a pior delas é o desânimo, porque tira o nosso ânimo, a vitalidade da nossa alma, o vigor para fazermos aquilo que é a nossa missão.
Hoje, Deus quer revigorar a nossa alma, revigorar o nosso espírito, nos dar uma coragem nova, uma disposição nova, uma vontade nova, para que continuemos a realizar a Sua vontade na nossa vida! Seja você, pai, mãe, homem, mulher, jovem, trabalhador, onde a missão o chama, onde os compromissos são muitos, Deus não o quer  desanimado! Ele quer hoje dar um vigor novo à sua alma, ao seu espírito!
É Deus quem está dizendo a mim e a você: Não tenha medo, não se cale, não se amedronte, não entregue os pontos! Não deixe o desânimo ter a última palavra em sua vida!
Deus abençoe você!

http://homilia.cancaonova.com/homilia/nao-deixe-o-desanimo-ter-a-ultima-palavra-em-sua-vida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nao-deixe-o-desanimo-ter-a-ultima-palavra-em-sua-vida

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Oferecer um sacrifício a Deus

Comentário do dia: São Pedro Crisólogo
(c.406-450), Bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 108; PL 52, 499

«Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais o vosso corpo como hóstia viva, santa e agradável a Deus» (Rom 12,1). Através deste pedido, o apóstolo Paulo ensina todos os homens a participarem no sacerdócio. […] O homem não procura no exterior o que vai oferecer a Deus, antes traz consigo e em si o que vai sacrificar a Deus para seu próprio bem. […] «Rogo-vos pela misericórdia de Deus.» Irmãos, este sacrifício é à imagem de Cristo, que imolou o seu corpo e ofereceu a sua vida pela vida do mundo. Na verdade, Ele fez do seu corpo um sacrifício vivo, Ele que vive ainda, após ter sido morto. Neste tão grande sacrifício, a morte é aniquilada, é conquistada pelo sacrifício. […] É por isso que os mártires nascem no momento da sua morte e começam a sua vida quando a terminam; vivem quando são mortos e brilham no céu quando, na terra, se pensa que morreram. […]

O profeta cantou: «Não desejais sacrifícios nem oblações – abristes os meus ouvidos – não pedis holocaustos nem vítimas» (Sl 39,7). Sê simultaneamente o sacrifício oferecido e aquele que o oferece a Deus. Não percas aquilo que o poder de Deus te ofereceu. Veste o manto da santidade. Toma o cinto de castidade. Que Cristo seja o véu da tua cabeça; a cruz, a protecção da tua testa que te dá perseverança. Conserva no teu coração o sacramento das Escrituras divinas. Que a tua oração arda sempre como incenso agradável a Deus. Toma «a espada do Espírito» (Ef 6,17); que o teu coração seja o altar onde poderás, sem temor, oferecer toda a tua pessoa e toda a tua vida. […]

Oferece a tua fé para punir a descrença; oferece o teu jejum para pôr fim à voracidade; oferece a tua castidade para que a sensualidade morra; sê fervoroso para que a maleficência acabe; faz obras de misericórdia para pôr fim à avareza; e, para suprimir a futilidade, oferece a tua santidade. Deste modo a tua vida tornar-se-á a tua oferenda, se ela não tiver sido ferida pelo pecado. O teu corpo vive, sim, vive, todas as vezes que, ao fazeres o mal morrer em ti, ofereceres a Deus virtudes vivas.

http://www.arautos.org/evangelho.html?id=273

São Felipe Neri

Poucos são os santos da Igreja privilegiados como São Filipe Néri. Filho de pai nobres e piedosos, Filipe nasceu em 1515, na cidade de Florença. De boa índole, de modos afáveis e inclinação à oração mereceram ao menino de 5 anos o apelido de "o bom Filipe". Um incêndio destruiu grande parte da fortuna dos pais, e Filipe passou a morar com um primo que era negociante riquíssimo em São Germano. Este primo prometeu-lhe estabelecê-lo como herdeiro de todos os seus bens, se quisesse tomar-lhe a gerência dos negócios. O bom Filipe, porém, pouca inclinação sentia para ser negociante; o que queria, era ser santo, e apesar das repetidas insistências do primo, resolveu dedicar-se ao serviço de Deus. Fez os estudos de Filosofia e Teologia em Roma, e começou desde logo a observar a regra de vida austeríssima, que o acompanhou até o fm da vida. Alimentava-se de pão, água e legumes; para o sono reservava poucas horas, para a adoração, porém, muitas.

No grande desejo de dedicar-se à vida contemplativa, vendeu a biblioteca, deu os bens aos pobres e aprofundou o espírito na meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Todo o tempo disponível passava-o nas igrejas ou de preferência catacumbas. A graça de Deus tocou-lhe o coração com tanta violência que, prostrado por terra, exclamou muitas vezes: "Basta, Senhor, basta! Suspendei a torrente de vossas consolações, porque não tenho forças para receber tantas delícias. Ó meu Deus tão amável, por que não me destes um coração capaz de amar-Vos condignamente?" Foi nas catacumbas de São Sebastião, no ano de 1545, que recebeu o Espírito Santo, em forma de bola de fogo. Naquela ocasião sentia em si um ardor tão forte do amor de Deus que, devido às palpitações fortíssimas do coração, foram deslocadas a segunda e a quarta costelas.

Com o amor de Deus, grande era-lhe também o amor do próximo. Filipe, possuía o dom de atrair todos a si, circunstância para a qual concorriam muito sua afabilidade, cortesia e modéstia. Recorria a mil estratagemas, para ganhar os jovens das ruas e nas oficinas de Roma. Era amigo de todos e, uma vez adquirida a confiança preparava-os para a recepção dos Sacramentos e encaminhava-os para o bem. As noites passava-as nos hospitais, tratando os doentes como uma mãe. O monumento mais belo de sua caridade é a Irmandade da Santíssima Trindade, cujo fim principal era receber os romeiros e tratar dos doentes. No início de cada mês convidava o povo para adoração ao SS. Sacramento e, nesta ocasiões, embora leigo, fazia admiráveis alocuções aos fiéis. A piedosa idéia achou eco entre o povo que, abundantes esmolas deitavam para a nova instituição. Cardeais, bispos, reis, ministros, generais e princesas, viam grande honra em poderem pertencer a esta irmandade.

Seguindo o conselho do seu confessor, Filipe recebeu o santo Sacramento da Ordem , tendo a idade de 36 anos. Tinha a vontade de trabalhar nas índias e de morrer mártir pela religião de Cristo. Pela vontade de Deus, porém, sua Índia havia de ser Roma, e lá ficou.

Deixando-se guiar pela Providência Divina, tornou-se Apóstolo da capital da cristandade, sendo sua obra principal a fundação da Congregação da Oração para a qual chamou homens igualmente distintos pelo saber e piedade. As conferências espirituais tinham grande concorrência entre cardeais, bispos, sacerdotes e leigos, os quais confiavam-se à direção de São Filipe, a quem veneravam como um pai.

Grande Parte do dia passava no confessionário, e só Deus sabe o número das almas que a seus pés acharam a paz,o perdão e a salvação. Todos nele depositavam uma confiança ilimitada. Ilimitada também era a inveja e o ódio de Sanatás e seus sequazes. Os confrades tiveram que saborear muitas vezes o escárnio, a calúnia e perseguição. O ódio dos inimigos chegou a tal ponto, que levaram uma acusação falsa à autoridade eclesiástica, de que resultou para Filipe a suspensão de ordens. Privado da celebração da Santa Missa, da pregação e da administração do SS. Sacramento, o Santo não perdeu a calma e só dizia: " Como Deus é bom, que me humilha!" A suspensão foi retirada, e o inimigo principal do Santo, caindo em si, fez reparação pública e tornou-se-lhe discípulo.

Pelo fim da vida já não lhe era possível dizer a santa Missa em público, tanta era a comoção que lhe sobrevinha, na celebração dos santos mistérios. Estando no púlpito, as lágrimas lhe embargavam a voz quando falava do amor de Deus e da Paixão de Cristo. Quando celebrava a Missa, chegando à santa Comunhão, pelo espaço de duas a três horas ficava arrebatado em êxtase enquanto o corpo se lhe elevava à altura de dois palmos. Não é para admirar que o Papa o consultasse nos negócios mais importantes e quisesse beijar-lhe as mãos e a batina.

À sua prudência e clarividência deve a França a felicidade de ter permanecido país católico. Henrique IV, calvinista, tinha abjurado a heresia e entrado na Religião Católica. No ardor das guerras civis, tornou a voltar ao calvinismo, para depois outra vez se agregar à Igreja. O Papa Clemente VIII com o apoio dos cardeais, negou ao rei a absolvição e opôs-se-lhe à reconciliação. Filipe, prevendo a apostasia da França, no caso de o Papa persistir nesta resolução, fez jejuns e orações extraordinárias e pediu a Barônio, que era confessor do Papa, que o acompanhasse nestes exercícios, para alcançar a luz do Divino Espírito Santo. Posteriormente, Henrique IV obteve a absolvição do Papa e foi solenemente recebido no seio da Igreja.

Fatigado e exausto de trabalhos e alquebrado pela idade, Filipe foi acometido de grave doença, tendo os médicos o examinado e, saindo do quarto desanimados, ouviram o doente exclamar: "Ó minha Senhora, ó dulcíssima e bendita Virgem!". Voltaram para ver o que tinha acontecido e encontraram o Santo elevado sobre o leito e, em êxtase, exclamou: "Não sou digno, não sou digno de vós, ó dulcíssima Senhora, que venhais visitar-me!". Os médicos, respeitosos, indagaram ao doente o que sentia. Este, voltando a si e tomando a posição costumeira no leito, perguntou: "Não a vistes, a Santíssima Virgem, que me livrou das dores? " De fato se levantou completamente curado, e viveu mais um ano. Tendo predito a hora da morte, Filipe fechou os olhos para este mundo no dia 02 de maio de 1595. O túmulo tornou-se glorioso e poucos anos depois da morte, Filipe foi beatificado pelo Papa Paulo V, em 1622, e canonizado por Gregório XV.

Reflexões:

São Filipe deu o seguinte conselho a uma pessoa que se queixava da sua cruz: "Meu filho, a grandeza do amor que se tem a Deus, é medida pela grandeza do desejo de sofrer muito por amor de Deus; quem se impacienta com a cruz, achará uma outra mais pesada"; convém fazer da necessidade uma virtude. Os sofrimentos deste mundo são a melhor escola do desprezo do mundo; quem não se matricular nesta escola, merece dó, porque é um infeliz.


http://www.paginaoriente.com/santos/felipeneri2605.htm