segunda-feira, 22 de setembro de 2014

FAZER A VIDA AMÁVEL

Amor e paciência
Santo Tomás de Aquino, com muito poucas palavras, diz uma grande verdade: «Só o amor é causa da paciência» (Suma teológica, 2-2,q. 136,3).
O santo doutor tem presente o que escrevia São Paulo: A caridade – ou seja, o amor cristão – é paciente (1Cor 13,4).  Talvez você se lembre de que o Apóstolo, nesse capítulo treze da primeira carta aos Coríntios, enumera as qualidades do amor ao próximo, e menciona em primeiro lugar, encabeçando todas as outras, a paciência.
Isso ajuda-nos a compreender a importância da paciência no convívio. Sem ela, as outras manifestações do amor ao próximo podem ficar seriamente prejudicadas.
Imagine um pai muito sacrificado, trabalhador de qualidade, amante do lar e da vida em família, responsável pela formação espiritual e profissional dos filhos, mas que carece de paciência: é nervoso e impaciente, recrimina os atrasos, não tolera demoras, não sabe aguentar um filho que fala mais alto, ou esquece as coisas ou desobedece, não tolera que o contradigam e corrige agressivamente. Essa sua  impaciência acaba jogando uma nuvem de fumaça sobre as outras qualidades do seu amor, faz-lhes perder qualidade e, em boa parte, as estraga.
Nunca ouviu comentários como estes: “Minha mulher é uma santa, nada a reclamar, trabalha, cuida de tudo, não se poupa, é uma mãe solícita, é econômica…, mas tem um gênio muito difícil de aguentar; chega a esgotar a paciência, há horas em que preferiria não voltar a casa, para não ter que ouvir resmungos, queixas, recriminações e críticas…”.
O belo amor
Acabo de falar de um pai e uma mãe que têm amor, mas que são difíceis de suportar, porque são impacientes. Então, onde fica o que dizíamos do amor que é “causa da paciência?”.
É muito simples. O amor é como o fogo de uma lareira. A lareira está acesa, mas pode acontecer que a lenha, mesmo crepitando em chamas, esteja ardendo mal, e lance fumaça e fuligem que irritam o nariz, a garganta e os olhos.
De modo análogo, há pessoas boas, que têm acesa, sem dúvida, a chama do amor aos outros, mas que precisam de melhorar muito a qualidade da lenha (do coração e das virtudes) e da combustão (dos sentimentos), para que seu afeto se manifeste de modo amável e aconchegante. Que diria da qualidade de um amor que é sincero, mas  que asfixia e dá vontade de fugir? Pois bem, esse – insisto – é o amor sem paciência. Mães e pais, companheiros de trabalho que se julgam bons amigos, deveriam pensar nessas coisas, levar a mão à consciência, e decidir-se a mudar.
Uma oração da Igreja chama à Virgem Maria Mãe do belo amor. Nós temos que amar o próximo, e sobretudo ao “nosso próximo de cada dia” com belo amor. E qual é o belo amor? É o que não se limita a “querer bem” às pessoas, mas lhes “faz bem”, porque, além de ser acertado,  é amável, compreensivo e paciente, mesmo quando – para o bem deles – seja preciso dizer verdades duras, evitar concessões moles e tomar atitudes enérgicas, que eles vão demorar a compreender.
Essa purificação do amor, esse processo de libertação das fumaças da impaciência, exige muita oração e luta, um contínuo esforço. Não é impossível mudar. Depende de ganharmos, com a ajuda de Deus, a convicção de que “devemos” ser mais pacientes (sem a desculpa esfarrapada de que “eu sou assim”, “este é meu gênio”), de decidir-nos a sê-lo de fato, e de lutar para dar cada dia algum passo rumo à paciência.
O papa São Gregório Magno (século VI) dizia: «Se eu não faço o esforço de suportar o teu caráter, e se tu não te preocupas de suportar o meu, como poderá levantar-se entre nós o edifício da caridade se o amor mútuo não nos une na paciência»? (Homilia sobre Ezequiel).
O amor que se esforça
Não é preciso insistir – pois o sabemos bem – no fato de que todos nós temos defeitos. Todos o reconhecemos. Porém não reconhecemos tão facilmente que temos tais e tais defeitos e que eles que aborrecem e irritam – com razão – os demais. Que fazer? Lutar como um bom cristão, com as armas da oração e da mortificação:
a)  Orar mais. Sempre, como repetia São Josemaria Escrivá, com toda a tradição espiritual da Igreja, «a oração deve preceder, acompanhar e seguir todos os nossos esforços». Você já pediu a Deus mais paciência? Pediu-lhe compreender mais os outros, que é  o passo prévio para a paciência? Pediu a graça de vencer dificuldades concretas, como  palavras ásperas que você não contém, gestos de desaprovação, expressões de irritação, de cansaço das pessoas, etc.?
Já escolheu alguma jaculatória que possa repetir com fé durante o dia, como: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”, ou Rainha da paz, rogai por nós”?
b)  Mortificações habituais. Sintetizando conselhos dados em outra publicação[1], vou-lhe sugerir alguns:
─ fazer o esforço de escutar pacientemente a todos, sem deixar que se apague o sorriso dos lábios;─ não andar comentando a toda a hora as nossas gripes, as nossas dores de cabeça ou de fígado nem, em geral, qualquer outro tipo de mal-estar pessoal; evitar também queixar-nos do calor ou do frio, do abafamento do local, do tempo que levamos sem comer nada…;
─ renunciar a utilizar expressões humilhantes, como “Você sempre faz isso!”, “De novo”, “Já é a terceira vez!”, “Já estou cansado”, etc.;
─ evitar cobranças insistentes e antipáticas, e prontificar-nos a ajudar os outros quando eles, honestamente, não conseguem fazer as coisas no prazo certo;
─ não implicar com pequenos maus hábitos ou cacoetes dos outros, mas deixá-los passar como quem nem repara neles: mania de bater na cadeira ou de tamborilar com os dedos na mesa, tendência para ler por cima do ombro o jornal que nós estamos lendo, de fazer ruído com a boca, de cantarolar enquanto se lê ou se trabalha…;
─ saber repetir calmamente as nossas explicações a quem não as entende; ter especialmente a paciência, partindo do bê-á-bá, para esclarecer o funcionamento de aparelhos eletrônicos àqueles que não têm facilidade de manejá-los;
─ não buzinar irritadamente quando alguém reduz sem avisar a marcha do veículo, nos ultrapassa quase raspando, vira ou estaciona sem dar sinal, etc. É boa mortificação não olhar para a cara do “agressor”, pois assim é mais difícil perder a paciência. Melhor se, passada a primeira reação, invocamos seu Anjo da Guarda e rezamos uma Ave-Maria por ele.


[1] cf. o livo A paciência, publicado pela Ed. Quadrante
http://www.padrefaus.org/archives/1821?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+padrefaus+%28F%C3%A9%2C+Verdade+e+Caridade%29

domingo, 21 de setembro de 2014

A justiça do reino

Com nossa vida glorifiquemos o Senhor, cujos critérios são diferentes dos nossos; ele é bom e misericordioso para com todos e está perto dos que o invocam. Hoje ele nos convida a trabalhar na construção do reino dos céus e nos oferece a possibilidade de receber seus dons, ouvir sua palavra e experimentar seu amor por nós.

A justiça do reino, que se manifesta no agir de Deus, o dono da vinha que cumpre a palavra e atende a todos, convida a atitudes novas. Pois trabalhar em sua vinha, o reino de Deus, não torna uns mais merecedores que outros. Cada um de nós, com a própria história, seguindo a  justiça do reino, entra na dinâmica do amor de Deus, tornando-se também objeto de sua bondade e misericórdia.
Os que foram contratados primeiro esperam receber mais do que o "justo" combinado. Pensam na justiça que retribui segundo o mérito, baseada na comparação e sempre acompanhada de ciúme.
Os que foram contratados por último, em vez, descobrem que o "justo" combinado vai além do que merecem. De fato, o dono da vinha, ao agir com bondade, mostra que sua justiça não é punição, mas solidariedade com os que vivem situações de preocupação e sofrimento, como o desemprego.
Tem sentido, então, a pergunta do dono da vinha, diante de um ciúme que não admite o amor autêntico de Deus. Reconhecer-se agraciado por Deus e comprometer-se com uma justiça diferente faz superar preconceitos e abre ás necessidades dos outros. Seria mais fácil, de antemão, tachar de vagabundos aqueles trabalhadores contratados por último. O dono da vinha os questiona, descobre que estão desempregados, e o pagamento "justo" que ele faz se expressa em solidariedade, pelo drama que viviam.
A justiça de Deus, enfim, iguala por alto, eleva à dignidade todos os seus filhos e filhas. E nos convida a uma lógica diferente, não baseada no mérito, mas na solidariedade que questiona, aproxima e inclui. Para além de preconceitos, para além da simples retribuição, a fim de experimentar de fato o agir daquele que é bom.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o evangelho deste domingo 21/09/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O TERÇO DAS SETE DORES DA VIRGEM MARIA.

  Início:

D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Oração Inicial:

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça)

1ª Dor - Profecia de Simeão

Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

2ª Dor - Fuga para o Egito

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20segunda%20p%C3%A1gina/As%20Devo%C3%A7%C3%B5es/2.%20DEVO%C3%87%C3%95ES%20A%20MARIA%20SANT%C3%8DSSIMA/Devo%C3%A7%C3%A3o%20as%20sete%20dores%20de%20Nossa%20Senhora..htm

História de Nossa Senhora das Dores


Nossa Senhora das Dores

Nosssa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.                         

O culto

O culto a Nossa Senhora das Dores iniciou-se no ano 1221 no Mosteiro de Schönau, na então Germânia, hoje, Alemanha. A festa de Nossa Senhora das Dores como hoje a conhecemos, celebrada em 15 de setembro, teve início em Florença, na Itália, no ano de 1239 através da Ordem dos Servos de Maria, uma ordem profundamente mariana.

As sete dores de Nossa Senhora

1.       A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
2.       A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
3.       O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
4.       O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
5.       O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);
6.       Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
7.       O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

Imagem de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores é representada com um semblante de dor e sofrimento, tendo sete espadas ferindo seu imaculado coração. Às vezes, uma só espada transpassa seu coração, simbolizando todas as dores que ela sofreu. Ela é também representada com uma expressão sofrida diante da Cruz, contemplando o filho morto. Foi daí que se originou o hino medieval chamado Stabat Mater Dolorosa (Estava a Mãe Dolorosa). Ela ainda é representada segurando Jesus morto nos braços, depois de seu corpo ser descido da Cruz, dando assim origem à famosa escultura chamada Pietà.

Nossa Senhora das Dores, mãe de todos os homens

Foi aos pés da Cruz, quando Maria viveu a sua dor mais crucial, que ela recebeu do Filho a missão de ser a Mãe de todos homens, Mãe da Igreja (Corpo Místico), Mãe de todos os fiéis. Foi naquele momento de dor que Jesus disse a ela: Mãe, eis aí o teu filho (este filho está simbolizando a todos os fiéis). Foi nesse mesmo momento que Jesus disse a São João, que ali representava a todos nós: Filho, eis aí tua mãe. É por isso que a devoção a Nossa Senhora das Dores se reveste de grande importância para todos os cristãos.

Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores

Nas revelações dadas a Santa Brígida, aprovadas pela Igreja Católica, vemos sete graças maravilhosas que Nossa Senhora prometeu a quem rezar a cada dia sete Ave-Marias em honra de suas Sete dores, fazendo uma pequena meditação sobre essas dores. As promessas são as seguintes:

1ª - Porei a paz em suas famílias.
2ª - Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
3ª - Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos.
4ª - Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas.
5ª - Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
6ª - Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima.
7ª - Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. 

Promessas de Jesus a Santo Afonso

Santo Afonso Maria de Ligório recebeu revelações em que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu aos devotos de Nossa Senhora das Dores as seguintes graças:
1ª – Que aquele devoto que invocar a divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados.
2ª - Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos seus corações a memória de Sua Paixão dando-lhes depois um competente prêmio no Céu.
3ª - Jesus Cristo guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte.
4ª - Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que delas disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores.

Terço de Nossa Senhora das Dores

Rosário das Lágrimas, ou, Terço das Lágrimas, ou Terço de Nossa Senhora das Dores é também um símbolo de Nossa Senhora das Dores. Ele tem 49 contas brancas divididas em sete partes de sete contas cada. Cada uma dessas sete partes representa uma das sete dores de Nossa Senhora. Contempla-se uma Dor de Maria e reza-se um Pai Nosso e sete Ave-Marias.

Oração a Nossa Senhora das Dores

Esta é a oração inicial do terço de Nossa Senhora das Dores.
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça). Amém.
Em seguida, reza-se o Terço das Dores, contemplando cada Dor e rezando 1 Pai Nosso e 7 Ave Marias em cada dor contemplada.

http://www.cruzterrasanta.com.br/historia/nossa-senhora-das-dores

sábado, 13 de setembro de 2014

Alicerçado sobre a rocha


Cinjo-me hoje com a força poderosa da invocação da Trindade, da fé em Deus uno e trino, Criador do Universo.
Cinjo-me hoje com o poder da encarnação de Cristo e do seu baptismo, com o poder da sua crucificação e da sua descida ao túmulo, com o poder da sua ressurreição e da sua ascensão, com o poder da sua vinda no dia do Juízo Final.
Cinjo-me hoje com a força do amor dos serafins, a obediência dos anjos, o serviço dos arcanjos, a esperança da ressurreição com vista à recompensa, as orações dos patriarcas, as profecias dos profetas, a pregação dos apóstolos, a fidelidade dos confessores, a inocência das virgens santas, as acções de todos os justos.
Cinjo-me hoje com o poder do céu, a luz do sol, a claridade da lua, o esplendor do fogo, o brilho do relâmpago, a rapidez do vento, as profundezas do mar, a estabilidade da terra, a solidez das pedras.
Cinjo-me hoje com a força de Deus para me guiar, o poder de Deus para me amparar, a sabedoria de Deus para me instruir, o olhar de Deus para zelar por mim, o ouvido de Deus para me escutar, a palavra de Deus para falar comigo, a mão de Deus para me guardar, o caminho de Deus para eu trilhar, o escudo de Deus para me proteger, os exércitos de Deus para me salvarem das ciladas dos demónios, das tentações dos vícios, das fraquezas da natureza e de todos aqueles que me querem mal. […]
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim, Cristo em mim, Cristo abaixo de mim, Cristo sobre mim, Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda, Cristo quando me levanto, Cristo quando me deito, Cristo no coração de quem pensa em mim, Cristo na boca de quem fala de mim, Cristo nos olhos de quem me olha, Cristo nos ouvidos de quem me ouve.
Cinjo-me hoje com a força poderosa da invocação da Trindade, da fé em Deus uno e trino, Criador do Universo.  

http://www.arautos.org/evangelho.html?id=273

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A forma eficiente de receber a cura


Louvando a Deus somos capazes de receber a cura e a libertação

A forma mais eficiente de receber a cura e a libertação é através da oração de louvor. Quando louvamos a Deus nós submetemos nossas vidas a Ele. É na nossa fraqueza que encontramos toda a nossa força. Quando estamos louvando ao Senhor é o mesmo que dizermos a Ele que somos pessoas fracas que precisamos de ajuda d’Ele, da Sua cura e de Sua libertação e do Seu amor.

Precisamos orar em línguas. Porque quando oramos em línguas nos apresentamos diante do Senhor como criancinhas que estão aprendendo a falar. A I Carta aos Coríntios, capítulo 12, é a prece da criancinha. Muitas vezes, a criança não sabe como se expressar diante da sua mãe, ela apenas balbucia, e aquelas sílabas que os pequenos pronunciam só a mãe consegue entender. Não vamos encontrar essa linguagem infantil em nenhum dicionário, mas para a mãe aquilo tem muita expressividade.

Muitas vezes, nos encontramos diante de Deus sem saber o que pedir, como criancinhas. Não sabemos em que linguagem devemos nos comunicar com Ele, então a língua que usamos para falar com Ele é a de uma pequena criança. E não importa sobre o que vão dizer sobre nós de utilizarmos essa língua. Eu sou um(a) filho(a) livre diante de Deus, que se comunica comigo.

“Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis (cf. Romanos 8,26).

Paulo fala nessa passagem bíblica que muitas vezes não sabemos como orar, então nós pedimos ao Espírito, que habita em nós, para orar em nós ao Pai, para orar numa língua que é a língua d’Ele [Espírito Santo]. E São Paulo expressa isso ao dizer que é o Paráclito que vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis, e esses gemidos, que não podem ser traduzidos em palavras, é o Espírito orando em nós ao Pai segundo nossas necessidades, e que hoje, vem orar através de nós.

Estamos pedindo que o Espírito Santo de Deus venha orar em nosso nome para que a nossa oração chegue ao Pai, porque o Espírito sabe exatamente o que estamos necessitando.
Pelo Espírito vamos descobrir necessidades que nós mesmos não temos conhecimento; e uma coisa que precisamos fazer é entregar as nossas necessidades nas mãos do Espírito Santo, que sabe muito mais que nós o que precisamos.

Qual é o Pai que se rejubila vendo um filho sofrendo? Ou morrendo de fome e sede?
O Senhor não se alegra com isso! Não é Deus que causa todos esses desastres ao mundo. Ele não traz doença nem sofrimento. Caso contrário, qual seria o sentido de ir até Jesus buscar cura e libertação?

Ao contrário do que pensamos, Deus tem compaixão, e compaixão vem do latim que significa “sofrer junto”. Ele não nos promete cura e libertação, mas Ele já nos está dando a cura e a libertação ao derramar o Seu Espírito que nos faz voltar à vida, e não nos deixará como ossos que estão secos, mas através desse sopro do Espírito nos fará criaturas vivas.

Lembra como a Bíblia apresenta a criação do homem? O homem que era apenas barro e o Senhor sopra naquele barro e o torna vivo. Lembra quando Jesus soprou sobre os apóstolos e derramou sobre eles o Seu Espírito Santo e eles se tornaram novas criaturas a partir daquele momento? Jesus, hoje, sopra cada um de nós e a partir disso você se torna uma nova pessoa, nos tornamos pessoas curadas e libertas.

Senhor, nós cremos em Tua Palavra. Não é apenas uma promessa, mas uma realidade! Tu és fiel na Tua Palavra. Eu abro, Senhor, meu coração para qualquer cura e libertação que queira fazer em mim. Abra os nossos corações, meu Senhor, para que possamos receber toda a cura que vem de Ti, e receber novamente a verdadeira vida.

Eu sei que o Senhor deseja fazer isso com todo o Seu povo. O Senhor deseja fazer isso comigo e eu Te agradeço, Senhor, por me fazer uma pessoa viva!

http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/cura-e-libertacao/a-forma-eficiente-de-receber-a-cura/

Conversão e a luta contra o pecado