domingo, 19 de outubro de 2014

Cristãos missionários

No evangelho, Jesus é provocado para cair numa armadilha. Percebendo a maldade de seus opositores, transfere a responsabilidade para eles e faz um discernimento: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". O poder, as riquezas, as vaidades são do mundo, são de César. A vida, o envio, à missão são de Deus. Como nos lembra Isaías: "Eu te chamei, eu sou o Senhor e não há outro". Somos eleitos para ir e testemunhar com nossa vida.
O mandato de Jesus aos seus díscipulos: Vão e levem a boa notícia a todas as nações" é algo vivo e atual. Todos somos chamados e enviados em missão. O cristão deve viver o evangelho e por isso tem a obrigação de ser missionário. Paulo dizia: "Anunciar o evangelho não é motivo de glória, mas necessidade. Ai de mim se não anunciá-lo" (1Cor 9,16).
Que tipo de missionários somos? Como vivemos esse mandato de Jesus?
O tema do mês missionário deste ano é: "Missão para libertar". À medida que nos aproximarmos dos pobres, dos que mais sofrem, dos excluídos, aliviarmos as dores e manifestarmos solidariedade, estaremos vivendo o que Jesus pediu. Na sinagoga de Nazaré, ele recordou a profecia de Isaías: "Enviou-me a proclamar a libertação" (Lc 4,18). O papa Francisco tem insistido que quer uma igreja pobre para os pobres. Há tanta indiferença. egoísmo, acomodação, exploração; pessoas traficadas como mercadoria, corrupção, busca desenfreada de poder, de estética, etc. Mas também há pessoas que se doam, prestam serviço, são verdadeiros discípulos missionários. Somos convidados a fazer nossa parte. Se não vamos em missão, podemos ajudar com nossa oração, nosso apoio, nossa solidariedade. Nossa oferta para as missões tem sentido e valor. Não devemos dar do que sobra, mas daquilo que faz parte da vida. Manifestamos a Deus nossa gratidão por tanto que nos dá, partilhando e ajudando no trabalho missionário em todas as partes do mundo. 

Pe. Camilo Pauletti - Diretor das Pontifícias Obras Missionárias sobre o evangelho deste domingo 19/10/2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Ninguém pode ser Igreja sozinho

Todos somos chamados a ser discípulos do Senhor. Ninguém pode ser Igreja sozinho, ninguém pode ser discípulo de Jesus por conta própria.
“O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir” (Lucas 10, 1).
A Igreja nos dá hoje a graça de celebrarmos o evangelista São Lucas, aquele que escreveu o Evangelho com seu nome e também o livro Atos dos Apóstolos. Lucas, como evangelista, era também um discípulo de Jesus. Quando lemos o Evangelho de São Lucas e o Atos dos Apóstolos sentimos arder dentro de nós um verdadeiro convite para fazermos parte da escola de Jesus, para aprender com Ele o modo de viver a vida; viver a vida em Deus e com Ele.
Nós somos chamados a ser também discípulos do Senhor e a aprender com Ele. E quem aprende ensina; aquilo que aprendemos do Senhor nós devemos também ensinar para os outros! Quem recebe Deus, no seu coração, O leva também para os outros, se torna portador da mensagem  e da presença d’Ele.
O discípulo aprendiz, aquele que está aprendendo na escola do Mestre, é também chamado a ser apóstolo, a levar o Reino de Deus e a anunciar a mensagem do Evangelho. Por isso, no discipulado, nós também somos enviados para pregar, anunciar e proclamar o Reino de Deus.
No entanto, há duas coisas importantes quando o Senhor envia Seus discípulos. A primeira coisa é: Ele não os envia sozinhos, ninguém vai sozinho anunciar o Reino de Deus! O Senhor enviou dois a dois, depois em grupos e assim por diante. Ninguém pode ser Igreja sozinho, ninguém pode ser discípulo de Jesus por conta própria. É preciso estar inserido na comunidade, é preciso fazer parte da comunidade de fiéis, porque o Senhor nos ensina quando estamos juntos, Ele formou uma escola para Seus alunos e o fez não de  forma individual, mas coletiva.
Por essa razão, somos chamados a romper com toda a tentação do isolamento, porque não podemos negar que isso é uma tentação dos tempos modernos e da sociedade em que vivemos. Vivemos isolados para pensar do nosso jeito, da nossa forma. Não deve ser assim, pois somos chamados, mas precisamos estar em comunidade!
A segunda coisa é: o discípulo não é enviado para as facilidades da vida, mas é enviado para o meio dos lobos. Nós vamos anunciar o Evangelho em uma sociedade pagã, cruel e indiferente a Deus, que, muitas vezes, vai até nos ferir e nos machucar, mas não podemos nos tornar lobos também. Precisamos manter a mansidão do Cordeiro, que é enviado para o meio dos lobos para os evangelizar e para pregar a Palavra a eles.
Por isso anunciar o Evangelho, para a Igreja, nunca foi fácil e nunca o será! As dificuldades, as tentações, as provações e tudo aquilo por que passamos é para viver uma vida em Deus e para anunciar o nome d’Ele, o Senhor mesmo nos alerta sobre tudo isso, nos prepara e nos envia! É nessa messe, é neste campo que nós precisamos anunciar o amor de Deus, que nos converte e nos convence a cada dia.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/ninguem-pode-ser-igreja-sozinho/

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cristo veio para nos libertar de tudo o que nos escraviza

Cristo Jesus veio para nos libertar de tudo o que nos escraviza, porque, muitas vezes, somos dominados pelo vício do jogo, da bebida, da sexualidade desenfreada, das drogas, da gula e dos sentimentos desordenados.
É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai, pois, firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão” (Gálatas 5,1).
Ao refletirmos sobre a Palavra de Deus na Carta de Paulo aos Gálatas, nós queremos entrar a fundo numa meditação importantíssima para a nossa espiritualidade cristã: a escravidão e a liberdade. Porque quando não conhecemos Cristo, quando não somos levados pelo Seu amor, pela Sua bondade, pela Sua Palavra, nós nos deixamos escravizar por este mundo. Nós nos deixamos escravizar, muitas vezes, pelos vícios, pelos nossos sentimentos; nos deixamos escravizar pelo nossos afetos. Contudo, Cristo Jesus, Nosso Senhor, morreu na cruz por nós para nos libertar do cativeiro do pecado, para nos tirar da escravidão e nos trazer a vida nova e a liberdade.
Portanto, meus irmãos, nós não podemos nos permitir cair novamente na escravidão do mal, na escravidão do pecado, na escravidão daquilo que pode simplesmente tirar a nossa liberdade interior de escolha. O mal do vício, o mal do pecado, o mal daquilo que nos escraviza é porque tira a nossa liberdade de escolha, nos mantém cativos a ele, nos mantém dependentes desse vício, desse mal, desse erro ou desse pecado.
Algumas vezes, muitos vícios dominam o coração humano, como o vício de jogar, de beber; de viver a sexualidade desenfreada, o excesso no comer e tantos outros vícios. Por outro lado, também podemos ser escravos dos nossos sentimentos e dos nossos afetos, porque a paixão pode entrar no coração humano de forma tão violenta que a pessoa não consegue sair daquela escravidão interior em que ela vive. Como muitos dizem: “A paixão é mais forte do que eu!”. Outras vezes, o medo toma conta do coração humano, tudo que a pessoa faz é por ser movida por este medo.
Sabem, meus irmãos, Cristo Jesus veio para nos libertar de tudo aquilo que nos escraviza! Portanto, permitamos que a ação libertadora de Cristo vá nos libertando daquilo que nos mantém cativos ao mal. Mas se você já foi liberto por Jesus, se a liberdade de Cristo já age no seu coração, você respira um ar novo da nova criatura, é muito importante vigiar, cuidar para não se deixar escravizar de novo, para que as amarras do pecado, para que as amarras do mal não vão aos poucos espreitando você e o levando novamente à escravidão.
Voltar ao antigo vômito (cf. 2Pe 2, 22; Prov 26, 11), ou seja, voltar à antiga vida, é muito pior do que aquela primeira situação, porque a nossa vontade vai estar totalmente enfraquecida, seremos vencidos, escravizados!
Já vi muitas pessoas libertas das drogas – graças a Deus! – já muita gente liberta do álcool, do cigarro, já vi tantas pessoas libertas de tantos pecados que pareciam não ter mais jeito. Mas também já vi muita gente que se libertou em Jesus e recaiu, e a situação ficou cinco, dez vezes pior.
Quem está de pé, tome cuidado para não cair! Peçamos a Cristo Jesus que nos mantenha na liberdade que Ele mesmo trouxe a nós.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/cristo-veio-para-nos-libertar-de-tudo-o-que-nos-escraviza/

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A Batalha de Lepanto


No ano de 1571 tinham os turcos atingido o apogeu do seu poder. Pareciam ter a Cristandade nas mãos.
Os seus exércitos inebriavam-se com a vitória. Sentiam-se poderosos, estavam bem equipados e eram conduzidos por generais habilíssimos. A sua armada era superior em tudo à armada que os cristãos tinham para se defender.
Estavam já em seu poder províncias das mais belas e tinham agora por objetivo dominar a França e a Itália, apoderar-se de Roma e transformar a Basílica de São Pedro em mesquita turca. São Pio V governava a Igreja; e este santo e grande Pontífice estava aterrorizado com o perigo que ameaçava arruinar a própria civilização cristã.
Além de fracos, os governos cristãos estavam, infelizmente, muito divididos entre si. Intrigas, animosidades pessoais, ambições de cargos importantes impediam aquela união perfeita que se tornava tão necessária para resistir ao inimigo comum.
São Pio V pôs toda a sua confiança no Rosário, trabalhando, ao mesmo tempo, incansavelmente por unir as, aliás fracas, forças cristãs.
Por fim, deu ordem para que a armada dos cristãos se fizesse ao largo; e, embora eles fossem inferiores aos turcos em número, equipamento, artilharia e navios, incitou-os a que se batessem sem receio em nome de DEUS e de Nossa Senhora.
As duas esquadras defrontaram-se no dia 7 de Outubro.
Como para aumentar as dificuldades dos cristãos, o vento era lhes contrário, circunstâncias que, nesses tempos de navegação à vela, podia tornar-se desvantagem fatal.
Mas, obedecendo às ordens do Sumo Pontífice e colocando-os debaixo da proteção de Maria, a armada cristã investiu contra o inimigo com animo admirável.
E de súbito, o vento, que se mostrava tão adverso, mudou soprou com violência contra os infiéis.
A batalha durou umas poucas horas, com fúria encarniçada acabando pela total derrota da armadura turca.
Tão completa e esmagadora foi a vitória que o poder do Islã ficou esmagado e salva a Cristandade.
Durante esses terríveis dias, e especialmente no dia da batalha São Pio V orava fervorosamente a Nossa Senhora do Rosário com fervor intenso, recorrendo assim à Mãe de Nosso Senhor JESUS CRISTO.
No momento da vitória entrou em êxtase e teve a revelação de que os cristãos tinham vencido.
Voltando-se para os que o rodeavam, São Pio V deu-lhes a boa notícia e todos ajoelharam para dar graças a DEUS e à Nossa Senhora.
Para recordar e agradecer a DEUS pela vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs nesse 7 de Outubro de 1571, a Santa Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas Igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em ação de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716.

http://milagresdorosario.blogspot.com.br/2010/12/batalha-de-lepanto.html

A oração do rosário é cura e libertação para a nossa alma

O santo rosário é cura e libertação para a nossa alma e nos permite mergulhar em todos os principais mistérios na nossa fé cristã, pois todos nós passamos por momentos de de luz, de cruz e de expectativa da glória que nos há de ser revelada.
“O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’”
 (Lucas 1, 28).
A Igreja nos dá a graça de celebrarmos hoje o dia de Nossa Senhora do Rosário ou o dia de Nossa Senhora da Vitória. Na verdade, nós sabemos que, no século XVI, houve aquele grande combate entre os cristãos e aqueles que queriam tirar a fé cristã do nosso povo. Os cristãos não tinham armas suficientes para lutar e para combater os povos inimigos, e o povo saiu às ruas com o rosário na mão. Foram aquelas coroas de rosários que o nosso povo rezou que garantiram a vitória do povo de Deus. E desde então, o Papa Clemente XI celebra este dia com uma festa litúrgica em honra a Nossa Senhora do Rosário ou de Nossa Senhora de Fátima.
Deixe-me dizer uma coisa a você: o que tem a ver o rosário e o terço com a Bíblia? Tudo! Talvez a oração mais bíblica e mais fundamentada na Palavra de Deus, que nós conhecemos, seja o santo rosário. O santo rosário nos permite mergulhar em todos os principais mistérios da nossa fé cristã; desde o princípio, quando o anjo Gabriel é enviado a Maria, no início do mistério da nossa salvação até a coroação final, quando ela é coroada no céu e quando os eleitos de Deus também assumem esse lugar no Reino de Deus.
O mais importante, quando rezamos o santo rosário, não são simplesmente as Ave-Marias que nós vamos repetindo – nela levamos a Palavra de Deus, e no fundo há um fundinho musical, pois a Ave-Maria é como se fosse o pano de fundo do mistério que celebramos e contemplamos. Nós dizemos com a boca aquilo que o anjo disse ao saudar Maria e ao contemplar o mistério de Deus na vida dela, [ao rezarmos o rosário] contemplamos, celebramos, meditamos e refletimos sobre o que aconteceu na vida dela e do seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Quando nós contemplamos os mistérios do rosário, transferimos aquilo que é a vida de Jesus e de Maria para a nossa vida. Os quatro mistérios – os gozosos, os luminosos, os dolorosos e os gloriosos – são o resumo daquilo que é a nossa própria vida. Todos nós passamos por momentos de alegria, de luz, de dores, de cruz e estamos na feliz expectativa da glória que nos há de ser revelada. O rosário nos enche de fé, de confiança, e, acima de tudo, de muita esperança!
A oração do rosário é uma oração de cura e de libertação para a nossa alma e para o nosso ser. Nós purificamos a nossa boca, os nossos pensamentos e sentimentos; nós travamos um verdadeiro combate espiritual ao nos propormos a rezar o santo rosário; os demônios fogem, correm. Porque o santo rosário pode, no início, parecer um pouco cansativo, enfadonho, mas quando o rezamos com fé, com amor, quando nos permitirmos entrar nos mistérios contemplados, entramos na essência da Palavra de Deus, entramos no miolo da transformação maravilhosa dos mistérios da vida de Cristo.
Rezemos o rosário, rezemos a Palavra de Deus! Permitamos que os mistérios do santo rosário entrem em nós e entremos nós também nos mistérios do santo rosário, assim nós transbordaremos as graças e as vitórias que o santo rosário concede a cada um de nós.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/a-oracao-do-rosario-e-cura-e-libertacao-para-a-nossa-alma/

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A misericórdia com o próximo torna o nosso coração bom

O que nos lava e nos salva é a misericórdia de Deus, o que torna o nosso coração bom e verdadeiro é a misericórdia que nós usamos para com o nosso próximo!
E Jesus perguntou: ‘Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?’ Ele respondeu: ‘Aquele que usou de misericórdia para com ele’. Então Jesus lhe disse: ‘Vai e faze a mesma coisa’” (Lucas 10, 36-37).
Todos nós conhecemos os mandamentos do Senhor, e creio que não seja nenhuma dificuldade, para nós, entendermos que o resumo e o sentido principal dos mandamentos é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Até uma criança sabe desse resumo e desse sentido da Lei de Deus. A nossa dificuldade é saber como colocar isso em prática.
Por isso ao ser questionado, Jesus explicou, de forma bem prática e concreta, o modo como devemos colocar em prática o mandamento do amor ao próximo, porque nós talvez nem encontremos muitas dificuldades para amar as pessoas de quem nós gostamos, amar as pessoas que nos fazem bem, retribuir aquelas pessoas que nos fazem favores e que nos ajudam. Na verdade, fazemos isso com muito gosto e com muito amor. No entanto, somos chamados por Deus a ser, verdadeiramente, o “bom samaritano” para com o nosso próximo. E ser o bom samaritano não é simplesmente fazer uma caridade, ajudar ali e aqui.
O bom samaritano foi o homem que viu o seu próximo caído e prostrado por terra, depois de ter perdido tudo, até mesmo a dignidade, depois de ter sido maltratado, assaltado, roubado. O sacerdote estava muito apressado, ocupado; o levita conhecia tudo da Lei, mas passou adiante, não quis nem olhar. O fato é que havia uma rixa entre samaritanos e judeus, e que não havia uma proximidade entre eles; ao contrário, havia inimizade entre samaritanos e judeus. Assim, nenhum sacerdote judeu, nenhum levita judeu pôde cuidar daquele homem quando ele precisou de ajudaQuem usou de toda a misericórdia do fundo da sua alma e do seu coração foi mesmo  o samaritano, que nem levou em conta o tempo, o dinheiro, o que era preciso ser gasto para cuidar daquele irmão.
Deixe-me dizer a você: se o que nos lava e nos salva é a misericórdia de Deus; e o que torna o nosso coração bom e verdadeiro é a misericórdia que nós usamos para com o nosso próximo! Existem muitos irmãos caídos ao nosso lado, caídos porque nos ofenderam, nos machucaram; caídos porque já não fazem mais parte da nossa lista de amizade, de amor, de carinho, pessoas que talvez nós nem nutramos mais o sentimento de amizade por elas.
Nós precisamos fazer gestos concretos de amor para com o nosso próximo, sem que ele nem precise saber que nós fazemos! Nós precisamos exercer a misericórdia para com aqueles que precisam de nós, que sejam próximos a nós ou muito distante de nós. Sejam pessoas que podem até nós retribuir ou não, pois o sentido maior da misericórdia é para aqueles que não podem nos retribuir de forma nenhuma.
Todas as vezes em que eu cuido, que acolho e dou o melhor de mim para o meu próximo, eu cuido do próprio Senhor! O mundo hoje necessita de misericórdia, não só da misericórdia de Deus, mas a misericórdia de uns para com os outros. O mundo precisa da minha misericórdia para com os necessitados, da minha misericórdia para aqueles que necessitam do meu afeto, do meu carinho, da minha presença; principalmente se eu não recebi isso dessas pessoas.
Uma obra de misericórdia maravilhosa, que salva muitas almas, é você exercer a misericórdia para com seus pais. Talvez fiquemos ressentidos e digamos: “O meu pai não foi o melhor do mundo, ele até me maltratou, foi indiferente comigo”. Que beleza você dar o troco – mas o troco se chama: misericórdia. Que bom você cuidar de pessoas que, talvez, até tenham feito mal para os outros!
Se você pensa de uma forma pagã, você vai dizer: “Sofre! Para pagar o que você fez!”. Mas se você pensa como um discípulo de Jesus, você usa a moeda da misericórdia para tratar o seu próximo, o sofredor, o necessitado que pode estar dentro da sua casa ou distante de você!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/a-misericordia-com-o-proximo-torna-o-nosso-coracao-bom/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Quando o demônio foi se confessar com Pe. Pio

"Um dia, enquanto eu estava ouvindo confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra o moral. Todos os pecados eram aberrantes! Eu fiquei desorientado com todos os pecados que ele me contou, e respondi ' e lhe trago a Palavra de Deus, o exemplo da Igreja e o moral dos Santos", mas o penitente enigmático se opôs às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado". Ele desabafou todas as ações pecadoras e tentou me fazer entender normal, natural e humanamente compreensível todas as ações pecadoras. E isto não só para os pecados que eram horríveis contra Deus, Nossa Senhora e os Santos. Ele foi firme na argumentação dos pecados morais tão sujos e repugnantes. As respostas que me deu, com fineza qualificada e malícia, me surpreenderam. Eu me perguntei: Quem ele é? De que mundo ele vem? E eu tentei olhar bem para ele, ler algo na face dele. Ao mesmo tempo me concentrei em cada palavra dele para dar-lhe o juízo correto que merecia. Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante eu reconheci claramente que era ele.Com tom definido e imperioso lhe falei: "_Diga, Viva Jesus para sempre, Viva Maria eternamente" Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, o Satanás desapareceu imediatamente dentro um zigue-zague de fogo deixando um fedor insuportável."

http://www.padremarcelotenorio.com/2014/09/quando-o-demonio-foi-se-confessar-com.html