quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

“O PREÇO A PAGAR” — autobiografia de um muçulmano convertido ao catolicismo (Parte I)

Luiz Sérgio Solimeo
A leitura da fascinante autobiografia de Muhammad Moussavi que narra sua conversão do Islã para o catolicismo…
…Mostra os milagres da graça e da correspondência humana, de um lado, e de outro a terrível dureza da lei islâmica e a perseguição em relação aos cristãos. 
O Preço a pagar [foto], título do livro, resume bem o que teve que passar essa alma de escol para ser fiel ao chamado da graça. Após sua conversão ele adotou o nome de Joseph Fadelle.
Muçulmano de importante família
Joseph Fadelle pertencia a uma das mais importantes família muçulmanas xiitas do Iraque, o clã Moussavi. Seu pai, como chefe do clã era uma espécie de juiz e resolvia as pendência entre os membros do clã. Ao mesmo tempo era detentor de grande fortuna e prestígio.
Em 1987 Fadelle foi convocado para o exército do Iraque, então sob o domínio de Saddam Hussein, em plena guerra desse país com seu vizinho, o Irã. A essa altura ele tinha 23 anos e
era solteiro.
Enviado para uma guarnição na fronteira com o Irã, ele foi alojado num quarto juntamente com
um cristão.
Ao saber que ia ficar com um cristão ele ficou indignado, pois como muçulmano e de uma família que descendia de Maomé, isso era uma insulto.
O desafio: você entende o Corão?
Mas, o cristão, de nome Massoud, era mais velho do que ele e o acolheu com gentileza, de modo que, pouco a pouco as prevenções foram caindo. Fadelle concebeu o plano de convertê-lo para o Islã. Numa ausência de Massoud, vendo entre seus livros um com o título Os Milagres de Jesus, ficou curioso e começou a lê-lo.
Ele não tinha a menor ideia de quem se tratava, pois no Corão Jesus é chamado de Isa, mas ficou encantado com os milagres, como o das Bodas de Caná e atraído pela figura de Jesus.
Porém, ainda com o desejo de converter Massoud ao Islã, um dia perguntou-lhe se os cristãos tinham também um livro sagrado, como o Corão. Tendo tido a resposta de que os cristãos tinham a Bíblia ele pediu para vê-la, achando que seria fácil refutá-la.
Para surpresa sua, Massoud negou-se a mostrar o livro cristão e lhe fez uma perguntasurpreendente: se ele tinha lido o Corão. Tal pergunta era ofensiva para quem tinha sido criado no Islã, mas ele respondeu apenas que o tinha lido.
Então veio a nova pergunta, esta sim, embaraçante: “Você compreendeu o sentido de cada palavra, de cada verso?”
Conta o futuro cristão que essa pergunta penetrou-lhe no cérebro como um dardo incandescente, pois, segundo o Islã o que importa não é entender o Corão, mas apenas lê-lo.
Diante de seu embaraço, seu companheiro fez-lhe a seguinte proposta: que ele lesse de novo o Corão, mas agora procurando entender cada frase; depois disso ele lhe emprestaria o livro
dos cristãos.
Desencanto com o Corão e um sonho místico
Muhammad aceitou a proposta o que veio mudar-lhe completamente a vida. Pois, à medida que procurava entender o sentido do que estava escrito no Corão, se dava conta de que havia muita coisa absurda ou sem sentido. A consulta a um Imã não lhe resolveu as dúvidas e cada vez mais ele foi ficando desencantado com o livro islâmico.
Era como se escamas caíssem de seus olhos e ele passasse a ver pela primeira vez o que realmente dizia o Corão.
Finda essa leitura atenta, meditada, ele chegou à conclusão de que esse livro não podia ser de origem divina.
Foi então que se passou um fato de natureza mística que preparou a sua conversão. Ele sonhouque estava num prado, à beira de um riacho e via na outra margem um homem muito imponente, extremamente atraente.
Ele tentou pular para a outra margem, mas ficou parado no ar até que o misterioso personagem o tomou pela mão e o trouxe para junto de si e lhe disse:
“Para atravessar o riacho, é preciso que tu comas o pão da vida.” Em seguida ele acordou…

http://www.adf.org.br/home/2015/02/o-preco-a-pagar-autobiografia-de-um-muculmano-convertido-ao-catolicismo-parte-i/?origem=760

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Influência da Virgem Maria na vida da Igreja

1. Depois de ter refletido sobre a dimensão Mariana na vida eclesial, dispomo´nos agora a pôr em evidência a imensa riqueza espiritual que Maria comunica à Igreja, com o seu exemplo e a sua intercessão.

Desejamos, antes de mais, deter´nos a considerar brevemente alguns aspectos significativos da personalidade de Maria, que oferecem a cada fiel indicações preciosas para acolher e realizar plenamente a própria vocação.

Maria precedeu´nos na via da fé: crendo na mensagem do anjo, ela é a primeira a acolher, e de modo perfeito, o mistério da Encarnação (cf. Redemptoris Mater, 13). O seu itinerário de crente inicia ainda antes do princípio da maternidade divina e desenvolve´se e aprofunda´se durante toda a sua experiência terrena. É audaz a sua fé, que na Anunciação crê no humanamente impossível e em Caná impele Jesus a realizar o primeiro milagre, provocando a manifestação dos seus poderes messiânicos (cf. Jo. 2,1´5). Maria educa os cristãos a viverem a fé como caminho empenhativo e envolvente, que, em todas as épocas e situações da vida, requer audácia e perseverança constante.

2. A fé de Maria está ligada à sua docilidade à vontade divina. Crendo na Palavra de Deus, pôde acolhê´la plenamente na sua existência e, mostrando´se disponível ao soberano desígnio divino, aceitou tudo o que lhe era requerido do Alto. A presença da Virgem na Igreja encoraja assim os cristãos a porem´se cada dia à escuta da Palavra do Senhor, para compreenderem o seu plano de amor nas diversas vicissitudes quotidianas, cooperando com fidelidade para a sua realização.

3. Desse modo, Maria educa a comunidade dos crentes para olhar rumo ao futuro, com pleno abandono em Deus. Na experiência pessoal da Virgem, a esperança enriquece´se de motivações sempre novas. Desde a Anunciação, Maria concentra no Filho de Deus, encarnado no seu seio virginal, as expectativas do antigo Israel. A sua esperança revigora´se nas fases sucessivas da vida de Nazaré e do ministério público de Jesus. A sua grande fé na palavra de Cristo que tinha anunciado a sua ressurreição ao terceiro dia, não a fez vacilar nem sequer diante do drama da Cruz: ela conservou a esperança no cumprimento da obra messiânica, esperando sem hesitações, depois das trevas da Sexta´Feira Santa, a manhã da ressurreição.

No seu difícil peregrinar na história, entre o ´já´ da salvação recebida e o ´não ainda´ da sua plena realização, a comunidade dos crentes sabe que pode contar com o auxílio da ´Mãe da Esperança´ que, tendo experimentado a vitória de Cristo sobre as potências da morte, lhe comunica uma capacidade sempre nova de espera do futuro de Deus e de abandono às promessas do Senhor.

4. O exemplo de Maria faz com que a Igreja aprecie melhor o valor do silêncio. O silêncio de Maria não é só sobriedade no falar, mas sobretudo capacidade sapiencial de fazer memória e de acolher, num olhar de fé, o mistério do Verbo feito homem e os eventos da sua existência terrena. É este silêncio´acolhimento da Palavra, esta capacidade de meditar no mistério de Cristo, que Maria transmite ao povo crente. Em um mundo cheio de confusão e de mensagens de todo o gênero, o seu testemunho faz apreciar um silêncio espiritualmente rico e promove o espírito contemplativo.

Maria testemunha o valor de uma existência humilde e escondida. Normalmente todos exigem, e por vezes pretendem, poder valorizar inteiramente a própria pessoa e as próprias qualidades. Todos são sensíveis à estima e à honra. Os Evangelhos referem em várias ocasiões que os Apóstolos ambicionavam os primeiros lugares no reino, discutiam entre si quem era o maior e que Jesus lhes teve de dar, quanto a isto, lições sobre a necessidade da humildade e do serviço (cf. Mt. 18,1´5; 20, 20´28; Mc. 9,33´37; 10,35´45; Lc. 9,46´48; 22,24´27). Maria, ao contrário, jamais desejou as honras e vantagens de uma posição privilegiada; procurou sempre cumprir a vontade divina, levando uma existência segundo o plano salvífico do Pai.

A quantos não raro sentem o peso duma existência aparentemente insignificante, Maria manifesta quanto pode ser preciosa a vida, se é vivida por amor de Cristo e dos irmãos.

5. Maria, além disso, testemunha o valor duma vida pura e repleta de ternura por todos os homens. A beleza da sua alma, totalmente doada ao Senhor, é objeto de admiração para o povo cristão. Em Maria a comunidade viu sempre um ideal de mulher, cheia de amor e de ternura, porque viveu na pureza do coração e da carne. Perante o cinismo duma certa cultura contemporânea que, muitas vezes, parece não reconhecer o valor da castidade e banaliza a sexualidade, separando´a da dignidade da pessoa e do projeto de Deus, a Virgem Maria propõe o testemunho duma pureza que ilumina a consciência e conduz a um amor maior pelas criaturas e pelo Senhor.

6. E ainda: aos cristãos de todos os tempos, Maria mostra´se como aquela que prova uma viva compaixão pelos sofrimentos da humanidade. Essa compaixão não consiste somente numa participação afetiva, mas traduz´se numa ajuda eficaz e concreta diante das misérias materiais e morais da humanidade. A Igreja, seguindo Maria, é chamada a assumir uma atitude idêntica para com os pobres e todos os sofredores da terra. A atenção materna da Mãe do Senhor às lágrimas, às dores e às dificuldades dos homens e das mulheres de todos os tempos, deve estimular os cristãos, de modo particular ao aproximar´se do terceiro milênio, a multiplicar os sinais concretos e visíveis dum amor que faça os humildes e os sofredores de hoje participarem nas promessas e esperanças do mundo novo, que nasce da Páscoa.

7. O afeto e a devoção dos homens para com a Mãe de Jesus ultrapassam os confins visíveis da Igreja e impelem os ânimos a sentimentos de reconciliação. Como uma Mãe, Maria quer a união de todos os seus filhos. A sua presença na Igreja constitui um convite a conservar a unanimidade de coração, que reinava na primeira comunidade (cf. At. 1,14) e, por conseguinte, a procurar também as vias da unidade e da paz entre todos os homens e todas as mulheres de boa vontade.

Na sua intercessão junto do Filho, Maria pede a graça da unidade do gênero humano, em vista da construção da civilização do amor, superando as tendências à divisão, às tentações da vingança e do ódio, e à fascinação perversa da violência.

8. O sorriso materno da Virgem, reproduzido em boa parte na iconografia mariana, manifesta uma plenitude de graça e de paz que quer comunicar´se. Essa manifestação de serenidade do espírito contribui de modo eficaz para conferir um rosto jubiloso à Igreja.

Acolhendo na Anunciação o convite do anjo a alegrar´se (Káire=alegra´te: Lc. 1,28), Maria é a primeira a participar na alegria messiânica, já predita pelos profetas para a ´filha de Sião´ (cf. Is. 12,6; Sof. 3,14´15; Zac. 9,8), e transmite´a à humanidade de todos os tempos.

O povo cristão, invocando´a como ´causa nostrae laetitiae´, descobre nela a capacidade de comunicar a alegria que nasce da esperança mesmo no meio das provas da vida e de guiar quem a ela se confia para a alegria que não terá fim.

* L´Osservatore Romano, Ed. Port. n.47, 25/11/95, pag. 12(576) DO Livro: A VIRGEM MARIA ´ 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II

Deus é um delírio?


Escrito por Dom Eduardo Benes

O fundamentalismo ateísta tem na recente publicação de Richard Dawkins, "Deus, um delírio", biólogo em Oxford, seu mais novo defensor. O autor vê a religião como uma espécie de neurose coletiva, fruto de uma debilidade intelectual que, além de inibir, coíbe o desenvolvimento científico. Nutre ainda o autor a pretensão de que sua obra possa tornar ateus, pela via argumentativa, seus leitores, que dela se aproximarem com "isenção". Donde, pois, a importância de levar a todos uma reflexão que os ajude a enfrentar tais "argumentos", mostrando ser falsa a "cientificidade" de grande parte dos questionamentos levantados por Dawkins, o que compromete de algum modo toda sua obra, e, conseqüentemente, a seriedade científica do autor. Em refutação a alguns dos argumentos nela enunciados, Alister MacGrath e Joanna McGrath, ambos pesquisadores de Oxford, publicaram um opúsculo - "O delírio de Dawkins"- no qual questionam a autoridade e a sanidade do colega de trabalho. Afirmam: "Deus, um delírio é uma obra teatral, em vez de acadêmica: uma investida feroz e retórica contra a religião"; e ainda: "seu autor parece ter feito a transição de um cientista, com apaixonada preocupação com a verdade, para um grosseiro propagandista anti-religioso, que revela claro descuido pela evidência". Finalizam: "o ateísmo deve estar mesmo em uma situação lastimável, se seu principal defensor precisa depender tão ostensivamente - e tão obviamente - do improvável e do falso para sustentar seu argumento".

Deus, um delírio não propõe o novo ao afirmar que a idéia de Deus é como um vírus que infecta mentes saudáveis; seu autor já o havia dito nos anos 1990. O casal MacGrath, no entanto, reflete: "os vírus biológicos não são apenas hipotéticos: eles podem ser identificados, observados e sua estrutura e modos de operação determinados". Assim sendo, a teoria de Dawkins parece carecer de embasamento empírico; nada mais contraditório para um cientista moderno. Se não bastasse o abuso de falácias que se multiplicam ao longo da obra, o biólogo de Oxford ataca o Deus cristão diretamente e sem compostura alguma: "o Deus do Antigo Testamento é, talvez, o personagem mais desagradável da ficção", adjetivando-o como segue: "ciumento e orgulhoso; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homo-fóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sado-masoquista, malévolo". Resume e define-o como "insípido" e "enjoativamente nauseante".

Falta a Dawkins a perspectiva filosófico-teológica quando migra do campo específico das ciências empíricas para a área das questões filosóficas e religiosas. Levanta ainda hipóteses gratuitas sobre a atuação de Jesus. Para ele Jesus, por fidelidade às tradições judaicas, teria sido hostil a algumas pessoas, especialmente os forasteiros e estrangeiros. Dawkins afirma: "Foi Paulo quem inventou a idéia de levar o Deus judeu aos gentios"; e finaliza com desdém: "Jesus teria se revirado no túmulo se soubesse que Paulo estava levando seu plano aos porcos". Educadamente Alister MacGrath e Joanna McGrath observam: "a excessiva confiança de Dawkins na retórica, em vez de firmar-se na evidência, indica claramente que algo está errado em seu argumento", e perguntam, em tom afirmativo: "não seria o ressurgimento inesperado da religião capaz de convencer muitos de que o ateísmo em si é fatalmente deficiente como visão de mundo?"

Enganam-se os que pensam que o "delírio" de Richard Dawkins é capaz de silenciar as pessoas de fé. Além dos colegas de trabalho, outro baluarte da pesquisa científica se manifesta contra esta espécie de fundamentalismo ateu. Francis S. Collins, biólogo e diretor do projeto que decifrou o código genético humano, em "A linguagem de Deus", não apenas apresenta, a partir da ciência, indícios da existência de Deus, como narra sua conversão do ateísmo para a fé em Deus. Mais importante: não apenas cria uma ponte de diálogo entre a religião e a ciência, como também mostra a harmonia entre elas.

Longe de silenciar os lábios e os corações dos que crêem em Deus - como o deseja Dawkins -, o avanço das ciências faz brotar com mais intensidade ainda, no coração do mundo, a admiração e o louvor da sabedoria divina impressa na criação, obra amorosa de Deus confiada ao ser humano, sua criatura predileta. São muitos os cientistas que, em razão da inteligibilidade do universo, condição de possibilidade da própria ciência, se abrem para a fé em Deus Criador. Concluo com a palavra do Livro da Sabedoria sobre os que negam Deus: "foram incapazes de conhecer Aquele que é a partir das coisas visíveis" - objeto de pesquisa -, "e, olhando suas obras, não reconheceram o artífice"(Sab 13,1). E "Os céus narram sua glória"(Sl 19,1).


* A presente reflexão teve a colaboração do Pe. Rodolfo Gasparini Morbiolo ( rodolfo.morbiolo@terra.com.br )

* Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues é arcebispo de Sorocoraba (SP)



http://www.universocatolico.com.br/index.php?/deus-e-um-delirio.html

Jesus tem poder e autoridade para vencer as forças do mal

Hoje, mais do que nunca, precisamos acreditar no poder de Jesus e invocar o Seu nome e Sua autoridade para expulsar o mal de nossa vida!
“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu” (Marcos 1, 26).
Jesus estava numa sinagoga cumprindo Seus preceitos religiosos, quando um homem, possuído por um espírito maligno, de repente começou a gritar. Diante do grito e do desespero daquele espírito maligno Jesus ordenou: “Cala-te! Sai dele, abandona este corpo, essa alma, porque não lhe pertence!”.
Nós queremos com este fato observar duas coisas. A primeira delas é que os espíritos malignos temem e tremem com a presença de Jesus, sabem quem Ele é, sabem da autoridade e do poder que Ele tem para derrubar as forças do mal e o poder satânico. Uma vez que eles sabem quem é Jesus, eles precisam fugir da presença d’Ele, por isso sacodem e gritam!
Do outro lado nós observamos a autoridade de Jesus, primeiro a autoridade de vida; Ele ensinava com autoridade, não como os mestres da lei que conheciam de forma bem clara a Lei de Deus, mas não viviam de acordo com ela. A autoridade de Jesus ocorre porque Sua vida correspondia àquilo que Ele falava, por isso a Sua presença provoca temor, tremor; por isso os espíritos do mal temem a presença do Senhor.
Sabem, meus irmãos, hoje mais do que nunca, precisamos acreditar no poder de Jesus e precisamos invocar o Seu nome e Sua autoridade para expulsar o mal de nossa vida!
É verdade que muitos de nós não somos atormentados pelas possessões diabólicas, mas somos tentados pelas ações do maligno, que deixam seus rastros, suas sombras, suas faíscas na vida de cada um de nós; em nossos corações, quando ele semeia a divisão, a discórdia, quando semeia a briga entre os irmãos. Quando o espírito do maligno semeia no meio de nós suas obras, nós, muitas vezes, nos permitimos ser enveredados pelas intrigas do mal! Nós nos deixamos ser seduzidos e, uma vez que o mal nos seduz, ele nos mantém reféns dele.
Mas se essa é a parte triste dessa verdade, existe a parte mais linda, mais bonita, da qual nós devemos nos apossar dela: Jesus tem poder e autoridade sobre os espíritos do mal! Por isso não podemos, nem devemos, ficar tristes e abatidos, quanto mais nos rendermos ao poder do mal!
Não importa a influência da ação do maligno no meio de nós, não importa o tamanho do estrago que ele possa ter provocado em nossa vida. O que precisamos é ter a certeza, a confiança e a convicção de que Jesus Cristo tem poder e autoridade para vencer as forças do mal em nossa vida. É por isso que nos rendemos ao senhorio de Jesus, nos colocamos debaixo da Sua proteção e do Seu poder para que Ele nos livre do mal, para que não nos deixe ser possuídos em nossas vontades, em nossas intenções, em nossos desejos pela força do maligno.
Na autoridade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nós renunciamos ao mal, renunciamos às ações do maligno no meio de nós e nos submetemos à autoridade e ao poder de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/jesus-tem-poder-e-autoridade-para-vencer-as-forcas-do-mal/

Oferecimento genuíno e verdadeiro

Senhor, Deus de Amor, quero que o meu oferecimento seja o mais genuíno e verdadeiro possível. Quero oferecer-te tudo, sem deixar de fora nada nem ninguém. Mas como tudo é teu, Senhor Deus do Universo, não se trata de um oferecimento, mas de uma restituição. Devolvo-te o que te pertence. Ficando entregue e guardado no teu coração, fica com o dono de tudo o que eu sou, no seu lugar certo, como peças de um mosaico completo e harmonioso. Fora de ti, sinto-me desorganizado na confusão do egoísmo. Restituo-me e devolvo-me a ti. Guarda-me no teu coração.
 Manuel Morujão,SJ

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Tomás de Aquino

Tomás de Aquino

1225, Roccasecca, perto de Nápoles (Itália)
7 de março de 1274, Convento de Fossanova, Província de Latina (Itália)

[creditofoto]
Tomás de Aquino sustenta que nada está na inteligência que não tenha estado antes nos sentidos
Nascido em uma família de nobres, Tomás de Aquino fez os primeiros estudos no castelo de Monte Cassino. Em Nápoles, para onde foi em 1239, estudou artes liberais, ingressando, em seguida, na Ordem dos Dominicanos, em 1244. De Nápoles, a caminho de Paris, em companhia do Geral da ordem, foi seqüestrado por seus irmãos, inconformados com seu ingresso no convento.

No ano seguinte, fiel à sua vocação religiosa, viajou a Paris, onde se tornou discípulo deAlberto Magno, acompanhando-o a Colônia. Em 1252, voltou a Paris, onde se formou em teologia e lecionou durante três anos. Depois de voltar à Itália, foi nomeado professor na cúria pontifical de Roma.

Ensina, durante anos, em várias cidades italianas. Uma década depois, retorna a Paris, onde leciona até 1273. A seguir, parte para Nápoles, onde reestrutura o ensino superior. Em 1274, convocado pelo papa Gregório 10º, viaja para participar do Concílio de Lyon. Adoece, contudo, durante a viagem, vindo a falecer no mosteiro cisterciense de Fossanova, aos 49 anos de idade.

Chamado de Doutor Angélico e de Príncipe da Escolástica, Tomás de Aquino foi canonizado em 1323 e proclamado doutor da Igreja Católica em 1567.
 

Provas da existência de Deus

A primeira questão de que se ocupa Tomás de Aquino - na Suma Teológica, sua obra máxima - é a das relações entre a ciência e a fé, a filosofia e a teologia. Fundada na revelação, a teologia é a ciência suprema, da qual a filosofia é serva ou auxiliar. À filosofia, procedendo de acordo com a razão, cabe demonstrar a existência e a natureza de Deus.

Profundamente influenciado por Aristóteles, Tomás de Aquino sustenta que nada está na inteligência que não tenha estado antes nos sentidos, razão pela qual não podemos ter de Deus, imediatamente, uma idéia clara e distinta.

Assim, para provar a existência de Deus, o filósofo procede a posteriori, partindo não da idéia de Deus, mas dos efeitos por ele produzidos, formulando cinco argumentos, cinco vias:

1) o movimento existe e é uma evidência para os nossos sentidos; ora, tudo o que se move é movido por outro motor; se esse motor, por sua vez, é movido, precisará de um motor que o mova, e, assim, indefinidamente, o que é impossível, se não houver um primeiro motor imóvel, que move sem ser movido, que é Deus;

2) há uma série de causas eficientes, causas e efeitos, ao mesmo tempo; ora, não é possível remontar indefinidamente na série das causas; logo, há uma causa primeira, não causada, que é Deus;

3) todos os seres que conhecemos são finitos e contingentes, pois não têm em si próprios a razão de sua existência - são e deixam de ser; ora, se são todos contingentes, em determinado tempo deixariam todos de ser e nada existiria, o que é absurdo; logo, os seres contingentes implicam o ser necessário, ou Deus;

4) os seres finitos realizam todos determinados graus de perfeição, mas nenhum é a perfeição absoluta; logo, há um ser sumamente perfeito, causa de todas as perfeições, que é Deus;

5) a ordem do mundo implica em que os seres tendam todos para um fim, não em virtude de um acaso, mas da inteligência que os dirige; logo, há um ser inteligente que os dirige; logo, há um ser inteligente que ordena a natureza e a encaminha para seu fim; esse ser inteligente é Deus.
 

Homem, alma e conhecimento

Para Tomás de Aquino, o homem é corpo e alma inteligente, incorpórea (ou imaterial), e se encontra, no universo, entre os anjos e os animais. Princípio vital, a alma é o ato do corpo organizado que tem a vida em potência.

Contestando o platonismo e a tese das idéias inatas, Tomás de Aquino observa que se a alma tivesse de todas as coisas um conhecimento inato, não poderia esquecê-lo, e, sendo natural que esteja unida a um corpo, não se explica porque seja o corpo a causa desse esquecimento.

Conhecer, para Tomás de Aquino, não é lembrar-se, como pretendia Platão, mas extrair, por meio do intelecto agente, a forma universal que se acha contida nos objetos sensíveis e particulares. Do conhecimento depende o apetite, ou o desejo, inclinação da alma pelo bem.

O homem, segundo Tomás de Aquino, só pode desejar o que conhece, razão pela qual há duas espécies de apetites ou desejos: os sensíveis e os intelectuais. Os primeiros, relativos aos objetos sensíveis, produzem as paixões, cuja raiz é o amor. Quanto aos segundos, produzem a vontade, apetite da alma em relação a um bem que lhe é apresentado pela inteligência como tal.

Seguindo Aristóteles, Tomás de Aquino diz que, para o homem, o bem supremo é a felicidade, que não consiste na riqueza, nem nas honrarias, nem no poder, em nenhum bem criado, mas na contemplação do absoluto, ou visão da essência divina, realizável somente na outra vida, e com a graça de Deus, pois excede as forças humanas.
 

Catedral de idéias

Expressão e apogeu do mundo medieval, o tomismo é uma catedral de idéias, em que a teologia do século 13 encontrou sua formulação mais coerente e mais sólida. No entanto, nem sempre foi aceito pelos escolásticos medievais: os seguidores de Duns Scotus, por exemplo, combateram o seu intelectualismo.

Somente na segunda metade do século 16 o tomismo foi reconhecido como arma de defesa e ataque da Contra-Reforma, época em que surgiram os grandes comentaristas do sistema, entre os quais o dominicano português Johannes de Sancto Thoma (1589-1644).

Depois de uma época de esquecimento, entre os séculos 18 e 19, o tomismo renasceu sob a denominação de neotomismo, escola filosófica representada, por exemplo, pelos filósofos Étienne Gilson e Jacques Maritain.

 
Enciclopédia Mirador Internacional

http://educacao.uol.com.br/biografias/tomas-de-aquino.jhtm

São Tomás de Aquino

São Tomás de Aquino nasceu na Itália, próximo a Roccasecca, na Itália, mais precisamente perto de Aquino (comuna italiana da região do Lácio), e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos existentes até os dias atuais.
São Tomás era filho do Conde de Aquino, realizou seus estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e em seguida seguiu para a Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do conjunto de produções literárias de um filósofo grego de nome Aristóteles.
No ano de 1244, mesmo contra o anseio da família, decidiu tornar-se um Dominicano, abdicando de todos os bens e títulos que possuía. No mesmo ano parte com seu mestre Alberto Magno, também dominicano, para Paris, onde passam a viver no convento Saint Jacques.
Depois vão para Colônia (Alemanha), onde havia sido fundado um “studium generale”, e Alberto fica como Regente e Tomás como leitor. A permanência de quatro anos aí lhe permite exprimir por escrito suas primeiras obras: De ente et essentia e De princípios naturae. No ano de 1259 dá aula em Anagni; em 1265 em Roma, e em 1267 na cidade de Viterbo.
Entre os anos de 1259 e 1268 São Tomás instruiu-se na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas explanações a respeito da Física, da Metafísica (parte da Filosofia que estuda a essência dos seres), da Ética (esfera da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana) e da Política defendida por Aristóteles; na seqüência dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”, finalizada no ano de 1242.
Foi para Paris, onde deu aulas na Unidade do Intelecto, a qual era a favor da existência individual da faculdade de pensar e do caráter essencial e exclusivo das pessoas.
São Tomás acabou voltando para a Universidade de Nápoles, onde viveu seus últimos anos de vida.
Enquanto era vivo, sempre seguiu as idéias de Aristóteles e as condimentou com a disposição habitual para a prática do bem; pregou constantemente a esperança e a caridade.
Ele apresentou uma proposta filosófica e educacional denominada Escolástica – que era a concordância da fé e da razão, bem como a compilação do conhecimento neste assunto.
Um dos seus feitos mais marcantes para o conjunto de idéias ocidentais foi sua confiança de que o avanço da civilização ocidental possui um significado real e que a existência espiritual e intelectual são assaz preciosas neste sentido.
Entre suas obras podemos citar as principais:
* De Virtutibus;
* Comentários ao Evangelho de São João;
* Comentários da Epístola de São Paulo;
* De unitate intellectus;
* De aeternitate mundi;
* Quaestiones Disputatae;
* Quaestiones Quodlibetales.
* Exposição sobre o Credo;
* O Ente e a Essência (1248-1252);
* Compêndio de Teologia (1258-1259);
* Suma Contra os Gentios;
* Comentário às Sentenças;
* Suma Teológica;
* Os Princípios da Realidade Natural. Editora Porto, 2003;
* Tratado da Lei. Porto. Rés-Editorial, 1988;
* Tratado da Justiça. Porto. Rés-Editora, 1989;
* A Unidade do Intelecto contra os Averroístas. Porto. Rés-Editora;
* O Ente e a Essência. Lisboa. Instituto Piaget.

http://www.infoescola.com/biografias/sao-tomas-de-aquino/