segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Estou aqui porque te amo: uma lição de vida


Catharinakerk / Flickr CC

Fui visitar Jesus por causa de um problema muito sério. E eu não sabia como resolvê-lo. Quando passamos por uma dificuldade muito grande, costumamos olhar para o céu e buscar Deus.

Aproveitei que a missa ainda não tinha começado e fui até a capela do Santíssimo, onde tudo é paz e serenidade.

Neste silêncio, eu percebi que eu estava lá para pedir favores a Jesus, não para dizer que o amava.

E isso não era legal. Eu queria vê-lo porque sentia sua falta, porque adoro sentir sua presença amorosa. E foi então que rezei com todo o meu coração:

“Que eu me aproxime de ti, Senhor, por amor.
Não porque estou sofrendo.
Nem por causa de um problema.
Nem sequer por esta angústia que me consome.
Não por uma necessidade.
Não por um favor.
Não por causa de uma doença.

Que eu te busque porque te amo.
Porque Tu és meu amigo.

Ensina-me a confiar,
para deixar meus problemas nas tuas mãos.

Que possa amar,
para amar-te de verdade,
como Tu mereces,
com um amor puro e desinteressado.
Esta é a graça que te peço.”

Logo depois disso, aconteceu algo inesperado, surpreendente. Senti uma doce voz interior que me consolava: “Não tenha medo, eu estou com você”.

A missa começou. No meio da homilia, lembrei-me dessas palavras e as escrevi na palma da minha mão, para lembrar delas o dia inteiro.

“Não tenha medo, eu estou com você.”

Ao acabar de escrevê-las, elevei o olhar e o sacerdote disse:

“Não tenha medo, Deus está com você.”

Olhei para ele com surpresa. O padre continuou:

“Não pode haver um cristão sem cruz. Mas essa cruz é pesada demais, não conseguimos carregá-la sozinhos. Peça a Jesus que o ajude, e sua cruz ficará mais leve.”

Foi impressionante. Senti uma grande paz naquele momento!

Recuperei a serenidade. A certeza de saber que Jesus estava comigo. Então, tomei uma decisão importante: “Entre a incerteza e a confiança, escolho confiar. Confiarei, apesar de tudo. Que se faça em mim tua santa vontade, Senhor”.

Este gesto de entrega fez uma grande diferença. Saí da missa tranquilo, feliz.

Os problemas acabaram se resolvendo. E o melhor aconteceu hoje: fui visitar Jesus, por amor.

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/estou-aqui-porque-te-amo-uma-licao-de-vida-5897900219432960?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-09/02/2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Evangelho anunciado combate as forças do mal

O Evangelho anunciado e vivido é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida!
“E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios” (Marcos 1, 39).
Nós não podemos compreender a missão de Jesus sem entender as duas atividades principais do Seu ministério. A primeira missão do Senhor é pregar, anunciar e evangelizar. A segunda é que essa pregação é acompanhada de curas e do ato de expulsar demônios.
Talvez você pense: “Eram tantos possessos assim? Era possessão para todo quanto é lado onde Jesus andava?”. Em alguns lugares, expulsar demônios virá até espetáculo, show para as pessoas verem; mas não se trata disso no caso do Senhor. Quando anunciamos o Evangelho, quando nós o pregamos, a Palavra de Deus por si mesma atrai bênção, atrai cura e libertação e provoca uma revolução dentro do nosso coração. Quando a Palavra é ensinada e pregada na autoridade de Jesus.
Muitas vezes, nós estamos enfermos, doentes, sofrendo e padecendo por muitos males porque existe muita coisa negativa dentro de nós. O Evangelho é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida! Se nos deixamos ser tomados, abrasados e abraçados pelo Evangelho de Deus, este tem o poder de nos curar!
A segunda coisa é que o Evangelho anunciado a nós combate as forças do mal. O Evangelho por si mesmo é a derrota de satanás e dos demônios, por isso, quando ele é anunciado, ele chega ao nosso coração e mexe com as nossas estruturas interiores e nos ajuda a perceber que existem dentro de nós coisas que nós mesmos precisamos expulsar.
Você sabe que existem os “demoniozinhos” que não querem sair da nossa vida. Quando a inveja entra dentro de nós ela quer se alojar em nós e não quer sair. Quando a preguiça, a maledicência, a fofoca, a sensualidade, a ira, o ressentimento, a mágoa, entre outros, uma lista de “demoniozinhos” que atormentam a nossa vida e que precisamos deixar ser exorcizados, no bom sentido da palavra, pela Palavra de Jesus.
Quando a Boa Nova, que é a força do bem, chega ao nosso coração nós expulsamos e repelimos da nossa vida as forças do maligno. É por isso que precisamos, todos os dias, acolher o Evangelho. Acolher o Evangelho não é chegar e fazer uma leitura rapidinha e dizer: “Que leitura bonita! Que bom! Obrigado, meu Deus!” .
Permitamo-nos nos deixar ser tocados, curados, restaurados e libertos de toda ação do mal que paira sobre nós! O que nos contamina são as conversas que nós temos, é aquilo que ouvimos, são as situações mal resolvidas dentro de nós e do nosso coração. É preciso uma palavra nova, é preciso um encorajamento que venha do coração e da boca de Deus!
É por isso que Jesus se retira para a solidão do coração pela força da oração e, abastecido, Ele nos cura de diversas doenças, expulsa os demônios e não permite que eles falem e ajam no meio de nós!
Que a mão de Deus hoje nos toque e nos ajude a sermos libertos de tudo aquilo que nos oprime!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/o-evangelho-anunciado-combate-as-forcas-do-mal/

Menina prodígio Akiane Kramarik



Uma das histórias mais impressionantes contada por ela mesmo no vídeo é a de que pediu certa vez para saber como era Jesus Cristo para pintar, no dia seguinte pela manhã um homem toca a campainha e diz que era o modelo para a pintura.
Akiane Kramarik (Illinois, 9 de Julho de 1994), em russo Акианэ Крамарик, criança prodígio, é uma artista e poetisa nascida nos Estados Unidos.
Akiane Kramarik nasceu em Mount Morris (Bairro conhecido de Detroit), no estado americano de Illinois, filha de mãe lituana e de pai norte-americano, ateus onde o lar não tiha uma referência sobre Deus.
Sua genealogia inclui poloneses, húngaros, eslovacos, russos, boêmios, chineses, franceses, dinamarqueses, judeus e germânicos[carece de fontes]. Segundo o Site Oficial, ela não frequenta escolas, sendo ensinada em casa por professores particulares.Sendo, inicialmente, uma autodidata em pintura artística, Akiane Kramarik começou a desenhar aos quatro anos de idade, pinta desde os seis e compõe poesias desde os seus sete anos.
Seu primeiro auto-retrato foi vendido por dez mil dólares.
Como ela mesma diz, sua arte é inspirada nas visões do céu, bem como em sua ligação com o Criador. Sua arte inclui paisagens, vida selvagem, pessoas.Aos dez anos, ela participou de uma entrevista do programa de TV norteamericana The Oprah Winfrey Show, e também apareceu na rede CNN.

http://bibliacomentada.com.br/index.php/menina-de-12-anos-filha-de-ateus-faz-pinturas-ceu-e-de-jesus-apos-revelacao-divina/

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Você quer ser um bom pai? Siga estes conselhos do Papa Francisco

VATICANO, 04 Fev. 15 (ACI/EWTN Noticias) .- “Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração”, afirmou o Papa Francisco durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI, na qual refletiu sobre o papel do pai na família, colocando como exemplo a parábola do Filho Pródigo.

Como já havia anunciado na semana passada, a catequese de hoje se referiu à função do pai na família, a partir de uma perspectiva positiva, deixando de lado os “perigos dos pais 'ausentes'”.

“Toda família precisa do pai”, começou dizendo. O pai “sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza”, mas também “quanto consolo e recompensa se recebe quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida”.

Francisco falou depois de algumas necessidades, como a da presença do pai na família. “Que seja próximo à mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, cansaços e esperanças. E que seja próximo aos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando estão despreocupados e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando ficam em silêncio, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando reencontram o caminho”. Em todas estas ocasiões “o pai deve estar sempre presente”.

Mas, o Papa alertou que estar presente não é o mesmo que “controlar”: “Os pais muito controladores anulam os filhos, não os deixam crescer”.

O Pontífice colocou como exemplo o Evangelho que fala de Deus como sendo um “Pai bom” e a Parábola do Filho Pródigo ou “do pai misericordioso”.

“Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há outra coisa a fazer se não esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, magnanimidade, misericórdia”.

E é que “um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração. Certo, sabe também corrigir com firmeza: não é um pai frágil, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem degradar é o mesmo que sabe proteger sem se economizar”.

Para fazer mais compreensíveis suas palavras o Papa colocou o seguinte exemplo: “Uma vez ouvi em uma reunião de matrimônio um pai dizer: ‘Algumas vezes preciso bater um pouco nos filhos… mas nunca no rosto para não degradá-los’”.

“Sem a graça que vem do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar”.

Em sua catequese, Francisco tomou algumas expressões do Livro dos Provérbios dirigidas aos próprios filhos: “Filho meu, se o teu coração for sábio, também o meu será cheio de alegria. Exultarei dentro de mim, quando os teus lábios disserem palavras retas”.

“Não se poderia exprimir melhor o orgulho e a comoção de um pai que reconhece ter transmitido ao filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio”.

O Papa explicou que este pai não dizia “estou orgulhoso de você porque és igual a mim, porque repetes as coisas que eu digo e que eu faço. Não, não lhe diz simplesmente qualquer coisa. Diz-lhe algo de bem mais importante, que podemos interpretar assim: ‘Serei feliz toda vez que te ver agir com sabedoria e estarei comovido toda vez que te ouvir falar com retidão’”.

“Isso é aquilo que quis te deixar, para que se tornasse uma coisa tua: a atitude de sentir e agir, de falar e julgar com sabedoria e retidão. E para que tu pudesses ser assim, te ensinei coisas que não sabia, corrigi erros que não vias. Fiz você sentir um afeto profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não reconhecestes plenamente quando eras jovem e incerto. Dei a você um testemunho de rigor e de firmeza que talvez você não entendeu, quando você quis somente cumplicidade e proteção”.

O Papa continuou com o exemplo: “precisei eu mesmo, primeiro, colocar-me à prova da sabedoria do coração e vigiar sobre os excessos de sentimento e do ressentimento, para levar o peso das inevitáveis incompreensões e encontrar as palavras certas para me fazer entender. Agora, continua o pai – quando vejo que você procura ser assim com os teus filhos, e com todos, me comovo. ‘Sou feliz de ser teu pai’”.

E “é assim que diz um pai sábio, um pai maduro.”, assegurou Francisco.

Por último, o Papa assegurou que “a Igreja, nossa mãe, é empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque esses são para as novas gerações protetores e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e na proteção de Deus, como São José”.


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Fonte de amor

O coração de Jesus é amor e fonte do amor. Dele nada se alcança a não ser por amor. Ele é a força mais poderosa do mundo. Não há temor no amor, pois quem ama nada teme. O amor desinteressado perdura sempre. é preciso despertar no coração o gosto pelas coisas singelas e vivas do amor. Não existe atitude mais edificante do que retribuir amor com amor. Busque em seu coração as pedras preciosas do amor, que enriquece a todos. Não menospreze quem não sabe amar; só amando aprendemos a amar. O amor é a escada pela qual o coração sobe o céu. Amar é uma decisão que inclui medos e tristezas, mas também uma experiência repleta de alegrias e aprendizados. A força do amor tudo alcança. 
Padre Antônio Francisco Bohn

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Rosário, um tesouro - Por Pe. Gabriele Amorth (Exocista de Roma)

Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! No mês de outubro, consagrado à piedosa devoção do Santo Rosário, procuramos sempre mais “contemplar Cristo com Maria”. Retomando o discurso sobre o Rosário, nosso pensamento se remete à definição que lhe foi dada por Paulo VI: “Compêndio de todo o Evangelho”. Na realidade, a característica fundamental desta piedosa prática é ser, ao mesmo tempo, oração e meditação dos principais mistérios cristãos.



É por isso que Nossa Senhora em Fátima propõe o Rosário como antídoto ao ateísmo: o homem de hoje tem mais necessidade do que nunca de rezar e de meditar as grandes verdades reveladas. Não é de admirar a insistência dos papas em recomendar esta oração: pensemos, por exemplo (antes da Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, de João Paulo II), nas doze Encíclicas sobre o Rosário de Leão XIII. E não nos admiremos com o fato de que, nas Aparições de Lourdes e de Fátima, tenha sido dado tanto destaque a esta piedosa devoção mariana.


O Rosário, um tesouro a ser redescoberto


A história do Rosário tornou-se conhecida sobretudo depois da celebração do Ano do Rosário (de outubro de 2002 a outubro de 2003). E ficamos conhecendo o acréscimo dos cinco “Mistérios da Luz”, com os quais o Papa Wojtyla quis enriquecer esta piedosa devoção mariana.

Aqui queremos recuperar – em outubro, que é precisamente o mês do Rosário – algumas reflexões que nos parecem particularmente atuais.

O ritmo da vida dos nossos dias quebrou a unidade da família: os familiares passam pouco tempo juntos e, às vezes, mesmo naqueles poucos momentos não se conversa, porque quem rege a casa é a televisão... Mas já Pio XII insistia sobre a retomada do Rosário em família: “Se unidos recitais o Rosário, desfrutareis da paz em vossas famílias, tereis a harmonia doespírito nas vossas casas”. “A família que reza unida permanece unida”, repetia em todas as partes do mundo o americano P. Peyton, o incansável apóstolo do Rosário em família. E João Paulo II nos recordava: “O nosso coração pode abraçar, nestas dezenas do Rosário, os fatos que compõem a vida do indivíduo, da família, da Nação, da Igreja, da humanidade. O Rosário marca o ritmo da vida humana” (RVM, 2).

O Rosário é também a oração da paz, a oração que abraça o mundo inteiro. Um outro grande apóstolo do Rosário dos últimos tempos, o Bispo Fulton Sheen, tinha concebido uma coroa de cinco cores, que ainda está muito em uso: uma dezena de contas verdes, para lembrar a África (conhecida por suas verdes florestas), uma dezena de contas vermelhas para a América (habitada originalmente pelos índios), uma dezena de contas brancas para a Europa (em homenagem à veste branca do Papa), uma dezena de contas azuis para a Oceania (imersa no azul do Pacífico), e uma dezena de contas amarelas para o imenso continente asiático (com referência à tendência de cor da pele de algumas raças de seus habitantes). Assim, ao fim da coroa, abraçou-se o mundo.

O homem tem hoje, mais do que nunca, a necessidade de fazer pausas para o silêncio e reflexão. No mundo de hoje, existe a necessidade do silêncio orante. Se acreditamos no poder da oração, estamos convencidos de que o Rosário é mais forte do que a bomba atômica.

Relembremos tudo quanto foi sugerido no “Ano do Rosário”, particularmente na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, do Papa João Paulo II: as razões para sermos fiéis a esta piedosa prática mariana permanecem todas plenamente válidas: de fato, ao que parece, ainda mais do que antes: porque hoje há uma necessidade ainda maior de “redescobrir uma oração tão fácil e, ao mesmo tempo, tão rica” (RVM, 43) como é o Santo Rosário.


http://defensoresdasagradacruz.blogspot.com.br/2012/09/o-rosario-um-tesouro-por-pe-gabriele.html

“O PREÇO A PAGAR” — autobiografia de um muçulmano convertido ao catolicismo (Parte I)

Luiz Sérgio Solimeo
A leitura da fascinante autobiografia de Muhammad Moussavi que narra sua conversão do Islã para o catolicismo…
…Mostra os milagres da graça e da correspondência humana, de um lado, e de outro a terrível dureza da lei islâmica e a perseguição em relação aos cristãos. 
O Preço a pagar [foto], título do livro, resume bem o que teve que passar essa alma de escol para ser fiel ao chamado da graça. Após sua conversão ele adotou o nome de Joseph Fadelle.
Muçulmano de importante família
Joseph Fadelle pertencia a uma das mais importantes família muçulmanas xiitas do Iraque, o clã Moussavi. Seu pai, como chefe do clã era uma espécie de juiz e resolvia as pendência entre os membros do clã. Ao mesmo tempo era detentor de grande fortuna e prestígio.
Em 1987 Fadelle foi convocado para o exército do Iraque, então sob o domínio de Saddam Hussein, em plena guerra desse país com seu vizinho, o Irã. A essa altura ele tinha 23 anos e
era solteiro.
Enviado para uma guarnição na fronteira com o Irã, ele foi alojado num quarto juntamente com
um cristão.
Ao saber que ia ficar com um cristão ele ficou indignado, pois como muçulmano e de uma família que descendia de Maomé, isso era uma insulto.
O desafio: você entende o Corão?
Mas, o cristão, de nome Massoud, era mais velho do que ele e o acolheu com gentileza, de modo que, pouco a pouco as prevenções foram caindo. Fadelle concebeu o plano de convertê-lo para o Islã. Numa ausência de Massoud, vendo entre seus livros um com o título Os Milagres de Jesus, ficou curioso e começou a lê-lo.
Ele não tinha a menor ideia de quem se tratava, pois no Corão Jesus é chamado de Isa, mas ficou encantado com os milagres, como o das Bodas de Caná e atraído pela figura de Jesus.
Porém, ainda com o desejo de converter Massoud ao Islã, um dia perguntou-lhe se os cristãos tinham também um livro sagrado, como o Corão. Tendo tido a resposta de que os cristãos tinham a Bíblia ele pediu para vê-la, achando que seria fácil refutá-la.
Para surpresa sua, Massoud negou-se a mostrar o livro cristão e lhe fez uma perguntasurpreendente: se ele tinha lido o Corão. Tal pergunta era ofensiva para quem tinha sido criado no Islã, mas ele respondeu apenas que o tinha lido.
Então veio a nova pergunta, esta sim, embaraçante: “Você compreendeu o sentido de cada palavra, de cada verso?”
Conta o futuro cristão que essa pergunta penetrou-lhe no cérebro como um dardo incandescente, pois, segundo o Islã o que importa não é entender o Corão, mas apenas lê-lo.
Diante de seu embaraço, seu companheiro fez-lhe a seguinte proposta: que ele lesse de novo o Corão, mas agora procurando entender cada frase; depois disso ele lhe emprestaria o livro
dos cristãos.
Desencanto com o Corão e um sonho místico
Muhammad aceitou a proposta o que veio mudar-lhe completamente a vida. Pois, à medida que procurava entender o sentido do que estava escrito no Corão, se dava conta de que havia muita coisa absurda ou sem sentido. A consulta a um Imã não lhe resolveu as dúvidas e cada vez mais ele foi ficando desencantado com o livro islâmico.
Era como se escamas caíssem de seus olhos e ele passasse a ver pela primeira vez o que realmente dizia o Corão.
Finda essa leitura atenta, meditada, ele chegou à conclusão de que esse livro não podia ser de origem divina.
Foi então que se passou um fato de natureza mística que preparou a sua conversão. Ele sonhouque estava num prado, à beira de um riacho e via na outra margem um homem muito imponente, extremamente atraente.
Ele tentou pular para a outra margem, mas ficou parado no ar até que o misterioso personagem o tomou pela mão e o trouxe para junto de si e lhe disse:
“Para atravessar o riacho, é preciso que tu comas o pão da vida.” Em seguida ele acordou…

http://www.adf.org.br/home/2015/02/o-preco-a-pagar-autobiografia-de-um-muculmano-convertido-ao-catolicismo-parte-i/?origem=760