domingo, 20 de julho de 2014

A paciência que edifica

O papa João XXIII dizia: "A mansidão é a plenitude da força". Essa frase parece condizer com a primeira parábola do evangelho deste domingo. O reino de Deus se manifesta na comunidade aberta e acolhedora, mas convive com os obstáculos espalhados pelo inimigo. O primeiro impulso da comunidade é eliminar o diferente e adverso, mas é alertada para que saiba coexistir com ele.
Em geral, somos exigentes com os outros, intolerantes com suas falhas e inclinados a justificar com facilidade nossas fraquezas. Até que não nos reconheçamos corresponsáveis pelo mal presente na comunidade e na sociedade, não nos converteremos nem experimentaremos a bondade e a gratuidade de Deus. O mal não está somente fora de nós; nosso coração, com frequência, abriga maldade, injustiça, corrupção, sonegação. Em cada terreno (coração humano) habita um pouco de trigo e um pouco de joio. Rezamos na oração Eucarística V: "somos povo santo e pecador". Não podemos porém, nos resignar e deixar tudo como está. Contribuímos semeando a boa semente.
O projeto de Deus é um campo aberto que acolhe o trigo e o joio, o bem e o mal. os bons e os maus. A sabedoria do evangelho recomenda que a separação seja aguardada até a hora da colheita. O Mestre adverte os que querem antecipar a separação, os que não têm paciência e tolerância, os que querem fazer justiça com as próprias mãos e os que se classificam como bons e rotulam os outros de maus. À paciência de Deus devem corresponder a tolerância, a não violência,a compreensão e o respeito mútuo.
Jesus nos fala do diabo que "semeia o joio" na seara do Senhor, e hoje não é diferente: os inimigos estão infiltrados no meio do povo para tentar ludibriá-lo e desviá-lo dos bons propósitos. Em toda a sociedade e em todas as organizações, encontramos os adversários do reino de Deus. São aqueles que, por exemplo, agem contra os projetos de promoção humana e as políticas públicas em favor dos mais pobres. É a luta constante entre o projeto de Deus e os projetos contrários ao seu reino.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 20/07/2014

sábado, 19 de julho de 2014

A fé introduz no repouso de Deus

Eis por que assim declara o Espírito Santo: Hoje, se lhe ouvirdes a voz, não endureçais vossos corações, como aconteceu na Provocação: no dia da Tentação, no deserto, onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos. Pelo que me indignei contra essa geração,e afirmei: sempre se enganam no coração, e desconhecem meus caminhos. Assim, jurei em minha ira: não entrarão no meu repouso. Vede irmão que não haja entre vós quem tenha coração mau e infiel que se afaste do Deus vivo. Exortai-vos, antes, uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser "hoje", para que ninguém de vós se endureça, seduzido pelo pecado. Pois nos tornamos companheiros de Cristo, contanto que mantenhamos firme até o fim nossa confiança inicial. Quando se diz hoje, se lhe ouvirdes a voz, não endureçais vossos corações, como aconteceu na Provocação... Quais foram os que ouviram , e fizeram a provocação? Não foram todos que saíram do Egito, graças a Moisés? E contra que se indignou ele durante quarenta anos? Não foi acaso contra os que pecaram,e cujos cadáveres caíram no deserto? E a quem, senão aos rebeldes, jurou ele que não entrariam no seu repouso? Vemos, pois, que foi por causa da sua infidelidade que não puderam entrar.

Hebreus 3, 7-19 Bíblia de Jerusalém

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O repouso prometido


O Mestre Jesus propôs-se a romper um certo esquema religioso de sua época, no qual as pessoas viviam assoberbadas em cumprir uma enorme quantidade de minuciosas prescrições religiosas, não tendo tempo para as coisas essenciais. Evidentemente, quem penava, carregando pesados fardos, era o povo simples, ao passo que fariseus e doutores da Lei adaptavam as exigências legais às suas comodidades.
O jugo suave e o fardo leve anunciados por Jesus não consistiam na abolição pura e simples das exigências religiosas, mas sim, na sua substituição por uma outra pauta de ação: seguir o Mestre no caminho do amor compassivo e misericordioso ao próximo. Nada de preocupação com coisas secundárias, nem neurotização para cumprir, nos mínimos detalhes, as coisas prescritas. A libertação disto tudo aconteceria, ao se buscar viver o amor misericordioso como exigência fundamental, no processo de comunhão com Deus.
Por isso, existe uma profunda diferença entre os discípulos dos mestres da Lei e os discípulos de Jesus. Os primeiros penam, sob o pesado fardo das exigências da Lei. Os segundos fazem a experiência da paz e do repouso, ao se submeterem somente à lei do amor. Os primeiros são orientados por espíritos arrogantes e prepotentes. Os segundos experimentam a mansidão e a humildade de Jesus.
"Vinde a mim" é o apelo de Jesus a quem é escravizado pela religião.
 
Oração
Espírito de paz e de repouso, liberta-me do pesado jugo do legalismo, e faze-me abraçar o jugo suave e leve, que me leva a ser misericordioso para com o meu próximo.


(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)

 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Nossa Senhora do Carmo - Virgem Mãe do Escapulário

Nossa Senhora do Carmo
Virgem Mãe do Escapulário


A devoção a Nossa Senhora do Carmo é muito antiga na Igreja. Sua origem veio do Monte Carmelo, na Palestina, quando no século XIII, São Simão Stock, então superior da Ordem Carmelita rezava para Nossa Senhora, pedindo proteção pelas perseguições que recebia. Foi para atender a este pedido que Nossa Senhora do Carmo apareceu e lhe fez a seguinte promessa: “Recebe, querido filho, este Escapulário de tua Ordem, privilégio para ti e para todos os meus filhos que usarem: aquele que morrer revestido deste ‘manto’ será preservado do fogo do inferno. Ele é sinal de salvação, proteção dos perigos.”
A partir daí a devoção difundiu-se rapidamente na Europa e propagou-se amplamente em outros lugares, inclusive na América Latina.



O Escapulário
Sinal de confiança e amor a Maria

O Escapulário é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração a Santíssima Virgem Maria, na esperança de sua proteção maternal. No dizer do Vaticano II, "um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por intermédio do qual significam efeitos, sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja". Em suas normas práticas o Escapulário é imposto só uma vez por um sacerdote ou diácono. Seu uso exige, no mínimo, a oração diária de três Ave-Marias em honra a Nossa Senhora do Carmo.
O Escapulário do Carmo não é: um sinal de proteção mágica ou amuleto; uma garantia automática de salvação; uma dispensa de viver as exigências da vida Cristã.

O Escapulário do Carmo é composto por duas peças de pano, de cor marrom, unidas entre si por dois cordões. A palavra "escapulário" indica uma vestimenta que os frades usavam sobre o hábito religioso, durante o trabalho manual. Com o passar dos anos, a Igreja entendendo os privilégios e benefícios espirituais do escapulário, percebe a necessidade de reduzir o seu tamanho para que todos os fiéis o pudessem receber.

http://www.santuariodocarmo.com.br/site/area_publica/controles/ScriptPublico.php?cmd=santuario

Ó Virgem do Carmelo

Nossa Senhora do Carmo