terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Movidos pelo Espírito Santo, encontramos gosto pela obra do Senhor

Reanime o fervor, reanime o dom do Espírito que há em ti, porque, uma vez que somos cheios desse Espírito, nós encontramos prazer, gosto, gozo em fazer as coisas do Senhor!
Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor, encontra ele seu prazer (Isaías 11,2-3)
Nós, hoje, contemplamos Jesus dizendo a Seus discípulos: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!” (Lucas 10,24). Cristo é tomado por uma grande exultação no Espírito, que O leva a glorificar, exaltar e bendizer nosso Deus. O que estamos contemplando com nossos olhos e ouvidos é aquilo que se realiza na vida de Jesus por obra do Espírito.
O Espírito do Senhor está sobre Jesus e este age no poder e na autoridade, iluminado e guiado pelo Paráclito. O desejo e a ação de Cristo em nosso meio é que nós também estejamos ungidos por esse Espírito, porque o Senhor foi ungido pelo Pai e sobre Ele está a plenitude do Espírito Santo. E uma vez que Jesus tem a plenitude desse Espírito, deseja que nós também o tenhamos. Assim, os frutos do Paráclito que se manifestaram de forma plena na vida de Jesus também há de se manifestar em nossa vida.
Olhamos para uma árvore e sabemos se ela é boa pelos frutos que dá, pelos dons que brotam dela! Dessa raiz de Jessé brota esse rebento e sobre ele está o espírito de sabedoria, do discernimento, do conselho, da fortaleza, da ciência, da piedade e do temor no Senhor. Deixe-me dizer a você: é no temor do Senhor que ele encontra o seu prazer. Não é prazer em temer a Deus, mas o prazer de ser submisso a Ele, de ser submisso à vontade d’Ele; é saber encontrar deleite, gosto e prazer em fazer as coisas de Deus.
Deixe-me dizer a você: Pode ser que, há um tempo atrás, quando nos convertemos, quando encontramos o Senhor, nós tínhamos mais gosto em fazer as coisas d’Ele. Mas, muitas vezes, quando há decepção com pessoas e situações, quando o nosso ego é contrariado, nós vamos perdendo o prazer, o gosto de fazer as coisas de Deus. Não perca esse prazer, não perca esse gosto; muito pelo contrário, reanime o fervor, reanime o dom do espírito que há em você. Uma vez cheios deste espírito, encontramos prazer, gosto em fazer as coisas do Senhor.
O mundo não nos entende e quem tem o espírito do mundo também não pode entender o prazer de servir a Deus e de fazer as coisas d’Ele. Só quem está movido e conduzido por este Espírito sabe o prazer e o gosto de fazer as coisas do Senhor.
Estou, hoje, realmente clamando para que, em nossos corações, o Espírito que movia o coração de Jesus mova também o nosso, para que o nosso prazer esteja em fazer as coisas do Senhor.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/movidos-pelo-espirito-encontramos-gosto-pelas-obras-do-senhor/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Olhos da contemplação


rosto-de-jesus
Uma das coisas que mais vos agradam, e mais tocam o vosso coração, é haver olhos que Vos saibam contemplar. Dai-me Senhor, esses olhos para Vos contemplar.
Olhos de pomba: simples, puros e recatados. Olhos devotos e compassivos. Olhos atentos e discretos, para compreender a vossa vontade e cumpri-la. E quando, com esses olhos Vos contemplar, Senhor, dignai-Vos olhar para mim com aquele olhar, que dirigistes a São Pedro, quando fizestes chorar o seu pecado. Olhai-me com aquele olhar que dirigistes ao filho pródigo, quando saístes ao encontro. E lhe destes um beijo! Senhor, com aquele olhar que dirigistes ao publicano, quando ele ousava levantar os olhos para o céu. Com aqueles olhos que voltastes a Madalena quando ela Vos lavava os pés com as lágrimas e os enxugava com os cabelos.
Senhor, dirigi a mim aquele olhar que dirigistes à Esposa dos Cantares, quando lhes dissestes: - És bela, minha amiga, és bela. Teus olhos são de pomba. Para que, agradando-Vos do olhar e da formosura da minha alma, lhe deis aquelas virtudes e graças, com as quais ela sempre Vos parecerá formosa.
Paz e Bem!
(São Pedro de Alcântara, do “Tratado da Oração e da Meditação”).
Leitura Bíblica Lc 22,54-62
FONTE: Cadernos Franciscanos, ano XVIII – 1992- Nº2 FASC.104, Cinco Minutos Diários Com Deus, pag 8. Seleção e tradução de textos por Frei Urbano Plentz

sábado, 29 de novembro de 2014

São Francisco Antônio Fasani, modelo de Sacerdote

O santo de hoje nasceu em Lucera (Itália), a 6 de agosto de 1681, e lá morreu a 29 de novembro de 1742. Foi beatificado no dia 15 de abril de 1951 e canonizado a 13 de abril de 1986 pelo Papa João Paulo II. Fez os estudos no convento dos Frades Menores Conventuais. Sentindo o chamamento divino, ingressou no noviciado da mesma Ordem. Fez a profissão em 1696 e a 19 de setembro de 1705 recebeu a Ordenação Sacerdotal. Doutorou-se em Teologia e tornou-se exímio pregador e diretor de almas. Exerceu os cargos de Superior do convento de Lucera e de Ministro Provincial.
“Ele fez do amor, que nos foi ensinado por Cristo, o parâmetro fundamental da sua existência. O critério basilar do seu pensamento e da sua ação. O vértice supremo das suas aspirações”, afirmou o Papa João Paulo II a respeito de São Fasani.
São Fasani apresenta-se-nos de modo especial como modelo perfeito de Sacerdote e Pastor de almas. Por mais de 35 anos, no início do século XVIII, São Francisco Fasani dedicou-se, em Lucera, e também nos territórios ao redor, às mais diversificadas formas de ministério e do apostolado sacerdotal.
Verdadeiro amigo do seu povo, ele foi para todos irmão e pai, eminente mestre de vida, por todos procurado como conselheiro iluminado e prudente, guia sábio e seguro nos caminhos do Espírito, defensor dos humildes e dos pobres. Disto é testemunho o reverente e afetuoso título com que o saudaram os seus contemporâneos e que ainda hoje é familiar ao povo de Lucera: ele, outrora como hoje, é sempre para eles o “Pai Mestre”.
Como Religioso, foi um verdadeiro “ministro” no sentido franciscano, ou seja, o servo de todos os frades: caridoso e compreensivo, mas santamente exigente quanto à observância da Regra, e de modo particular em relação à prática da pobreza, dando ele mesmo incensurável exemplo de regular observância e de austeridade de vida.
São Francisco Antônio Fasani, rogai por nós!

É preciso vigiar e orar

Vigiar sobre aquilo que fazemos, ficar atentos para não sermos enganados pelo excesso de comer, de beber e não sermos tomados pelas preocupações exageradas com a vida. Temos de orar para sermos firmes, para sermos combatentes e vigilantes na presença do Senhor Nosso Deus.
“Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida” (Lucas 21,34).
Sabe, meus irmãos, nós que queremos ficar de pé na presença de Deus e resistirmos às tribulações e às provações do mundo em que vivemos, devemos ter vigilância e cuidado com a nossa própria vida e com a nossa conduta; ter responsabilidade sobre aquilo que fazemos. A primeira coisa: precisamos nos prevenir. Do que temos de nos prevenir? Primeiro, da gula, do excesso no comer, para que não estejamos totalmente pesados e insensíveis na presença de Deus.
Segundo: cuidarmos da embriaguez, porque ela tira nossa sobriedade. Quando não estamos sóbrios, não podemos ter um bom discernimento, não podemos ter uma verdadeira visão da vida, dos fatos e acontecimentos; além de tudo aquilo de mal que a embriaguez pode produzir. Por isso, nós que estamos aguardando o Senhor Nosso Deus, como precisamos nos prevenir e nos cuidar!
Eu sei que em nossas casas, muitas vezes, há bebidas; e por não tomarmos cuidado com ela quando vamos às festas, aos churrascos, aos almoços que nós mesmos promovemos, sabemos das tragédias que a embriaguez produz, o quanto uma pessoa bêbada se torna inconsequente. São vítimas no trânsito, brigas, separações, ruínas de casas e de famílias inteiras por causa da falta de sobriedade no beber.
Outra coisa que causa instabilidade em nossa vida e nos tira a santa sobriedade são os nossos excessos de preocupações. É um outro mal, é uma outra droga quando vivemos e entregamos o nosso coração às preocupações. Como somos absorvidos, como as preocupações tiram a nossa sensibilidade, a nossa responsabilidade e nos mantém cativos do medo, da falta de iniciativa, presos aos problemas que estamos vivendo!
Por isso é preciso vigiar e orar! Vigiar sobre aquilo que fazemos, ficar atentos para não sermos enganados pelo excesso de comer, de beber e não sermos tomados pelas preocupações exageradas com a vida. Por isso temos de orar para sermos firmes, para sermos combatentes e vigilantes na presença do Senhor Deus.
Deus abençoe você!
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A primeira armadilha





A primeira armadilha
58. O demônio batalha contra os obedientes, por vezes, profanado-os com poluições corporais e endurecer-lhes o coração e algumas vezes para lhes provocar uma inquietude costumeira. Em outros momentos, ele os torna secos, estéreis e lentos na oração, sonolentos e confusos com escuridão espiritual, a fim de afastá-los de sua luta, fazendo-os pensar que nada ganharam por sua obediência, e que apenas retrocederam. Isso para não lhes dar tempo para refletir que muitas vezes a retirada providencial de nossos bens ou bênçãos imaginárias nos leva à mais profunda humildade.
59. No entanto, alguns têm muitas vezes afastado tal enganador pela paciência, mas enquanto ele ainda está falando, outro anjo se antepõe a nós e após algum tempo procura nos enganar de outra maneira.

http://escadadivina.blogspot.com/2014/03/quarto-degrau-primeira-armadilha58-e-59.html

domingo, 16 de novembro de 2014

Fidelidade criativa na administração dos dons

Sempre mais se exige fidelidade e empenho a todos os que exercem algum serviço na comunidade, na Igreja e na sociedade. Ninguém deve se omitir, apresentando desculpas sem fundamento. Deus criou o mundo e o colocou em nossas mãos para que o preservemos e o melhoremos. Somos responsáveis por esta obra que o criador nos confiou.
O evangelho deste domingo faz parte do capítulo 25 de Mateus, todo tecido em torno da questão escatológica, no que se refere ao fim dos tempos. Reflete a situação de opressão produzida por um império que defrauda e escraviza sempre mais os que estão sob seu jugo enquanto "patrão" goza a vida com mordomias e passeios. Jesus parte dessa situação real para dar o seu recado sobre o reino dos céus.
Os dois primeiros servos recebem os talentos e procuram multiplicá-los: investem e arriscam. Sem arriscar não se obtêm resultados, de todo o modo incertos. O mais importante, porém, não é não errar,mas sim se comprometer com uma "fidelidade ativa, criativa e arriscada". Os servos são chamados a cumprir a tarefa indicada pelo Senhor. O presente é tempo de oportunidades para colaborar na construção do reino de Jesus.
O terceiro servo, o que recebeu um talento, é o que chama mais a atenção. É uma pessoa medrosa, não arrisca, não age por amor e, por isso, enterra o talento. Ainda não entendeu sua missão e seu compromisso com o Senhor e com a comunidade. Ainda não entendeu que Deus não é um tirano que amedronta as pessoas e só fica censurando ("não faça isso, não faça aquilo"), mas é Pai que ama com carinho a cada um e motiva a ir em frente, tornando a vida mais digna e feliz para todos.
Somos, muitas vezes, tentados a enterrar os talentos por medo de arriscar e preferimos não nos comprometer com nada nem com ninguém e nos conformar com a mesmice. Jesus não quer que continuemos sempre na mesma ("sempre foi assim"). Atentos aos sinais dos tempos e aos apelos do evangelho, somos chamados a agir e arriscar, não ter medo de inovar.

Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 16/11/2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Palavra de Deus nos conduz pelas estradas da vida

Quando Deus nos manda alguma Palavra, não é para nos ameaçar, não é para nos deixar temerosos e medrosos, mas é para cuidar de nós, para nos advertir, para nos chamar à atenção dos perigos da vida e das estradas que caminhamos
“Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la” (Lucas 17,33).
Hoje, Nosso Senhor Jesus vem nos falar sobre a Sua vinda, fazendo uma comparação com os dias de Noé. Está presente, no Livro dos Gênesis, o início da criação do mundo, quando Noé entrou na Arca. Muitos zombaram dele; mais do que zombar, eles levavam uma vida dissoluta, mundana, como se não houvesse importância aquilo que Noé vivia e fazia. Enquanto eles bebiam, comiam, embriagavam-se e faziam orgias, chegou o dia do Senhor. Noé entrou na Arca e os que estavam com ele foram salvos.
Sabe, meus irmãos, às vezes, nós ignoramos o tempo, a hora e o momento de Deus. Nenhum de nós pode viver nesta vida de forma desprevenida, dissoluta, entregue aos prazeres, esquecendo-se de que, a qualquer momento, nós iremos prestar conta da nossa vida. Alguns ainda zombam de Deus e de Suas coisas, não O respeitam. Muitos vivem como se Deus não existisse, acreditam que a vida é curta e vão curti-la de qualquer jeito, de qualquer forma; curtem a vida ignorando os outros e a Palavra de Deus.
Não permitamos que este sentimento tome conta de nós por meio da indiferença, quando não ligamos para Deus, para Suas coisas nem ouvimos os alertas d’Ele. Quando o Senhor nos manda alguma Palavra, não é para nos ameaçar, não é para nos deixar temerosos e medrosos, mas para cuidar de nós, para nos advertir, para nos chamar à atenção sobre os perigos da vida e das estradas que caminhamos.
Quantas pessoas, por se acharem autossuficientes, por acharem que “davam conta”, se perderam nas estradas da vida!
Certa vez, andava por um lugar onde dizia: “Perigo! Cuidado! Aqui não se entra!”. Eu, simplesmente, ignorei a placa, dei dois passos e caí num buraco. Só fui salvo pela misericórdia de Deus. Mas aviso tinha!
Nas estradas da vida há muitos avisos: “Reduza a velocidade. Cuidado, pista perigosa! Pista com alto nível de acidentes”, mas as pessoas não prestam atenção nas placas da vida. Então, como prestar se atentar nas advertências de Deus, que só quer o nosso bem, só quer cuidar de nós?
Sejamos humildes e obedientes. Que a Palavra de Deus, como luz que brilha nas estradas da vida, vá nos direcionando, iluminando-nos e tirando-nos dos caminhos que não nos levam à vida, mas à morte.
Deus abençoe você!
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