sábado, 29 de novembro de 2014

É preciso vigiar e orar

Vigiar sobre aquilo que fazemos, ficar atentos para não sermos enganados pelo excesso de comer, de beber e não sermos tomados pelas preocupações exageradas com a vida. Temos de orar para sermos firmes, para sermos combatentes e vigilantes na presença do Senhor Nosso Deus.
“Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida” (Lucas 21,34).
Sabe, meus irmãos, nós que queremos ficar de pé na presença de Deus e resistirmos às tribulações e às provações do mundo em que vivemos, devemos ter vigilância e cuidado com a nossa própria vida e com a nossa conduta; ter responsabilidade sobre aquilo que fazemos. A primeira coisa: precisamos nos prevenir. Do que temos de nos prevenir? Primeiro, da gula, do excesso no comer, para que não estejamos totalmente pesados e insensíveis na presença de Deus.
Segundo: cuidarmos da embriaguez, porque ela tira nossa sobriedade. Quando não estamos sóbrios, não podemos ter um bom discernimento, não podemos ter uma verdadeira visão da vida, dos fatos e acontecimentos; além de tudo aquilo de mal que a embriaguez pode produzir. Por isso, nós que estamos aguardando o Senhor Nosso Deus, como precisamos nos prevenir e nos cuidar!
Eu sei que em nossas casas, muitas vezes, há bebidas; e por não tomarmos cuidado com ela quando vamos às festas, aos churrascos, aos almoços que nós mesmos promovemos, sabemos das tragédias que a embriaguez produz, o quanto uma pessoa bêbada se torna inconsequente. São vítimas no trânsito, brigas, separações, ruínas de casas e de famílias inteiras por causa da falta de sobriedade no beber.
Outra coisa que causa instabilidade em nossa vida e nos tira a santa sobriedade são os nossos excessos de preocupações. É um outro mal, é uma outra droga quando vivemos e entregamos o nosso coração às preocupações. Como somos absorvidos, como as preocupações tiram a nossa sensibilidade, a nossa responsabilidade e nos mantém cativos do medo, da falta de iniciativa, presos aos problemas que estamos vivendo!
Por isso é preciso vigiar e orar! Vigiar sobre aquilo que fazemos, ficar atentos para não sermos enganados pelo excesso de comer, de beber e não sermos tomados pelas preocupações exageradas com a vida. Por isso temos de orar para sermos firmes, para sermos combatentes e vigilantes na presença do Senhor Deus.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A primeira armadilha





A primeira armadilha
58. O demônio batalha contra os obedientes, por vezes, profanado-os com poluições corporais e endurecer-lhes o coração e algumas vezes para lhes provocar uma inquietude costumeira. Em outros momentos, ele os torna secos, estéreis e lentos na oração, sonolentos e confusos com escuridão espiritual, a fim de afastá-los de sua luta, fazendo-os pensar que nada ganharam por sua obediência, e que apenas retrocederam. Isso para não lhes dar tempo para refletir que muitas vezes a retirada providencial de nossos bens ou bênçãos imaginárias nos leva à mais profunda humildade.
59. No entanto, alguns têm muitas vezes afastado tal enganador pela paciência, mas enquanto ele ainda está falando, outro anjo se antepõe a nós e após algum tempo procura nos enganar de outra maneira.

http://escadadivina.blogspot.com/2014/03/quarto-degrau-primeira-armadilha58-e-59.html

domingo, 16 de novembro de 2014

Fidelidade criativa na administração dos dons

Sempre mais se exige fidelidade e empenho a todos os que exercem algum serviço na comunidade, na Igreja e na sociedade. Ninguém deve se omitir, apresentando desculpas sem fundamento. Deus criou o mundo e o colocou em nossas mãos para que o preservemos e o melhoremos. Somos responsáveis por esta obra que o criador nos confiou.
O evangelho deste domingo faz parte do capítulo 25 de Mateus, todo tecido em torno da questão escatológica, no que se refere ao fim dos tempos. Reflete a situação de opressão produzida por um império que defrauda e escraviza sempre mais os que estão sob seu jugo enquanto "patrão" goza a vida com mordomias e passeios. Jesus parte dessa situação real para dar o seu recado sobre o reino dos céus.
Os dois primeiros servos recebem os talentos e procuram multiplicá-los: investem e arriscam. Sem arriscar não se obtêm resultados, de todo o modo incertos. O mais importante, porém, não é não errar,mas sim se comprometer com uma "fidelidade ativa, criativa e arriscada". Os servos são chamados a cumprir a tarefa indicada pelo Senhor. O presente é tempo de oportunidades para colaborar na construção do reino de Jesus.
O terceiro servo, o que recebeu um talento, é o que chama mais a atenção. É uma pessoa medrosa, não arrisca, não age por amor e, por isso, enterra o talento. Ainda não entendeu sua missão e seu compromisso com o Senhor e com a comunidade. Ainda não entendeu que Deus não é um tirano que amedronta as pessoas e só fica censurando ("não faça isso, não faça aquilo"), mas é Pai que ama com carinho a cada um e motiva a ir em frente, tornando a vida mais digna e feliz para todos.
Somos, muitas vezes, tentados a enterrar os talentos por medo de arriscar e preferimos não nos comprometer com nada nem com ninguém e nos conformar com a mesmice. Jesus não quer que continuemos sempre na mesma ("sempre foi assim"). Atentos aos sinais dos tempos e aos apelos do evangelho, somos chamados a agir e arriscar, não ter medo de inovar.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 16/11/2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Palavra de Deus nos conduz pelas estradas da vida

Quando Deus nos manda alguma Palavra, não é para nos ameaçar, não é para nos deixar temerosos e medrosos, mas é para cuidar de nós, para nos advertir, para nos chamar à atenção dos perigos da vida e das estradas que caminhamos
“Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la” (Lucas 17,33).
Hoje, Nosso Senhor Jesus vem nos falar sobre a Sua vinda, fazendo uma comparação com os dias de Noé. Está presente, no Livro dos Gênesis, o início da criação do mundo, quando Noé entrou na Arca. Muitos zombaram dele; mais do que zombar, eles levavam uma vida dissoluta, mundana, como se não houvesse importância aquilo que Noé vivia e fazia. Enquanto eles bebiam, comiam, embriagavam-se e faziam orgias, chegou o dia do Senhor. Noé entrou na Arca e os que estavam com ele foram salvos.
Sabe, meus irmãos, às vezes, nós ignoramos o tempo, a hora e o momento de Deus. Nenhum de nós pode viver nesta vida de forma desprevenida, dissoluta, entregue aos prazeres, esquecendo-se de que, a qualquer momento, nós iremos prestar conta da nossa vida. Alguns ainda zombam de Deus e de Suas coisas, não O respeitam. Muitos vivem como se Deus não existisse, acreditam que a vida é curta e vão curti-la de qualquer jeito, de qualquer forma; curtem a vida ignorando os outros e a Palavra de Deus.
Não permitamos que este sentimento tome conta de nós por meio da indiferença, quando não ligamos para Deus, para Suas coisas nem ouvimos os alertas d’Ele. Quando o Senhor nos manda alguma Palavra, não é para nos ameaçar, não é para nos deixar temerosos e medrosos, mas para cuidar de nós, para nos advertir, para nos chamar à atenção sobre os perigos da vida e das estradas que caminhamos.
Quantas pessoas, por se acharem autossuficientes, por acharem que “davam conta”, se perderam nas estradas da vida!
Certa vez, andava por um lugar onde dizia: “Perigo! Cuidado! Aqui não se entra!”. Eu, simplesmente, ignorei a placa, dei dois passos e caí num buraco. Só fui salvo pela misericórdia de Deus. Mas aviso tinha!
Nas estradas da vida há muitos avisos: “Reduza a velocidade. Cuidado, pista perigosa! Pista com alto nível de acidentes”, mas as pessoas não prestam atenção nas placas da vida. Então, como prestar se atentar nas advertências de Deus, que só quer o nosso bem, só quer cuidar de nós?
Sejamos humildes e obedientes. Que a Palavra de Deus, como luz que brilha nas estradas da vida, vá nos direcionando, iluminando-nos e tirando-nos dos caminhos que não nos levam à vida, mas à morte.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/a-palavra-de-deus-nos-conduz-pelas-estradas-da-vida/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Doze passos para ser um católico comprometido

Há uma crise católica em andamento e nós podemos superá-la.
Por Matthew James Chrustoff

Está acontecendo uma "crise católica": um grande número de batizados católicos deixou a Igreja e a maioria dos que permanecem são "católicos casuais", que não conhecem a fé católica e não a praticam. O descompromisso desses católicos com Jesus Cristo e com a Sua Igreja tem contribuído para a acelerada deterioração da cultura pós-moderna.

A longa lista de exemplos de decadência cultural é óbvia para quem está disposto a enxergar: o abate industrial de bebês em pleno útero, a auto-esterilização através do uso de contraceptivos, a epidemia da promiscuidade, da pornografia e da perversão sexual, a fuga do casamento, os níveis desenfreados de divórcio e de adultério, a não percepção da diferença entre o casamento naturalmente aberto à vida e a união entre parceiros do mesmo sexo, o vício em substâncias tóxicas de todo tipo, a confusão de gêneros, a sujeira e a grosseria na ordem do dia na mídia, a perda de conexão com a natureza, a fuga para a "realidade" virtual, a exploração do meio ambiente, o materialismo exacerbado, a perda da dignidade do trabalho, as discriminações raciais, a comercialização da gula e o sistema político e jurídico disfuncionais. E a lista ainda poderia se estender longamente.

A sociedade pós-moderna está doente.

No meio dessa decadência social, porém, ainda há pessoas que procuram o verdadeiro, o belo e o bom e que estão trabalhando para trazer a paz e a alegria de Cristo ao mundo: os católicos comprometidos.

Eles se dedicam ao Rei Todo-Poderoso, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e à Sua Santa Igreja, percebendo que este é o mais verdadeiro dos amores: amar a Deus com todo o próprio ser e ao próximo como a si mesmo.

Os católicos comprometidos perceberam as grandes bênçãos que fluem do compromisso com Cristo e com a Igreja. Os católicos comprometidos fizeram da santidade o seu objetivo e se propuseram a levar as suas famílias e o máximo possível de almas para o céu. Os católicos comprometidos perceberam que, por trás da decadência cultural, esconde-se Satanás, que é tão real quanto o pecado.

Os católicos comprometidos não são perfeitos, mas levam a sério o chamado de Cristo à perfeição. É somente em Cristo, afinal, que os católicos comprometidos encontram a coragem para perseverar quando caem no pecado e se refortalecem continuamente para a batalha contra Satanás. Todo católico é chamado a se doar por inteiro a Jesus Cristo e à Sua Igreja católica.

E como tornar-se um católico comprometido?

Sugiro 12 passos para crescermos na fidelidade e na devoção a Jesus Cristo:

1. Todo católico deve ser capaz de apresentar pelo menos um argumento empolgante ao explicar aos outros (e a si mesmo) por que Jesus Cristo é o seu Rei. Se um católico não está convencido da grandeza de Cristo a ponto conseguir explicá-la, o seu crescimento na fé será atrofiado e ele não atrairá outros para Cristo.

2. Comprometer-se a ser um santo de Cristo Rei. Não há pessoas “bacanas” no céu: há santos. A maioria dos católicos não faz o compromisso firme de lutar pela santidade e fica presa à mediocridade. É preciso levantar o nível de exigência e não há nível mais alto que a santidade. As primeiras palavras de Cristo em sua vida pública foram "arrependei-vos!". Todo católico precisa se arrepender e mudar, pois o arrependimento inspira a grandeza e ao mesmo tempo leva a perceber a própria pobreza espiritual, que, por sua vez, faz reconhecer humildemente a necessidade da misericórdia de Deus e clamar por ela.

3. Recorrer ao sacramento da reconciliação pelo menos uma vez por mês. A Igreja ensina que devemos nos confessar ao menos uma vez por ano, mas qualquer pessoa sincera consigo mesma e com Cristo sabe que precisa do sacramento da reconciliação com muito mais frequência. Analise regularmente como você está cumprindo os 10 mandamentos: esta é uma ótima forma de exame de consciência para preparar a confissão mensal. Determine um dia concreto a cada mês para se confessar, mas procure a confissão imediatamente se cair em pecado mortal. A reconciliação frequente nos transforma.

4. Orar durante pelo menos quinze minutos todos os dias. Um número muito pequeno de católicos reza quinze minutos por dia. Como vamos conhecer Jesus se nunca falamos com Ele? É impossível. Comprometa-se a conhecer Jesus Cristo conversando com Ele todos os dias. É nesta conversa pessoal que Cristo vai mostrar a você qual é a vontade dele.

5. Descubra a força da missa, fonte e ápice da fé católica e que, mesmo assim, a maioria dos católicos não frequenta. Eles não sabem o que de fato ocorre na missa: têm pouca compreensão deste sacramento devotamente transmitido durante dois mil anos e não percebem que, durante a missa, que eles são testemunhas do sacrifício cruento e real de Jesus Cristo na cruz. O católico que não participa ativamente da missa, por ignorância ou por tédio, não pode receber as graças que fluem da Eucaristia. Conheça mais sobre a missa, até conseguir explicar aos outros, com a reverência e a devoção merecidas, o que é o sacrifício de Cristo.

6. Participe sempre da missa dominical e de pelo menos mais uma missa durante a semana. É obrigação mínima de todo católico assistir à missa todos os domingos, mas a minoria vai à missa durante a semana também. Isto é uma falha catequética e um insulto escandaloso ao nosso Rei. Além de ir à missa todos os domingos, dê um passo adicional e encontre Jesus Eucaristia pelo menos mais uma vez durante a semana. E lembre-se: não receba a Eucaristia em pecado mortal. Confesse-se antes.

7. Reze o terço regularmente e leve um rosário sempre consigo. O rosário nos chama para mais perto de nossa Santa Mãe e do seu Filho Jesus. É um ato de lealdade e de fidelidade. Comprometer-se com o rosário é uma arma contra o ataque diário de Satanás, que odeia o terço e o teme. Mantenha o rosário acessível em todos os momentos para rezar, por exemplo, nos momentos de gratidão ou de estresse. O rosário faz parte do “uniforme” do católico comprometido!

8. Conheça o seu santo padroeiro e o anjo da guarda. Acreditamos na comunhão dos santos, mas muitos católicos não têm uma relação pessoal com um santo ou com o anjo da guarda. Os santos e anjos intercedem pelos homens e nos defendem do ataque diário de Satanás. Não vá para a batalha diária desacompanhado de um santo de sua devoção e do seu anjo da guarda!

9. Leia as Sagradas Escrituras durante quinze minutos por dia. Toda ela gira em torno de Jesus Cristo, o Messias. Quando lemos a Sagrada Escritura, Jesus está conosco, não em sentido figurado, mas de forma real e atual. O próprio Jesus veio à terra para falar a todos os homens de todos os tempos. Um católico não pode conhecer Jesus Cristo sem contemplar a Palavra dele.

10. Seja sacerdote, profeta e rei na sua casa. Diante de uma cultura laicista que ataca a família, os católicos precisam reafirmar os seus papéis legítimos como “sacerdotes”, “profetas” e “reis” em família. Não estamos falando de ser tiranos chauvinistas, mas verdadeiros santos de Cristo, servindo à família com sacrifício humilde e dando exemplo corajoso do compromisso de conduzi-la para o céu. Seja sacerdote levando a sua família à oração. Seja profeta ensinando a verdade de Cristo e da Sua Igreja. Seja rei defendendo a sua família das perversões da cultura atual, corrigindo-a quando cai no erro e levando-a para a Eucaristia e para a reconciliação.

11. Crie fraternidade com outros católicos da sua paróquia. Em Atos 2,43, os apóstolos, desde os primeiros dias da Igreja, davam a "fórmula" para a fraternidade católica: perseverar na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações. Para crescer na fé, um católico deve construir a fraternidade com outros fiéis católicos que possam desafiá-lo e ajudá-lo a crescer em santidade. Há uma epidemia de solidão nos homens modernos, mesmo nos que participam da missa regularmente. Faça o compromisso de construir a fraternidade com outros católicos. Reúna-se com eles em grupos, grandes e pequenos, para orar, aprender, ensinar e servir aos pobres. Seja um catalisador, um líder, trabalhando em harmonia com o seu pároco. Foi Cristo que nos pediu: "Ide e fazei discípulos".

12. Comprometa-se com o dízimo. A doação de uma pequena parte dos seus ganhos à Igreja é um indicador da força prática da sua lealdade a Jesus Cristo. Muitos católicos dão pouquíssimo ou nada para a Igreja, tanto em termos absolutos quanto em comparação com os fiéis de outras igrejas cristãs.

Ser firmemente comprometido é o maior desafio a que um católico pode aspirar. O compromisso pode parecer assustador, mas não desista: seja um católico comprometido! Faça a resolução, aqui e agora, e lute para cumpri-la. Como em todas as coisas, comece com uma oração: ore para que Jesus lhe envie o Espírito Santo e o ajude a se tornar um católico realmente comprometido. Ore de todo o coração e dê o melhor de si. Nosso Rei prometeu responder àqueles que persistem na oração! E Jesus Cristo nunca vai abandonar um católico comprometido com Ele.
SIR/Aleteia
http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=833738

domingo, 9 de novembro de 2014

A igreja com que sonhamos

O grande sinal de salvação do mundo é a igreja, que brotou do sangue de Cristo. Ela, mãe de um povo santo e pecador, apresenta-se com o rosto divino de Cristo, seu esposo. E também com os traços imperfeitos de seus filhos e filhas.
Nós a proclamamos una, santa, católica e apostólica. Isto é, unida, sem defeito, aberta a todos e fundamentada pelos próprios apóstolos.
Por isso, sonhamos com uma igreja que se mantenha sempre firme na palavra de Deus. A fim de que, na hora em que soprarem as ventanias da calúnia, da perseguição e do poder das trevas, ela não acabe ruindo, à semelhança das muralhas de Jericó.
Sonhamos com uma igreja em que Cristo jamais de torne presença remota, estranha ou até ignorada. E sim presença concreta, percebida por todos, cada vez mais procurada e amada.
Sonhamos com uma igreja em que todos se reconheçam e se amem como irmãos e irmãs. Onde não haja quem chore pela dureza do coração de alguns e quem se alegre enquanto outros estiverem chorando.
Sonhamos com uma igreja em que não haja marginalizados, privilegiados, primeiros e últimos, mas em que todos se sintam iguais, no mais puro clima evangélico. E se privilegiados houver, que sejam os pequeninos e os desprotegidos.
Sonhamos com uma igreja em que ninguém tenha de lamentar a falta de acolhida, de ajuda e de perdão. Mas em que todos se preocupem, a fim de que seja repartido com amor o pão do corpo, assim como é repartido o pão da fé.
Se essa igreja tão amada ainda mostra alguma ruga, a culpa é nossa: suas imperfeições são as nossas imperfeições. Mas não deixemos de sonhar com uma Igreja perfeita, pois não seria a primeira vez que os sonhos mais ousados se tornariam realidade.

Pe. Virgilio, ssp sobre o evangelho deste domingo 09/11/2014