sábado, 6 de dezembro de 2014

Deus quer cuidar do nosso cansaço e do nosso abatimento

Deus quer cuidar do nosso cansaço e do nosso abatimento expulsando os espíritos malignos, curando e cuidando de nossas enfermidades.
“Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9,36).
Jesus quer falar lá no fundo do nosso coração, Ele quer dizer a todos nós que Ele tem profunda compaixão de nós por nosso cansaço e abatimento. Sim, o Senhor sabe o quanto nós nos cansamos com tudo aquilo que fazemos, com os nossos trabalhos, as nossas lutas diárias, os nossos compromissos, aquele círculo, muitas vezes, vicioso que se torna a nossa vida. Tudo isso nos deixa cansados, um cansaço que, muitas vezes, se transforma em abatimento. Ficamos “abatidinhos”, enxutos, no canto e até perdemos o gosto pela vida; um cansaço que não nos permite nem descansar, porque até quando queremos descansar nos cansamos. É um cansaço maior que o nosso próprio cansaço físico.
O cansaço físico, nós, muitas vezes, suportamos, mas aquele cansaço da alma, o cansaço do espírito, isto é, o abatimento interior, causa desmotivação e vai causando dentro de nós a perda de gosto por muitas coisas da vida. Jesus, como o Bom Pastor que o é, quer cuidar de toda ovelha abatida. Primeiramente, expulsando os espíritos malignos, curando e cuidando de nossas enfermidades.
Jesus quer tirar todo o espírito de desânimo, todo o espírito de intriga, de fofoca, de desunião, porque esses espíritos malignos agindo no meio de nós são agentes para semear entre nós as sementes do cansaço e do abatimento.
Ninguém aguenta passar por uma vida brigando, ninguém aguenta viver discutindo, ninguém aguenta passar muito tempo só tendo dores de cabeça e aborrecimentos. Nós podemos lidar de outra forma com aquilo que nos causa irritação, sofrimento, dor de cabeça, preocupação, tensão, medo e intranquilidade.
Quando nós entregamos tudo isso ao Senhor e pedimos que Ele próprio nos ajude no combate diário – não é que o Senhor vá tirar os problemas de nossa vida –, Ele vai nos dar uma outra armadura para sabermos lidar com os problemas da nossa vida. Primeiramente, tirando o nosso coração das preocupações; Ele tira a preocupação e coloca no lugar a fé, a confiança e a certeza de que a luz de Deus ilumina e conduz todas as coisas.
No entanto, se confiamos e nos preocupamos e não deixamos o Senhor cuidar de nós, a preocupação puxa muitos outros espíritos negativos para dentro do nosso ser e, assim, vem de novo o desânimo e o cansaço e, por vezes, queremos entregar os pontos.
Não os entregue não! Reanime sua fé, sua confiança e a certeza de que há um Deus que quer cuidar do nosso cansaço e do nosso abatimento.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/

Padre Duarte Lara - Modéstia no Vestir

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Jesus ilumina toda a cegueira que envolve a nossa vida

Jesus ilumina toda a cegueira que envolve a nossa vida. Não deixe os olhos da sua fé apagados, não deixe que seu coração caminhe na escuridão da vida.
“Partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” (Mateus 9,27).
Amados irmãos e irmãs, os dois cegos do Evangelho de hoje são exemplo de vida para nós, porque estes estavam com a vista apagada, não podiam ver a luz do sol, como nós a vemos, enxergar as pessoas como quem tem visão as pode enxergar. Deixe-me dizer uma coisa a você: apesar de estarem com a vista apagada, eles estavam com o coração iluminado.
Sim, o coração de cada um deles podia ver, tocar e seguir Jesus, porque eles foram atrás do Senhor gritando: “Jesus, tem piedade de nós!”. Quem está com o coração iluminado está aberto para a graça de Deus, está aberto para ser curado e conduzido por Ele e enxergar a própria cegueira.
Deixe-me dizer a você: não deixe os olhos da sua fé apagados, não deixe nem permita seu coração caminhar na escuridão e na penumbra da vida sem enxergar Jesus que está no meio de nós. Primeiro, Jesus é a luz do mundo e Ele deseja – como luz do mundo – iluminar toda a cegueira que envolve a nossa vida, toda a cegueira que envolve o nosso coração e nos deixa, muitas vezes, viver na penumbra da vida.
Sabe, muitas vezes, os problemas da nossa vida estão dentro de nós e nós buscamos soluções fora. Sim, basta uma mudança de comportamento, basta uma atitude nova para mudar isso, mas não conseguimos enxergar. Às vezes o problema de uma situação está tão mais perto de nós do que possamos imaginar, mas, porque a cegueira nos envolve, não conseguimos ver a solução dele. Muito pelo contrário, até permitimos que o problema cresça dentro de nós, porque vamos nos agitando e culpando uns aos outros. E quando as acusações começam, a cegueira cresce. Quando as acusações começam, tudo de mau vem junto; porque a acusação não nos permite ver as coisas com razão.
Os dois cegos do Evangelho de hoje são para nós exemplos de humildade. Só quem tem humildade clama: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de nós!”. E se nós temos essa humildade, vamos clamar do fundo do coração: “Tenha piedade e misericórdia da minha cegueira interior, porque eu não consigo enxergar a verdade, não consigo enxergar a minha própria verdade!”.
Se enxergamos mais os pecados, os erros, os problemas e os defeitos das pessoas do que os nossos próprios, é o grande sinal de que a cegueira dentro de nós é muito grande. Quando começamos a enxergar de verdade, nós não temos nem tempo para enxergar os problemas dos outros, nós vamos nos iluminando para cada vez mais irmos direcionando a nossa própria vida.
Que Jesus abra os nossos olhos da fé para enxergamos a verdade do jeito que ela é!
Deus abençoe você!
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sobre um outro irmão ...

32. Um irmão que era o ecônomo do mosteiro, confidenciou-me isto: "Quando eu era jovem " , dizia ele, "e estava cuidando de gado, tive certa vez uma séria queda espiritual'. Mas como nunca tive o costume de esconder uma cobra em uma cova no meu coração, peguei-a pelo rabo (pela cauda eu quis dizer, dei cabo da questão) e ao mesmo tempo dirigi-me ao médico . Mas, com um sorriso no rosto, ele me socou levemente a mandíbula, e disse-me: "Vai, criança, e continuar seu trabalho como antes, sem medo do resto." "E aceitando isto com flamejante fé, no decorrer de alguns dias, tive a certeza da minha cura, e continuei meu caminho com alegria e temor".

33 . Todo tipo de criatura, como alguns dizem, têm suas diferenças que os distinguem dos outros. Assim, também, em companhia dos irmãos, havia diferenças tanto no sucesso, quanto na disposição. Quando o seu médico notou que alguns gostavam de se exibir perante as pessoas do mundo que estavam visitando o mosteiro, em seguida, na presença de tais visitantes, sujeitou-os a insultos extremos e lhes deu a tarefa mais humilhante, de modo que eles começavam a bater em retirada , e com a chegada de visitantes seculares conseguiu sua vitória. Em seguida, um espetáculo extraordinário apresentou-se : a vaidade afastando e afugentando as pessoas.

http://escadadivina.blogspot.com/2014/03/quarto-degrausobre-um-outro-irmao-32-e.html

Nossos atos devem testemunhar a nossa fé

Nossos atos devem testemunhar a nossa fé. Que a nossa fé seja uma “fé compromisso” com Jesus, com Suas Palavras e com Seus ensinamentos.
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7, 31).
Não basta dizer: “Eu creio em Deus!”; não basta dizer: “Eu creio em Jesus!” se não transformamos a nossa fé em vida ou se a fé não transforma a nossa vida, ou se não nos permitimos ser transformados pela fé que cremos.
A fé não pode ser só uma atitude de “boca”, de fala. Não posso ser só um homem que prega bonito, que fala bonito; não posso ser uma pessoa que apenas louva e que canta para Deus. O que caracteriza um discípulo de Jesus não é aquilo que este fala de Jesus, mas é aquilo que a vida do Senhor se manifesta por intermédio de sua própria vida; quando ele encarna em si os gestos e as atitudes de uma pessoa que é transformada pelo Evangelho.
Nosso compromisso é testemunhar aquilo que cremos, é manifestar para o mundo não o que Jesus pode fazer por ele [mundo], mas o que Ele fez e faz na nossa própria vida! Sabem, meus irmãos, as pessoas estão cansadas de ouvir falar que Jesus transforma vidas, que transforma pessoas; o que o mundo quer ver é onde é que estão as pessoas que foram transformadas por Ele! Quem convive com você, quem trabalha com você, quem está com você naquilo que você faz na sua casa, na sua família, ou seja, as pessoas em geral – mais do que suas pregações e seus sermões – querem ouvir o que a sua vida tem de diferente, o que sua vida representa de transformação a partir da Palavra de Deus.
Que a nossa fé seja uma “fé compromisso” com Jesus, com Suas Palavras e com Seus ensinamentos; compromisso de viver de acordo com o que Ele nos ensinou. É verdade que isso não é fácil para ninguém, mas seria uma tremenda hipocrisia nos conformarmos com a dificuldade e não termos a convicção de que Cristo e a Sua Palavra podem transformar aquilo que nos parece impossível.
Quando nos submetemos a Jesus, mesmo que nosso temperamento seja o mais difícil do mundo, Ele vai modificando e conduzindo o nosso temperamento. Podemos ter comportamentos que não são adequados, mas se os submetermos a Jesus Ele os vai transformando.
Dentro de nós pode haver vontades que não são de Deus, mas se permitimos que a Palavra de Deus vá transformando aquela vontade ruim, aquela vontade de fazer coisas erradas, de nos vingar, de falar palavrões, coisas feias e erradas, perdemos o gosto por tudo isso e a nossa vida tome outro rumo e outra direção.
Não basta dizer: “Senhor, Senhor”, é preciso deixar que Jesus seja o Senhor da nossa vida por intermédio dos nossos atos e nossas atitudes!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Movidos pelo Espírito Santo, encontramos gosto pela obra do Senhor

Reanime o fervor, reanime o dom do Espírito que há em ti, porque, uma vez que somos cheios desse Espírito, nós encontramos prazer, gosto, gozo em fazer as coisas do Senhor!
Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor, encontra ele seu prazer (Isaías 11,2-3)
Nós, hoje, contemplamos Jesus dizendo a Seus discípulos: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!” (Lucas 10,24). Cristo é tomado por uma grande exultação no Espírito, que O leva a glorificar, exaltar e bendizer nosso Deus. O que estamos contemplando com nossos olhos e ouvidos é aquilo que se realiza na vida de Jesus por obra do Espírito.
O Espírito do Senhor está sobre Jesus e este age no poder e na autoridade, iluminado e guiado pelo Paráclito. O desejo e a ação de Cristo em nosso meio é que nós também estejamos ungidos por esse Espírito, porque o Senhor foi ungido pelo Pai e sobre Ele está a plenitude do Espírito Santo. E uma vez que Jesus tem a plenitude desse Espírito, deseja que nós também o tenhamos. Assim, os frutos do Paráclito que se manifestaram de forma plena na vida de Jesus também há de se manifestar em nossa vida.
Olhamos para uma árvore e sabemos se ela é boa pelos frutos que dá, pelos dons que brotam dela! Dessa raiz de Jessé brota esse rebento e sobre ele está o espírito de sabedoria, do discernimento, do conselho, da fortaleza, da ciência, da piedade e do temor no Senhor. Deixe-me dizer a você: é no temor do Senhor que ele encontra o seu prazer. Não é prazer em temer a Deus, mas o prazer de ser submisso a Ele, de ser submisso à vontade d’Ele; é saber encontrar deleite, gosto e prazer em fazer as coisas de Deus.
Deixe-me dizer a você: Pode ser que, há um tempo atrás, quando nos convertemos, quando encontramos o Senhor, nós tínhamos mais gosto em fazer as coisas d’Ele. Mas, muitas vezes, quando há decepção com pessoas e situações, quando o nosso ego é contrariado, nós vamos perdendo o prazer, o gosto de fazer as coisas de Deus. Não perca esse prazer, não perca esse gosto; muito pelo contrário, reanime o fervor, reanime o dom do espírito que há em você. Uma vez cheios deste espírito, encontramos prazer, gosto em fazer as coisas do Senhor.
O mundo não nos entende e quem tem o espírito do mundo também não pode entender o prazer de servir a Deus e de fazer as coisas d’Ele. Só quem está movido e conduzido por este Espírito sabe o prazer e o gosto de fazer as coisas do Senhor.
Estou, hoje, realmente clamando para que, em nossos corações, o Espírito que movia o coração de Jesus mova também o nosso, para que o nosso prazer esteja em fazer as coisas do Senhor.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/movidos-pelo-espirito-encontramos-gosto-pelas-obras-do-senhor/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Olhos da contemplação


rosto-de-jesus
Uma das coisas que mais vos agradam, e mais tocam o vosso coração, é haver olhos que Vos saibam contemplar. Dai-me Senhor, esses olhos para Vos contemplar.
Olhos de pomba: simples, puros e recatados. Olhos devotos e compassivos. Olhos atentos e discretos, para compreender a vossa vontade e cumpri-la. E quando, com esses olhos Vos contemplar, Senhor, dignai-Vos olhar para mim com aquele olhar, que dirigistes a São Pedro, quando fizestes chorar o seu pecado. Olhai-me com aquele olhar que dirigistes ao filho pródigo, quando saístes ao encontro. E lhe destes um beijo! Senhor, com aquele olhar que dirigistes ao publicano, quando ele ousava levantar os olhos para o céu. Com aqueles olhos que voltastes a Madalena quando ela Vos lavava os pés com as lágrimas e os enxugava com os cabelos.
Senhor, dirigi a mim aquele olhar que dirigistes à Esposa dos Cantares, quando lhes dissestes: - És bela, minha amiga, és bela. Teus olhos são de pomba. Para que, agradando-Vos do olhar e da formosura da minha alma, lhe deis aquelas virtudes e graças, com as quais ela sempre Vos parecerá formosa.
Paz e Bem!
(São Pedro de Alcântara, do “Tratado da Oração e da Meditação”).
Leitura Bíblica Lc 22,54-62
FONTE: Cadernos Franciscanos, ano XVIII – 1992- Nº2 FASC.104, Cinco Minutos Diários Com Deus, pag 8. Seleção e tradução de textos por Frei Urbano Plentz