domingo, 27 de julho de 2014

O segredo do Cristão

É bom lembrar: existe um segredo na vida cristã. Com ele convivemos e o carregamos em nosso peito a partir do batismo. É nele que estão as raízes que alimentam nossa alegria e nossa coragem para viver e lutar.
O reino de Deus que Jesus nos prometeu: esse é o nosso segredo e também nossa bandeira. Por ele estamos dispostos a ""vender tudo" e sacrificar tudo, até a própria vida.
É possível que, aos olhos dos insensatos, esse reino não passe de grande ilusão e essa bandeira não passe de trapo velho e rasgado. Mas constitui certeza vital para quem tem fé na palavra de Jesus.
O reino do futuro não começa amanhã. Começa hoje, à medida que nos tornamos pobres para merecê-lo e decidimos lutar em favor da justiça divina. Ele não é realidade dissociada da vida presente. Quem nele pretende entrar não pode se dispensar na luta nem fugir deste mundo.
"Vender tudo" não significa entregar as armas, abandonar o trabalho e fugir para um deserto de tranquilidade. Significa oferecer a vida para defender a bandeira que nos foi entregue. Significa lutar mais a fim de contribuir para a construção desse reino e apressar a sua vinda e a sua plenitude.
Se a realidade do reino é o segredo do cristão, isso não significa que tenha de ficar escondido aos olhos do mundo. Todavia, tal como se verifica no domínio da fé e da esperança, ele é realidade discreta. Não é o caso de cantar suas belezas de forma espalhafatosa nem de tocar trombeta em praça pública para convencer o pessoal a comprá-lo.
Cumpre-nos falar do reino com discrição e sempre com medo de que nossas palavras acabem comprometendo sua beleza e valor. É preferível que cada um de nós o descubra por si mesmo no cantinho do coração, guardado como um segredo de amor.

Pe. Virgílio, ssp sobre o evangelho deste domingo 27/07/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Demônio, Exorcismo e Oração de Libertação em 20 questões


1. Os demónios existem?
Sim, existem. «A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé»[2]. Alguns desses anjos, criados bons por Deus, liderados por Satanás, também chamado Diabo, «radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o seu Reino»[3], e portanto deve-se afirmar que «de facto, o Diabo e os outros demónios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si próprios, é que se fizeram maus»[4].
2. Porque é que existem alguns cristãos que negam a existência do demónio?
Alguns cristãos[5], entusiasmados com as grandes descobertas científicas dos últimos séculos, colocaram, erroneamente, uma confiança excessiva no método próprio das ciências experimentais e acabaram por negar a existência de realidades que, pela sua natureza, não são passíveis de estudo empírico, tais como, por exemplo, os seres puramente espirituais a que chamamos anjos.
3. Satanás pode causar todos os males que quer?
Não. «O poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo facto de ser um puro espírito»[6], isto é, um anjo que tal como todos os anjos «excedem em perfeição todas as criaturas visíveis»[7].
4. Qual é o maior mal que podem causar os demónios?
Os demónios «esforçam-se por associar o homem à sua rebelião contra Deus»[8] por induzir o homem ao pecado mortal o qual «tem como consequência a perda da caridade e a privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. E se não for resgatado pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, originará a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no Inferno»[9].
5. Quais são os pecados com os quais o demónio leva mais pessoas para o inferno?
Só Deus o sabe. Na nossa cultura, porém, sobressaem pela sua difusão, dois vícios especialmente graves: 1) A luxúria, idolatria do prazer sexual, em todas as suas formas (contracepção, masturbação, adultério, relações pré-matrimoniais, sexo oral, anal, etc.), que destrói a capacidade humana de amar, ou seja de a pessoa se dar a Deus e aos outros[10]; 2) A superstição pela qual divinizamos alguma criatura ou força criada, caindo assim na idolatria[11], na adivinhação[12] ou na magia[13]. Através destes pecados o demónio corrompe a nossa relação com Deus[14}.
6. O demónio é o instigador de todos os nossos pecados e a causa de todos os males?
Não. Como ensina Jesus na parábola do semeador[15], às vezes somos levados a pecar movidos pelas seduções do mundo ou pelas nossas próprias más inclinações. «Não se deve acusar o Diabo em todas as coisas que acontecem, de facto, às vezes, o próprio homem faz de Diabo para si mesmo»[16].
7. Jesus Cristo já venceu o Diabo e os seus anjos?
Sim, «foi para destruir as obras do Diabo que apareceu o Filho de Deus» (1Jo 3,8). «Cristo, pelo mistério pascal da sua morte e ressurreição, livrou-nos da escravidão do Diabo e do pecado, derrubando o seu domínio e livrando todas as coisas dos contágios malignos»[17]. Porém, o Diabo embora já definitivamente vencido por Cristo na cruz ainda continua a exercer a sua acção maléfica no mundo e «essa acção é permitida pela divina Providência»[18], que do mal sabe tirar bens maiores[19]. «Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa, com efeito, toda a história humana; começou no princípio do mundo e, segundo a palavra do Senhor, durará até ao último dia»[20].
8. Que tipos de acção exercem os demónios sobre este mundo?
«A maléfica e adversa acção do Diabo e dos demónios afecta pessoas, coisas e lugares, manifestando-se de diversos modos»[21].
9. Que tipo de capacidades naturais têm os anjos e os demónios?
Têm um certo domínio sobre as realidades materiais, por exemplo, podem mover objectos[22] e têm a capacidade de actuar sobre os nossos sentidos externos ou internos[23].
10. Os demónios podem fazer verdadeiros milagres?
Não, só Deus pode fazer milagres propriamente ditos, mas os demónios pelas suas capacidades naturais podem fazer coisas prodigiosas e extraordinárias que parecem aos homens milagres. De facto, por vezes, «quando os demónios realizam algo pelo seu poder natural, nós o chamamos de milagre, não de modo absoluto mas em relação à nossa capacidade [humana], e é assim que os bruxos realizam milagres graças aos demónios»[24].
11. O que é a parapsicologia?
É uma falsa ciência (pseudo-ciência) que se propõe de estudar os fenómenos ditos “para-normais”, como, por exemplo, a telepatia, a clarividência, a mediunidade, as experiências extra-corpóreas, os espíritos, com o método científico das ciências experimentais. A comunidade cientifica mundial é unânime na crítica negativa que faz do valor científico dos métodos e dos resultados obtidos pela parapsicologia. Contrariamente, a teologia sempre soube explicar, partindo da Palavra de Deus, as verdadeiras causas dos fenómenos hoje chamados “para-normais”, denominados tradicionalmente por “praeternaturais”, apoiando-se sobretudo na angelologia.
12. Os demónios podem possuir as pessoas?
Normalmente aos demónios é apenas permitido pela Providência divina tentar os homens ao pecado, mas por vezes encontram-se casos de ataques diabólicos que vão muito para além das simples tentações. A maior parte destes distúrbios menos comuns estão directamente relacionados com formas de adivinhação[25] ou magia[26] em que explícita ou implicitamente os homens pedem à ajuda dos demónios[27]. Tais pactos, muitas vezes, conferem aos demónios a possibilidade de causar distúrbios que vão para além das simples tentações.
13. Que sinais podem indiciar a presença de distúrbios de origem diabólica?
Conhecer línguas desconhecidas à pessoa, bem como factos ocultos, manifestar uma força acima do normal e ter aversão às coisas sagradas[28]. Ver, ouvir, sentir, cheirar e imaginar coisas inexplicáveis à luz das ciências psicológicas. Ter doenças ou distúrbios somáticos inexplicáveis à luz das ciências médicas[29]. Acontecimentos estranhos com objectos e animais inexplicáveis à luz da ciência, como por exemplo, coisas que se movem do lugar sozinhas, electrodomésticos que se acendem e desligam sozinhos, etc.
14. O que é um malefício?
«O malefício é o poder de fazer mal a outros, graças a um pacto e com a ajuda dos demónios. Distingue-se da magia, a qual tem como objectivo realizar prodígios, enquanto este vem direcionado a fazer mal a alguém »[30].
15. Como se pode destruir um malefício?
Através de uma vida vivida na graça de Deus, da frequência dos sacramentos, principalmente da Eucaristia e da Reconciliação, dos sacramentais, de modo especial dos exorcismos, dos objectos religiosos abençoados, das peregrinações a lugares santos, da invocação dos santos, da destruição dos objectos utilizados no malefício e das orações de libertação[31].
16. O que é um exorcismo?
O exorcismo é um sacramental. Trata-se de uma celebração litúrgica em que «a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objecto seja protegido contra a acção do Maligno e subtraído ao seu domínio [...]. Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do Baptismo. O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo»[32].
17. O que é uma oração de libertação?
É uma oração dirigida a Deus, em que, tal como na última petição do Pai Nosso, pedimos para ser libertados do influxo diabólico. «Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador»[33].
18. Nos casos de pessoas que apresentem distúrbios diabólicos leves um sacerdote deve rezar orações de libertação mesmo não sendo exorcista?
Sim, deve. O Cardeal Schönborn num retiro internacional para sacerdotes em Ars afirmou: «É preciso distinguir bem o Grande Exorcismo, reservado ao bispo ou àquele em quem o bispo delegou – porque um exorcista não se improvisa – da oração de libertação que deveria ser normal para todos nós, padres. Trata-se de uma oração pronunciada com a autoridade de Jesus, dos Santos e dos Anjos, com o fim de interceder por uma pessoa, não possessa, mas infestada, perturbada por ataques do Maligno. É preciso prestar este serviço aos nossos fiéis, pois ele faz parte do nosso ministério de padre»[34].
19. Qualquer fiel pode rezar uma oração de libertação?
Sim, pode. O Senhor Jesus quer que todos os seus discípulos rezem o Pai Nosso e que portanto que peçam ao Pai que está nos céus a libertação «do poder do Maligno» (1Jo 5,19). Na última petição do Pai Nosso «o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus»[35].
20. Qual a utilidade e eficácia de uma oração de libertação?
É eficaz como qualquer outra oração de petição a Deus[36]. Deve ser feita com as devidas disposições[37] e estar de acordo com o plano divino de amor e salvação para cada um de nós[38]. Concretamente, alcançam a graça que pedem, ou seja, a efectiva libertação do domínio diabólico e de todos os males causados pelos demónios. Além disso, ajudam a discernir eventuais casos de possessão, obsessão, vexação e infestação diabólica.
Notas:
[1] Estas breves questões foram preparadas pelo Pe. Duarte Sousa Lara (www.santidade.net), exorcista e doutor em teologia.
[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 328.
[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 391.
[4] Concílio de Latrão IV, cap. 1, De fide catholica : DH 800.
[5] Cf. R. Bultmann, Nuovo Testamento e mitologia. Il manifesto della demitizzazione, Bescia 1970, pp. 109-110: «A fé acerca da existência dos espíritos e dos demónios está liquidada pela conhecimento das forças e das leis da natureza. [...] Não se pode usar a luz eléctrica e a rádio, servir-se dos modernos instrumentos médicos e químicos nos casos de doença, e depois acreditar no mundo dos espíritos e dos milagres do Novo Testamento».
[6] Catecismo da Igreja Católica, n. 395.
[7] Catecismo da Igreja Católica, n. 329.
[8] Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio.
[9] Catecismo da Igreja Católica, n. 1861.
[10] Afirmava a Beata Jacinta Marto pouco antes de morrer: «Os pecados que levam mais almas para o inferno, são os pecados da carne» ( J. M. De Marchi, Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, 17ª ed., Editora Missões Consolata, Fátima 2000, p. 267).
[11] Cf. Ex 20,2-17: «Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão. Não terás outros deuses perante Mim. Não farás de ti nenhuma imagem esculpida, nem figura que existe lá no alto do céu ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto porque eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cioso castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos».
[12] Cf. Afonso Maria de Ligório (santo), Theologia moralis, Tipografia Vaticana, Roma 1905, tom. 1, lib. 3, tract. 1, cap. 1, dub. 2, n. 5:«A adivinhação dá-se quando alguém invoca a ajuda tácita ou explícita dos demónios a fim de conhecer coisas futuras contingentes (não necessárias) ou coisas ocultas que não se podem conhecer naturalmente».
[13] Cf. ibidem, dub. 4, n. 15:«A vã observância, tal como a adivinhação, é de sua natureza (ex genere suo) um pecado mortal. Porque atribui honras divinas às creaturas esperando dessas algo que só de Deus devemos esperar e também porque tenta entrar em pacto com o demónio».
[14] Cf. ibidem, dub. 1, n. 1:«A superstição é a falsificação da religião, ou culto vicioso».
[15] Cf. Mt 13,3-8.18-23; Mc 4,3-9.13-20; Lc 8,5-8.11-15.
[16] Agostinho de Hipona (santo), Serm. 163/B, 5.
[17] Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio.
[18] Catecismo da Igreja Católica, n. 395.
[19] Cf. Rom 8,28: «Ora nós sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus».
[20] Concílio Vaticano II, Gaudium et spes, n. 37.
[21] Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio.
[22] Cf. At 12,7-10: «De repente apareceu um anjo do Senhor, e uma luz resplandeceu no recinto. O anjo, batendo no lado de Pedro, despertou-o, dizendo: “Levanta-te depressa!”. E caíram as correntes das suas mãos. O anjo disse-lhe: “Toma o teu cinto e calça as tuas sandálias!”. E ele assim fez. E disse-lhe: “Põe sobre ti a tua capa e segue-me!”. Ele, saindo, seguia-o sem dar conta de que era realidade o que se fazia por intervenção do anjo, antes julgava ter uma visão. Depois de passarem a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se abriu por si mesma. Saindo, passaram uma rua, e imediatamente o anjo afastou-se dele»; Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, I, q. 110, a. 3, ad 3: «a potência motora da alma limita-se ao corpo a ela unido, que ela vivifica, e mediante o qual pode mover outros corpos. No entanto, a potência do anjo não é limitada a um corpo, podendo assim mover localment corpos aos quais não está unida».
[23] Cf. Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, I, q. 111, a. 3, c.: «O anjo, bom ou mau, pode, em virtude da sua natureza, mover a imaginação do homem»; Ibidem, a. 4, c.: «O anjo pode agir sobre os sentidos do homem».
[24] Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, I, q. 110, a. 4, ad 2.
[25] Cf. At 16,16-19: «Aconteceu que, um dia, indo nós à oração, nos veio ao encontro uma jovem escrava que tinha um espírito pitónico, e que com as suas adivinhações dava muito lucro a seus amos. Ela, seguindo-nos a Paulo e a nós, gritava, dizendo: “Estes homens são servos do Deus excelso e vos anunciam o caminho da salvação”. E fez isto muitos dias. Paulo, porém, enfadado, tendo-se voltado para ela, disse ao espírito: “Ordeno-te, em nome de Jesus Cristo, que saias dessa mulher”. E ele na mesma hora saiu. Mas, vendo seus amos que se lhes tinha acabado a esperança do lucro, pegando em Paulo e em Silas, os levaram ao foro, às autoridades»; Agostinho de Hipona (santo), De divinatione daemonum liber unus : PL 40; Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, II-II, q. 95, a. 2, c.: «toda a adivinhação é obra dos demónios».
[26] Cf. At 19,18-19: «Muitos dos que tinham acreditado iam confessar e declarar as suas práticas. Muitos também daqueles que se tinham dedicado à magia, trouxeram os seus livros e queimaram-nos diante de todos»; Agostinho de Hipona (santo), De Trinitate, 3,7,12: «os anjos prevaricadores [...] conferem à magia todo o poder que essa tem».
[27] Cf. Tomás de Aquino (santo), Summa theologiae, II-II, q. 95, a. 2, ad 2: «esse modo de adivinhação é culto aos demónios, enquanto com eles se fazem pactos implícitos ou explícitos».
[28] Cf. Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Preliminares, n. 16.
[29] Cf. Lc 13,11: «Estava lá uma mulher possessa de um espírito que a tinha doente havia dezoito anos; andava encurvada, e não podia levantar a cabeça».
[30] Afonso Maria de Ligório (santo), Theologia moralis, Tipografia Vaticana, Roma 1905, tom. 1, lib. 3, tract. 1, cap. 1, dub. 5, n. 23.
[31] Cf. ibidem, n. 24:«Contra os malefícios é lícito utilizar: 1) Os remédios da ciência médica [...]. 2) Os exorcismos e os sacramentos da Igreja, as peregrinações, as invocações dos santos, etc. 3) A destruição dos sinais por meio dos quais o demónio ataca».
[32] Catecismo da Igreja Católica, n. 1673.
[33] Catecismo da Igreja Católica, n. 2854.
[34] Christoph Schönborn (cardeal), La joie d'être prêtre. A la suite du Curé d'Ars, ouverture par le pape Benoît XVI, Éditions des Béatitudes, Nouan-le-Fuzelier 2009, p. 90.
[35] Catecismo da Igreja Católica, n. 2851.
[36] Cf. Jo 16,24: «pedi e recebereis»; Mt 7,7-8: «Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe, e quem busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-á».
[37] Feita em nome de Jesus (cf. Jo 16,23: «se pedirdes a Meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vo-la dará»), com fé (Mt 21,22: «tudo o que pedirdes com fé na oração alcançá-lo-eis»; Tg 1,6: «peça-a com fé, sem nada hesitar»), com humildade (Lc 18,10-14; Catecismo da Igreja Católica, n. 2559: «A humildade é o fundamento da oração»), perseverança (cf. Rom 12,12: «perseverantes na oração») e de preferência em grupo (cf. Mt 18,19: «se dois de vós se unirem entre si sobre a terra a pedir qualquer coisa, esta lhes será concedida por Meu Pai que está nos céus»).
[38] Cf. Lc 22,42: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua»; 2Cor 12,8-9: «roguei três vezes ao Senhor que o apartasse de mim, mas Ele disse-me: “Basta-te a Minha graça, porque é na fraqueza que o Meu poder se manifesta por completo”».

http://www.santidade.net/ensinamentos/demonio_exorcismo_oracao_de_libertacao.htm

terça-feira, 22 de julho de 2014

Novena a Santo Inácio de Loyola - Em espanhol

La Novena fue escrita por un sacerdote de la Compañía de Jesús, y recibió Imprímatur de la Archidiócesis de Madrid en 1829.
    
El fin de hacer esta Novena, ha de ser el que tuvo San Ignacio en todas sus empresas, pensamientos, palabras y obras: AD MAJOREM DEI GLORIAM, a la mayor gloria de Dios. Este fin nobilísimo se han de proponer sus devotos en pedir al Santo y conseguir la gracia que desearen, remitiendo al arbitrio del Santo lo que toca al propio interés, porque san Ignacio sabe mejor que nosotros lo que conviene y los que piden sus celestiales favores. Muchas veces si el Santo concediera la gracia que se le pide, sería para condenación de los que suspiran por ella; y no pueden los Santos desear a sus favorecidos desgracia eternamente lamentable. Pero asegúrense los que hicieren la Novena del glorioso Patriarca san Ignacio, que si no les conviene el favor que piden, les ha de conceder otra alguna gracia mucho más deseable, y que ellos mismos pedirían al Santo, si Dios les abriese los ojos del alma para conocer la necesidad que de ella tienen.
    
Advertencias para todos los días
   
Hincados de rodillas delante de algún altar o imagen de San Ignacio de Loyola, levantará el corazón a Dios, y se considerará presente a la Santísima Trinidad, a Cristo nuestro Señor, a María Santísima asistida de la celestial corte de innumerables Angeles y Santos, y especialmente pondrá los ojos del alma en san Ignacio, ofreciendo a Dios por medio del Santo todos sus pensamientos, palabras y obras con la Novena.
  
NOVENA A SAN IGNACIO DE LOYOLA, FUNDADOR DE LA COMPAÑÍA DE JESÚS

      
Por la señal + de la santa cruz; de nuestros + enemigos líbranos, Señor + Dios nuestro. En el nombre del Padre y del Hijo + y del Espíritu Santo. Amen. 
    
ACTO DE CONTRICIÓN- PARA TODOS LOS DÍAS DE LA NOVENA
   
Senor mio Jesucristo, Dios y hombre verdadero, Criador y Redentor mio, por ser Vos quien sois, y porque os amo sobre todas las cosas, me pesa de todo corazón de haberos ofendido: propongo firmemente de nunca más pecar, y de apartarme de todas las ocasiones de ofenderos, y de confesarme, y cumplir la penitencia que me fuere impuesta: ofrézcoos mi vida, obras y trabajos en satisfacción de todos mis pecados; y así como os lo suplico, así confio en vuestra bondad y misericordia infinita me los perdonaréis por los merecimientos de vuestra preciosísima Sangre, Pasion y Muerte, y me daréis gracia para enmendarme, y para perseverar en vuestro santo servicio hasta la muerte. Amén.
   
ORACIÓN INICIAL- PARA TODOS LOS DÍAS DE LA NOVENA
   
Gloriosísimo Padre y Patriarca San Ignacio, Fundador de la Compañía de Jesús, y Padre mío amantísimo: si es para mayor gloria de Dios, honor vuestro, y provecho de mi alma que yo consiga la gracia que os pido en esta Novena, alcanzadla del Señor; y si no, ordenad mi petición con todos mis pensamientos, palabras y obras a lo que fue siempre el blasón de vuestras heroicas empresas: A mayor gloria de Dios.
   
DÍA PRIMERO - 22 DE JULIO
   
Jesús mío dulcísimo, que nos revelasteis los misterios sagrados de vuestra Fe, y por vuestra predicación deseasteis plantarla en los corazones humanos como raíz de todas las buenas obras, y de la eterna salvación: ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente los de su iluminada fe, con la cual creería cuantos misterios están escritos en las santas Escrituras, aunque se perdiesen todos los libros sagrados; y de la cual animado, la defendió contra los herejes, la dilató entre los gentiles, y la avivó entre los católicos. Suplícoos, Padre amantísimo de mí alma, me deis una fe vivísima de vuestros divinos misterios, que me ilustre, para creerlos y estimarlos como verdadero hijo de la santa Iglesia con fervorosas obras de perfecto cristiano, y me concedáis la gracia que os pido en esta Novena, si es para mayor gloria de Dios, honor del Santo, y bien de mi alma. Amén.
   
Rezar tres Padre nuestros, y tres Ave Marías a la Santísima Trinidad, en obsequio de la devocion que nuestro Padre San Ignacio tuvo a este inefable e incomprensible Misterio.
   
ORACIÓN A SAN IGNACIO DE LOYOLA
  
Santísimo Padre y Patriarca San Ignacio, a quien Jesús escogió para Capitán de su sagrada Compañía, y adornó con todas las virtudes que pedía este supremo cargo: Ángel en la pureza de cuerpo y mente; Arcángel encargado de tantos negocios de la mayor gloria de Dios, y bien de las almas; Principado excelentísimo en la dirección de tantos millares de espíritus felices; Potestad poderosísima, para echar a los demonios de los cuerpos, y de las almas; Virtud prodigiosa en tantos y tan estupendos milagros; Dominación suprema de la Compañía, que formó tan dignos ministros evangélicos, y ahora continúa en formarlos desde el Cielo; Trono elevadísimo, en quien descansó la mayor gloria de Dios, corriendo en vuestra fogosa alma por todas las cuatro partes del mundo; Sapientísimo Querubín, cuya mente ilustrada por el Espíritu Santo, dictó sabiduría celestial a su pluma; Serafín fogosísimo, que aspiró en su vida, y aspira continuamente desde el Cielo, a encender todo el mundo en llamas del divino amor; abreviado paraíso de todas las virtudes y gracias que, a competencia formaron la heroicidad nunca bastantemente alabada de vuestra grande alma. Yo, Padre mío amantísimo, me gozo de veros tan superior a cuantos elogios puede daros mi balbuciente lengua, y concebir mi tardo entendimiento, aunque inspirado de una voluntad ansiosa de amaros, y de que os amen todos los hombres. Confiado en vuestras piedades, imploro vuestra benignísima caridad, para que me alcancéis que viva yo una vida verdaderamente cristiana, conforme a las obligaciones de mi estado, observando perfectamente la ley santa de Dios, y los consejos evangélicos, que me pertenecen; y que no buscando en todas mis acciones otra cosa que la mayor gloria de Dios, consiga una muerte dichosa en los brazos de Jesús, en el amparo de María Santísima, y en vuestra presencia. Espero, Padre mío dulcísimo y suavísimo, me concedáis estas gracias tan importantes para mi eterna salvación, y el favor que os pido en esta Novena, si es para mayor gloria de Dios, honor vuestro, y provecho de mi alma. Amén. (Aqui se hará la peticion al Santo, alentando la confianza de conseguir la gracia que se desea por los merecimientos de tan poderoso intercesor)
     
ORACIÓN DE ENTREGA
     
¡Oh Dios infinitamente liberal y misericordioso! Pues he recibido de vuestra Majestad todos los dones naturales y sobrenaturales que tengo, deseoso de ser en alguna manera agradecido a vuestras misericordias, os vuelvo cuanto me habéis dado con esta oferta familiar en el corazón, y en los labios de mi glorioso Padre San Ignacio: "Recibid, Señor, toda mi libertad, mi memoria, mi entendimiento y mi voluntad. Cuanto tengo o poseo, de vuestra Divina Majestad lo he recibido; todo lo vuelvo a mi Dios, y lo consagro a vuestra Divina voluntad, para que me dirija y gobierne en todas las cosas. Dadme, Señor, vuestro Divino amor a continuo con vuestra Divina gracia, y con eso solo soy bastantemente rico, ni pido otra cosa alguna".
   
GOZOS EN HONOR A SAN IGNACIO DE LOYOLA
   
A Ignacio glorificado
Cante el Empíreo victoria:
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
   
Un fiero golpe espantoso
Del bronce que le combate
Le hiere, pero no abate
Su espíritu valeroso:
¡Oh corazón generoso,
Magnánimo y esforzado! 
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
         
Apenas a orar empieza,
Su plegaria al cielo sube,
Y baja en cándida nube
La Madre de la Belleza.
¿Qué don le trae? La Pureza,
Don precioso y regalado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
      
Desde entonces en ferviente
Caridad todo se inflama,
Y esta viva y dulce llama
Crecer en su pecho siente
Al orbe ya en fuego ardiente
Quisiera ver abrasado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
    
Quien visto su ardor hubiera,
Su ternura, su desvelo
Ante la Reina del Cielo
Que Montserrat venera,
¿Un Serafín no dijera
Ser del Empíreo bajado?
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
  
En la caverna horrorosa
Que el Cardoner limpio baña,
Con admiración vio España
Su penitencia pasmosa,
Tan rígida y espantosa
Que al orbe dejó asombrado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
   
Pero en cambio allí gustará
Tan regalados favores,
Tantos deliquios y amores,
Que aunque otro bien no esperara
Ya su dicha no trocará
Por un palacio dorado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
   
Si la deja, va corriendo
A buscar la Palestina,
Donde su sangre Divina
Vertió el buen Jesús muriendo.
¡Cuánto allí crece el incendio
De su espíritu inflamado!
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
    
Desde entonces de tal suerte
Arde su amor, que ni penas,
Ni cárceles, ni cadenas,
Ni el tormento, ni la muerte
Le entibian, porque más fuerte
Es el amor acendrado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
        
Mas si una vez este fuego
En un pecho noble prende,
¿Sofocarlo quién pretende
Que afuera no salga luego?
No hay paz, quietud ni sosiego
Hasta verlo propagado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
    
Corre inflamado la tierra,
Busca nuevos compañeros,
Alista fuertes guerreros,
Declara al inferno guerra:
Ya el campo se ve, y la tierra
Y el mundo todo incendiado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
      
¡Oh que júbilo sentía
Su corazón generoso
Al ver que el nombre glorioso
De Jesús ya se veía
Por su amada compañía
En todo el orbe anunciado!
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
      
Mas ¡ay! que viendo cumplido
Su ardentísimo deseo,
Ansiar el cielo le veo
Más y más enardecido.
¡Oh fénix de amor herido,
Vuela, vuela arrebatado!
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
    
Mueres de amor cual viviste:
Rompa ya el alma esos grillos,
Y júntese a los caudillos
Que acá en la tierra seguiste.
Venciste, Ignacio, venciste,
Tu amor, tu amor ha triunfado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
    
Recibe, pues, mil albricias
En esas mansiones santas
Donde triunfas, donde cantas
Ventura, amor y delicias,
Y el gozo y tiernas caricias
En que te inunda tu amado.
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
     
A Ignacio glorificado
Cante el Empíreo victoria:
Gloria a Ignacio, eterna gloria
Cante el mundo alborozado.
    
Antífona: Como un hombre prudente, que construyó su casa sobre la roca.
    
V. Lo amó el Señor y lo adornó.
R. Lo revistió con una estola gloriosa.
     
ORACIÓN
Oh Dios, que, para la mayor gloria de vuestro Nombre, habéis dado por el bienaventurado Ignacio un nuevo socorro a vuestra Iglesia militante, haced, que después de haber combatido en la tierra, siguiendo su ejemplo y bajo su protección, merezcamos ser coronados con él en el cielo. Por J. C. N. S. Amén.
   
En el Nombre del Padre, del Hijo, y del Espíritu Santo. Amén.  
    
DÍA SEGUNDO - 23 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
     
Jesús mío dulcísimo, que prometisteis a vuestros siervos tendrían en vuestra esperanza todos los tesoros del mundo, y nada les faltaría de cuanto esperasen, confiados en vuestra liberalidad tan amorosa como infinita: ofrezcos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente aquella firmísima esperanza que le sirvió de tesoro inagotable en su pobreza, de áncora segura en las tormentas de tantas persecuciones, y de una gloria anticipada entre los riesgos de esta miserable vida. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, me concedáis una esperanza segura de salvarme, afianzada en las buenas obras hechas con vuestra gracia, y revestidas de vuestros méritos y promesas, y también de conseguir los bienes de esta vida, conducentes a mi eterna salvación, y proporcionados a mi estado, y la gracia que os pido en esta Novena, si es para mayor gloria de Dios, honor del Santo y provecho de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
   
DÍA TERCERO - 24 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
   
Jesús mío dulcísimo, que tanto deseasteis el amor de vuestras criaturas, que nos intimasteis, como máximo y principal precepto amar a nuestro Señor Dios con todo el corazón, con toda el alma, y con todas las fuerzas: Ofrézcoos los merecimientos de mi Glorioso Padre San Ignacio, y singularmente aquel inflamadísimo amor, con el cual abrasado en un Serafín humano, respiraba solo llamas de amor divino, refiriendo todas sus obras, palabras y pensamientos a la mayor gloria de Dios, y deseando por premio de su amor, más y más amor, y posponiendo la certeza de su eterna felicidad a la gloria de servir a Dios. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, me concedáis una centella de este fuego sagrado de mi Seráfico Padre san Ignacio, y la gracia que os pido en esta Novena, a mayor gloria de Dios, honor del Santo y provecho de mi alma. Amén.
      
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
    
DÍA CUARTO - 25 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
   
Jesús mío dulcísimo, que nos encomendasteis la caridad y amor a los prójimos, como el distintivo y señal de vuestra escuela, diciendo que en esto se habían de conocer vuestros discípulos: Ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente aquella ardentísima caridad, con que deseaba encender en el fuego del divino amor a todos los hombres del mundo, y con que hizo, y padeció tanto por su eterna salvación, y por asistirlos en todos sus trabajos. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, me concedáis una caridad inflamada, con la cual á imitación de mi Padre san Ignacio, trabaje continuamente en el bien y salvación de mis prójimos con mis palabras y ejemplos, y con cuanto necesitaren de mi caritativa asistencia, y la gracia que os pido en esta Novena, a mayor gloria de Dios, honor del Santo, y bien de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
    
DÍA QUINTO - 26 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
   
Jesús mío dulcísimo, que nos encomendasteis la paciencia en los trabajos de esta vida, como la senda de la perfección, y el camino real de la gloría: ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente los de aquella paciencia invicta con que sufrió desprecios, calumnias, cárceles y cadenas con un espíritu tan constante y alegre en los trabajos, que decía no tener el mundo tantos grillos y cadenas como deseaba padecer por Jesús. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, fortalezcáis la fragilidad de mi espíritu, para que con invencible paciencia resista a los trabajos, penas y angustias de esta miserable vida, pobreza, dolores y afrentas, fabricando de ellas escala para subir a la gloria, y la gracia que os pido en esta Novena, si es para mayor gloria de Dios, honor del Santo, y bien de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
    
DÍA SEXTO - 27 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
   
Jesús mío dulcísimo, que con el ejemplo y las palabras nos ensenasteis el continuo ejercicio de la oración y a vivir con el cuerpo en la tierra, y en el cielo con el espíritu: Ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente los de aquella continua y perfectísima oración con que vivió entre los ángeles, mientras moraba entre los hombres, para conducirlos con sus trabajos y fatigas a la patria bienaventurada. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, que me concedáis el don de la oración perfecta en aquel grado que me conviene para mi salvación, y para llevar a otros muchos a la gloria, y la gracia que os pido en esta Novena, si es para mayor gloria de Dios, honor del Santo, y bien de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
     
DÍA SÉPTIMO - 28 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
      
Jesús mío dulcísimo, que con las austeridades de vuestra sacratísima vida, pasión y muerte procurasteis inspirarnos una vida austera, rígida, penitente y mortificada: ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente los de su espantosa penitencia, con la cual convirtió la gruta de Manresa en un abreviado mapa de los rigores de Egipto, Tebaida, y Nitria, y venció todas sus pasiones, hasta reducirlas a ser instrumentos de la divina gracia. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, que me concedáis una mortificación interior y exterior tan perfecta, que sujete todas mis pasiones y apetitos a la gracia, y con austeridades y penitencias de la carne, mi cuerpo obedezca a las leyes de una castidad angélica, y la gracia que os pido en esta Novena, a mayor gloria de Dios, honor del Santo, y bien de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
     
DÍA OCTAVO - 29 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
   
Jesús mío dulcísimo, que desde el instante de vuestra Encarnación en el seno purísimo de vuestra Madre Virgen, obedecisteis hasta morir obediente en la Cruz: ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente los de su heroica obediencia, con que obedeció a todos sus superiores, especialmente al Sumo Pontífice de Roma, Vicario de Cristo en la tierra, consagrando toda su Religión la Compañía de Jesús, con particular voto a la obediencia de la Santa Sede. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, me concedáis una perfectísima obediencia a todos mis superiores, continuada todos los instantes de mi vida, y perfecta en los tres grados de obedecer en cuanto a la ejecución, en cuanto a la voluntad y en cuanto al entendimiento, y la gracia que os pido en esta Novena, a mayor gloria de Dios, honor del Santo, y bien de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días
     
DÍA NOVENO - 30 DE JULIO
   
Por la señal...
Acto de Contrición y Oración inicial...
     
Jesús mío dulcísimo, que al morir nos mostrasteis el amor y deseo ardiente que teníais de que los hombres todos amasen, reverenciasen , y sirviesen a vuestra Santísima Madre, encomendándola al discípulo amado: ofrézcoos los merecimientos de mi glorioso Padre San Ignacio, y singularmente los que atesoró con la cordialísima devoción que profesaba a María Santísima, a quien escogió por madre desde su conversión; y después esta Señora hizo oficios de madre amorosa en todas las empresas, que para mayor gloria vuestra emprendió el Santo, iluminándole para que escribiese el libro admirable de los Ejercicios y el de las Constituciones y Reglas de la Compañía. Suplícoos, Padre amantísimo de mi alma, que me concedáis una sólida y cordial devoción para con María Santísima vuestra Madre, aquella que es señal cierta de predestinados; que yo sirva a esta Señora con los obsequios del más fiel y obediente hijo, y la gracia que os pido en esta Novena, a mayor gloria de Dios, honor del Santo y provecho de mi alma. Amén.
   
Las oraciones y gozos se rezarán todos los días

A extraordinária vida de São Charbel Makhluf

domingo, 20 de julho de 2014

A paciência que edifica

O papa João XXIII dizia: "A mansidão é a plenitude da força". Essa frase parece condizer com a primeira parábola do evangelho deste domingo. O reino de Deus se manifesta na comunidade aberta e acolhedora, mas convive com os obstáculos espalhados pelo inimigo. O primeiro impulso da comunidade é eliminar o diferente e adverso, mas é alertada para que saiba coexistir com ele.
Em geral, somos exigentes com os outros, intolerantes com suas falhas e inclinados a justificar com facilidade nossas fraquezas. Até que não nos reconheçamos corresponsáveis pelo mal presente na comunidade e na sociedade, não nos converteremos nem experimentaremos a bondade e a gratuidade de Deus. O mal não está somente fora de nós; nosso coração, com frequência, abriga maldade, injustiça, corrupção, sonegação. Em cada terreno (coração humano) habita um pouco de trigo e um pouco de joio. Rezamos na oração Eucarística V: "somos povo santo e pecador". Não podemos porém, nos resignar e deixar tudo como está. Contribuímos semeando a boa semente.
O projeto de Deus é um campo aberto que acolhe o trigo e o joio, o bem e o mal. os bons e os maus. A sabedoria do evangelho recomenda que a separação seja aguardada até a hora da colheita. O Mestre adverte os que querem antecipar a separação, os que não têm paciência e tolerância, os que querem fazer justiça com as próprias mãos e os que se classificam como bons e rotulam os outros de maus. À paciência de Deus devem corresponder a tolerância, a não violência,a compreensão e o respeito mútuo.
Jesus nos fala do diabo que "semeia o joio" na seara do Senhor, e hoje não é diferente: os inimigos estão infiltrados no meio do povo para tentar ludibriá-lo e desviá-lo dos bons propósitos. Em toda a sociedade e em todas as organizações, encontramos os adversários do reino de Deus. São aqueles que, por exemplo, agem contra os projetos de promoção humana e as políticas públicas em favor dos mais pobres. É a luta constante entre o projeto de Deus e os projetos contrários ao seu reino.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 20/07/2014

sábado, 19 de julho de 2014

A fé introduz no repouso de Deus

Eis por que assim declara o Espírito Santo: Hoje, se lhe ouvirdes a voz, não endureçais vossos corações, como aconteceu na Provocação: no dia da Tentação, no deserto, onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos. Pelo que me indignei contra essa geração,e afirmei: sempre se enganam no coração, e desconhecem meus caminhos. Assim, jurei em minha ira: não entrarão no meu repouso. Vede irmão que não haja entre vós quem tenha coração mau e infiel que se afaste do Deus vivo. Exortai-vos, antes, uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser "hoje", para que ninguém de vós se endureça, seduzido pelo pecado. Pois nos tornamos companheiros de Cristo, contanto que mantenhamos firme até o fim nossa confiança inicial. Quando se diz hoje, se lhe ouvirdes a voz, não endureçais vossos corações, como aconteceu na Provocação... Quais foram os que ouviram , e fizeram a provocação? Não foram todos que saíram do Egito, graças a Moisés? E contra que se indignou ele durante quarenta anos? Não foi acaso contra os que pecaram,e cujos cadáveres caíram no deserto? E a quem, senão aos rebeldes, jurou ele que não entrariam no seu repouso? Vemos, pois, que foi por causa da sua infidelidade que não puderam entrar.

Hebreus 3, 7-19 Bíblia de Jerusalém