domingo, 4 de janeiro de 2015

Homem salva 600 crianças da morte: reencontro 50 anos depois



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Fotos: Reprodução/BBC-Youtube
Um homem que salvou 669 crianças da morte, se encontrou com elas, ou parte delas, 50 anos depois.
Sir Nicholas Winton cumpriu sua missão de forma grandiosa, totalmente em silêncio e sem alarde, nos anos 30.
Ele organizou o resgate e passagem para a Grã-Bretanha das quase 700 crianças judias da Tchecoslováquia.
A maioria delas iria para os campos de extermínio nazistas, antes da Segunda Guerra Mundial.
A operação foi chamada de Kindertransport.
Sir Nicholas nunca contou a ninguém que foi o responsável por salvar tantas crianças e nunca pediu crédito sobre seus feitos.
Mas a produção da BBC descobriu essa ação de gigante e organizou um encontro desse herói com algumas das pessoas que ele salvou.
E foi uma surpresa.
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Elas estavam sentadas atrás dele na plateia do programa That's Life.
Em dado momento a apresentadora pede para que as pessoas se levantem.
A homenagem, exibida em 1988, é emocionante.
Está em inglês, mas dá pra entender sem tradução.



http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=4230

Deus se revela

Com o nascimento de Jesus, nasce também uma estrela, a indicar com o seu brilho o caminho rumo a Deus. Os magos do Oriente sentem grande alegria ao segui-la. Herodes e o centro do poder, Jerusalém, ficam perturbados. Os sumos sacerdotes e mestres da lei, entendidos de religião, limitam-se a repetir a Escritura sagrada. São três atitudes diante do Deus que deseja manifestar-se e chegar a todos.
Os entendidos de religião conhecem a Escritura e sabem que de Belém sairá um pastor para Israel. Transformam a palavra de Deus numa doutrina que já não toca a realidade. Não se movem, estão acomodados, não conseguem reconhecer no brilho da estrela o caminho para o recém-nascido pastor de Israel.
Herodes e Jerusalém ficam perturbados, ao pressupor que o Filho de Deus lhe tomaria o poder. Querem impedir que Deus se manifeste ao mundo, eliminando o Filho recém-nascido. Mal sabem que este menino vem para servir e para mostrar que o poder de Deus está no amor que se entrega e gera vida, não no ódio que divide e mata.
Os magos, por sua vez, põem-se à procura. Vencem a escuridão seguindo o brilho da estrela guia. Eles representam todos os povos que buscam construir, juntos, a única comunidade dos filhos de Deus. E como é imensa a alegria de encontrar pessoalmente Jesus Cristo e poder entrega-lhe a própria vida, com o que ela tem de melhor!
E aqui está a chave: Deus se revela a nós à medida que lhe entregamos o melhor de nós. Os presentes dos magos indicam que é o menino recém-nascido. Oferecem ouro porque ele é rei, incenso porque é Deus e mirra porque dará a vida na cruz. É fundamental a atitude de buscar a Deus na sinceridade de coração, para podermos reconhecê-lo no rosto de nossos irmãos, sobretudo dos irmãos menores e indefesos. Porque, para revelar-se ao mundo, Deus escolheu revelar-se ao nosso coração.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o evangelho deste domingo 01/01/2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Um novo tempo

A partir de hoje começa uma nova fase, uma nova expectativa, novos voos.
Os erros cometidos precisam servir de lição, as dificuldades enfrentadas devem servir de estímulo para as que estão por vir.
Não devemos nos deixar levar pelas adversidades, pelas circunstâncias, pelas indicações que o mundo nos dá e impõe. Precisamos almejar voos cada vez mais altos, objetivos cada vez maiores e mais concretos e sempre buscar crescer em todos os sentidos.
Nossa sociedade carece de homens e mulheres que sejam de Deus e assim sejam referências no meio em que vive. Precisamos deixar a nossa marca onde passarmos, a marca da promessa, a marca de Jesus, a marca de que é possível viver segundo o que Deus nos pede sem deixar de ser feliz, medíocre e pequeno.
Devemos assumir este itinerário: LINHA: Vale de lágrimas a Jerusalém Celeste, devemos estar cientes de que estamos aqui de passagem e que Deus tem algo melhor e maior pra nós e quando temos a certeza disso, precisamos mostrar isso àqueles que ainda não estão neste itinerário, precisamos mostrar para àqueles que estão parados num ponto partida qualquer e não sabem, não entendem, não conhecem o caminho e precisam de um novo rumo, uma nova direção.
Que o SENHOR NOSSO DEUS nos conduza e capacite ainda mais para fazer valer o seu evangelho e a sua palavra neste mundo tão necessitado de mudanças.

POR: Marcelo Mattityahu, administrador deste blog

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Tenha um feliz e abençoado Ano Novo

Engrandecemos a Deus por este maravilhoso ano de 2014 e que venha 2015, um ano para servirmos a Ele e vivermos a Sua Palavra em nossa vida! 
De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça” (João 1,16).
Hoje é o último dia do ano de 2014. Como Deus foi bom para conosco ao nos dar mais um ano em nossas vidas, ao nos dar a graça de viver o ano do Senhor de 2014! Quando olhamos para trás vemos que passamos por dificuldades, por momentos difíceis e por provações, mas não podemos deixar de reconhecer que a mão de Deus esteve conosco. Mesmo quando passamos por abismos, por momentos de escuridão e por momentos difíceis a mão de Deus esteve conosco. Por isso nós reconhecemos que, de Sua plenitude, todos nós recebemos graça por graça, porque tudo é graça!
É por isso que nós queremos fazer do dia de hoje um dia de ação de graças, agradecendo realmente a Deus a grandeza do Seu amor, do Seu poder, da Sua bondade, da Sua misericórdia e da Sua ternura para conosco. Agradecer a Deus porque Ele nos conduz pela mão e por nos dado o dom da vida, o maior dos dons!
A vida humana é tão desprezada, tão desmerecida, tão desvalorizada por muitos, de modo que, a cada dia vivido, nós só podemos reconhecer e engrandecer o amor desse Deus para conosco.
Nós queremos no dia de hoje também pedir perdão. Sim, perdão porque, muitas vezes, não somos gratos a Deus, não correspondemos ao Seu amor, não somos fiéis a Ele e não nos amamos como deveríamos amar uns aos outros. Perdão porque, em nosso coração, muitas vezes, as vozes do anticristo (como fala a Primeira Leitura da Missa de hoje) nos conduzem ao ressentimento, à mágoa, ao rancor e nos colocam uns contra os outros e, muitas vezes, tomaram conta do nosso coração. Perdão quando, muitas vezes, ouvimos mais o anticristo do que o Cristo.
Hoje nós queremos engrandecer Cristo Jesus, Nosso Senhor! Só Ele é Deus, só Ele é o Senhor, só a Ele pertence a nossa vida! Nós engrandecemos ao Senhor por este maravilhoso ano de 2014 e que venha 2015, um ano para servirmos a Ele e vivermos a Sua Palavra em nossa vida!
Um feliz e abençoado Ano Novo para você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/tenha-um-feliz-e-abencoado-ano-novo/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Como São João Evangelista resgatou um cristão caído que tinha se tornado chefe criminoso

O Apóstolo lega aos seus sucessores bispos um alto patamar de comprometimento 

com a salvação das almas perdidas

Depois de correr atrás de um pecador pelos telhados do Vaticano, o papa Francisco foi visto pegando um atalho pela Torre de Nicolau V e abordando o anônimo blasfemo de surpresa, logo antes de ambos caírem, por entre vitrais espatifados do século XV, diretamente num confessionário logo abaixo de onde estavam.
 


Todos nós sabíamos que o papa Francisco era incrível, mas esse episódio é mais do que impressionante! O relato completo da perseguição, com uma foto da ação no momento em que acontecia, pode ser lido no site norte-americano The Onion.
 
Agora, acalmem-se: o site é humorístico e o relato é, obviamente, fictício.
 
Mas esta brincadeira me lembrou uma surpreendente história real sobre São João Evangelista, registrada pelo bispo Eusébio, do século IV, no Livro III, Capítulo 23, da sua História da Igreja:
"uma narrativa sobre João, o Apóstolo, que foi transmitida de voz em voz e atesourada na memória", conta Eusébio.
 
João acaba de retornar do exílio na ilha de Patmos e está viajando por vários lugares para ordenar bispos. Em uma das cidades, ele mostra especial preocupação com o bem-estar espiritual de um jovem e exorta o bispo local: "Este jovem eu confio a você com toda a seriedade na presença da Igreja e com Cristo como testemunha". O bispo aceita a missão e João volta para casa, em Éfeso.
 
O bispo repassa então a um dos seus presbíteros a tarefa de instruir e batizar o jovem. Julgando erroneamente que o jovem agora é forte na fé, porém, o sacerdote relaxa a disciplina muito cedo. É quando as coisas começam a ir ladeira abaixo.
 
Seduzido por "entretenimentos caros", o jovem começa a andar em más companhias que o convencem a roubar com eles. Sua consciência, no entanto, sabe que os seus atos são graves. Vendo o quanto os seus crimes foram sérios, ele começa, infelizmente, a perder a esperança na misericórdia de Deus. Julgando-se assim perdido para sempre, ele se atira ainda mais fundo no crime, e, como Eusébio descreve, se torna "um chefe criminoso ousado, o mais violento, truculento e cruel de todos eles".
 
Algum tempo depois, João visita aquela igreja de novo e pede ao bispo: "Restaura-nos o depósito que tanto eu quanto Cristo confiamos a ti, tendo por testemunha a igreja que presides".
 
No início, o bispo fica confuso, pensando que João se refere ao dinheiro, mas o Apóstolo esclarece que fala "do jovem e da alma do irmão". O bispo explode em lágrimas e confessa: "Ele está morto, morto para Deus. Ele se tornou mau e agora é um bandido. E, em vez de frequentar a igreja, ele assombra as montanhas com um bando de iguais a ele".
 
João, de acordo com Eusébio, "rasga as suas vestes e, batendo a cabeça com grande lamentação", clama: "A que bom guardião eu confiei a alma de um irmão! Mas trazei-me um cavalo e que alguém me mostre o caminho". João monta e parte em busca do esconderijo do agora criminoso.
 
Quando chega perto, é feito prisioneiro por alguns dos ladrões. Ele não resiste, mas exige encontrar o líder. O jovem está de pé, armado, quando João se aproxima. Ao reconhecer João, ele "foge, cheio de vergonha".
 
João, que estaria então em seus 70 ou 80 anos, "se esquece da idade, o persegue com todas as suas forças" e grita para ele: "Por que, meu filho, foges de mim, teu próprio pai, desarmado e ancião? Tem piedade, meu filho; não temas; ainda tens a esperança da vida. Eu darei contas de ti a Cristo. Se necessário, suportarei de bom grado a morte, como o Senhor sofreu a morte por nós. Por ti eu darei a vida. Levanta-te, crê; foi Cristo que me enviou".
 
O jovem para, abaixa o olhar, solta as armas e começa a "tremer e chorar amargamente". Quando João o abraça, o jovem confessa os seus pecados, "batizando-se", como diz Eusébio, "pela segunda vez com as lágrimas".
 
Vamos deixar Eusébio contar o resto da história:
 
"João, comprometendo-se e assegurando-lhe sob juramento que ele iria encontrar o perdão do Salvador, ajoelhou-se diante dele, beijou-lhe a mão direita como se agora purificada pelo arrependimento e o levou de volta para a igreja. E intercedendo por ele com orações abundantes, e lutando junto com ele em jejuns contínuos, e fazendo à sua mente várias declarações, ele não se afastou, como se costuma dizer, até reintegrá-lo à igreja, provendo um grande exemplo de verdadeiro arrependimento e uma grande prova de regeneração, um troféu de visível ressurreição".
 
Isto é um Apóstolo.
 
Encorajo os caros leitores a orar pelos nossos bispos, para que, como sucessores dos Apóstolos, eles tenham a sabedoria e a coragem de acompanhar o exemplo de João. E o mesmo peçamos para nós próprios. 

sources: ALETEIA

domingo, 28 de dezembro de 2014

Toda família é sagrada para Deus

Toda família é sagrada para Deus, por isso Jesus escolheu nascer na Sagrada Família. A sua casa, a sua família, é sagrada aos olhos de Deus. 
O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele” (Lucas 2,40).
Nós hoje celebramos a linda festa da Sagrada Família, composta por Jesus, Maria e José. Sim, Deus quis morar no meio de uma família, quis estar na família humana, por isso escolheu uma casa, escolheu ter pai, ter mãe. E nessa casa, nessa família foi que Jesus cresceu, foi se tornando menino, homem e nos apontou a direção e o caminho da vida.
Na realidade, o Senhor começou a nos ensinar a direção e o caminho da vida não foi quando cresceu, foi quando nasceu e quando quis habitar dentro de uma família, por isso nós a chamamos de Família Sagrada.
Deixe-me dizer uma coisa a você: toda família é sagrada para Deus! A sua casa, a sua família, é muito sagrada aos olhos de Deus. Cada família tem um valor único e singular para o coração de Deus! Cada casa, cada família, é o lugar da morada de Deus!
Cada casa e a família de cada um de nós é a nossa primeira Igreja, é o primeiro lugar onde conhecemos Deus. É onde podemos conhecer a grandeza de Deus manifestada pelo amor dos pais.
Por isso, hoje, nós queremos pedir a Deus por todas as nossas famílias. Primeiro, pedindo pelo amor dos esposos, pois não se tem família se pai não ama mãe, se mãe não ama pai, e não é fácil viver este amor entre pai e mãe.
Hoje, quero dizer ao coração do homem e da mulher, do marido e da esposa: permitam que a Palavra de Deus habite no coração de vocês, assim como está nos chamando a Segunda Leitura da Missa de hoje, permitam que a Palavra de Cristo conduza os sentimentos, os afetos e a vida familiar de vocês.
Um dia vocês dois prometeram ser fiéis um ao outro e o tempo demonstra que isso nem sempre é fácil, por isso digo hoje aos esposos que estão nos escutando: se vocês querem edificar um lar santo coloquem a Palavra de Deus meditada e vivida no meio da sua família e ela dará o sentido e a condução da sua casa.
Que os filhos saibam amar e respeitar seus pais e tenham a devida obediência a eles mesmo quando, muitas vezes, isso não seja fácil, mesmo quando, frequentemente, os pais tenham seus defeitos, seus limites e não manifestem o amor que vocês tanto desejavam ter.
Meu filho e minha filha, o amor de Deus vai permanecer para sempre no seu coração se você souber amar e respeitar os seus pais, mesmo com todos os defeitos que eles possam ter!
Papai e mamãe, que a graça de Deus esteja com vocês, para que criem seus filhos segundo a vontade do Senhor! Que cada lar, que cada família, seja uma sagrada família!
Deus abençoe você!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Ou Jesus é Deus ou não é nada...


Jesus não foi um homem que "pretendeu" ser Deus, mas o Verbo que se fez carne e veio morar entre nós


Os cristãos confessam, desde sempre, que Jesus Cristo é Deus. São João escreve que a Palavra, que "estava junto de Deus" e "era Deus" ( Jo 1, 1), "se fez carne e veio morar entre nós" (Jo 1, 14). São numerosos os discursos de Cristo em que Ele deixa claro ser muito mais que um simples homem – todo o Evangelho de São João está permeado de declarações desse teor –, sendo este o motivo alegado pelos judeus para condená-Lo à morte: "Não queremos te apedrejar por causa de uma obra boa, mas por causa da blasfêmia. Tu, sendo apenas um homem, pretendes ser Deus" (Jo 10, 33).
Se, naquela época, até quem não seguia Nosso Senhor tinha clara consciência da grandeza do que Ele anunciava, hoje, muitos – atribuindo a si o apelido de "cristãos" – têm advogado, covardemente, uma "terceira opção": ao invés de rejeitar ou aceitar de vez a mensagem do Evangelho, recorrem a uma leitura distorcida das Escrituras, reduzindo a figura de Jesus à de "um grande profeta, um mestre de sabedoria, um modelo de justiça" [1], cujas máximas valeriam, no máximo, como "guias motivacionais". Para essas pessoas, a Bíblia não é o livro que traz a revelação de Deus, mas tão somente um "manual de autoajuda"; e a Igreja não é um edifício espiritual, mas uma construção puramente material, voltada apenas aos cuidados e necessidades deste mundo.
Antes de mais nada, importa denunciar o grave equívoco desse ponto de vista, que não pode ser aceito sem se cometer um grande e grave atentado à razão. Se Jesus não é "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" ( Jo 1, 29), nem "o pão que desceu do céu" e que dá a vida eterna (Jo 6, 41), nem "a porta das ovelhas" (Jo 10, 7) – realidades que ninguém usaria senão para se referir à divindade –, então, ou é um mentiroso, que queria enganar os outros, ou um louco, que não sabia sequer quem ele mesmo era. Ora, que grandeza pode haver na mentira e na loucura?Ou Jesus é Deus, ou não é nadaEt tertium non datur [2].
É preciso reconhecer, porém, como é cômodo relegar Nosso Senhor à posição de "apenas um homem". Se é assim, as suas palavras realmente não vinculam, nem obrigam ninguém a nada; são apenas reflexões morais e sociais, como as de qualquer pensador antigo. Daria no mesmo, então, citar Confúcio, Dalai Lama, Buda, Chico Xavier ou Jesus Cristo. Afinal, se são todos homens, com igual tratamento deveriam ser acolhidas suas mensagens: como palavras humanas.
A prática da Igreja primitiva, no entanto, atesta: os discípulos sempre creram que pregavam uma doutrina autenticamente divina. Em carta a Tessalônica, por exemplo, o Apóstolo agradece a Deus "sem cessar, porque, ao receberdes a palavra de Deus que ouvistes de nós, vós a recebestes não como palavra humana, mas como o que ela de fato é: palavra de Deus, que age em vós que acreditais" (1 Ts 2, 13). Tanto ontem, como hoje, a fé católica não mudou. Diante das vozes enganadoras que pretendem reduzir a imagem de Cristo à de um chefe religioso qualquer, urge dizer "não": a boa-nova do Evangelho não é "palavra humana", mas, verdadeiramente, "palavra de Deus".
Foi o que disse o Cardeal Joseph Ratzinger – depois, Papa Bento XVI –, na virada do novo milênio,quando publicou a declaração Dominus Iesus, "sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja". Em 2000 – ou, "em pleno século XXI", diriam os mais escandalizados –, a Igreja recordava que "os homens (...) só poderão entrar em comunhão com Deus através de Cristo" [3]. À época, os meios de comunicação "rasgaram as vestes", acusando São João Paulo II e o Vaticano de arrogância e intolerância religiosa. É que, com a Dominus Iesus, a Igreja denunciava taxativamente as opiniões mundanas a respeito de Jesus, das quais a mídia moderna se faz porta-voz tão ardorosa:
"Na reflexão teológica contemporânea é frequente fazer-se uma aproximação de Jesus de Nazaré, considerando-o uma figura histórica especial, finita e reveladora do divino de modo não exclusivo, mas complementar a outras presenças reveladoras e salvíficas. O Infinito, o Absoluto, o Mistério último de Deus manifestar-se-ia assim à humanidade de muitas formas e em muitas figuras históricas: Jesus de Nazaré seria uma delas." [4]
Nesse sentido, a fé católica é profundamente intolerante, sobretudo, porque é fiel à palavra de Cristo, que não temeu apontar a si mesmo como "o caminho, a verdade e a vida", fora do qual ninguém pode ir ao Pai ( Jo 14, 6). Essa expressão - dita pelo mesmo Jesus que perdoou os pecadores arrependidos, curou os doentes e saciou os pobres - mostra como a misericórdia divina está profundamente unida à verdade da Sua mensagem, que repele todo erro, toda mentira… e toda falsa religião.
Ao argumento dos judeus de que Jesus, sendo apenas um homem, se fazia Deus, a Igreja responde, em consonância com dois mil anos de Tradição e Magistério: Jesus não foi um homem que pretendeu ser Deus. Ao contrário, Ele foi Deus, que, não se apegando ciosamente à natureza divina, "despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano" (Fl 2, 7). Eis o que creem os cristãos.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Papa Francisco, Angelus, 24 de agosto de 2014
  2. Sobre isso, cf. RC 221: Como provar que Jesus é Deus?
  3. Dominus Iesus, 12
  4. Ibidem, 9