quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nossos atos devem testemunhar a nossa fé

Nossos atos devem testemunhar a nossa fé. Que a nossa fé seja uma “fé compromisso” com Jesus, com Suas Palavras e com Seus ensinamentos.
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7, 31).
Não basta dizer: “Eu creio em Deus!”; não basta dizer: “Eu creio em Jesus!” se não transformamos a nossa fé em vida ou se a fé não transforma a nossa vida, ou se não nos permitimos ser transformados pela fé que cremos.
A fé não pode ser só uma atitude de “boca”, de fala. Não posso ser só um homem que prega bonito, que fala bonito; não posso ser uma pessoa que apenas louva e que canta para Deus. O que caracteriza um discípulo de Jesus não é aquilo que este fala de Jesus, mas é aquilo que a vida do Senhor se manifesta por intermédio de sua própria vida; quando ele encarna em si os gestos e as atitudes de uma pessoa que é transformada pelo Evangelho.
Nosso compromisso é testemunhar aquilo que cremos, é manifestar para o mundo não o que Jesus pode fazer por ele [mundo], mas o que Ele fez e faz na nossa própria vida! Sabem, meus irmãos, as pessoas estão cansadas de ouvir falar que Jesus transforma vidas, que transforma pessoas; o que o mundo quer ver é onde é que estão as pessoas que foram transformadas por Ele! Quem convive com você, quem trabalha com você, quem está com você naquilo que você faz na sua casa, na sua família, ou seja, as pessoas em geral – mais do que suas pregações e seus sermões – querem ouvir o que a sua vida tem de diferente, o que sua vida representa de transformação a partir da Palavra de Deus.
Que a nossa fé seja uma “fé compromisso” com Jesus, com Suas Palavras e com Seus ensinamentos; compromisso de viver de acordo com o que Ele nos ensinou. É verdade que isso não é fácil para ninguém, mas seria uma tremenda hipocrisia nos conformarmos com a dificuldade e não termos a convicção de que Cristo e a Sua Palavra podem transformar aquilo que nos parece impossível.
Quando nos submetemos a Jesus, mesmo que nosso temperamento seja o mais difícil do mundo, Ele vai modificando e conduzindo o nosso temperamento. Podemos ter comportamentos que não são adequados, mas se os submetermos a Jesus Ele os vai transformando.
Dentro de nós pode haver vontades que não são de Deus, mas se permitimos que a Palavra de Deus vá transformando aquela vontade ruim, aquela vontade de fazer coisas erradas, de nos vingar, de falar palavrões, coisas feias e erradas, perdemos o gosto por tudo isso e a nossa vida tome outro rumo e outra direção.
Não basta dizer: “Senhor, Senhor”, é preciso deixar que Jesus seja o Senhor da nossa vida por intermédio dos nossos atos e nossas atitudes!
Deus abençoe você!
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Movidos pelo Espírito Santo, encontramos gosto pela obra do Senhor

Reanime o fervor, reanime o dom do Espírito que há em ti, porque, uma vez que somos cheios desse Espírito, nós encontramos prazer, gosto, gozo em fazer as coisas do Senhor!
Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor, encontra ele seu prazer (Isaías 11,2-3)
Nós, hoje, contemplamos Jesus dizendo a Seus discípulos: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!” (Lucas 10,24). Cristo é tomado por uma grande exultação no Espírito, que O leva a glorificar, exaltar e bendizer nosso Deus. O que estamos contemplando com nossos olhos e ouvidos é aquilo que se realiza na vida de Jesus por obra do Espírito.
O Espírito do Senhor está sobre Jesus e este age no poder e na autoridade, iluminado e guiado pelo Paráclito. O desejo e a ação de Cristo em nosso meio é que nós também estejamos ungidos por esse Espírito, porque o Senhor foi ungido pelo Pai e sobre Ele está a plenitude do Espírito Santo. E uma vez que Jesus tem a plenitude desse Espírito, deseja que nós também o tenhamos. Assim, os frutos do Paráclito que se manifestaram de forma plena na vida de Jesus também há de se manifestar em nossa vida.
Olhamos para uma árvore e sabemos se ela é boa pelos frutos que dá, pelos dons que brotam dela! Dessa raiz de Jessé brota esse rebento e sobre ele está o espírito de sabedoria, do discernimento, do conselho, da fortaleza, da ciência, da piedade e do temor no Senhor. Deixe-me dizer a você: é no temor do Senhor que ele encontra o seu prazer. Não é prazer em temer a Deus, mas o prazer de ser submisso a Ele, de ser submisso à vontade d’Ele; é saber encontrar deleite, gosto e prazer em fazer as coisas de Deus.
Deixe-me dizer a você: Pode ser que, há um tempo atrás, quando nos convertemos, quando encontramos o Senhor, nós tínhamos mais gosto em fazer as coisas d’Ele. Mas, muitas vezes, quando há decepção com pessoas e situações, quando o nosso ego é contrariado, nós vamos perdendo o prazer, o gosto de fazer as coisas de Deus. Não perca esse prazer, não perca esse gosto; muito pelo contrário, reanime o fervor, reanime o dom do espírito que há em você. Uma vez cheios deste espírito, encontramos prazer, gosto em fazer as coisas do Senhor.
O mundo não nos entende e quem tem o espírito do mundo também não pode entender o prazer de servir a Deus e de fazer as coisas d’Ele. Só quem está movido e conduzido por este Espírito sabe o prazer e o gosto de fazer as coisas do Senhor.
Estou, hoje, realmente clamando para que, em nossos corações, o Espírito que movia o coração de Jesus mova também o nosso, para que o nosso prazer esteja em fazer as coisas do Senhor.
Deus abençoe você!
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Olhos da contemplação


rosto-de-jesus
Uma das coisas que mais vos agradam, e mais tocam o vosso coração, é haver olhos que Vos saibam contemplar. Dai-me Senhor, esses olhos para Vos contemplar.
Olhos de pomba: simples, puros e recatados. Olhos devotos e compassivos. Olhos atentos e discretos, para compreender a vossa vontade e cumpri-la. E quando, com esses olhos Vos contemplar, Senhor, dignai-Vos olhar para mim com aquele olhar, que dirigistes a São Pedro, quando fizestes chorar o seu pecado. Olhai-me com aquele olhar que dirigistes ao filho pródigo, quando saístes ao encontro. E lhe destes um beijo! Senhor, com aquele olhar que dirigistes ao publicano, quando ele ousava levantar os olhos para o céu. Com aqueles olhos que voltastes a Madalena quando ela Vos lavava os pés com as lágrimas e os enxugava com os cabelos.
Senhor, dirigi a mim aquele olhar que dirigistes à Esposa dos Cantares, quando lhes dissestes: - És bela, minha amiga, és bela. Teus olhos são de pomba. Para que, agradando-Vos do olhar e da formosura da minha alma, lhe deis aquelas virtudes e graças, com as quais ela sempre Vos parecerá formosa.
Paz e Bem!
(São Pedro de Alcântara, do “Tratado da Oração e da Meditação”).
Leitura Bíblica Lc 22,54-62
FONTE: Cadernos Franciscanos, ano XVIII – 1992- Nº2 FASC.104, Cinco Minutos Diários Com Deus, pag 8. Seleção e tradução de textos por Frei Urbano Plentz

sábado, 29 de novembro de 2014

São Francisco Antônio Fasani, modelo de Sacerdote

O santo de hoje nasceu em Lucera (Itália), a 6 de agosto de 1681, e lá morreu a 29 de novembro de 1742. Foi beatificado no dia 15 de abril de 1951 e canonizado a 13 de abril de 1986 pelo Papa João Paulo II. Fez os estudos no convento dos Frades Menores Conventuais. Sentindo o chamamento divino, ingressou no noviciado da mesma Ordem. Fez a profissão em 1696 e a 19 de setembro de 1705 recebeu a Ordenação Sacerdotal. Doutorou-se em Teologia e tornou-se exímio pregador e diretor de almas. Exerceu os cargos de Superior do convento de Lucera e de Ministro Provincial.
“Ele fez do amor, que nos foi ensinado por Cristo, o parâmetro fundamental da sua existência. O critério basilar do seu pensamento e da sua ação. O vértice supremo das suas aspirações”, afirmou o Papa João Paulo II a respeito de São Fasani.
São Fasani apresenta-se-nos de modo especial como modelo perfeito de Sacerdote e Pastor de almas. Por mais de 35 anos, no início do século XVIII, São Francisco Fasani dedicou-se, em Lucera, e também nos territórios ao redor, às mais diversificadas formas de ministério e do apostolado sacerdotal.
Verdadeiro amigo do seu povo, ele foi para todos irmão e pai, eminente mestre de vida, por todos procurado como conselheiro iluminado e prudente, guia sábio e seguro nos caminhos do Espírito, defensor dos humildes e dos pobres. Disto é testemunho o reverente e afetuoso título com que o saudaram os seus contemporâneos e que ainda hoje é familiar ao povo de Lucera: ele, outrora como hoje, é sempre para eles o “Pai Mestre”.
Como Religioso, foi um verdadeiro “ministro” no sentido franciscano, ou seja, o servo de todos os frades: caridoso e compreensivo, mas santamente exigente quanto à observância da Regra, e de modo particular em relação à prática da pobreza, dando ele mesmo incensurável exemplo de regular observância e de austeridade de vida.
São Francisco Antônio Fasani, rogai por nós!

É preciso vigiar e orar

Vigiar sobre aquilo que fazemos, ficar atentos para não sermos enganados pelo excesso de comer, de beber e não sermos tomados pelas preocupações exageradas com a vida. Temos de orar para sermos firmes, para sermos combatentes e vigilantes na presença do Senhor Nosso Deus.
“Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida” (Lucas 21,34).
Sabe, meus irmãos, nós que queremos ficar de pé na presença de Deus e resistirmos às tribulações e às provações do mundo em que vivemos, devemos ter vigilância e cuidado com a nossa própria vida e com a nossa conduta; ter responsabilidade sobre aquilo que fazemos. A primeira coisa: precisamos nos prevenir. Do que temos de nos prevenir? Primeiro, da gula, do excesso no comer, para que não estejamos totalmente pesados e insensíveis na presença de Deus.
Segundo: cuidarmos da embriaguez, porque ela tira nossa sobriedade. Quando não estamos sóbrios, não podemos ter um bom discernimento, não podemos ter uma verdadeira visão da vida, dos fatos e acontecimentos; além de tudo aquilo de mal que a embriaguez pode produzir. Por isso, nós que estamos aguardando o Senhor Nosso Deus, como precisamos nos prevenir e nos cuidar!
Eu sei que em nossas casas, muitas vezes, há bebidas; e por não tomarmos cuidado com ela quando vamos às festas, aos churrascos, aos almoços que nós mesmos promovemos, sabemos das tragédias que a embriaguez produz, o quanto uma pessoa bêbada se torna inconsequente. São vítimas no trânsito, brigas, separações, ruínas de casas e de famílias inteiras por causa da falta de sobriedade no beber.
Outra coisa que causa instabilidade em nossa vida e nos tira a santa sobriedade são os nossos excessos de preocupações. É um outro mal, é uma outra droga quando vivemos e entregamos o nosso coração às preocupações. Como somos absorvidos, como as preocupações tiram a nossa sensibilidade, a nossa responsabilidade e nos mantém cativos do medo, da falta de iniciativa, presos aos problemas que estamos vivendo!
Por isso é preciso vigiar e orar! Vigiar sobre aquilo que fazemos, ficar atentos para não sermos enganados pelo excesso de comer, de beber e não sermos tomados pelas preocupações exageradas com a vida. Por isso temos de orar para sermos firmes, para sermos combatentes e vigilantes na presença do Senhor Deus.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A primeira armadilha





A primeira armadilha
58. O demônio batalha contra os obedientes, por vezes, profanado-os com poluições corporais e endurecer-lhes o coração e algumas vezes para lhes provocar uma inquietude costumeira. Em outros momentos, ele os torna secos, estéreis e lentos na oração, sonolentos e confusos com escuridão espiritual, a fim de afastá-los de sua luta, fazendo-os pensar que nada ganharam por sua obediência, e que apenas retrocederam. Isso para não lhes dar tempo para refletir que muitas vezes a retirada providencial de nossos bens ou bênçãos imaginárias nos leva à mais profunda humildade.
59. No entanto, alguns têm muitas vezes afastado tal enganador pela paciência, mas enquanto ele ainda está falando, outro anjo se antepõe a nós e após algum tempo procura nos enganar de outra maneira.

http://escadadivina.blogspot.com/2014/03/quarto-degrau-primeira-armadilha58-e-59.html

domingo, 16 de novembro de 2014

Fidelidade criativa na administração dos dons

Sempre mais se exige fidelidade e empenho a todos os que exercem algum serviço na comunidade, na Igreja e na sociedade. Ninguém deve se omitir, apresentando desculpas sem fundamento. Deus criou o mundo e o colocou em nossas mãos para que o preservemos e o melhoremos. Somos responsáveis por esta obra que o criador nos confiou.
O evangelho deste domingo faz parte do capítulo 25 de Mateus, todo tecido em torno da questão escatológica, no que se refere ao fim dos tempos. Reflete a situação de opressão produzida por um império que defrauda e escraviza sempre mais os que estão sob seu jugo enquanto "patrão" goza a vida com mordomias e passeios. Jesus parte dessa situação real para dar o seu recado sobre o reino dos céus.
Os dois primeiros servos recebem os talentos e procuram multiplicá-los: investem e arriscam. Sem arriscar não se obtêm resultados, de todo o modo incertos. O mais importante, porém, não é não errar,mas sim se comprometer com uma "fidelidade ativa, criativa e arriscada". Os servos são chamados a cumprir a tarefa indicada pelo Senhor. O presente é tempo de oportunidades para colaborar na construção do reino de Jesus.
O terceiro servo, o que recebeu um talento, é o que chama mais a atenção. É uma pessoa medrosa, não arrisca, não age por amor e, por isso, enterra o talento. Ainda não entendeu sua missão e seu compromisso com o Senhor e com a comunidade. Ainda não entendeu que Deus não é um tirano que amedronta as pessoas e só fica censurando ("não faça isso, não faça aquilo"), mas é Pai que ama com carinho a cada um e motiva a ir em frente, tornando a vida mais digna e feliz para todos.
Somos, muitas vezes, tentados a enterrar os talentos por medo de arriscar e preferimos não nos comprometer com nada nem com ninguém e nos conformar com a mesmice. Jesus não quer que continuemos sempre na mesma ("sempre foi assim"). Atentos aos sinais dos tempos e aos apelos do evangelho, somos chamados a agir e arriscar, não ter medo de inovar.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 16/11/2014