sábado, 7 de fevereiro de 2015

Fonte de amor

O coração de Jesus é amor e fonte do amor. Dele nada se alcança a não ser por amor. Ele é a força mais poderosa do mundo. Não há temor no amor, pois quem ama nada teme. O amor desinteressado perdura sempre. é preciso despertar no coração o gosto pelas coisas singelas e vivas do amor. Não existe atitude mais edificante do que retribuir amor com amor. Busque em seu coração as pedras preciosas do amor, que enriquece a todos. Não menospreze quem não sabe amar; só amando aprendemos a amar. O amor é a escada pela qual o coração sobe o céu. Amar é uma decisão que inclui medos e tristezas, mas também uma experiência repleta de alegrias e aprendizados. A força do amor tudo alcança. 
Padre Antônio Francisco Bohn

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Rosário, um tesouro - Por Pe. Gabriele Amorth (Exocista de Roma)

Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! No mês de outubro, consagrado à piedosa devoção do Santo Rosário, procuramos sempre mais “contemplar Cristo com Maria”. Retomando o discurso sobre o Rosário, nosso pensamento se remete à definição que lhe foi dada por Paulo VI: “Compêndio de todo o Evangelho”. Na realidade, a característica fundamental desta piedosa prática é ser, ao mesmo tempo, oração e meditação dos principais mistérios cristãos.



É por isso que Nossa Senhora em Fátima propõe o Rosário como antídoto ao ateísmo: o homem de hoje tem mais necessidade do que nunca de rezar e de meditar as grandes verdades reveladas. Não é de admirar a insistência dos papas em recomendar esta oração: pensemos, por exemplo (antes da Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, de João Paulo II), nas doze Encíclicas sobre o Rosário de Leão XIII. E não nos admiremos com o fato de que, nas Aparições de Lourdes e de Fátima, tenha sido dado tanto destaque a esta piedosa devoção mariana.


O Rosário, um tesouro a ser redescoberto


A história do Rosário tornou-se conhecida sobretudo depois da celebração do Ano do Rosário (de outubro de 2002 a outubro de 2003). E ficamos conhecendo o acréscimo dos cinco “Mistérios da Luz”, com os quais o Papa Wojtyla quis enriquecer esta piedosa devoção mariana.

Aqui queremos recuperar – em outubro, que é precisamente o mês do Rosário – algumas reflexões que nos parecem particularmente atuais.

O ritmo da vida dos nossos dias quebrou a unidade da família: os familiares passam pouco tempo juntos e, às vezes, mesmo naqueles poucos momentos não se conversa, porque quem rege a casa é a televisão... Mas já Pio XII insistia sobre a retomada do Rosário em família: “Se unidos recitais o Rosário, desfrutareis da paz em vossas famílias, tereis a harmonia doespírito nas vossas casas”. “A família que reza unida permanece unida”, repetia em todas as partes do mundo o americano P. Peyton, o incansável apóstolo do Rosário em família. E João Paulo II nos recordava: “O nosso coração pode abraçar, nestas dezenas do Rosário, os fatos que compõem a vida do indivíduo, da família, da Nação, da Igreja, da humanidade. O Rosário marca o ritmo da vida humana” (RVM, 2).

O Rosário é também a oração da paz, a oração que abraça o mundo inteiro. Um outro grande apóstolo do Rosário dos últimos tempos, o Bispo Fulton Sheen, tinha concebido uma coroa de cinco cores, que ainda está muito em uso: uma dezena de contas verdes, para lembrar a África (conhecida por suas verdes florestas), uma dezena de contas vermelhas para a América (habitada originalmente pelos índios), uma dezena de contas brancas para a Europa (em homenagem à veste branca do Papa), uma dezena de contas azuis para a Oceania (imersa no azul do Pacífico), e uma dezena de contas amarelas para o imenso continente asiático (com referência à tendência de cor da pele de algumas raças de seus habitantes). Assim, ao fim da coroa, abraçou-se o mundo.

O homem tem hoje, mais do que nunca, a necessidade de fazer pausas para o silêncio e reflexão. No mundo de hoje, existe a necessidade do silêncio orante. Se acreditamos no poder da oração, estamos convencidos de que o Rosário é mais forte do que a bomba atômica.

Relembremos tudo quanto foi sugerido no “Ano do Rosário”, particularmente na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, do Papa João Paulo II: as razões para sermos fiéis a esta piedosa prática mariana permanecem todas plenamente válidas: de fato, ao que parece, ainda mais do que antes: porque hoje há uma necessidade ainda maior de “redescobrir uma oração tão fácil e, ao mesmo tempo, tão rica” (RVM, 43) como é o Santo Rosário.


http://defensoresdasagradacruz.blogspot.com.br/2012/09/o-rosario-um-tesouro-por-pe-gabriele.html

“O PREÇO A PAGAR” — autobiografia de um muçulmano convertido ao catolicismo (Parte I)

Luiz Sérgio Solimeo
A leitura da fascinante autobiografia de Muhammad Moussavi que narra sua conversão do Islã para o catolicismo…
…Mostra os milagres da graça e da correspondência humana, de um lado, e de outro a terrível dureza da lei islâmica e a perseguição em relação aos cristãos. 
O Preço a pagar [foto], título do livro, resume bem o que teve que passar essa alma de escol para ser fiel ao chamado da graça. Após sua conversão ele adotou o nome de Joseph Fadelle.
Muçulmano de importante família
Joseph Fadelle pertencia a uma das mais importantes família muçulmanas xiitas do Iraque, o clã Moussavi. Seu pai, como chefe do clã era uma espécie de juiz e resolvia as pendência entre os membros do clã. Ao mesmo tempo era detentor de grande fortuna e prestígio.
Em 1987 Fadelle foi convocado para o exército do Iraque, então sob o domínio de Saddam Hussein, em plena guerra desse país com seu vizinho, o Irã. A essa altura ele tinha 23 anos e
era solteiro.
Enviado para uma guarnição na fronteira com o Irã, ele foi alojado num quarto juntamente com
um cristão.
Ao saber que ia ficar com um cristão ele ficou indignado, pois como muçulmano e de uma família que descendia de Maomé, isso era uma insulto.
O desafio: você entende o Corão?
Mas, o cristão, de nome Massoud, era mais velho do que ele e o acolheu com gentileza, de modo que, pouco a pouco as prevenções foram caindo. Fadelle concebeu o plano de convertê-lo para o Islã. Numa ausência de Massoud, vendo entre seus livros um com o título Os Milagres de Jesus, ficou curioso e começou a lê-lo.
Ele não tinha a menor ideia de quem se tratava, pois no Corão Jesus é chamado de Isa, mas ficou encantado com os milagres, como o das Bodas de Caná e atraído pela figura de Jesus.
Porém, ainda com o desejo de converter Massoud ao Islã, um dia perguntou-lhe se os cristãos tinham também um livro sagrado, como o Corão. Tendo tido a resposta de que os cristãos tinham a Bíblia ele pediu para vê-la, achando que seria fácil refutá-la.
Para surpresa sua, Massoud negou-se a mostrar o livro cristão e lhe fez uma perguntasurpreendente: se ele tinha lido o Corão. Tal pergunta era ofensiva para quem tinha sido criado no Islã, mas ele respondeu apenas que o tinha lido.
Então veio a nova pergunta, esta sim, embaraçante: “Você compreendeu o sentido de cada palavra, de cada verso?”
Conta o futuro cristão que essa pergunta penetrou-lhe no cérebro como um dardo incandescente, pois, segundo o Islã o que importa não é entender o Corão, mas apenas lê-lo.
Diante de seu embaraço, seu companheiro fez-lhe a seguinte proposta: que ele lesse de novo o Corão, mas agora procurando entender cada frase; depois disso ele lhe emprestaria o livro
dos cristãos.
Desencanto com o Corão e um sonho místico
Muhammad aceitou a proposta o que veio mudar-lhe completamente a vida. Pois, à medida que procurava entender o sentido do que estava escrito no Corão, se dava conta de que havia muita coisa absurda ou sem sentido. A consulta a um Imã não lhe resolveu as dúvidas e cada vez mais ele foi ficando desencantado com o livro islâmico.
Era como se escamas caíssem de seus olhos e ele passasse a ver pela primeira vez o que realmente dizia o Corão.
Finda essa leitura atenta, meditada, ele chegou à conclusão de que esse livro não podia ser de origem divina.
Foi então que se passou um fato de natureza mística que preparou a sua conversão. Ele sonhouque estava num prado, à beira de um riacho e via na outra margem um homem muito imponente, extremamente atraente.
Ele tentou pular para a outra margem, mas ficou parado no ar até que o misterioso personagem o tomou pela mão e o trouxe para junto de si e lhe disse:
“Para atravessar o riacho, é preciso que tu comas o pão da vida.” Em seguida ele acordou…

http://www.adf.org.br/home/2015/02/o-preco-a-pagar-autobiografia-de-um-muculmano-convertido-ao-catolicismo-parte-i/?origem=760

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Influência da Virgem Maria na vida da Igreja

1. Depois de ter refletido sobre a dimensão Mariana na vida eclesial, dispomo´nos agora a pôr em evidência a imensa riqueza espiritual que Maria comunica à Igreja, com o seu exemplo e a sua intercessão.

Desejamos, antes de mais, deter´nos a considerar brevemente alguns aspectos significativos da personalidade de Maria, que oferecem a cada fiel indicações preciosas para acolher e realizar plenamente a própria vocação.

Maria precedeu´nos na via da fé: crendo na mensagem do anjo, ela é a primeira a acolher, e de modo perfeito, o mistério da Encarnação (cf. Redemptoris Mater, 13). O seu itinerário de crente inicia ainda antes do princípio da maternidade divina e desenvolve´se e aprofunda´se durante toda a sua experiência terrena. É audaz a sua fé, que na Anunciação crê no humanamente impossível e em Caná impele Jesus a realizar o primeiro milagre, provocando a manifestação dos seus poderes messiânicos (cf. Jo. 2,1´5). Maria educa os cristãos a viverem a fé como caminho empenhativo e envolvente, que, em todas as épocas e situações da vida, requer audácia e perseverança constante.

2. A fé de Maria está ligada à sua docilidade à vontade divina. Crendo na Palavra de Deus, pôde acolhê´la plenamente na sua existência e, mostrando´se disponível ao soberano desígnio divino, aceitou tudo o que lhe era requerido do Alto. A presença da Virgem na Igreja encoraja assim os cristãos a porem´se cada dia à escuta da Palavra do Senhor, para compreenderem o seu plano de amor nas diversas vicissitudes quotidianas, cooperando com fidelidade para a sua realização.

3. Desse modo, Maria educa a comunidade dos crentes para olhar rumo ao futuro, com pleno abandono em Deus. Na experiência pessoal da Virgem, a esperança enriquece´se de motivações sempre novas. Desde a Anunciação, Maria concentra no Filho de Deus, encarnado no seu seio virginal, as expectativas do antigo Israel. A sua esperança revigora´se nas fases sucessivas da vida de Nazaré e do ministério público de Jesus. A sua grande fé na palavra de Cristo que tinha anunciado a sua ressurreição ao terceiro dia, não a fez vacilar nem sequer diante do drama da Cruz: ela conservou a esperança no cumprimento da obra messiânica, esperando sem hesitações, depois das trevas da Sexta´Feira Santa, a manhã da ressurreição.

No seu difícil peregrinar na história, entre o ´já´ da salvação recebida e o ´não ainda´ da sua plena realização, a comunidade dos crentes sabe que pode contar com o auxílio da ´Mãe da Esperança´ que, tendo experimentado a vitória de Cristo sobre as potências da morte, lhe comunica uma capacidade sempre nova de espera do futuro de Deus e de abandono às promessas do Senhor.

4. O exemplo de Maria faz com que a Igreja aprecie melhor o valor do silêncio. O silêncio de Maria não é só sobriedade no falar, mas sobretudo capacidade sapiencial de fazer memória e de acolher, num olhar de fé, o mistério do Verbo feito homem e os eventos da sua existência terrena. É este silêncio´acolhimento da Palavra, esta capacidade de meditar no mistério de Cristo, que Maria transmite ao povo crente. Em um mundo cheio de confusão e de mensagens de todo o gênero, o seu testemunho faz apreciar um silêncio espiritualmente rico e promove o espírito contemplativo.

Maria testemunha o valor de uma existência humilde e escondida. Normalmente todos exigem, e por vezes pretendem, poder valorizar inteiramente a própria pessoa e as próprias qualidades. Todos são sensíveis à estima e à honra. Os Evangelhos referem em várias ocasiões que os Apóstolos ambicionavam os primeiros lugares no reino, discutiam entre si quem era o maior e que Jesus lhes teve de dar, quanto a isto, lições sobre a necessidade da humildade e do serviço (cf. Mt. 18,1´5; 20, 20´28; Mc. 9,33´37; 10,35´45; Lc. 9,46´48; 22,24´27). Maria, ao contrário, jamais desejou as honras e vantagens de uma posição privilegiada; procurou sempre cumprir a vontade divina, levando uma existência segundo o plano salvífico do Pai.

A quantos não raro sentem o peso duma existência aparentemente insignificante, Maria manifesta quanto pode ser preciosa a vida, se é vivida por amor de Cristo e dos irmãos.

5. Maria, além disso, testemunha o valor duma vida pura e repleta de ternura por todos os homens. A beleza da sua alma, totalmente doada ao Senhor, é objeto de admiração para o povo cristão. Em Maria a comunidade viu sempre um ideal de mulher, cheia de amor e de ternura, porque viveu na pureza do coração e da carne. Perante o cinismo duma certa cultura contemporânea que, muitas vezes, parece não reconhecer o valor da castidade e banaliza a sexualidade, separando´a da dignidade da pessoa e do projeto de Deus, a Virgem Maria propõe o testemunho duma pureza que ilumina a consciência e conduz a um amor maior pelas criaturas e pelo Senhor.

6. E ainda: aos cristãos de todos os tempos, Maria mostra´se como aquela que prova uma viva compaixão pelos sofrimentos da humanidade. Essa compaixão não consiste somente numa participação afetiva, mas traduz´se numa ajuda eficaz e concreta diante das misérias materiais e morais da humanidade. A Igreja, seguindo Maria, é chamada a assumir uma atitude idêntica para com os pobres e todos os sofredores da terra. A atenção materna da Mãe do Senhor às lágrimas, às dores e às dificuldades dos homens e das mulheres de todos os tempos, deve estimular os cristãos, de modo particular ao aproximar´se do terceiro milênio, a multiplicar os sinais concretos e visíveis dum amor que faça os humildes e os sofredores de hoje participarem nas promessas e esperanças do mundo novo, que nasce da Páscoa.

7. O afeto e a devoção dos homens para com a Mãe de Jesus ultrapassam os confins visíveis da Igreja e impelem os ânimos a sentimentos de reconciliação. Como uma Mãe, Maria quer a união de todos os seus filhos. A sua presença na Igreja constitui um convite a conservar a unanimidade de coração, que reinava na primeira comunidade (cf. At. 1,14) e, por conseguinte, a procurar também as vias da unidade e da paz entre todos os homens e todas as mulheres de boa vontade.

Na sua intercessão junto do Filho, Maria pede a graça da unidade do gênero humano, em vista da construção da civilização do amor, superando as tendências à divisão, às tentações da vingança e do ódio, e à fascinação perversa da violência.

8. O sorriso materno da Virgem, reproduzido em boa parte na iconografia mariana, manifesta uma plenitude de graça e de paz que quer comunicar´se. Essa manifestação de serenidade do espírito contribui de modo eficaz para conferir um rosto jubiloso à Igreja.

Acolhendo na Anunciação o convite do anjo a alegrar´se (Káire=alegra´te: Lc. 1,28), Maria é a primeira a participar na alegria messiânica, já predita pelos profetas para a ´filha de Sião´ (cf. Is. 12,6; Sof. 3,14´15; Zac. 9,8), e transmite´a à humanidade de todos os tempos.

O povo cristão, invocando´a como ´causa nostrae laetitiae´, descobre nela a capacidade de comunicar a alegria que nasce da esperança mesmo no meio das provas da vida e de guiar quem a ela se confia para a alegria que não terá fim.

* L´Osservatore Romano, Ed. Port. n.47, 25/11/95, pag. 12(576) DO Livro: A VIRGEM MARIA ´ 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II

Deus é um delírio?


Escrito por Dom Eduardo Benes

O fundamentalismo ateísta tem na recente publicação de Richard Dawkins, "Deus, um delírio", biólogo em Oxford, seu mais novo defensor. O autor vê a religião como uma espécie de neurose coletiva, fruto de uma debilidade intelectual que, além de inibir, coíbe o desenvolvimento científico. Nutre ainda o autor a pretensão de que sua obra possa tornar ateus, pela via argumentativa, seus leitores, que dela se aproximarem com "isenção". Donde, pois, a importância de levar a todos uma reflexão que os ajude a enfrentar tais "argumentos", mostrando ser falsa a "cientificidade" de grande parte dos questionamentos levantados por Dawkins, o que compromete de algum modo toda sua obra, e, conseqüentemente, a seriedade científica do autor. Em refutação a alguns dos argumentos nela enunciados, Alister MacGrath e Joanna McGrath, ambos pesquisadores de Oxford, publicaram um opúsculo - "O delírio de Dawkins"- no qual questionam a autoridade e a sanidade do colega de trabalho. Afirmam: "Deus, um delírio é uma obra teatral, em vez de acadêmica: uma investida feroz e retórica contra a religião"; e ainda: "seu autor parece ter feito a transição de um cientista, com apaixonada preocupação com a verdade, para um grosseiro propagandista anti-religioso, que revela claro descuido pela evidência". Finalizam: "o ateísmo deve estar mesmo em uma situação lastimável, se seu principal defensor precisa depender tão ostensivamente - e tão obviamente - do improvável e do falso para sustentar seu argumento".

Deus, um delírio não propõe o novo ao afirmar que a idéia de Deus é como um vírus que infecta mentes saudáveis; seu autor já o havia dito nos anos 1990. O casal MacGrath, no entanto, reflete: "os vírus biológicos não são apenas hipotéticos: eles podem ser identificados, observados e sua estrutura e modos de operação determinados". Assim sendo, a teoria de Dawkins parece carecer de embasamento empírico; nada mais contraditório para um cientista moderno. Se não bastasse o abuso de falácias que se multiplicam ao longo da obra, o biólogo de Oxford ataca o Deus cristão diretamente e sem compostura alguma: "o Deus do Antigo Testamento é, talvez, o personagem mais desagradável da ficção", adjetivando-o como segue: "ciumento e orgulhoso; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homo-fóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sado-masoquista, malévolo". Resume e define-o como "insípido" e "enjoativamente nauseante".

Falta a Dawkins a perspectiva filosófico-teológica quando migra do campo específico das ciências empíricas para a área das questões filosóficas e religiosas. Levanta ainda hipóteses gratuitas sobre a atuação de Jesus. Para ele Jesus, por fidelidade às tradições judaicas, teria sido hostil a algumas pessoas, especialmente os forasteiros e estrangeiros. Dawkins afirma: "Foi Paulo quem inventou a idéia de levar o Deus judeu aos gentios"; e finaliza com desdém: "Jesus teria se revirado no túmulo se soubesse que Paulo estava levando seu plano aos porcos". Educadamente Alister MacGrath e Joanna McGrath observam: "a excessiva confiança de Dawkins na retórica, em vez de firmar-se na evidência, indica claramente que algo está errado em seu argumento", e perguntam, em tom afirmativo: "não seria o ressurgimento inesperado da religião capaz de convencer muitos de que o ateísmo em si é fatalmente deficiente como visão de mundo?"

Enganam-se os que pensam que o "delírio" de Richard Dawkins é capaz de silenciar as pessoas de fé. Além dos colegas de trabalho, outro baluarte da pesquisa científica se manifesta contra esta espécie de fundamentalismo ateu. Francis S. Collins, biólogo e diretor do projeto que decifrou o código genético humano, em "A linguagem de Deus", não apenas apresenta, a partir da ciência, indícios da existência de Deus, como narra sua conversão do ateísmo para a fé em Deus. Mais importante: não apenas cria uma ponte de diálogo entre a religião e a ciência, como também mostra a harmonia entre elas.

Longe de silenciar os lábios e os corações dos que crêem em Deus - como o deseja Dawkins -, o avanço das ciências faz brotar com mais intensidade ainda, no coração do mundo, a admiração e o louvor da sabedoria divina impressa na criação, obra amorosa de Deus confiada ao ser humano, sua criatura predileta. São muitos os cientistas que, em razão da inteligibilidade do universo, condição de possibilidade da própria ciência, se abrem para a fé em Deus Criador. Concluo com a palavra do Livro da Sabedoria sobre os que negam Deus: "foram incapazes de conhecer Aquele que é a partir das coisas visíveis" - objeto de pesquisa -, "e, olhando suas obras, não reconheceram o artífice"(Sab 13,1). E "Os céus narram sua glória"(Sl 19,1).


* A presente reflexão teve a colaboração do Pe. Rodolfo Gasparini Morbiolo ( rodolfo.morbiolo@terra.com.br )

* Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues é arcebispo de Sorocoraba (SP)



http://www.universocatolico.com.br/index.php?/deus-e-um-delirio.html

Jesus tem poder e autoridade para vencer as forças do mal

Hoje, mais do que nunca, precisamos acreditar no poder de Jesus e invocar o Seu nome e Sua autoridade para expulsar o mal de nossa vida!
“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu” (Marcos 1, 26).
Jesus estava numa sinagoga cumprindo Seus preceitos religiosos, quando um homem, possuído por um espírito maligno, de repente começou a gritar. Diante do grito e do desespero daquele espírito maligno Jesus ordenou: “Cala-te! Sai dele, abandona este corpo, essa alma, porque não lhe pertence!”.
Nós queremos com este fato observar duas coisas. A primeira delas é que os espíritos malignos temem e tremem com a presença de Jesus, sabem quem Ele é, sabem da autoridade e do poder que Ele tem para derrubar as forças do mal e o poder satânico. Uma vez que eles sabem quem é Jesus, eles precisam fugir da presença d’Ele, por isso sacodem e gritam!
Do outro lado nós observamos a autoridade de Jesus, primeiro a autoridade de vida; Ele ensinava com autoridade, não como os mestres da lei que conheciam de forma bem clara a Lei de Deus, mas não viviam de acordo com ela. A autoridade de Jesus ocorre porque Sua vida correspondia àquilo que Ele falava, por isso a Sua presença provoca temor, tremor; por isso os espíritos do mal temem a presença do Senhor.
Sabem, meus irmãos, hoje mais do que nunca, precisamos acreditar no poder de Jesus e precisamos invocar o Seu nome e Sua autoridade para expulsar o mal de nossa vida!
É verdade que muitos de nós não somos atormentados pelas possessões diabólicas, mas somos tentados pelas ações do maligno, que deixam seus rastros, suas sombras, suas faíscas na vida de cada um de nós; em nossos corações, quando ele semeia a divisão, a discórdia, quando semeia a briga entre os irmãos. Quando o espírito do maligno semeia no meio de nós suas obras, nós, muitas vezes, nos permitimos ser enveredados pelas intrigas do mal! Nós nos deixamos ser seduzidos e, uma vez que o mal nos seduz, ele nos mantém reféns dele.
Mas se essa é a parte triste dessa verdade, existe a parte mais linda, mais bonita, da qual nós devemos nos apossar dela: Jesus tem poder e autoridade sobre os espíritos do mal! Por isso não podemos, nem devemos, ficar tristes e abatidos, quanto mais nos rendermos ao poder do mal!
Não importa a influência da ação do maligno no meio de nós, não importa o tamanho do estrago que ele possa ter provocado em nossa vida. O que precisamos é ter a certeza, a confiança e a convicção de que Jesus Cristo tem poder e autoridade para vencer as forças do mal em nossa vida. É por isso que nos rendemos ao senhorio de Jesus, nos colocamos debaixo da Sua proteção e do Seu poder para que Ele nos livre do mal, para que não nos deixe ser possuídos em nossas vontades, em nossas intenções, em nossos desejos pela força do maligno.
Na autoridade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nós renunciamos ao mal, renunciamos às ações do maligno no meio de nós e nos submetemos à autoridade e ao poder de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/jesus-tem-poder-e-autoridade-para-vencer-as-forcas-do-mal/

Oferecimento genuíno e verdadeiro

Senhor, Deus de Amor, quero que o meu oferecimento seja o mais genuíno e verdadeiro possível. Quero oferecer-te tudo, sem deixar de fora nada nem ninguém. Mas como tudo é teu, Senhor Deus do Universo, não se trata de um oferecimento, mas de uma restituição. Devolvo-te o que te pertence. Ficando entregue e guardado no teu coração, fica com o dono de tudo o que eu sou, no seu lugar certo, como peças de um mosaico completo e harmonioso. Fora de ti, sinto-me desorganizado na confusão do egoísmo. Restituo-me e devolvo-me a ti. Guarda-me no teu coração.
 Manuel Morujão,SJ