quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Só Jesus pode curar as enfermidades da nossa alma

Jesus é o remédio vivo para as nossas dores e para as nossas enfermidades, sobretudo aquelas que sofremos no nosso íntimo, na nossa alma e nosso coração.
“Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus!’” (Marcos 3, 11).
Por onde Jesus passava, multidões iam ao Seu encontro. Eram pessoas doentes, enfermas, atormentadas, sofridas e machucadas pela vida, que, de alguma forma, queriam tocá-Lo e ouvir Suas palavras. Queriam encontrar um remédio, um cuidado para o seu sofrimento. Eles encontravam no toque, na acolhida, na ternura e na Palavra de Jesus consolo, conforto e cura para suas aflições.
Jesus era o remédio vivo para o Seu povo! Jesus é o remédio vivo para as nossas dores e para as nossas enfermidades, sobretudo aquelas que sofremos no nosso íntimo, na nossa alma e nosso coração, que tantas vezes se machucam com os espinhos da vida, com as situações dolorosas que vivemos a cada dia.
Nós precisamos ir ao encontro de Jesus, precisamos nos deixar ser tocados pela Sua Palavra, precisamos deixar que Suas palavras nos toquem, também nos curem e sejamos por elas restaurados! Até os demônios tremem, correm e caem aos pés de Jesus gritando e clamando que Ele é o Filho de Deus.
Sabem, meus irmãos, existem muitos males que nos atormentam, existem muitos espíritos que estão nos rodeando, tirando nossa paz interior e tirando a nossa alegria de viver.
O mau humor bate à nossa porta, a tristeza vem ao nosso encontro, os dissabores interiores, que se formam dentro de nós, causam confusão em nosso interior e nos deixam, muitas vezes, pessoas ranzinzas, mal-humoradas, chatas e incompreensivas umas com as outras.
Nós precisamos repelir, precisamos colocar para fora de nós os espíritos que não nos permitem sermos presença de Jesus para os outros! Chegamos a dizer: “Ah, eu não consigo! Muitas vezes esses tormentos são maiores do que eu!”. Coloque aos pés de Jesus aquilo que atormenta a sua vida, coloque aos pés do Senhor aquilo que tira a sua paz interior e a sua alegria de viver.
Consagre tudo a Jesus, entregue-Lhe no dia de hoje, aquilo que não lhe permite viver plenamente o seu ser filho e filha de Deus.
Os espíritos tremem, correm da presença de Jesus. Por isso precisamos nos colocar na presença do Senhor, ser absolvidos e tocados por Ele; por isso precisamos nos alimentar da Sua Palavra, nos encher do Seu Espírito, por isso precisamos adorá-Lo em espírito e em verdade. Este é o meio mais eficaz de exorcizarmos e de afugentarmos os espíritos malignos que nos atormentam!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/so-jesus-pode-curar-as-enfermidades-da-nossa-alma/

domingo, 18 de janeiro de 2015

O que você tem feito?

Atualmente muitas pessoas...não guardam rancor, fazem backup das mágoas;não esquecem, deletam;não roubam, executam operação ilegal;não evoluem, fazem upgrade;não tem cérebro, têm gerenciador de dispositivos;não tem raízes, têm configurações regionais;não exageram, maximizam;não têm motorista, têm driver;não tomam vacinas, atualizam as definições de vírus.

O que estamos procurando?

A vocação é o chamado que Deus faz a cada um de nós para realizar uma missão. E realizar a própria missão, responder ao chamado de Deus, é dar sentido a própria vida.
Deus nos chama a cada instante, servindo-se de pessoas e situações. Quantos Batistas e quantos Andrés, com a própria vida, já nos apontaram Jesus e os valores do reino...Mas ainda que a resposta ao chamado de Deus passe pelos irmãos, pela comunidade de fé, é a experiência pessoal com Jesus que nos revela a nós mesmos, como filhos amados e vocacionados a amar.
O evangelho nos mostra que, para realizar-se verdadeiramente, para abrir-se ao chamado de Deus, o caminho é "ir" e "ver" onde Jesus mora e então "permanecer" com ele.
Permanecer com Jesus é conhecê-lo melhor a cada dia, é morar onde ele mora. Jesus era mestre itinerante, sem moradia fixa. E como seu ser e seu agir são só uma coisa, ele pode ser encontrado hoje em vários gestos. Ele é o pão, e está nas ações que alimentam a vida. Ele é a luz, e está nos caminhos que se iluminam. Ele é a porta, e está na liberdade das relações fraternas. Ele é o Bom Pastor que conduz, é a videira à qual e estamos ligados como ramos. Ele é o verdadeiro caminho para a vida, o Filho de Deus, Mestre e Senhor, nossa ressurreição e nossa vida...
Não é tão difícil saber onde Jesus mora hoje. Desafio maior é permanecer com ele, sabendo o que de fato buscamos nesta vida. Quem permanece com Jesus é instrumento para que outros também cheguem ao Mestre, o conheçam e permaneçam com ele.
Nossa vida, nossas ações, têm testemunhado aos outros a alegria do encontro com Jesus? Temos ajudado outras pessoas a encontrar aquele que chama e dá sentido à vida?

Pe.Paulo Bazaglia sobre o evangelho deste domingo 18-01-2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Opiniões equivocadas ameaçam a liberdade

As muitas ameaças à liberdade e à cidadania que ocorrem pelo mundo, em razão de opiniões equivocadamente elaboradas
Há uma palavra magistral de Jesus, no Templo de Jerusalém, dirigida aos Judeus que acreditaram nele, conforme narra São João no seu Evangelho: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Essa palavra é a indispensável evocação de que existem princípios e valores inegociáveis que permitem à humanidade aproximar-se da verdade que liberta. Trata-se de um ensinamento que não impede a diversidade das opiniões, mas adverte a respeito da verdade como condição insubstituível para que haja autêntica liberdade.
Opiniões equivocadas ameaçam a liberdade
Compreende-se que há um perene e exigente percurso na busca da aproximação da verdade. Ninguém dela é dono ou a possui na sua inesgotável inteireza. Afastar-se desse entendimento produz consequências sérias e abomináveis, como os fundamentalismos religiosos, políticos e outros, que muitas vezes são usados para justificar a perpetração de crimes, atentados e outros tipos de desrespeitos à dignidade humana. Especialmente na contemporaneidade, diante de tantos avanços e conquistas no âmbito de direitos e cidadania, não se pode encastelar a verdade nas estreitezas de parâmetros culturais, religiosos e políticos que cegam e tentam justificar ações inaceitáveis.
As muitas ameaças à liberdade e à cidadania que ocorrem pelo mundo, em razão de opiniões equivocadamente elaboradas – particularmente as que nascem de convicções religiosas e políticas – são motivo de grande preocupação. Não menos preocupantes são os cenários que se formam no interior de culturas e nações, quando mecanismos degradam o erário, a violência ceifa vidas, as disputas desumanas intermináveis destroem sonhos e possibilidades. Cada relato de violência, vandalismo, atentado e outras abominações deve levar a um exame de consciência e a uma postura mais cidadã que indiquem a necessidade permanente de se buscar a verdade para balizar opiniões.
Esse processo educativo e civilizado é uma urgência no contexto do mundo contemporâneo que, na contramão de seus avanços e conquistas, continua a alimentar barbáries e inseguranças. Uma triste realidade em que cada pessoa busca justificar suas ações apenas a partir do próprio ponto de vista. O distanciamento da verdade é o caminho mais curto para todo tipo de terrorismo, corrupção e atentados contra grupos, sociedades e culturas.
O exercício civilizatório que o contexto atual preocupante exige é desafiador, urgente e precisa ser considerado em todos os âmbitos. Não pode restringir-se às estratégias de estado em defesa de sua integridade, ou às instituições na preservação de suas identidades, nem mesmo à família, na sua indispensável condição de ordenar a sociedade. Inclui também, e de modo muito especial, a postura cidadã de cada um diante do outro, da realidade, dos projetos e das diversas situações. Não se pode viver da alimentação indiscriminada e facilitada pelos meios todos disponíveis de um duelo entre opiniões. Continuar nesse caminho é viver sob a ameaça constante de uma “bomba-relógio”, que pode explodir aqui ou em qualquer outro lugar, com danos de toda a natureza para povos, culturas, grupos e indivíduos, acabando drasticamente com projetos, sonhos e possibilidades.
É preciso averiguar e mapear fundamentalismos de todo tipo, lacunas sérias em processos educativos, para desenvolver programas e dinâmicas que garantam aos indivíduos, nas diferentes culturas e realidades, um sentido de apreço pela verdade. Somente assim será possível a convivência de opiniões que contribuam para as escolhas e para a adoção de novas posturas, pois prevalecerá a perspectiva de que o mais importante, e está acima de tudo, é o respeito a direitos e a dignidades. Oportuno é lembrar o que diz o Papa Francisco, na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano: “A Boa Nova de Jesus Cristo – por meio de quem Deus renova todas as coisas – é capaz de redimir também as relações entre os homens, incluindo a relação entre um escravo e o seu Senhor, pondo em evidência aquilo que ambos têm em comum: a filiação adotiva e o vínculo de fraternidade em Cristo”.
Esta referência é um exemplo de princípio e valor que deve incidir sobre dinâmicas culturais e modificá-las na direção de uma incontestável qualificação. Trata-se de um ensinamento que promove a fraternidade, gera paz e sustenta o sentido de igualdade que convence sempre, mentes e corações, sobre a importância de se respeitar a integridade do outro, seus direitos e a riqueza de sua cidadania. É preciso investir permanentemente nas dinâmicas sociais, políticas, religiosas e culturais presididas por valores e princípios capazes de preservar a vida em sociedade. Assim, será possível trilhar o caminho da verdade, distante das tiranias que sempre serão fonte de prejuízos e dos inaceitáveis “duelos entre opiniões” que comprometem o bem, a justiça e a paz.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

O Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália). http://www.arquidiocesebh.org.br
http://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/opinioes-equivocadas-ameacam-a-liberdade/

O batismo no Espírito Santo realiza uma obra nova em nós

O Espírito que recebemos em nós, pela graça do batismo, nos unge, nos consagra, nos envia, nos refaz, nos cura, nos liberta e nos restaura!
“E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele” (Marcos 1, 10).
Nós hoje celebramos a Festa do Batismo de Jesus. O batismo de Jesus tem muito a nos ensinar, nós que somos batizados e, como batizados, somos discípulos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A primeira coisa é que, São João, aquele que batizava nas águas, veio nos mostrar que o seu batismo não é como o de Jesus; o batismo que Ele nos traz não se compara a nenhuma outra graça! O  batismo nos dá o Espírito Santo, que se apodera e toma posse de nós por intermédio dessa graça [do batismo].
Nós não podemos considerar o fato de o Espírito vir sobre nós como uma coisa qualquer,  simples ou irrelevante; ao contrário, o Espírito, que desceu sobre Jesus, é o mesmo que desce sobre nós, nos unge, nos consagra e nos torna configurados a Cristo (Sacerdote, Profeta, Rei) e nos faz missionários e discípulos do amor de Deus.
O batismo confere as graças fundamentais para a nossa vivência da fé cristã, e a primeira e a principal delas é nos dar a graça de nos tornarmos templos do Espírito Santo. O mesmo Espírito, que estava e está em Jesus, está em nós! E podemos observar pelo relato dos Evangelhos que esse Espírito que conduzia Jesus, O conduzia a pregar, a ensinar, a curar, a libertar; e O colocava em sintonia com o Pai.
Da mesma forma, o Espírito que recebemos em nós, pela graça do batismo, nos unge, nos consagra, nos envia, nos refaz, nos cura, nos liberta e nos restaura! Enfim, o Espírito Santo de Deus realiza uma obra nova de Deus em nossa vida, pois, com Ele, nos tornamos templos vivos, lugar da morada d’Ele.
Aquilo que Jesus ouviu hoje, nessa passagem bíblica, uma voz vinda do céu, porque o Espírito pairava sobre Ele, é a voz do Pai que também branda em nosso coração, em nosso peito. Quando nos abrimos para a graça do Espírito é a voz do Pai que nos diz : “Este é o meu filho amado!”.
Em nós, em nossa vida, está o “bem-querer” de Deus, nós precisamos viver como batizados e levar nosso batismo a sério. Não podemos viver no mundo como se fôssemos pagãos, como se não conhecêssemos a Deus, como se não tivéssemos recebido a graça, o poder e o penhor do Espírito.
A mesma unção que pairava sobre Jesus, que ela paire sobre nós, que ela nos consagre, que nos revitalize, que nos faça nascer de novo pela água e pelo Espírito! O Espírito de Deus está sobre nós e queremos viver a graça de sermos batizados!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/o-batismo-no-espirito-santo-realiza-uma-obra-nova-em-nos/

sábado, 10 de janeiro de 2015

Sexo no casamento: vale tudo entre quatro paredes?

Deus deu ao ser humano a vocação essencial a ser um ser de relação. Assim, quando Deus disse que não era bom que o homem estivesse sozinho (Gênesis 2, 18), afirmou que o ser humano, isolado em sua individualidade, não pode se realizar completamente.
A pessoa humana só se realiza na medida em que existe “para alguém”. Para isso, Deus deu ao ser humano o dom da sexualidade. Com que finalidade?
A sexualidade é um presente de Deus graças ao qual duas pessoas casadas experimentam não somente a finalidade unitiva ou bem dos esposos (com a alegria, o prazer e a grandeza da íntima comunhão que envolve), mas também a finalidade procriadora (Catecismo n. 2363).
A finalidade procriadora do matrimônio pede que a sexualidade seja sempre aberta à vida, mas de maneira responsável (usando métodos de planificação natural).
Mas isso tem sentido dentro de um contexto de fidelidade, de ordem, de continência, de disciplina.
foto.casal
Portanto, a finalidade procriadora da sexualidade exclui, sem entrar em detalhes, qualquer uso ilícito ou imoral dela – ou seja, ouso lícito da sexualidade exclui outras práticas sexuais que não tenham a ver com a transmissão da vida.
A sexualidade faz parte intrínseca da vocação ao casamento, que é preciso viver com um amor que transcende.
A vocação matrimonial, vivida com uma sexualidade saudável, correta e normal, é um caminho reto rumo à santidade dos esposos.
Aqui, podemos recordar o respeito pelo corpo, pois este deve ser templo do Espírito Santo, como diz São Paulo.
Cada casal pode se perguntar: com seus atos sexuais, caminham nesta direção? Ou, pelo contrário, seus atos sexuais beiram à vulgaridade, à indecência ou à desonestidade, como consequência de uma falsa concepção do amor ou da liberdade?
A resposta só pode ser dada por cada casal, escutando a voz da consciência – claro, se a consciência estiver bem formada.
Se o casal de esposos se relaciona sexualmente de forma indevida e desonesta, é preciso confessar-se, sem necessidade de dar detalhes.
É verdade que as ações humanas precisam ter como base a liberdade, mas o ser humano de hoje fez da liberdade (que é somente um instrumento) um fim em si mesmo; e, dessa maneira, está experimentando o que já sabe: a liberdade não liberta, pois o que liberta é a verdade.
Há pessoas que, em nome do amor e da liberdade, querem eliminar todas as normas éticas e morais que regulam a sexualidade, buscando satisfação sexual ou liberação dos instintos.
Aqui, cabe a imagem do barril de vinho sem seus respectivos anéis de ferro: o que acontece com ele? Certamente, perderia o vinho por todas as suas aberturas. É isso que se perde pela liberdade.
Portanto, a sexualidade é exercitada licitamente dentro do casamento, mas com respeito, dignidade, maturidade, decência, normas.
A sexualidade busca o prazer, mas este prazer não pode ser alcançado a qualquer preço.
O prazer que Deus oferece como incentivo ao cumprimento honesto e correto do fundamental dever conjugal é lícito e bom, e foi santificado por Jesus Cristo, que dignificou o casamento, ao elevá-lo à categoria de sacramento.
Ou seja, o prazer é bom quando o experimentamos dentro do fim para o qual Deus quis o ser humano sexuado; mas é ruim, desonesto, imoral quando, ao buscá-lo, nos afastamos da vontade de Deus.
Reduzir o amor a sensações prazenteiras é degradá-lo, pois o amor tem uma vertente espiritual que é superior a todas as técnicas de manipulação dos órgãos genitais.
genitalidade é um dos aspectos da sexualidade do casal, mas não é o mais importante, nem o mais urgente, nem o de maior peso, nem o mais prioritário.

O amor é muito mais. Podemos ver isso nos idosos que, sem exercer a genitalidade, continuam se amando – e com um amor cada vez mais puro, sublimado, real e autêntico.
A sexualidade precisa ser exercida distante da mentalidade erotizada de hoje – mentalidade que faz supor que o exercício do sexo é a maior felicidade do mundo. Os próprios sexólogos dizem que a atividade sexual não é o mais importante na vida de um casal.
Alguns, no entanto, medem o “sucesso” do casal segundo sua atividade sexual; esta é uma visão unidimensional, que reduz o amor à mecânica da genitalidade.
O ser humano é muito mais que um animal ávido de sensações: ele pode amar, pode comunicar ideais e ideias, pode sentir harmonia espiritual, e tudo isso o leva a uma plenitude gratificante. A felicidade humana é muito mais que um simples prazer sensitivo.
O sexo se tornou um bem de consumo, inclusive dentro do casamento, e muitas vezes se vive o sexo sem amor. O resultado? Um tédio que desemboca no vazio interior.
A sociedade e os membros da Igreja precisam esforçar-se por devolver à sexualidade o lugar que lhe cabe pelo valor que vem, mas parece uma tarefa impossível, pois as pessoas vivem caçando experiências diferentes, maiores e mais novas sensações, que vão além da racionalidade.
Sem pretender ofender ninguém, os animais irracionais dão um exemplo ao ser humano no uso dos órgãos sexuais.
Facilmente se chega às aberrações mais indignantes, a abusos e perversões sexuais. Esta sociedade erotizada está transformando muitos em autênticos maníacos sexuais, famintos de todo tipo de anormalidades.
Estamos vivendo, em escala mundial, uma desconcertante exaltação do sexo, do nudismo, da obscenidade que invade tudo, dando origem a uma triste destruição da moral pública e privada.
moral sexual católica não reprime o sexo, mas o domina, o que não é a mesma coisa. Reprimir tem um sentido pejorativo, ao contrário de dominar. E a sexualidade precisa ser dominada.
Na vida, não podemos fazer tudo o que nos apetece; o apetite não é a suprema norma de conduta. O instinto sexual precisa ser subordinado a uma ordem superior.
Por outro lado, não se trata de colocar uma camisa de força no apetite sexual, mas de canalizá-lo para que cumpra a finalidade querida por Deus. As coisas canalizadas são úteis, mas transbordadas são catastróficas.
O instinto sexual transbordado em práticas sexuais estranhasescraviza o ser humano, o animaliza e o leva às perversões sexuais mais monstruosas e degradantes.
A moral sexual católica também busca libertar a mulher da instrumentalização do homem e a dignifica, exigindo para ela o máximo respeito.
http://www.comshalom.org/sexo-no-casamento-vale-tudo-entre-quatro-paredes/

O que é um abuso litúrgico?

As práticas que saem das normas litúrgicas precisam ser corrigidas
abuso-liturgico
Um abuso litúrgico é tudo aquilo que, esporádica ou sistematicamente, por passiva ou por ativa, sai das normas litúrgicas próprias do rito latino, ainda que tal abuso seja algo já difundido e pareça algo normal ou inclusive litúrgico.
Alguns dos abusos litúrgicos são banais, outros não; alguns são notórios, outros passam despercebidos pela maioria dos fiéis; uns são inconscientes, outros realizados propositalmente; alguns são pecados veniais, outros são pecados graves.
“Ainda que o julgamento sobre a gravidade dos atos seja feito conforme a doutrina comum da Igreja e as normas por ela estabelecidas, são considerados sempre objetivamente como atos graves os que colocam em perigo a validez e a dignidade da santíssima Eucaristia” (Instrução “Redemptoris Sacramentum”, 173).
De qualquer maneira, é preciso evitar todo abuso; e nenhum abuso pode ser considerado de pouca importância ou irrelevante, mas evitado e corrigido com diligência.
Enfim, por um lado, o ideal é conhecer muito bem (tanto os padres quanto os fiéis) os ritos e normas litúrgicas, por mais simples que sejam. Por outro, é preciso ater-se humilde e fielmente ao estipulado pela Igreja.
Quando, em alguma celebração litúrgica, pelo motivo que for, algo tiver saído mal, é preciso corrigir conforme as normas do direito.
Qualquer abuso, por menor que seja ou por mais insignificante que possa parecer, tem sua gravidade, pois pode dar início a um efeito dominó.
Os abusos não são um assunto de pouca importância, porque, se começamos a permitir que eles ocorram, o que pode acontecer com as coisas que deveriam ser feitas e não são?
Se os abusos são cometidos “com boa intenção”, o que falta é consultar os documentos eclesiais para recordar o porquê da observância das normas. Aliturgia é igual para toda a Igreja e precisa ser conhecida.
Não existe uma liturgia pessoal nem regional, nos aspectos essenciais; portanto, qualquer fiel tem direito de expor uma queixa devido a um abuso litúrgico, primeiro diante do bispo diocesano ou do ordinário correspondente; e convém que a reclamação ou queixa seja feita sempre com caridade, objetividade e veracidade.

Fonte: Aleteia