segunda-feira, 14 de julho de 2014

Só tem mérito o que custa

Todo cristão bem formado sabe que, para seguir a Cristo, é necessário tomar a Cruz: Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me (Mt 16,24).
Daí alguns deduzem, extrapolando, que só a cruz dá o toque de qualidade cristã às nossas ações. Em consequência, pensam que todas as ações que dão prazer, sem exigir nenhum sacrifício especial, ou são erradas ou, pelo menos, não têm mérito diante de Deus. É conhecida a frase irônica que diz: “Tudo o que é gostoso, ou é pecado ou faz mal à saúde”. Pode ter graça, mas com certeza não tem razão.
É verdade que as boas ações que custam sacrifício costumam ter mais valor que as ações fáceis, realizadas quase sem esforço. Quanto mais dificuldades são superadas, quantas mais mortificações são praticadas ou suportadas, maior é o mérito dessas ações. Isso é parcialmente verdade, sob certas condições, mas nem sempre o é. Vale a pena um esclarecimento a respeito.
Não há dúvida de que abraçar a mortificação, a cruz, é indispensável para ter uma vida cristã autêntica, madura. Mas o amor à cruz não encerra todo o panorama da vida cristã.
Em primeiro lugar, é preciso repisar que a cruz –ainda que seja imprescindível- não é a única via existente para atingir a santidade, a plenitude do amor a Deus e ao próximo. Sim, é preciso reafirmar que não há cristianismo nem santidade sem cruz; mas é igualmente necessário afirmar que é errado julgar que os atos que não estão marcados pelo sofrimento ou o pelo sacrifício não têm valor diante de Deus.
Só o amor santifica
O que dá valor sobrenatural, meritório, aos nossos atos é a caridade, o amor a Deus e ao próximo. Por isso, muitas vezes se tem repetido – e com toda a razão – que a menor das pequenas tarefas domésticas de Nossa Senhora no lar de Nazaré – tendo em conta que a sua alma imaculada possuía um grau de amor elevadíssimo – tinha mais valor e merecia mais graça e mais prêmio do que os martírios somados de muitos santos.
Se cumprimos com amor a Deus e com amor ao próximo o menor dos nossos deveres, esse dever nos santifica: Queres de verdade ser santo? – pergunta São Josemaria Escrivá –. Cumpre o pequeno dever de cada momento; faz o que deves e está no que fazes. E, na mesma linha: Um pequeno ato, feito por Amor, quanto não vale!1.
São Paulo fala com alegria de que até os pequenos prazeres honestos do comer e do beber podem ser um meio de santificação e de glória de Deus, quando vividos em espírito de ação de graças ao Senhor: Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa –escreve – fazei tudo para a glória de Deus (1 Cor 10,31).
Pelo contrário, os maiores sacrifícios, feitos sem amor, não valem nada: Ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me valeria (I Cor 13,3).
É verdade que o espírito de desprendimento, a disposição alegre de tomar Cruz, o esquecimento de nós mesmos, devem estar sempre prontos na alma do cristão; mas não é menos verdade que encontramos Deus inúmeras vezes em tarefas, em tempos de oração, em conversas, em momentos de amor e de amizade, em lazeres honestos, que nos dão imenso prazer, e que, se estão de acordo com a Vontade de Deus e impregnados de seu amor, nos santificam tanto como o sacrifício difícil feito com o mesmo nível de amor.
No meio dessas horas felizes, como condimento que lhes faz mais delicioso o sabor, não falta, com certeza, a pequena mortificação amável, mas não é a mortificação a que dá o caráter santo a esses atos, é a caridade.
A Cruz do cristão é o portão da alegria
Em segundo lugar, é preciso afirmar que a Cruz não é o ponto final, nem na vida de Cristo nem na vida do cristão. E aí está precisamente o seu segredo e a sua grandeza.
Na vida de Cristo, a Cruz foi o caminho escolhido pela Santíssima Trindade para chegar ao triunfo da Ressurreição, que é a verdadeira meta da Redenção: a vitória do Redentor sobre o pecado, o demônio e a morte, que Jesus Ressuscitado nos oferece –como Vida nova e imortal – a todos nós. A Cruz levou Cristo ao cume do Amor, mas esse cume era como o monte que deve ser transposto para se atingir o vale da felicidade que não morre. O mistério da Cruz é mistério pascal, mistério de passagem: passagem da morte para a Vida, do pecado para a graça, da tristeza para a alegria que ninguém nos poderá tirar (Jo 16,22).
Cristo, triunfante e glorificado, mostrando com imensa alegria as chagas vitoriosas da sua Paixão (cfr. Luc 24,39), derrama finalmente sobre nós o Espírito Santo, o Amor pessoal de Deus, que é o grande “fruto da Cruz”2, para que inunde as nossas almas com a sua graça, com os seus sete dons e com a abundância dos seus frutos: amor, alegria, paz, paciência, bondade… (cfr. Gál 5, 22).
É por tudo isso que os autênticos cristãos nunca encararam a Cruz com ar tristonho ou com complexo de vítima. Nunca se obsessionaram neuroticamente com o sofrimento. Nunca se queixaram da Cruz santa, que é o portão da alegria. Gozaram ao sofrer, convencidos de que aquela dor não era um mal, mas a raiz de uma maior alegria. Assim, souberam carregar a Cruz às costas, com um sorriso nos lábios, com uma luz na alma 3, souberam abraçar a dor com alegria, dando graças ao Senhor por conceder-lhes o privilégio de participar da sua doce Cruz 4.
Sobre essa “arte cristã de sofrer com fé, esperança e amor” escrevi algumas páginas em outra pequena obra sobre “A paciência” 5, que está neste site, entre as “obras de espiritualidade”. Nela se evoca o exemplo empolgante de vários homens e mulheres do nosso tempo que sofreram com paz, com categoria, sem que se notasse, e com o coração totalmente voltado para os outros. Permita-me o leitor remetê-lo para o que lá está escrito.
Dentro dessa perspectiva, desejava terminar com umas palavras de São Josemaria, que me parecem um belo fecho para estas considerações:
“Sinais inequívocos da verdadeira Cruz de Cristo: a serenidade, um profundo sentimento de paz, um amor disposto a qualquer sacrifício, uma eficácia grande, que brota do próprio Lado aberto de Jesus, e sempre –de modo evidente – a alegria: uma alegria que procede de saber que, quem se entrega de verdade, está junto da Cruz e, por conseguinte, junto de Nosso Senhor”6.
(Adaptação de um trecho do livro de F. Faus: A sabedoria da Cruz)
1 Caminho, nn. 815 e 813
2 Josemaría Escrivá, “É Cristo que passa”, n. 96
3 Via Sacra, II estação, n. 3
4 Caminho 658
5 Ed. Quadrante, São Paulo 1995
6 Forja, n. 772

Estar “no mundo” sem ser “do mundo”

Todas as atividades, mesmo as de caráter temporal, que se exercem em união com o divino Redentor, se tornam um prolongamento do trabalho de Jesus
Recentemente, falando aos membros das emissoras de televisão católicas da Itália, o Papa Francisco voltou a criticar o que chama de “clericalismo” [1], isto é, limitar a ação dos leigos “às tarefas no seio da Igreja”, ao invés de penetrar “[os] valores cristãos no mundo social, político e econômico” [2]. Na prática cotidiana, seria colocá-los em funções que deveriam ser exercidas ordinariamente pelos sacerdotes, o que terminaria por obscurecer – quando não por eliminar completamente – a distinção entre a hierarquia e os fiéis.
Para evitar esse mal apontado pelo Santo Padre, nada mais importante que conhecer a identidade e a vocação dos leigos. Qual o papel que exercem dentro da Igreja? Ensina o Concílio Vaticano II:
“Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e atividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade. Portanto, a eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor.” [3]
A partir dessas palavras, é possível perceber a “vocação universal à santidade” na Igreja. Contrariamente a uma mentalidade de senso comum, não são apenas os clérigos que devem ser santos, mas todos os fiéis. O chamado à perfeição, à união com Cristo pelo amor, acontece primeiramente no Batismo. E, deste sacramento, todos podem (e devem) dar testemunho – inclusive os leigos, que estão no mundo, a fim de conquistarem mais almas para Cristo.
Os fiéis estão “no mundo”. Bem antes do Concílio Vaticano II, foi o próprio Jesus quem o observou. Mas, se “eles estão ainda no mundo”, também, assim como Ele, “não são do mundo” [4]. Como se dá isso? Não nasceram os homens – e também os cristãos – de pais e mães desta terra? Como entender, então, que não sejam “do mundo”? É simples: o verdadeiro nascimento do cristão acontece no Batismo. É este sacramento que o torna “de outro mundo”, como diz Jesus a Nicodemos: “Quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus”. E ainda: “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” [5].
Nascidos do alto, pelo batismo, mas colocados “no mundo”, os cristãos são chamados à imitação de Cristo, no meio dos homens. Não é possível, em uma atitude de escapismo, “fugir” do mundo ou da realidade de sofrimento que aflige o homem neste “vale de lágrimas”. Nem foi isso que Cristo pediu. Ainda em sua oração sacerdotal, Ele roga ao Pai: “Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal” [6]. Este “mal”, define-o Santa Teresa assim: “Nesta vida, só o pecado merece ser chamado de mal, por acarretar males eternos e para sempre. Isso (…) é o que nos deve encher de temor e o que havemos de pedir a Deus em nossas orações” [7].
Cristo passou a maior parte de sua vida humana no ofício de carpinteiro, na presença de seu pai e de sua mãe, aparentemente “oculto”, mas já oferecendo a Sua oblação de coração, que culminaria na Cruz. O próprio Senhor de todo o universo, que lançou sobre Adão e Eva este castigo por seu pecado, veio tirar da terra o seu sustento, com trabalhos penosos [8]. Há dúvida de que, já aqui, ele tomava sobre Si as nossas enfermidades e carregava os nossos sofrimentos [9]? E, se a santidade consiste em seguir o exemplo de Cristo, há dúvida de que é na vida oculta das atividades penosas que devemos nos santificar?
São Josemaría Escrivá, em sua famosa homilia “Amar o mundo apaixonadamente”, dizia que “Deus nos espera cada dia” nas “tarefas civis, materiais, seculares da vida humana”. E salientava:“Há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir” [10].
O grande segredo para descobrir Deus no trabalho está na atitude interior de quem labuta. Qualquer serviço pode converter-se em sacrifício, se feito com o espírito de Cristo. Como ensina São João XXIII:
Todo o trabalho e todas as atividades, mesmo as de caráter temporal, que se exercem em união com Jesus, divino Redentor, se tornam um prolongamento do trabalho de Jesus e dele recebem virtude redentora: ‘Aquele que permanece em mim e eu nele, produz muito fruto’ (Jo 15, 5).” [11]
Que as batalhas travadas de acordo com nossas condições de vida – das quais não podemos fugir – nos façam frutificar e nos tornem, em nossas ocupações, verdadeiros “ministros de Cristo”. Sem confundir a vocação laical com o ministério ordenado, mas comprometendo radicalmente a nossa vida, como diz Santo Agostinho:
“Ó irmãos, quando ouvis o Senhor dizer: ‘Onde estou eu aí estará também o meu ministro’, não deveis pensar somente nos bons bispos e nos bons clérigos. Também vós, a vosso modo, deveis ser ministros de Cristo, vivendo bem, fazendo esmolas, pregando o seu nome e a sua doutrina a quem puderdes, de modo que cada qual, mesmo se pai de família, reconheça dever, também por esse título, um afeto paterno à sua família. Por Cristo e pela vida eterna, ninguém deixe de exortar os seus, e os instrua, exorte, repreenda, demonstrando-lhes sempre benevolência e mantendo-os na ordem; exercerá assim em casa o ofício de clérigo e, de certo modo, o de bispo, servindo Cristo, para com ele permanecer eternamente.” [12]
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Referências bibliográficas
  1. Discurso aos membros da associação “Corallo”, 22 de março de 2014
  2. Evangelii Gaudium, 102
  3. Lumen Gentium, 31
  4. Jo 17, 11.14
  5. Jo 3, 3.5
  6. Jo 17, 15
  7. Castelo Interior, Primeiras Moradas, 2, 5
  8. Cf. Gn 3, 17
  9. Cf. Is 53, 4
  10. Questões atuais do Cristianismo, 114
  11. Mater et Magistra, 257
  12. Santo Agostinho, Sobre o Evangelho de São João, t. 51, n. 13. Apud Summi Pontificatus, 62

domingo, 13 de julho de 2014

A força da palavra

Semeador da semente do reino, Jesus quer fazer do nosso coração terreno fértil para a mensagem de vida e liberdade por ele anunciada. Dispostos a gerar continuamente em nosso ser os frutos do Espírito Santo, acolhamos com alegria e generosidade a boa semente que o Senhor nos concede.

A palavra que Deus pronuncia, ao longo de toda a Bíblia, tem poder em si mesma. Deus fala e acontece. Sua fala e seu agir se confundem, pois ao final são a mesma coisa.
A parábola do semeador mostra o poder da palavra de Deus, simbolizada pela semente que tem em sí o poder de se transformar, brotar, crescer e frutificar.
Na história contada por Jesus, a questão está nos terrenos que recebem a semente. O semeador semeia em todo o tipo de terreno. Nosso Deus é um Deus que se comunica e se revela, sem excluir ninguém. Sua ação e sua Palavra,d e fato, dirigem-se a todos.
Se todos temos a missão de semear a Palavra em todos os campos, a parábola de Jesus nos faz refletir sobre nossa atitudes. Estamos realmente acolhendo de coração a Palavra, atentos à voz de Deus que nos vem também dos acontecimentos, por meio dos quais o Senhor nos fala?
Terreno bom é aquele que faz a semente frutificar. É a pessoa que ouve a Palavra e a compreende.
Compreender a Palavra, no entanto, não significa simplesmente entendê-la intelectualmente ou então decorar alguns versículos bíblicos. Palavra viva e eficaz como a de Deus só se pode assimilar com a vivência. Pois, se a ação e a palavra de Deus são uma só coisa, a Palavra que ouvimos só é compreendida à medida que se torna ação em nossa vida.
Para produzir frutos, portanto, a palavra de Deus precisa encontrar o bom terreno se quem está comprometido com o projeto divino de liberdade e vida; o bom terreno de pessoas animadas pela esperança que não desistem na primeira dificuldade; o bom terrenos daqueles que alimentam em si o ideal de fazer frutificar para o mundo frutos de justiça e paz.
Sobretudo para nós, que ouvimos a Palavra, é sempre tempo de arar o campo, a fim de fazer de nossa vida um terreno especial que dê frutos para o mundo. O bem terreno será sempre o coração de quem aprende com o Mestre e traduz sua Palavra de vida em ações concretas de vida.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o evangelho deste domingo 13/07/2014



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sejamos mensageiros da esperança e da vida nova em Deus

Os mensageiros de Deus não podem ser mensageiros do desalento e da desgraça. Devemos ser mensageiros da esperança, do alento e da vida nova em Deus. 
“’O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mateus 10,7).
Jesus nos chama a anunciar o Reino de Deus, a anunciar que o Reino de Deus está próximo e no meio de nós. Sabem, meus irmãos e minhas irmãs, a missão daquele que foi conquistado por Jesus é promover o Reino de Deus onde ele está.
A coisa mais dura no mundo é quando os discípulos de Jesus, algumas vezes, promovem muito mais o reino do maligno do que o Reino de Deus! É muito triste ver que, muitas vezes, somos usados e nos permitimos usar e usamos também os outros para criarmos o reino da mentira, da fofoca, do “disse não me disse”, para criarmos divisões, separações e conflitos desnecessários onde era para o Reino de Deus acontecer.
Deus hoje quer nos despertar  nós que somos do Senhor – para que façamos o Reino de Deus acontecer, para que sejamos, de fato, promotores do Reino de Deus. De que modo? Cuidando de nossas doenças e de nossas enfermidades; cuidando das doenças e das enfermidades dos que estão ao nosso lado; ressuscitando os mortos.
Quanta gente sem sentido na vida, caminhando sem rumo e precisando revigorar a vida. Os mensageiros de Deus não podem ser mensageiros do desalento, da desgraça, do “quanto pior melhor”. Nós devemos ser mensageiros da esperança, do alento e da vida nova em Deus! 
“Purificai os leprosos, expulsai os demônios” (Mt 10,7), a primeira lepra que nós devemos purificar são as impurezas do nosso próprio coração, da nossa alma e da nossa vida. Ao mesmo tempo, é preciso purificar todas as lepras que estão ao nosso lado, que vão nos deixando apodrecer por dentro e por fora.
Quando nós permitimos que o rancor, a mágoa e o ressentimento cresçam em nós e ao redor de nós, isso vai se tornando uma chaga que, muitas vezes, se torna uma chaga mortal. É nosso dever nos purificarmos daquilo que nos faz mal; é nossa obrigação, como discípulos de Cristo, expulsar o que não é de Deus do meio de nós, termos o coração ligado, a mente ligada, estarmos sóbrios e atentos, porque, muitas vezes, sem percebermos, a força do mal age em nossa mente, age por meio de nossas palavras. E, se não formos atentos, permitiremos que  as coisas do maligno cresçam no meio de nós.
Como os discípulos do Senhor, façamos o Reino de Deus acontecer no meio de nós!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/sejamos-mensageiros-da-esperanca-e-da-vida-nova-em-deus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sejamos-mensageiros-da-esperanca-e-da-vida-nova-em-deus

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Casamento homossexual é sacramento luciferino, diz porta-voz do Templo Satânico nos EUA

Doug Mesner, porta-voz do Templo Satânico, afirmou que as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica. Foto acima, Mesner realiza um “casamento” homossexual em um cemitério.
Sempre que o povo americano tentar conter o aborto ou manter leis do casamento tradicional, os seguidores de Satanás vão estar lá para se opor, prometeu o porta-voz nacional do Templo Satânico, segundo informação da agência LifeSiteNews.

Templo Satânico ganhou notoriedade pela tentativa de realizar uma ‘Missa Negra’ na Universidade de Harvard que foi repelida pelos estudantes católicos. 
Confira:
O porta-voz Lucien Greaves, cujo nome de nascimento é Doug Mesner, disse para o jornal Metro Times de Detroit que ele gostaria de ajudar as mulheres a não cumprir as leis pela vida. 

Segundo ele, as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica.

Ele acrescentou que o objetivo atual do Templo Satânico é ter lobistas em Washington D.C., para passar leis que amparem a “religião de Satanás”.

Ele atacou o governador de Michigan, Rick Snyder, porque “vem tentando tornar insustentável para as mulheres a interrupção da gravidez”.

“Nós sentimos que devemos proteger com isenção religiosa as mulheres de procedimentos supérfluos, como o ultrassom transvaginal”, disse Greaves explicitando a “religião luciferina”. 

Greaves defendeu ainda que longe de serem adolescentes antissociais e arruaceiros, seus seguidores luciferianos são “satanistas de mente cívica e socialmente responsáveis”. 
“Uma das coisas com que fortemente nos importamos é o direito dos homossexuais”, disse Greaves.
“Para nós, acrescentou, o casamento [homossexual] é um sacramento. Nós o reconhecemos, e achamos que o Estado teria que reconhecer o casamento por motivos de liberdade religiosa”.
Em sentido oposto reagiu Adam Cassandra, gerente de comunicações daHuman Life International.

Ele disse a LifeSiteNewsque a postura do Templo Satânico sobre o aborto e a redefinição do casamento“talvez sustente a posição de muitos no movimento pela vida de que os ataques à vida humana inocente e à família são demoníacos em sua origem”.
“Mesmo que advoguem por ‘justiça’ e ‘direitos’, eles se identificam com aquele que tem sido a fonte de todos os males e os enganos ao longo da história humana”.

Defensores da vida vinham notando que em manifestações públicas, alguns progressistas liberais invocavam forças demoníacas em seus esforços de lobby por esse ou aquele projeto.

Em julho de 2013, um grupo de apoiadores do aborto gritava “Ave Satã!”, enquanto pró-vida cristãos cantavam “Amazing Grace” na assembleia do Texas, antes da aprovação da proibição desse Estado dos abortos após 20 semanas.

Mas se a conclusão de que uma religião luciferina animava o massacre dos inocentes parecia abusiva, agora ela se torna muito mais plausível e ate difícil de não perceber.
“Este lance do Templo Satânico torna simplesmente mais forte o argumento de que há alguma tramoia ou mal por trás do ataque mundial à vida por nascer e ao casamento”, disse Cassandra para LifeSiteNews.


fonte: defensoresdaigrejade2000anos 

terça-feira, 8 de julho de 2014

As fraquezas do diabo



As armas contra Satanás: louvor, obediência e humildade

O diabo não suporta o louvor e isso por algo muito simples: Lúcifer, ou "portador de luz", se transformou em satanás exatamente por não querer louvar a Deus. Isso é obvio! Portanto, o louvor para ele é muito forte e pesado. Se nós queremos lutar contra o diabo, não temos outra coisa a fazer senão começar a louvar a Deus. Existem fiéis leigos que dizem: "Mas, eu tenho medo!" Se você conhece uma pessoa que precisa de ajuda nem sempre é necessário que você faça orações de libertação por ela. Se existe um grupo de irmãos que rezam juntos, comecem a louvar a Deus ignorando o inimigo, e o louvor o incomodará de tal modo que ele fugirá.

Uma pergunta que é muito feita nos dias de hoje é esta: "Por que o diabo se apresenta mais hoje do que nos tempos passados?" Houve um tempo em que o diabo trabalhava escondido, ignorado por todos. Até pouco tempo atrás existiam pouquíssimos ou quase nenhum exorcista, não porque não existissem pessoas que necessitassem, mas porque ninguém percebia essa necessidade.

Hoje é diferente. E qual é a razão do diabo parecer mais ativo nesses últimos tempos? Começou-se a falar mais nele, primeiro, através dos pentecostais, depois pelos evangélicos seguidos pela Renovação Carismática Católica.

Pelo grande louvor que está sendo feito, ele não suporta! Isso poderia ser exemplificado como um rato escondido em um buraco; você joga água quente lá e, não a podendo agüentar, ele é obrigado a sair do buraco. O louvor faz com que o inimigo saia!

Toda essa luta que o diabo trava, hoje, não é porque ele está mais forte do que antes, mas, provavelmente, porque está mais fraco. Graças a todo o louvor que é feito – especialmente em grupos de oração –, por meio desses movimentos espirituais (em particular o movimento carismático), o maligno perde o controle e não sabe o que fazer. Por essa razão, nós temos de continuar a lutar através do louvor.

A segunda coisa que o diabo teme é a obediência. Por que? Porque ele é desobediente. Desta forma, tudo o que ele sugere é a desobediência, sugere continuamente a desobediência! Nós, sacerdotes, em particular, devemos estar muito atentos a isso, pois é fácil cair nessa cilada do inimigo.

A terceira coisa também temida pelo diabo é a humildade. Ele sugere o “poder”. No final das contas, ele é aquilo que é: o satanás, porque queria ter o poder. Certa vez, um exorcista fez uma pergunta para ele: Por que você tem pavor de Maria? E ele disse: “Tenho pavor daquela mulher, da sua grande humildade”. A humildade é uma virtude que o inimigo de Deus teme mais do que a nós, propriamente, porque essa virtude vai contra a natureza dele, pois ele é soberbo, orgulhoso, poderoso e faz o que quer. A humildade vai contra tudo isso.


Artigo extraído do livro "Cura do mal e libertação do maligno"
de Frei Elias Vella (OFM) 

Publicado: 
http://www.arcanjomiguel.net

O combate espiritual segundo São Bento

As três brechas 

São Bento encontrou três brechas por onde o inimigo pode entrar em nosso coração. A luta espiritual acontece aí nestes lugares de maior fragilidade humana e espiritual. É nestas brechas que precisamos maior vigilância


Primeira brecha: A COBIÇA 
É a idolatria das coisas. Por exemplo, fazer do dinheiro um deus. É o apego às coisas da terra. São Bento coloca como símbolo desta brecha o porco, pois seu focinho está sempre ligado ao chão. Curioso observar no Evangelho que o filho pródigo, após ter gastado todos os seus bens, foi trabalhar no meio dos porcos.   Nesta brecha a luta acontece na reorientação dos desejos. É preciso conquistar uma atitude de oblação, de generosidade, desapego. É neste sentido que os religiosos fazem o voto de pobreza.


Segunda brecha: A VAIDADE 
É a idolatria do outro como objeto de prazer. É a necessidade de ser reconhecido e amado distorcida, pois esquece da relação de fraternidade com o próximo e pensa apenas em si mesmo. A vaidade se torna neste caso motivação até de coisas boas, mas no fundo está o apego idólatra aos elogios e a toda espécie de prazer. É fazer tudo só pelo interesse de ocupar o primeiro lugar, ser bem visto pelos outros, elogiado, ter status, ser admirado. Aqui São Bento usa o símbolo do Pavão.

É preciso reorientar esta necessidade natural e boa de ser reconhecido e amado. É dizer com sua vida e todo o seu coração: Senhor, vosso é o Reino, o Poder e a Glória.  Se na primeira brecha, a atitude de desapego era uma garantia de vitória, nesta segunda brecha é necessário perseguir a atitude da solidariedade, do diálogo, da comunhão com Deus e com próximo. Para isso é fundamental a mansidão e a simplicidade.   É neste sentido, de reorientar todos os afetos para o serviço da comunhão, que os religiosos fazer voto de castidade.


Terceira brecha: O ORGULHO 
É querer dominar tudo para si. Ser um verdadeiro deus. É a idolatria de “si mesmo”. Aqui São Bento ilustra com o símbolo da águia. O orgulho é a origem de todos os pecados. É pelo orgulho que o homem se separa de Deus e procura sua independência. É necessário perseguir a virtude da humildade. Na luta espiritual, às vezes Deus nos da a graça da humilhação (Cf. Eclo 2) como uma espécie de exercício para crescermos na humildade e vencermos a brecha do orgulho. Neste sentido os religiosos fazem o voto de obediência.
 

Todas estas brechas estão descritas em Gn 1-11

1 COBIÇA: Idolatria das coisas (árvore, frutos…)

2 VAIDADE: Idolatria do outro como objeto (Caim)

3 ORGULHO: Idolatria de si mesmo (sereis deuses…)

Jesus venceu todas estas brechas (Cf. Mt 4,1-10)

1. Cobiça: estar seguro contra a falta de alimento
2. Vaidade: fazer um milagre diante das multidões
3. Orgulho: dominar o mundo
Joio e trigo misturados no coração

É preciso reorientar os desejos de acordo com o amor segundo o qual fomos criados:

1. Cobiça X desejo natural de viver, produzir, inventar
2. Vaidade X desejo natural de ser reconhecido, amado
3. Orgulho X desejo natural de organizar, dirigir


Publicado: 
http://www.arcanjomiguel.net
Extraído: 
Pe. Joãozinho, scj  /  blog.cancaonova.com/padrejoaozinho