segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O sacerdote católico que salvou a vida de 1.000 muçulmanos

Entrevista exclusiva com o padre Kinvi, herói da paz na África

O padre Bernard Kinvi tem 32 anos de idade, é natural de Togo e dirige uma missão na República Centro-Africana. Sozinho, no início de 2014, o pe. Bernard salvou a vida de mais de 1.000 muçulmanos que fugiam de milícias violentas, reunindo-os e abrigando-os na igreja local. Ele próprio correu um grande risco ao tomar esta atitude.
 
Cristãos e muçulmanos vinham coexistindo em paz na República Centro-Africana até que, no final de 2012, uma força rebelde de maioria muçulmana, chamada Seleka, tomou o controle de um número relevante de cidades do país. Avançando rumo ao sul, os milicianos chegaram à capital, Bangui, onde o presidente François Bozizé tentou um acordo com os rebeldes, mas a paz não perdurou. Em março de 2014, a Seleka já dominava Bangui.
 
Quando a violência atingiu Bossemptélé, cidade localizada a cerca de 186 km ao noroeste de Bangui, alguns combatentes da Seleka, feridos, procuraram atendimento no hospital de missão do pe. Bernard Kinvi. "Eu tive de proibir que eles viessem ao hospital com armas", contou ao jornal “The Irish Times” o próprio pe. Bernard, que é membro da ordem camiliana. "As pessoas estavam aterrorizadas com eles e decidiram reagir. Foi então que elas criaram o anti-Balaka", uma força de resistência ao avanço da milícia Seleka.
 
Por causa do trabalho humanitário do pe. Bernard, a organização “Human Rights Watch”, de defesa dos direitos humanos, o homenageou no ano passado com a entrega do prêmio Alison Des Forges.
 
Aleteia entrevistou o padre Bernard Kinvi.
 
Pe. Bernard, o senhor pode descrever as relações que existiam na comunidade local de Bossemptélé antes do início deste conflito?
 
Antes do início da crise político-militar, a população de Bossemptélé vivia em coesão pacífica entre cristãos, muçulmanos e animistas. A vida de todos era complementar. Os muçulmanos trabalhavam principalmente no comércio. Os Fulani eram criadores de gado e a maioria dos cristãos e animistas trabalhavam na agricultura. E eram eles que produziam os alimentos (mandioca, milho e amendoim) para os muçulmanos e para os Fulani. Todo mundo precisava do vizinho para viver melhor. Naturalmente, havia problemas, mas não eram excessivos.
 
De acordo com a sua experiência, o que alimentou o conflito na República Centro-Africana?
 
Acima de tudo, eu acredito sinceramente que a corrupção e o mau governo é que são a causa deste conflito. Além disso, a maioria das pessoas vive sem eletricidade, sem acesso a água potável, a cuidados de saúde e à educação, enquanto outros vivem na opulência, saqueando ouro, diamantes, madeira, que deveriam ser para todos. Os abusos sem fim e a corrupção provocaram desespero e raiva. E essa raiva acumulada gerou uma espiral de violência e de vingança, que, infelizmente, persiste até hoje.
 
Qual é a situação atual do conflito na República Centro-Africana?
 
O lado oeste do país está vivendo aquela “calma tensa”. As milícias anti-Balakas ainda estão bem armadas, mais do que no início da guerra, inclusive. Mas a violência diminuiu significativamente. Já na região leste do país, em especial na área de Bambari, a violência ainda é muito comum porque os Selekas e os anti-Balakas continuam presentes. É muito difícil eles viverem juntos.
 
Como a sua equipe consegue lidar com os dois grupos em conflito sem tomar partido?
 
No auge do conflito, eu reuni o pessoal do hospital e disse a todos eles: "Nós somos um hospital católico. Aqui nós tratamos todos de forma igual, seja seu amigo, seja seu inimigo. Ele matou o seu irmão ou estuprou a sua irmã? Pois bem, se ele cruzou a porta de entrada do hospital porque está doente ou ferido, você vai cuidar dele. Se você concorda, pode ficar. Se não concorda, você tem a escolha de não trabalhar mais no hospital". Logo depois eu passei a palavra para cada um dos membros da minha equipe e ouvi cada um deles responder: "Eu vou ficar para cuidar de todos, sem exceção". Foi um momento muito emocionante. E eles não disseram só palavras da boca para fora. Eles foram fiéis ao seu compromisso.

Cada vez que nós somos ameaçados de morte por um ou por outro dos grupos de rebeldes porque cuidamos dos inimigos deles, eu sempre assumo a liderança, negocio com eles e mostro que o hospital é um lugar público, para todos.
 
Além disso, e em primeiro lugar, eu sinto a presença constante de nosso Senhor, que sempre me inspira a fazer boas obras e a dizer palavras boas no momento certo.
 
Qual é a sua avaliação sobre o papel das forças de paz da ONU, como a União Africana e as forças francesas, no auge do conflito?
 
Eu acho que as forças francesas, a União Africana e as forças de paz da ONU evitaram o pior, mas não conseguiram parar o conflito. Eu, pessoalmente, acho que são forças de dissuasão para a população civil.
 
Como o senhor avalia o comportamento geral da comunidade local, as pessoas comuns, em relação aos irmãos e irmãs muçulmanos?
 
As atitudes são diferentes. Eu conheci muitas pessoas que odeiam os muçulmanos, especialmente a linhagem pura. Mas também conheci muita gente que se opõe à matança de muçulmanos. Essa gente já os escondeu na própria casa ou no campo, e nós pedimos ajuda para encontrá-los e levá-los para o nosso hospital. Eu até conheci vários anti-Balakas que protegeram civis muçulmanos e me ajudaram a recuperá-los. Hoje, toda a população de Bossemptélé é unânime em achar que a saída dos muçulmanos reduziu consideravelmente a economia da população. Eles têm mais gente para vender os produtos rurais.
 
Existem planos para garantir que este conflito não volte a se inflamar? Que planos seriam?
 
Nós não temos um projeto nacional. Mas, em nossa pequena cidade de Bossemptélé, temos um pequeno "Comitê Comunitário de Coesão Social", que é liderado pelo padre camiliano Patrick Brice Naïnangue, pároco de Santa Teresa de Bossemptélé. Esse comitê é responsável pelo diálogo com o público para repensar as causas profundas desta crise, para interagir com os líderes das aldeias, com os líderes religiosos e com os anti-Balakas (...) a fim de construir as bases da reconciliação, da justiça e da paz.
 
Nós sabemos, também, que muitas das milícias são formadas por agricultores e pecuaristas. Tentamos proporcionar treinamento técnico e distribuir sementes para a época do plantio. Premiamos as melhores produções de cada safra para promover a competitividade. Tudo isso nos permite construir a força de trabalho e impulsionar o mercado de trabalho. E isso leva alguns deles a desistir das armas.
 
Também priorizamos a educação e, se possível, a educação por meio da mídia, em especial da rádio. Esperamos que esses recursos, junto com as nossas muitas orações pela paz, nos permitam cuidar das feridas da guerra e restaurar a paz.
 
Alguns relatos da mídia dizem que os cristãos guardam ressentimento em relação aos muçulmanos. O senhor tem ideia de que ressentimentos seriam esses?
 
Eu não diria que os cristãos tenham ressentimentos contra os muçulmanos. Eu prefiro falar do ressentimento dos não-muçulmanos (tanto cristãos quanto animistas) em relação aos muçulmanos. Isto se deve principalmente ao fato de que a maior parte da milícia Seleka era muçulmana. Além disso, também se deve à cumplicidade de alguns muçulmanos com a milícia nos casos muito graves de abusos que eles cometiam contra os civis não-muçulmanos.
 
Como o senhor acomodou esses dois grupos conflitivos dentro da missão sem que a própria missão entrasse em conflito?
 
A primeira milícia que surgiu entre nós foi a Seleka. No dia 17 janeiro de 2014, eles fugiram da cidade depois de roubar motocicletas e um carro do hospital. Em 18 de janeiro, os anti-Balakas implantaram o seu próprio reinado, depois de enfrentar a resistência dos extremistas muçulmanos. Mais de 100 pessoas foram mortas; na maioria, eram civis. Foi assim que o conflito começou na nossa região. Nós recebemos os feridos e eu tentei me esconder e me proteger. Mas eu sabia que era o exército celestial que nos protegia.
 
Como o senhor conseguiu sustentar as pessoas que se refugiaram na missão, em termos de alimentação, tratamento e proteção?
 
Antes da guerra, eu armazenei um estoque de arroz e medicamentos. Com essas provisões, conseguimos alimentar e cuidar dos nossos refugiados até a chegada dos Médicos sem Fronteiras e do Programa World Food. As freiras carmelitas também esvaziaram as reservas alimentares que elas tinham, para ajudar os estudantes na escola primária que elas dirigem.
 
Como o senhor se sente com o recebimento do prêmio da Human Rights Watch?
 
Eu dou graças a Deus, que quis fazer com que o mundo conhecesse a obra dele através do nosso modesto compromisso. Eu me vejo chamado pelo Senhor, que ainda me convida, e sempre vai me convidar, a defender os direitos humanos sem levar em consideração as feridas do meu próprio corpo. É muito bonito amar e dar a vida pelos amigos.
http://www.aleteia.org/pt/mundo/artigo/o-sacerdote-catolico-que-salvou-a-vida-de-1000-muculmanos-5906043812970496?page=2

Estou aqui porque te amo: uma lição de vida


Catharinakerk / Flickr CC

Fui visitar Jesus por causa de um problema muito sério. E eu não sabia como resolvê-lo. Quando passamos por uma dificuldade muito grande, costumamos olhar para o céu e buscar Deus.

Aproveitei que a missa ainda não tinha começado e fui até a capela do Santíssimo, onde tudo é paz e serenidade.

Neste silêncio, eu percebi que eu estava lá para pedir favores a Jesus, não para dizer que o amava.

E isso não era legal. Eu queria vê-lo porque sentia sua falta, porque adoro sentir sua presença amorosa. E foi então que rezei com todo o meu coração:

“Que eu me aproxime de ti, Senhor, por amor.
Não porque estou sofrendo.
Nem por causa de um problema.
Nem sequer por esta angústia que me consome.
Não por uma necessidade.
Não por um favor.
Não por causa de uma doença.

Que eu te busque porque te amo.
Porque Tu és meu amigo.

Ensina-me a confiar,
para deixar meus problemas nas tuas mãos.

Que possa amar,
para amar-te de verdade,
como Tu mereces,
com um amor puro e desinteressado.
Esta é a graça que te peço.”

Logo depois disso, aconteceu algo inesperado, surpreendente. Senti uma doce voz interior que me consolava: “Não tenha medo, eu estou com você”.

A missa começou. No meio da homilia, lembrei-me dessas palavras e as escrevi na palma da minha mão, para lembrar delas o dia inteiro.

“Não tenha medo, eu estou com você.”

Ao acabar de escrevê-las, elevei o olhar e o sacerdote disse:

“Não tenha medo, Deus está com você.”

Olhei para ele com surpresa. O padre continuou:

“Não pode haver um cristão sem cruz. Mas essa cruz é pesada demais, não conseguimos carregá-la sozinhos. Peça a Jesus que o ajude, e sua cruz ficará mais leve.”

Foi impressionante. Senti uma grande paz naquele momento!

Recuperei a serenidade. A certeza de saber que Jesus estava comigo. Então, tomei uma decisão importante: “Entre a incerteza e a confiança, escolho confiar. Confiarei, apesar de tudo. Que se faça em mim tua santa vontade, Senhor”.

Este gesto de entrega fez uma grande diferença. Saí da missa tranquilo, feliz.

Os problemas acabaram se resolvendo. E o melhor aconteceu hoje: fui visitar Jesus, por amor.

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/estou-aqui-porque-te-amo-uma-licao-de-vida-5897900219432960?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-09/02/2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Evangelho anunciado combate as forças do mal

O Evangelho anunciado e vivido é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida!
“E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios” (Marcos 1, 39).
Nós não podemos compreender a missão de Jesus sem entender as duas atividades principais do Seu ministério. A primeira missão do Senhor é pregar, anunciar e evangelizar. A segunda é que essa pregação é acompanhada de curas e do ato de expulsar demônios.
Talvez você pense: “Eram tantos possessos assim? Era possessão para todo quanto é lado onde Jesus andava?”. Em alguns lugares, expulsar demônios virá até espetáculo, show para as pessoas verem; mas não se trata disso no caso do Senhor. Quando anunciamos o Evangelho, quando nós o pregamos, a Palavra de Deus por si mesma atrai bênção, atrai cura e libertação e provoca uma revolução dentro do nosso coração. Quando a Palavra é ensinada e pregada na autoridade de Jesus.
Muitas vezes, nós estamos enfermos, doentes, sofrendo e padecendo por muitos males porque existe muita coisa negativa dentro de nós. O Evangelho é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida! Se nos deixamos ser tomados, abrasados e abraçados pelo Evangelho de Deus, este tem o poder de nos curar!
A segunda coisa é que o Evangelho anunciado a nós combate as forças do mal. O Evangelho por si mesmo é a derrota de satanás e dos demônios, por isso, quando ele é anunciado, ele chega ao nosso coração e mexe com as nossas estruturas interiores e nos ajuda a perceber que existem dentro de nós coisas que nós mesmos precisamos expulsar.
Você sabe que existem os “demoniozinhos” que não querem sair da nossa vida. Quando a inveja entra dentro de nós ela quer se alojar em nós e não quer sair. Quando a preguiça, a maledicência, a fofoca, a sensualidade, a ira, o ressentimento, a mágoa, entre outros, uma lista de “demoniozinhos” que atormentam a nossa vida e que precisamos deixar ser exorcizados, no bom sentido da palavra, pela Palavra de Jesus.
Quando a Boa Nova, que é a força do bem, chega ao nosso coração nós expulsamos e repelimos da nossa vida as forças do maligno. É por isso que precisamos, todos os dias, acolher o Evangelho. Acolher o Evangelho não é chegar e fazer uma leitura rapidinha e dizer: “Que leitura bonita! Que bom! Obrigado, meu Deus!” .
Permitamo-nos nos deixar ser tocados, curados, restaurados e libertos de toda ação do mal que paira sobre nós! O que nos contamina são as conversas que nós temos, é aquilo que ouvimos, são as situações mal resolvidas dentro de nós e do nosso coração. É preciso uma palavra nova, é preciso um encorajamento que venha do coração e da boca de Deus!
É por isso que Jesus se retira para a solidão do coração pela força da oração e, abastecido, Ele nos cura de diversas doenças, expulsa os demônios e não permite que eles falem e ajam no meio de nós!
Que a mão de Deus hoje nos toque e nos ajude a sermos libertos de tudo aquilo que nos oprime!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/o-evangelho-anunciado-combate-as-forcas-do-mal/

Menina prodígio Akiane Kramarik



Uma das histórias mais impressionantes contada por ela mesmo no vídeo é a de que pediu certa vez para saber como era Jesus Cristo para pintar, no dia seguinte pela manhã um homem toca a campainha e diz que era o modelo para a pintura.
Akiane Kramarik (Illinois, 9 de Julho de 1994), em russo Акианэ Крамарик, criança prodígio, é uma artista e poetisa nascida nos Estados Unidos.
Akiane Kramarik nasceu em Mount Morris (Bairro conhecido de Detroit), no estado americano de Illinois, filha de mãe lituana e de pai norte-americano, ateus onde o lar não tiha uma referência sobre Deus.
Sua genealogia inclui poloneses, húngaros, eslovacos, russos, boêmios, chineses, franceses, dinamarqueses, judeus e germânicos[carece de fontes]. Segundo o Site Oficial, ela não frequenta escolas, sendo ensinada em casa por professores particulares.Sendo, inicialmente, uma autodidata em pintura artística, Akiane Kramarik começou a desenhar aos quatro anos de idade, pinta desde os seis e compõe poesias desde os seus sete anos.
Seu primeiro auto-retrato foi vendido por dez mil dólares.
Como ela mesma diz, sua arte é inspirada nas visões do céu, bem como em sua ligação com o Criador. Sua arte inclui paisagens, vida selvagem, pessoas.Aos dez anos, ela participou de uma entrevista do programa de TV norteamericana The Oprah Winfrey Show, e também apareceu na rede CNN.

http://bibliacomentada.com.br/index.php/menina-de-12-anos-filha-de-ateus-faz-pinturas-ceu-e-de-jesus-apos-revelacao-divina/

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Você quer ser um bom pai? Siga estes conselhos do Papa Francisco

VATICANO, 04 Fev. 15 (ACI/EWTN Noticias) .- “Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração”, afirmou o Papa Francisco durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI, na qual refletiu sobre o papel do pai na família, colocando como exemplo a parábola do Filho Pródigo.

Como já havia anunciado na semana passada, a catequese de hoje se referiu à função do pai na família, a partir de uma perspectiva positiva, deixando de lado os “perigos dos pais 'ausentes'”.

“Toda família precisa do pai”, começou dizendo. O pai “sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza”, mas também “quanto consolo e recompensa se recebe quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida”.

Francisco falou depois de algumas necessidades, como a da presença do pai na família. “Que seja próximo à mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, cansaços e esperanças. E que seja próximo aos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando estão despreocupados e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando ficam em silêncio, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando reencontram o caminho”. Em todas estas ocasiões “o pai deve estar sempre presente”.

Mas, o Papa alertou que estar presente não é o mesmo que “controlar”: “Os pais muito controladores anulam os filhos, não os deixam crescer”.

O Pontífice colocou como exemplo o Evangelho que fala de Deus como sendo um “Pai bom” e a Parábola do Filho Pródigo ou “do pai misericordioso”.

“Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há outra coisa a fazer se não esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, magnanimidade, misericórdia”.

E é que “um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração. Certo, sabe também corrigir com firmeza: não é um pai frágil, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem degradar é o mesmo que sabe proteger sem se economizar”.

Para fazer mais compreensíveis suas palavras o Papa colocou o seguinte exemplo: “Uma vez ouvi em uma reunião de matrimônio um pai dizer: ‘Algumas vezes preciso bater um pouco nos filhos… mas nunca no rosto para não degradá-los’”.

“Sem a graça que vem do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar”.

Em sua catequese, Francisco tomou algumas expressões do Livro dos Provérbios dirigidas aos próprios filhos: “Filho meu, se o teu coração for sábio, também o meu será cheio de alegria. Exultarei dentro de mim, quando os teus lábios disserem palavras retas”.

“Não se poderia exprimir melhor o orgulho e a comoção de um pai que reconhece ter transmitido ao filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio”.

O Papa explicou que este pai não dizia “estou orgulhoso de você porque és igual a mim, porque repetes as coisas que eu digo e que eu faço. Não, não lhe diz simplesmente qualquer coisa. Diz-lhe algo de bem mais importante, que podemos interpretar assim: ‘Serei feliz toda vez que te ver agir com sabedoria e estarei comovido toda vez que te ouvir falar com retidão’”.

“Isso é aquilo que quis te deixar, para que se tornasse uma coisa tua: a atitude de sentir e agir, de falar e julgar com sabedoria e retidão. E para que tu pudesses ser assim, te ensinei coisas que não sabia, corrigi erros que não vias. Fiz você sentir um afeto profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não reconhecestes plenamente quando eras jovem e incerto. Dei a você um testemunho de rigor e de firmeza que talvez você não entendeu, quando você quis somente cumplicidade e proteção”.

O Papa continuou com o exemplo: “precisei eu mesmo, primeiro, colocar-me à prova da sabedoria do coração e vigiar sobre os excessos de sentimento e do ressentimento, para levar o peso das inevitáveis incompreensões e encontrar as palavras certas para me fazer entender. Agora, continua o pai – quando vejo que você procura ser assim com os teus filhos, e com todos, me comovo. ‘Sou feliz de ser teu pai’”.

E “é assim que diz um pai sábio, um pai maduro.”, assegurou Francisco.

Por último, o Papa assegurou que “a Igreja, nossa mãe, é empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque esses são para as novas gerações protetores e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e na proteção de Deus, como São José”.


http://bmail.uol.com.br/main/message?uid=OTMzMQ&folder=INBOX&externalAcc=&link_security=0&msg_flagged=false&show_msg_header=1#$noticia_numero

Fonte de amor

O coração de Jesus é amor e fonte do amor. Dele nada se alcança a não ser por amor. Ele é a força mais poderosa do mundo. Não há temor no amor, pois quem ama nada teme. O amor desinteressado perdura sempre. é preciso despertar no coração o gosto pelas coisas singelas e vivas do amor. Não existe atitude mais edificante do que retribuir amor com amor. Busque em seu coração as pedras preciosas do amor, que enriquece a todos. Não menospreze quem não sabe amar; só amando aprendemos a amar. O amor é a escada pela qual o coração sobe o céu. Amar é uma decisão que inclui medos e tristezas, mas também uma experiência repleta de alegrias e aprendizados. A força do amor tudo alcança. 
Padre Antônio Francisco Bohn

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Rosário, um tesouro - Por Pe. Gabriele Amorth (Exocista de Roma)

Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! No mês de outubro, consagrado à piedosa devoção do Santo Rosário, procuramos sempre mais “contemplar Cristo com Maria”. Retomando o discurso sobre o Rosário, nosso pensamento se remete à definição que lhe foi dada por Paulo VI: “Compêndio de todo o Evangelho”. Na realidade, a característica fundamental desta piedosa prática é ser, ao mesmo tempo, oração e meditação dos principais mistérios cristãos.



É por isso que Nossa Senhora em Fátima propõe o Rosário como antídoto ao ateísmo: o homem de hoje tem mais necessidade do que nunca de rezar e de meditar as grandes verdades reveladas. Não é de admirar a insistência dos papas em recomendar esta oração: pensemos, por exemplo (antes da Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, de João Paulo II), nas doze Encíclicas sobre o Rosário de Leão XIII. E não nos admiremos com o fato de que, nas Aparições de Lourdes e de Fátima, tenha sido dado tanto destaque a esta piedosa devoção mariana.


O Rosário, um tesouro a ser redescoberto


A história do Rosário tornou-se conhecida sobretudo depois da celebração do Ano do Rosário (de outubro de 2002 a outubro de 2003). E ficamos conhecendo o acréscimo dos cinco “Mistérios da Luz”, com os quais o Papa Wojtyla quis enriquecer esta piedosa devoção mariana.

Aqui queremos recuperar – em outubro, que é precisamente o mês do Rosário – algumas reflexões que nos parecem particularmente atuais.

O ritmo da vida dos nossos dias quebrou a unidade da família: os familiares passam pouco tempo juntos e, às vezes, mesmo naqueles poucos momentos não se conversa, porque quem rege a casa é a televisão... Mas já Pio XII insistia sobre a retomada do Rosário em família: “Se unidos recitais o Rosário, desfrutareis da paz em vossas famílias, tereis a harmonia doespírito nas vossas casas”. “A família que reza unida permanece unida”, repetia em todas as partes do mundo o americano P. Peyton, o incansável apóstolo do Rosário em família. E João Paulo II nos recordava: “O nosso coração pode abraçar, nestas dezenas do Rosário, os fatos que compõem a vida do indivíduo, da família, da Nação, da Igreja, da humanidade. O Rosário marca o ritmo da vida humana” (RVM, 2).

O Rosário é também a oração da paz, a oração que abraça o mundo inteiro. Um outro grande apóstolo do Rosário dos últimos tempos, o Bispo Fulton Sheen, tinha concebido uma coroa de cinco cores, que ainda está muito em uso: uma dezena de contas verdes, para lembrar a África (conhecida por suas verdes florestas), uma dezena de contas vermelhas para a América (habitada originalmente pelos índios), uma dezena de contas brancas para a Europa (em homenagem à veste branca do Papa), uma dezena de contas azuis para a Oceania (imersa no azul do Pacífico), e uma dezena de contas amarelas para o imenso continente asiático (com referência à tendência de cor da pele de algumas raças de seus habitantes). Assim, ao fim da coroa, abraçou-se o mundo.

O homem tem hoje, mais do que nunca, a necessidade de fazer pausas para o silêncio e reflexão. No mundo de hoje, existe a necessidade do silêncio orante. Se acreditamos no poder da oração, estamos convencidos de que o Rosário é mais forte do que a bomba atômica.

Relembremos tudo quanto foi sugerido no “Ano do Rosário”, particularmente na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, do Papa João Paulo II: as razões para sermos fiéis a esta piedosa prática mariana permanecem todas plenamente válidas: de fato, ao que parece, ainda mais do que antes: porque hoje há uma necessidade ainda maior de “redescobrir uma oração tão fácil e, ao mesmo tempo, tão rica” (RVM, 43) como é o Santo Rosário.


http://defensoresdasagradacruz.blogspot.com.br/2012/09/o-rosario-um-tesouro-por-pe-gabriele.html